domingo, 5 de fevereiro de 2023

SAIBA TUDO SOBRE Lena D’Água

Lena D'Água

Helena Maria de Jesus Águas, conhecida como Lena d'Água (Lisboa16 de junho de 1956), é uma cantora e autora portuguesa.

Biografia

Nasceu em Lisboa no dia 16 de Junho de 1956, primeira filha de José Águas, avançado-centro e capitão do bi-campeão europeu Sport Lisboa e Benfica e da selecção portuguesa de futebol e irmã do igualmente ex-futebolista do Benfica Rui Águas.

Carreira

A primeira vez que subiu a um palco foi em 1974 numa reunião de moradores do Bairro de Santa Cruz, em Benfica, quando o amigo que se encontrava a actuar para encerrar a sessão a chamou para assobiar a melodia da flauta do tema "Pode alguém ser quem não é" de Sérgio Godinho. A sua inesperada estreia seguiu-se, quando se acompanhou à guitarra, para cantar o tema "Ne Me Quitte Pas", de Jacques Brel.

Foi uma das primeiras mulheres em Portugal a integrar, como vocalista, uma banda de rock: os Beatnicks, grupo musical de Rock Progressivo com base na Amadora. A sua estreia na banda aconteceu na festa de finalistas do Liceu de Sintra, em maio de 1976. Seguiram-se dois anos de concertos ao vivo pelo país, tendo a banda viajado para os Açores em julho de 1977 para participar no Festival Musical Açores, na ilha Terceira. A última actuação com a banda aconteceu em 7 de abril de 1978, na noite em que os Beatnicks fizeram a 1ª parte do concerto de Jim Capaldi, no Coliseu dos Recreios de Lisboa. Não chegou assim a participar no single que a banda gravou nesse ano.

Pouco depois é convidada para o coro do grupo Gemini na sua participação no Festival RTP da Canção e acompanha-os à Eurovisão em Paris com a canção "Dai Li Dou1978. Na época era chamada para trabalhos de estúdio, em publicidade e em coros para artistas consagrados. É também neste ano que participa na gravação do álbum "Ascenção e Queda" do grupo Petrus Castrus.

Concluíra o Curso do Magistério Primário no verão de 1978 e no final desse ano fez parte da "Oficina de Teatro e Comunicação", a companhia de teatro independente com quem levou à cena a peça para crianças "Ou Isto Ou Aquilo". A encenação, por José Caldas, de poemas de Cecília Meirelles, tinha adereços e figurinos de Dalton Salem Assef e coreografia de Águeda Sena. Lena d'Água participou nesse espectáculo como actriz e foi a directora musical. "Ou isto ou aquilo" foi apresentado em salas e ginásios de vários bairros pobres da periferia de Lisboa, no âmbito das campanhas de dinamização cultural que tiveram lugar na altura em Portugal. As canções da peça, todas da autoria de Luís Pedro Fonseca, viriam a ser gravadas em 1992.

No ano de 1979 grava um single com os temas "O Nosso Livro" (Florbela Espanca) e "Cantiga da Babá" (Cecília Meirelles), ambos os poemas musicados por Luís Pedro Fonseca.

O seu primeiro disco de longa duração acaba por ser "Qual é Coisa Qual é Ela?" que foi gravado em finais de 1978. Trata-se de um disco para crianças que inclui adivinhas de Maria João Duarte, musicadas por Luís Pedro Fonseca e José da Ponte. O álbum seria editado pela editora Rossil no ano de 1979.

Em 1980 participa no Festival RTP da Canção com o tema "Olá Cega Rega", da autoria de Paulo de Carvalho, mas que também não devia ser ela a cantar. Com Luís Pedro Fonseca e José da Ponte, funda a banda Salada de Frutas, em 1980, na qual é a vocalista principal. O álbum "Sem Açúcar" é editado em novembro desse ano e destaca-se o tema "Como Se Eu Fosse Tua". Em maio de 1981 é lançado o single "Robot/Armagedom", que teve entrada directa para o 1º lugar do TOP 20 de vendas e foi um dos grande sucessos desse ano. Em setembro de 1981, devido a divergências de vária ordem, Lena d'Agua e Luís Pedro Fonseca abandonam o grupo. Começam logo a preparar novas canções e a procurar novos músicos para a formação a que dariam o nome de Atlântida. Em outubro assinam contrato com a editora Valentim de Carvalho e em novembro é lançado o single "Vígaro Cá Vígaro Lá".

Lena e Atlântida, em 1982.
Banda Atlântida com Lena d'Água em concerto, 1982.

O álbum "Perto de Ti", de 1982, contou com produção do inglês Robin Geoffrey Cable, revolucionador dos métodos de trabalho usados até então em estúdios portugueses. O disco vendeu perto de 18 mil cópias, falhando por pouco a marca de ouro - nessa altura a marca de prata era atingida com 10 mil unidades vendidas e a de ouro com as 20 mil.

1983 é o ano do single ecológico "Jardim Zoológico/Papalagui". Em 1984 é editado o álbum "Lusitânia", novamente produzidos por Robin Geoffrey Cable, e que atinge igualmente a marca de prata. Neste álbum figura o tema que virá a ser considerado um dos ex-libris da cantora, "Sempre Que o Amor Me Quiser", criação de Luís Pedro Fonseca.

Em 1984 é lançado o livro "A Mar Te", colectânea de poemas de juventude da cantora, editado pela Ulmeiro.

Em 1986 muda-se da Valentim de Carvalho para a editora CBS para a qual grava o álbum "Terra Prometida", com produção de Robin Geoffrey Cable e de Luís Pedro Fonseca. "Dou-te um doce" é o primeiro single e será o primeiro videoclip português a passar na Europa TV, no programa "Countdown", de Adam Curry. Foi igualmente disco de prata.

António Emiliano arranjou e produziu "Aguaceiro", o álbum de 1987. Foi disco de prata. Neste disco foi gravado o tema "Estou Além", de António Variações. Ida ao Brasil onde participou no show "Nau de Paz".

Em 1989 é editado o álbum "Tu Aqui", que inclui a participação do pianista Mário Laginha na canção "Essa Mulher" celebrizada por Elis Regina. Destaque ainda para a gravação de cinco temas inéditos de António Variações. O disco teve produção de Guilherme Inês e Zé da Ponte.

Em 1992 rescinde contrato com a Sony Music (ex-CBS), por não haver vontade da editora em gravar "Ou Isto Ou Aquilo", um álbum de canções de Luís Pedro Fonseca compostas para a peça musical encenada em 1978 por José Caldas a partir de poemas de Cecília Meirelles para as crianças e em que Lena d'Água participara como actriz, música e directora musical. Este disco seria editado pela Edisom.

Gravou o tema "Cantiga de Embalar II" do Vitinho (em dueto com Paulo de Carvalho) editado na coletânea musical "Vitinho apresenta... os Êxitos da Pequenada".

Em 1993 e a convite do maestro Pedro Osório, junta-se a Helena Vieira e Rita Guerra para montar uma produção musical que percorria grandes e populares temas criados um pouco por todo o mundo no século XX, "As Canções do Século", concerto esse que foi gravado ao vivo com orquestra no Casino Estoril em novembro de 1993. Este espectáculo seria apresentado por todo o país e ilhas, sempre com enorme sucesso, até finais de 1999.

Em 1996 actuaria com o grupo de música popular Gallandum cantando na língua mirandesa, em espectáculos nos Açores - em Angra do Heroísmo naIlha Terceira e no Festival Maré de Agosto na Santa Maria.

Com a Brigada Victor Jara grava - no disco de 1999 "Novas Vos Trago" - o tema "Parto Em Terras Distantes (2.ª Versão)" - e a "Moda do Pastor" no disco "Ceia Louca" - ( Prémio Zeca Afonso 2006)

Ainda em 1999 estreia no Hot Clube de Portugal o concerto tributo a Billie Holiday, que apresentaria até 2004.

Em 1999 constrói um concerto dedicado ao repertório de Billie Holiday, que estreou na sala mítica do Hot Clube de Portugal e que apresentaria até 2004 em cine-teatros um pouco por todo o país. Entre 2001 e 2003 apresentou o tributo a Elis Regina, novamente estreado na cave do Hot Clube e que em 2003 foi levado à cena no palco do Teatro Olga Cadaval em Sintra. Foi nesta fase que aprofundou os seus conhecimentos musicais no contacto em palco com os excelentes músicos da cena jazzística portuguesa.

Em 2000 grava com Jorge Palma o tema "Laura", canção principal do telefilme da SIC "A Noiva", incluída no álbum "Perdidamente, as Canções de João Gil". Também nesse ano, Lena d'Água colaborou na versão do grupo angolano SSP da sua canção emblemática “Sempre Que o Amor Me Quiser”. Ida a Angola para participar num espectáculo do grupo em Luanda. Ida ao México onde representou Portugal no Festival da OTI, em Acapulco, com a canção "Mar Portugal" de José Jorge Letria e José Marinho.

Em 2002 participou no Big Brother Famosos 2 da TVI. Em 2005, com arranjos e direcção musical de Bernardo Moreira (no contrabaixo), Marco Franco na bateria, André Fernandes na guitarra e João Moreira no trompete, Lena d'Água gravaria "ao primeiro take" o CD/DVD "Lena d'Água SEMPRE, ao vivo no Hot Clube de Portugal", que seria editado em maio de 2007 pela EMI Portugal com o selo de qualidade da prestigiada Blue Note.

50 anos - Maxime

Em 2006 produz a festa-concerto de comemoração dos seus 50 anos, no Cabaret Maxime, em Lisboa. Neste espectáculo em três actos - Billie HolidayElis Regina e Lena d'Água, a cantora apresentou-se com três formações diferentes de músicos. O espectáculo foi gravado em DVD mas ainda não foi editado.

No ano de 2008, o álbum "Perto de Ti" de 1982 é reeditado, pela primeira vez em CD, pela editora iPlay na colecção "Tempo do Vinil", e inclui ainda os dois singles - «Vígaro cá, vígaro lá/ Labirinto», de 1981 e «Jardim Zoológico/ Papalagui», de 1983.

Entre 2009 e 2010 é feita a série de entrevistas que dará origem ao Documentário «Bela Adormecida», sobre a vida da cantora.

Filha primogénita de José Águas, glória inesquecível do futebol do Sport Lisboa e Benfica e da selecção portuguesa no período entre 1950 e 1963, Helena escreveu o livro «José Águas, o Meu Pai Herói», que foi lançado em 2011 pela Oficina do Livro, do grupo Leya.

Em 2013 Lena d’Água voltou a estúdio na companhia da banda "Rock’n’Roll Station", para o registo de 13 recriações dos seus clássicos, entre os quais "Sempre Que O Amor Me Quiser", "Robot", "Dou-te Um Doce", "Vígaro Cá, Vígaro Lá", "Demagogia", "Perto de Ti" e "Beco". O álbum, "Carrossel", foi editado pela "Farol" em Junho de 2014.

Participou no Festival RTP da Canção 2017, com o tema "Nunca Me Fui Embora", da autoria de Pedro da Silva Martins, tendo sido apurada para a final e ficado classificada em sétimo lugar na final.[1]

Participa na banda sonora de série da RTP 1986, de Nuno Markl, como intérprete na canção de abertura "Electrificados".

Em maio de 2019 é editado o álbum "Desalmadamente" composto inteiramente por originais escritos por Pedro da Silva Martins e que teve produção de Benjamim, Mariana Ricardo, Sérgio Nascimento e Francisca Cortesão. "Queda Para Voar" e "Desalmadamente" eram outros dos temas previstos para a participação no Festival RTP da canção de 2017 e que agora aparecem em disco.

Em 2020 foi vencedora dos Play Prémios da Música Melhor Artista Feminina e Prémio da Crítica. Em 2021 recebeu o Prémio José Afonso 2020 e foi nomeada para o Globo de Ouro como Melhor Intérprete.

Discografia

  • 2019 - Desalmadamente (CD / LP / Vinil )
  • 2014 - Carrossel (CD) - Lena d'Água & Rock'n'Roll Station
  • 2007 - Sempre - Ao Vivo no Hot Clube (CD + DVD)
  • 2000 - Mar Portugal / Mar Portugal (Instrumental) (Single)
  • 1994 – As Canções do Século - Ao Vivo no Casino Estoril - com Helena Vieira e Rita Guerra)
  • 1992 – Ou Isto ou Aquilo (LP e CD)
  • 1989 – Tu Aqui (LP e CD)
  • 1987 – Aguaceiro (LP)
  • 1986 – Terra Prometida (LP e CD)
  • 1984 – Lusitânia (LP)
  • 1983 – Papalagui / Jardim Zoológico (single) - com a Banda Atlântida
  • 1982 – Perto de ti (LP e CD)- com a Banda Atlântida
  • 1981 – Vígaro cá, vígaro lá / Labirinto (single) - com a Banda Atlântida
  • 1981 – Robot / Armagedom (Single) - com a Salada de Frutas
  • 1980 – Sem Açúcar (LP) - com a Salada de Frutas
  • 1979 – Qual é Coisa, Qual é Ela? (LP para crianças)
  • 1979 - O Nosso Livro / A Cantiga da Babá (Single)


Colectâneas e Reedições
  • 1986 - 80/94 (colectânea)
  • 1996 – Sempre Que o Amor Me Quiser - O Melhor de Lena d'Água (colectânea)
  • 1996 – Demagogia (colectânea)
  • 2004 – Terra Prometida / Tu Aqui (2CD)
  • 2008 – Perto de Ti (reedição em CD)
  • 2011 - Bandas Míticas, 14 - Lena d'Agua & Banda Atlântida (colectânea)
  • 2017 - Jardim Zoológico / Tao (Single 12")
Compilações / Colaborações
  • 1984 - Top Jackpot - Secret Lover
  • 1985 - Chuva Na Areia - O Mar Em Que Te Despes
  • 1992 - Paulo de Carvalho - Cantiga de Embalar
  • 1998 - Brigada Victor Jara - Parto em Terras Distantes I
  • 2000 - SSP - Sempre Que O Amor Me Quiser
  • 2001 - Perdidamente - As Melhores de João Gil - Laura (com Jorge Palma e Diogo Infante)
  • 2001 - Orquestra Nova Harmonia - No Fundo dos teus Olhos de Água
  • 2002 - Sonhos Traídos - A Luz Que Eu Vi
  • 2006 - Brigada Victor Jara - Parto em Terras Distantes
  • 2008 - Brigada Victor Jara - Moda do Pastor
  • 2009 - Sinal - Sempre Que O Amor Me Quiser
  • 2013 - Ciclo Preparatório - A Volta ao Mundo com a Lena d'Água
  • 2016 - Homenagem a Lou Reed - Sunday Morning
  • 2018 - 1986 - Electrificados (com Catarina Salinas e João Só)
  • 2020 - Capicua - Último Mergulho





Fotos







CAPAS E FOTOS DO ROCK PORTUGUÊS


POEMAS CANTADOS DE LÉO FERRÉ


 

Automne malade

Léo Ferré

Automne malade et ador?Tu mourras quand l'ouragan soufflera dans les roseraies
Quand il aura neig?Dans les vergers

Pauvre automne
Meurs en blancheur et en richesse
De neige et de fruits m?
Au fond du ciel
Des ?rviers planent
Sur les nixes nicettes aux cheveux verts et naines
Qui n'ont jamais aim?
Aux lisi?s lointaines
Les cerfs ont bram?
Et que j'aime ?ison que j'aime tes rumeurs
Les fruits tombant sans qu'on les cueille
Le vent et la for?qui pleurent
Toutes leurs larmes en automne feuille ?euille

Les feuilles
Qu'on foule
Un train
Qui roule
La vie
S'?ule


Avec le temps

Léo Ferré

Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
On oublie le visage et l'on oublie la voix
Le cœur, quand ça bat plus, c'est pas la peine d'aller
Chercher plus loin, faut laisser faire et c'est très bien

Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
L'autre qu'on adorait, qu'on cherchait sous la pluie
L'autre qu'on devinait au détour d'un regard
Entre les mots, entre les lignes et sous le fard
D'un serment maquillé qui s'en va faire sa nuit
Avec le temps tout s'évanouit

Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
Même les plus chouettes souv'nirs ça t'as une de ces gueules
A la gal'rie j'farfouille dans les rayons d'la mort
Le samedi soir quand la tendresse s'en va toute seule

Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
L'autre à qui l'on croyait pour un rhume, pour un rien
L'autre à qui l'on donnait du vent et des bijoux
Pour qui l'on eût vendu son âme pour quelques sous
Devant quoi l'on s'traînait comme traînent les chiens
Avec le temps, va, tout va bien

Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
On oublie les passions et l'on oublie les voix
Qui vous disaient tout bas les mots des pauvres gens
Ne rentre pas trop tard, surtout ne prends pas froid

Avec le temps...
Avec le temps, va, tout s'en va
Et l'on se sent blanchi comme un cheval fourbu
Et l'on se sent glacé dans un lit de hasard
Et l'on se sent tout seul peut-être mais peinard
Et l'on se sent floué par les années perdues
Alors vraiment... avec le temps... on n'aime plus


BIOGRAFIA DOS Celtic Frost

 

                                            Celtic Frost

Celtic Frost foi uma banda suíça formada em 1984, considerada uma das bandas pioneiras do Black metal, ao lado de Hellhammer, Bathory,Venom e Mercyful Fate. São conhecidos por influenciar fortemente os gêneros do metal extremo, principalmente com o lançamento dos seus dois primeiros discos, Morbid Tales (1984) e To Mega Therion (1985). O líder e guitarrista da banda, Tom G. Warrior, é reconhecido como um dos primeiros vocalistas a usar vocais guturais em sua música, e hoje é tido como um ícone na cena do heavy metal. 

O primeiro período da banda deu-se entre 1984 e 1993. Após muitos anos envolvidos em outros projetos musicais, Tom G. e o baixista Martin Eric Ain reformaram o grupo e lançaram o disco Monotheist em 2006, que recebeu boa avaliação da crítica. Em 2008 a banda acabou novamente após a saída de Tom, que agora segue sua carreira no Triptykon. 

História.

Formação e primeiros álbuns (1984-1986).

O Celtic Frost formou-se no fim de maio de 1984 pelo vocalista/guitarrista Tom G. Warrior, pelo baixista Martin Eric Ain (dois ex-membros do Hellhammer) e pelo baterista Isaac Darso. Algumas semanas depois da formação, Darso abandonou a banda e foi substituído por Stephen Priestly (que anteriormente também era parte do Hellhammer). 

Em 1984 gravaram seu primeiro álbum, Morbid Tales, que dava sequencia ao som apresentado pelo Hellhammer: vocais ríspidos (marca registrada de Tom G.), alternância entre a velocidade e a cadencia do ritmo, e letras focando na morte e no ocultismo. O mini-LP, que viria a ser tornar umas das bases do death metal, obteve grande êxito na cena do metal underground e permitiu à banda realizar sua primeira turnê na Alemanha e na Áustria. Ao final do mesmo ano, contrataram o baterista de americano Reed St. Mark. 

Em agosto de 1985 foi publicado o EP Emperor's Return. Estas duas primeiras gravações do Celtic Frost foram relançadas posteriormente em um único CD. 

Em outubro foi lançado um dos álbuns mais influentes da banda e do gênero, To Mega Therion. Mantendo o clima sombrio, direto, cru e extremo de Morbid Tales, o disco era bem tocado, bem produzido, original, trazia ideias novas e mostrava que o Black/Thrash metal praticado por eles criaria uma nova vertente musical inspirando inúmeras bandas pelo mundo. O disco foi gravado com Dominic Steiner no baixo, já que Martin Eric Ain havia saído temporariamente, mas retornaria pouco após o lançamento. A capa de To Mega Therion foi desenhada pelo artista suíço H. R. Giger, que futuramente colaboraria com a banda para dirigir o clipe "A Dying God Coming Into Human Flesh" e desenhar a guitarra de Tom G. Warrior. 

No ano seguinte puseram à venda seu segundo EP, Tragic Serenades. 

Mudanças no som (1987-1989).

Em 1987, teve início o que, para muitos, foi a decadência do Celtic Frost. O LP deste ano, Into the Pandemonium, apresentou uma série de inovações nunca vistas no heavy metal. Agora, instrumentos de música erudita, letras em francês, sonoridades de hip hop e outras vertentes diferentes juntavam-se ao peso das guitarras e à agressividade da seção rítmica. O Celtic Frost provava ser corajoso o suficiente para experimentar, ainda que os fãs antigos (ao contrário da crítica) tenham ojerizado esse tipo de mudança. Apesar da controvérsia, músicas como "Danse Macabre" e "Tears in a Prophet’s Dream" dos álbuns anteriores e agora com os vocais de Tom variando entre o brutal/sombrio e suave, inegavelmente serviram de fundamental importância para o desenvolvimento do gothic metal. 

Porém, em 1988 que a situação piorou. Ain deixou o conjunto e foram adicionados a ele Oliver Amberg (guitarra) e Curt Victor Bryant (baixo). O agora quarteto assumiu um visual simplesmente radical (inspirado nas bandas glam de Los Angeles, como Poison, Mötley Crüe e outras, que eram um fenômeno de vendas na época) e Warrior abandonou o pseudônimo e passou a assinar como Thomas Gabriel. O disco gravado sob esse panorama foi chamado Cold Lake. As canções já não tinham mais nada em comum com o metal extremo, era, agora, um hard rock artificial. Parecia claro que Gabriel tencionava conquistar o mercado americano, inatingido pelo Frost, e resolveu copiar os grupos que então faziam sucesso por lá – logo ele, que ficara famoso como um vanguardista. Contudo, a tentativa foi em vão, já que o álbum não fora muito bem nos EUA. 

Declínio e separação (1990-1993).

Com o fracasso de “Cold Lake”, Warrior viu-se num beco sem saída: estava claro que continuar com aquela proposta não o levaria a lugar nenhum. Dois anos depois, Ain volta à banda e um novo álbum é lançado, Vanity/Nemesis, onde o estilo glam é deixado de lado e o grupo foca-se no thrash. Embora a qualidade do disco tenha melhorado bastante em relação ao anterior, a reputação da banda continuava má com os fãs. Em 1992 foi lançada a coletânea Parched With Thirst Am I and Dying, contendo gravações inéditas e raridades.
Em 1993 a banda se dissolveu. 

Reunião e "Monotheist" (2001-2007).

Ao final de 2001, Warrior e Ain começaram a escrever músicas juntos outra vez, com Unala como guitarrista, e desde o fim de 2002, com o experiente baterista suíço Franco Sesa. O objetivo era desenvolver e gravar um novo álbum mais obscuro e pesado. A realização do álbum atrasou mais que o previsto (em parte devido às finanças do projeto), mas finalmente em 2005 foi finalizada a gravação que Warrior e Ain descreveram como "o disco mais obscuro que o Celtic Frost já gravou", agora abordando o Doom/gothic metal. 

O sexto álbum de estúdio do Celtic Frost foi financiado pela própria banda através de seu próprio selo, Prowling Death Records, e impresso por Diktatur des Kapitals. A Prowling Death Records foi criada originalmente como um selo underground que publicou as demos do Hellhammer entre 1983 e 1984. O álbum foi produzido por Celtic Frost e Peter Tägtgren (músico de las bandas Bloodbath/Hypocrisy/Pain) e mixado por Fischer e Ain. O álbum, intitulado "Monotheist", foi lançado em 30 de maio de 2006. 

Em 29 de maio de 2006, o Celtic Frost embarcou na turnê mais extensa de sua história, a "Monotheist Tour", inicialmente como atrações principais de festivais (como o Wacken Open Air, ante 50.000 pessoas) na Europa, América do Norte em 2006, e o primeiro concerto da banda no Japão em janeiro de 2007. No início de 2007, foi realizada a primeira parte da tour europeia e regressaram aos Estados Unidos como convidados especiais do Type O Negative. 

Nos concertos, o Celtic Frost tocou com um guitarrista adicional. Esta posição foi inicialmente ocupada por Anders Odden (Cadaver, Apoptygma Berzerk), e depois por V Santura (de Dark Fortress).

Fim definitivo da banda (2008).

Com a saída de Warrior em 2008, a banda encerrou as atividades novamente. Ele afirma: 

“Há muitas coisas que não podemos dizer com um ar de definição, mas isso eu posso. Não tenho absolutamente nenhum interesse em retornar novamente ao Celtic Frost. Quando fiz isso da última vez, depositei uma grande quantia de dinheiro, energia e tempo nisso. Esperava que outras pessoas fizessem o mesmo. Mas, infelizmente, fui traído e esfaqueado pelas costas. Não farei mais esse tipo de esforço sem ser com pessoas em quem posso confiar. Por mais que ame a música do Celtic Frost, não posso mais fazer isso. Por outro lado, formei o Triptykon para soar o mais próximo possível do que fazíamos. As diferenças maiores são humanas, não musicais”. 

Tom, em seguida, formou seu novo projeto Triptykon, continuando com seu trabalho apresentado no disco Monotheist. 

Influência.

O Celtic Frost influenciou importantes bandas de black, death, thrash, e heavy metal. A banda Therion, por exemplo, foi assim nomeada por causa do álbum To Mega Therion. Outros grupos já citaram o Celtic Frost como influência e tem feito covers de suas canções, como Melvins, Enslaved, Opeth, Marduk, Sigh, Opera IX, Evoken, Nile, Amorphis, Stormtroopers of Death, Paradise Lost, Anathema, Nirvana, HIM, Dimmu Borgir, The Gathering, Akercocke, Sarcófago, Sepultura, Samael, Astarte, Vader, Tiamat, Emperor, Cradle of Filth, Mayhem, My Dying Bride, Darkthrone, Satyricon, High on Fire, Nokturnal Mortum, Obituary, Gorgoroth, Gallhammer Mortician, 1349, e muitos outras. Dave Grohl (ex-Nirvana, Foo Fighters) já declarou em várias ocasiões que o Celtic Frost foi uma importante influência para ele. Posteriormente convidou o cantor Tom G. Warrior a participar das gravações de seu projeto solo, Probot, co-escrevendo a canção "Big Sky". 

Em 1996, a Dwell Records lançou In Memory of Celtic Frost, uma coleção de canções regravadas por outras bandas. Notáveis bandas aparece nesse disco tributo, incluindo Enslaved, que fez cover de "Procreation (of the Wicked)"; Opeth, que regravou a canção "Circle of the Tyrants"; a banda de death metal sueca Grave, regravando "Mesmerized"; a banda canadense de thrash metal Slaughter, regravando "Dethroned Emperor"; Apollyon Sun (como o próprio Tom G. Warrior), regravando "Babylon Fell"; e as bandas norueguesas de black metal Emperor, que fez cover de "Massacra", e Mayhem, fazendo cover de "Visual Aggression". O álbum tributo também conta com releituras canções do Celtic Frost por bandas de metal menos famosas. O CD, difícil de ser encontrado, está agora fora de catálogo. 

Apesar disto, quando Tom foi perguntado sobre se era uma influencia de heavy metal, respondeu: "Não, eu tento sempre manter-me alheio a isto. Eu sou um músico, não quero envolver-me em tudo isso. Não é saudável. Quero fazer bons discos. Eu ainda estou vivo e sinto que há muito coisa para fazer no meu futuro. Eu não quero ser incomodado com o quê tem influência e onde estamos e tudo isso. Eu acho que é muito negativo". 

Integrantes.

Última Formação.

Tom G. Warrior (Vocais, Guitarra, 1984-1993, 2001-2008)
Martin Eric Ain (Baixo, Vocal, 1984-1985, 1986-1987, 1990-1993, 2001-2008)
Franco Sesa (Bateria, 2002-2008)


Ex - Integrantes.

Stephen "Evoked Damnator" Priestly (Stephen Gasser) (Bateria, 1984, 1988-1992)
Isaac Darso (Isaac Khakshouri) (Bateria, 1984)
Reed St. Mark (Reid Cruickshank) (Bateria, 1985-1988, 1992-1993)
Dominic Steiner (Baixo, 1985)
Oliver Amberg (Guitarra, 1988-1989)
Curt Victor Bryant (Baixo, 1988-1990, Guitarra, 1990-1993)
Erol Unala (Guitarra, 2001–2006)
 

Turnês.

Ron Marks (Guitarra, 1987)
Anders Odden (Guitarra, 2006-2007)
V Santura (Guitarra, 2007-2008)



Into The Pandemonium (1987)

01. Mexican Radio
02. Mesmerized
03. Inner Sanctum
04. Tristesses De La Lune
05. Babylon Fell (Jade Serpent)
06. Caress Into Oblivion (Jade Serpent II)
07. One In Their Pride (Porthole Mix)
08. I Won't Dance (The Elders' Orient)
09. Sorrows Of The Moon
10. Rex Irae (Requiem)
11. Oriental Masquerade
12. One In Their Pride (Re-Entry Mix)
13. In The Chapel, In The Moonlight
14. The Inevitable Factor
15. The Inevitable Factor (Alternate Vox)


Bandas Raras de um só Disco


                                  Dias de Blues (1972)


Curiosamente formada pouco antes do fim do Opus Alfa, conseguiu mais sucesso que seu antecessor, e com a mudança de estilo, se tornou um power trio, um dos precursores do hard Rock no Uruguai.

Após muitas apresentações pelo país, lançam seu primeiro álbum em 73, mas devido a situação política do Uruguai naquele ano, Jorge Barral mudou-se pra Espanha e Daniel Bertolone para Austrália. Jorge Graf continuou com outros músicos até 1975.

A banda voltaria em 1987, e depois em 1991, mas apenas com Jorge Graf dos integrantes originais. 

Integrantes.

Daniel Bertolone (Vocais e Guitarra)
Jorge Barral (Baixo e Vocais)
Jorge Graf (Bateria)
 
 
01. Amasijando Los Blues (6:08)
02. Dame Tu Sonrisa Loco (2:29)
03. No Podran Conmigo (2:23)
04. Cada Hombre Es Un Camino (7:51)
05. Estan Desubicados (3:30)
06. Esto Es Nuestro (2:13)
07. Vuela (4:03)
08. Toda Tu Vida (9:26)
 


Resenha: Dream Theater – Falling Into Infinity (1997)

 

BILLY NOMATES, CA(C)TIVANTE!



A britânica Tor Maries aka Billy Nomates terá a primazia de iniciar o 2023 com um segundo álbum de originais depois da estreia imparável e recomendada de 2020. Pelas amostras já divulgadas, mantêm-se um apelo energético registado em casa própria e no Invada Studios de Bristol, cidade natal e de trabalho que inspira uma composição inventiva de activismo político crescente. 

Chamou-lhe "CACTI", nome de ferramenta software (?) que se denota no layout da capa, demorou um ano a concluir em períodos de forte intensidade e acalmia e terá edição para a semana pela Invada Records. Será apresentado em Março e Abril pela Europa, digressão que não deve atingir, infelizmente, território nacional. Talvez se junte, mais lá para o verão, no Coura paraíso...



BELLE AND SEBASTIAN, AFINAL HAVIA OUTRO!

 




















Aquando da gravação do álbum "A Bit of Previous" em Glasgow, saído há menos de um ano, os Belle & Sebastian registaram um outro disco que, surpresa, será editado na próxima sexta-feira pela Matador Records. Em "Late Devellopers" adicionam-se onze novas canções a um manancial já extenso de boa pop sem idade e que recebeu, desta vez, colaborações de Tracyanne Campbell (Camera Obscura) em "When The Cynics Stare Back From The Wall", tema antigo só agora publicado, e do jovem conterrâneo Pete “Wuh Oh” Ferguson, co-autor de "I Don't Know What You See In Me", o primeiro a ser divulgado. 

Destaque

Victim of Love - Elton John

"  Victim of Love  " é um daqueles momentos curiosos e, ao mesmo tempo, fascinantes da carreira de  Elton John  . Lançada em 1979 ...