domingo, 18 de outubro de 2026

Por que os Beatles não foram convidados para o concerto comemorativo do 50º aniversário da Grande Revolução de Outubro?

 


O blog "Songs of a Deserter™" é um almanaque retrô-musical sobre música contemporânea, livre dos valores corruptos do capitalismo. Suas publicações são voltadas para o segmento progressista da humanidade, representado neste caso por assinantes que não sofrem de intelecto estagnado e que não perderam o bom senso, algo especialmente valioso em nossos tempos sombrios de lavagem cerebral totalitária online. Portanto, a equipe editorial de nossa subdivisão informal ultrapassa regularmente os limites rígidos das visões conservadoras sobre o rock 'n' roll e as superstições pagãs e rituais de culto inextricavelmente ligados a esse gênero.

Em uma publicação anterior, intitulada "Os Beatles de Liverpool Tocaram Guitarras Soviéticas", os editores de "Song of a Deserter™" compartilharam um episódio histórico intrigante da biografia oficial dos Beatles: na terça-feira, 5 de outubro de 1965 (calendário gregoriano), a pedido dos trabalhadores da Fábrica de Instrumentos Folclóricos Lunacharsky, em Leningrado, o governo soviético, por meio de diplomatas de nossa embaixada em Londres, doou quatro guitarras acústicas de cordas de nylon aos membros do famoso quarteto de Liverpool, The Beetles (The Beatles). Como gesto de gratidão, os Beatles posaram para fotos com os instrumentos musicais soviéticos e (presumivelmente) enviaram uma carta de agradecimento, juntamente com as fotos, aos trabalhadores da fábrica e ao governo soviético por meio do empresário da banda, Brian Epstein.

Qualquer pessoa que viveu a era soviética sabe que tais "presentes" fora do mundo do socialismo exigiam aprovação ideológica do mais alto escalão. Estamos falando do Comitê Central do PCUS. Para quem não conhece ou simplesmente se esqueceu, essa sigla significa Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética. Leonid Ilyich Brezhnev era o Secretário-Geral do Comitê Central do PCUS na época. Durante seu glorioso reinado à frente do poder estatal, o "querido Ilyich" tornou-se gradualmente uma figura central na mitologia popular informal e no humor bem-humorado daqueles anos. Contudo, apesar de suas falhas individuais, pode-se afirmar que ele foi o governante mais democrático do nosso país nos últimos 59 anos. Foi por iniciativa própria dele que muitos artistas pop ocidentais de renome foram convidados a fazer turnês na União Soviética.

Com base nos fatos históricos mencionados, pode-se presumir que os violões de Leningrado enviados como presente foram apenas o pretexto para propostas mais sérias do governo soviético ao quarteto de Liverpool, que estava ganhando popularidade mundial rapidamente naqueles anos. O que eles poderiam negociar com os Beatles? Uma apresentação, naturalmente, mas o que mais?

Para ser justo, a chamada "Cortina de Ferro" não era exatamente impenetrável entre 1965 e 1967. Tudo isso era fruto da propaganda ocidental, fiel aos ensinamentos de Goebbels. A realidade, porém, era um tanto diferente. Em 1º de julho de 1965, um grupo pop italiano repleto de estrelas, incluindo Renato Rachele, Gianni Morandi e Donatella Moretti, se apresentou em Moscou para uma plateia de 10.000 pessoas. E, claro, entre eles estava a inimitável Rita Pavone, uma das favoritas do público soviético. E em outubro de 1965, o cantor francês de origem belga Jacques Brel chegou à União Soviética para um concerto. Seguiram-se cinco apresentações no Teatro de Variedades e uma turnê de cinco semanas pelo berço do socialismo – Leningrado, Tbilisi, Yerevan e Baku. Em 1967, a convite pessoal do Marechal Ustinov, Mireille Mathieu participou de um concerto comemorativo do 50º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro. A jovem cantora francesa apresentou uma performance vibrante de "Long Live the Revolution!" nessa apresentação de gala.

Além disso, os cantores britânicos Lonnie Donegan e Tommy Steele já haviam visitado a União Soviética, e os Kinks fizeram um show surpresa no Aeroporto Sheremetyevo de Moscou. Portanto, teoricamente, a possibilidade de um acordo preliminar com os Beatles para se apresentarem na URSS não parece tão improvável. E o motivo era bastante convincente: a celebração do 50º aniversário da Grande Revolução de Outubro. É possível que encontremos evidências documentais dessas negociações nos arquivos do Partido Comunista da União Soviética, supondo que não fossem classificados como "ultrassecretos".

Nos primeiros anos da existência dos Beatles, a imprensa soviética tratou esse conjunto vocal e instrumental de forma decididamente negativa. Basta lembrar o sensacional artigo de 1964 sobre o quarteto de Liverpool na revista Krokodil, intitulado "Da Vida das 'Abelhas' e dos Besouros do Esterco". Para sermos justos, é preciso notar que muitas publicações conservadoras na Grã-Bretanha, nos Estados Unidos, na França, na Itália e em Israel, naquele mesmo ano de 1964, rivalizavam facilmente com a imprensa soviética em suas críticas aos Beatles como fenômeno musical. Além disso, segundo o pregador e membro da Sociedade Filosófica David Nobel, o quarteto britânico era uma arma secreta dos serviços secretos soviéticos para minar os valores tradicionais ocidentais e o estilo de vida americano.

Contudo, após os Beatles receberem guitarras acústicas produzidas pela Fábrica de Instrumentos Folclóricos Lunacharsky como presente por meio de canais diplomáticos em outubro de 1965, a atitude da imprensa soviética em relação à banda de Liverpool começou a melhorar visivelmente. Ataques infundados desapareceram e surgiu mais simpatia pelos rapazes ingleses simples que cresceram na periferia operária da cidade portuária e que, apesar da popularidade, não tinham medo de rejeitar abertamente os valores burgueses e de se manifestar contra o racismo nos Estados Unidos e a agressão americana no Vietnã. Um bom exemplo da reabilitação ideológica dos Beatles nas publicações soviéticas é o artigo de A. Dryakhlov, "Beat: Dois Lados da Mesma Corrente", publicado no semanário Nedelya em fevereiro de 1966. Nesse artigo, os Beatles são chamados de "quatro rapazes alegres de Liverpool ", cuja popularidade fenomenal transformou a música beat em um fenômeno social.

Em setembro de 1966, o Pravda (principal veículo de imprensa do Partido Comunista da União Soviética, fundado por V. I. Lenin em 1912) publicou um artigo do renomado jornalista internacional Oleg Orestov, intitulado "Pensamentos e Ansiedades da Juventude Inglesa". Nele, o correspondente do Pravda em Londres destacou o aumento da atividade política dos Beatles como uma influência positiva significativa sobre a juventude inglesa.
"...quando o brilho da propaganda se dissipou, descobriu-se que os melhores jovens cantores pop eram bons rapazes, muitas vezes com visões progressistas. Por exemplo, um dos Beatles mais famosos, John Lennon, declarou que realmente gostava da União Soviética. Outro de seus colegas, George Harrison, disse que os americanos não tinham nada a ver com o Vietnã. Os Beatles são ídolos para milhares de meninos e meninas ingleses. E essas palavras de John e George têm uma influência significativa sobre eles."
Como podemos ver, após o tom ideológico estabelecido pelo principal órgão do partido soviético, praticamente não havia obstáculos para convidar os Beatles a se apresentarem no berço do socialismo. Eles eram jovens progressistas de bairros operários, tinham uma visão positiva da URSS e se opunham ao racismo e à Guerra do Vietnã. Sua apresentação em Moscou, graças à sua popularidade fenomenal, poderia ter despertado o interesse por ideias socialistas entre jovens do mundo todo. A presença dos Beatles em Moscou teria permitido que eles superassem os países capitalistas na arena cultural, e o fizessem com a ajuda de uma ferramenta ideológica subversiva criada pelos seus próprios serviços secretos. Não é à toa que a KGB era popularmente conhecida como a "Agência de Perfuração Profunda" — eles perfuravam fundo, agiam com ousadia, habilidade, decisão e em grande escala. Eu não me surpreenderia se surgissem informações de que o principal administrador da banda talvez estivesse a serviço não apenas de agências de inteligência ocidentais, mas também da agência opositora. O que não surpreende, visto que, com tantos pontos obscuros em sua biografia, ou como se diz na ilha monarquista, "esqueletos no armário", isso não deveria ter sido tão difícil.

E aqui surge a questão mais importante: por que os Beatles não se apresentaram na URSS na véspera do 50º aniversário da Revolução de Outubro, em novembro de 1967, se tal apresentação estava planejada? A resposta, muito provavelmente, reside nas páginas da biografia do quarteto de Liverpool, datada de 1966. De acordo com o calendário dos Beatles, disponível gratuitamente online, o grupo vocal e instrumental de Liverpool percorreu o mundo de 24 de junho a 29 de agosto de 1966, como parte de uma turnê mundial. E em todos os lugares, em todos os países que visitaram (Alemanha Ocidental, Japão, Filipinas, Canadá e Estados Unidos), os Beatles receberam ameaças de morte e, às vezes, como nas Filipinas, suas vidas estiveram literalmente por um fio.

Nesses casos, as pessoas geralmente se lembram da entrevista escandalosa de John Lennon, na qual ele proclamou categoricamente que os Beatles eram a nova religião triunfante e vibrante do mundo moderno, uma que muito provavelmente sobreviveria ao cristianismo em um futuro próximo. No entanto, os outros Beatles não foram menos vocais em suas revelações públicas, expressando opiniões sobre racismo, a Guerra do Vietnã e a moral burguesa que eram consideradas subversivas para o mundo capitalista. Compreensivelmente, isso alarmou seriamente os agentes da Agência Central de Inteligência (CIA), do FBI e do serviço secreto britânico MI5. A situação provavelmente foi agravada por relatos de contatos altamente prováveis ​​entre a equipe dos Beatles e o governo soviético.
"John, por favor, não nos deixe! Eles vão te matar!", gritou desesperadamente um fã dos Beatles no aeroporto de Londres em agosto daquele ano. Mesmo assim, John Lennon e outros três músicos populares, todos oriundos de bairros operários de Liverpool, embarcaram em um avião rumo aos Estados Unidos para uma turnê de quatorze cidades. (Literatura e Arte, Riga, outubro de 1966)
Contudo, se alguém acredita que todas essas ameaças de morte contra os membros da banda foram mera coincidência, certamente é um direito seu.

Após o fim da turnê mundial, começaram a circular rumores sobre a iminente separação da banda. Empresários gananciosos, competindo entre si por lucros exorbitantes, começaram a se preparar, com base em informações confidenciais, para uma batalha comercial mortal com o objetivo de dividir os Beatles em facções criativas distintas.
No início de novembro, espalhou-se pela Inglaterra a notícia de que os Beatles haviam decidido se separar. Não está claro o quão verdadeiros eram esses rumores; rumores semelhantes já haviam circulado antes (Literatura e Arte, Riga, novembro de 1966).
Em dezembro, o tema da possível separação dos Beatles foi levantado pelo jornal Literaturnaya Gazeta:
O famoso quarteto, os Beatles, cantores pop que cativaram a juventude ocidental por anos, planejam se aposentar dos palcos. Seu estrondoso sucesso permitiu que os quatro acumulassem milhões, então eles não se preocupam muito com o futuro. Os rapazes, famosos por seus cabelos despenteados e pela capacidade de levar o público ao delírio, amadureceram, se estabeleceram e formaram famílias. Eles declaram estar cansados ​​das viagens constantes, da vida agitada e da busca por fãs fervorosos. Talvez haja algo mais por trás disso: eles obviamente temem que o interesse neles diminua em breve e querem pôr um fim nisso. Dois dos Beatles planejam se dedicar à composição, um terceiro se tornar produtor de cinema e o quarto mantém seus planos em segredo por enquanto.
Em janeiro de 1967, o jornal de Riga "Juventude Soviética" continuou a alimentar a ansiedade sobre o futuro imediato dos Beatles com o artigo "Os Beatles – Cada um seguindo seu próprio caminho?".
"Nos últimos dias, têm surgido cada vez mais rumores de que os membros do famoso quarteto de Liverpool, os 'Screamers', estão prestes a se separar. O que mais preocupa os fãs é que ninguém negou esses boatos."
Naquele mesmo mês, o jornal "Cultura Soviética" republicou um artigo do semanário ilustrado italiano de cunho sociopolítico "L'Espresso", que afirmava, sem qualquer hesitação, que os Beatles haviam se separado e que fãs enfurecidos haviam cercado o apartamento do empresário da banda, Brian Epstein.

Fevereiro de 1967. O jornal estoniano "Voz da Juventude", em um anúncio para o programa de rádio "Vamos Falar Sobre Música Beat", noticiou:
"...Adeus, Beatles! Era inevitável que isso acontecesse mais cedo ou mais tarde. Os Beatles se separaram, cortaram o cabelo curto e, por baixo das longas madeixas, pareciam rostos bastante comuns."
Também em fevereiro, o jornal Hammer and Sickle, de Tallinn, publicou um artigo intitulado "Os Beatles não vão mais trabalhar", que afirmava que:
"Paul McCartney, um dos membros fundadores do grupo, anunciou o fim da banda. De agora em diante, eles só se reunirão para se divertir."
Em maio de 1967, o jornal "Forward!" de Tartu, na Estônia, publicou o seguinte:
"Agora parece que tudo está chegando ao fim, já que um dos quatro, Paul McCartney, anunciou que os 'Beatles' planejam se separar." Em junho daquele ano, S. Gorsky, em seu artigo "Beatles Under Anathema", publicado na revista "Science and Religion", relatou: "No final do ano passado, a BBC noticiou a possível separação do quarteto de Liverpool, os chamados 'Beatles bateristas', conhecidos mundialmente como 'Beatles'."
Como podemos ver, os rumores sobre a possível separação dos Beatles, que circularam amplamente na capital britânica no outono de 1966, também foram amplamente divulgados em periódicos soviéticos. Portanto, os responsáveis ​​por convidar os Beatles para se apresentarem na União Soviética (caso tal visita artística estivesse planejada), em virtude de seus cargos oficiais, deveriam estar cientes da situação precária e imprevisível do quarteto de Liverpool como entidade musical em atividade. Para administradores de qualquer nível, e especialmente para altos funcionários, a estabilidade da programação de qualquer evento é uma condição fundamental para convidar artistas. Isso é particularmente verdadeiro quando se trata de um concerto de gala dedicado ao 50º aniversário da Grande Revolução Socialista de Outubro. Se tais dúvidas existirem, a parte que convida tem o direito de exigir uma garantia de 100% da participação de artistas estrangeiros na comemoração planejada. E isso, aparentemente, não foi fornecido.

A situação foi ainda mais complicada pelo fato de correspondentes especiais em Londres e funcionários diplomáticos soviéticos no Reino Unido (que normalmente eram designados pelo país para trabalhos freelance sem relação com suas funções profissionais) estarem recebendo informações privilegiadas de que rumores cresciam nos círculos informais da capital inglesa sobre a morte do Beatle Paul McCartney em um acidente de carro e sua substituição por um sósia.

No final de setembro/início de outubro de 1966, apenas um mês após o término da turnê mundial dos Beatles, o telefone no escritório de Tony Barrow, assessor de imprensa dos Beatles, não parava de tocar com ligações ansiosas de jornalistas britânicos preocupados com a saúde de Paul McCartney. Fontes anônimas haviam fornecido informações privilegiadas sobre a morte do líder dos Beatles. Inicialmente, acreditava-se que um acidente de carro havia tirado a vida do famoso Beatle em 11 de setembro. Durante a segunda onda de rumores sobre a morte de McCartney, que começou a circular no início de janeiro de 1967, a morte de Paul já era datada de 9 de novembro de 1966. O lugar de Paul na banda foi ocupado pelo vencedor de um concurso de imitadores dos Beatles, Willie Campbell.

Claramente, tal informação não poderia escapar ao olhar atento das autoridades. É claro que um "personagem obscuro", com histórico não verificado e potenciais intenções de sabotagem, poderia entrar no país disfarçado de músico famoso para participar de um show de aniversário. Isso era absolutamente inaceitável, então as negociações com a equipe dos Beatles sobre a visita deles à URSS foram imediatamente interrompidas. Alguns meses depois, em 27 de agosto de 1967, a notícia da morte do empresário dos Beatles de Liverpool em circunstâncias bastante estranhas veio à tona. Circularam rumores de que teria sido obra da máfia. Mas talvez outras possibilidades também existam, as quais não discutiremos por enquanto.

Vale ressaltar que, ao contrário dos rumores sobre a separação dos Beatles no segundo semestre de 1966, que foram amplamente divulgados pela imprensa soviética, as informações sobre a morte de Paul McCartney e sua substituição por um sósia foram estritamente suprimidas. Os leitores soviéticos só descobririam alguns detalhes sobre a "dissolução" de McCartney dos Beatles na imprensa nacional em 1970, com a publicação dos artigos "Propaganda Descarada" (revista Soviet Variety and Circus, junho de 1970) e "E agora, os Beatles?..." (jornal Komsomolskaya Pravda, julho de 1970). Esses artigos mencionaram pela primeira vez a morte do Beatle principal e sua substituição por um sósia. Como sabemos, a essa altura os Beatles já haviam se separado e, aparentemente, alguém em posição de autoridade bloqueou qualquer menção à substituição de McCartney por um sósia. Isso confirma indiretamente a possibilidade teórica de nossas hipóteses anteriores.

Seja como for, a participação dos Beatles nas comemorações do 50º aniversário da Grande Revolução Socialista foi cancelada. Talvez tenha sido para o melhor, já que as apresentações ao vivo dos Beatles eram, para dizer o mínimo, pouco profissionais. Sua participação no concerto comemorativo era importante apenas do ponto de vista ideológico, e certamente não do artístico. Era importante usar os valores culturais burgueses contra o próprio sistema capitalista.

Mesmo assim, apesar da ausência dos Beatles, a celebração do 50º aniversário da Revolução de Outubro, em novembro de 1967, foi incrivelmente grandiosa. Pessoas de 107 países acorreram à capital da União Soviética para parabenizar o povo soviético por essa ocasião histórica. Um grande desfile ocorreu na Praça Vermelha, exibindo os mais modernos equipamentos militares. Em Leningrado, o cruzador revolucionário Aurora disparou um tiro comemorativo de seu canhão de proa, relembrando o fato de que cinquenta anos antes, em outubro de 1917, a salva do Aurora contra o Palácio de Inverno havia marcado o início de uma nova era socialista. Será que os canhões de convés do cruzador Aurora ainda estão em boas condições de funcionamento?



sábado, 17 de outubro de 2026

Charlotte Cardin • Phoenix 2021

 



Artista: Charlotte Cardin
País: Canadá
Título do Álbum: Phoenix
Ano de Lançamento: 2021
Gênero: Pop, Eletrônica, Jazz

O álbum completo "Phoenix" é o álbum de estreia da cantora e compositora canadense Charlotte Cardin, lançado no mundo da música pop em abril de 2021. O lançamento do álbum estava originalmente planejado para 2020, mas a pandemia global, que espalhou um vírus de baixa letalidade pelo planeta, impediu o lançamento programado desta coleção de músicas.
Apesar de todas as maquinações maliciosas do Governo Fascista Mundial, que tentou desmembrar a porção criativa da humanidade progressista em moléculas discretas e isoladas, seus planos insidiosos ainda assim falharam – o disco nasceu, ressurgindo como uma fênix das cinzas e, sob os aplausos entusiasmados do público, alcançou o primeiro lugar nas paradas de vendas comerciais do Canadá. Então, é hora de coçar a cabeça – nossa, tanta gente foi enganada, talvez eu devesse dar o play também? Talvez realmente valha a pena.


Faixas:
• 01. Phoenix
• 02. Passive Aggressive
• 03. Anyone Who Loves Me
• 04. Meaningless
• 05. Daddy
• 06. Sex To Me
• 07. Good Girl
• 08. Sad Girl
• 09. XOXO
• 10. Oceans
• 11. Sun Goes Down (Buddy)
• 12. Romeo
• 13. Je quitte



S.T. Mikael – Claustromania – 1991 - Sweden - Psychedelic Rock

 




Tracklist

A1 - S.T. Mikael - The Prisoner 7:59
A2 - S.T. Mikael - The Vault 1:07
A3 - S.T. Mikael - Claustromania 6:11
A4 - S.T. Mikael - Spirit 1 0:49
A5 - S.T. Mikael - Venus And Beyond 6:01
A6 - S.T. Mikael - Before Your Eyes 4:25
B1 - S.T. Mikael - Timecaravan 5:03
B2 - S.T. Mikael - Spirit 2 1:01
B3 - S.T. Mikael - Polaris 5:49
B4 - S.T. Mikael - Soul Ritual 1:20
B5 - S.T. Mikael - A New Era 6:19
B6 - S.T. Mikael - Androgyno's Song 7:41






True West - West Side Story – Rarities 1983/198X - 5 unreleased/unreleased versions - US - Alternative Rock, Indie Rock

 




Tracklist

A1 - True West - Til The Morning Light 3:24 - later on Best Western
Written-By – Russ Tolman
A2 - True West - Hollywood Holiday 4:53 - live - only here
Written-By – Russ Tolman
A3 - True West - Free Men Own Guns 3:58 - only here
Written-By – 
A4 - True West - 1969 2:49 - live - only here
Written-By – The Stooges
A5 - True West - As The World Turns 2:36 - later on Best Western
Written-By – Russ Tolman
B1 - True West - Adventures In The Skin Trade 3:47 - only here
Written-By – 
B2 - True West - Burn The Roses 4:45 - live - previously unreleased
Written-By – Richard McGrath, Russ Tolman
B3 - True West - Down To Size 2:35 - later on Best Western
Written-By – Russ Tolman
B4 - True West - 20th Room 3:14 - later on Best Western
Written-By – Russ Tolman, Gavin Blair
B5 - True West - Happenings Ten Years Time Ago 4:01 - live - only here
Written-By – Jeff Beck, Jim McCarty, Jimmy Page, Keith Relf
B6 - True West - Speak Easy 2:54 - later on Best Western
Written-By – Russ Tolman






Harrold Juana – Higher – 1991 – England - Alternative Rock, Garage Rock, Acid Rock, Indie Rock, Space Rock, Psychedelic Rock

 




Tracklist

A1 - Harrold Juana – So Long 4:14
A2 - Harrold Juana – My Life 2:27
A3 - Harrold Juana – Higher 4:56
A4 - Harrold Juana – Egg 3:35
A5 - Harrold Juana – Work It Out 5:09
B1 - Harrold Juana – Drowsy Maggie 2:47
B2 - Harrold Juana – Ride On 4:21
B3 - Harrold Juana – Take It 4:32
B4 - Harrold Juana – J.C.B. 4:54
B5 - Harrold Juana – Swamp 3:10





NASPA E JLIA MESTRE COM SINGLE JUNTOS

 








GONÇALO GOMES LANÇA EP DE ESTREIA “PRÓLOGO”​

 




No primeiro curta duração, o finalista do Festival da Canção 2026 explora temas como a perda, culpa e a aceitação e reflete sobre uma indústria que transforma experiências pessoais em conteúdo.

Gonçalo Gomes apresenta o EP de estreia “Prólogo”. O curta duração reúne oito temas, unidos pela narrativa de uma mesma personagem: uma relação conturbada, a perda da pessoa que ama e a culpa que permanece depois do fim. Dividido em dois pontos de vista, o projeto começa pelo lado de quem “errou” e avança depois para a perspetiva de quem ficou do outro lado, construindo uma história feita de diferentes momentos e emoções.

"Este EP fala sobretudo de perda, culpa e da forma como uma experiência pode continuar a perseguir-nos mesmo depois de ter terminado. Existe uma narrativa que atravessa as músicas, acompanhando uma personagem que passa por uma relação complicada, perde a pessoa que ama e fica presa à culpa pelo que aconteceu", explica Gonçalo Gomes. "Mais do que contar uma história de forma linear, quis que as músicas fossem construindo diferentes momentos e emoções dentro dessa narrativa, deixando também espaço para que o ouvinte interprete o que realmente aconteceu", acrescenta o artista.

As primeiras quatro músicas - 'Doce Ilusão', 'Erros', 'Não Sei Viver' e 'Apocalipse' - acompanham o percurso de quem “errou” e exploram a culpa, a tristeza e a dificuldade em lidar com as consequências das próprias ações. A segunda metade do EP apresenta o outro lado da história, desde a vontade de continuar em 'Meia-Noite' à raiva de 'Mau da Fita', passando pelo desespero de 'Castigo' e chegando finalmente à aceitação do término em 'Ainda Estou Aqui'.

"Ao longo do EP, essa história começa a cruzar-se cinematograficamente com a ideia de indústria e de como uma tragédia pessoal pode ser transformada numa narrativa vendável. A personagem principal deixa de ser apenas alguém a viver aquilo e passa, aos poucos, a ser alguém que está a ser observado, moldado e transformado numa figura artística, passando a ser tratado como um mero fantoche", conta Gonçalo Gomes.

Musicalmente, "Prólogo" apresenta uma sonoridade Pop, assumindo uma forte componente emocional e abrindo espaço à experimentação. O trabalho foi desenvolvido por Gonçalo Gomes com João Umbelino, produtor do projeto e colaborador no single 'Meia-Noite'.

"Acho que essa liberdade foi importante para o EP, porque permitiu que cada música encontrasse a sua própria identidade sem deixarmos de ter uma linha condutora. Em comparação com os meus lançamentos anteriores, sinto que houve também uma maior preocupação em experimentar e em pensar não só nas músicas individualmente, mas na forma como funcionam enquanto conjunto e dentro da narrativa do projeto", diz o cantor e compositor.

“Prólogo” inclui o single de avanço 'Apocalipse' e é acompanhado pelo novo 'Ainda Estou Aqui', faixa que encerra o EP e representa o momento de aceitação e libertação. Nas palavras do artista, "é, de certa forma, uma análise de toda uma relação: olhar para aquilo que foi vivido, reconhecer que as coisas já não estavam bem e perceber o momento em que deixar de ficar passa a ser a única forma de seguir em frente. É também um grito de libertação de alguém que deixou de se sentir preso àquela relação e que já sabe que não vai voltar, mesmo que a outra pessoa lhe peça para ficar".

Com “Prólogo”, Gonçalo Gomes apresenta um projeto pensado como um conjunto, em que diferentes canções, emoções e perspetivas vão construindo uma narrativa que não fecha completamente a interpretação sobre aquilo que realmente aconteceu. “Prólogo” está disponível em todas as plataformas digitais.

Cantor, compositor e performer, Gonçalo Gomes nasceu em Coimbra e cresceu em Anadia. Em 2026, chegou à final do Festival da Canção com ‘Doce Ilusão’, num momento decisivo para a afirmação da sua identidade artística e para a projeção do seu trabalho junto de um público mais amplo.

O percurso musical de Gonçalo Gomes começou aos 14 anos. Nessa altura, iniciou aulas de canto orientadas por um maestro e integrou dois coros polifónicos, experiências que contribuíram para a sua formação vocal e musical. Atualmente, frequenta o curso de Estudos Artísticos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra. Em 2023, participou no The Voice Portugal, onde conquistou o público e o mentor António Zambujo com interpretações marcadas pela entrega e pela emoção.

Entre a Pop e a canção portuguesa, Gonçalo Gomes tem vindo a construir uma linguagem própria, onde a melancolia, a vulnerabilidade e a intensidade emocional convivem com uma dimensão mais leve e irreverente. Inspirado por nomes como Joji e Rita Rocha, escreve a partir daquilo que conhece e sente, transformando experiências pessoais em canções que procuram estabelecer uma ligação direta com quem as ouve. Para Gonçalo Gomes, a vulnerabilidade não é uma fraqueza - é matéria-prima.

Depois de se destacar no Festival da Canção, continuou a desenvolver esse universo através de temas como ‘Apocalipse’ e ‘Heróis’, que contribuíram para ultrapassar as 100 mil reproduções nas plataformas de streaming e as 600 mil visualizações nas redes sociais. Seguiu-se ‘Aprender’, um dueto com a cantora e compositora conimbricense Aris, num momento de crescimento e exploração de novas possibilidades dentro da sua identidade artística.

Agora, com “Prólogo”, Gonçalo Gomes leva essa linguagem mais longe. O novo EP mergulha em territórios de perda, culpa, desejo e aceitação, cruzando uma narrativa emocional com uma dimensão cinematográfica e conceptual. É mais um passo num percurso ainda em construção - e precisamente por isso, sem medo de experimentar, mudar de forma e descobrir até onde pode



CRIS EDITA EP

 





CRIS apresenta “overthinker”, o seu EP de estreia, acompanhado pelo lançamento do novo single “unsafe”. Depois de ter revelado “maré” como primeiro avanço do projeto, a cantautora portuguesa reúne agora quatro canções num trabalho que parte da inquietação, da dúvida e da tendência para permanecer nas perguntas, procurando compreender não apenas aquilo que acontece dentro de si, mas também o outro e as razões que o movem.

Num tempo marcado pela procura constante de respostas rápidas, “overthinker” escolhe precisamente o movimento contrário. Ao longo do EP, CRIS rema contra a própria maré, perde-se entre diferentes versões de si mesma e procura encontrar um rumo no meio de pensamentos e perguntas que nem sempre encontram resolução. Mais do que tentar eliminar essa inquietação, o disco assume-a como ponto de partida para um exercício de aproximação a si própria e aos outros.

Entre o pop alternativo e o neo-soul, essa dimensão introspetiva encontra uma linguagem construída em torno da voz, que ocupa o centro das quatro canções. Guitarras de expressão orgânica e a riqueza harmónica do rhodes sustentam uma sonoridade que privilegia a intimidade e acompanha um EP onde dúvida, repetição e vulnerabilidade surgem não como problemas a resolver, mas como parte de uma tentativa continuada de compreender.

“unsafe”, novo single que acompanha a edição do trabalho, prolonga essa procura através de uma pergunta que permanece sem resposta. A canção nasce da tentativa de perceber aquilo que poderá ter faltado e, sobretudo, aquilo que poderá ter magoado alguém antes de essa dor acabar por atingir os outros.

Sem procurar justificar ou desculpar, CRIS abre espaço para uma fragilidade que nem sempre é imediatamente visível. “unsafe” observa a possibilidade de compreender o outro sem apagar aquilo que aconteceu, admitindo simultaneamente que o perdão e o acolhimento podem continuar a existir mesmo perante aquilo que não se consegue explicar por completo.

Essa tentativa de compreensão acaba também por devolver o olhar à própria artista. Ao procurar reconhecer as vulnerabilidades do outro, a canção aproxima-se daquelas que existem em cada um, sugerindo que a empatia poderá funcionar nos dois sentidos. Entre aquilo que nos fragiliza e aquilo que procuramos compreender em quem está à nossa frente, “unsafe” encontra assim uma das ideias fundamentais de “overthinker”: continuar a perguntar mesmo quando não existe uma resposta definitiva.

O EP representa a primeira edição fonográfica de CRIS enquanto artista principal, mas surge depois de um percurso iniciado ainda na infância. A cantautora começou os estudos musicais aos sete anos na Academia de Música de Castelo de Paiva, onde concluiu o 5.º grau de guitarra clássica, coro e formação musical, tendo participado desde cedo em festivais da canção infantojuvenis e gravado, juntamente com a irmã, o disco de música infantil “Cantigas da Minha Infância”.

Ainda jovem, participou no programa televisivo “Uma Canção Para Ti”, onde venceu o respetivo grupo, e integrou o elenco do musical “Annie”, encenado por Filipe La Féria no Teatro Rivoli. Paralelamente, foi desenvolvendo experiência enquanto intérprete ao vivo em diferentes contextos e construiu uma presença digital através de um canal dedicado a covers no YouTube, que reúne mais de 100 mil subscritores.

Em 2022, passou a integrar a banda de Tiago Nacarato como backing vocal, participando em concertos e gravações de estúdio e assumindo também arranjos vocais. Dessa colaboração nasceu ainda a participação em “Cedo”, em dueto com o músico. Ao longo do percurso, colaborou igualmente como backing vocal com a Orquestra Bamba Social e com New Max.

É depois desse caminho enquanto intérprete, instrumentista e colaboradora que CRIS se apresenta agora através de um projeto autoral próprio. Com “overthinker”, a artista transporta para quatro canções uma forma inquieta de observar aquilo que sente e aquilo que a rodeia, recusando a necessidade de chegar a conclusões definitivas. Entre o pop alternativo e o neo-soul, o EP encontra precisamente nas perguntas, nas contradições e na vulnerabilidade o espaço a partir do qual CRIS começa a definir a sua identidade enquanto artista a solo.




VALLE ENTRA EM “MODO VOO” E APRESENTA O SEU ÁLBUM DE ESTREIA

 



O primeiro álbum de estúdio do artista português percorre diferentes dimensões do R&B, entre relações, sonhos, solidão e crescimento pessoal, e conta com a colaboração de Harold em “lutamos”.

Já disponível nas plataformas digitais

Valle apresenta “modo voo”, o seu primeiro álbum de estúdio, um projeto que reúne diferentes experiências e estados emocionais através do R&B. Entre o amor, as relações, os sonhos, a solidão e a superação, o artista explora as contradições do crescimento pessoal e os desafios de encontrar o próprio caminho.

O título do álbum parte da ideia de entrar em “modo voo”: afastar-se do ruído exterior, ganhar perspetiva e continuar a avançar, rodeado por quem contribui positivamente para o percurso. Ao longo do projeto, Valle desenvolve esta ideia através de diferentes momentos, refletindo sobre as relações que marcam o seu caminho, a necessidade de desligar e a vontade de perseguir os próprios objetivos.

Entre os temas que compõem o álbum, destaca-se “lutamos”, com Harold, uma colaboração que junta duas vozes portuguesas num tema de afirmação e força. A participação integra um projeto que cruza diferentes vivências e emoções, mantendo o R&B como elemento central da identidade musical de Valle.

Depois de apresentar o single “modo voo”, que antecipa o universo sonoro e temático do projeto, Valle dá agora a conhecer o álbum na sua totalidade. “modo voo” marca o início de uma nova etapa no percurso do artista, afirmando a sua identidade musical e a sua expressão dentro do R&B português.

A 12 de novembro, Valle sobe ao palco da Casa Capitão, em Lisboa, para apresentar ao vivo o universo de “modo voo”. O concerto será uma oportunidade para levar este primeiro álbum de estúdio ao público, num momento importante desta nova fase do artista. Os bilhetes já estão à venda na Dice.

“modo voo”, o álbum de estreia de Valle, já está disponível em todas as plataformas digitais.




sexta-feira, 16 de outubro de 2026

DISCOS QUE DEVE OUVIR - Avalon - Live Or Die 1988 (USA, Heavy Metal)

 



Artista: Avalon
Origem: EUA
Álbum: Live Or Die
Ano de lançamento: 1988
Gênero: Heavy Metal
Duração: 32:58


Power Metal da cidade de Nova Iorque.

Faixas:
Todas as músicas compostas por Avalon, letras escritas por Charles M. Roselli.
01. Live Or Die - 3:15
02. Lonely Mountain - 3:30
03. Wings Of Steel - 4:06
04. New King Rising - 3:52
05. Freedom Shore - 4:48
06. Sea Of Fate - 4:33
07. Lords Of Chaos - 4:05
08. Mist Of Avalon - 4:49

Integrantes:
- Charles M. Roselli - vocais
- Bob Trail - guitarra
- Willie Lopez - baixo
- Lex Dunbar - bateria
+
- Tony Gross Jr. - produtor