quarta-feira, 1 de julho de 2026

Cat Stevens – The Very Best Of Cat Stevens (2003)

 

Artist: Cat Stevens  Genre: Folk | Classic Rock, Acoustic 

 

Tracklist:

1. Moonshadow  2:50
2. Father And Son  3:41
3. Morning Has Broken  3:20
4. Wild World  3:21
5. The First Cut Is The Deepest  3:01
6. Lady D’Arbanville  3:45
7. Oh Very Young  2:36
8. Matthew & Son  2:44
9. Sitting  3:14
10. Hard Headed Woman  3:49
11. I Love My Dog  2:19
12. Ruby Love  2:38
13. Don’t Be Shy  2:51
14. Can’t Keep It In  3:01
15. Here Comes My Baby  2:55
16. Into White  3:25
17. (Remember The Days Of The) Old School Yard  2:43
18. Where Do The Children Play?  3:52
19. How Can I Tell You  4:29
20. Another Saturday Night  2:28
21. Sad Lisa  3:42
22. Just Another Night  3:51
23. Peace Train  4:12
24. If You Want To Sing Out, Sing Out  2:46

MUSICA&SOM ☝


Mason – Discografia (2013 – 2025)

 


Ano: 2013 – 2025
Estilo: Thrash Metal
País: Austrália

2013 – Warhead
2017 – Impervious
2025 – Martyr (VBR spectre)

MUSICA&SOM ☝



Eleine – Discografia (2015 – 2026)

 


Ano: 2015 – 2026
Estilo: Sympho Gothic Metal
País: Suécia

2016 – 2026 Singles
2015 – Eleine
2018 – Until The End
2018 – Until The End (Edição Japonesa)
2019 – All Shall Burn (EP)
2020 – Dancing in Hell
2022 – Acoustic In Hell (EP)
2023 – We Shall Remain
2025 – We Stand United (EP)

MUSICA&SOM ☝



Iron Kingdom – Shadows And Dust – 2026 (Edição com 2 CDs)

 


Genre: Heavy Metal
Year of release: 2026
Publisher (label): Steel Shark Records
Catalog number: SSR CD019 / 2026
Country of artist (band): Canada

Shadows And Dust (CD1)

01. Defenders YouTube: t3k7tW5-9Os
02. Eternal Emperor
03. Dreamless Sea
04. Deadhouse Gates YouTube: zBE3s4WRlIw
05. Line Of Fire
06. Blood And Steel
07. Shadow Of Time
08. Dark Demands
09. Starlight
10. Sacred Fire

Best Of (CD2)
01. Voodoo Queen YouTube: WCk42xJ171k
02. The Heretic
03. At Home In The Dark
04. At The Gates
05. The Samurai
06. Ride For Glory
07. White Wolf
08. Road Warriors YouTube: KzZt8GdV9go
09. Sheathe The Sword
10. Queen Of The Crystal Throne

MUSICA&SOM ☝


terça-feira, 30 de junho de 2026

Molly Hatchet – Greatest Hits – 1990

 


Gênero: Southern Rock
País de lançamento: EUA
Ano de lançamento inicial: 1990
Editora (gravadora): Epic
Número de catálogo: EK 46949
País do artista (banda): EUA

Lista de faixas:
01. Shake The House Down (04:14)
02. Ragtop Deluxe (03:19)
03. Whiskey Man (03:40)
04. Bounty Hunter (02:59)
05. Gator Country (06:17)
06. Flirtin' With Disaster (05:01)
07. Bloody Reunion (04:10)
08. Boogie No More (06:09)
09. Dreams I'll Never See (07:09)
10. Beatin' The Odds (03:39)
11. Edge Of Sundown (04:31)
12. Fall Of The Peacemakers (08:05)

MUSICA&SOM ☝


Modernos – #2 (2015)

 


Não nos podemos queixar. Mesmo. Ainda que não nos tenha chegado novo material da banda-mãe, os Capitão Fausto, não temos tido quaisquer razões de queixa. O quinteto lisboeta, após o lançamento da sua epopeia rock, não tardou a formar mais projectos (incluindo até uma editora), de modo a poderem lançar tudo o que deitam pra fora, sem medo de sujar a estética e o estatuto já grandinho do conjunto original.

Neste segundo EP, os Modernos (Wallenstein, Palha e Seabra) mantêm a linha do primeiro, sempre com uma despreocupação fresca e veraneante. A primeira canção, curta sequela para «Só Se Te Parecer Bem», do primeiro disco, entra de rompante para nos pedir que nos seguremos bem. «Eu Já Sei», respondemos. Bem-dispostos e tranquilos, prosseguem numa cantiga de coração tanto eufórica quanto passeio na praia a mascar pastilha elástica.

E, no rescaldo desse passeio, celebram o «Dia de Sol» – qual representação certeira do oásis soalheiro que se formou nos dias recentes, sempre com um piscar de olhos simples mas bem construído ao dia-a-dia banal e supérfluo de um qualquer ocidental.

O elixir das juventude que nem aos dez minutos chega termina com o hino «Casa a Arder» – referência a «Santa Ana»? Feita com um rock forte e esperançoso, com uma pitada de psicadelismo aqui e ali e um falsete que é um mimo, é o tema ideal para acabar em beleza este novo cheirinho que os Modernos nos trazem. Venha o próximo.



Old Yellow Jack – Magnus (2015)


O que têm em comum Hitchcock, uma ex-colónia portuguesa e uma caveira com lâmpadas no lugar de olhos? A relação pode ser difícil de estabelecer, mas para os Old Yellow Jack tudo e nada têm a ver com nada e tudo. O seu universo musical sai para lá dos limites constantemente expansivos do cosmos que conhecemos e toma forma nas guitarras elegantes que misturam o psicadelismo lusitano dos Capitão Fausto com a fofice melódica de Mac DeMarco.

Guilherme Almeida, Filipe Collaço, Miguel Costa e Henrique Fonseca são os quatro rapazes que fizeram brotar este caldeirão mágico de bonitos momentos de pop e rock psicadélico. O seu primeiro EP é algo meritório para primeiro trabalho e é exemplo de bom gosto e de boas influências. A faixa de abertura que serve também de single, tem o nome de um filme – de dois, na verdade, com o remake – do génio Alfred Hitchcock. «The Man Who Knew Too Much» tem um começo excelente, com um baixo a entrar a deslizar por cima de um pequeno e congelado lago de teclados que rapidamente se descongela para dar lugar às guitarras brilhantes e à letra curiosa e críptica. A explosão dá-se no terço final da canção, com as guitarras e uma voz através de um megafone a tomarem a linha da frente e a darem a propulsão necessária para o foguetão descolar.

Em segundo lugar, «Murky Water» aparece-nos com as tais guitarras fofinhas à Mac DeMarco, repletas de pedais de um chorus meloso e feliz. Multifacetada, a segunda faixa do EP passa tanto pela bateria em marcha dos Sétima Legião até ancorar em bom porto, com delays ambiciosos e progressões de acordes à Tame Impala. «Luanda», num registo mais nostálgico, mantém as influências bem presentes, com teclados agudos bem reverberados.

«I Found Oil» acelera o passo e é a canção mais dançável do disco. É uma correria alegre de quem parece mesmo que descobriu um poço de petróleo, que acaba num oásis sonoro de calma instrumental, seguido de vinte segundos de pura loucura juvenil. Chegamos ao fim com «Two Lightbulbs In a Skull». A quinta e última canção tem especial destaque na viagem dos teclados por um qualquer planeta alienígena do Star Trek, repleto de maravilhas e revelações inacreditáveis.

Os Old Yellow Jack são mais uma prova de que a música em Portugal está melhor que nunca. O simpático EP de apresentação pode ser escutado em baixo, enquanto se esperam pelos concertos de apresentação, que com certeza não vão desiludir.


Faded Paper Figures – Relics (2014)


Editado em 2014, o disco de Faded Paper Figures passou relativamente despercebido num ano de grandes lançamentos e estreias. Relics é o quarto trabalho de estúdio do trio californiano, assumidamente synthpop, calorento e bem disposto.

Não sendo um álbum brilhante é, contudo, viciante. Desde o arranque mais tranquilo com «Breathing», passando para as guitarras em «Not The End Of The World (Even as We Know It)» é impossível não abanar o pé enquanto as faixas do disco vão passando. Talvez soem demasiado adolescentes mas os coros e os refrões são orelhudos e cumprem o objectivo de fazer um disco que seja agradável de ouvir, embora com pouca profundidade.

«Lost Stars» é, para mim, o melhor tema do álbum e onde melhor se nota a influência de grupos como os The Postal Service (soam extraordinariamente parecidos, mesmo na voz) ou até os Belle and Sebastian (antes deste novo disco).

Entre temas mais dançáveis e outros quase chamber pop com toques eléctricos o álbum vai evoluindo. «On The Line» também merece destaque, abusando dos sintetizadores. Em algumas faixas, como «Spare Me» soa demasiado a jogo de computador dos anos 80 mas a estranheza resulta – o refrão é, aliás, viciante.

A fechar, «Forked Paths» leva o disco para um ponto mais obscuro, bastante diferente das faixas anteriores. Faz pensar, aliás, com o piano quase sem efeitos, o que é que podemos esperar do próximo disco dos norte-americanos.


Os Capitães da Areia – A viagem dos Capitães da Areia a bordo do Apolo 70 (2015)


Que os Capitães da Areia já sabiam fazer óptimas melodias, todas elas Verão, pop e gelados fresquinhos, já o sabíamos desde O Verão Eterno dos Capitães da Areia. O que não sabíamos, e que agora não podemos ignorar, é que eles não são só isso (e já seria bem bom). Vamos por partes.

Este recém-nascido 2015 traz-nos A viagem dos Capitães da Areia a bordo do Apolo 70. Sim, esse Apolo 70, o nostálgico e decadente centro comercial ali para os lados da lisboeta Avenida da República. Significativamente, teve o seu auge nos anos 80, essa década em que tudo parecia fresco, novo e possível em Portugal, quando o país ainda se cruzava nas esquinas entre a ingenuidade de um modernismo inventado e o «progresso» e a forma de pensar que os milhões e os ditames da então chamada CEE haveriam de trazer, na década seguinte. E isso é significativo porque este disco é, todo ele, uma gigantesca e fenomenal homenagem aos anos 80 portugueses.

Agora, que esteticamente, e não só, procuramos todos um rumo, o regresso à loucura plástica dos anos 80 é uma solução natural. Já não tão natural é isso ser feito, de forma tão explícita e tão confortável, por uma rapaziada que provavelmente nem era nascida quando estavam a eclodir os ovos maravilhosos que agora homenageiam desta forma.

É um disco conceptual, no sentido em que conta uma história. É, na boa tradição dos álbuns conceptuais, uma viagem no espaço, que começa com a transformação do Apolo 70 numa gigantesca nave. A partir daí, aí vão eles, e nós a correr atrás, entusiasmados desde o primeiro momento em fazer parte desta viagem intergaláctica. Muito nos remete para 10.000 anos depois entre Vénus e Marte, e não falta uma simpática participação falada do mestre José Cid, ele próprio uma estimada relíquia dos anos 80, não necessariamente pelos melhores motivos musicais. Mas desengane-se quem esperar aqui um disco de rock progressivo/sinfónico. O cosmos dos Capitães da Areia é feito de sintetizadores pop até à medula, não há solos de guitarra nem demonstrações de virtuosismo. E ainda bem, porque a força desta banda é outra: as melodias pop simples e viciantes, e uma frescura que nos faz ter saudades de ser adolescente.

Entre as dezenas de convidados deste disco temos os muito vintage Rui Pregal da Cunha, Lena D’Água ou Miguel Ângelo; temos os valores seguros contemporâneos como Mel do Monte ou Samuel Úria; temos os grandes viajantes Capitão Fausto; e temos até coisas incompreensíveis como Toy ou o extraordinário Bruno Aleixo.

Todo percurso é guiado pelos Capitães da Areia que, entre as músicas, nos trazem pequenos interlúdios falados que servem de fio condutor da narrativa. E é aqui, juntamente com um ou outro tiro ao lado nas colaborações, que este fantástico disco perde a capacidade de ser tudo aquilo que poderia ser. Começando pelos trechos falados, que são o que realmente mais incomoda: a tenra idade da rapaziada aparece exposta, com conversas e expressões relativamente parvas que nos fazem ter vontade de lhes ir dar um carolo (se eu ouço mais alguma vez aquela frase do «Ai sim? Sim. Ah!»  de «As Maravilhas do Universo» apetece-me apagar todas as coisas boas que já disse e ainda vou dizer sobre o álbum). Os momentos Bruno Aleixo estão a mais, mais uma ou outra parvoíce do género, o que deixa antever uma mão demasiado solta na produção, que não os soube travar a tempo.

Todo o disco tem uma aura de excesso, de um doce óptimo mas que quase não resistiria à tentação de juntar mais um ingrediente, desde os mais previsíveis aos mais improváveis. É tudo um excesso que nos remete para os Capitães da Areia atirando ideias para o ar em estúdio e concordando em inserir tudo o que ia sugerindo, sem um critério que pudesse dar mais solidez ao conjunto.

Ainda assim, soam apenas a pecados da juventude, este excesso, esta pica, esta tusa de querer morder o mundo e arrancar-lhe um bom pedaço. Como não relevar, como não perdoar, quando somos presenteados com delícias pop tão certeiras e tão mortíferas como «A Célebre Batalha de Cassiopeia», «A Partida Para o Espaço» ou «Ájax»? E há mais, muitas mais, num saco de guloseimas onde encontramos mais gomas apetitosas de cada vez que lhe metemos a mão.

Um disco mais curto (são 75 minutos), com menos tralha e muito menos conversa traria como resultado um álbum mais coeso e, eventualmente, ainda mais conseguido. Mas a verdade é que essa contenção é incompatível com o delírio pop que os Capitães da Areia aqui quiseram fazer, tudo um excesso encharcado em Heróis do Mar, Sétima Legião e até uma pitada das Doce. Como exigir a uma banda que faz deste voluntarismo, deste entusiasmo e desta ingenuidade de caos criativo que limite exactamente as características que os fazem tão únicos?

O ano de 2014 foi estrondoso para a nova música portuguesa. O ano de 2015, com A viagem dos Capitães da Areia a bordo do Apolo 70, sobe ainda mais a fasquia que já era elevadíssima. Temos, perante nós, um dos melhores discos portugueses em muitos anos. Como diz um dos escritores do Altamont, «não há guilty pleasures, só pleasures». Ouvindo este disco, não podemos senão concordar, e dançar.

Um último conselho. Este disco vicia à primeira e pede audições repetidas. Será difícil resistir a um álbum tão guloso, mas é um crime consumi-lo enquanto Portugal vive debaixo de chuva e frio. Vou tentar esquecê-lo (ok, só ouvir uma ou outra música…) e finalmente metê-lo no carro quando o nosso querido Verão estiver entre nós, com todo o seu juvenil esplendor.

Porque duma coisa tenho a certeza: o Verão de 2015, pelo menos, foi feito para desfrutar a bordo desta esfusiante Apolo 70.


Imploding Stars – A Mountain And A Tree (2014)


O primeiro longa duração dos portugueses Imploding Stars é uma ode post-rock. Reconhecemos em cada faixa do grupo de Braga a influência de grupos como os Explosions in The Sky ou God Is an Astronaut.

A Mountain and a Tree é um disco poderoso e cheio e para ser ouvido de uma assentada. São oito canções mas que, ouvidas de seguida, se tornam todas elas num único tema com diferentes intensidades.

A abrir temos logo «Unquiet Breeze», que arranca com a impetuosidade de quem quer mostrar tudo ao início mas depois logo acalma para uma guitarra simples, quase dedilhada, no clássico toque post-rock que consegue emocionar de simplicidade. E logo a densidade aumenta com a entrada das restantes guitarras, mais pesadas, cheias de electridade e uma bateria completa, que preenche os vazios sem se sobrepor às cordas.

Os Imploding Stars quiseram explorar a relação entre a Natureza e o Homem e conseguimos sentir essa dicotomia ao longo do disco, com as diferentes alterações de intensidade e de grandeza. Mesmo os nomes das músicas apelam aos elementos, ouvimos vento, sentimos mar, vulcões e terramotos.

E é nesta faixa inicial que percebemos o que vai ser este disco: cheio de guitarras e onde se descobrem, entre os acordes, explosões, calma, sonolência, um dia solarengo e, se ouvirmos mesmo com muita atenção até conseguimos descortinar o que pode ser gotas de orvalho, se o orvalho soasse a alguma coisa. «Awaken Forest» prossegue esta continuidade: se não estivermos atentos ao passar das faixas é fácil não percebermos quando termina uma música e arranca a seguinte. A faixa seguinte, que dá nome ao disco («A Mountain and a Tree») não podia ter o nome mais apropriado: é como se nos sentíssemos no silêncio de uma floresta onde lentamente vão surgindo todos os sons.

É ao quarto tema que o disco atinge o seu momento mais sublime: «Earthquake» é melancólico, é poderoso, é a Natureza a expressar-se através das guitarras estranguladas. Esperamos o crescendo, a explosão, a réplica durante a música toda mas o clímax não acontece e deixa-nos tensos e em suspenso. Acelera um pouco, apenas, com a guitarra a marcar a urgência para logo abrandar até quase ao silêncio, apenas dedilhado. E então sim, o som cresce e liberta a tensão toda que tínhamos acumulado durante a primeira parte da música.

O álbum vai prosseguindo neste registo ao longo de faixas como «Across Distant Seas». A fechar os Imploding Stars reservam mais uma surpresa: «Beneath This Tired Ground» é negro, pesado, dramático. As guitarras deixam de ser densas e passam a trémulas, com a bateria vincada de intensidade melancólica. São 13 minutos de suster a respiração e que parece ter várias músicas dentro para terminar num tom mais luminoso, o sol a aparecer atrás das nuvens depois da tempestade.

A Mountain and a Tree entranha-se na pele e puxa à introspecção. Apetece ouvir muito, muitas vezes, de olhos fechados e auscultadores nos ouvidos, sem distracções, para assimilar cada acorde. Os Imploding Stars mostram, com esta estreia auspiciosa, o que de melhor se faz na cena post-rock portuguesa.



Destaque

Cat Stevens – The Very Best Of Cat Stevens (2003)

  Artist: Cat Stevens   Genre: Folk | Classic Rock, Acoustic    Tracklist: 1. Moonshadow  2:50 2. Father And Son  3:41 3. Morning Has Broken...