quarta-feira, 7 de outubro de 2026

POEMAS CANTADOS DE ADRIANO CORREIA DE OLIVEIRA


Canção da Fronteira
Adriano Correia de Oliveira

Moça tão formosa 
não vi na fronteira 
como uma ceifeira 
que cantava, Rosa 

Foi em Barca d´Alva 
quando o sol nascia 
uma ceifeira cantava 
cantando vertia 
trovas na fronteira 
quando o sol nascia 

A saia de chita 
rosinha, limão 
que coisa bonita 
sobre o coração 
nos ramos da luz 
um fruto limão 

De foice na mão 
suspensa de um sonho 
mordendo dois bagos 
rubros de medronho 
seus olhos dois bagos 
suspensos de um sonho 

Devia ser pobre 
mas cantava Rosa 
romã que se abria 
na manhã formosa 
Que canto que sonho 
que engano de rosa 

Foi em Barca d´Alva 
quando o sol nascia 
uma ceifeira cantava 
cantando vertia 
trovas na fronteira 
quando o sol nascia 

Moça tão formosa 
não vi na fronteira 
como uma ceifeira 
que cantava Rosa


Canção De Fornos
Adriano Correia de Oliveira

Adeus ó vila de Fornos
Arrasada sejas tu
Arrasada sejas tu

Ou de cravos ou de rosas
Não te quero mal nenhum
Não te quero mal nenhum

Um abracinho bem apertado
Matar desejos não é pecado
Um abracinho bem apertado
Matar desejos não é pecado

Mas um só é pouco
Dois é conta certa
Toma lá mais outro
Ora aperta, aperta

Mas um só é pouco
Dois é conta certa
Toma lá mais outro
Ora aperta, aperta

Um abracinho bem apertado
Matar desejos não é pecado
Um abracinho bem apertado
Matar desejos não é pecado

Adeus ó vila de Fornos
Não te quero mal nenhum
Não te quero mal nenhum




Gerson Filho – 8 Baixos brasileiros vol.10

 

capap

Colaboração do José Rosa Silva, de Itabuna -BA

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“Eu considero este Lp como um dos melhores de Gerson filho. A linha melódica das suas faixas e os arranjos, foram muito bem feitos;

versop

… nos dando um prazer imenso e uma satisfação muito grande ao ouvi-las.”

Gerson Filho – 8 Baixos brasileiros vol.10
1978 – Musicolor

01 De Maceió a Penedo (Dominguinhos – Gerson Filho)
02 Quadrilha em Boqueirão (Anastácia – Dominguinhos)
03 Poeira cobrindo (Gerson Filho)
04 Arrasta-pé no Sobradinho (Gerson Filho)
05 Homenagem a Gerson Filho (Anastácia – Dominguinhos)
06 Minha rancheira (Gerson Filho)
07 Forró encabrestado (Gerson Filho)
08 Quebrando pedra (Gerson Filho)
09 Da quem te dão (Gerson Filho)
10 Xamego do painho (Gerson Filho)
11 D´esta d´esta (Anastácia – Dominguinhos)
12 Xamego baiano (Gerson Filho)

MUSICA&SOM☝



Joquinha Gonzaga – Sobrinho de Gonzagão neto de Januário 1993

capa

 

Colaboração do João Gabriel, de Niterói – RJ

selobseloa

Participação especial de Zinho.

verso

Produção de João Silva e arranjos de Gennaro.

Joquinha Gonzaga – Sobrinho de Gonzagão neto de Januário
1993 – Somarj

01-
Piriri (João Silva – Albuquerque)
Quero chá (Luiz Gonzaga – José Marcolino)
Olha pro céu (José Fernandes – Luiz Gonzaga)
São João do arraiá (Zé Dantas)
02- Tacacá (Luiz Gonzaga – Lourival Passos)
03- Quando a gente ama (Joquinha Gonzaga – Valdi Geraldo)
04- Vamos Chamegar (Joquinha Gonzaga – José Dauá)
05- Espelhos das águas do Itamaragy (Gonzaguinha)
06- Doidim por Você (Gonzaguinha)
07- Quando penso nela (Joquinha Gonzaga – João Silva)
08- Lavadeira do norte (João Silva – Joquinha Gonzaga)
09- Deixa quem quiser falar (Joquinha Gonzaga – Epitácio Pessoa)
10- Nosso amor esta em guerra (Joquinha Gonzaga – Zezito Alves)

MUSICA&SOM☝



Toco Preto – Perdido no deserto 1975

 

capa

Mais um raríssimo LP do Toco Preto.

seloaselob

Um disco repleto de instrumentais.

verso

Direção artística de Pedro Sertanejo.

Toco Preto – Perdido no deserto
1975 – Tropicana

01 Não bebi nada (Toco Preto)
02 Liguarudo (Toco Preto)
03 Romano (Toco Preto – Oswaldinho)
04 Veneza (Toco Preto – Deolinda)
05 Madrid (Toco Preto – Oswaldinho)
06 Durango (Toco Preto)
07 Tankichain (Collid Filho – Toco Preto)
08 Perdido no deserto (Toco Preto – J.Luna)
09 Crepúsculo (Toco Preto – Oswaldinho)
10 Assunção (Niquinho – Mandinho)
11 Comodoro (Toco Preto)
12 Dor de uma saudade (Collid Filho – Jorge C. Teles)

MUSICA&SOM ☝



Leigh Stephens - Red Weather 1969

 

Red Weather  foi o primeiro projeto solo do guitarrista principal do  Blue Cheer . Lançado originalmente pela gravadora Phillips/Mercury em 1969, o álbum tornou-se imediatamente um favorito na cena musical underground e estabeleceu Stevens como artista solo. A música em  Red Weather  era dramaticamente diferente da do  Blue Cheer , com um som psicodélico bem estruturado, como Quicksilver ou  Grateful Dead,  em vez do som pesado de hard rock de sua antiga banda. Gravado na Inglaterra, no Trident Studios, com a ajuda de  Nicky Hopkins  nos teclados, o baterista Mick Waller, do Jeff Beck Group, e  Kevin Westlake,  do  Blossom Toes , o álbum foi aclamado como uma obra-prima por muitos fãs de rock britânicos, mas igualmente rejeitado pelos  fãs do Blue Cheer  . O álbum continha oito músicas que destacavam a habilidade de Stevens como compositor, em vez de sua destreza na guitarra. Após quase 30 anos, o álbum foi relançado com a capa psicodélica original.






PEROLAS DO ROCK N´ROLL - ROCK - CASTANJA - Same - 1973



Mais uma pérola vinda da Finlândia. A banda Castanja foi formada por Jukka Kuoppamäki, no começo do anos 70. O grupo lançou apenas esse disco em 1973, pela Satsanga Records, fundada pelo próprio Kuoppamäki.
O som deles é um rock com alguns toques de progressivo e pop. Destaque para os vocais e passagens de órgão e guitarra, as letras são todas em finlandês. Boa pérola, recomendado!



Jam Kari - guitarra, vocais
Tapio Alder - órgão
Matti jock - baixo, vocais
Pentti Birmânia - Bateria

Tahdon elää
Polttaa, polttaa
Öinen hiillos
Varhainen aamu
Shalalaa
Purjevene
B-puoli
Niinkuin taivas ja maa
Kaiken sain
Kesäkukka
Svengidisco
Katson peiliin
Hyvää yötä





PEROLAS DO ROCK N´ROLL - PROGRESSIVE ROCK - TABULA RASA - Same - 1975




Pérola finlandesa formada em Kangsala no ano de 1972, pelo guitarrista Heikki Silvennoinen e o baterista Asko Pakkanen. Após lançarem dois álbuns (75/76), sem conseguir repetir o sucesso do primeiro álbum, o Tabula Rasa acabou em 1977. Mesmo assim até hoje é considerado um dos principais grupos de rock progressivo de lá.
O som do disco homônimo de 1975 traz na maioria o rock progressivo, que lembra muitas as bandas Jethro Tull e Camel. Conta com toques de folk rock e algumas partes melódicas, com influências de pop/beat (parte fraca do álbum). Destaque para as faixas Tuho e Vuorellaistuja. Boa pérola para conhecer.



Heikki Silvennoinen - guitarra
Jukka Leppilampi - vocal
Tapio Suominen - baixo
Asko Pakkanen - bateria
Jarmo Sormunen - flauta
Jim Pembroke - piano

1. Lähtö
2. Miks' ette vastaa vanhat puut
3. Gryf
4. Tuho
5. Tyhjä on taulu
6. Nyt maalaan elämää...
7. Vuorellaistuja
8. Prinssi

- Heikki Silvennoinen / guitar
- Jukka Leppilampi / vocals
- Tapio Suominen / bass
- Asko Pakkanen / drums
- Jarmo Sormunen / flute
- Jim Pembroke / piano



PEROLAS DO ROCK N´ROLL - PROG ROCK - KAAMOS - Deeds and Talks - 1977



Quarteto finlandês formado em 1973 na cidade de Turku. Lançou um álbum apenas durante seus 7 anos de atividade.
O seu disco Deeds and Talks, de 1977, traz um som na maioria progressivo e suave (soft rock) contando também com influências de jazz rock e folk. Lembra em momentos o som de grupos como Jethro Tull (mas sem flauta), Gentle Giant e Yes (além de bandas progressivas do país, como Wigwam e Tasavallan). As 8 faixas são na maioria curtas (com exceção da última) e cantadas em inglês, e o destaque instrumental fica com a guitarra e teclado, que predominam.
No geral, uma pérola típica do progressivo da Escandinávia. Muito bom, recomendado!

Jarkko Leivo - Baixo
Ilpo Murtojärvi - Guitarra, Backing Vocal
Kyösti Laihi - Teclado,Mini Moog
Johnny Gustafsson - Bateria, Percussão, Backing Vocal

Strife 4:31
Are You Turning 5:48
Delightful 3:31
Barokki 3:32
Isabelle Dandelion 3:12
Moment (Now) 6:40
When Shall We Know 3:36
Suit-Case 8:33

Playlist:



ROCK ART


 

MIRIAM BATUCADA

 


Míriam Batucada, nome artístico de Miriam Angela Lavecchia (São Paulo, 1 de janeiro de 1947 — São Paulo, 2 de julho de 1994), foi uma cantora brasileira, principalmente de samba.

Primórdios

Miriam era neta de italianos, tanto por parte de mãe, quanto por parte de pai. Nasceu aos 28 de dezembro de 1946, mas foi registrada no primeiro dia de 1947, assim ganhando "um ano", como se dizia antigamente. Miriam fez um curso técnico de digitadora pela IBM e chegou a trabalhar na Arno, sendo despedida por batucar no teclado.

Quando pequena, conheceu uma menina que tinha o apelido de chacareira e lhe ensinou a batucar com as mãos durante três meses. No começo, despontava um samba devagar, o que dias de prática fez se tornar um ritmo frenético e no compasso de qualquer samba.

Carreira

Em 1967 recebeu convite para participar do programa de Blota Jr. Sua apresentação durou duas horas e maravilhou todo público e o apresentador, e de quebra, Miriam ainda tocou todos os instrumentos que se encontravam no palco da TV Record naquele dia: piano, bateria, harmônica, violão, cuíca, além de batucar na mesa do apresentador e mostrar também a sua batucada nas mãos.

No dia seguinte já era representada pelo famoso empresário Marcos Lázaro, sendo contratada pela TV Record; participou do Programa da Sônia Ribeiro e em seguida ganhou um programa com Ronie Von nas tardes de sábado. E foi durante sua apresentação num programa de televisão que Cidinha Campos a intitulou de Miriam da Batucada. Como o "da" na época não estava na moda, o extraiu e ficou só com o codinome de Miriam Batucada.

Em 1968 gravou o compacto pela Rozemblit "Batucando nas mãos (de Renato Teixeira)/ Plác-tic-plác-plác (de Walter Peteléco)", produzido por Côrte Real. Já apresentava sua famosa batucada nas mãos nessas músicas. Começou, nessa época a ser muito requisitada para espetáculos, e chegou a até fazer apresentações no exterior.

Apesar de seu samba ser relativamente tradicional, Miriam era pessoalmente muito criativa e aberta. Não teve problemas para gravar um disco relativamente inovador com Raul Seixas, Sérgio Sampaio e Edy Star em 1971, chamado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10.

Em 1973 gravou um compacto pela CBS com produção de Raul Seixas.

Morte

Morreu precocemente, sendo encontrada morta em seu apartamento onde morava só no bairro de Pinheiros, por sua irmã Mirna, que residia em Maringá, 21 dias após ter sofrido um infarto fulminante.

Pontos marcantes na personalidade de Miriam eram sua extrema simpatia e simplicidade. Como intérprete, tinha uma noção de ritmo muito boa. Um de seus sucessos era Teco Teco, de Pereira da Costa e Milton Vilella. A canção hoje não é mais associada a ela, depois que Gal Costa também a gravou.

Com fortes raízes italianas, Miriam era muito ligada a um bairro tradicional de São Paulo, a Mooca.

Apesar de seu samba ser relativamente tradicional, Miriam era pessoalmente muito criativa e aberta. Não teve problemas para gravar um disco relativamente inovador com Raul Seixas, Sérgio Sampaio e Edy Star em 1971, chamado Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão das 10.

Alma da Festa tornou-se no seu disco mais conhecido, e também o mais encontrado na Internet.

Juntamente com Marcix (compositora, vocalista e produtora cultural) compôs a música "Salve Rainha", homenagem a Chico Mendes.