quarta-feira, 25 de março de 2026

Mariel Roberts Musa – Sunder (2026)

O muro na fronteira entre os EUA e o México é um símbolo de divisão e, infelizmente, representativo de um clima político fabricado. Durante uma viagem ao longo dessa estrutura em 2020, Jacob Kirkegaard e a violoncelista Mariel Roberts Musa gravaram o próprio muro com um conjunto de microfones de contato. Essa gravação foi lançada há dois anos como o álbum Traverse .
Em Sunder , as mesmas gravações são usadas como instrumento de acompanhamento para composições para piano solo interpretadas por Conor Hanick. Cada um dos sete movimentos é baseado em um local diferente do muro, com ressonância e características sonoras variadas. Mas, em vez de simplesmente sobrepor a música às gravações de campo ou vice-versa, Roberts Musa as integrou de forma mais profunda.

 320 ** FLAC

Por vezes, o piano acentua com força padrões de rangidos e gemidos, e noutras ocasiões permanece em segundo plano, deixando que a parede assuma o protagonismo. Entre os pontos altos, destaca-se uma passagem "ambiente" no início de Sunder V, na qual o ruído da parede ecoa através de técnicas expandidas e notas isoladas e esparsas.

Ao fazer isso, Roberts Musa reapropria a política subjacente ao muro, transformando-a em tema estético de separação. Sunder é impactante justamente por não tratar o muro da fronteira como uma metáfora vaga. Em vez disso, apresenta esse objeto sociopolítico em sua fisicalidade e com uma voz vibracional. O resultado é um tipo raro de arte que se desdobra pacientemente, mas que não poupa o olhar, proporcionando uma reflexão estranhamente bela sobre um momento sombrio da história.

Lightning Field, a segunda faixa do álbum, é um extenso dueto para violoncelo entre Roberts Musa e Felix Fan. A obra traduz em som a remota grade de land art de Walter De Maria, composta por 400 postes de aço inoxidável, com alturas e durações derivadas das medidas da instalação. Como exige paciência e presença física para ser plenamente apreciada, a obra de De Maria exemplifica um projeto site-specific que não pode ser confinado a um livro, filme ou mesmo a uma galeria. Mas Roberts Musa e Fan criam um convincente corolário sonoro através da execução tátil. Eles empregam técnicas viscerais, incluindo batidas com o arco e raspagens longas e ásperas, para representar a experiência de estar dentro de uma tempestade com raios. As passagens variam entre o leve e o sombrio, do bucólico ao urgente, com tons descendentes, arcadas rápidas e motivos contrapontísticos precisos.

…Em ambas as obras, Roberts Musa transforma ambientes construídos em material musical, criando análogos sonoros para seus respectivos contextos culturais e geológicos/meteorológicos.

Ensiferum - Victory Song (2007)

 



Style: Folk Metal/ Melodic Death Metal
Origin: Finland

Tracklist:

1. Ad Victoriam 03:10
2. Blood Is the Price of Glory 05:17
3. Deathbringer from the Sky 05:10
4. Ahti 03:55
5. One More Magic Potion 05:22
6. Wanderer 06:32
7. Raised by the Sword 06:10
8. The New Dawn 03:42
9. Victory Song 10:38






Nucleator - How Is Where War Is (2012)

 



Style: Thrash Metal
Origin: Germany

Tracklist:
01. Hours of War
02. Napalm
03. Home Is Where War Is
04. Torture Time
05. Endless Nightmare
06. Generation Kill
07. Treblinka
08. Toxic Breath
09. Nuclear War
10. Operation: Termination






Angelus Apatrida - Give Em War (2007)

 



Style: Thrash Metal
Origin: Spain

Tracklist:
1. - Vomitive (4:00)
2. - So Unjustly (3:16)
3. - Corruption (3:10)
4. - Free Your Soul (4:24)
5. - Never Forget (5:27)
6. - Energy (4:40)
7. - Give 'Em War (2:59)
8. - Collateral Damage (4:23)
9. - Room 237 (3:42)
10. - Thrash Attack (4:23)
11. - In The Heart Of Nations (4:09)
12. - The Calm (4:34)







Chakal - The Man Is His Own Jackal (1990)

 



Style: Thrash Metal
Origin: Brazil

Tracklist:
1. Fell No Pain 03:05
2. Silence 'n' Peace 03:40
3. Acme Dead End Road 05:09
4. Holobyte 06:23
5. Hangover 05:37
6. Santa Claus Has Got Skin Cancer 03:07
7. In Vain 03:34
8. S.S.C. 333 01:25
9. Synthetic Tears 04:42





ROCK AOR - Autodrive - Autodrive (1985)

 



País: Estados Unidos
Estilo: Hard Rock/AOR
Ano: 1985

Integrantes:

Jimmy Murdock - vocals, bass
Paul Prator - keyboards
Mark Prator - drums
Wes Dearth - guitars

Tracklist:

01. Turn Me On
02. Borderline
03. You've Changed
04. Take Care my Love
05. Keep Us Out of Danger
06. If There Was a Way
07. Stay With Me
08. She's a Little Selfish
09. Move On
10. Foreign Force
11. New World Machine [bonus track]
12. Best in You [bonus track]
13. Going Down the Hard Way [bonus track]






ROCK AOR - Atunga - Atunga [EP] (1990)

 



País: Estados Unidos

Estilo: Hard Rock

Ano: 1990


Integrantes:


Gregory Paul Cherone - vocals

Scott Phipps - guitars, backing vocals

Derek Avery - bass, backing vocals 

Steve Schuman - percussion, backing vocals


Tracklist:


01. Flash in the Pain

02. The Secret of Bein` Cool

03. Celebrities and Insects 





Living Colour - Vivid [1988]

 



Ter padrinho forte sempre ajuda na vida – ué, porque negar? Se você tiver um talento nato, então, melhor ainda. É o caso do Living Colour, que após quatro anos de batalha no underground, chamou a atenção de ninguém menos que Mick Jagger. Mr. Lábios de Borracha, o pé frio dos gramados mundo afora, não apenas arrumou contrato com gravadora, como produziu algumas faixas do debut da banda, junto do conceituadíssimo Ed Stasium. Tudo isso apostando em jovens que ele entendia que deveriam ser mostrados ao mundo. E estava mais que certo em sua análise da situação.

Vivid ressalta todo o talento e musicalidade de uma das mais fenomenais formações já reunidas no Rock. Misturando Hard Rock com Funk (o verdadeiro, não o humorístico), Jazz, Soul e R&B, o quarteto imprimia uma identidade sonora própria. Vernon Reid, fundador e comandante da empreitada, abria caminho no mundo dos grandes guitarristas com seus riffs e solo memoráveis, algumas vezes beirando o ilógico. E Corey Glover se mostrava uma das melhores vozes das últimas décadas, ambos escorados por uma cozinha cheia de groove e peso, formada pelo baixista Muzz Skillings e o baterista Will Calhoun, graduado no Berklee College Music.


A abertura já é totalmente arrasa-quarteirão, com a fantástica “Cult Of Personality”, que curiosamente tem sido alvo de muitas exposições na mídia nos últimos anos. Afinal de contas, apareceu como trilha da Radio X no game Grand Theft Auto: San Andreas, além de ter sido a primeira faixa confirmada oficialmente em Guitar Hero III: Legends Of Rock. Também foi utilizada na WWE, para anunciar a volta de ninguém menos que o lendário Stone Cold Steve Austin, além de marcar as entradas do wrestler profissional CM Punk. A música conquistou o Grammy Awards de 1989 na categoria Best Hard Rock Performance.

Mas não fica só nisso. Três outros singles foram lançados com ótima repercussão. Começando por “Glamour Boys”, hit total, com um balanço irresistível, tornando-se um tema acessível para todas as tribos – promovendo aquilo que a própria banda sempre acreditou, que é não estabelecer limites entre tribos musicais. Outra usada com o mesmo propósito foi “Open Letter (To A Landlord)”, com um verdadeiro show de Corey, cantando com a alma na introdução totalmente Soul, que desemboca em um Rockão de primeira categoria. Exclusivamente na Europa, ainda foi lançada “Middle Man”, com seu fantástico riff na introdução.



Outro destaque obrigatório vai para “What’s Your Favorite Color?”, que se tornou um hino informal do grupo. O início totalmente Heavy de “Desperate People” e a emocionante “Broken Hearts” (com um solo de baixo matador no meio da faixa) também merecem citação, assim como o belo cover para “Memories Can’t Wait” do Talking Heads, contando com um verdadeiro show particular de Vernon nas seis cordas. “Funny Vibe” traz participação especial de Chuck D e Flavor Flav, do Public Enemy. Fechando com chave de ouro, “Which Way To America?”, porrada na orelha que contou com Sir Jagger operando as máquinas.

A ótima repercussão fez com que o Living Colour fosse escalado como atração de abertura da Steel Wheels/Urban Jungle Tour, dos Rolling Stones, a mais bem sucedida da história até então. O grupo dividia a honra/tarefa de abrir o espetáculo com outra banda emergente da época, ninguém menos que o Guns N’ Roses. Número 6 no Top 200 da Billboard e platina dupla nos Estados Unidos, Vivid é presença obrigatória na coleção de qualquer amante dos bons sons, independente do gênero preferido. E era apenas o começo de uma bela e gloriosa história.



Corey Glover (vocals)
Vernon Reid (guitars)
Muzz Skillings (bass)
Will Calhoun (drums)

01. Cult Of Personality
02. I Want To Know
03. Middle Ma
04. Desperate People
05. Open Letter (To A Landlord)
06. Funny Vibe
07. Memories Can’t Wait
08. Broken Hearts
09. Glamour Boys
10. What’s Your Favorite Color?
11. Which Way To America?






Crazy Lixx - New Religion [2010]

 



Pegue tudo de melhor que aconteceu nos anos 1980, junte num caldeirão, adicione uma produção de primeira (cortesia do grande Chris Laney, o Mutt Lange/Bruce Fairbairn da atual geração) misture bem e o resultado é o Crazy Lixx. A banda sueca busca inspiração nessa fase da história, resgata o que há de melhor e oferece uma verdadeira retrospectiva sem que se tranforme em um mero pastiche. New Religion é o segundo álbum da carreira do grupo. A evolução em relação ao primeiro é evidente e, até certo ponto, surpreendente. Mais seguro, o quarteto se mostra bem melhor nas composições, diversificando sem perder o foco e atingindo quase a perfeição em sua proposta sonora.

A festa começa com “Rock And A Hard Place”, perfeita para ser entoada por uma platéia sedenta por Hard Rock em uma arena. O clima segue o mesmo no hino “My Medicine (R.O.C.K.). Se músicas pudessem ter filhas, essa seria cria legítima de “Let’s Get Rocked”, do Def Leppard. Não apenas pelo título, mas “21 ‘Til I Die” remete totalmente ao Black N’ Blue dos primeiros álbuns, com sua melodia viciante e um refrão do tipo ‘vamocantájunto’. Em “Blame It On Love” temos uma pegada próxima de bandas recentes, como os conterrâneos do H.E.A.T., com backing vocals muito bem encaixados.



O clima festeiro retorna com força total em “Road To Babylon”, com seu clima totalmente ‘LA80s’. Já a semibalada “Children Of The Cross” possui um clima mais soturno, lembrando o Skid Row em sua fase gloriosa. Dá até para imaginar Sebastião Baque empunhando o microfone e mandando ver. Hora de injetar uma dose de Heavy Metal na bagaça, através dos pesados riffs contidos em “The Witching Hour”, lembrando a veia mais européia do estilo proposto. E tá difícil de encontrar refrão tão grudento quanto o de “Lock Up Your Daughter”, mais uma capaz de levantar até Jani Lane depois de sua dieta habitual.

Mas se o seu negócio é aquele Hard com pegada Rock and Roll, como o Cinderella faz tão bem, “She’s Mine” é a faixa. Minha preferida no play, remetendo também a “Nothin’ To Lose” do KISS, com seu arranjo direto e piano ao fundo marcando o ritmo e impedindo qualquer um de ficar parado. Lógico que faltava a balada mela-cueca. E “What Of Our Love” honra a classe, sem vergonha de esconder a semelhança absurda com “What It Takes”, do Aerosmith nos acordes iniciais. Uma pequena vinheta no estilo ‘bandoleiro’ anuncia a saideira com “Voodoo Woman”, porrada de primeira com rifferama extasiante.


Bom, vocês já leram a montanha de referências citadas durante o texto. Agora baixem e confiram o trabalho de uma das bandas mais legais da atualidade, que mesmo sendo tão recente entrou na minha lista dos Cinco discos para conhecer o Hard Rock Sueco. Aliás, lá está o grande mercado atual do gênero, indiscutivelmente.

Danny Rexon (vocals)
Andy Dawson (guitars)
Luke Rivano (bass)
Joey Cirera (drums)

01. Rock and a Hard Place
02. My Medicine (R.O.C.K.)
03. 21 'Til I Die
04. Blame It on Love
05. Road to Babylon
06. Children of the Cross
07. The Witching Hour
08. Lock Up Your Daughter
09. She's Mine
10. What of Our Love
11. Desert Bloom
12. Voodoo Woman

    Senha     https://rockerosglamorosos.blogspot.co
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Hadda Brooks – Femme Fatale (1957)


Hadda Brooks (1916–2002) foi uma pianista, compositora e cantora de jazz e blues praticamente desconhecida na Europa, apesar de ser uma artista muito importante que também atuou em inúmeros filmes a partir do final da década de 1940. Ela era conhecida como "A Rainha do Boogie Woogie" porque começou sua carreira em 1945 cantando "Swingin' the Boogie".
Em sua festa de 80 anos, realizada no Viper Club de Johnny Depp, muitos de seus amigos se reuniram, incluindo Jack Nicholson e Sean Penn.
Ela gravou seu último álbum, "I've Got News For You", lançado pela Virgin, aos 82 anos. Faleceu em 2002 após uma cirurgia cardíaca.


Lista de faixas:

01. The Thrill Is Gone (Henderson-Brown)
02. Take Me (Bloom-David)
03. How Do You Speak To An Angel (Styne-Hillard)
04. My Ideal (Chase-Whiting-Robin)
05. Don't You Think I Ought To Know (Johnson-Wettergreen)
06. Dream (Mercer)
07. There Is No Greater Love (Jones-Stynes)
08. My Romance (Rodgers-Hart)
09. Stolen Love (Sherman-Roberts)
10. Anytime, Anyplace, Anywhere (Brooks-Taub)






Destaque

Mariel Roberts Musa – Sunder (2026)

O muro na fronteira entre os EUA e o México é um símbolo de divisão e, infelizmente, representativo de um clima político fabricado. Durante ...