segunda-feira, 8 de junho de 2026

A Perfect Circle - Discografia.

 


A Perfect Circle é uma banda de rock alternativo, formada por Billy Howerdel, guitarrista e o vocalista da banda Tool, Maynard James Keenan
. Durante a gravação do álbum Ænima do Tool, Billy mostrou suas canções para o vocalista da banda, Maynard James Keenan, que logo se ofereceu como vocalista caso Howerdel viesse a formar uma banda.

A banda lançou três álbuns, Mer de Noms, Thirteenth Step e eMOTIVe e um conjunto de CD/DVD, aMotion, este contendo treze videoclipes, além de um número de remixes de algumas músicas criados por Danny Lohner e outros artistas.

Em 2004, a banda entrou em hiato e desde então os membros da banda têm trabalhado em outros projetos. Em setembro de 2008, Keenan anunciou em entrevistas que ele e Howerdel vinham trabalhando em material novo, terminando oficialmente o hiato do grupo. No entanto, a banda só se tornou realmente ativa cerca de dois anos depois, em setembro de 2010, quando a banda anunciou turnê e o lançamento de novas músicas que podem ou não ser sob a forma de um novo álbum.

Em 27 de outubro de 2010, a banda fez sua primeira aparição na televisão desde o hiato no Jimmy Kimmel Live!. Em 2011 fez uma turnê norte-americana, passando em 24 cidades. Em abril do mesmo ano a banda postou em seu Twitter que estava trabalhando em novas músicas. Em 29 de Junho de 2011 o grupo lançou uma nova música chamada By and Down. Em outubro de 2012 confirmou duas apresentações na América do Sul, no festival Lollapalooza, no Brasil e no Chile. O grupo se apresentou no Brasil dia 30 de março de 2013. E em outubro também Josh Freese anunciou em seu Twitter que deixou a banda, sem nenhuma intenção de retornar. 

A banda voltou em 2017, com o anúncio de que se reuniriam para embarcar em uma turnê norte-americana em abril e maio do mesmo ano, com a intenção de usar as apresentações ao vivo de material novo como motivação para terminar a gravação do álbum, igual fizeram quando haviam embarcado em sua primeira turnê de 1999 para inspirar a conclusão de Mer de Noms. Em março, a banda anunciou que havia assinado um novo contrato de gravação – o primeiro em treze anos – para lançar um quarto álbum de estúdio completo através da BMG Rights Management. Howerdel inicialmente deu um prazo provisório entre novembro de 2017 e o início de 2018 para o novo álbum, enquanto Keenan afirmou que o álbum não seria lançado em 2017. Uma segunda turnê norte-americana começou em outubro e se estendeu até dezembro de 2017. A banda continuou estreando novas músicas durante as turnês, incluindo as faixas "Feathers" e "Hourglass".

O quarto álbum de estúdio da banda, Eat the Elephant, foi lançado em 20 de abril de 2018. Quatro singles foram lançados antes do álbum: " The Doomed " em outubro de 2017, " Disillusioned " em janeiro de 2018, " TalkTalk " em fevereiro de 2018 e " So Long, and Thanks for All the Fish " em abril de 2018. O álbum marca a primeira vez que a banda optou por trabalhar com um produtor musical externo: Dave Sardy. Sardy ajudou Keenan e Howerdel a encontrar um terreno comum em ideias musicais durante o processo de gravação, auxiliando-os para encontrar um caminho e finalizar o álbum. A banda fez uma extensa turnê em 2018 para promover o álbum, incluindo apresentações no Rock on the Range e no Coachella. Em junho de 2018, a banda estendeu sua turnê com uma nova etapa norte-americana no final do ano e lançou um vídeo holográfico 2D para a música " The Contrarian ". Iha não pôde se apresentar nos shows de abril a julho devido ao seu compromisso com a reunião do Smashing Pumpkins em 2018 e foi temporariamente substituído nas apresentações ao vivo por Greg Edwards, do Failure, embora Iha ainda permaneça como membro da banda.

Howerdel observou que gostaria de ver a banda continuar na ativa além do ciclo do álbum Eat the Elephant, mas que a atividade futura, como historicamente havia sido, dependia da disponibilidade limitada de Keenan e de seus compromissos com seus outros projetos. Quando perguntado se haveria mais álbuns depois de Eat the Elephant, Keenan respondeu: "Sim, deveria haver". Howerdel também estava otimista, concordando que a banda "com certeza seguirá em frente". No final de 2021, Keenan observou que, embora ainda visse um futuro para o A Perfect Circle, 2022 seria mais focado em seu trabalho com o Puscifer e no lançamento de um álbum solo de Howerdel, What Normal Was. Durante a turnê de What Normal Was em 2022, Howerdel reiterou os planos de fazer mais músicas do A Perfect Circle algum dia, observando que era algo em que ele estava pensando e para o qual ocasionalmente escrevia material, mas que não havia planos concretos, nem ele sequer havia começado a conversar com Keenan sobre isso ainda.

A banda realizou uma série de apresentações ao vivo pela primeira vez desde 2018 em abril de 2024, ao lado de Puscifer e Primus. Em 29 de março de 2024, a banda lançou sua primeira música nova em 6 anos - " Kindred ". A música foi lançada como parte de um EP dividido em três partes, Sessanta EPPP, que contém uma música de cada uma das bandas A Perfect Circle, Puscifer e Primus. Freese retornou a banda pela primeira vez em 13 anos para gravar a bateria para a faixa e para se apresentar em algumas datas da turnê com Gunnar Olsen do Puscifer, substituindo Freese quando ele teve que se ausentar devido aos seus compromissos com o Foo Fighters.

Howerdel citou entre suas influências vários álbuns que tiveram um impacto sobre a sua maneira de tocar: Adam Ant com Kings of the Wild Frontier, por seu estranho híbrido de música pirata com um toque de música indígena americana. "Siouxsie and the Banshees com Tinderbox como "um dos registros mais intensos que eu já ouvi" e sua "densa atmosfera". Ozzy Osbourne com Diary of the Madman; "Randy_Rhoads foi uma grande influência para mim, especialmente quando eu estava começando". E finalmente, o The Cure com Pornography, que ele descreveu como "outro disco de atmosfera assustadora". 




 
Álbuns.

Mer De Noms (2000)
01. The Hollow (2:59)
02. Magdalena (4:06)
03. Rose (3:26)
04. Judith (4:07)
05. Orestes (4:48)
06. 3 Libras (3:40)
07. Sleeping Beauty (4:11)
08. Thomas (3:29)
09. Renholdër (2:24)
10. Thinking Of You (4:35)
11. Breña (4:24)
12. Over (2:21)




Thirteenth Step (2003)
01. The Package (9:23)
02. Weak And Powerless (3:15)
03. The Noose (4:53)
04. Blue (4:13)
05. Vanishing (4:52)
06. A Stranger (3:12)
07. The Outsider (4:06)
08. Crimes (2:35)
09. The Nurse Who Loved Me (4:05)
10. Pet (4:34)
11. Lullaby (2:02)
12. Gravity (5:06)




eMOTIVe (2004)
01. Annihilation (2:14)
02. Imagine (4:48)
03. Peace, Love And Understanding (5:03)
04. What's Going On (4:54)
05. Passive (4:10)
06. Gimmie Gimmie Gimmie (2:19)
07. People Are People (3:43)
08. Freedom Of Choice (2:59)
09. Let's Have A War (3:28)
10. Counting Bodies Like Sheep To The Rhythm Of The War Drums (5:36)
11. When The Levee Breaks (5:55)
12. Fiddle And The Drum (3:06)




aMOTION (Coletânea 2004)
01. Judith (Renholder Mix) (4:25)
02. 3 Libras (Feel My Ice Dub Mix) (4:28)
03. The Outsider (Apocalypse Mix) (5:28)
04. Weak and Powerless (Tilling My Grave Mix) (3:05)
05. The Outsider (Frosted Yogurt Mix) (4:08)
06. Blue (Bird Shake Mix) (3:57)
07. 3 Libras (All Main Courses Mix) (7:17)
08. The Hollow (Constantly Consuming Mix) (3:40)
09. The Hollow (The Bunk Mix) (3:12)




Deep Cuts (EP 2009)
01. Sleeping Beauty (Acoustic) (Live In Philly) (5:01)
02. Magdalena (Live) (4:10)
03. Breña (Live) (4:00)
04. Orestes (Demo) (3:20)




Three Sixty (Coletânea 2013)
CD 1.

01. The Hollow (3:00)
02. Rose (3:26)
03. Judith (4:06)
04. Orestes (4:47)
05. 3 Libras (3:37)
06. The Package (7:41)
07. Weak And Powerless (3:12)
08. The Noose (4:56)
09. The Outsider (4:08)
10. Blue (4:09)


CD 2.

01. Imagine (4:50)
02. Passive (4:12)
03. People Are People (Live) (3:46)
04. Counting Bodies Like Sheep To The Rhythm Of The War Drums (5:59)
05. When The Levee Breaks (5:56)
06. By And Down (5:34)
07. 3 Libras (Live) (6:11)
08. Gravity (Live) (5:10)
09. Fiddle And The Drum (Live) (3:32)




A Perfect Circle Live: Featuring Stone And Echo (Box Set 2013)
 
CD 1: Mer De Noms (Live).
01. The Hollow (3:06)
02. Magdalena (4:11)
03. Rose (3:28)
04. Judith (4:19)
05. Orestes (5:37)
06. 3 Libras (6:17)
07. Sleeping Beauty (6:12)
08. Thomas (3:50)
09. Renholdлr (3:20)
10. Thinking Of You (4:32)
11. Breсa (4:13)
12. Over (6:46)
13. Ashes To Ashes (3:59)


CD 2: Thirteenth Step (Live).
01. The Package (8:25)
02. Weak And Powerless (3:23)
03. The Noose (5:26)
04. Blue (4:26)
05. Vanishing (5:25)
06. A Stranger (3:11)
07. The Outsider (4:11)
08. Crimes (2:01)
09. The Nurse Who Loved Me (5:26)
10. Pet (4:36)
11. Lullaby (4:28)
12. Gravity (9:21)


CD 3: eMOTIVe (Live).
01. Annihilation (2:25)
02. Imagine (4:57)
03. Peace Love And Understanding (5:20)
04. What's Going On (5:02)
05. Passive (4:14)
06. Gimmie Gimmie Gimmie (4:55)
07. People Are People (3:48)
08. Freedom Of Choice (3:26)
09. Let's Have A War (3:39)
10. Counting Bodies Like Sheep To The Rhythm Of The War Drums (6:02)
11. When The Levee Breaks (7:03)
12. Fiddle And The Drum (4:21)
13. Diary Of A Love Song (14:59)


CD 4: Stone And Echo CD 1.
01. Annihilation (2:16)
02. Imagine (4:55)
03. Weak And Powerless (3:18)
04. The Hollow (3:04)
05. Rose (3:46)
06. Blue (5:08)
07. What's Going On (4:54)
08. People Are People (3:56)
09. The Outsider (4:22)
10. Peace Love And Understanding (4:47)
11. When The Levee Breaks (6:34)
12. The Noose (5:25)


CD 5: Stone And Echo CD 2.
01. 3 Libras (6:38)
02. The Package (8:15)
03. Gimmie Gimmie Gimmie (3:39)
04. Orestes (5:51)
05. Passive (5:40)
06. Counting Bodies Like Sheep To The Rhythm Of The War Drums (5:59)
07. Fiddle And The Drum (3:23)
08. By And Down (6:11)



Eat The Elephant (2018)
01. Eat The Elephant (5:14)
02. Disillusioned (5:54)
03. The Contrarian (3:59)
04. The Doomed (4:42)
05. So Long, And Thanks For All The Fish (4:26)
06. Talktalk (4:09)
07. By And Down The River (5:05)
08. Delicious (3:50)
09. DLB (2:07)
10. Hourglass (5:14)
11. Feathers (5:48)
12. Get The Lead Out (6:41)
 






A Euphonious Wail (1972)

 



Tendo apenas um maravilhoso álbum do mais puro Heavy Prog, A Euphonious Wail iniciou sua carreira no final da década de 60, finalizando-a logo ao primeiro lançamento.

 

Fundada em Santa Rosa na Califórnia, muito influenciada pelas bandas psicodélicas de São Francisco como Big Brother & The Holding Company e Jefferson Airplane.

Durante estes 4 anos que permaneceram em trabalhos, fazendo shows pela região, dividindo palco com memoráveis bandas como Iron Butterfly e Steppenwolf, lançaram seu primeiro disco apenas em 72 emitindo poucas cópias pelo selo Kapp, trazendo um som considerado já "datado" visto que faziam um som característico de outro período. 

Composta por cinco excelentes músicos, são eles: Bart Libbly (Piano e órgãos), Suzanne Rey (Vocais), Gary Violleti (Baixo), Steve Tracy (Guitarra) e Doug Ruffman (Bateria). 

Ao decorrer do álbum, nota-se as extraordinárias linhas de bateria de Doug, que chegou a tocar junto da banda Boston em alguns momentos. 

Para quem gosta de um bom órgão marcante, e um belo vocal feminino, este é certamente um álbum ideal.   


01. Pony (4:36)
02. We've Got The Chance (4:09)
03. Did You Ever (3:41)
04. When I Start To Live (4:50)
05. F# (3:36)
06. Chicken (4:32)
07. Night Out (2:49)
08. Love My Brother (4:40)
09. I Want To Be a Star (5:29)







A Chave - De Ponta Cabeça (1977)

 



A Chave foi o grupo precursor do rock paranaense, e atuou de 1969 a maio de 1979, quando foi dissolvido. Ao longo de sua carreira, tornou-se a mais importante banda de rock de Curitiba e continua cultuada até hoje. A Chave abriu na década de 70 todas as portas e mostrou o caminho das pedras para as centenas de bandas que surgiram na cidade após a sua dissolução. Quando a banda acabou, apesar de ter mais de 100 músicas próprias - uma boa parte tendo como letrista o conhecido poeta Paulo Leminski - não deixou nenhum registro em LP, tendo apenas lançado pelo selo GTA Gravações Tupi Associadas um raro compacto simples (1977), contendo as músicas Buraco No Coração e Me Provoque Pra Ver, ambas em parceria com o Lemisnki. Tocou ao lado de Secos e Molhados, Rita Lee & Tutti Frutti, Mutantes, O Terço, Made In Brazil, Casa das Máquinas, Joelho de Porco, Som Nosso De Cada Dia, Bixo da Seda e chegou até abrir um show do Bill Haley And His Comets, no Guairão (1975).
 

Em meados do mês de julho de 2004, os quatro integrantes da extinta banda curitibana A Chave - Ivo Rodrigues (vocalista), Paulo Teixeira (guitarra e vocais), Carlão Gaertner (baixo) e Orlando Azevedo (bateria) foram pegos de surpresa com a descoberta de um CD pirata do grupo. O disco foi achado numa feira de colecionadores de discos antigos em São Paulo, pelos donos da loja Vinyl Club, de Curitiba, que deram de presente uma cópia ao vocalista Ivo, que toca atualmente na banda Blindagem, junto com Paulo Teixeira. Com o apoio operacional de Márcia Teixeira - mulher do guitarrista Paulo resolveram piratear o disco pirata (10 músicas ao vivo e duas bônus tracks do compacto) e reproduziram uma tiragem limitada com o mesmo formato e layout, essa tiragem logo se esgotou e a seguinte também. O mais curioso de toda essa história é o fato da banda ter pirateado o seu próprio disco pirata - sem conhecer o autor da pirataria - gerando um dado inédito e hilário no mercado fonográfico brasileiro. O fato é que 33 anos depois, A Chave pirateou o seu próprio pirata. Caso inédito. Nem Dylan, com todos os seus bootlegs tinha pensado nisso; ele optou por lançá-los oficialmente.  

 

 
Integrantes.

Ivo Rodrigues (Guitarra e Vocal)
Paulino de Oliveira (Guitarra e Vocal)
Carlão Gaertner (Baixo)
Orlando Azevedo (Bateria) 

01. De Ponta Cabeça (4:57)
02. Meu Oficio É O Rock And Roll (3:28)
03. Me Provoque Pra Ver (2:27)
04. Luva De Pelica (3:38)
05. Raquel (3:18)
06. Buraco No Coração (2:20)
07. A Bruxa (3:14)
08. Bye Bye Baby Blue (1:48)
09. Blues Satanás (4:20)
10. Macacos Cósmicos (3:39)
11. A Coisa Era Pra Matar (5:19)

12. Galope (2:44)
Faixas Bônus.
13. Buraco No Coração (2:17)
14. Me Provoque Pra ver (2:20)
 






 

Peggy's Leg - Grinilla (1973)

 



Peggy's Leg foi uma banda de rock irlandesa formada pelo guitarrista Jimi Slevin no final de 1972. Peggy's Leg ficou conhecido por suas adaptações de música clássica. O seu repertório ao vivo incluía covers de Yes e EL & P, além do seu próprio material.

Seu único álbum, Grinilla, foi lançado no final de 1973, sendo um dos mais raros dos anos setenta. Foi gravado em apenas 23 horas. 500 cópias foram prensadas originalmente e, como a maioria foi vendida para fãs locais, os originais são extremamente difíceis de localizar hoje em dia. 

O álbum apresenta uma mistura bem interessante de rock progressivo e folk rock. Em 1975 a banda se separou.
 


Integrantes.

Jimi Slevin (Guitarra, Vocais)
Jimmy Gibson (Guitarra, Vocais)
Vincent Duffy (Baixo)
Don Harris (Bateria)
Martin Biseneiks (Teclados)
 
01. History Tells (5:45)

02. Think For Yourself (4:46)
03. Variations For Huxley (10:00)
04. Into The Nightmare (7:35)
05. Just Another Journey (9:45)
06. Sabre Dance (3:31)
07. Son Of Girilla (Bonus Track) (10:56)










Michael Brook with Brian Eno & Daniel Lanois "Hybrid" (1985)

 Se fôssemos analisar a música ambiente para identificar os melhores álbuns do gênero, "Hybrid" estaria entre os cinco primeiros. O mais surpreendente é que este álbum, agora um marco histórico, é a estreia do 

multi-instrumentista canadense Michael Brook . Alguns anos antes do lançamento, enquanto estava em Toronto, o futuro maestro ajudou o lendário Brian Eno  a criar instalações de vídeo ecológicas para exibição em museus de arte. A amizade resultante beneficiou ambos. Mas, naquela época, o jovem canadense dificilmente poderia imaginar o desenvolvimento de sua notável colaboração.
O material para "Hybrid" levou tempo para ser desenvolvido. Michael cultivou ideias por anos, buscando meios de expressão adequados e, simultaneamente, inventando recursos técnicos únicos. Sua inovação mais importante foi a chamada guitarra infinita, usada pela primeira vez durante as sessões de gravação de "Hybrid". Mas chega de divagações; vamos ao que interessa. Então, o elenco principal: Brook (guitarras, baixo, percussão, sintetizador, mbira), Eno (piano, sintetizador, percussão) e Daniel Lanois (percussão, baixo, mixagem). Conteúdo: oito peças instrumentais de natureza puramente atmosférica. A faixa-título é uma contemplação de paisagens desconhecidas, porém de uma beleza estonteante. O trio de músicos imbuí a narrativa com perspectivas étnicas cuidadosamente construídas, embora determinar suas origens seja problemático. O estudo "Distant Village" respira o ar quente da savana africana – a trilha sonora perfeita para uma jornada imaginária. Na vaga peça "Mimosa", os artistas evitam deliberadamente qualquer referência geográfica. E embora o trompista convidado Gordon Phillips introduza trompas da Nortúmbria, você não ouvirá nada especificamente anglo-saxão aqui. A persistente base eletrônica de Brian, seus acordes de teclado gotejando como uma chuva fina, os esforços quase imperceptíveis de Michael na guitarra e no baixo em algum lugar na periferia... Um panorama vago é projetado na próxima fase sonora, intitulada "Pond Life", apresentando o enigmático dueto de Brook e Phillips. Uma convencionalidade rítmica pulsante acompanha a imersão no cosmos surreal de "Ocean Motion", uma composição encantadora com estranhas figuras sonoras. Após a frescura do mar, vêm passeios exóticos pelo solo árido do sul ("Midday"), acompanhados pelo ruído repetitivo das congas de Dick Smith . O esboço "Earth Floor" segue uma abordagem semelhante, com a única diferença de que a névoa sensual não está mais presente, pois o horizonte está obscurecido pelos picos nevados do Kilimanjaro. O interlúdio "Vacant" não acrescenta clareza ao quadro, dando ao amante da música uma chance extra de usar as reservas de sua própria imaginação.
Resumindo: esta obra, naturalmente, não tem nada a ver com rock. Mas para aqueles sedentos por novas descobertas e impressões, ainda recomendo conferir o trabalho de Michael Brook e sua equipe. Vale a pena.




Mandrill "Mandrill Is" (1972)

 O segundo LP do septeto nova-iorquino foi gravado um ano após sua estreia eclética e luxuosa. Os irmãos Wilson, que lideraram o projeto, não reprimiram as ambições crescentes dos outros membros como compositores, de modo que 

o álbum exibe o talento de praticamente todos eles. "Mandrill Is" é uma mistura impressionante de rock progressivo, jazz, blues, música latina, funk e soul. Essa mistura exótica não só não inspira repulsa, como, pelo contrário, é viciante. Isso se deve em grande parte à abordagem magistral de produção de Alfred W. Brown, que, em última análise, ajudou o Mandrill
a alcançar seu maior sucesso. O álbum abre com a poderosa faixa de fusão "Ape Is High", executada no estilo característico do Mandrill: belos corais do trio, uma seção de metais virtuosa, partes de órgão marcantes, baixo ágil e solos de guitarra refinados. A curta faixa instrumental "Cohelo", do tecladista Claude "Coffee" Cave, tem arranjo em estilo bossa nova. Tendo como pano de fundo uma festa imaginária, ouvimos as brilhantes passagens de flauta de Carlos Wilson, ecoando os chamados do piano e do vibrafone. O potente estudo "Git It All" pode ser considerado, com justiça, a peça emblemática deste singular septeto; imagine uma hipotética jam do Earth, Wind & Fire com Jimi Hendrix , e você terá uma ideia aproximada do que está acontecendo. É uma verdadeira apoteose do hard funk, escolhida logicamente pela banda para este single. Experimentando com a atmosfera de "Children of the Sun", o Mandrill alcança uma síntese progressiva de categorias díspares: a psicodelia se sobrepõe a melodias tradicionais caribenhas, emolduradas por uma orquestração complexa e um sutil brilho de sintetizador. A sensual canção funk-soul "I Refuse To Smile" é lindamente elaborada com sua combinação de cordas e os vocais distintos dos Wilsons; uma excelente candidata a um lugar nas paradas americanas. A história mística de "Universal Rhythms" (aliás, uma homenagem do compositor ao baterista Charlie Padro) narra o encontro de uma menina de sete anos com um verdadeiro mago. A peça, apresentada de forma dramática, permite ao ouvinte escapar brevemente da rica paleta sonora do Mandrill e mergulhar no mundo imaginário dos radionovelas infantis. Após a ótima e instrumental "Lord of the Golden Baboon", temperada com motivos orientais, é bastante agradável apreciar a entonação intimista da soberba canção "Central Park", repleta de detalhes nostálgicos. Em seguida, temos uma peculiar reminiscência da África ("Kofijahm"); um prog rock vigoroso e pulsante, esquematicamente próximo das revelações do início do Jethro Tull ("Here Today, Gone Tomorrow"),E o ponto alto do programa é uma curiosa incursão no jazz-rock ("The Sun Must Go Down") com panoramas polifônicos coloridos.
Em resumo: um lançamento forte, elegante e impecavelmente executado, sem dúvida digno da sua atenção.




Destaque

A Perfect Circle - Discografia.

  A Perfect Circle é uma banda de rock alternativo, formada por Billy Howerdel, guitarrista e o vocalista da banda Tool, Maynard James Keena...