segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

“Tribalistas” (Phonomotor Records, 2002), Tribalistas

 


A formação de um supergrupo reunindo num conjunto musical artistas com carreiras consagradas, não é um privilégio apenas de astros do rock e da música internacionais, como o Cream, Crosby, Stills, Nash & Young, Traveling Wilburys ou Velvet Revolver. Na música brasileira, ao longo da sua história, tivemos a formação de supergrupos que reuniram gigantes da MPB como os Doces Bárbaros (Caetano Veloso, Gilberto Gil, Gal Costa e Maria Bethânia) e o O Grande Encontro (Alceu Valença, Elba Ramalho, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho), dois supergrupos que lançaram discos e fizeram turnês muito bem sucedidas sempre com plateias lotadas.

Por volta de 2002, o Brasil viu surgir outro supergrupo, formado Arnaldo Antunes, Marisa Monte e Carlinhos Brown, e que ficou conhecido como Tribalistas. O supergrupo nasceu após a participação de Marisa Monte e Carlinhos Brown nas gravações do disco solo de Arnaldo, Paradeiro, em 2001, cuja produção ficou a cargo do próprio Brown. Os três já se conheciam desde os anos 1990, mas só depois do encontro durante as sessões de gravação do disco de Arnaldo, foi que surgiu a ideia de compor e gravar músicas juntos.

Em abril de 2002, o trio de amigos começou um processo de composição e gravação de canções num estúdio na casa de Marisa, no Rio de Janeiro, que durou duas semanas. Todo o processo criação e de gravação das músicas foi filmado, e contou com a presença da cantora baiana Margareth Menezes, na canção “Passe Em Casa”. Apesar de reunir três grandes artistas consagrados da música brasileira, tudo foi gravado e produzido sem grandes pretensões, afinal, cada um tinha seus compromissos profissionais individuais. E há quem afirme que tudo teria sido feito sigilosamente.

Com o título de Tribalistas, o mesmo nome do trio, o álbum de estreia do supergrupo é leve e romântico, com um repertório que transita entre a MPB e o pop, e traz uma sonoridade que mistura o eletroacústico e a percussão.

Os Tribalistas em 2002, da direita para a esquerda: Carlinhos Brown, Marisa Monte e Arnaldo Antunes. 

Uma saudação, “bom dia, comunidade”, dá início ao álbum e à primeira faixa, “Carnavália”, uma canção que é uma convocação para cair na folia carnavalesca e ser feliz. Em “Um A Um”, os Tribalistas usam o futebol como metáfora para tratar da harmonia e do equilíbrio num relacionamento a dois: “Eu não quero ganhar / Eu quero chegar junto / Sem perder / Eu quero um a um”. “Velha Infância” é como uma declaração de amor adolescente em forma de canção: “Você é assim / Um sonho pra mim / E quando eu não te vejo / Eu penso em você / Desde o amanhecer”. A cantora baiana Margareth Menezes é a convidada dos Tribalistas na já citada “Passe Em Casa”, uma das melhores faixas do álbum, e que possui um interessante jogo de palavras e um balanço funk eletroacústico delicioso. A faixa seguinte, “O Amor É Feio” traz as contradições do amor.

Marisa Monte e Carlinhos Brown fazem um belo dueto no ritmo calmo e romântico de “É Você”, uma das principais faixas do álbum. Com um arranjo musical lindo e delicado, “Carnalismo” possui uma linha melódica que lembra aquelas modinhas do começo do século XX. “Mary Cristo” é uma singela e lúdica canção de Natal, e faz no seu título, um trocadilho com a expressão em inglês “Merry Christmas”. O clima lúdico e infantil prossegue em “Anjo da Guarda” que lembra uma canção de ninar. Em “Lá de Longe”, os Tribalistas cantam a beleza do mundo escondida num lugar distante. O amor é tratado como elemento de devoção em “Pecado É Lhe Deixar de Molho”: “Eu vou me curvar / Ao tamanho desse amor /  Só o amor sabe os seus”.

Margareth Menezes: dueto com os Tribalistas em "Passe Em Casa".

“Já Sei Namorar”, a principal faixa do álbum, tem uma deliciosa batida pop e faz referência às descobertas de um mundo novo quando se é adolescente. “Tribalistas” é a faixa que encerra o álbum, e refere-se ao próprio trio, que demonstra não ter grandes pretensões e que sua existência tinha um “prazo de validade” breve: “O tribalismo é um anti-movimento / Que vai se desintegrar no próximo momento”.

Tribalistas, o álbum, foi lançado em 31 de outubro de 2002, pelo selo Phonomotor Records, de propriedade de Marisa Monte, com distribuição da EMI, trazendo como capa, uma inusitada ilustração com imagem do trio feita de calda de chocolate pelo artista plástico Vik Muniz. O álbum reunindo três grandes estrelas pegou o público de surpresa e agradou. Além do álbum, foi lançado o DVD que trazia todo o processo de gravação do disco. Ao contrário do que imaginava, não houve turnê, e nem se quer uma apresentação na TV ou entrevistas em rádio para promover o disco. O álbum fez sua carreira sozinho, e foi bem sucedido, diga-se de passagem, muito acima do que o trio esperava.

“Já Sei Namorar” estourou nas rádios de norte a sul do Brasil, alcançando o 1º lugar nas paradas de sucesso das rádios brasileiras. Além do single de “Já Sei Namorar”, o álbum gerou mais dois outros dois singles, o de “Velha Infância” (1º lugar no Brasil) e o de “É Você” (8º lugar no Brasil).

Os Tribalistas na premiação do Grammy Latino, em setembro de 2003.

Em 2003, “Velha Infância” foi incluída na trilha sonora da novela Mulheres Apaixonadas, da TV Globo. No ano seguinte, “É Você” fez parte da trilha sonora da novela Da Cor do Pecado, também da TV Globo.

Comercialmente, Tribalistas teve um ótimo desempenho ao alcançar no Brasil a marca de 1,5 milhão de cópias vendidas. Em março de 2003, o álbum foi lançado na Europa e nos Estados Unidos. Em Portugal, o álbum ficou em 1º lugar, enquanto que na Itália ficou em 2º lugar. No total, Tribalistas vendeu mais de 2,5 milhões de cópias, somando as vendas no Brasil e no exterior.

Os Tribalistas em 2017: o retorno. 

Além do ótimo desempenho comercial, o que prova o reconhecimento do público, Tribalistas foi aclamado pela crítica especializada ao concorrer em várias premiações. Em 2002, o álbum recebeu o prêmio APCA, na categoria “Melhor CD”, e venceu o Troféu Imprensa na categoria “Melhor Música”, com “Já Sei Namorar”. No ano seguinte, conquista o Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum Pop Contemporâneo Brasileiro”, e o Prêmio Multishow de Música Brasileira na categoria “Melhor DVD” e “Melhor Música” (por “Já Sei Namorar”).

Depois de 15 anos do lançamento do primeiro disco, os Tribalistas anunciaram a volta em 2017, pegando todos de surpresa. Lançaram um novo álbum, e diferente do primeiro, o segundo álbum, que também leva o nome do trio, foi acompanhado de uma grande turnê, a Tribalistas Tour, que começou em julho de 2018, em Salvador, cidade natal de Carlinhos Brown. Além de incluir as principais capitais brasileiras, a turnê passou por Portugal, Espanha, Alemanha, Suíça, Inglaterra, Bélgica e Itália. 

Faixas  
  1. “Carnavália”
  2. “Um A Um”
  3. “Velha Infância” (Antunes - Brown – Monte - Davi Moraes - Pedro Baby)
  4. “Passe Em Casa” (Antunes – Brown – Monte - Margareth Menezes)
  5. “O Amor É Feio”
  6. “É Você”
  7. “Carnalismo” (Antunes – Brown – Monte - Cezar Mendes)
  8. “Mary Cristo”
  9. “Anjo da Guarda”
  10. “Lá de Longe”
  11. “Pecado É Lhe Deixar de Molho”
  12. “Já Sei Namorar”
  13. “Tribalistas”

Todas as faixas são de autoria de Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown, Marisa Monte, exceto as indicadas.

Tribalistas: Marisa Monte (voz, violão, gaita, acordeon, órgão Hammond, trumpete de brinquedo e palmas), Arnaldo Antunes (voz e palmas) e Carlinhos Brown (voz, baixo, violão, percussão, palmas e órgão Hammond)



"Já Sei Namorar" (videoclipe original)


"É Você" (videoclipe original)

10 discos essenciais: Divas do Rock




A presença feminina no rock vem desde os primórdios do rock’n’roll, quando este, na virada dos anos 1940 para os anos 1950, estava em plena “gestação”. Cantoras como Albennie Jones (1914-1989) e Sister Rosetta Tharpe (1915-1973), foram algumas das pioneiras que abriram caminho para que as mulheres adentrassem no mundo do rock, sejam cantando ou tocando algum instrumento.

Nesta mais nova edição do 10 discos essenciais, confira dez álbuns importantes de mulheres que deixaram os seus nomes cravados na história do rock. Aqui não se trata necessariamente dos melhores ou os dez maiores álbuns de rock gravados por mulheres, mas alguns dos mais relevantes. Não entraram álbuns de bandas femininas ou bandas mistas com vocalistas femininas. A prioridade foi álbuns gravados por cantoras solo. Confira e se divirta.

Pearl (Columbia, 1971), Janis Joplin. Em 1970, após o fim da Kozmic Blues Band, Janis Joplin montou uma nova banda de apoio, a Full Tilt Boogie Band. Com ela, Janis gravou o seu segundo álbum solo, o ótimo Pearl. Janis entrou em estúdio em setembro de 1970, e quando já estava na finalização das gravações do álbum, ela faleceu vítima de uma overdose de heroína em 4 de outubro daquele mesmo ano. O álbum foi lançado três meses após a sua morte. Em Pearl, Janis se mostra no seu melhor momento, cantando de uma maneira formidável como nas emocionantes “A Woman Left Lonely” e “Cry Baby”. “Me And Bobby McGee” (1º lugar na parada Hot 100 da Billboard) e “Mercedez Benz” são as canções mais conhecidas de Pearl. O álbum traz como curiosidade: “Buried Alive In The Blues”, faixa que Janis não teve tempo de pôr voz porque havia morrido. Sem a voz de Janis, a faixa acabou virando uma música instrumental.


Horses (Arista, 1975), Patti Smith. Conhecida como a “Poetisa do Punk”, Patti Smith foi responsável por injetar poesia e engajamento feminista no punk. Destacou-se como uma das mais politizadas cantoras da história do rock. Horses é seu primeiro álbum, que contou com a produção de um dos fundadores da banda Velvet Underground, o músico e produtor John Cale. O álbum traz como proposta o encontro do punk com a poesia, e que se tornaria uma marca na carreira da cantora norte-americana. O grande destaque de Horses é a releitura que Patti faz de “Gloria”, de Van Morrison, que na sua versão, ganhou novos versos, mantendo apenas o refrão original. Os versos “Jesus morreu pelos pecados de alguém / Não pelos meus”, chocou o público na época. E ainda deve chocar.


Rita Lee (Som Livre, 1979), Rita Lee. O álbum Rita Lee marca uma nova fase da ex-vocalista dos Mutantes. A partir deste álbum, o primeiro após a sua separação do Tutti-Frutti, ela inicia a parceria com o marido Roberto de Carvalho, redireciona a sua música para uma sonoridade mais pop e “palatável” para as grandes massas, o que a torna uma das cantoras campeãs em vendas de discos no Brasil. “Mania De Você” se torna um enorme sucesso nacional, assim como “Doce Vampiro”, “Chega Mais” e “Arrombou A Festa II”, o que faz o álbum ser um dos mais vendidos do ano.




Koo Koo (Chrysalis, 1981), Debbie Harry. Com o Blondie dando uma pausa, Debbie Harry aproveitou a ocasião para gravar o seu primeiro álbum solo. No entanto, ela buscava gravar um álbum diferente do que ela fazia no Blondie. Para isso, Debbie escalou a dupla cerebral do Chic, Nile Rodgers e Bernard Edwards, que além de músicos, estavam em alta como produtores. Acostumados a tocar e produzir trabalhos voltados para o funk, soul, R&B e disco music, produzir um álbum para uma cantora de rock era uma novidade na carreira de Nile e Bernard. Na época de seu lançamento, Koo Koo não agradou a imprensa musical. A capa, criada pelo artista plástico HG Ginger (1940-2014), não só chocou a crítica como também a opinião pública. Musicalmente, Koo Koo promove a mistura do pop com o rock, funk e até reggae.  O álbum antecipa a sonoridade de álbuns como Let’s Dance (1983), de David Bowie, Like A Virgin (1984), de Madonna, e autointitulado álbum do Powe Station, de 1985.


She's So Unusual (Portrait, 1983), Cyndi Lauper. Após a implosão da Blue Angel, uma banda nova-ioquina de new wave de pouca projeção do começo dos anos 1980, Cyndi Lauper lançou em 1983 o seu primeiro álbum solo, She’s So Unusual, que trafega musicalmente entre a new wave, pop e synthpop. A crítica foi toda elogios, enquanto que o público adquiriu mais de 20 milhões de cópias. Cyndi ficou marcada pela sua voz estridente e o visual extravagante. Quase todas as faixas do álbum viraram sucessos radiofônicos. “Girls Just Want To Have Fun” virou um hino feminista. “She Bop” faz alusão à masturbação. A balada romântica “Time After Time” foi uma das faixas do álbum mais executadas em rádio em todo o planeta.


Private Dancer (Capitol, 1984), Tina Turner. Private Dancer representou o renascimento da carreira artística de Tina Turner, após o divórcio com Ike Turner (1931-2007) e anos no ostracismo. A sonoridade do álbum é calcada no pop e rock, com ênfase nos sintetizadoras, o que fez Tina aproximar-se do synthpop, mas sem diminuir a presença das guitarras. Puxado pelos hits “What's Love Got To Do With It”, “Private Dancer” e a regravação de “Let's Stay Together”, antigo sucesso de Al Green, Private Dancer vendeu mais de 20 milhões de cópias desde que foi lançado, além de ter conquistado 4 prêmios Grammy. Private Dancer ainda incluiu uma regravação de “1984”, de David Bowie, e uma versão completamente diferente de “Help!”, dos Beatles, que com Tina, virou um surpreendente gospel.


Cássia Eller (PolyGram, 1994), Cássia Eller. Após dar à luz o seu primeiro e único filho, Francisco Eller, o Chicão, em 1993, Cássia Eller lançou o seu terceiro e homônimo álbum solo. Cássia vinha de dois álbuns que tiveram baixíssima vendagem, principalmente o segundo, O Marginal, de 1992. Em seu terceiro álbum, Cássia caprichou no repertório, que foi muito bem construído e mostra a versatilidade musical da cantora que vai desde um clássico do samba (“Na Cadência Do Samba”) ao baião-soul de Tim Maia (“Coroné Antônio Bento”), passando pela MPB com “E.C.T.” No rock ela se sente à vontade como na releitura bem pessoal e impecável para “Lanterna Dos Afogados”, dos Paralamas do Sucesso, (participação especial de Wander Taffo num solo de guitarra arrasador) e em “Partners”, do RPM. “1º de Julho” foi composta por Renato Russo especialmente para Cássia quando ela estava grávida. “Música Urbana 2”, da Legião, virou um blues rock com uma performance vocal de Cássia devastadora. O terceiro álbum de Cássia Eller vendeu 150 mil cópias, mais do que os dois primeiros álbuns juntos. 


Jagged Little Pill (Maverick, 1995), Alanis Morrissette. Após os dois primeiros álbuns com uma orientação pop adolescente, Alanis Morrissete surpreendeu a crítica e os fãs, aos 21 anos de idade com o seu terceiro álbum solo, Jagged Little Pill. Completamente diferente dos dois álbuns anteriores, Jagged Little Pill mostra a proposta musical de Alanis mais alinhada ao grunge, uma sonoridade mais roqueira, fazendo bastante uso de guitarra, baixo, bateria, da gaita (o que dá um toque de folk music) somados a batidas eletrônicas. Os temas abordados por Alanis em suas canções no álbum giram em torno de experiências em seus relacionamentos amorosos, castração religiosa, e críticas aos chefões de gravadoras e o assédio sexual deles sobre as cantoras. Jagged Little Pill fez um estrondoso sucesso comercial, atingindo a marca de 35 milhões de cópias. Além do sucesso comercial, foi um marco da presença feminina no rock, conquistando uma legião de fãs, em sua maioria garotas adolescentes que se identificaram com as canções confessionais de Alanis como “You Learn”, “Ironic”, “You Oughta Know”, “Head Over Feet” e “Hand In My Pocket”.


Stories From The City, Stories From The Sea (Island, 2000), PJ Harvey. A inglesa PJ Harvey destacou-se como uma das principais vozes de uma nova geração de cantoras de rock que despontava nos anos 1990. Mas foi em 2000 que Harvey lançou talvez o seu trabalho mais acessível comercialmente, Stories From The City, Stories From The Sea, seu quinto álbum solo. Gravado na Inglaterra, o álbum, no entanto traz canções inspiradas em Nova York, cidade onde a cantora passou uma temporada. Harvey conta com a participação especial de Thom York, vocal do Radiohead, em dueto nas faixas “One Line” (tocando também teclados), “Beautiful Feeling” e “This Mess We're In”. Aclamado pela crítica, Stories From The City, Stories From The Sea vendeu 1 milhão de cópias. Levou PJ Harvey a ser indicada ao BRIT Award como “Melhor Artista Feminina Britânica” e duas indicações ao Grammy de “Melhor Álbum de Rock” e “Melhor Performance Feminina de Rock” pelo single “This Is Love”. Em 2001, o álbum ganhou o Mercury Size, prêmio concedido ao melhor álbum do ano no Reino Unido.


Admirável Chip Novo (Deck Disk, 2003), Pitty. Quando Pitty apareceu no cenário musical brasileiro em 2003, ela subverteu todos os valores que se espera de uma cantora vinda da Bahia: não era uma diva da MPB e muito menos uma cantora esfuziante de axé music. Era uma cantora de rock que lançava o seu primeiro álbum solo, Admirável Chip Novo. O álbum apresenta uma bem costurada colcha de influências que vão do punk rock ao grunge, passando pelo hard rock. Quase todas as faixas viraram hits, dentre elas “Teto de Vidro” e “Equalize”, “Máscara” e a faixa-título, fazendo Admirável Chip Novo vender mais de 700 mil cópias. Não seria exagero afirmar que Admirável Chip Novo é um dos melhores álbuns de estreia da história do rock brasileiro.

 

THE WINERY DOGS - III (2023)

O álbum número três (ou seja, III ) dos Winery Dogs (vocalista e guitarrista Richie Kotzen, baterista Mike Portnoy e baixista Billy Sheehan) é construído em torno da capacidade do trio monstruoso de tocar riffs rápidos e simultâneos, explorar um ritmo emocionante e entregar refrões cativantes . A partir de uma rápida leitura das letras de Kotzen (ele as escreveu todas para III ), somos levados pelos altos e baixos dos relacionamentos românticos, com grande parte das 10 músicas do álbum circulando em torno desse tema.
Abrindo com grandes riffs característicos, “Xanadu” mostra as proezas da guitarra de Kotzen, enquanto “Pharaoh” destaca o baixo único de Billy Sheehan, permitindo muito espaço nos versos, algo que esses três não permitem com tanta frequência. O andamento lento de “Lorelei” faz a banda realmente desacelerar para fazer um ponto. Apresenta o melhor vocal de Kotzen, completo com um falsete ardente.
Um grande rock, “Red Wine” encontra a banda empregando vocais de grande harmonia, como fazem por toda parte. Numa trincheira de riffs com o baterista Mike Portnoy profundamente embutido no bolso, o trio evoca um sólido e bom soco de rock no final III . Kotzen, Portnoy e Sheehan podem ser cães "velhos" quando se trata de sua reputação; em III , eles transcendem sua musicalidade coletiva com um grande lote de canções para aprimorar a força de cada músico, reforçando uma química quente que continua a alquimizar a cada álbum.

01. Xanadu
02. Mad World
03. Breakthrough
04. Rise
05. Stars
06. The Vengeance
07. Pharaoh
08. Gaslight
09. Lorelei
10. The Red Wine

Richie Kotzen – guitar, lead vocals
Billy Sheehan – bass, background vocals
Mike Portnoy – drums, percussion, background vocals
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DOOMSDAY OUTLAW - DAMAGED GOODS (2023)

 

Este é o terceiro álbum de estúdio dos Doomsday Outlaw, na verdade o quarto deles, mas eles não contam 'Black River' por algum motivo - eu gosto, mas eles não o vêm como um álbum apropriado dos Doomsday Outlaw.
As coisas começam pesadas na massiva 'In Too Deep' que se move e balança com uma melodia vocal fantástica, um trabalho de guitarra soberbo e o poderoso Thunderbird de Indy fechando o ritmo com Willis. 'On My Way' nos dá um pouco de rock n roll divertido quase na veia de The Quireboys / Faces, só que não tão caótico, apenas ouve o refrão, tu vais cantando o dia todo, então temos um pouco de soul sulista no estilo Black Crowes em ' If This Is The End' antes que as coisas fiquem no sul, feito para uma bebida 'Turn Me Loose'. As coisas ficam pesadas novamente em 'You Make It Easy', que tem um refrão tipo Led Zep antes de chegarmos ao recente single 'Runaway', que foi feito para o rádio. 'My Woman Comes On Strong' tem Poole soando como um jovem Glenn Hughes, ele é muito bom! Então 'Nowhere Left To Hide' entra no território de Allman Bros com algumas falas duplas maravilhosas de Alez De'Elia e Steve Broughton. Doomsday Outlaw vai para o country em 'One More Sip', que é outro rock divertido antes de chegarmos a um blues rock pesado com 'It Never Gets Old'. 'Walking The Line' é Skynyrd/Allmans com uma grande força até que a faixa final traz a grande balada 'The Little Things' não há nada de pequeno nisso, apenas pura classe.
Um álbum essencial para se ter na coleção.

1 – In Too Deep
2 – On My Way
3 – If This Is The End
4 – Turn Me Loose
5 – You Make It Easy
6 – Runaway
7 – My Woman Comes On Strong
8 – Nowhere Left To Hide
9 – One More Sip
10 – It Never Gets Old
11 – Walking The Line
12 – The Little Things

Phil Poole – Vocals
Steve Broughton – Guitars
Alez De’Elia – Guitars
Indy Chanda – Bass
John Willis – Drums
Ryan Taylor – Keyboards
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TEDESCHI TRUCKS BAND - LIVE: EVERYBODY'S TALKIN', DISC ONE (2012)




TEDESCHI TRUCKS BAND
''LIVE: EVERYBODY'S TALKIN', DISC ONE''
MAY 22 2012
106:23    MUSICA&SOM
**********
DISC ONE
01 Everybody's Talkin' 5:31 (Fred Neil)
02 Midnight In Harlem (Swamp Raga Intro With Little Martha) 10:23 (Duane Allman, Mike Mattison, Derek Trucks)
03 Learn How To Love 9:27 (Adam Deitch, Eric Krasno, Adam Smirnoff, Susan Tedeschi, Derek Trucks)
04 Bound For Glory 12:53 (Mike Mattison, Susan Tedeschi, Derek Trucks)
05 Rollin' and Tumblin' 4:41 (Muddy Waters)
06 Nobody's Free 10:24 (Oteil Burbridge, Tyler Greenwell, Mike Mattison, Susan Tedeschi, Derek Trucks)
07 Darling Be Home Soon 10:04 (John Sebastian)
*****
DISC TWO
01 That Did It 7:58 (Pearl Woods)
02 Uptight 15:32 (Henry Cosby, Stevie Wonder, Sylvia Moy)
03 Love Has Something Else To Say (With Kissing My Love) 11:06 (Bill Whiters, Derek Trucks, Doyle Bramhall, Mike Mattison, Oteil Burbridge)
04 Wade In the Water 8:24 (J. W. Alexander, Sam Cooke)
**********
Maurice Brown/Trumpet
Kofi Burbridge/Flute, Keyboards
Oteil Burbridge/Bass
Tyler Greenwell/Drums, Percussion
J.J. Johnson/Drums, Percussion
Mike Mattison/Guitar (Acoustic), Vocals
Mark Rivers/Vocals
Saunders Sermons/Vocals
Susan Tedeschi/Guitar, Vocals
Derek Trucks/Guitar, Producer
Kebbi Williams/Saxophone

A Tedeschi Trucks Band é um conjunto de 11 integrantes formado pelas bandas individuais da guitarrista e vocalista Susan Tedeschi e do guitarrista Derek Trucks. Eles fizeram sua estreia com o vencedor do Grammy de 2011, Revelator, uma extensa coleção que apresentava R&B funky, gospel, blues e rock de grandes bandas escaldantes. Everybody's Talkin', um disco duplo, é uma oferta ao vivo dessa turnê de apoio. Produzido pela Trucks, inclui versões ao vivo de algumas faixas do álbum e seis capas lindamente escolhidas; todas as suas músicas recebem tratamentos estendidos e imaginativamente arranjados. É um álbum ao vivo incomum porque seu equilíbrio entre precisão sonora e cinética nascida no palco é perfeito - esta banda transita perfeitamente entre R&B, blues, rock, gospel e jazz. Essas apresentações nunca sucumbem a meros clichês de jam band. No disco um, " adiciona uma ponte de improvisação nodosa onde funk profundo e blues se misturam. O disco termina com uma leitura surpreendente de "Darlin" Be Home Soon, de John Sebastian." Com trompas acentuando com bom gosto e sublinhando os vocais principais, o solo deslizante de Trucks permanece melodicamente verdadeiro, mas se move através do groove cintilante da banda na estratosfera (e ele faz isso ao longo deste álbum, repetidamente, ajudando a elevar não apenas a melodia, mas a sensação de groove, espaço e textura) O disco dois contém apenas quatro faixas, mas todas são joias: "That Did It" de Pearl Woods (um veículo Bobby "Blue" Bland) é um suporte baixo e corajoso, com excelente trabalho de guitarra de Tedeschi. "Uptight" de Stevie Wonder é uma rave-up soul de 15 minutos com um belo interlúdio de jazz e canto scat de Oteil Burbridge no meio, seguido por um solo de slides maravilhosamente imaginado por Trucks. É seguido pelo funk wah-wah profundo e conduzido por trompas de "Love Has Something Else to Say" antes de fechar com uma leitura emocionante de "Wade in the Water". É um blues gospel assustador com lindos vocais alternativos de Mark Rivers e Tedeschi. Everybody's Talkin' é o que todo álbum ao vivo deveria ser: um reflexo preciso e emocionante de uma banda quente tocando a todo vapor. sa assustador gospel-blues com lindos vocais alternativos de Mark Rivers e Tedeschi. Everybody's Talkin' é o que todo álbum ao vivo deveria ser: um reflexo preciso e emocionante de uma banda quente tocando a todo vapor. sa assustador gospel-blues com lindos vocais alternativos de Mark Rivers e Tedeschi. Everybody's Talkin' é o que todo álbum ao vivo deveria ser: um reflexo preciso e emocionante de uma banda quente tocando a todo vapor.


TEDESCHI TRUCKS BAND - LIVE: EVERYBODY'S TALKIN', DISC TWO (2012)




TEDESCHI TRUCKS BAND
''LIVE: EVERYBODY'S TALKIN', DISC TWO''
MAY 22 2012
106:23   MUSICA&SOM
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DISC ONE
01 Everybody's Talkin' 5:31 (Fred Neil)
02 Midnight In Harlem (Swamp Raga Intro With Little Martha) 10:23 (Duane Allman, Mike Mattison, Derek Trucks)
03 Learn How To Love 9:27 (Adam Deitch, Eric Krasno, Adam Smirnoff, Susan Tedeschi, Derek Trucks)
04 Bound For Glory 12:53 (Mike Mattison, Susan Tedeschi, Derek Trucks)
05 Rollin' and Tumblin' 4:41 (Muddy Waters)
06 Nobody's Free 10:24 (Oteil Burbridge, Tyler Greenwell, Mike Mattison, Susan Tedeschi, Derek Trucks)
07 Darling Be Home Soon 10:04 (John Sebastian)
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DISC TWO
01 That Did It 7:58 (Pearl Woods)
02 Uptight 15:32 (Henry Cosby, Stevie Wonder, Sylvia Moy)
03 Love Has Something Else To Say (With Kissing My Love) 11:06 (Bill Whiters, Derek Trucks, Doyle Bramhall, Mike Mattison, Oteil Burbridge)
04 Wade In the Water 8:24 (J. W. Alexander, Sam Cooke)
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Maurice Brown/Trumpet
Kofi Burbridge/Flute, Keyboards
Oteil Burbridge/Bass
Tyler Greenwell/Drums, Percussion
J.J. Johnson/Drums, Percussion
Mike Mattison/Guitar (Acoustic), Vocals
Mark Rivers/Vocals
Saunders Sermons/Vocals
Susan Tedeschi/Guitar, Vocals
Derek Trucks/Guitar, Producer
Kebbi Williams/Saxophone

A Tedeschi Trucks Band é um conjunto de 11 integrantes formado pelas bandas individuais da guitarrista e vocalista Susan Tedeschi e do guitarrista Derek Trucks. Eles fizeram sua estreia com o vencedor do Grammy de 2011, Revelator, uma extensa coleção que apresentava R&B funky, gospel, blues e rock de grandes bandas escaldantes. Everybody's Talkin', um disco duplo, é uma oferta ao vivo dessa turnê de apoio. Produzido pela Trucks, inclui versões ao vivo de algumas faixas do álbum e seis capas lindamente escolhidas; todas as suas músicas recebem tratamentos estendidos e imaginativamente arranjados. É um álbum ao vivo incomum porque seu equilíbrio entre precisão sonora e cinética nascida no palco é perfeito - esta banda transita perfeitamente entre R&B, blues, rock, gospel e jazz. Essas apresentações nunca sucumbem a meros clichês de jam band. No disco um, " adiciona uma ponte de improvisação nodosa onde funk profundo e blues se misturam. O disco termina com uma leitura surpreendente de "Darlin" Be Home Soon, de John Sebastian." Com trompas acentuando com bom gosto e sublinhando os vocais principais, o solo deslizante de Trucks permanece melodicamente verdadeiro, mas se move através do groove cintilante da banda na estratosfera (e ele faz isso ao longo deste álbum, repetidamente, ajudando a elevar não apenas a melodia, mas a sensação de groove, espaço e textura) O disco dois contém apenas quatro faixas, mas todas são joias: "That Did It" de Pearl Woods (um veículo Bobby "Blue" Bland) é um suporte baixo e corajoso, com excelente trabalho de guitarra de Tedeschi. "Uptight" de Stevie Wonder é uma rave-up soul de 15 minutos com um belo interlúdio de jazz e canto scat de Oteil Burbridge no meio, seguido por um solo de slides maravilhosamente imaginado por Trucks. É seguido pelo funk wah-wah profundo e conduzido por trompas de "Love Has Something Else to Say" antes de fechar com uma leitura emocionante de "Wade in the Water". É um blues gospel assustador com lindos vocais alternativos de Mark Rivers e Tedeschi. Everybody's Talkin' é o que todo álbum ao vivo deveria ser: um reflexo preciso e emocionante de uma banda quente tocando a todo vapor. sa assustador gospel-blues com lindos vocais alternativos de Mark Rivers e Tedeschi. Everybody's Talkin' é o que todo álbum ao vivo deveria ser: um reflexo preciso e emocionante de uma banda quente tocando a todo vapor. sa assustador gospel-blues com lindos vocais alternativos de Mark Rivers e Tedeschi. Everybody's Talkin' é o que todo álbum ao vivo deveria ser: um reflexo preciso e emocionante de uma banda quente tocando a todo vapor.


Bandas Raras de um só Disco

 

                                               Dogfeet (1970)


Grupo britânico que lançou esse único e raro LP 1970, seguindo uma forte influência do Fleetwood Mac (fase blues rock, época do Peter Green). Porem intenção que se revelou um tanto frustrada. 

A banda fazia um blues rock sombrio misturado com rock pesado que realmente lembrava um pouco o Fleetwood Mac, porem sem a mesma qualidade de composição, canto e instrumentalidade. Mas mesmo assim não deixa de ser um grande disco, para quem é fã  blues rock o álbum é uma ótima pedida. 

Integrantes.

Dave Nicholls (Baixo)
Alan Pearse (Guitarra, Vocais)
Derek Perry (Bateria)
Trevor Povey (Guitarra Principal, Vocais)

01. For Mary (2:03)
02. On The Road (5:58)
03. Sad Story / Reprise (8:14)
04. Now I Know (3:05)
05. Since I Went Away (2:56)
06. Clouds (5:06)
07. Evil Women (5:00)
08. Armageddon (4:14)
09. For Mary And Child (5:39)
Bonus Tracks.
10.Theme (Studio Demo 1970) (1:53)
11.Armageddon (Studio Demo 1970) (4:33)
12.On The Road (Studio Demo 1970) (4:56)
13.Now I Know (Studio Demo 1970) (3:06)

DE RECORTES & RETALHOS

Jornal Expresso - Pink Floyd "A Momentary Lapse of Reason" / Manuel Falcão 1987




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