quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Rock Progressivo: Os dez melhores bandas do gênero


Um dos mais populares subgênero do rock, o rock progressivo, também conhecido como porg. rock, subgênero que surgiu na Inglaterra no fim da década de 1960 buscando uma fusão da música pop e do rock com outros gêneros de harmonia mais complexa.
Ficou muito conhecido a partir da década de 70, O Estilo recebeu influencia direta da musica clássica, e do Jazz Fusion. Deste estilo surgiu o Rock sinfônico, Space rock, e Metal progressivo. O estilo também foi influenciado pelo rock Psicodélico, e pela banda The Beatles, em sua fase final. Praticamente todos os países desenvolveram músicos ou agrupamentos musicais voltados a esse gênero, Abaixo Listarei ( na minha opinião ) As 10 melhores bandas do gênero.

10. Focus

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O  Focus é uma banda de rock progressivo dos Países Baixos fundada em 1969 pelo organista e flautista Thijs van Leer. Foi para muitos a melhor banda dos Países Baixos nos anos 70. Mas as qualidades da banda foram muito mais significantes. Suas extensas e quase exclusivas composições instrumentais e improvisações continham várias referências à música erudita. Um exemplo é a referência a ópera de Monteverdi na canção Eruption, do álbum Moving Waves. Outra demonstração está na referência à Johann Sebastian Bach em Carnival Fugue, do álbum Focus 3, ou ainda das referências ao Renascimento de Anonymus II, do mesmo álbum.

9. Kansas 

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Kansas é uma banda de rock norte-americana dos anos 1970 especializada no estilo progressivo. Dave Hope (baixo), Phil Ehart (bateria), Robby Steinhardt (violino), Steve Walsh (teclado e vocal) e Rich Williams (guitarra) formaram a banda White Clover em sua cidade natal de Topeka, Kansas. Depois da entrada de Kerry Livgren (teclado e guitarra) o nome da banda foi mudado para Kansas.
Uma das maiores bandas da década de 70, o Kansas deixou para sempre sua marca na história do Rock. Compuseram um leque invejável de grandes clássicos, que já foram regravados dezenas de vezes por outros artistas, o que demonstra a qualidade e o respeito que o grupo possui.

8. Emerson, Lake & Palmer

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Banda Britânica formada nos anos 70 por r Keith Emerson (teclado), Greg Lake (guitarra, baixo e vocais) e Carl Palmer (bateria). . Entrou para história da música por ser a primeira banda de rock a levar um sintetizador, na época um aparelho gigantesco, monofônico e analógico, para um show, em 1970. Entre os seus sucessos, destacam-se From the Beginning, Lucky Man e Ces’t la vie.

7. Rush

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Banda canadense formada em 1968 na cidade de Toronto, Ontário. A banda é composta pelo baixista, tecladista e vocalista principal Geddy Lee, pelo guitarrista e backing vocal Alex Lifeson e pelo baterista, percussionista e letrista Neil Peart. A formação original da banda passou por algumas modificações entre 1968 e 1974, alcançando sua formação definitiva com Peart em julho de 1974, duas semanas antes da primeira turnê nos Estados Unidos, devido a problemas de saúde de John Rutsey, antigo baterista da banda.

6. Camel

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Banda britânica com umas pitadas de jazz rock formada em 1971. O grupo lançou seu primeiro álbum em 1973 pela MCA Records. Desbandaram por um breve período em 1981 mas retornaram com mudanças na formação. Em 2003 o Camel fez sua turnê de despedida. Camel quer dizer camelo em inglês e como o período do auge da banda também coincidiu com o auge da propaganda de uma marca de cigarros que empregava a figura de um camelo fumando, os discos da banda foram boicotados pelos antitabagistas, o que precipitou sua decadência.

5. King Crimson

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Grupo musical inglês formado pelo guitarrista Robert Fripp e pelo baterista Michael Giles em 1969. O estilo musical da banda costuma ser categorizado como rock progressivo, aliás, a eles é atribuída a invenção do rock progressivo. Mas a sua sonoridade carrega vários estilos, como jazz, música erudita, new wave, heavy metal e folk.

4. Gênesis

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Banda britânica de rock progressivo formada em 1967, quando os seus fundadores Peter Gabriel, Mike Rutherford, e Tony Banks ainda estudavam na Charterhouse School. Depois de gravar algumas ‘demos’ amadoras em estúdios caseiros, uma dessas gravações chegou às mãos Jonathan King, um ex-aluno de Charterhouse e assistente de Edward Lewis, o então presidente da Decca Records, em Londres. Graças a um acordo estabelecido com Joathan eles gravaram o seu primeiro álbum “From genesis to revelation” em 1968 que foi lançado em 1969.
A banda gravou uma série de músicas refletindo o estilo pop leve dos Bee Gees, de quem King era grande admirador, tendo juntado estas músicas num álbum conceitual, adicionando-lhe arranjos de cordas. O álbum não teve sucesso e a banda precisou dizer que tinha se separado para quebrar o contrato. 

3. Yes 

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O Yes é uma banda britânica de rock progressivo formada originalmente por Jon Anderson (vocal), Chris Squire (baixo), Tony Kaye (teclado), Peter Banks (guitarra) e Bill Bruford (bateria) em 1968. Apesar das muitas mudanças na formação, separações ocasionais e as diversas mudanças na música popular, o grupo está na ativa há 45 anos e ainda detém grande prestígio internacional.

2. Jethro Tull

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Banda formada em Blackpool entre 1967-1968. Sua música é marcada pelo estilo vocal cheio de maneirismos e o trabalho único na flauta de seu líder Ian Anderson, além de uma complexa e pouco usual construção musical. Seu estilo incorpora elementos de música clássica e celta, assim como do rock alternativo e do art rock. Entretanto, é difícil especificar quais artistas tiveram influência direta ou foram influenciados pelo Jethro Tull. Mais do que qualquer outra banda, sua música permanece à parte do restante do rock.

1. Pink Floyd

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Pink Floyd é uma banda de rock inglesa do século XX famosa pelas suas composições de rock clássico harmónico, pelo seu estilo progressivo e pelos espectáculos ao vivo extremamente elaborados. A origem do nome “Pink Floyd” deve-se à admiração do fundador Syd Barrett pela arte dos músicos Pink Anderson e Floyd Council, do blues.
É um dos grupos mais influentes na história do rock, além de um dos mais bem sucedidos, tendo vendido aproximadamente duzentos milhões de cópias de seus álbuns sendo o grupo que mais vendeu discos de toda a historia. A produção The Dark Side of the Moon manteve-se no Top 100 Billboard de vendas durante mais de uma década e continua a ser um dos álbuns mais vendidos de todos os tempos.


TOP 10: Rush


Hoje eu começo mais uma serie, Top 10. Comentem seu top 10 também nos comentários.

10. Power Windows Esse álbum, junto com "Hold Your Fire", são os discos mais odiados pelos fãs de Rush, mas eu discordo. Rush elevou os elementos de eletrônica e em sua produção, a banda virou um quinteto, com ajuda de dois tecladistas. As músicas que eu destaco são: "The Big Money", "Manhattan Project", "Marathon" e "Mystic Rhythms".
9. Hemispheres Podemos dizer que de longe é o disco mais progressivo do trio canadense. Com apenas 4 músicas que se intercalam para que no final, a grande instrumental da banda "La Villa Strangiato". A banda diz que essa musica demorou mais que o álbum "Fly By Night" de 1975.
8. Snakes & Arrows Com o fim da turne "R30", em comemoração dos 30 anos da banda, Rush lançou esse álbum em 2007, e também para encerrar o seu contrato com a Atlantic Record, que estava em vigor desde "Presto" (1989). Destaques do álbum são: "Far Cry", "Arrow and Sword", "The Main Monkey Buiness" e "Good News First".
7. Counterparts Esse a´lbum, digamos que é subestimado pelos fãs. É um a´lbum que conseguiu uma fasanha de gerar trestas no grupo entre Alex Lifeson e Geddy Lee, pois, Alex queria mais guitarras e menos teclados, já Geddy, queria um "Roll The Bones 2" e como o àlbum mostra, tem mais guitarras que teclados´. Destaques do álbum: "Animate", "Stick It Out", "Cut to the Chase" e "Betwwen Sun & Moon".
6. A Farewell To Kings Esse (na minha opinião) é o inicio da era progressiva. Pode-se observar que o som ficou mais sofisticado. Mas o que carregou esse disco (comercialmente) é a faixa "Closer to the Heart", que chama a tenção pela simplicidade e o incrível e rápido solo de guitarra. Mas a melhor faixa é "Xanadu".
5. Roll The Bones Esse álbum foi responsável pela a volta (comercial) do Rush, com faixa menos eletrônicas e grandes hits como: "Dreamline" e "Roll The Bones" e com uma singela misturas de outros gêneros musicais como hiphop e jazz. Foi a última vez que um álbum do Rush que atingiu 1 milhão de cópias vendidas.
4. Permanent Waves Com um ano sabático (1979), o trio canadense decidiu não lançar nenhum single e videoclipe. É sem sombra de duvidas, um dos melhores álbuns dos anos 1980, principalmente com seu início "The Spirit Of Radio" e "Freewill". E pode-se observar que temos uma mistura de reggae e new wave em algumas musicas.
3. 2112 Esse é um dos álbuns mais amados pelos fãs, principalmente por conta da faixa titulo de 21 MINUTOS. Mas as outras faixas, que são comerciais, são excelentes como: "A Passage to Bangkok" e "Something For Nothting". E poderia ter sido o ultimo álbum do Eush, se não tivesse feito sucesso, pois "Caress Of Steel" foi um belo fracasso e injustiçado.
2. Clockwork Angels Esse é o disco de despedida do Rush, que é conceitual. O disco mostra a história de Owen Hardy, um jovem que tem o sonho de sair da vila onde ele vive. O álbum foi inspirado no livro Candide, de Voltitaire (1759). Temos aqui belas linhas de baixo, como em "Headlong Fçight" e viradas espetaculares como em "The Anarchist".
1. Moving Pictures  

O que eu posso dizer sobre esse álbum? Melhor álbum de todos os tempos, composições maravilhosas como: ""Tom Sawyer", "Red Barchetta" e "Limelight". A segunda grande instrumental "YYZ" e a ultima musica com mais de 10 minutos "The Camera Eye", que possui um incrível solo de guitarra. 

Review: Sortilège – Phoenix (2021)

 


Nome cult do metal francês, o Sortilège retornou em 2019 após um hiato de mais de trinta anos. Shows bem recebidos motivaram a banda a gravar um novo álbum, e assim surgiu Phoenix (2021), que chegou para fazer companhia ao EP Sortilège (1983) e aos álbuns Métamorphose (1984) e Larmes De Héros (1985) na discografia da banda.

Tendo Christian Augustin à frente, vocalista da formação original, o Sortilège regravou doze canções de seus três discos anteriores e mais duas novas composições. Assim, temos três músicas do primeiro, quatro do segundo e cinco do terceiro, mais “Toujours Plus Haut” e “Phoenix”. O som é o tradicional heavy metal dos anos 1980, aqui devidamente registrado com uma produção muito melhor e com o charme extra de trazer todas as letras em francês.

A audição de Phoenix leva o ouvinte de volta para um tempo onde o heavy metal, e o mundo, eram mais simples. Música pesada com ganchos, refrãos e melodias, feita para bater cabeça e ouvir no maior volume possível. O que mais é preciso para ser feliz?

Excelente lançamento da Hellion Records no Brasil em uma edição slipcase e com um pôster exclusivo.

Se você é fã de heavy metal, não tem como deixar passar.

Review: RF Force – RF Force (2022)

 


Conhecido por seu canal no YouTube e por integrar a Children of the Beast, a banda cover oficial do Iron Maiden na América Latina, o guitarrista Rodrigo Flausino aposta em um caminho autoral com o RF Force, banda que montou ao lado de Marcelo Saracino (vocal), Daniel Iasbeck (guitarra), Ricardo Flausino (baixo) e Lucas Emidio (bateria), e que lançou o seu primeiro álbum este ano.

Produzido por Rodrigo ao lado de Iasbeck, o CD foi lançado pela Classic Metal Records e traz dez faixas. O som, logicamente, traz influências de Iron Maiden, porém elas são sutis e não definem a sonoridade do RF Force. O som é um metal tradicional com alguns elementos de nomes clássicos como Accept, Saxon, Dio e Judas Priest, além do próprio Maiden. O trabalho instrumental é muito bem feito, e ganha mais força devido à boa produção.

Variando entre composições mais aceleradas e outras com andamento cadenciado, o RF Force consegue imprimir dinamismo a um álbum que agradará qualquer fã de metal. O fato do timbre vocal de Saracino muitas vezes se aproximar ao de Ronnie James Dio – o maior exemplo está em “The Beast and The Hunter” – facilita a sensação de familiaridade com canções que, mesmo inéditas, parecem estar em nossos ouvidos há um longo tempo. Calcado nas guitarras de Flausino e Iasbeck, o RF Force despeja riffs, harmonias e solos que não economizam na melodia, o que é sempre um ótimo sinal.

O resultado é um álbum sólido e que traz canções muito fortes e que merecem destaque como a abertura com “Fallen Angel”, a autoexplicativa “Old School Metal”, a já citada “The Beast and The Hunter”, “Will You Remember?” (espécie de power ballad com refrão bem grudento), “Beyond Life and Death”e o encerramento com “M.O.A.B.”, essa a única que foge à regra e traz, aqui sim, muita influência de Iron Maiden.

Gostaria de mencionar também a capa, que me agradou bastante, e mostra uma multidão de seguidores indo em direção ao logo da banda, que está cercado por pirâmides no estilo Powerslave. A bela ilustração foi criada por Quinho Ravelli. O encarte, que conta com doze páginas, traz todas as letras.

Uma bem-vinda surpresa.


Review: Caravellus – Inter Mundos (2022)

 


O Caravellus quebra um período de silêncio de 12 anos com Inter Mundos, seu terceiro disco, sucessor de Lighthouse and Shed (2007) e Knowledge Machine (2010). Os pernambucanos retornam com mudanças importantes na formação, a mais notável sendo a de Leandro Caçoilo (vocalista do Viper) assumindo o posto de Raphael Dantas.

Liderada pelo guitarrista Glauber Oliveira, autor de todas as músicas (duas delas em parceria com Caçoilo) e também produtor do trabalho, o Caravellus mergulha no universo do escritor Ariano Suassuna e entrega um álbum conceitual. Aliás, a produção gráfica do CD é sensacional, em um digipack que traz um encarte com todas as letras e outro detalhando a história que cada canção aborda, além da bonita capa ilustrada pelo artista Marcus Ravelli. Parabéns para a Metal Relics pelo capricho.

Inter Mundos apresenta treze canções e uma faixa bônus, “Vynno D’Agua”, e traz as participações especiais de Elba Ramalho, Daísa Munhoz (vocalista do SoulSpell, Vandroya e Twilight Aura), Derek Sherinian (tecladista do Sons of Apollo e do Black Country Communion, ex-Dream Theater), John Macaluso (baterista, ARK, Yngwie Malmsteen), Felipe Andreoli (baixista do Angra), Hugo Mariutti (baixista do Shaman) e Daniela Serafim (vocalista do Invisible Control).

Musicalmente, o que temos é um power prog com grande foco na técnica dos músicos , todos excelentes em suas funções. A fusão com a cultura nordestina, enfatizada na inspiração em Suassuna, também é sentida na parte musical com a sempre bem-vinda união do heavy metal aos ritmos brasileiros e na inserção de trechos cantados em português nas letras, todas escritas primordialmente em inglês. Artisticamente, não há muito o que falar a respeito de Inter Mundos a não ser afirmar que trata-se de um trabalho muito acima da média. Entretanto, senti falta de uma ou duas canções um pouco mais acessíveis e descomplicadas, que certamente ajudariam na assimilação do álbum e o tornariam ainda mais sólido. Ainda que faixas como “Panis et Circenses”, “Memento Mori” e “Insurrection” (com teclados que lembram o AOR da década de 1980) cheguem perto de exercer esse papel, a sensação de ouvir um disco inegavelmente técnico mas que carece de uma música mais marcante fica evidente ao final da audição.

Mesmo assim, Inter Mundos merece elogios pela pretensão proposta e alcançada pela banda, que conseguiu trazer para um álbum de heavy metal elementos de sua cultura e que são essenciais para a construção não só de sua personalidade, mas também da própria identidade do metal brasileiro como gênero único, original e apaixonante.


Review: Brothers in Arms – Sunset & Clark (2021)


O Brothers in Arms é um projeto idealizado por Jack Frost, guitarrista com passagem pelo Savatage e outras bandas, e que conta com a participação dos vocalistas Keith St. John (Kingdom Come), Paul Shortino (Quiet Riot), Dave Amato (REO Speedwagon), Andrew Freeman (Last in Line), Steve Overland (FM), Todd Poole (Roxy Blue), Nick Walsh (Famous Underground) e Jesse Damon (Southern Highway). A banda traz ainda o tecladista Charlie Calv (Shotgun Symphony), o baixista Alex Jansen (Mennen) e o baterista Karl Wilcox (Diamond Head)

Musicalmente, o som vai na linha do hard rock com um clima anos 1980, o que se traduz em riffs, melodias e refrãos sempre presentes. As canções oscilam bastante, e isso está intimamente ligado às vozes que as intepretam. Enquanto Keith St. John deixa um ótimo cartão de visitas na música de abertura, o rockão “Bitch is Crazy” e na power ballad “Make You Mine” (uma das melhores do álbum), e Andrew Freeman despeja testosterona em “Last to Know” e “Ties That Bind” (ainda que essa última traga um riff bem genérico), é frustrante ouvir canções como “The City Never Sleeps”, onde Steve Overland coloca a sua voz em um riff chupado totalmente de “Up to the Limit”, do Accept. As duas faixas com Todd Poole são legais – principalmente “Wasting Light” -, ainda que não necessariamente muito originais, e o mesmo vale para “Long Way From Love” com Nick Walsh e o encerramento com “Voices Are Calling”, onde Jesse Damon solta o seu belo timbre. A participação de Paul Shortino em “My Heart Knows” é outro dos pontos agradáveis.

A questão nesse álbum do Brothers in Arms é que ele peca, e muito, em originalidade. Jack Frost na maioria da vezes apenas recicla riffs e ideias que já ouvimos em dezenas de outras bandas ao longo dos anos, e ainda que o hard rock oitentista possua características fortes que o tornam facilmente identificável, foi justamente a exploração até o limite desses elementos que levou o gênero para o buraco na década de 1990, quanto centenas de bandas derivativas e sem novas ideias tomaram conta do estilo.

O álbum foi lançado no Brasil pela Hellion Records em uma edição jewel case com encarte de dezesseis páginas e o capricho habitual da gravadora paulista.

O saldo geral é um disco mediano, que conta com ótimas vozes mas que escorrega na parte musical na maior parte do tempo, o que o torna indicado apenas para fãs do estilo ou para completistas dos músicos envolvidos.

 


PEROLAS DO ROCK N´ROLL

 

COUNTRY / BLUES ROCK - FARM - Same - 1971




Farm foi uma pérola formada nos Estados Unidos, numa cidadezinha ao sul do estado de Illinois, no fim dos anos 1960. O grupo lançou apenas um disco em 1971 e até conseguiu algum "sucesso" na região, chegando a abrir para o Canned Heat.
O disco Farm traz 5 faixas de um típico Country e Blues rock americano do começo dos anos 70, com alguns solos "matadores" de guitarra e outras ótimas passagens de gaita. Percebe-se grande influência de grupos como Allman Brothers e Canned Heat no som deles, tanto é que há um cover (muito bem feito) dos Allman Brothers, Statesboro Blues, para fechar o disco.
Se você curte essas bandas citadas aqui ou southern rock em geral, altamente recomendado!


Del Herbert (lead guitar)
Gary Gordon (vocals, guitar, bottleneck guitar)
Jim Elwyn (vocals, bass)
Steve Evanchik (percussion, harmonica)
Roger Greenwalt (keyboards)
Mike Young (drums)

Jungle Song 7:45
Let That Boy Boogie 7:13
Sonshine on my Window 3:47
Centerfiend Woman 3:57
Statesboro Blues 3:24




PEROLAS DO ROCK N´ROLL

 

COUNTRY ROCK - WIDSITH - Make of Song - 1972



Widsith foi uma pérola formada pela dupla Bob Teer e Ed McCafferty do começo da década de 70, em Nova Jérsei. O duo lançou apenas um único álbum em 1972, pela Alithia. Foram lançadas pouquíssimas cópias, tornando esse raro registro do country rock americano disputado pelos colecionadores.
O disco Make of Song trazia um som bem simples e rural do começo ao fim, com letras hippies e alguns toques psicodélicos e folk, típicos de bandas americanas da época. Destaque para algumas boas passagens da guitarra e
gaita de boca.


Bob Teer
Ed McCafferty

The Mighty Owl 3:16
Climb On 3:45
A Child's Father's Song 3:59
Dazey Me 3:23
Rainfoot's Carnival 4:38
Mulberry Hill 3:19
The River 3:20
Rust in the Rain 3:15
Scylla 2:43
Singer in the Marketplace 5:24








Bandas de Rock e Orquestras


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Bandas de Rock e Orquestras: uma parceria de sucesso

A turma do rock’n roll nas escolas e universidades geralmente usa roupas irreverentes e expressa atitudes rebeldes, certo? Já os fãs da música clássica, apesar de menos comuns nos centros de ensino brasileiros, são mais associados a um perfil correto e “certinho”, quase conservador – ou “careta”, como dizem por aí.

Mas criar e repetir essas imagens, além de reforçar crenças em estereótipos, ainda está completamente errado. Você sabia que, não raras vezes, cantores e bandas de sucesso internacional fazem parceria com orquestras sinfônicas renomadas para produzir músicas, álbuns e até mesmo promover apresentações ao vivo em shows e turnês?
Diversos grupos de música já tocaram com o acompanhamento de Orquestras, ao passo que várias Orquestras já executaram populares canções do mundo do rock. Se quiser saber mais sobre essa interação sempre bem sucedida, embarque conosco nesse texto.

Pop e Rock na presença de instrumentistas

A mistura desses dois gêneros musicais é recente, pois enquanto a música erudita existe há alguns séculos, o rock’n roll surgiu apenas na segunda metade do século passado. E uma das primeiras iniciativas que uniram ambas as influências veio na década de 1960, justamente com os queridinhos de Liverpool, os Beatles. Os jovens músicos chegaram ao topo das paradas com “All You Need Is Love” e “Yesterday” ao acompanhamento de uma orquestra e, depois, com o disco de vinil Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band (1967).

Em 1985, foi a vez dos também ingleses do Jethro Tull gravarem um álbum completo (“A Classic Case”), com a Orquestra de Londres. Além dessa iniciativa, a banda realizou ao longo das décadas inúmeros projetos com instrumentistas clássicos.
Já na década de 1990, Eric Clapton promoveu diversos shows com a National Philharmonic Orchestra de Londres, sob a regência do maestro Michael Kamen. O projeto resultou na trilha sonora do filme “Edge of Darkness”, que também deu nome ao CD do músico.

Rock’n Roll e música clássica

Não dá para dizer quem experimentou mais o recurso da música clássica nas produção modernas, se foram os cantores do rock mais popular ou os rockeiros “da pesada” do heavy metal. Afinal, quem gosta das produção do século XX sabe que ícones como Kiss, Metallica, Deep Purple e Scorpions eram fãs do acompanhamento de violinos, violas e outros instrumentos eruditos.

Ainda em 1969, o Deep Purple fez história ao lançar o “Concerto para Grupo e Orquestra”, pois foi a primeira produção a apresentar-se com uma orquestra completa. A escolhida foi a Royal Philharmonic Orchestra, e o local o também britânico Royal Albert Hall. 

18 discos de Vinil que não podem faltar na tua coleção


18 discos de Vinil que não podem faltar na tua coleção

Se o som puro da música transmitida por um vinil te fascina, estes álbuns são obrigatórios na tua coleção. Um verdadeiro apaixonado por vinis até já deve ter uma grande parte deles, mas pelo sim, pelo não, eis as nossas sugestões.

 


THE DARK SIDE OF THE MOON (REMASTERED)

Pink Floyd

 

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O nome fala por si, Pink Floyd é um vinil obrigatório para qualquer amante de música. São um dos grupos de rock mais influentes da história e este álbum é considerado uma das maiores obras-primas da banda.

 

 

THE TIMES THEY ARE A CHANGIN'

Bob Dylan

 

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Por alguma razão este senhor venceu o Nobel da Literatura em 2016. Quem o conhece sabe como as suas músicas são qualquer coisa de outro mundo, e este álbum é mesmo aquele que tens de ter na tua coleção.

 

 

BROTHERS IN ARMS

Dire Straits

 

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Os Dire Straits alcançaram logo o sucesso mundial quando o seu primeiro álbum ganhou um disco de platina. Este é o quinto álbum da banda britânica de rock, editado pela primeira vez em 1985. Inclui temas como: "So Far Away", "Money for Nothing", "Brothers in Arms", "Walk of Life" e "Your Latest Trick".

 

 

LEGACY (THE VERY BEST OF DAVID BOWIE) - LIMITED EDITION

David Bowie

 

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Uma edição limitada, exclusiva FNAC, que reúne os melhores singles de Bowie, desde o seu primeiro sucesso "Space Oddity", até aos singles do seu último álbum, como "I Can’t Give Everything Away". Ken Scott, o produtor original de David "Life On Mars?", criou uma nova mistura da música, muito de acordo com a maneira como Bowie a interpretou ao vivo durante a sua carreira.

 

 

LONDON CALLING

The Clash

 

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London Calling. É preciso dizer mais? Talvez que marcou uma viragem no som da banda britânica, juntando uns pozinhos de jazzpop e reggae ao punk. Ah...! E que ficou em oitavo lugar na lista dos 500 Melhores Álbuns de Todos os Tempos, lançada em 2003 pela revista Rolling Stone.

 

 

QUEEN (LIMITED EDITION) - BLACK VINYL

Queen

 

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Freddie Mercury. Um nome que jamais será esquecido por milhões de fãs espalhados por todo o planeta. Uma razão mais do que suficiente para descobrires, caso ainda não conheças, a fantástica obra da sua banda: os incomparáveis Queen e correres a juntar esta edição limitada à tua coleção de vinis.

 

 

THE VELVET UNDERGOUND (PICTURE DISC)

The Velvet Underground

 

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Porque já todos temos saudades da inconfundível voz e dos acordes de guitarra de Lou Reed; porque é um dos discos mais enigmáticos de todos os tempos; porque Nico nos faz sonhar com manhãs de domingo.

Escolhe as tuas razões e não deixes escapar este LP.

 

 

THEIR SATANIC MAJESTIES REQUEST (50TH ANNIVERSARY SPECIAL EDITION)

The Rolling Stones

 

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Esta edição foi lançada em comemoração do 50.º aniversário do álbum dos Rolling Stones "Their Satanic Majesties Request", uma edição limitada do disco em duplo vinil e Super Audio CD, com versões stereo e mono de cada canção do álbum. Inclui a capa lenticular original em 3D, que mostra a banda no seu pico psicadélico.

 

 

MORRISON HOTEL (50TH ANNIVERSARY)

The Doors

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Eis uma edição muito especial do quinto álbum de estúdio da banda de Jim Morrison, lançada para celebrar o seu quinquagésimo aniversário. A dois CD junta-se um LP com mais uma hora de gravações inéditas.

 

 

SIGN O' THE TIMES (SUPER DELUXE)

Prince

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Quem disse que o 13 era um número de azar? Esta edição Super Deluxe traz precisamente treze LP recheados de temas inéditos, um concerto e ainda tudo o que Prince lançou em 1987. Como se não bastasse, os fãs podem contar também com um livro de capa dura com as letras manuscritas e outras curiosidades sobre este grande senhor da música.

 

 

LIVE FROM THE FORUM MMXVIII

Eagles

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A banda de "Hotel California" esgotou o Forum MMXVIII, em Los Angeles, entre 12 e 15 de setembro de 2018, durante uma digressão norte-americana inesquecível. Da reunião de Don Henley, Joe Walsh e companhia resultou esta edição dedicada aos verdadeiros fãs.

 

 

S&M2

Metallica

 

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Quatro LP coloridos, que vão ficar mesmo a matar na tua coleção, celebram o reencontro dos Metallica com a Orquestra Sinfónica de São Francisco. Junta-te à festa, que aconteceu em 2019 no Chase Center e desfruta de novas versões de faixas compostas pela banda depois do concerto original de 1999.

 

 

FRANK

Amy Winehouse

 

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O álbum de estreia de Amy Winehouse está agora disponível em vinil, mais precisamente em dois LP criados a pensar na imensa legião de fãs da cantora. "Stronger Than Me", "You Sent Me Flying" e "F-Me Pumps" são alguns dos temas que assinalaram o arranque de uma carreira demasiado curta, mas que marcou para sempre a história da música.

 

 

ABBEY ROAD (50TH ANNIVERSARY)

The Beatles

 

The-Beatles-Abbey-Road-50th-Anniversary-LP-180g-Vinil

 

O álbum icónico dos quatro de Liverpool já foi lançado há meio século. A assinalar o marco histórico, está à tua espera uma edição especial com 3 LP, que não vais mesmo querer perder. Prepara o teu lado mais nostálgico, são 40 temas para ouvir com a qualidade que só o vinil pode oferecer.

 

 

NEVERMIND

Nirvana

 

Nevermind

 

Faz uma vénia aos reis do grunge e recorda alguns dos seus grandes clássicos neste álbum ímpar da história da música alternativa. "Come As You Are" e "Smells Like Teen Spirit" são dois dos temas que compõem o LP e que colocaram o carismático vocalista Kurt Cobain entre as figuras mais adoradas do rock.

 

 

GOODBYE YELLOW BRICK ROAD (40TH ANNIVERSARY)

Elton John

 

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O álbum que catapultou Elton John para a fama fez 40 anos em 2013. Uma excelente desculpa para o lançamento de uma edição especial com dois vinis. Liga o gira-discos e faz a festa ao som de temas que nunca vão sentir o correr do tempo, como "Candle in the Wind" e "Goodbye Yellow Brick Road".

 

 

SOUNDS OF SILENCE

Simon & Garfunkel

 

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Esta dupla norte-americana foi, e continua a ser, uma das mais famosas da história da música. Paul Simon e Art Garfunkel vão chegar a tua casa num LP indispensável a qualquer melómano que se preze. Esquece o título, em português O Som do Silêncio, e deixa-te levar por estas vozes únicas com a super qualidade do vinil.

 

 

THRILLER

Michael Jackson


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Não te poderás considerar um conhecedor de música e um adepto de vinil se ainda te faltar este recordista de vendas na tua coleção. Um dos discos de maior sucesso nos quatro cantos do mundo, transformou Michael Jackson numa estrela graças ao tema que lhe dá nome e a outros como "Billie Jean" ou "The Girl is Mine", este último em dueto com Paul McCartney.

Destaque

ROCK ART