sábado, 8 de abril de 2023

Box Set: Gentle Giant – Scapping the Barrel [2004]

 

Caixas de raridades geralmente são presentes especiais para fãs de um determinado artista e banda, principalmente quando as mesmas vem acompanhadas de mimos ou material complementar além das músicas que marcaram a carreira do mesmo. No caso de Scraping the Barrel, lançada em 2004, essa caixa de 4 CDs vai além desses mimos, investindo pesado em uma área bastante incomum dentre os lançamentos tradicionais, que é a oferta de um CD de Dados. Sim, isso mesmo, dados como fotos, vídeos e textos.
A caixa em si é uma compilação especialíssima sobre a carreira do Gentle Giant, que como o nome diz, raspou o barril (nosso conhecido raspou o tacho) para tentar encontrar material totalmente inédito até então, buscando em inúmeras fitas, rolos de gravação e casas de conhecidos, em um processo que demorou mais de seis anos para ser finalizado.

Formação original do Gentle Giant: Derek Shulman, Kerry Minnear e Ray Shulman (acima), Gary Green, Malcolm Mortimore e Phil Shulman (abaixo)

Dos quatro CDs, dois são CDs de áudio que resgatam sessões de ensaio, apresentações ao vivo e experimentações feitas pelo grupo inglês desde sua origem como um sexteto, formado pelos irmãos Ray Shulman (baixo, violinos, violões, guitarras, vocais, flautas, percussão), Derek Shulman (voz, baixo, violões, saxofone, percussão, flautas) e Phil Shulman (saxofone, trombone, vocais, flautas, clarinete, piano) ao lado de Gary Green (guitarras, violões, voz, flautas, percussão), Kerry Minnear (órgão, moog, piano, sintetizadores, clavinete, violoncelo, marimbas, percussão) e Malcolm Mortimore (depois Martin Smith) na bateria, no período entre 1969 e 1972, até a consagrada fase do grupo como um quinteto, tento Ray, Derek, Gary, Kerry e John Weathers (bateria), em um período que vai de 1972 até 1980.
Durante as duas horas e meia de ambos os CDs, somos levados para dentro do mundo das gravações e experimentações de uma das mais inovadoras bandas de todos os tempos. Cada detalhe é construído e ensaiado em um trabalho minucioso e incrivelmente perfeito, com excepcional participação de Kerry Minnear, o mais talentoso dos cinco músicos, com uma formação clássica em harmonia, contraponto e composição na Royal Academy of Music, ainda na década de 60, sendo o primeiro a formar-se nessa área em dez anos de RAM. Não há nenhuma faixa completa com banda, apenas as experimentações, demos e ensaios, em sua maioria com durações girando entre um e três minutos, mas que são bem-vindas para aqueles que gostam de conhecer o que rola por trás de suas canções especiais.

Simon Dupree & The Big Sound (1968)

 

No CD 3, Scraping the Barrel apresenta canções solo gravadas por Kerry Minnear, John Weathers, Gary Green e Ray Shulman, além das raras canções do grupo Shout – parceria formada por Gary Green tocando bateria e guitarra, e Ray Shulman nos vocais, baixo e guitarras, após o fim do Gentle Giant, que rendeu um único compacto em 1982 – e também duas raras faixas do grupo Simon Dupree and The Big Sound, banda formada pelos irmãos Shulman antes do Gentle Giant nascer.
As canções de Minnear (onze ao total) estão completas. As três primeiras são projetos particulares de Kerry ao piano (“Home Again”) e com sintetizadores (“Moog Fugue” e “Move Over”), e que foram completadas por Gary e John especialmente para o lançamento da caixa, tornando-se ainda mais valiosas por serem as últimas composições a conter a bateria de John Weathers, já que pouco depois desse registro, ele nunca mais conseguiu tocar devido a uma doença chamada Degeneração Espinocerebelar, que causa degeneração lenta de células nervosas do cerebelo, tronco cerebral e medula.

Gary Green e John Weathers em 2001

 

Depois, temos cinco canções (“Really Don’t Know”, “Heaven’s Tears”, “Flower Arranging”, “Living in a Restaurant” e “You Make Me Very Happy”) com todo o espírito Sessão da Tarde, com bateria eletrônica, sintetizadores por todos os lados e aquela sensação de que daqui a pouco irá aparecer um jovem Michael J. Fox ou o menino Macaulay Culkin na sua TV. Estas são canções construídas para um projeto ainda sob o nome Gentle Giant, e que foram sabiamente rejeitadas pela Chrysalis Records. As três últimas são canções gospel que Kerry compôs em um período no qual dedicou-se à Deus, no caso o rockzão “Get Out of My Way”, a eletrônica “Wisdom Was Calling” e ainda “Good Christian Men Rejoice”, que lembra canções de Giant for a Day.
As duas canções da Simon Dupree – “Hava Nagila” e “Homeland” – são homenagem ao povo judeu, e enquanto a primeira demonstra toda a versatilidade vocal que depois consagrou-se no Gentle Giant, a segunda exalta o talento de Ray ao violino. “Burn My Working Clothes” é um boogie envolvendo algumas passagens de blues, com Weathers surpreendentemente na guitarra. Já as canções do grupo Shout são versões demo para “Starting Line” e “Running Away”, e ainda uma pequena vinheta chamada “On Safari”, com a participação da pequena Sally Minnear tentando falar o nome da mesma. Encerram o CD 3 “Our World” e “Back to the Front”, boas faixas registradas por Gary no início da década de 90, e “Prehistoric Boss Level” e “Volcano”, canções desenvolvidas para jogos de computador por Ray.

Kerri Minnear ao piano

Resumindo, no contexto geral, as canções do CD 3 não são tão chamativas, soando bastante populares e com um climão oitentista meio desagradável, mas vale a pena dar uma escutada nas canções da Simon Dupree, e ainda, nas gravações individuais de Gary e Ray. Por outro lado, a preciosidade dessas joias é imensurável, já que a maioria delas se quer veio ao mundo oficialmente.

Então, após curtirmos quase 4 horas de música em 3 CDs, mergulhamos no profundo e encantador mar do CD de dados. Ao inserirmos o mesmo no computador (o CD não roda em nenhum outro equipamento que não seja um sistema PC/Macintosh), nos deparamos com duas pastas raiz, que são MP3 AUDIO e VISUALS.

Ray Shulman (violino)

Afim de ouvir música, adentramos a pasta MP3 AUDIO, que é dividida em mais seis pastas: GENTLE GIANTKERRY MINNEARSHOUTGARY GREENRAY SHULMAN e SAMPLE ARCHIVE. Todos os arquivos de áudio nessa pasta estão com qualidade 320 kbps.

Na pasta GENTLE GIANT estão 13 pastas: GENTLE GIANTIN A GLASS HOUSE;PLYMOUTHTORINOTHE POWER AND THE GLORYFREE HANDOCTOPUS IN REHEARSALINTERVIEWPINEWOOD REHEARSALTHE MISSING PIECEGIANT FOR A DAYCIVILIAN ODDITIES. O seu contéudo é uma diversidade de material de ensaio, passagens instrumentais/vocais individuais ou em grupo e apresentações ao vivo retiradas de gravações não-oficiais.

Essas apresentações ao vivo são as pastas PLYMOUTHTORINO PINEWOOD REHEARSALPLYMOUTH contém a versão na íntegra de “Octopus” apresentada em Plymouth em 1973, com qualidade muito baixa, da qual foi retirado o solo de Kerry Minnear que aparece no CD 1. A pasta TORINO tem uma qualidade um pouco melhor no som, e contém uma apresentação da banda na cidade de Torino em 19 de outubro de 1973, no Palazzo dello Sport, em um set list de 6 arquivos: “The Runaway”, “Way Of Life”, “Funny Ways”, “Excerpts from Octopus”, “Nothing At All” e “Plain Truth”. Com exceção de uma pequena falha em “Knots”, quando a canção fica alguns segundos simplesmente muda, e também no solo alucinante de “Plain Truth”, o resto é perfeitamente audível, e assim, essas falhas não chegam a abalar o produto final. Já PINEWOOD REHEARSAL apresenta um show realizado para a imprensa antes da turnê de The Missing Piece, com uma qualidade regular. Esse show é o mesmo que veio a estar presente nove anos depois na caixa Memories of Old Days, porém com a ordem das canções diferentes daquela apresentada na caixa de 2013, apesar de musicalmente não haver distinção nenhuma entre elas, a não ser a mixagem, que em Memories of Old Days ficou bem melhor.

Gentle Giant on the road (1980)

 

Nas pastas referentes aos álbuns, GENTLE GIANT traz apenas um arquivo, com o solo de piano de “Nothing at All”, e IN A GLASS HOUSE mais dois arquivos, com testes de loopings e efeitos para a gravação de “An Inmates Lullaby” e uma longa improvisação de piano com o gravador Revox. Da THE POWER AND THE GLORY destaca-se as sessões de gravação de “So Sincere”, e a dificuldade de Ray em reproduzir o que Kerry faz ao piano no riff central, o que toma vinte e cinco minutos dos 4 arquivos desta pasta. Os demais são as gravações clavinet e o solo de Glockenspiel – ainda para “So Sincere” e os “The FBI Files”, arquivos que foram apagados da fita master do álbum, mas que quando foram restauradas, apareceram novamente, com uma qualidade muito baixa, mas mesmo assim, passível de ser apresentada para os fãs.
Em FREE HAND encontramos as backing tracks de “Just the Same”, “Free Hand” e “Time to Kill”, e ainda passagens instrumentais de “On Reflection” e “Free Hand”, além das vocalizações de “His Last Voyage”, totalizando 6 arquivos, dos quais 5 apareceram posteriormente na caixa Memories of Old Days, enquanto em OCTOPUS estão os ensaios para a turnê de divulgação do mesmo, mais precisamente a famosa “Excerpts from Octopus”, com o duelo de Ray e Gary, as vocalizações de “Knots”, o solo de Kerry e os solos de flautas no final, mas tudo ainda muito cru, e não menos interessante. INTERVIEWapresenta sessões de ensaios para o álbum através de 12 arquivos, exclusivamente para as faixas “Interview”, “Give It Back”, “Empty City”, “Timing” e “I Lost My Head”, a qual sem sombra de dúvidas é a que mais chama a atenção, já que o que está inserido na mídia é exatamente o momento de criação ao piano dessa bela obra. 6 destes arquivos apareceram posteriormente na citada caixa Memories of Old Days.

Os Shulman (Derek, Ray e Phil) no telhado da catedral de Milão

THE MISSING PIECE possui sete arquivos de ensaios somente instrumentais para “I’m Turning Around”, “Mountain”, “Memories of Old Days” e “Winning”. Sem sombra de dúvidas, o grande momento dessa pasta vai para a gravação de “Mountain” somente com vocais femininos, infelizmente não creditados, e que deram uma cara toda especial para essa deliciosa faixa, soando bastante sensual e harmoniosa. Além disso, as teclas do piano de Minnear também são de arrasar. Ao mesmo tempo, os violões de Gary Green e Ray Shulman para construir a lindíssima “Memories of Old Days” também ganham espaço, encantando o ouvinte. GIANT FOR A DAY possui 7 arquivos, as quais são versões demo para “Words From the Wise”, “Thank You”, “Spooky Boogie”, “Little Brown Bag”, “It’s Only Goodbye”, “Freedoms Child” e ainda uma faixa que acabou ficando de fora  do fraco álbum que dá nome a pasta. Essas são as únicas demos que estão completas no box, apenas sem a adição de vocais, sendo que as cinco primeiras apareceram posteriormente na caixa Memories of Old Days.
Ainda temos os dois arquivos da pasta CIVILIAN, que são ensaios para “All Through The Night” e “Just a Imagination”, também presentes na caixa Memories of Old Days e sem vocais, e a pasta ODDITIES, trazendo 8 arquivos bastante particulares: uma conversa entre Ray e Gary, intitulada “Fine Friends You Turned Out to Be”, da qual saberemos mais na pasta PDF FILES; ensaios de violão entre Ray e Gary para as apresentações de “Excerpts from Octopus”; passagens de teclados, guitarra e glockenspiel; e Derek fazendo vocalizações acompanhado apenas por seu violão. Todos os arquivos são bastante curtos, com exceção do duelo de violões, o melhor momento de ODDITIES.

Kerry Minnear na percussão

Adentrando a pasta KERRY MINNEAR, somos surpreendidos por mais oito pastas:GRUNDING TAPEJAZZY ME TAPEPETER BROOKSMITH SONGSWAKEHURST ROAD MULTY’SVERY FRAGILE TAPEBELL STREET WORK TAPESCHRYSALIS DEMO e PORTFOLIO. Essas pastas acompanham o período de Kerry Minnear como músico desde 1964 até 1989, e é mais um achado de raridades. GRUNDING TAPE possui 3 arquivos registrados em 1964, mas não tocando piano ou teclados, mas sim cantando e tocando violão em uma bonita canção – “Every Day” -, fazendo uma versão de um rock anos 50 do qual não consigo lembrar o nome, ao lado de seus irmãos na banda Phantom Brothers, e tocando sintetizador durante seu teste para músico do programa Old Grey Whistle.

JAZZY ME TAPE apresenta quatro arquivos: “Jazzy Me”, um maravilhosos jazz com Kerry ao piano / órgão, acompanhado de um trio guitarra, baixo e bateria, que ao que parece, é o próprio Kerry quem está tocando, já que não há explicações sobre as mesmas; “Make it Work (Pain)”, um rock mod na linha de Kinks e Animals, com órgão, baixo, bateria e os vocais de Minnear; “That’s One Idea!”, um bonito rock instrumental somente com Kerry na guitarra; e “One More Chance”, rockabilly somente com Kerry cantando e tocando guitarra. Todos esses registros foram feitos em 1965, e que adicionam mais pontos para o quesito raridade.

Kerry Minnear ao violoncelo

De Três anos depois vem 3 arquivos em PETER BROOKSMITH SONGS, que são a balada sessentista “Some Other Time”, para dançar coladinho com a namorada, a psicodelia londrina de “Turn Out the Sun” e a sombria “An Echo Today”, somente com Kerry a capela, como um canto gregoriano carregado de ecos, e com uma tímida participação de um órgão. Essa canções foram gravadas a pedido de um amigo de Kerry, que planejava usar as canções para a trilha sonora de um filme-B, e conta com Kerry ao piano e vocais e Peter em intervenções na guitarra, além de uma menina fazendo vocais na primeira e uma leve percussão na segunda.

 
WAKEHURST ROAD MULTY’S traz mais 6 arquivos, agora registrados em 1969 ao lado do amigo de Royal Academy of Music David Reid, em canções que variam de inspirações nos grupos da British Invasion (“He Started to Dance”) até a psicodelia londrina do final da década de 60 (“Fairground”). Ainda temos Kerry somente ao piano, emulando Thelonius Monk em “I Watch You”, ou cantando, acompanhado de seu violão em “The Baby is Crying”, ou do piano em “We’ve Taking All the Flags Away” e “Writing for Sturminster Newton’s Choir”. VERY FRAGILE TAPE constitui-se de apenas duas pequenas vinhetas com sobreposições de vozes de Kerry, ambas registradas em 1972.

Capa do único single da Shout!

Depois, saltamos para a década de 80 na pasta BELL STREET WORK TAPES, com 8 arquivos solo de Kerry ao piano ou teclados, uma percussão e vez por outra cantando, sendo 5 das 8 canções, completas e nunca lançadas anteriormente.CHRYSALIS DEMO contém 5 arquivos registrados por Kerry em uma mixagem bastante caseira, que depois tornaram-se as mesmas canções que aparecem no CD 3 dessa caixa.PORTFOLIO encerra a pastaKERRY MINNEAR com 8 arquivos, que são experimentações synthpop muito curtas, com no máximo 1’30” de duração, gravadas em 1989, e que foram divulgadas em diversas empresas de rádio e TV na Inglaterra na esperança de o músico conseguir algum emprego, já que ele estava passando por grandes dificuldades financeiras nessa época.

SHOUT contém 5 arquivos, os quais são a versão original de “Starting Line”, que saiu no compacto junto de “Walk don’t Talk”, essa não presente na caixa, e quatro demos que não chegaram a se tornar material oficial (“Running Away?”, “Is This a Turner?”, “Dance” e “Friday Night Suit”). Aos curiosos, vale ressaltar que essas faixas em nada tem do Gentle Giant tradicional. GARY GREEN é constituída por 6 arquivos registrados entre 1977 e 1993, com Gary treinando escalas na guitarra e no violão em faixas de pouco mais de um minuto (ou nem isso), com exceção de “Waltz Through the Night”, faixa de dois minutos e meio de escalas de guitarra sobre uma base de baixo e bateria construída pelo próprio Gary. RAY SHULMAN apresenta dois arquivos: uma demo de 1982 (“1982 Ray Demo”) que poderia ter sido registrada em álbuns de grupos como Depeche Mode ou New Order, e “Showmix”, uma espécie de trilha sonora para um filme de ficção científica, carregada de efeitos, sintetizadores, vozes e dramaticidade através de seus mais de oito minutos de duração.
Encerra a pasta MP3 AUDIO a pasta SAMPLE ARCHIVE, trazendo no total 94 arquivos de samplers de diversas canções da carreira do Gentle Giant (“Giant”, “Nothing at All”, “Pantagruels Nativity”, “The House, The Street, The Room”, Schooldays”, “Peel the Paint”, “Mr.Class and Quality”, “A Cry for Everyone”, “Knots”, “Think of Me With Kindness”, “River”, “Proclamation”, “Playing the Game”, “No God’s a Man”, “The Face”, “The Power & The Glory”, “Just the Same”, “On Regflection”, “Time to Kill”, “Mobile”, “Interview”, “Give it Back”, “Design”, “Another Show”, “Empty City”, “Betcha Thought We Couldn’t Do It”, “As Old as You’re Young”, “Winning” e “Living in a Restaurant”), e através de pequenas vinhetas, dá destaque para instrumentos específicos como moog, guitarras, violoncelo, percussão, piano, entre outros, tornando-se arquivos especiais apenas para os fãs e colecionadores. Mesmo com poucos minutos (alguns até no máximo 10 segundos), dá para se perceber a incrível genialidade dos músicos.
A pasta VISUALS divide-se nas pastas FILMSPDF FILESPHOTOS SCRAPING THE BARREL ADD ONS.

John Weathers como Gigante Gentil

A pasta FILMS apresenta as inéditas sessões de gravação do filme Gentle Giant, que seria usado para aparecer nos telões pré-show da turnê de In A Glass House, mas que acabou não acontecendo por conta da baixa qualidade do filme, e também de duas crianças que aparecem no mesmo (somente vendo para entender o por que) e alguns minutos de uma máscara com a face do Gigante Gentil sendo usada por um membro do grupo, mostrando os movimentos que a mesma faz. Ambos os arquivos estão isolados na pasta FILMS, que ainda possui mais duas pastas dentro dela: KERRY 2000 e THE WEATHERs REPORTS2000KERRY 2000 são quatro pequenos arquivos do tecladista em 2000, interpretando um Hip Hop (“Hop Wreck”), gritando “OhhArr” (“Kerry OhhArr”) e curtíssimas passagens de “His Last Voyage” e “Way of Life”. Já THE WEATHERS REPORTS apresenta 15 divertidíssimos arquivos de John Weathers narrando sobre as condições climáticas durante uma temporada de quinze dias na Suécia, enquanto o box Scraping the Barrel era preparado. Todos os arquivos desta pasta estão no formato .mpg.

Formação clássica: Derek Shulman, Kerry Minnear, Ray Shulman, John Weathers e Gary Green

Na PDF FILES, encontramos histórias inéditas contadas por Gary Green sobre gravações dos primeiros álbuns: um incidente ocorrido por conta da neve, que não permitiu ao grupo apresentar-se no Marquee Club de Londres, e três respostas de Gary Green feitas para fãs através do site On Reflection, as quais são sobre sua participação na gravação de “An Inmates Lullaby”, o curioso fato de ele ver e ouvir nascer o grupo Derek and the Dominoes, e como Reg Dwight (depois Elton John) quase virou um membro do Gentle Giant.Essas histórias não aparecem no booklet oficial de Scraping the Barrel.

Ainda nesta pasta, temos:

  • As letras de todas as canções do CD 3;
  • A letra de “Empty City” escrita a máquina;
  • Um conto específico de um fato ocorrido em uma visita de Gary e Frank Covey aos irmãos Shulman, que é exatamente a faixa citada na pasta ODDITIES, com o nome de “Fine Friends You Turned Out to Be”;
  • Papeis de carta do Gentle Giant;
  • A história sobre o filme Gentle Giant, contada por John Weathers (o gigante do filme);
  • A máscara promocional do álbum Giant for a Day;
  • O Booklet da turnê de Interview, descrevendo cada faixa do álbum e com várias fotos inéditas;
  • Um pequeno flyer italiano comentando sobre a turnê que o grupo fez naquele país em 1974;
  • Três manuscritos complicadíssimos de músicas da banda;
  • O raro booklet do álbum Playing the Fool, com uma belíssima revisão da história do Gentle Giant, narrada pelo escritor Phil Sutcliffe;
  • Kit de imprensa dos álbuns Gentle Giant, Free HandInterview Playing the Fool, fazendo um interessante resumo da história do Gentle Giant até o lançamento de cada álbum;
  • Oito fotos promocionais desde o início da banda até o álbum Giant for a Day;
  • Capa + contra-capa + selos do compacto do grupo “Shout”, com as canções “Starting Line” e “Walk Don’t Talk”;
  • Adesivos com as capas de Gentle GiantThe Power and The Glory eInterview;
  • Cartão de controle das faixas dos álbuns Three Friends e Octopus.

Flautas usadas pelos membros da banda

Já a pasta PHOTOS apresenta todas as fotos presentes nos diferentes arquivos do BOX no formato .jpg, e mais diversas fotos raríssimas, através de mais seis pastas: STUDIO PHOTOSOUTSIDE THE STUDIOOTHERSLIDE SHOW SLIDESPUZZLE SIMON DUPREE. A pasta STUDIO PHOTOS apresenta 67 arquivos do grupo em estúdio, com destaque especial para as montagens dos kits de percussão que o grupo utilizava, bem como fotos dos integrantes com violinos, mandolins, violoncelos, marimbas entre outros, todas nomeadas cuidadosamente (e as vezes em um tom bastante humorístico) por Gary.

OUTSIDE THE STUDIO possui 21 arquivos, começando com uma inédita foto da banda durante a excursão de Civilian, fotos em aeroportos, hotéis e países como Estados Unidos e Itália, bem como da van que levava o grupo em suas primeiras excursões. OTHERcompreende 39 arquivos ilustrando instrumentos (mandolin, flautas, violinos, guitarras utilizadas nas gravações e shows), pôsters de divulgação, fotos em shows, momentos de lazer do quinteto individual, unidos ou ainda crianças (no caso Gary Green e Malcolm Mortimore), entre outros. Destaque especial para a foto de Gary junto de Barriemore Barlow e Martin Barre durante a excursão promovida entre Jethro Tull e Gentle Giant, bem como uma imagem de um dos 100 espelhos com a imagem da capa de The Power and Glory, utilizados para promover o álbum.

Duas das 32 páginas do belo booklet de Scraping the Barrel

 

SLIDE SHOW SLIDES é apenas 5 arquivos, uma com o mapa da Espanha, com os dizeres Two Weeks in Spain (em alusão à canção de mesmo nome) e quatro imagens da face de Derek Shulman girando 180°. PUZZLE destaca a montagem de um quebra-cabeças construído para promover o álbum The Missing Piece, desde a primeira peça até a última, e depois, a desmontagem até chegar na última peça, que acabou virando a mesma que aparece na capa do álbum citado, tudo isso através de 66 arquivos. Por fim, a pasta SIMON DUPREE traz sete cobiçadas imagens da banda pré-Gentle Giant entre 1968 e 1969.

ADD ONS complementa a pasta PHOTOS com o booklet do box na versão .pdf, dois pôsters promocionais da caixa em .jpg e duas imagens de rolos de fitas masters e também diferentes k7s com gravações utilizadas para montar os áudios da caixa, também em .jpg.

Caixa, armazenagem dos CDs, booklet e os quatro CDs

Dentro da caixa, encontramos impresso um booklet de 32 páginas com declarações diversas dos músicos para as canções disponíveis nas quatro mídias, chamando a atenção para os comentários feitos sobre as canções disponíveis no CD de dados, um pequeno resumo da história do Gentle Giant, através das palavras de Gary Green, e uma apresentação muito legal sobre o processo de criação, busca pelos registros e lançamento de Scraping the Barrel.

Esta é uma caixa bastante pesada até para o fã mais ardoroso do Gentle Giant, gigante e gentil quanto o nome Gentle Giant sugere, mas vale a pena por conta das inúmeras raridades que ela apresenta. Certamente, você não irá ouvir ela todo dia (até por que a soma total de todos os arquivos em áudio dá mais de doze horas de duração), mas para ter em sua coleção, mostrar aos netos e eventualmente, servir como pesquisa de boa música para seus ouvidos, e principalmente, conhecer a criatividade de uma das melhores bandas em todos os tempos.

A caixa, lista de músicas, contra-capa do booklet com a versão original da capa de Gentle Giant e os 4 cds.

 

Track list
CD 1
1.Giant
2. Alucard
3. Pantagruels Nativity
4. Schooldays
5. Schooldays
6. Working All Day
7. Peel the Paint
8. Mr. Class & Quality
9. Three Friends
10. Three Friends
11. Kerry’s Kindness
12. Think of Me with Kindness
13. Keyboard Concerto
14. In a Glass House
15. Runaway/Experience
16. Way of Life
17. Proclamation
18. Proclamation
19. Playing the Game
20. Playing the Game
21. Playing the Game
22. The Boogie and the Woogie
23. No God’s a Man
24. No God’s a Man
25. The Face
26. Valedictory
27. The Power and the Glory
28. The Power and the Glory
29. The Power and the Glory
30. With Gentle Giant on KMET Jingle
31. On Reflection
32. Free Hand
33. His Last Voyage
CD 2
1. His Last Voyage
2. Talybont
3. Talybont
4. Mobile
5. Mobile
6. Give it Back
7. Give it Back
8. Another Show
9. Empty City
10. Empty City
11. Empty City
12. Timing (Demo)
13. Intro ’77
14. Two Weeks in Spain
15. Two Weeks in Spain
16. 12 bar Warmup + Who Do You Think You Are?
17. Rock Me Baby
18. As Old as You’re Young
19. Winning
20. Winning
21. For Nobody
22. For Nobody
23. Friends
24. Rock Climber
25. Shadows on the Street
CD 3
1. Home Again
2. Moog Fugue
3. Move Over
4. Really Don’t Know
5. Heaven’s Tears
6. Flower Arranging
7. Living In a Restaurant
8. You Make Me Very Happy
9. Get Out of My Way
10. Wisdom Was Calling
11. Good Christian Men Rejoice
12. Hava Nagila
13. Homeland
14. Burn My Working Clothes
15. On Safari
16. Starting Line (Demo)
17. Running Away (Demo)
18. Our World
19. Back To the Front
20. Prehistoric Boss Level
21. Volcano
CD 4
Diversos arquivos em .mp3, .mpg, .jpg e pdf


“Balance”, o álbum da interrompida transição do Van Halen

 

Van Halen – “Balance”
Lançado em 24 de janeiro de 1995

O último suspiro do Van Halen enquanto uma banda “normal” aconteceu há um quarto de século. Após “Balance”, o 10° álbum da discografia, a banda nunca mais foi a mesma ao retirar, de vez, a palavra “estabilidade” de seu vocabulário.

Quando se observa “Balance” diante da discografia do Van Halen, soa como uma mudança brusca com relação ao que se estava fazendo antes. Porém, uma análise mais atenta permite notar que, na verdade, esse disco era apenas o início de uma transição que poderia ter evoluído melhor nos trabalhos seguintes se não fossem os problemas que o grupo enfrentaria no futuro para se firmar.

Vale lembrar que “Balance” já foi concebido em meio a problemas internos. Curiosamente, segundo o guitarrista Eddie Van Halen, tudo começou quando ele parou de beber, em outubro de 1994. Foi quando ele relatou ter notado que outras pessoas estavam no controle de sua vida – e fez o possível para afastá-las.

As decisões tomadas foram apoiadas pelo irmão, o baterista Alex Van Halen, mas não agradaram ao vocalista Sammy Hagar. A situação ainda evoluiria até a saída do cantor, em 1996. Contudo, antes disso, ainda seria produzido o último álbum com Hagar na banda.

“Balance” reflete não só esses problemas internos do Van Halen e a recém-conquistada sobriedade de Eddie, como, também, o próprio momento da música. Naquele período, o rock já havia concluído sua transição ao alçar o rock alternativo como um todo, incluindo o grunge, ao estrelato. As bandas consolidadas antes da década de 1990 tentavam, de alguma forma, correr atrás do prejuízo.

Grupos como Bon Jovi e U2, por exemplo, conseguiram fazer essa transição sem comprometer o sucesso conquistado anteriormente. Vários outros nomes não obtiveram o mesmo êxito. O Van Halen parecia se inspirar nos colegas que mantiveram a carreira em alta.

Nasceu, assim, “Balance”: um trabalho de sonoridade mais “séria”, com produção mais sóbria e construções harmônicas que faziam referência não só àquele momento vivenciado pelo rock, como, também, admitiam influências de outros elementos, até mesmo fora do estilo. Há, ainda, as letras que abordam temas mais conscientes – ou, pelo menos, de forma menos juvenil –, o que ainda chama atenção em meio ao catálogo de um dos nomes mais “farristas” do hard rock.

‘Balance’, faixa a faixa

A climática abertura “The Seventh Seal” é um reflexo disso. O teor místico da letra foi conquistado em decorrência da luta de Eddie Van Halen para permanecer sóbrio. Foi uma das três músicas que o guitarrista compôs em 1 hora e meia – as primeiras que ele criou sem estar bêbado ou chapado em anos, talvez décadas. O resultado é bem convincente.


Segunda faixa de “Balance”, “Can’t Stop Lovin’ You”, também é o maior sucesso do álbum. A composição de Sammy Hagar apresenta sua ex-esposa como eu lírico – o cantor acreditava que ela ainda o amava. Musicalmente, uma canção de grude infalível que, não à toa, foi a responsável por alavancar as vendas do disco e emplacar até no Brasil, pela trilha sonora da novela “História de Amor”.

Em seguida, “Don’t Tell Me (What Love Can Do)” e sua aura pesada discute, entre outros assuntos, o suicídio de Kurt Cobain, líder do Nirvana, no auge de sua carreira. Hagar aponta, em sua letra, que Cobain poderia ter sido salvo pelas pessoas ao seu redor, mas que ele foi abandonado por alguma razão. Será? Só posso dizer que a música é muito boa.


“Amsterdam” e “Big Fat Money”, com a guitarra de Eddie na linha de frente, resgatam um pouco do Van Halen de outros tempos – ou, pelo menos, o Van Halen de “For Unlawful Carnal Knowledge” (1991) –, com letras menos sérias e melodias mais próximas do hard rock “tradicional”. Divertem. A primeira de três instrumentais, “Strung Out”, prepara terreno para a balada “Not Enough”, conduzida por piano e certa influência da música gospel. Sammy Hagar brilha nesta canção, que requer audição em momento ideal para ser compreendida.

Discutindo mudanças que “não podem ser feitas da noite para o dia”, “Aftershock” traz o instrumental como destaque, com Alex Van Halen em grande momento. O momento de “baixa” de “Balance” vem em seguida, com duas faixas instrumentais: a vinheta “Doin’ Time” e “Baluchitherium”, centrada em Eddie Van Halen. Apesar dos bons solos e ambientação na segunda, a audição já começa a ficar dispersa.

Por sorte, “Take Me Back (Deja Vu)” chega em seguida. De letra nostálgica, a linda balada convence por muitos aspectos: da melodia de construção cuidadosa às performances individuais, que vão dos vocais bem gravados às guitarras de timbres excepcionais. “Feelin’” fecha o álbum com uma aura mais alternativa – talvez, por isso, seja a faixa de sonoridade mais datada da tracklist, apesar de Eddie Van Halen arregaçar no solo principal.

Mesmo com tantos problemas, o resultado apresentado em “Balance” soa acima da média, tanto em termos artísticos quanto comerciais. O álbum não vendeu tão bem quanto seus antecessores e o Van Halen precisou ceder e virar atração de abertura do Bon Jovi na parte europeia da turnê de divulgação, porém, o trabalho chegou a mais de 2 milhões de cópias vendidas nos Estados Unidos naquele período.

O sucesso de “Can’t Stop Lovin’ You”, inclusive em mercados considerados “alternativos” – como a própria América do Sul –, foi um feito e tanto em um momento que o rock já não fazia mais parte da música pop. Diferente da década de 1980, onde os dois gêneros se entrelaçavam, os anos 1990 marcaram uma verdadeira dissociação.

Além da consolidação do hip hop, o R&B contemporâneo de artistas como Mariah Carey e o country pop de nomes como Sheryl Crow estavam em alta no ano de 1995. Não havia tanto espaço para o rock de arena. Virou coisa de tio. Na época, bandas como o Van Halen remaram contra essa maré e transcenderam a bolha do estilo.

A falta de “balance” após ‘Balance’

“Balance” era o álbum que o Van Halen precisava para entrar, de vez, na década de 1990. Além disso, parecia construir uma sonoridade tão peculiar que, para mim, é o único trabalho do “Van Hagar” que não poderia ser interpretado de forma alguma pelo então ex-vocalista, David Lee Roth. O problema é que, como apontado anteriormente, a transição iniciada com esse disco não é concluída, devido aos eventos que aconteceriam em seguida.

De modo bem resumido, os tais eventos, cronologicamente alinhados, são: a saída de Sammy Hagar, a volta-relâmpago de David Lee Roth, a entrada de Gary Cherone para gravar o inconsistente “Van Halen III” (1998), hiato e retorno de Hagar para uma turnê catastrófica até, enfim, Roth reassumir a vaga de vez – só que sem o baixista Michael Anthony, dispensado de forma criticada para Wolfgang Van Halen, filho de Eddie, assumir sua vaga.


Sammy Hagar deixou o Van Halen no ano seguinte a “Balance”, em meio a uma série de conflitos com Eddie, Alex e o novo empresário, Ray Danniels, que era ex-cunhado do baterista. O manager assumiu a função que era de Ed Leffler, responsável pelo gerenciamento da banda por décadas, porém, falecido em 1993.

As tretas ficaram irremediáveis após a gravação da música “Humans Being”, feita para a trilha sonora do filme “Twister”. Eddie Van Halen fez mudanças na composição após não gostar do que Sammy Hagar havia apresentado. Em seguida, a banda foi convidada para registrar uma segunda faixa para o longa, que acabou se tornando a instrumental “Respect The Wind” – já que Hagar discordava de uma segunda canção.

Outras decisões passaram a ser tomadas sem o aval de Sammy Hagar até que o vocalista, enfim, saiu em 1996. Ele até voltou em 2003, mas abandonou o grupo novamente, em 2005, diante de um Eddie Van Halen sofrendo com o alcoolismo – algo que ele havia superado, justamente, nos tempos de “Balance”.

Em entrevista à Guitar World, em 1997, Eddie Van Halen conta: “Existiram vários conflitos envolvendo Ray Danniels, Sammy e a banda desde que parei de beber em 2 de outubro de 1994. A coisa ficou tão feia que eu comecei a beber de novo”. O “balance” (termo em inglês para “equilíbrio”) que o álbum buscava acabou sendo jogado no lixo pouco tempo depois.

Dá para imaginar como o Van Halen poderia ter seguido sem todos esses problemas iniciados, curiosamente, após Eddie parar de beber? Não só “Balance”, como “Humans Being”, também, servem de amostra. Infelizmente, isso não foi possível – e os fãs ficaram em terreno instável, com “Van Halen III” e a redenção quase 15 anos depois, com “A Different Kind of Truth” (2012).

Sammy Hagar (vocal, guitarra)
Eddie Van Halen (guitarra, violão)
Michael Anthony (baixo)
Alex Van Halen (bateria)

Músicos adicionais:

Steve Lukather (backing vocals na faixa 7)
The Monks of Gyuto Tantric University (cânticos na faixa 1)

1. The Seventh Seal
2. Can’t Stop Lovin’ You
3. Don’t Tell Me (What Love Can Do)
4. Amsterdam
5. Big Fat Money
6. Strung Out
7. Not Enough
8. Aftershock
9. Doin’ Time
10. Baluchitherium
11. Take Me Back (Deja Vu)
12. Feelin’



Albuns de estúdio dos Kansas

E era hora de focar em uma das minhas bandas favoritas, Kansas. A banda tem 15 álbuns de estúdio. Aqui vamos nos!

 

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15. Drastic Measures
Este é facilmente o meu álbum menos favorito do Kansas. Simplesmente não soa como eles. Kerry Livgren estava claramente sem ideias. John Elefante estava comandando o show e as músicas eram lite-metal dos anos 80 ruins.

 

14. Freaks of Nature
13. Always Never the Same
Os dois álbuns de meados dos anos 90 são essencialmente equilibrados para mim. Suponho que a orquestra dê o aval para “Always Never the Same”, mas realmente nenhum dos dois soa inspirado. Steve Walsh parece bastante rude em geral.

 

12. Audio-Visions
11. Vinyl Confessions
Kansas era e então Kansas é agora. Outro par de álbuns que são basicamente iguais para mim. "Audio-Visions" foi dividido porque Walsh e Livgren tinham duas ideias diferentes para a direção da banda. “Vinyl Confessions” sofre com a perda de Walsh, embora Elefante faça um trabalho decente neste álbum. “Play the Game Tonight” ainda é uma das minhas músicas favoritas do Kansas, mas o resto do álbum não está exatamente no mesmo nível dessa música.

 

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10. The Prelude Implicit
O último álbum da banda com o novo vocalista Ronnie Platt. Platt realmente não canta o material antigo tão bem quanto Walsh (quem cantaria?), mas ele soa sólido nas músicas deste álbum. E mesmo sem Livgren, as músicas são bastante fortes e consistentes. Não posso dizer que existam verdadeiros clássicos. Eu gosto mais do álbum do que gostei, mas este poderia deslizar para baixo na minha lista, mas não para cima.

 

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9. In the Spirit of Things
Eu amo os dois álbuns com Steve Morse. Este poderia ter sido incrível, mas a gravadora fodeu com a banda. Existem 3 músicas de escritores externos que foram claramente projetadas para obter sucessos. Nenhuma é ruim, mas não se encaixam no resto do álbum. Este foi basicamente um álbum conceitual… com 3 faixas não relacionadas. Ótimo caso contrário.

 

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8. Monolith
Um álbum muito subestimado! Fiz uma análise sobre ele neste site e mantenho o que disse. Claro, não é perfeito ou tão bom quanto os anteriores, mas ainda é excelente. É um bloqueio neste local.

 

7. Kansas
6. Masque
5. Song for America
Os 3 primeiros álbuns são incríveis e intercambiáveis ​​nesses slots. Para mim são todos iguais. Cada um tem um ou dois clunker leves, mas fora isso são perfeitos. Todos são essenciais.

 

Em algum lugar para outro lugar

4. Em algum lugar para outro lugar
O retorno de Kerry Livgren e que retorno. Walsh extraiu o que pôde de sua voz e fez um ótimo trabalho. Além de “Disappearing Skin Tight Blues”, é um álbum perfeito. “Myriad” é uma das minhas músicas favoritas do Kansas.

 

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3. Power
EU AMO ESTE ÁLBUM! E sim, isso inclui “All I Wanted”! “Three Pretenders” é uma música amplamente esquecida e o vocal de Walsh em “Can't Cry Anymore” me dá arrepios o tempo todo. Isso pode deslizar um slot e até chegar ao número 1 para mim. Depende do meu humor.

 

2. Point of Know Return
1. Leftoverture

Os dois clássicos. Eu realmente não posso escolher. Para ser justo, eu gosto de “Power” tanto quanto desses dois. Ainda assim, darei uma leve vantagem a “Leftoverture”, mas se eu escrever isso amanhã, posso ir para o outro lado. Por que? “Miracles Out of Nowhere” é minha música favorita do Kansas. Além disso, você tem "The Wall". Realmente não pode dar errado com nenhum dos álbuns! 


David Kollar “Sculpting in Time”

 

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David Kollar é um guitarrista/multi-instrumentista da Eslováquia. Embora o nome dele não seja um que você conheça, se você ouviu a música Detonation de Steven Wilson ou a música de ninguém Love You To Bits (Bit 4), você ouviu seu incrível trabalho de guitarra.

O Sr. Kollar tem sua própria música maravilhosa para apresentar ao mundo. Seu último álbum se chama Sculpting in Time, onde a energia desses solos de guitarra é focada em músicas de natureza mais jazzística ou clássica moderna, mas não se restringe a esses rótulos.

Este álbum abre com a faixa Tendre Lundi, uma fluida interação de guitarra/trompete. Os primeiros passos da jornada começam aqui.

The Path dá ao ouvinte um pouco de baixo dublado e efeitos pintam a música. Uma parada para descanso na viagem, oferecendo uma visão diferente dos sons.

Um pouco de poesia abre a melodia Prisoner of Time, e transporta o ouvinte para uma intensa tonalidade de guitarra – um desafio nesta viagem de áudio que finalmente chega a uma extensão pacífica de teclados.

A faixa final, Balada for Jozef, apresenta a intercomunicação entre guitarra e trompa, uma lembrança afetuosa do que já foi.

Em nosso mundo, tudo está conectado. Podemos não ver os fios, mas eles estão lá. Muitas pessoas veem a música de outras partes do mundo como diferente. A base é a mesma, todos os músicos apenas adicionam suas impressões digitais únicas a ela.

A música é um universal que nos une.

O trabalho do Sr. Kollar aqui irá capturar seus ouvidos e levá-los junto.

Ouça Sculpting In Time.

Avaliação: 10/10

Tracklist:
1. Tendre Lundi
2. At Dusk
3. A.T.
4. Episode 1.
5. Sick Doll’s Dream
6. Episode 2. (Johan)
7. Deeper to the Fog
8. The Path
9. Episode 3.
10. Reflections
11. Sunlight
12. Prisoner of Time
13. B. 639
14. Balada for Jozef

David Kollar – El. guitarras, Ronroco, Guitalele, Eletrônica, Synth, Sound Processing, Bass, Vocal 12
Erik Truffaz – Trompete 1, 2, 12,14
Arve Henriksen – Trompete 5,10,12
Pat Mastelotto – Leitura de poesia 12
Christian Fennesz – guitarra, sintetizador, eletrônica 11

Bandcamp: davidkollar.bandcamp.com/album/sculpting-in-time

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