domingo, 9 de abril de 2023

Osanna (1971- 1978)

 



A banda é formada em Nápoles, cujos integrantes residiam no luxuoso bairro de Vomero, amigos de infância, vizinhos e um dos principais pontos de encontro de grupos de gênero progressivo napolitano.

Lino Vairetti (voz).

Danilo Rustici (guitarra),

Massimo Guarino (bateria).

Lello Brandi (baixo) - Originalmente de Città Frontale.

Elio D'Anna (flauta e sax).

Ambos amantes do jazz em plena efervescência entre fusão de fusões, (louvado seja Miles Davis!), começaram a compor, mas rapidamente houve polêmica, por um lado, o jazz na Itália estava destinado a circuitos especializados, de difícil penetração e seus Conclaves costumavam ser avessos a novatos.

Graças à ajuda do amplo leque de possibilidades da época, concebeu-se a composição de obras de uso comercial destinadas a filmes mais ou menos notáveis, e que é o que verdadeiramente lhes rendeu receitas monetárias, pois disso dependia o seu futuro.


Osanna ‎- L'Uomo
o uomo 1971

Chegando rapidamente a um acordo com o Fonit Label, eles publicaram "L'uomo" em 1971, meramente pop rock, como foi proposto, com alguns indícios de possível captura e exploração por algum diretor de cinema amador.

Sabe, sons lindos, mediterrâneos, lineares, com certos toques de dureza psicodélica, fáceis de perceber e destinados à maioria dos cidadãos, conquistando o aplauso e o carinho das meninas nos festivais de cada região.


Em 1972, Fernando Di Leo enviou-lhes um comunicado, "queria uma trilha sonora para seu próximo filme policial", nasceu Milano Calibro 9, alcançando grande popularidade no país, sendo acentuada com uma turnê pelo país italiano junto com o Genesis.

Osanna ‎– Prelude Theme Variazioni Canzona
Kite Gauge 9, 1972

Milano calibra, segue as diretrizes e padrões de seu antecessor, com sonoridades claramente de sentimento patriótico e destinadas a um público em geral.

Aos poucos, o futuro da onda vanguardista tornou-se imprescindível, a ponto de os grupos já viverem de composições de rock progressivo, e não perderam a oportunidade, voltando às origens de seu primeiro esboço musical.

Paleponi, a obra-prima

No final de 1972, nascia Paleponi, o ápice do álbum de Osanna, entre o jazz, o empírico místico, o romantismo, o barroco sinfônico e o conceitual.

O título do álbum foi tirado de Parténope, o início da história de Nápoles, que, como já descreveu o antigo romano Tito Livio, Palepoli seria a antiga cidade que se localizava perto de onde se ergueu Neápolis, coexistindo com ela e assinando seu nome rendeu-se após o cerco dos romanos liderados por Quintus Publilius Philo em 326 aC. C.

Integrantes:

Danilo Rustici – Violão, órgão vox, piano elétrico, vozes.

Lino Vairetti – vocal principal, guitarra base, ARP 2600, Mellotron.

Elio D'Anna – sax tenor e soprano, flauta, vocal.

Massimo Guarino – bateria, vibrafone, percussão.

Lello Brandi – baixo

Composto por três músicas, duas delas com mais de 17 minutos de duração:

"Oro caldo" (18:30 min): com uma introdução que anos mais tarde se reflectiria de forma semelhante em discos tão variados como "Black Market" dos Weather Report, saímos da multidão de um mercado característico do antigo império romano , para dar lugar a uma breve ênfase acelerada que rapidamente retorna a uma estrutura calma repleta de ritmos quebrados, flashes majestosos do mellotron, ares vernaculares, mudanças constantes de sentimentos que se unem em um mesmo conceito sob as ações incisivas dos instrumentos e do letras completas em italiano.

"Stanza città" (1:45): ressurge o murmúrio e as conversas da multidão, seus gritos de cidade em pleno andamento, transição para a próxima faixa e oclusão do filme de estreia.

"Animal sem respirar" (21:36); ordem em crescendo, um novo renascimento enquanto uma guitarra acústica nos leva a um mundo tempestuoso de devaneios arcaicos, breves pausas para trompas e ousadas reflexões instrumentais com espaços de sintetizadores experimentais.

Do encerramento celeste e após um esplêndido solo de bateria, nasce um caos inefável, um conjunto de vozes desaparece até atingirmos a ambrosia máxima: ascendemos rumo ao infinito numa espécie de noção de consciência universal, providência divina.

Osanna ‎– Paisagem da vida
Paisagem da Vida de 74

Em 1974 começaram a surgir problemas devido à diferença de gosto de cada membro, mas apesar disso, em 1974, conseguiram publicar Paisagem da Vida, na veia de Palepoli, mas ainda mais onírica, abraçando as vibrações e a energia do mãe natureza.

Para a ocasião juntou-se Corrado Rustici (irmão de Danilo), que um ano depois fundaria Nova e Cervello, atletas olímpicos do gênero.

No final do ano de 74, a banda se desfez, mas voltou a se recompor sem D'Anna, que foi substituído pelo pianista Fabrizio D'Angelo, e Enzo Petrone assumiu o contrabaixo.

Osanna ‎– Suddance
Suddance em 1978


Com esta nova formação lançam Suddance em 1978, claramente num contexto jazz e fusion, virtuosismo com grandes solos de guitarra e teclado, mudanças supremas de métricas alicerçadas numa alta dose de elementos clássicos europeus, funkies, ligados à Península Ibérica e traços do sul .

A Osanna foi definitivamente dissolvida em 1979, de vez em quando fazem contribuições até hoje, mas isso já é outra história fora do Submersível Neuronal.

Discografia:


 





 



Bandas Raras de um só Disco

                                                        Ferris (1971)



Banda Finlandesa que lançou somente este disco e nem precisa falar nada sobre essas bandas de um só disco né.

O som da banda é uma mistura de hard rock, heavy prog e blues rock, então já da para se imaginar o que sai deste disco.

Integrantes.
Dave Lindholm (Guitarra, Voz)
Heikki Hiekkala (Teclas, Guitarra, Voz)
Matti Saxelin (Bateria)
Jaakko Itävaara (Baixo)
 
01. Mama (2:41)
02. Vagabond (3:31)
03. You Could Tell Me (3:04)
04. Chrystal Angel (2:54)
05. Mr. America (2:36)
06. Basically Pure (5:26)
07. Stirling (1:25)
08. Black Friday (1:39)
09. Shugga Pog (2:11)
10. Women Are Allright (2:19)



BEN HARPER ESTÁ DE REGRESSO COM NOVO ÁLBUM… “WIDE OPEN LIGHT”

 


Sucessor de “Bloodline Maintenance“, disco de 2022, nomeado para um Grammy, “Wide Open Light” marca o regresso do cantautor norte-americano Ben Harper.

Wide Open Light” abdica de valores de produção, para deixar que toda a luz incida sobre as canções. Participações especiais de Jack Johnson, Shelby Lynne e Piers Faccini.

 

Ben Harper atua a 26 de Julho no festival CoolJazz em Cascais.

“DIAMANTE EM BRUTO” É O NOVO SINGLE DE JUPITER

 


Jupiter nasce em 2021 no Porto com o lançamento de três singles acompanhados de videoclipe e posteriormente o EP “À Moda do Porto”.

O projecto conta com o apoio do estúdio Inês Torcato na personalização do guarda-roupa e styling para videoclips, concertos e aparições públicas

Os Jupiter lançam este sábado, 8 de abril de 2023, o novo single “Diamante em Bruto”, acompanhado de videoclipe gravado nos estúdios Metrosonic Records.

VICTOR TORPEDO LANÇA “WILD LIFE”… O QUARTO DISCO DE 2023

 


No dia do seu aniversário e depois da loucura que é sempre o concerto de aniversário a que já nos acostumou, Victor Torpedo lança o quarto disco deste ano.

“Wild Life” sai em dia santo e é o quarto de doze discos que vão sair ao longo deste ano todos os meses. Traz 12 faixas quentes cobertas da essência genuína e roqueira que tão bem caracteriza Victor Torpedo, contendo momentos de aprendizagem, saltos electrizantes, danças e, até, instropecção.

Vem acompanhado de um videoclipe do single “Listen” que sai esta sexta feira, 7 de abril.

SAM BURTON PARTILHA NOVO SINGLE… “LONG WAY AROUND”

 


Long Way Around” é o segundo single retirado do novo álbum de Sam Burton, “Dear Departed”, com edição agendada para 14 de julho de 2023, via Partisan Records.

 

“Dear Departed”, segundo álbum de Burton, surgiu de um momento de redescobrta. Nos últimos anos, o cantor de Los Angeles basicamente começou de novo a sua carreira, abandonando temporariamente a vida que construíra em Los Angeles para morar em Utah, onde cresceu, mudando-se novamente para uma cabana rural no norte da Califórnia.

Sam Burton descreve o álbum como um romance de dor e perda, em que passa a maior parte do tempo a despedir-se de uma versão de si mesmo.

Com a produção de Jonathan Wilson (Angel Olsen, Father John Misty, Margo Price), Burton consegue um som que nunca desce retrô, mas torna-se um eco evocativo, um sonho do passado, como se Sam e sua banda estivessem amontoados no canto do palco de um bar cheio de fumo num lugar perdido nos Estados Unidos.
Essa imagem é exemplificada pelo single principal “Long Way Around”, melodias ardentes são encontradas repetidas vezes com ondulações de piano e ondas de orquestração – encabeçadas pelos vocais evocativos e aveludados de Sam.

AS REDOMA VOLTAM COM SINGLE “DELÍRIOS MENSAIS” E NOVAS DATAS

 


As redoma – Carolina Viana e Joana Rodrigues – são uma dupla do Porto que se estreou em março de 2022 com o EP “parte”.

Dando continuidade à estética rap melancólica e desconstruída desse EP, lançaram hoje novo single solto, “delírios mensais”, que conta com vozes adicionais de zé menos, mistura e masterização de Zé Poças, e ainda com vídeo feito por Gui Flores.

Este primeiro tema do ano é composto por um beat denso e hipnótico da Joana, que faz Carolina fervilhar de palavras como que dentro dum sonho.

Com setlist renovado, as redoma atuam este mês no Westway Lab em Guimarães (14 de abril) e no Festival Termómetro em São Pedro do Sul (15 de abril).

PRODIGIO FECHA O CICLO COM O LANÇAMENTO DE “PRODIGIA-TE ALL STARS 2023”

 


Depois dos concertos em Lisboa e Porto, onde participaram, Dino d’ Santiago, Edgar Domingos, Força Suprema, Jimmy P, Monsta e Paulo FloresProdigio fecha o ciclo com o lançamento de “Prodigia-te All Stars 2023”, depois de ter editado 8 discos durante o ano de 2022, que passaram por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Portugal, Moçambique e São Tomé e Príncipe.

7 países de expressão portuguesa, em sinergia com diversos artistas nacionais e internacionais, que terminou com “King2DA”.

Nas palavras de Prodigio:

“Com o fim da saga Prodigia-te, os amantes da minha música perderam um Prodígio mais espontâneo, descontraído e “unapologetic”… Tenho recebido muitas mensagens a perguntar se a saga terminou mesmo, então tive a ideia de começar uma nova saga,

“All Star Prodigia-te 23”, com o objectivo de lhes dar o que eles querem é divertir-me no processo.

Primeiro escolhi as músicas que senti que fariam a viagem mais coesa em termos de projeto. Foram 49 músicas, só por aí já foi muito difícil começar. Depois da escolha feita, comecei a contactar artistas palops que eu sinto para além de ser fã da arte deles, se iam encaixar em alguma das 7 faixas. Escolhi a dedo e acho que o produto é prova disso. Não foi a coisa mais fácil de sempre juntar no mesmo projeto, Yuri Da Cunha, Phoenix Rdc, Hernâni Da Silva, Estraca, Soarito, Hélio Batalha, Kelson Most Wanted, Mvza, Looney Johnson Xuxu Bower, Harold, As One e Vilson.

A captação foi toda feita nos estúdios Santa Catarina com o Pablo porque já existe uma química entre nós. Os convidados como estão em cantos diferentes dos Palop, foram gravando e mandando aquilo que as faixas os faziam sentir.

Sinto que isto é uma chuva de estrelas, mas no verão.”

Bandas Raras de um só Disco

 

                                                        Felt (1971)


Felt foi formado no Alabama no final dos anos 60 e lançou este álbum homônimo em 1971, trata-se de outro belo item de colecionador! A sonoridade da banda em alguns momentos lembra algo dos Beatles e em outros momentos lembra Wishbone Ash, as canções tem bases muito bem elaboradas.

Destaque para a poderosa faixa 3 (Weepin' Mama Blues), faixa 4 (World) e para a magnifica faixa 5 (Change, essa já vale o álbum).

Integrantes.

Myke Jackson (Guitarra)
Mike Neel (Bateria)
Tommy Gilstrap (Baixo)
Stan Lee (Guitarra)
Allan Dalrymple (Teclados)
 
 
01. Look at the Sun (3:10)
02. Now She's Gone (5:29)
03. Weepin' Mama Blues (4:41)
04. World (5:38)
05. Change (10:10)
06. Destination (6:41)


FADOS do FADO...letras de fado...

 



Não sei viver sem o amor

Letra de Isidoro de Oliveira
Repertório de Ana Marina
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado

Coração se não cabes no meu peito
Só no amor tu podes descansar
Mas deixa de fazer o que tens feito
Fugindo do amor p’ra ir amar

P’ra que queres coração a liberdade
Se ao ser livre procuras um senhor
Porque andas em busca da verdade
Desprezando a verdade do amor

Quando és livre procuras a prisão
Levando o pobre corpo acorrentado
Pára a tua loucura, coração
Tem pena deste corpo já cansado

Eu sinto, coração, que és um traidor
Mas não posso fugir à minha sorte
Como não sei viver sem o amor
Hei-de ser tua escrava até à morte

Nem saudades do passado

Letra de João Fezas Vital
Desconheço se esta letra foi gravada
Transcrevo-a na esperança de obter informação credível

Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado


Nem saudades do passado
Nem versos de tradição
O Fado p’ra mim é Fado
É vida feita canção

Lembrar é mais que morrer
É parar deixar a vida
Ninguém me verá sofrer
Por uma esperança perdida

Os versos tristes que canto
São por alguém não por mim
Qualquer pranto tem encanto
Gosto de viver assim

Cesaltina

Letra de Artur Soares Pereira
Criação de Fernando de Oliveira

Desconheço se esta letra foi gravada
Publico-a na esperança de obter informação credível
Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado


Era a linda Cesaltina
Moça por quem me perdi
Dona de ternos olhares
A mais bonita varina
Das muitas que eu conheci
Na Rua Morais Soares

Trajava sempre a rigor / Saia, blusa e chinela
E um lindo avental de folhos
Cesaltina era um amor / E quem olhasse p’ra ela
Ficava preso aos seus olhos

Mas um dia, é natural
A Cesaltina deixou / De dar conversa a qualquer
Aconteceu, foi fatal
Um, por quem se apaixonou / Fez dela a sua mulher

Agora, por sorte sua
Tem futuro mais brilhante / Porque nova vida abraça
Deixou de vender na rua
Virou em comerciante / Tem uma banca na praça

Hoje, ao passar p’la esquina / Da Cavaleiro d’Oliveira
Já não procuro os olhares
Da bonita Cesaltina
A mais formosa peixeira / Da Rua Morais Soares

Há-de passar

Letra de Manuel de Andrade
Desconheço se esta letra foi gravada
Publico-a na esperança de obter informação credível

Letra transcrita do livro editado pela Academia da Guitarra e do Fado


Há-de passar lentamente
A loucura de te amar
Passa tudo p’ra quem sente
A própria vida passar

Há lírios brancos nos montes
Lírio branco, rosa triste
Há água pura nas fontes
Só tu, meu amor, partiste

Há na terra e há no céu
Tanta estrela como havia
Só em mim escureceu
Tanto a noite como o dia

O roteiro do passado

José Fernandes Castro e Serafim Gesta / José Duarte *fado seixal*
Repertório de José Giesta


Vejam bem como é bonito
O fontenário de agora
Tem Santo António no meio
E no nicho do passeio
Tem também Nossa Senhora

Eu não me posso esquecer / Num roteiro do passado
Os operários artistas / Que por serem bons fadistas
Valorizaram o fado

O Cunha o José da Gama / E o Avelino Gesta
Foram alguns dos cantores / Poetas e trovadores
Todos de origem modesta

As castiças sardinheiras / Soltavam pregões à toa
E a mente mais recatada / Lembra Maria Parada
E também Linda Pinhoa

Este fado tão singelo / Não fala de toda a gente
Porém fala da saudade / Que ficou na mocidade
Mas que no peito se sente


Destaque

Michel F. Côté, Tiari Kese ‎– Botul à la campagne (2014, CD, Canada)

  Tracklist: 1. Anasthasia sur l’herbe (5:52) 2. Sexe sous un arbre (6:50) 3. Ampleur métaphysique du nous (5:05) 4. Bain de grâces (4:25) 5...