quarta-feira, 12 de abril de 2023

FROM ATOMIC LANÇAM “CRAWL” COM A PARTICIPAÇÃO DE TONI FORTUNA

 


Após um concerto revitalizante e reconfortante no passado dia 25 de março no espaço BOTA com a participação de um convidado especial, os From Atomic lançam agora um vídeo de uma das mais fortes músicas que compõem este seu mais recente trabalho “Love Fate Now & Forever”.


Toni Fortuna (D3o, Mancines, Tedio Boys) dá voz, mãos e alma a “Crawl“, segundo single do disco, que sai agora com um vídeo gravado no passado dia 25 de março. O vídeo consegue capturar a essência energética da música, transpondo-a para o ouvinte e receptor.

A mensagem que esta música traz, é um recado da banda à  humanidade, reforçando a luta pelos direitos das mulheres, que ainda hoje continuam desiguais.

Os 30 anos de ‘Keeper Of The Seven Keys – Part II’, o grande disco do Helloween

 

Os 30 anos de ‘Keeper Of The Seven Keys – Part II’, o grande disco do Helloween

Não há como discutir: Helloween é a banda mais importante do power metal. E a força do grupo alemão no segmento se deu graças a seus dois primeiros discos com o vocalista Michael Kiske – as partes 1 e 2 de “Keeper of the Seven Keys”.

Por um lado, é difícil analisar os dois “Keepers” de forma separada, já que o próprio título indica uma conexão entre os dois. Contudo, mesmo que os álbuns tenham sido planejados como lançamento conjunto (ideia barrada pela gravadora), “Keeper of the Seven Keys – Part II” tem mais força, importância e maturidade que a também excelente parte inicial.

O primeiro “Keeper” estabeleceu as bases do chamado “power metal europeu”, que serviriam de inspiração para centenas de bandas que se consagraram no segmento nas décadas seguintes – do Stratovarius ao Edguy, do Dragonforce ao Angra.

O grande trunfo da “Part II” foi a ampliação do leque criativo e a consolidação de um formato diferente de se tocar heavy metal. Havia velocidade e pegada, mas sem abrir mão dos ganchos melódicos, de influências que percorriam – talvez de modo involuntário – de Rainbow a Styx e de uma veia despojada, quase cômica em certos momentos.


Os próprios integrantes do Helloween reconhecem que transmitir diversão foi um ponto de destaque nas partes 1 e 2 de “Keeper of the Seven Keys”. Em entrevista ao jornalista Masa Itoh, o vocalista Michael Kiske pontuou:

“Talvez você tenha uma visão diferente, mas a forma que passei por isso foi: éramos destemidos, apenas brincávamos, trabalhávamos com os elementos das bandas que gostávamos, nos divertindo com isso. Acho que o espírito criativo daquela época é capturado no disco de alguma forma e você pode sentir isso. É uma coisa que você não pode produzir artificialmente. Está lá ou não. E, definitivamente, estava lá naquela época.”

O álbum, faixa a faixa

A vinheta de introdução “Invitation” prepara o ouvinte para uma das melhores músicas de abertura do heavy metal como um todo: “Eagle Fly Free”. Veloz e imponente, a faixa composta pelo guitarrista Michael Weikath apresenta, com êxito, as credenciais dos cinco integrantes da banda.


“You Always Walk Alone”, na sequência, transita pelo heavy metal tradicional, enquanto “Rise And Fall” introduz o diferencial desse álbum: a pegada afável, quase comercial, que deixou essa divertida canção com cara de “hit metálico em potencial”.

“Dr. Stein”, em seguida, apenas reforça a intenção que o Helloween tinha de trabalhar a criatividade no metal de forma mais solta e até despojada. De tom próximo ao hard rock, a música se tornou um dos maiores clássicos da banda – não à toa, pois é ótima.


“We Got The Right” coloca o pé no freio em seus primeiros segundos, mas progride e coloca a potente voz de Michael Kiske na linha de frente. Uma interpretação segura demais para quem só tinha 20 anos na época.

“March Of Time” resgata a veia de “Eagle Fly Free”, só que numa veia mais metálica, que lembra um pouco o primeiro “Keeper”. O saudoso Ingo Schwichtenberg brilha por aqui.


A grudenta e irresistível “I Want Out”, outra música de forte influência hard rock, é um dos maiores sucessos do Helloween. O senso melódico das passagens dessa canção ainda me impressionam, mesmo a ouvindo por tantos anos.

Graças aos seus mais de 13 minutos de duração, a faixa-título pode soar pretensiosa de início, mas vale a pena se “arriscar”, pois a obra prog do Helloween em “Keeper II” é incrível. A música resume todos os elementos que se pode ter em uma boa música do Helloween: refrão grudento, vocais desafiadores, guitarras bem intrincadas, cozinha que foge do óbvio, momentos de “viagem” instrumental, mudanças de andamento pouco previsíveis e o mais puro clímax em seus momentos finais. Tão sublime como contar uma boa história, só que em melodia.


Bônus da versão em CD, “Save Us” fecha o álbum no terreno seguro do power/speed metal que o Helloween já havia apresentado no primeiro “Keeper”, novamente com destaque ao diferenciado Ingo Schwichtenberg.

Rise… and… fall

Já citei, no início do texto, que “Keeper of the Seven Keys: Part II” é um dos discos mais importantes da maior banda de power metal. E embora o álbum tenha feito sucesso, o êxito conquistado teve que obedecer às limitações de orçamento – a gravadora Noise Records não tinha alcance mundial tão forte – e até de localização, já que o Helloween é alemão e os principais mercados fonográficos, Estados Unidos e Reino Unido, estavam um pouco distantes.

Apesar disso, o burburinho dos dois “Keepers” foi o bastante para que o Helloween assinasse com a gigante EMI logo após ter lançado o ao vivo “Live in the U.K.” em 1989. O problema é que a banda começou a se desmanchar a partir daí.


Primeiro, o guitarrista Kai Hansen, tão importante na parte de criação, pediu as contas. Depois, o grupo passou por problemas internos até conseguir lançar “Pink Bubbles Go Ape“, em 1991 – um bom disco, mas ainda mais diverso que o segundo “Keeper”.

As tretas culminaram no experimental e complicado “Chameleon” (1993) e nas demissões de Ingo Schwichtenberg, envolvido com drogas e sofrendo com doenças de saúde mental, e Michael Kiske, com quem Michael Weikath estava batendo de frente com frequência.

Schwichtenberg cometeu suicídio em 1995, aos 29 anos, enquanto Kiske seguiu sua vida até que, em 2016, retornou ao Helloween junto de Hansen. Andi Deris, que ocupa a vaga do vocalista desde 1994, segue na banda, que excursiona como septeto.


Os dois “Keepers” – em especial, “Keeper of the Seven Keys – Part II” – mostram que o Helloween poderia ter sido muito maior se os problemas internos fossem controlados. O potencial da banda em seus primeiros anos é tão forte que o pensamento “e se tivesse continuado por esse caminho?” segue, até hoje, na cabeça de muitos fãs.

Todavia, talvez o destino do Helloween deveria ter sido esse mesmo: uma banda mais influente e relevante do que forte em termos comerciais. Kai Hansen, também em entrevista ao jornalista Masa Itoh, parece reconhecer isso.

“Existe certa mágica nesses álbuns (os dois ‘Keepers’). Eles se tornaram cult porque eram especiais. Fomos, após o Scorpions e o Accept, a terceira banda a meio que olhar além do horizonte da cena de rock e metal da Alemanha e ter criado algo foi algo muito único e bom para a época, comparado com o que estava no Michael Kiske (vocal)

Kai Hansen (guitarra)
Michael Weikath (guitarra, teclados)
Markus Grosskopf (baixo)
Ingo Schwichtenberg (bateria)

PAT METHENY LANÇA ÁLBUM “DREAM BOX”… “FROM THE MOUNTAINS” É O PRIMEIRO SINGLE

 


Pat Metheny está de regresso com um novo álbum. ”Dream Box” será lançado dia 16 de junho, via BMG. “From The Mountains” é o primeiro single.

Ao mesmo tempo, Metheny tem uma série de datas de concertos previstas nos EUA e na Europa com o seu Side-Eye Trio. Formados em 2016, neste trio, Pat Metheny faz-se acompanhar pelo pianista Chris Fishman e pelo baterista Joe Dyson. A tour tem início em Junho nos EUA e continua na Europa em Julho. Com início em Setembro, Pat inicia uma digressão a propósito do novo álbum – “Dream Box” – em todo o território dos EUA.

Sobre este álbum Pat Metheny refere “Dream Box é um álbum pouco usual, porque resulta da compilação de temas gravados ao longo dos anos. Durante as muitas viagens que realizei em 2022, descobri uma pasta esquecida no disco do meu computador. É onde vou guardando pequenas gravações, uma nova melodia ou guitarra, uma melodia padrão ou simplesmente experimentar algo. Está habitualmente esquecida, e para nunca mais ser escutada.

O único momento em que olho para esse material é quando estou na estrada. Habitualmente estou em produção e sem tempo para inputs. Durante uma tour, tudo se altera, fico com mais horas livres, enquanto estou num autocarro ou num quarto de hotel. De vez em quando, num desses momentos vou olhar para os arquivos e encontro coisas interessantes. E no ano passado foram muitas as viagens, mais de 160 atuações, um pouco por todo o mundo. E fui à descoberta daquela pasta várias vezes. Depois de escutar várias vezes, fiquei surpreendido com a existência de uma coerência. E assim cheguei a um destino que não tinha planeado, e agora emociona-me estar a partilhar o que encontrei. Estes nove temas são os meus favoritos e formam algo único para mim. Nunca toquei nada mais do que uma vez. São realmente momentos no tempo, e na verdade não me recordo de ter gravado a maioria. Simplesmente apareceram”

RICHIE CAMPBELL LANÇA VIDEOCLIPE DO SINGLE “RUN GIMME FT. BELLA SHMURDA”


Richie Campbell acaba de lançar o videoclipe do featuring com o artista nigeriano Bella Shmurda, “Run Gimme”, a 10.ª faixa do mais recente disco “Heartbreak & Other Stories”, editado no passado dia 17 de março.

O vídeo animado, que conta com direção e produção de Bruno Teixeira aka Sepher AWK e guião de Diogo “Gazella” Carvalho, já se encontra disponível no YouTube.

O quinto registo de estúdio conta com 18 faixas de originais, entre elas as já conhecidas, “Tsunami” ft. Gson, “Let You Go”, “Floating”, “Love Again” e “Heartless”. Neste novo trabalho de estúdio, Richie Campbell aborda não só histórias de amor e de desgosto, mas passa também uma mensagem de crescimento e valorização pessoal sem nunca deixar de fora o habitual comentário social. A primeira faixa, “Chapter V”, dá o tom para a viagem musical dentro de “Heartbreak & Other Stories”, que transportará os ouvintes do R&B ao Dancehall e deste ao Afrobeats, chegando a um destino no qual Richie Campbell é bastante único: uma fusão sonora singular.

 

Dia 27 de abril Richie Campbell sobe ao palco da maior sala do País, a Altice Arena, para apresentar ao vivo pela primeira vez alguns dos temas do novo trabalho, entre outros dos seus grandes êxitos.


DJ DANIFOX PARTILHA NOVO TEMA… “ILHA DOS BRUXOS”

 


DJ Danifox lança em todas as plataformas digitais o tema “Ilha dos Bruxos”. Este é o single de avanço do LP “Ansiedade” que a Príncipe lançará a 28 de Abril.


 

Danifox é um dos membros do grupo Tia Maria Produções, nascido em Portugal mas tendo vivido grande parte da adolescência em Leeds, no Reino Unido.

No ano passado lançou o EP “Dia Não Mata Dia” também na Príncipe e actuou no nosso país como DJ em eventos como o NOS Alive e o Festival Iminente. Internacionalmente já tocou em clubes e festivais como o Panorama Bar, DGTL Amsterdam, Paradiso, MIRA Festival, entre outros. Em 2021 integrou o grupo Sanbraz com os pares Nídia, Tristany, G Fema e Rabu Mazda, e o ano passado fundou o trio O Ghettão com Dj Firmeza e Dj Nigga Fox, com actuação este Verão marcada para o festival Dekmantel na Holanda.

JOÃO FENEJA LANÇA NOVO SINGLE “SÁBADO”



Sábado” é como um dia de sol em que a brisa acaricia a pele e o coração se enche de uma doce preguiça. É um convite para desfrutar do ócio e da comodidade do lar, enquanto se sonha com a possibilidade de tornar esse dia de descanso em algo ainda mais significativo.

A música, com toda a melancolia inerente, traz uma sensação de felicidade que contagia, como se a vida fosse um campo florido que se estende ao nosso redor. A letra leva-nos a sonhar com a utopia de um sábado produtivo, em que a realização pessoal é o objetivo principal.

A composição é escrita de João Rosário, o arranjo de João Só, e a interpretação de João Feneja, criam um ambiente sonoro mágico e envolvente, combinando harmonias modernas com toques clássicos de música portuguesa. “Sábado” é um convite para aproveitar a vida, e permitir-se saborear os momentos de paz e felicidade que ela tem a oferecer.

NAPA ANUNCIAM PRIMEIRO SINGLE “ASSIM, SEM FIM” DE NOVO DISCO “LOGO SE VÊ”


Assim, Sem Fim” marca o início de um novo capítulo dos NAPA. A banda não é de agora, mas o nome é novinho em folha. Antes conhecidos como Men On The Couch, os NAPA trazem um novo nome para o público mantendo intacta a sua identidade musical.

 

Neste primeiro avanço “Assim, Sem Fim” do segundo álbum da banda “Logo Se Vê”, os NAPA trazem consigo a Silly que através da sua voz e poesia singulares deposita uma intimidade inesperada na canção. Numa odisseia musical sobre dois amantes desdobrada em quatro partes, deparamo-nos com as angústias cruas da distância e incompatibilidade.

 

O videoclip, realizado pelo André Pêga e Rui dos Anjos e protagonizado por Ana de Oliveira e Silva e Vítor Afonso, retrata a frustração de uma relação que a distância insiste em destruir, mas que a saudade não deixa acabar. Na busca da verdade encontram um amor assim, sem fim.

 

Os NAPA nasceram na cave de uma avó no Funchal no ano de 2013. Os contornos da banda foram-se formando entre a energia dos Arctic Monkeys e Red Hot Chilli Peppers, o à vontade dos Beatles e a sensibilidade de Caetano Veloso e Tom Jobim. A fórmula amadora e inocente das primeiras composições da banda (em inglês) cativou a atenção de amigos, família e não só. Trocaram o inglês pela língua materna, e a cave da avó pelo estúdio. Em 2019 gravaram o seu primeiro disco Senso Comum nos conhecidos Black Sheep Studios em Sintra, ainda sob o nome Men On The Couch. As melodias contagiantes e o espírito cru e melancólico do disco ressoavam gradualmente nos corações dos portugueses apaixonados. A apresentação esgotada no Sabotage e os consequentes concertos só vieram reforçar a força das canções.

 

O novo álbum dos NAPA é uma edição de autor com distribuição da Universal e tem lançamento previsto para 26 de Maio. As primeiras datas ao vivo confirmadas são dia 19 de Maio no Festival Aqui Acolá na Madeira e dia 21 de Julho no Summer Opening na Madeira.


MIGUEL ARAÚJO LANÇA HINO NO DIA MUNDIAL DE CONSCIENCIALIZAÇÃO DE PARKINSON


DE Under Review Copy (ALARME)


ALARME

Grupo da Nazaré formado por Carlos Cavalheiro (voz, ex-Xarhanga, ex-5 Napolitanos), Altino Borda D'Água (guitarra), Silvino Pais da Silva (guitarra), Orlando Borda D'Água (baixo) e Vítor Bombas (bateria). Em 1981 foram os vencedores do Festival Só Rock que se realizou em Coimbra e um ano depois, aproveitando a onda do chamado boom do rock português assinam coma Imavox, editando um single com os temas "Desconto Especial" e "Autocarro Diariamente". A sonoridade do grupo era rude e com fortes influências do hard rock do final dos anos 70. Praticamente sem produção e com uma imagem extremamente descuidada, não obtiveram grande sucesso, tendo-se ficado por aí. Chegaram a acompanhar os Salada de Frutas ao vivo e abriram, em 1982, para os Dr.Feelgood na sua presença em Portugal. Tocaram igualmente, em Cascais, na primeira arte da actuação das Girlschool. Após a dissolução da banda, ocorrida em 1983, Carlos Cavalheiro, o seu mentor, emigra para o Canadá onde fará carreira ligada ao sector televisivo. Retornará a Portugal e à sua terra natal em 2009. Nesse ano, talvez com saudades desses tempos, Cavalheiro reforma o grupo na companhia de dois outros músicos que não estiveram ligados à formação original, Abílio Caseiro (guitarra) e Abílio Ferro (bateria). Registam dois novos temas e regravam as faixas do single. Segundo o vocalista, trata-se de um trabalho que visa registar o que ainda não havia sido gravado e que, ao mesmo tempo, pretende ser um novo ponto de partida. Nada de interessante...

DISCOGRAFIA

 
DESCONTO ESPECIAL [7"Single, Imavox, 1982]


DE Under Review Copy (AIX-LA-CHAPELLE)

 

AIX-LA-CHAPELLE

Oriundos da Amadora, praticavam um som pesado mas com imensas influências das bandas urbano-depressivas características do eixo Liverpool-Manchester. Chegaram a chamar-lhes fazedores de "música para sofrer". Concorreram em 1985 ao 2º Concurso de Música Moderna do Rock Rendez Vous como Mandrax e no ano seguinte apresentaram-se já sob a designação de Aix-La-Chapelle. A formação da banda era a seguinte: Luís Alberto (guitarra), Hernâni Faustino (baixo), Paulo Major (bateria) e Fernando Faustino (voz). Após a dissolução da banda, Hernâni, Fernando e Luís farão parte dos K4 Quadrado Azul.

CASSETES
Rock Rendez Vous, Lisboa 1986 14:12 2

PRESS
Concurso de MMP do RRV, Fernando Sobral, Diário de Notícias, 11-02-1986
Aix contra Pesada, Ana Rocha, A Capital, 03-02-1986


Destaque

Megaton - Megaton (1971)

  Pouco se sabe sobre o Megaton, essa banda inglesa lançou apenas um disco homônimo pela Decca em 1971. O som é um Hard rock cativante, com ...