sábado, 8 de julho de 2023

The Byrds - Discografia

 



Embora eles só tenham alcançado o enorme sucesso dos Beatles, Rolling Stones e Beach Boys por um curto período em meados dos anos 60, o tempo julgou que os Byrds eram quase tão influentes quanto esses grupos a longo prazo. Eles não foram os únicos responsáveis ​​por criar o folk-rock, mas certamente foram mais responsáveis ​​do que qualquer outro ato (incluindo Dylan) por fundir as inovações e a energia da invasão britânica com os melhores elementos líricos e musicais da música folk contemporânea. O som estridente da guitarra de 12 cordas do Rickenbacker do líder Roger McGuinn foi permanentemente absorvido pelo vocabulário do rock. Eles também desempenharam um papel vital no pioneirismo do rock psicodélico e do country rock, sendo o elemento unificador suas harmonias angelicais e ecletismo inquieto.

Freqüentemente descritos em seus primeiros dias como um híbrido de Dylan e os Beatles, os Byrds, por sua vez, influenciaram Dylan e os Beatles quase tanto quanto Bob e os Fab Four influenciaram os Byrds. As inovações dos Byrds ecoaram quase com a mesma força nas gerações subse quentes, no trabalho de Tom Petty, REM e inúmeras bandas alternativas da era pós-punk que apresentam aquelas guitarras estridentes e harmonias densas.

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2003 - The Essential Byrds






GENESIS - Live in Zürich - 1977

 



A era pós-Gabriel no Genesis, trouxe mudanças significativas no que diz respeito a qualidade ´progressiva' dos discos lançados após o brilhante The Lamb Lies Down on Broadway em 1975. Particularmente, a 'nova' fase que se iniciou na segunda metade da década de setenta até sua última reunião em 2007, nunca me encheu os olhos.

Porém, devo admitir que o disco Wind & Wuthering foi uma grande surpresa em termos de regularidade e proporções instrumentais, bem nivelado a qualidade com que a banda executava nos seus cinco primeiros registros (69-75).

Um outro fator relevante ao declínio progressivo do Genesis, foi a saída de Hackett logo após o encerramento da turnê do disco Wind & Wuthering. Turnê esta, que também passou pelo Brasil em três capitais, meses depois da apresentação do registro em questão. Os vocais praticados por Collins nesse registro em particular, são de bom nível e com a incrível habilidade de dividir as baquetas com as complexas letras do Genesis. Não é segredo pra ninguém que nunca fui fã assídua deste nobre baterista porém, reconheço suas características como um exímio músico mas que pouco me emociona com seus atributos vocais. (Não me joguem pedras!)

Gravado na cidade de Zurich, Suíça, em 02 de Julho de 1977, esse bootleg possui faixas que mesclam os dois discos em evidência, lançados no ano anterior e alguns dos melhores clássicos que se tornaram verdadeiros hinos do progressivo mundial. Além de cinco faixas bônus gravadas durante essa mesma turnê na Europa e EUA.

Por se tratar de um registro não-oficial, a qualidade sonora beira a perfeição e, certamente é melhor comparado a um bootleg gravado em São Paulo nesse mesmo ano. Disponibilizo em FLAC para uma melhor apreciação.


TRACKS:

DISCO I:

01. Squonk
02. One for the Vine
03. Robbery, Assault and Battery
04. Inside and Out
05. Firth of Fifth
06. The Carpet Crawlers
07. In that Quiet Earth
08. Afterglow
09. I Know What I Like
10. Eleventh Earl of Mar

DISCO II:

01. Supper's Ready
02. Dance on a Volcano
03. Los Endos
04. The Lamb Lies Down on Broadway
05. The Musical Box

BÔNUS:

06. Myrtle the Mermaid (intro)
07. Your Own Special Way
(Dallas, 19 de Março de 1977)

08. All in a Mouses's Night
(Southampton, 20 de Janeiro de 1977)

09. The Knife
(London, 24 de Junho de 1977)

10. Lillywhite Lilith / The Waiting Room / Wot Gorilla
(London, 1º de Janeiro 1977)






ROXY MUSIC - Live in Modena - 1973

 



Logo no início da carreira, o Roxy Music já era considerado uma banda de Art Rock onde seus figurinos extravagantes e a excentricidade de suas performances, trouxeram uma veia criativa de bastante entrosamento entre o vocalista Brian Ferry que, insistia em uma pegada mais pop e exótica, mesclado ao experimentalismo alucinador de Brian Eno, um dos maiores instrumentistas de todos os tempos. 

A banda também contava com o excelente guitarrista e produtor Phil Manzanera, que já havia gravado um único porém, essencial disco em 1970 com o Quiet Sun (banda de curta carreira vinda de Canterbury). Em sua longa trajetória, Manzanera contribuiu com diversos artistas de extrema importância como o próprio Eno e até mesmo Sérgio Dias dos Mutantes nos anos 90. Foi um dos produtores dos dois últimos discos de estúdio de David Gilmour e co-produziu o 'Endless River' do Pink Floyd. Além de muitos outros, incluindo artistas brasileiros. 

Os dois primeiros discos do Roxy Music, os únicos com participação de Eno, são verdadeiras obras-primas, muito caracterizados por impecável instrumentação que pendia muitas vezes para uma atmosfera pop e de muita originalidade. 

Gravado em Modena, Itália em 23 de maio de 1973, esse bootleg retrata exatamente a primeira fase da banda. Aqui encontramos faixas do disco homônimo lançado em 1972 e 'For Your Pleasure', lançado no ano seguinte e executado em quase sua integridade porém, fora de sua sequência original. 

Possuo essa gravação guardada já há alguns anos e sempre relutei em publicá-lo pela baixíssima qualidade do áudio contido, mesmo em FLAC. Os registros da primeira e fabulosa fase do Roxy Music são um tanto raros e quase impossíveis de achar portanto, mais uma vez, recomendo apenas aos colecionadores.  


TRACKS:

01. (Intro)_The Pride & The Pain
02. Do The Strand
03. Grey Lagoons
04. Beauty Queen
05. The Bogus Man
06. Ladytron
07. In Every Dream Home a Heartache
08. If There Is Something
09. Editions of You
10. Remake Remodel
11. Virginia Plain

MUSICA&SOM









MARILLION - Live at Marquee Club - 1982

 



'Muitos sabem que durante muitos anos nunca fui muito fã do Marillion, sempre tentava ouvir um disco ou outro mas, até então nunca havia me convencido de que se tratava de uma banda de excelente qualidade para os padrões do Rock Progressivo que nascia no começo dos anos 80. Hoje em dia, em conversa com alguns fãs mais enérgicos, comecei a traçar um caminho de muitas surpresas e boas descobertas. Uma delas, foi esse excelente bootleg ao qual tenho em meu acervo por um bom tempo e nunca tinha parado para escutar com a merecida atenção. 


Posso dizer que me surpreendi bastante com a qualidade da banda e sua energia, ás vezes um tanto sombria, como o modo em que o grande Fish emanava em apresentações ao vivo. Sempre desdenhei de seus músicos e hoje quebro a cara ao saber o quão grandioso é o guitarrista Steve Rothery e o  quanto lidera com maestria um álbum tão lindo quanto o Script For a Jester´s Tear.


Devo salientar que a era Fish, sem dúvida, é a minha favorita mas, infelizmente, tenho muito respeito e pouco apreço pela continuidade dada a banda após a entrada de Steve Hogarth em 1988, originando uma nova roupagem em um estilo que foge um pouco ao meu conceito sobre Rock Progressivo'.


Gravado em 07 de Março de 1982 no Maequee Club em Londres,  essa apresentação ocorreu nos primórdios do Marillion, quase um ano antes do lançamento do primeiro e melhor álbum da banda, Script For a Jester´s Tear. 

Conta também com versões interessantes de  'Garden Party' e 'Forgotten Sons', além de faixas não-oficialmente lançadas mas excelentes como 'Charting the Single' e uma bela versão de 'Grendel', beirando seus 21 minutos de duração, com o destaque absoluto ás mais variadas e engenhosas passagens de teclados vindas de Mark Kelly. Músico ao qual tenho muita empatia pelo uso de respeitados sintetizadores como Jupiter 8 e Mini Moog, instrumentos estes que já não se enquadravam mais em muitas bandas que começavam a traçar novos caminhos, por assim dizer. Os anos 80 não fez muito bem ao gênero progressivo...

Qualidade de áudio média porém, muito recomendada. Arquivo disponibilizado em FLAC para uma melhor apreciação.


TRACKS:

1. He Knows You Know
2. Grendel
3. Garden Party
4. Chelsea Monday
5. Three Boats Down From the Candy
6. The Web
7. Forgotten Sons
8. Margaret
9. Charting the Single

MUSICA&SOM









Shadow Drummers : Chris Cutler

 

 Falar de Chris Culter não é apenas mencionar a pulsação, a essência dinâmica, harmônica, tímbrica e vertical de; Henry Cow, Art Bears, Fred Frith, Lindsay Cooper, Oh Moscow, Pato Cassiber entre uma extensa lista de projetos e artistas que sustentam sua longa carreira como compositor, performer e pesquisador. 



Entre as suas contribuições musicais destaca-se o European Ensemble of Improvisers, onde realizou um trabalho majestoso. O Ensemble Of Improvisers é criado para executar partituras gráficas, começando com o gigantesco Tratado de Cornelius Cardew concluído em 1967. O tratado assume a forma de um grosso livro de 193 páginas de notas gráficas. O próprio Cardew, e a maioria daqueles que abordaram essa partitura depois dele, concentraram-se habitualmente na interpretação de apenas algumas páginas. As tentativas de dar conta de todo o contexto são meticulosamente complexas e chegaram a ser estranhas, até porque, realisticamente, levaria cerca de uma semana para preparar o material. Sem dúvida, esse foi o momento com que eles lidaram com a obra durante seus ensaios, feito em uma pequena e aconchegante cidade da Córsega. Lá, eles se concentraram na partitura de todas as perspectivas para aplicar estratégias interpretativas concebíveis a ela, como pontuação e, por sua vez, como reconciliar escritos interpretativos durante os constantes ensaios de Cardew sobre ela. No final das contas, a dissolução do combo foi gentilmente realizada por aqueles que desejavam uma abordagem mais intuitiva e espontânea e por aqueles que pensavam que uma notação estrita, um diretor e um conjunto de regras acordado produziriam resultados mais plausíveis. No entanto, eles tentaram de todas as maneiras. E gradualmente, ao longo da próxima série de shows, como a maioria de seus antecessores, eles chegaram à conclusão estabelecida entre três dos membros, Daan Vandewalle, Jean-Marc Montera e Chris Cutler, eles escolheram várias páginas nas quais escreveram regras sugeridas para interpretação que foram posteriormente executadas com um cronômetro. Mais tarde, eles passaram para outras partituras gráficas e até contratamos um punhado de jovens compositores franceses e alemães para produzir novas obras para o conjunto. A contribuição de Cutler foi a resolução da peça; Life on Earth, onde a liberdade de expressão prevaleceu sobre uma trilha sonora gráfica, mas divertido de jogar porque era tão imprevisível. A contribuição de Cutler foi a resolução da peça; Life on Earth, onde a liberdade de expressão prevaleceu sobre uma trilha sonora gráfica, mas divertido de jogar porque era tão imprevisível. A contribuição de Cutler foi a resolução da peça; Life on Earth, onde a liberdade de expressão prevaleceu sobre uma trilha sonora gráfica, mas divertido de jogar porque era tão imprevisível. 



Chris Cutler nunca estudou música, mas como muitos de sua geração, cresceu tocando em bandas na escola desde os 14 anos tocando instrumentos como banjo, violão, trompete ou flauta, até que finalmente optou pela bateria, porque o simples fato de eu querer estar em uma banda e bateristas eram escassos naqueles tempos passados. O primeiro grupo que formou foi uma banda de música instrumental influenciada pelos Shadows and Ventures, até que se juntou a outros projetos focados nos padrões da dança local: o Chuck Berry, Hit Parade e sons festivos até chegar à prática de Soul e Blues. Em 1965 foi incluído num projeto que pouco a pouco evoluiu para uma criatividade complexa, aproximando-se dos Soft Machine ou dos Pink Floyd de Syd Barrett ao mesmo tempo que estes grupos surgiam pela primeira vez na cena londrina. Afinal, sua carreira musical desde 1970 é mais do que conhecida, onde junto com Dave Stewart criam; The Ottawa Music Co. Uma orquestra de vinte e seis músicos de compositores de rock para praticamente sua apresentação mais iminente de Conspiracies Performance com Yumi Hara, Guy Harries e alunos da East London University. 




Cutler era um adepto da percussão eletrônica, apostando em um mercado em que surgiam versões comerciais de baterias eletrônicas como parte da revolução geral iniciada pelo sampleamento. Estes não eram sem uma certa atração. É um fato da vida que kits acústicos são difíceis de afinar e soam diferentes em cada espaço ressonante. Eles também estão limitados a uma gama muito estreita de sonoridades que, uma vez afinadas, não podem ser facilmente trocadas, muito menos de uma peça musical para outra. Afinar novamente um kit de bateria, ao contrário de afinar uma guitarra, é bastante demorado e pode ser muito irritante se feito em público, enquanto os engenheiros de mixagem que controlam o som do PA na sala podem exercer algum controle de timbre usando efeitos e filtros, isso é limitado em alcance e fora do controle do baterista. A bateria eletrônica foi preparada para mudar tudo isso, embora evidentemente as diferenças entre bateria eletrônica e acústica em termos de timbre, presença harmônica, corpo, essência e eficiência sejam abismais. 




Por outro lado, Chris Cutler fez de 2012 a 2020 uma série de podcasts de rádio impressionantes (um termo mais apropriado para sua descrição) que exploram, desvendam e fazem uma análise exaustiva de aspectos elementares como a exploração de sondas de tom, este tempo através de sua eliminação efetiva através do movimento incessante: tons deslizantes e portamenti radicais que desafiam qualquer quantificação. Os sistemas alternativos de afinação baseados na série harmônica natural, a área sem peso que faz com que tudo sólido se desfaça no ar, futurismo, ruído, eletricidade ou êxtase e incerteza. Este Podcast intitulado sondas foi patrocinado pela Rádio Web MACBApara o Museu de Arte Moderna de Barcelona com a iniciativa de Anna Ramos. Por sua vez, o britânico tem alocado incalculáveis ​​artigos pelos circuitos de pesquisa musical. O seu estilo como baterista adota uma linguagem expressiva repleta de originalidade, musicalidade em todo o seu contexto e uma forma muito singular e criativa na aplicação dos rudimentos elementares da bateria e no seu desenvolvimento aplicados no quadro mais coerente dentro do contexto musical a interpretar. . 

Chris Cutler é todo um universo de poder visceral e instrutivo, que depois de mais de seis décadas de atividade e fora do pequeno circuito dos Avant Lovers, infelizmente continua a ser uma referência para o desconhecido na atualidade. 





Bill Durst - Blues Rock (USA)




Bill Durst é um premiado artista de blues canadense, que também é um dos membros fundadores da banda Thundermug. "Hard And Heavy" marca o segundo álbum que recebi do canadense Blues Rocker Extraordinaire Bill Durst, do qual escrevi seu lançamento anterior "Live", "Recebi o mais novo álbum de Bill Durst, "Live", algumas semanas atrás e devo dizer que eu realmente não me canso desta grande obra-prima do Blues Rockin'. É absolutamente ótimo do começo ao fim e certamente um dos álbuns ao vivo mais divertidos que ouvi, até agora, em 2012." Este álbum me impressionou o suficiente, que não tive nenhum problema em premiá-lo como Melhor Álbum de Blues ao Vivo Canadense em minha revisão de final de ano de 2012. Depois de ouvir "Hard And Heavy", apenas uma vez, Devo dizer que já tenho o mesmo nível de emoção que ouvir "Live" me deu, talvez até mais. "Hard And Heavy" consiste em 10 ótimas faixas e, como não há créditos em contrário, vou me arriscar e dizer que as músicas provavelmente são todas originais escritas e/ou co-escritas por Bill Durst e Joe DeAngelis. Bill Durst é um escritor muito prolífico, tendo escrito e gravado mais de 100 canções em dez álbuns. Juntando-se a Bill Durst (guitarra/vocal principal) em "Hard And Heavy" estão Joe DeAngelis (baixo/backing vocals), Sandesh John Fernandez (bateria) e Corey Thompson na faixa 3 "I'm Your Man". Joe DeAngelis oferece sua experiência como co-escritor de longa data com Bill Durst e companheiro de banda de encarnações anteriores, mais notavelmente "Thundermug, Sentido: uma banda canadense extremamente popular que esteve ativa de 1970 a 1976 e de 1991 a 2001. Eles lançaram dois singles no top 40 canadenses e cinco álbuns." And Heavy", não se pode deixar de notar que Bill Durst tem uma barba e tanto, e aqui está uma pequena informação que explica por que e quando ele começou a deixá-la crescer. "Entre alguns álbuns, como um show paralelo, Bill tocou na “maior banda de bar do Canadá” Tres Hombres, uma banda clone do ZZ Top, e foi assim que ele começou sua barba! " Esse pequeno detalhe realmente traz o que eu aproveito não apenas de "Live", mas também de "Hard And Heavy", e esse é o som desses álbuns que me lembra muito ZZ Top, o bom início da era do Bluesy Rock . É esse som que torna a música de Bill Durst tão única, especialmente entre os Blues Rockers canadenses, para quem ninguém chega perto. Considere também o fato de que Bill Durst, "há muito tempo é comparado ao melhor guitarrista / cantor / animador de qualquer lugar do mundo", e você tem o Trifecta perfeito necessário para álbuns de rock realmente excelentes. Escolher 3 favoritas não foi uma tarefa fácil, pois "Hard And Heavy" atinge você com uma ótima música após a outra, mas, no entanto, escolhi a abertura, "Devil And The Deep", faixa 7 "Gimme That Something" e quanto mais perto, "Fly Away Home". Tanto "Devil And The Deep" quanto "Gimme That Something" eram ótimos roqueiros do estilo ZZ Top, com vocais descontraídos e guitarra moída frontal. Este é o tipo de coisa que eu posso ouvir o dia todo. "Fly Away Home" foi a segunda música mais curta de "Hard And Heavy", mas foi embalada com a maior quantidade de força lírica e musical. Realmente amei aquele... 

Para aqueles que gostam de Blues Rock no estilo de ZZ Top e além, "Hard And Heavy" é uma beleza obrigatória.


Hard And Heavy [2013]









Blind Wolf - Rock (USA)




Blind Wolf é um quinteto de rock americano formado em Portland, Oregon em 2014. A banda é composta por Kit Carlsen (vocal principal) Steven Dee Williams (guitarra, vocal) Steve Snyder (sax, gaita, flauta, vocal) Carl Falls (baixo, vocal ) e Mark Banner (bateria). Eles são um ato independente que foi formado quando a banda de blues rock Boogie Bone se separou em 2013. O som de blues rock da banda vem de várias influências, incluindo Led Zeppelin, The Rolling Stones, Tower of Power e Jeff Beck. lançado em agosto de 2016.




Ápice Da Ópera-Rock, “Quadrophenia” E “Artur” Ganham Versão De Luxo

Sting em cena de Quadrophenia o filme de 1979

 Duas óperas-rock foram relançadas em versões luxuosas, com CDs duplos, livrinhos e material inédito de bônus.

Ambas são inglesas. Quadrophenia (1973), marcou a volta da banda The Who ao gênero. Quatro anos antes, o quarteto havia lançado, com mais repercussão, Tommy (1969).

O outro relançamento da temporada é Arthur (1969), do The Kinks. Sua versão original saiu em 1969, mesmo ano de Tommy (1969), e durante muito tempo fãs das duas bandas discutiram qual delas era a real criadora do gênero.

Discussão inútil, porque há tempos os estudiosos de rock concordaram que o mérito era mesmo do Nirvana. Não, Kurt Cobain não tem nada a ver com essa história. Ele estava literalmente no berço quando a banda psicodélica inglesa Nirvana lançou, em 1967, o álbum The Story Of Simon Simopath (1967). É quase um sacrilégio comparar a qualidade musical do Nirvana inglês com bandas seminais na história do rock como Who e Kinks.

No entanto, o disco de 1967 já trouxe todas as características que definiriam a ópera-rock: um álbum inteiro contando uma história ao longo de várias canções, com personagens recorrentes. O resultado é irregular. A banda consumia LSD em altas doses quando gravou o disco. E tudo o que produziu depois, até o começo dos anos 70, é muito pior.

O Kinks sempre foi um grupo mais cult do que criador de hits. Assim, sobrou para Tommy (1969) todo o impacto revolucionário da ópera-rock.

O disco ganhou uma versão com orquestra sinfônica e estrelas convidadas, como Rod Stewart, virou filme de sucesso –com Roger Daltrey, vocalista do Who, no papel principal– e, depois, uma peça, que chegou a ser montada no Brasil nos anos 90.

Pela Segunda Vez

O Who voltou ao gênero em 1973. Pete Townshend, líder e guitarrista, quis um argumento menos “maluco” do que o de Tommy (1973). Buscava uma trama mais realista. Então seu foco foram brigas entre gangues de jovens que aconteceram em 1964 e 1965, em Londres e Brighton.

Falando apenas de música, Quadrophenia (1973) é mais poderosa do que Tommy (1969). Faixas como ‘5:15’, ‘The Real Me’ e ‘Love, Reign O’er Me’ entram em toda lista do melhor da banda. E eis aqui o grande desempenho do baterista Keith Moon (1946-78).

Quadrophenia (1973) também virou filme, em 1979 –com um jovem Sting posando de bad boy. Depois, originou um musical de teatro, em 2005.

Outros discos são chamados às vezes de ópera-rock, como Ziggy Stardust And The Spiders From Mars (1972), de David Bowie, e Berlin (1973), de Lou Reed. Mas não passam pelo crivo de puristas. Suas canções não têm as ligações quase literárias que sobram em Quadrophenia (1973).






Destaque

Wordbug

  A banda Wordbug  foi formada em Exeter , na virada dos anos 80 para os 90, e tocava um post-hardcore melódico bastante interessante com in...