domingo, 9 de julho de 2023

Sidney Miller – Línguas de Fogo – 1974

 Sidney Álvaro Miller Filho (Rio de Janeiro18 de abril de 1945 — Rio de Janeiro16 de julho de 1980) foi um compositor brasileiro.

Início da carreira (anos 1960)

Carioca de Santa Teresa, Sidney Miller despontou como compositor no cenário musical brasileiro durante a década de 1960, e assim como outros artistas que também estavam começando, participou com algum destaque em diversos festivais de música, bastante populares nesse período.

Cursou sociologia e economia, porém sem concluir nenhum dos cursos. No início da carreira chegou a ser comparado com o também estreante Chico Buarque, uma vez que tinham em comum, além da timidez, a temática urbana e um especial cuidado na construção das letras. Além disso, a cantora Nara Leão, famosa por revelar novos compositores, teve grande importância na estreia dos dois: em 1967, no disco Vento de Maio, dividiam quase todo o repertório: Chico Buarque assinou quatro canções, enquanto Sidney Miller era o autor de outras cinco.

O primeiro registro importante como compositor foi em 1965 no I Festival de Música Popular Brasileira da TV Excelsior (SP), obtendo o quarto lugar com a música Queixa, composta em parceria com Paulo Thiago e Zé Keti, interpretada por Cyro Monteiro. Em 1967, pelo selo Elenco de Aloísio de Oliveira, lançou o primeiro disco, intitulado Sidney Miller, na qual se destacou por trabalhar temas populares e cantigas de roda como O CircoPassa Passa GaviãoMarré-de-Cy e Menina da Agulha.

Sidney Miller compôs, juntamente com Théo de BarrosCaetano Veloso e Gilberto Gil, a trilha sonora para a peça Arena conta Tiradentesdos dramaturgos Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri. Nesse mesmo ano, ao lado de Nara Leão, interpretou a música A Estrada e o Violeiro no III Festival de Música Popular Brasileira da TV Record (SP), conquistando o prêmio de melhor letra.

Em 1968, também pelo selo Elenco lançou o LP Brasil, do Guarani ao Guaraná, que contou com as participações especiais de diversos artistas como Paulinho da ViolaGal Costa, Nara Leão, MPB-4Gracinha Leporace e Jards Macalé, entre outros. O maior destaque do disco ficou por conta da toada Pois É, Pra Quê. A partir de então Sidney Miller intensificou a carreira na área de produção. Juntamente com Paulo Afonso Grisolli organizou no Teatro Casa Grande (RJ) o espetáculo Yes, Nós Temos Braguinha, com o compositor João de Barro. Também com Grisolli, relançou a cantora Marlene, no show Carnaváliaque fez bastante sucesso.

Em 1969 produziu e criou os arranjos do LP de Nara Leão Coisas do Mundo. Ainda em 1969, ao lado de Paulo Afonso Grisolli, Tite de LemosLuiz Carlos MacielSueli CostaMarcos Flaksmann e Marlene, organizou o espetáculo Alice no País do Divino Maravilhoso, além de compor a trilha sonora do filme Os Senhores da Terra, do cineasta Paulo Thiago.

Anos 1970 e últimos anos

Na década seguinte seguiu realizando trilhas sonoras para cinema. Sidney Miller foi o autor da trilha dos filmes Vida de Artista (1971) e Ovelha Negra (1974), ambos dirigidos por Haroldo Marinho Barbosa. Sidney Miller foi autor da trilha sonora das peças Por mares nunca dantes navegados (1972), de Orlando Miranda, na qual musicou alguns sonetos de Camões, e do espetáculo a A torre em concurso (1974),[2] de Joaquim Manuel de Macedo. Em 1974 lançou pela Som Livre o último disco de carreira, o LP Línguas de Fogo.

Nos últimos anos de vida, Sidney Miller estava afastado do circuito comercial. Tinha planos de voltar a gravar, de forma independente, um LP que se chamaria Longo Circuito. Trabalhava na Funarte quando veio a falecer, vítima de um infarto.. A sala em que trabalhava passou a se chamar Sala Funarte Sidney Miller e foi transformada num teatro.

Discografia

SIDNEY MILLER – LÍNGUAS DE FOGO (1974 – Som Livre)

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01 – Cicatrizes (Sidney Miller)
02 – Um dia qualquer (Sidney Miller)
03 – Línguas de fogo (Sidney Miller)
04 – Dos anjos (Sidney Miller)
05 – Alô (Sidney Miller)
06 – Pala palavra (Sidney Miller)
07 – No quarto das moças (Sidney Miller)
08 – Sombrasileiro (Sidney Miller)
09 – Espera (Sidney Miller)
10 – Alento (Sidney Miller)
11 – Dois toques (Sidney Miller)

MÚSICOS:

Toninho Horta – Guitarra (1,2,4,5,6,8,10,11), guitarras (3), violão (7,9), vocal (3,4,11)
Cláudio Guimarães – Guitarra (1,2,4,5,7,9), violão (3,8,10), guitarras (5), guitarra-solo (8), guitarras-solo (11), vocal (11)
Danilo Caymmi – Flauta (1,4,6,7,9,10), vocal (3,4)
Paulo Guimarães – Flauta (1,4,6,7,9,10), vocal (11)
Tenório Jr. – Órgão (1,5,9), piano (2), piano elétrico (4,6), percussão (8)
Maurício Maestro – Baixo elétrico (1, 2,4,5,6,7,9), vocal (3,4), violão de 12 cordas (8)
Robertinho Silva – Bateria (1,4,8,9,10,11)
Chico Batera – Percussão (1)
Luiz Carlos – Percussão (1,4,7,8,9)
Novelli – Percussão (4), vocal (4), baixo acústico (8)
Gustavo Schroeter – Bateria (2,3,5,6,7), percussão (8)
Luiz Alves – Baixo elétrico (3,8,11), baixo acústico (10)
Jeanne Miller – Vocal (7)

Arranjos:
Toninho Horta (4,7,9)
Maurício Maestro (1)
Sidney Miller (6)

Arranjo vocal:
Maurício Maestro (3) e Cláudio Guimarães (3)

Direção Musical: Toninho Horta
Assistente de Direção: Mauricio Mendonça
Direção de Produção: João Melo
Técnicos de som: Luiz Carlos, Norival Reis, Orlando
Gravação e mixagem: Estúdio Haway

 

Último disco desse grande compositor que na época do tropicalismo fazia uma espécie de antítese ao movimento, apesar de gravar com a maioria ali da cena como Jards Macalé, Nara Leão (de quem produziu um disco e foi a cantora que mais gravou sua obra) voltando a um tipo de música mais puro e baseado nas raízes populares, ainda que com um verniz bossanovista.

Mas nesse disco ele vai pra uma sonoridade que mistura seu tipo de composição ao jazz e ao rock dos anos 70, sonoridade que lembra os  mineiros do Clube da Esquina (Milton, Lo e cia), inclusive tem alguns músicos que tocavam com o Bituca como o guitarrista genial Toninho Horta , o baixista Luiz Alves e o baterista Robertinho Silva, esses 3 passaram pelo Som Imaginário também.

Poesias lindas, as vezes contemplativas, as vezes desiludida com o Brasil autoritário dos milicos da época.

Enfim, um belo disco de um tempo não tão belo assim.

 MUSICA&SOM

 

Discografias Comentadas: Free

 

Discografias Comentadas: Free

Cinco anos. Foi apenas desse tempo que o Free precisou para deixar sua marca no rock mundial, indelével para muitos, especialmente para pessoas como eu, que tenho Paul Rodgers, Paul Kossoff, Andy Fraser e Simon Kirke como uma de minhas formações favoritas desde que comecei a desbravar o caminho trilhado pelo jovem quarteto. Tão jovem que, quando a banda encerrou suas atividades, em 1973, o mais velho deles ainda não havia completado 24 anos. A trajetória do Free, apesar de curta e cercada de alguns problemas entre seus integrantes, foi intensa e rendeu seis álbuns de estúdio, a respeito dos quais comentarei neste artigo. Esqueça suas preocupações por um tempo, relaxe e acompanhe-me neste passeio pela discografia da banda, que é muito mais que o grupo que gravou “All Right Now”.


01 Tons of SobsTons of Sobs [1969]

A estreia do Free, cuja gravação foi iniciada apenas seis meses após a realização do primeiro show do quarteto, estabelece um agradável paradoxo. Ao mesmo tempo em que exala crueza na execução do blues rock levado a cabo pela jovem banda (o baixista Andy Fraser tinha apenas 16 anos), demonstra que a capacidade do time como compositores (especialmente do vocalista Paul Rodgers e de Fraser) fazia frente aos outros artistas do gênero que pipocavam pela Grã-Bretanha no final da década de 1960. O guitarrista Paul Kossoff, dono de uma sonoridade quente e caprichada no vibrato, passeia com desenvoltura sobre os grooves sensuais criados pelo baterista Simon Kirke e por Fraser, enquanto Rodgers manifesta suas influências soul em performances cheias de entrega. O disco desenvolve-se com solidez invejável e, mesmo contando com ótimos covers para “Goin’ Down Slow”, um standard do cantor norte-americano St. Louis Jimmy Oden, e The Hunter, gravada dois anos antes pelo bluesman Albert King, também dos Estados Unidos, os maiores destaques ainda são composições próprias do grupo, caso de “Walk in My Shadow” e da lenta Moonshine. A provocante Wild Indian Woman é minha favorita do álbum, mas a verdade é que todo o track list de Tons of Sobs esbanja qualidade e tem muitas características que o destacam em comparação com outros registros de artistas semelhantes que surgiam na mesma época. O desempenho nas paradas pode não ter sido dos melhores, mas o primeiro passo dado foi firme e ajudou a conquistar o apoio de Chris Blackwell, chefe da gravadora do grupo, a Island.


258463188_e03c562211_bFree [1969]

O álbum que leva apenas o nome da banda é o favorito de muitos daqueles mais chegados em psicodelia, em grande parte devido ao clima viajandão e relaxado que impera na maior parte do track list, fato que se nota logo na abertura, com a excelente I’ll Be Creepin’. A capa do disco, que ilustra uma silhueta feminina formada por estrelas com um céu parcialmente nublado como fundo, ajuda a transmitir ainda melhor o astral que habita seus 36 minutos de música. A parceria entre Fraser e Rodgers como compositores solidificou-se ainda mais, gerando nada menos que oito das nove canções presentes no disco. O baixista, em especial, destaca-se ainda mais, mostrando porque tornou-se um dos meus favoritos nas quatro cordas em faixas como Songs of Yesterday, por ele conduzida e recortada pelas intervenções certeiras de Kossoff, e “Trouble on Double Time”. Em Free, o quarteto também começou a demonstrar seu gigantesco talento para escrever baladas, que ocupam boa parte do álbum, destacando a sutileza de “Mouthful of Grass”, o andamento lento e carregado da quase sombria “Free Me” e o bonito encerramento com Mourning Sad Morning, raro caso em que uma música do grupo conta com vocais de apoio em maior evidência. De volta ao lado mais roqueiro, não posso deixar de citar “Woman”, encarregada de dar conta da combinação de letras cheias de referências ao sexo oposto com grooves tão sinuosos quanto as curvas das mulheres que Paul Rodgers exaltava. Assim como “I’ll Be Creepin’”, a boa “Broad Daylight” foi lançada como single, mas não obteve retorno digno nas paradas da época. O primeiro racha na banda surgiu durante as gravações deFree, especialmente devido às cobranças de Fraser e Rodgers em relação a Kossoff, cuja espontaneidade acabava sendo tolhida em favor daquilo que a dupla de compositores julgava melhor para cada música. O responsável por aparar algumas arestas foi justamente Chris Blackwell, que dessa vez foi o responsável pela produção do disco.


03 Fire and WaterFire and Water [1970]

Escrever sobre um de meus discos favoritos em todos os tempos é, ao mesmo tempo, fácil e difícil. Fácil, pois conheço todas as suas músicas de trás para frente e vários detalhes que cercam sua criação, gabaritando-me para essa tarefa. Difícil, porque a necessidade de fazer jus a uma obra tão importante acaba impondo-se com força e gera uma grande responsabilidade. Do primeiro toque que Simon Kirke dá em um de seus pratos, introduzindo a faixa-título, até a pequena virada que decreta o final da última canção presente no álbum, o clássico-mor “All Right Now”, Fire and Water exala perfeição em todos os seus aspectos. Como compositores, Fraser e Rodgers estavam no auge, calibradíssimos, dosando a experiência que já haviam adquirido nos lançamentos anteriores e cunhando obras originais, menos calcadas no blues e mais roqueiras. Instrumentalmente, o grupo também estava na ponta dos cascos. Na estrada desde a formação, a banda moldou suas habilidades e atuava em uma simbiose admirável, destacando as linhas deliciosamente displicentes de Kossoff e as os grooves cada vez mais maliciosos de Fraser. Rodgers então, confirmava cada vez mais seu status como um dos grandes vocalistas britânicos da época, algo que melhoraria ainda mais com o passar do tempo, colocando sua alma em cada palavra e pondo em prática as lições aprendidas com os célebres cantores da soul music norte-americana. Isso fica evidente logo na faixa-título, que abre o disco majestosamente e mostra quão entrosados estavam os quatro músicos, que pesam a mão de maneira mais forte que em Free, também beneficiados por uma produção mais certeira, conduzida pela banda ao lado de John Kelly e de Roy Thomas Baker, que se tornaria célebre por sua parceria com o Queen. “Oh I Wept”, coescrita por Kossoff, é mais uma a engrossar a lista de belas baladas levadas a cabo pelo grupo, assim como “Don’t Say You Love Me”, que fisga o ouvinte pela emoção. Em se tratando de explorar o que de melhor o blues tinha a oferecer e transformá-lo em algo com a cara do Free, “Remember” cumpre a tarefa com louvor. Melhor ainda é Heavy Load, conduzida pelo piano de Andy Fraser e candidata ao posto de uma das melhores canções já cunhadas pelo quarteto. Ainda mais absurda é Mr. Big, que consegue a façanha de ser o destaque principal de um disco que prima pela perfeição. Tudo nessa canção soa transcendental, desde a bateria simples de Kirke e das palhetadas displicentes de Kossoff aos vocais soberbos de Rodgers. Melhor ainda é a performance deslumbrante de Fraser, que dá uma verdadeira aula ao longo dos quase seis minutos da faixa, inclusive com direito a um solo de baixo em uma época em que isso não era exatamente algo corriqueiro em se tratando de bandas de rock. Como fã, o álbum poderia se encerrar com “Mr. Big” que o estrago já estaria feito, mas felizmente a última faixa reservava aquela que se tornaria a música responsável por alavancar o nome do Free para o resto do mundo, All Right Now. Sem frescuras, a canção cativa de imediato e faz jus ao sucesso obtido, que levaria o quarteto a se apresentar para um público de 600 mil pessoas no festival da Ilha de Wight de 1970. Se existe um disco que representa para mim o que é o rock, que eu utilizaria para apresentar esse gênero musical para um visitante de uma galáxia distante, esse disco é Fire and Water.


04 HighwayHighway [1970]

Se em Free a banda já havia ocupado grande parte do track list com baladas, em Highway essa característica foi potencializada. A qualidade que exala das canções que integram seu track list é tão grande que quase iguala o insuperável Fire and Water, fato que, infelizmente, não se traduziu em sucesso comercial para os rapazes. A gigantesca repercussão de “All Right Now”, mesmo que involuntariamente, colocou o fardo de ao menos repetir a dose no álbum seguinte sobre os ombros do quarteto, algo que definitivamente não ocorreu em Highway, disco que, apesar de ter sido registrado pouquíssimos meses após o lançamento do antecessor, soa descompromissado e transmite uma tranquilidade ímpar na carreira do Free. A banda até tentou emplacar mais um hit single na forma da boa “The Stealer”, mas infrutiferamente. Pior para quem deixou de conferir o trabalho, pois a parceria entre Fraser e Rodgers seguiu avassaladora, vide a brilhante “Ride on a Pony”, que Chris Blackwell preferia ter visto lançada como single, atitude que talvez chamasse mais a atenção do público. Sobre as baladas, que ocupam seis das nove faixas de Highway, todos os elogios do mundo são insuficientes. “On My Way” traz um dos belos timbres extraídos por Kossoff, mais limpo que o habitual; “Sunny Day” expressa melancolia e sensibilidade, além de linhas de baixo e bateria sutis e musicais; Love You So, com delicadas intervenções de Kossoff e de órgão, traz Rodgers em uma interpretação de beleza rara e deveria ter se tornado uma espécie de hino para casais que se prezem; “Bodie” é quase bucólica; e Soon I Will Be Gone, por sua vez, fecha o disco em alta, unindo violão, piano e órgão aos instrumentos habituais do quarteto em uma progressão que exalta as emoções trazidas à tona pela canção. Sobre Be My Friend, é necessário abrir um aparte, pois trata-se de uma forte candidata ao título de melhor música da carreira do Free. Tanto é que Rodgers segue executando-a em seus shows solo com alguma frequência, consistindo em um ponto altíssimo do set, muito devido à sua interpretação magistral. A grande quantidade de músicas absurdamente belas presentes em Highway não evitou, porém, seu fracasso comercial, questão que potencializou as rixas do grupo e o vício de Kossoff, especialmente em sedativos.

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Simon Kirke, Andy Fraser, Paul Rodgers e Paul Kossoff

Ainda no início de 1971, o quarteto se separou. Rodgers formou o trio Peace, que não registrou nenhum trabalho em estúdio. Fraser criou outro trio, o Toby, que chegou a entrar em estúdio, mas não lançou material. Kirke e Kossoff formaram o quarteto Kossoff, Kirke, Tetsu and Rabbit ao lado do baixista japonês Tetsu Yamauchi e do tecladista norte-americano John “Rabbit” Bundrick, editando um álbum autointitulado no início de 1972. Após esse período, o Free resolveu realizar mais um esforço e trabalhar em um novo disco, motivados em grande parte pela necessidade de ajudar Paul Kossoff a superar seus vícios fazendo aquilo que mais gostava: música.


05 Free at LastFree at Last [1972]

Dizer que Free at Last é um álbum ruim soa como um grande exagero, mas ao mesmo tempo é impossível deixar de considerá-lo uma decepção em meio a até então impecável discografia do grupo inglês. O quarteto soa como se tivesse reunido suas forças novamente a contragosto, mais como uma forma de apoiar Kossoff a superar seus vícios do que pelo tesão de tocar juntos. Não à toa, todas as canções foram creditadas aos quatro integrantes, não importando quem realmente fosse o responsável pelas composições, uma clara tentativa de satisfazer os desejos do errático guitarrista, responsável direto pela sonoridade da banda, mas bem menos pela apresentação de material novo para integrar os lançamentos. Outro fator que pesa contra Free at Last é o fato de sua produção, responsabilidade do próprio grupo, ser consideravelmente mais “magra” que a de seus antecessores, fazendo com que as ardidas guitarras de Kossoff esquentem menos as caixas de som e as linhas de Fraser não recebam o mesmo destaque presente em outros álbuns. É claro que, apesar dessas críticas, muito material encontrado em seu tracklist apresenta qualidades, como é o caso de Magic Ship, cujo refrão é interessante, “Travelling Man”, que poderia ser muito melhor com arranjos mais “cheios” e uma dose extra de peso, Child”, que retoma o lado mais melancólico de Highway, e Little Bit of Love, apresentando novamente a malícia de um passado próximo e que obteve bom desempenho nas paradas. Sobre esse fato, é necessário lembrar que, apesar de ser claramente um disco de menor qualidade, Free at Last foi melhor sucedido comercialmente que Highway. Isso não foi suficiente, porém, para evitar que Fraser decidisse abandonar o grupo definitivamente, decepcionado com a incapacidade de Kossoff em livrar-se do vício em drogas e com a triste reação provocada no público devido à luta aparentemente perdida pelo guitarrista. Em seu lugar, duas adições familiares foram feitas à formação: Tetsu Yamauchi tomaria conta das quatro cordas, além do tecladista John “Rabbit” Bundrick também ter sido introduzido ao line-up, ambos tornando-se logo membros oficiais do Free.


06 HeartbreakerHeartbreaker [1973]

A perda de Andy Fraser, baixista fenomenal e compositor de mão cheia, poderia ter colocado o Free em um abismo criativo, carente de ideias e perdido no estúdio. Felizmente, foi justamente o oposto que ocorreu, pois Heartbreaker é o melhor disco do grupo após o fenomenal Fire and Water. Paul Rodgers cresceu ainda mais como escritor de canções carregadas de emoção e acertou a mão a ponto de ainda ter a generosidade de creditar duas faixas ao grupo todo, apesar da nebulosidade que envolve Heartbreaker indicar que elas podem ser obras solo do vocalista. Ainda em relação à confusão nos créditos do álbum, fica pouco claro quem tocou guitarra nas músicas. Paul Kossoff acabou sendo creditado, para surpresa de muitos, como “músico adicional”, apesar de, a princípio, ter registrado suas ainda belíssimas performances na maior parte das faixas. Snuffy Walden, do Stray Dog, tocou em ao menos três canções, além de Rodgers e Kirke também terem participado ativamente desse processo. Muitas das dúvidas ocorrem justamente em relação ao grande sucesso do disco, Wishing Well, que ajudou a elevar novamente o Free nas paradas, obtendo reconhecimento mais que merecido. Enquanto alguns afirmam que seu solo de guitarra foi gravado por Walden, outros garantem que seu autor foi Kossoff. O que vale, no final das contas, é que sua pegada mais hardeira logo na abertura do álbum serve como uma bela apresentação do novo Free, mais direto e menos trabalhado nos grooves, mas tão excitante quanto aquele que havia sido sepultado com a saída de Fraser. A faixa seguinte, Come Together in the Morning, entra facilmente no rol das melhores obras cunhadas pelo grupo, além de constituir o melhor desempenho de Kossoff em Heartbreaker, exalando tristeza e melancolia através das cordas de sua Les Paul ainda mais do que nas melhores baladas de Highway. “Travellin’ in Style” é, ao mesmo tempo, deliciosamente pop e atípica para o Free, revelando que não eram apenas o blues e a soul music os gêneros vindos dos Estados Unidos que inspiravam o grupo, evidenciando um interessante toque country. A faixa-título então, é avassaladora, elevando o blues rock a um patamar superior, injetando-lhe mais peso e agressividade (para os parâmetros do Free), além da interpretação magistral de Rodgers e das ótimas intervenções de Bundrick, uma adição acertadíssima ao line-up, especialmente levando-se em consideração que o tecladista cunhou, sozinho, a balada “Muddy Water”, totalmente alinhada com o que a banda costumava fazer nesse tipo de composição, e a excepcional “Common Mortal Man”, outro exercício em dor e melancolia para fazer muitas bandas góticas que surgiriam anos depois corarem de vergonha. “Easy on My Soul” e, especialmente “Seven Angels”, encerram Heartbreaker e a carreira do Free da mesma maneira que ela começou: em alta, salientando talento muito acima da média e inspiração de sobra para cunhar clássicos que serão ouvidos por mim até o fim de meus dias.


Após o lançamento de Heartbreaker, o Free não durou muito mais. Kossoff, que àquela altura já havia se tornado um caso perdido, foi subtituído por Wendell Richardson (Osibisa) para uma turnê que se revelou mais curta que o planejado. O Free chegou a um ponto em que era melhor que tudo fosse encerrado com dignidade, ao invés de se arrastar por mais tempo e procurando novos rumos que afastariam demais a banda de sua proposta inicial. Kossoff lançou o álbum Back Street Crawler (1973) e depois formou o grupo de mesmo nome, morrendo em 1976, derrotado pelos seus hábitos autodestrutivos. Rodgers e Kirke enveredaram por um caminho muito diferente e conquistaram muito mais do que haviam conquistado com o Free ao se juntarem com o guitarrista Mick Ralphs (Mott the Hoople) e o baixista Boz Burrell (King Crimson), formando o supergrupo Bad Company, um dos mais bem sucedidos da década de 1970, estreando com um fantástico disco autointitulado (1974). Quanto a Fraser, que já havia abandonado o barco anteriormente, chegou a lançar um álbum com a banda Sharks e alguns trabalhos solo sem muita repercussão, preferindo focar-se posteriormente na composição de músicas para outros artistas, lançando seu material muito esporadicamente. O músico faleceu em 16 de março de 2015, vítima de Aterosclerose.


Santana - Abraxas

 


Depois de um incrível primeiro álbum, Carlos Santana lança este, seu segundo álbum de estúdio após a consolidação de sua apresentação ao vivo no Festival de Woodstock em agosto de 1969, e o interesse gerado por seu primeiro álbum, "Santana" (lançado em maio de 1969), a banda demorou a lançar seu segundo álbum, lançado em setembro de 1970, o álbum misturando rock, blues, jazz, salsa e outras influências que o tornaram um clássico, som que definiu a banda. ao primeiro. O título do álbum vem de uma frase do livro “Demian” de Herman Hesse:
“O pássaro quebra a casca. O ovo é o mundo. Quem quer nascer tem que quebrar um mundo. O pássaro voa em direção a Deus. O Deus se chama Abraxas"
A palavra "Abraxas" tem seu uso dentro da cosmologia gnóstica.
Carlos Santana nasceu em uma família musical no México, aos 8 anos já sabia tocar violino e violão. Sua família se mudou de um lugar para outro, passando por Tijuana e acabando morando em San Francisco. Quando Santana chegou lá, ela descobriu um novo mundo. Ele pôde ver seus músicos favoritos se apresentarem ao vivo e um novo movimento musical e social crescendo ao seu redor. Os hippies! E para um violonista, lavar louça em meio a essa intensa atividade não é uma opção, ele decide tocar profissionalmente em 1966. No mesmo ano se formou a Santana Blues Band, que rapidamente formou um grupo de fiéis fãs no Circuito de São Francisco. . Bill Graham, dono do Fillmore West, conseguiu que ele tocasse no Festival de Woodstock, tendo acabado de lançar seu 1º. álbum alguns meses atrás.
A capa é uma colagem dupla feita por Mati Klarwein chamada "Anunciação".
Os links estão durando muito pouco, baixem rápido!















Santana (1970) Abraxas

01. Singing Winds, Crying Beasts
02. Black Magic Woman/Gypsy Queen
03. Oye Como Va
04. Incident At Neshabur
05. Se A Cabo
06. Mother's Daughter
07. Samba Pa Ti
08. Hope You're Feeling Better
09. El Nicoya

Músicos
David Brown: Baixo.
Michael Shrieve: bateria
Carlos Santana: Guitarra, voz.
Gregg Rolie: Teclados, vocais.
Rico Reyes: Percussão e voz em El Nicoya.
Mike Carabello: Percussão, congas.
José Chepito Áreas: Percussão, congas, timbales.
Alberto Gianquinto: Piano em Incidente em Neshabur.

MUSICA&SOM


Wikipedia: Carlos Humberto Santana Barragan (Autlan de Navarro, Jalisco, México, 20 de julho de 19471), é um guitarrista mexicano de jazz rock e rock afro-antilhano, vencedor de vários prêmios Grammy.
Ele é considerado o 15º melhor guitarrista de todos os tempos, segundo a revista Rolling Stone.
Seu pai era violinista em uma banda mariachi em Michoacán. Ainda jovem, Carlos aprendeu a tocar violino, mas mudou para o violão aos oito anos. Em 1955 sua família mudou-se para Tijuana. Carlos, aos oito anos de idade, dedicou-se à guitarra, estudando e emulando os sons de BB King, T-Bone Walker e John Lee Hooker sob a tutela de Javier Bátiz. Nesse ínterim, ele tocava com bandas locais como The TJ's, da qual era baixista, onde acrescentou seu próprio toque e sensação original às canções populares de rock 'n roll dos anos 1950. À medida que continuou a tocar com diferentes bandas durante a turnê "Tijuana Strip", ele começou a aprimorar seu estilo e som. Ele inicialmente ficou em Tijuana para aprimorar suas habilidades musicais nos clubes locais, quando sua família se mudou novamente, desta vez para San Francisco, Califórnia no ano de 1961, mas logo em seguida, ele se viu matriculado na escola, aprendendo inglês e querendo tocar música. Ao mesmo tempo, Carlos estava imerso na atmosfera pitoresca de São Francisco, com suas diversas influências culturais e estilos musicais. O destino trouxe Carlos ao lugar e hora certos, colocando-o no meio da enorme e florescente cena musical que era a Bay Area.
Em 1965 obteve a cidadania americana. Em 1966 estreou-se com a Santana Blues Bandy e chegaram, do histórico Filmore West de Bill Grahams ao palco principal do memorável festival Woodstock Peace, Love, Music, onde a 16 de agosto de 1969 , Santana entregou às massas sua explosão de rock com sabor latino. Em 1973 envolveu-se romanticamente com Deborah King, com quem teve os filhos Salvador, Estela e Angélica.



47 anos de ”Ramones”: A estreia da banda mais popular do punk

 Um dos subgêneros mais sinceros que existem, o punk foi um movimento muito importante para o Rock e rompeu com muitos ideais musicais e sociais na época. A discussão sobre quem foi o grande pioneiro do gênero, surgem diversas teorias, mas a verdade é que os Ramones talvez sejam um responsáveis pela popularização do punk e é o maior nome do gênero. Para entender um pouco melhor tudo isso, nada melhor do que a gente conversar e comemorar hoje, os 47 anos do lançamento do homônimo disco de estreia dos Ramones!

Como eu mencionei no início, a discussão sobre a origem do punk é muito rica, apesar dos Ramones terem registrado o seu disco de estreia 1 ano antes do Sex Pistols, muita gente acha os Pistols mais completos para o gênero, outros voltam para 1973 com o lançamento do Raw Power dos Stooges e por ai vai.

Falando mais sobre os Ramones, a banda era formada originalmente por Jeffrey Hyman (Johnny Ramone), nos vocais, John Cummings (Johnny Ramones), na guitarra, Thomas Erdelyi (Tommy Ramone), na bateria e Douglas Colvin (Dee Dee Ramone), no baixo. Para quem não sabe da curiosidade sobre os apelidos dos membros, Paul McCartney utilizava o pseudônimo de Paul Ramone nos hotéis onde frequentava para manter a discrição, a banda decidiu adotar o sobrenome entre os membros.

A proposta da sonoridade da banda era ir contra as superproduções que eram muito presentes na época, como o Rock Progressivo ou o pop em geral que apostavam em muita sofisticação e músicas longas e bem elaboradas, eles resgataram a criação de canções simples. O resultado foi um disco enxuto, sujo e excepcional com apenas 29 minutos de duração. Apesar do pioneirismo, a banda revelava clara influencia do MC5 e Stooges.

Apesar da forte agressividade nas atitudes e visual, a música dos Ramones não era tão ofensiva em termos de letras, eles falavam sobre violência, abuso de drogas e tudo mais, porém muitas cercavam os temas de amor e é engraçado que em alguns momentos parece que a gente vê uma versão dos Beatles repaginado, com a distorção no máximo. Isso é demais.

Depois de fazerem dezenas de apresentações na lendária casa de shows CBGB em Nova Iorque, a banda conseguiu uma oportunidade de contrato para a gravação de seu disco de estreia, foi então que em 4 dias, o disco de estreia dos Ramones estava pronto para ser lançado!

Antes de comentarmos a respeito das músicas do disco, vale fazer um grande destaque à capa do disco, vamos combinar, é uma das capas mais cools da história do Rock, virou até estampa de camiseta que o pessoal usa sem ao menos saber do que se trata. Mas convenhamos que a foto é demais, os 4 integrantes encostados na parede, sem qualquer expressão e bem espontâneos, sem dúvida uma das maiores capas de todos os tempos.

Falando um pouco sobre as músicas, já temos uma porrada na abertura ”Blitzkrieg Pop”, um riff icônico, uma linha de baixo pegajosa e uma massa sonora avassaladora. Sem dúvida o maior clássico da banda e um dos maiores clássicos da história do Rock. Uma composição muito agradável e original! ”Beat on the Brat” é outra grande composição muito animada e direto ao assunto. ”I Wanna Be Your Boyfriend” é uma das minhas preferidas, apesar de toda a sujeira, a música é uma grande homenagem ao estilo dos Beatles numa versão mais pesada, é muito bacana. ”I Don’t Go Down To The Basement” é outra que eu amo, uma grande composição de rock n roll franco. ”Loudmouth” é a mais complexa do disco e prova que os Ramones eram de fato, bons músicos.

A estreia dos Ramones é um verdadeiro documento para a história do Rock, eles foram uma banda que acabou com os excessos nas produções musicais e provaram que muitas vezes ”menos é mais”. Apesar de terem recebido críticas positivas, eles não obtiveram um grande sucesso comercial logo de cara. É daqueles verdadeiros acontecimentos atemporais e até os dias de hoje seguem influenciando muita gente, fica a nossa homenagem nos 47 anos do lançamento dessa obra prima!




52 anos de ”Sticky Fingers”: O disco definitivo dos Rolling Stones

 Os Rolling Stones fazem parte da minha trindade do Rock. Uma das maiores bandas e símbolos da história do mundo carregam uma carreira de respeito e uma integridade invejável. Como toda banda, eles possuem uma fase de ouro simplesmente mágica, e hoje o disco que pra mim se configura como o melhor dentro dessa fase está completando exatos 52 anos, vamos celebrar e falar um pouco sobre ”Sticky Fingers”!

Os Rolling Stones vinham de uma crescente fabulosa, se contarmos desde 1968, a banda havia lançado ”Beggars Banquet”, um disco perfeito, mas que ainda não definia a sonoridade da banda por excelência, no próximo ano tivemos o sensacional ”Let It Bleed”, o último disco com o guitarrista Brian Jones antes de sua morte, nele nós já vemos a banda mais madura, acontece que faltava algo a mais e após a morte de Brian, a banda lançou um disco ao vivo muito interessante, o ”Get Yer Ya-Ya’s Out!”.

Entramos em 1970 e o Classic Rock estava se formando, a banda precisava de um novo guitarrista para entrar no lugar de Brian. Foi então que acertaram a adição de Mick Taylor, um cara que ia fazer muita diferença dentro da banda e ia dar o toque final de refinamento que a banda precisava naquela altura.

Com um novo line up definido, a banda estava pronta para começar as gravações de um novo disco, agora sob seu próprio selo, livre de compromissos com gravadoras, livres de tudo, era só deixar a genialidade trabalhar, e o resultado não poderia ser melhor, ”Sticky Fingers” estava no forno.

A sonoridade do disco em comparação aos anteriores não mudaria drasticamente, mas alguns ajustes de produção como uma nova afinação na guitarra de Keith Richards em sol maior, uma agressividade sonora bem potente, adição de saxofone e uma aposta em improvisações daria uma boa mudada nessa sonoridade.

Uma coisa que também é muito comentada, é a fantástica capa do disco. Temos uma foto tirada pelo genial artista ”Andy Warhol”, um gênio que fez grandes capas que entraram para a história do Rock, como o disco da ”banana”, a estreia do Velvet Underground. Como curiosidade, as primeiras edições do disco vieram com um zíper verdadeiro onde era possível mover na calça. Essa capa foi censurada na Espanha, fazendo com que a banda formulasse uma nova capa, eles lançaram com uma lata e dedos meio gosmentos dentro dela, e pra mim essa tem mais a ver com o título e vibe do disco.

Falando um pouco das músicas, o disco abre com ”Brown Sugar”, uma faixa que anima qualquer festa, o riff matador, uma das melhores composições da história do Rock, uma paulada de Classic Rock no melhor estilo Rolling Stones, Mick Jagger já nos mostra que está entrando em seu auge vocal em estúdio, uma mistura perfeita entre a técnica e feeling da maneira como deve ser feito. ”Sway” também tem uma vibe descontraída e despretenciosa que me pega muito, quase que uma faixa subvalorizada. Chegamos em ”Wild Horses” o tipo de música que muda qualquer cenário que eu estou, não importa a vibe esteja, quando eu a ouço, meu mundo muda e meus pensamentos se voltam 100% à ela, pra mim a melhor balada de todos os tempos, Mick Jagger mostra um lado sensível especial.

Uma outra que eu amo é ”Can’t You Hear Me Knocking”, outra pedrada na sua cabeça, um riff fantástico e simples, a faixa mais longa com mais de 7 minutos, ela conta com uma jam de improviso do meio pro final que deu muito certo, é muito a vibe dos Rolling Stones. ”Bitch” é outra música que da uma erguida no disco, um trabalho de guitarra muito bom de Keith Richards e Mick Taylor, uma das minhas favoritas de todos os tempos. Já ”Sister Morphine” é uma balada simples e que da um encaminhamento ensolarado para o fim do lado B do disco. ”Dead Flowers” é outra faixa meio subvalorizada do disco, lindíssima e até meio Country, traduz bem a vibe do disco. O fechamento com ”Moonlight Mile” não poderia ser melhor, lindíssima, psicodélica, lírica e autêntica, merece todos os destaques, uma grandiosidade única.

Para mim é uma verdadeira honra poder falar sobre esse disco que está entre os 10 da minha vida, nos exatos 50 anos de seu lançamento. ”Sticky Fingers” é o disco base para quem quer conhecer um pouco mais sobre o Classic Rock, é o disco definitivo dos Rolling Stones, e pra mim é o melhor de toda a carreira da banda. Fica a nossa homenagem à esse monumento!




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