terça-feira, 11 de julho de 2023

ULTRANOVA • Orion • 2017 • Brazil [Eclectic Prog]

 



A banda brasileira ULTRANOVA foi fundada em 2012 por quatro promissores músicos: Thiago Albuquerque (piano, sintetizadores), Daniel Leite (guitarras), Príamo Brandão (baixo) e Henrique Penna (bateria e percussão). A idéia era criar estilo um de música original sem sair do estilo das vanguardas progressistas britânicas como ELP, KING CRIMSON, YES ou PINK FLOYD. 

Tocaram em em eventos e festivais com renomados artistas brasileiros, e logo assinaram contrato com a gravadora Rock Symphony, do Rio de Janeiro, e em 2017 lançaram seu primeiro álbum, intitulado "Orion", que foi lançado na Europa e no mundo todo pela Musea Records.

Este trabalho é instrumental, com muita interação entre Thiago e Daniel, o que é muito interessante, trazendo momentos excitantes e vibrantes. Um excelente Prog moderno e muito dinâmico, que agradará em cheio os fãs de Prog instrumental que procuram novidades!

SUPER RECOMENDADO!

                                       
Tracks:
1. Órbita (9:51)   ◇ 
2. Abismo Azul (3:42)
3. Aquântica (5:43)
4. Salinas (5:35)
5. Chronos (4:43)
6. Orion (13:26)   ◇ 
Time: 43:00

Musicians:
- Thiago Albuquerque / piano, synthesizers
- Daniel Leite / guitars
- Príamo Brandão / bass
- Henrique Penna / drums, percussion
Guest musician:
Mário Neto - bass (1, 2, 3, 4, 5)

CRONOLOGIA

Samsara (single) (2019)





Discografia:
2017 • Orion
2019 • Samsara (single)
2022 • Odisséia para Sirius (single)




Bandas Raras de um só Disco

 

                                                   Guns & Butter (1972)

Banda americana de Boston que lançou somente esse disco impressionante, mas subestimado injustamente, foi lançado pela Cotillion Records em 1972.

Trazendo um rock progressivo muito ambicioso, bem arranjado e verdadeiramente inspirado, com faixas memoráveis e complexas, cheias de ideias interessantes.

O som é caracterizado por belas guitarras, órgão hammond misturado com excelentes e intensas partes de violino, flauta e sax. Os integrantes da banda eram judaicos, por esse motivo tem um toque de música judaica tradicional em seu som, que o tornou único e distinto. O som pode ser comparado ao início do Kansas, Jethro Tull e Darryl Way's Wolf.

Infelizmente o disco passou completamente despercebido e como resultado, a banda se separou.

Integrantes.

Jeff Lyons (Vocais)
Lenny Federer (Violino, Viola)
Paul Cohen (Guitarra)
Richard Ploss (Saxofones, Flauta)
Peter Cohen (Baixo)
Peter Tucker (Bateria)

01. I Am (4:23)
02. Time Has Wings (2:54)
03. Look At The Day (2:38)
04. Sometimes (8:32)
05. It Can't Go On Like This (3:10)
06. Our Album (3:04)
07. Lady Grey (3:48)
08. Family (2:33)
09. Elysium's Butterfly Comes (2:33)
10. The Wanderer (5:26)
 




Tony Christie - Discografia

 



O baladeiro britânico Tony Christie provou a viabilidade comercial contínua do pop tradicional em um mundo pós-psicodélico, marcando uma série de sucessos fáceis de ouvir que duraram a década de 1970. Nascido Anthony Fitzgerald em South Yorkshire, Inglaterra, em 25 de abril de 1943, aos 18 anos ele se juntou ao popular grupo local Counterbeats, mais tarde liderando seu próprio combo, Tony Christie & the Trackers. Depois de montar uma carreira solo, ele gravou seu primeiro single, "Life's Too Good to Waste", em 1966, seguido um ano depois por "Turn Around". Ao assinar com a MCA em 1969, Christie se juntou ao conjunto de composição e produção de Mitch Murray e Peter Callender. Embora sua primeira colaboração, "God Is on My Side", não tenha levado a lugar nenhum, o LP Las Vegas de 1971 provou ser o avanço do cantor, gerando o sucesso escrito por Neil Sedaka / Howard Greenfield "Is This the Way to Amarillo?" (um hit número um na Alemanha, Suécia, Dinamarca e Espanha), "I Did What I Did for Maria" e "Don't Go Down to Reno". Christie permaneceu uma constante nas paradas europeias durante grande parte da década por meio de sucessos subsequentes, incluindo "Avenues and Alleyways" (tema da série de televisão The Protectors) e "The Queen of Mardi Gras", vendendo mais de dez milhões de discos durante o Me Década. Ele também apresentou sua própria série de variedades da BBC e, em 1976, desempenhou o papel de Magaldi durante as sessões de gravação do musical Evita, de Tim Rice e Andrew Lloyd Webber.

                                                         click no titulo dos  discos












BIOGRAFIA DOS Dark Angel

 



Formado em 1983, na Califórnia, o Dark Angel foi, junto com o Slayer, uma das bandas norte-americanas que levou o thrash metal aos seus momentos mais extremos, beirando o death metal, sendo assim uma enorme influência para as bandas surgidas dentro deste estilo na década seguinte, principalmente na Flórida. Nos seus nove anos de existência, o grupo gravou quatro álbuns. Se reuniram em 2013 e tem feito alguns shows, porem não lançaram mais nenhum disco. 

We Have Arrived (1984).

Após lançar algumas demos no ano anterior, a formação inicial do Dark Angel, que contava com o vocalista Don Doty, os guitarristas Jim Durkin e Eric Meyer, o baixista Rob Yahn e o baterista Jack Schwartz, entrou em estúdio em 1984 com o produtor Bill Metoyer para registrar seu disco de estreia, modestamente intitulado We Have Arrived. Com uma sonoridade totalmente calcada no Slayer da fase Show No Mercy, o disco apresenta um speed/thrash metal direto, simples e eficiente, ainda que distante do extremismo e da complexidade técnica que a banda apresentaria no futuro. Ainda assim, entusiastas do estilo certamente não terão do que reclamar de músicas como "Welcome to the Slaughterhouse", incluída na coletânea Metal Massacre VI (1985); "No Tomorrow", que tem aquela veia NWOBHM que as bandas thrash apresentavam em seus primeiros discos; e "Vendetta", com seu riff cavalgado e empolgante. Em resumo, We Have Arrived é um bom disco de estreia, que deixou claras as influências das banda, mas que ainda carecia de mais identidade própria. 

Darkness Descends (1986).

Após o lançamento de We Have Arrived, o Dark Angel passou por uma mudança de formação que afetaria diretamente a sua sonoridade: a saída do baterista Jack Schwartz e a entrada de Gene Hoglan, muito mais técnico que seu antecessor, e um mestre no uso de dois bumbos. Com essa mudança, o grupo gravou um dos mais extremos álbuns de metal até então, o clássico Darkness Descends. Lançado em 1986, o disco se situava no limite entre o thrash e o death metal, assim como os não menos clássicos Reign in Blood, do Slayer, e Pleasure to Kill, do Kreator, lançados no mesmo ano. Já na abertura, com a faixa título, é notável o andamento mais acelerado e a maior complexidade e intensidade dos riffs, além da performance vocal insana de Don Doty. A mesma pegada é mantida na música seguinte, "The Burning of Sodom", e na sensacional "Death Is Certain (Life Is Not)", na qual o trabalho de bateria de Gene Hoglan é primoroso. Há ainda uma regravação para uma música do disco anterior, "Merciless Death", em uma versão mais rápida e agressiva. O disco se encerra com duas faixas excelentes, "Black Prophecies", a única canção do disco com um andamento mais cadenciado, mas dona de riffs sensacionais; e "Perish in Flames", que não deixa pedra sobre pedra e é uma aula de violência e agressividade. No geral, assim como Reign in Blood, Pleasure to Kill e até mesmo Bonded by Blood (Exodus), Darkness Descends é um item obrigatório para quem aprecia as vertentes mais extremas do thrash metal, e foi um disco importantíssimo para a consolidação de estilos ainda mais pesados e intensos. 

Leave Scars (1989).

Se Darkness Descends ficou marcado pela agressividade e extremismo, o lançamento seguinte do Dark Angel, Leave Scars, é mais conhecido por ser um disco de transição, que mescla a pegada mais direta e extrema do disco anterior a riffs complexos e variações de andamento, que se tornariam ainda mais presentes no álbum seguinte, Time Does Not Heal, de 1991. Contudo, em nenhum momento essa mistura representa uma queda de qualidade, e para muitos fãs, Leave Scars é tão bom ou até melhor que seu antecessor e seu sucessor. Apresentando o novo vocalista Ron Rineheart e o baixista Mike Gonzalez, o disco revela faixas estupendas como "The Death of Innocence", que tem riffs e solos espetaculares; "No One Answers", que tem uma clássica paradinha thrash metal em sua introdução; e "The Promise of Agony", mais cadenciada e na linha do que o Slayer fez em South Of Heaven. Mais uma vez, é impossível não elogiar o trabalho de bateria de Gene Hoglan, variado, técnico e irrepreensível. Leave Scars foi relançado recentemente no Brasil pela Shinigami Records, e uma resenha mais detalhada do disco pode ser encontrada aqui. 

Time Does Not Heal (1991).

Nove músicas, 67 minutos, 246 riffs! Foi dessa forma que Time Does Not Heal foi promovido pela Combat Records na época de seu lançamento, em 1991. Acho que ninguém parou para contar e conferir se o número estava certo, mas é impossível negar que este disco seja uma avalanche de riffs thrash metal. O álbum também marcou o único registro em estúdio com o guitarrista Brett Eriksen, que substituiu Jim Durkin em 1990. Com um andamento menos extremo que em seus dois álbuns anteriores, o Dark Angel compôs músicas mais complexas, repletas de mudanças de tempo e variações rítmicas. Tudo isso já fica aparente na primeira faixa, "Time Does Not Heal", que conta com diversos riffs e um trabalho de bateria fenomenal, além de ótimos solos de guitarra. O vocal de Ron Rineheart também está mais grave e contido, o que casa bem com o instrumental da banda. "Pain's Invention, Madness" é outro destaque do disco, e tem um ótimo refrão. Vale ressaltar que apesar de todas as músicas terem mais de seis minutos, em nenhum momento a audição do álbum se torna cansativa, visto que músicas como "The New Priesthood", apesar de longas, prendem o ouvinte o tempo todo. Algumas faixas, como "Sensory Deprivation", mostram o porquê de Gene ter sido escolhido para entrar no Death, já que combinam totalmente com o estilo adotado pela banda em Individual Thought Patterns, de 1993. O disco se encerra com "A Subtle Induction", a música mais direta do álbum, que remete ao seu antecessor, Leave Scars. Em resumo, um disco bem diferente do mais conhecido da banda, Darkness Descends, e recomendável mesmo para quem não curte o lado mais extremo do thrash metal. Texto: Leonardo Castro (Consultoria do Rock).

Integrantes.

Atuais.

Eric Meyer (Guitarra, 1983-1992, 2002-2005, desde 2013)
Gene Hoglan (Bateria, 1984-1992, 2002-2005, desde 2013)
Mike Gonzalez (Baixo, 1986-1992, desde 2013)
Ron Rinehart (Vocal, 1987-1992, 2002-2005, desde 2013)
Laura Christine (Guitarras, desde 2023)

Ex - Integrantes.

Jim Durkin (Guitarra, 1983-1989, 2002, 2013-2023, R.I.P 2023)
Don Doty (Vocal, 1983-1987)
Rob Yahn (Baixo, 1983-1986)
Mike Andrade (Bateria, 1983)
Jack Schwartz (Bateria, 1983-1984)
Lee Rausch (Bateria, 1984)
Bob Gourley (Bateria, 1984)
Jim Drabos (Vocal, 1987)
Brett Eriksen (Guitarra, 1989-1991)
Cris Mccarthy (Guitarra, 1991-1992)
Danyael Williams (Baixo, 2002-2004)


SENHA MURO

Leave Scars (1989)
01. The Death Of Innocence
02. Never To Rise Again
03. No One Answers
04. Cauterization
05. Immigrant Song
06. Older Than Time Itself
07. Worms
08. The Promise Of Agony
09. Leave Scars
Live Bonus Tracks.
10. The Death Of Innocence
11. No One Answers
12. Leave Scars
13. Never To Rise Again


Live Scars (Live 1990)
01. Leave Scars
02. The Burning Of Sodom
03. Never To Rise Again
04. Death Is Certain (Life Is Not)
05. The Promise Of Agony
06. We Have Arrived
07. The Death Of Innocence
08. I Don't Care About You


Time Does Not Heal (1991)
01. Time Does Not Heal
02. Pain's Invention, Madness
03. Act Of Contrition
04. The New Priesthood
05. Psychosexuality
06. An Ancient Inherited Shame
07. Trauma And Catharsis
08. Sensory Deprivation
09. A Subtle Induction
Live Bonus Tracks.
10. The Promise Of Agony
11. I Don't Care About You


Decade Of Chaos: The Best Of (Coletânea 1992)
01. Darkness Descends
02. Never To Rise Again
03. Pain's Invention, Madness
04. Merciless Death
05. The Promise Of Agony
06. Death Is Certain (Life Is Not)
07. Leave Scars
08. Act Of Contrition
09. The Burning Of Sodom
10. We Have Arrived (Live)





Damian Lewis – Mission Creep (2023)

 

Damian LewisÉ fácil ser cínico sobre ver mais um ator de meia-idade decidindo que não é o suficiente ser muito bem-sucedido em seu campo escolhido. Não, o que eles realmente querem fazer é música. A história está repleta de tais personagens - apenas nos últimos anos, Kiefer Sutherland, Russell Crowe e, notoriamente, Johnny Depp, todos se dedicaram ao rock, com vários graus de sucesso.
Você sente que Damian Lewis, mais conhecido por papéis em programas de TV como Band of Brothers , Billions e Homeland também sabe disso. “É exatamente o que o mundo precisa… outro disco de um ator”, disse ele, enquanto promovia Mission Creep . O fato de ser outra coleção de blues rock 'autêntico' é mais um motivo para cautela.
E ainda... contra as expectativas, Mission Creep ...

MUSICA&SOM

…é realmente muito agradável. Pode não ser o suficiente para Lewis desistir de seu trabalho diário, mas certamente é uma coleção respeitável de canções bem trabalhadas – a maioria das quais foi escrita pelo próprio Lewis. Sua voz, embora talvez não seja o instrumento mais forte, é cheia de alma e caráter, e quando ele aborda o material mais pessoal em Mission Creep , você pode ver por que essa foi uma coceira particular que ele teve que coçar.

O tom é descontraído e reflexivo, com a faixa folk de abertura Down On The Bowery definindo bem o tom. Às vezes, ele mergulha em um território mais blues, como Hole In My Roof e o excelente Zaragoza, mas é sua escolha de versões cover que indicam que tipo de álbum Mission Creep é.

Lewis executa alguns covers fiéis e respeitosos de Harvest Moon de Neil Young, After Midnight de JJ Cale e Such A Night de Dr John, que são todos cantados e tocados lindamente, mas eles fazem um pouco de karaokê. Such A Night ainda mostra Lewis caindo em uma impressão da técnica vocal idiossincrática do Dr. John, e After Midnight carece do sorriso malicioso do original de Cale.

Portanto, é no material original que Lewis realmente brilha. É compreensível que muitas das canções de Mission Creep tenham sido inspiradas pela falecida esposa de Lewis, Helen McCrory, que morreu de câncer em 2021, e a sensação elegíaca de She Comes é inegavelmente comovente. Frases como “ela vem como um melro, ela vem como uma raposa… ela é minha alegria, ela é minha dor e ela choveu em mim” são entregues com o tipo de intensidade que só pode vir com tristeza.

Da mesma forma, o já mencionado Zaragoza tem um tom cansado do mundo, falando em viajar com “Mary Jane e JJ são meus únicos amigos”, mas são versos como “Meu bebê me deixou e agora estou sozinho” que dão à faixa seu peso emocional. Nunca se torna sentimental, porém, com faixas como My Little One e Never Judge A Man By His Umbrella sendo algumas fatias de blues folk decente.

Às vezes há uma falha de ignição ocasional - Soho Tongue tem versos como "então você me levou ao banheiro, me deu coca e depois saímos", o que realmente não se encaixa com o resto do clima melancólico do álbum. No entanto, se você pode deixar seu cinismo de lado, Mission Creep é um álbum de muito sucesso que, embora não abra uma nova carreira para Lewis, demonstra um lado talentoso e diferente do ator.

Destaque

ROCK ART