Passados 45 anos sobre a vinda de Elton John a Portugal, mais precisamente por ocasião do Festival de Vilar de Mouros, onde actuou no segundo fim-de-semana do Festival (Domingo, dia 8 de Agosto), temos o privilégio de apresentar algumas fotografias inéditas desse espectáculo. Infelizmente não existe nenhum documento em filme da sua actuação e não são tantas assim as fotografias que nos chegaram até ao presente, como seria espectável. Pelo que sabemos, o nosso primeiro “Woodstock” não teve a cobertura mediática desejável, muito devido a um certo mal estar da politica vigente em relação às iniciativas em prol da juventude. O mentor deste projecto pioneiro, Dr. António Barge, tentou contornar o sistema apresentando um Festival para todos os gostos musicais, com espectáculos em 3 fins-de-semana de Agosto. O primeiro dedicado à Música Clássica, o segundo ao Pop Rock (nacional e estrangeiro) e o terceiro ao Fado e à Musica Tropical (neste estiveram presentes Amália Rodrigues e o Duo Ouro Negro, respectivamente).
No primeiro fim-de-semana do Festival (dias 1 e 2 de Agosto), estiveram em palco alguns nomes sobejamente respeitados até aos dias de hoje, como são António Vitorino de Almeida, Olga Prats e Natália Correia. Foi pois um fim-de-semana dedicado à Música Clássica Portuguesa, com duas obras em estreia mundial (de António Vitorino de Almeida e Joly Braga Santos). No fim-de-semana seguinte, dedicado à Música Pop, a maioria dos grupos nacionais que actuaram no dia 7 voltaram a apresentar-se no dia 8, com a excepção das atracções estrangeiras; sexta-feira foi a vez dos Manfred Mann e sábado, claro, Elton John com a sua pequena banda (Nigel Olsson na bateria e Dee Murray no baixo). Em relação a este dia, 8 de Agosto de 1971, sabemos que foi o Quarteto 1111 de José Cid a abrir o Festival, seguido de outros grupos portugueses, com destaques para os Pop Five Music Incorporated, Psico, Sindicato de Jorge Palma, Chinchilas, Mini Pop e os Objectivo. Sabemos também que Elton John abriu o seu concerto com o tema da banda-sonora “Friends” que há época tinha sido o último single a ser editado no nosso país (chegou a mesmo a número 1 no nosso Top de Singles, segundo rezam as crónicas). Temos conhecimento que do alinhamento faziam parte os temas “Take Me To The Pilot”, “Honky Tonk Woman”, “Your Song”, “Sixty Years On”, “The King Must Die” e “Burn Down The Mission”, algumas delas encontramos no disco ao vivo “17-11-70”, data real do concerto em Nova Iorque, mas que em disco só teve edição mundial em finais de Março de 1971, isto é, apenas uns meses antes da sua actuação em Portugal. Podemos pois “garantir”, que ouvir este disco é como voltar a estar presente em Vilar de Mouros na noite do dia 8 de Agosto (afinal até a banda de suporte é a mesma).
Outros factos curiosos com a vinda de Elton John a Portugal, prende-se com o seu elevado cachet (perto de 600 contos à época, 3.000 euros actuais). Com efeito na altura Elton ainda não era uma estrela musical à escala planetária, mas em Portugal já tinha um imenso êxito. Senão vejamos; tinha editado no nosso país os seus 3 álbuns de originais (“Empty Sky” em 1969, “Elton John” e “Tumbleweed Connection” ambos em 1970) e 4 discos de 45rpm (“I've Been Loving You” em 1968, “Border Song” em 1970, “Your Song” e “Friends” ambos em 1971). Fora de Inglaterra e dos Estados Unidos, Portugal era o país que mais divulgava a música de Elton John e único que tinha comercializado o seu primeiro disco, “I've Been Loving You”, hoje em dia é mesmo uma autêntica raridade. Para estar presente em Vilar de Mouros, Elton disponibilizou o seu único dia livre, pois já tinha marcado para os dias 9 e 10 de Agosto as gravações do novo álbum, “Madman Across The Water”.
Não sabemos ao certo se esse elevado cachet exigido foi ou não pago ao artista, sabemos sim que ele se apresentou em palco em boa forma, um pouco louco com o piano como era habitual à época (as fotografias podem comprová-lo) e já começava a exibir uma indumentária extravagante, que se tornou numa imagem de marca com o decorrer dos anos e dos seus muitos exageros.
Como também podemos comprovar pelas imagens, eram vários os fotógrafos que captavam esse espectáculo de Elton John e entre eles estava um em particular, Eugénio Costa, sem ele, provavelmente não estaríamos agora a dissertar sobre este acontecimento musical. Não sabemos ao certo quem foi, ou quem é este senhor que tanto gosta(va) da música como da fotografia, temos apenas a informação que vivia na cidade do Porto e que também esteve presente no Festival de Vilar de Mouros de 1982, assistindo e captando alguns momentos para a posteridade. Esses momentos temos nós guardados e congratulamo-nos por isso. Primeiramente, fazemos votos que Eugénio Costa se encontre bem vivo e seguidamente fazemos votos para que descubra o nosso site e reveja nele as suas fotografias. Elas serviram também de apoio para uma artista da nova geração mostrar os seus dotes. Falamos obviamente da Laroca e dos seus bonecos feitos à mão. E, para quem quiser adquirir a figura de Elton John, tal como ele apareceu em Vilar de Mouros há 45 anos atrás, tem aqui uma oportunidade única, pois foi “criado” para esta ocasião!
Banda inglesa pioneira do Punk, os Stranglers estão de volta a Portugal para um concerto ao ar livre na Praça 25 de Abril em Santo Tirso, integrado no cartaz das Festas de S. Bento de 2017.
Numa altura em que comemoram os 40 anos de edições discográficas, “Rattus Norvegicus” foi o primeiro LP editado em Abril de 1977, os Stranglers apresentam-se com metade da sua formação original, isto é, Jean-Jacques Burnel e Dave Greenfield, juntamente com os novos Baz Warne e Jim MacAulay. Este último substitui nas digressões o original baterista Jet Black, que por motivos de saúde não viaja em tourné mas que continua como membro efectivo da banda.
O som e a alma dos originais Stranglers continua presente, não só pela presença do guitarra-baixo/vocalista Jean-Jacques Burnel mas também pelo carismático teclista Dave Greenfield a lembrar por vezes o som de Ray Manzarek dos Doors. Não irão faltar pois, os hits da praxe que todos anseiam de ouvir; "Always The Sun", "Strange Little Girl", "Get A Grip (On Yourself)", "Peaches", “No More Heroes”, "Golden Brown", “96 Tears”, "Who Wants The World", "Skin Deep" e, naturalmente "La Folie", um tema que em 1982 no Festival de Vilar de Mouros os Stranglers levaram com uma tremenda assobiadela não só pela sua exclusão da playlist, mas também por terminarem o concerto com "La Folie" a passar em gravação de fundo. Bem vistas as coisas, e, ao fim de 35 anos, isto não foi mais que uma atitude irreverente e de provocação própria de um conjunto que emergiu do movimento Punk Inglês.
A todos os que se deslocaram a Santo Tirso, poderam disfrutar a partir das 22 horas, antes dos Stranglers, a actuação dum grupo da casa, os míticos Ecos da Cave, uma referência do nosso Post-Punk e da Música Alternativa Portuguesa, que festejam neste ano os seus 30 anos de existência. "As Papoilas do Campo Estéril", único álbum do grupo editado em 1991, vai ser apresentado em parte ao vivo para delícia de muitos admiradores. Não irão também faltar alguns dos temas que estavam no projecto do 2ª álbum, entre os quais "Espírito Livre" e "Desejo".
Como é sabido e referido em muitos compêndios, “E Depois do Adeus” foi uma canção que fez parte do XI Grande Prémio da TV da Canção 1974. O evento decorreu no dia 7 de Março de 1974 no Teatro Maria Matos com a apresentação a cargo de Artur Agostinho e Glória de Matos. Concorrentes a esse Festival foram os Green Windows, José Cid, Xico Jorge, Duo Ouro Negro, Verónica, Paulo de Carvalho, Artur Garcia, Fernanda Farri e Helena Isabel (à época casada com Paulo de Carvalho). Com excepção dos três primeiros, todos os outros aparecem nas fotos dum cocktail oferecido no dia 8 de Fevereiro de 74 aos artistas pela organização do evento, (ver imagens).
Pese embora o facto de “E Depois do Adeus” ter sido a primeira senha do movimento das Forças Armadas dando de facto início à Revolução do 25 de Abril, o certo que nunca teve à época o peso da canção “Grândola Vila Morena” de José Afonso, a segunda senha radiofónica, emitida quando tudo estava a acontecer como o planeado. Não sendo também o tema que mais se distinguia no reportório do ex-Sheiks Paulo de Carvalho, tudo fazia crer que com o tempo ela iria somente ser recordada circunstancialmente (aquando das memórias dos Festivais da Canção Portuguesa) como um dos títulos vitoriosos. Na verdade, a sua importância foi crescendo com os anos, não só ligada à Revolução dos Cravos, mas também a uma década de muitas transformações sociais, não só em Portugal, mas um pouco por todo o mundo. Para a música, a década de 70 começou com o fim dos Beatles e de uma geração do Amor que pouco adiantava quanto ao futuro. Em Portugal surgiu nesse ano de 1970 o primeiro álbum do Quarteto 1111 que disparava em todos os quadrantes da política e da sociedade portuguesa de então. Como seria de esperar o álbum foi censurado e retirado do mercado, mas o efeito surpresa e ousadia ganhou terreno e muitos simpatizantes. Tais argumentos iriam estar presentes durante toda a década não só na música mas também na sociedade. Nada mais abonatório do que os ingleses Sex Pistols que em 1976 gritavam alto e em mau som o refrão “Never Mind The Bollocks!...” Por isso, mais que a dita fraternidade de “Grândola Vila Morena”, “ E Depois do Adeus” tem o seu quê de despedida, isto é, de partir para outra nem que seja a sós… Um pouco, como foi previsível à época, “E Depois do Adeus” não foi pródiga em versões, são mais as instrumentais conhecidas do que as cantadas. Conhecemos as do autor, José Calvário, (a primeira no LP “E Depois do Festival” da Orfeu editada em 1974) mas também da Orquestra de Miguel Salerno editada pela etiqueta Alvorada. Tony de Matos foi um dos poucos artistas portugueses que no século passado inclui o tema no seu reportório, num EP da editora Estúdio. Na década de 80 surge no belíssimo duplo álbum, “Só Nós Três”, em que Paulo de Carvalho canta alguns dos seus êxitos juntamente com os cúmplices Carlos Mendes e Fernando Tordo. Na década de 90 conhecemos a versão do pianista Carlos Martins no registo de originais intitulada “Sempre”. Já neste século surge em 2002 num registo dos Vozes da Rádio, "O Som Maravilha dos Senhores"; em 2004 com Mário Laginha e Bernardo Sassetti, “Grândolas- Abril a Quatro Mãos”; em 2006 numa versão de Henrique Feist incluída numa série musical da RTP editada pela Sony BMG, “A Canção da Minha Vida”; em 2014 no projecto musical designado como “Movimento” que juntava os artistas Miguel Ângelo, Gomo, Marta Ren e Selma Uamusse; em 2016 no projecto dos Boca Doce incluída no sugestivo cocktail musical “O Bom, o Mau e o Bigode”, e, em 2017 no disco tributo “Duetos” em que Paulo de Carvalho reinterpreta a canção com Mariza Liz dos Amor Electro, (ver imagens).
Incidindo na discografia oficial do cantor, e, das várias edições discográficas que temos conhecimento; “E Depois do Adeus” foi também título dum álbum editado pelo Circulo de Leitores/ Orlador em 1974. Nesse mesmo ano a editora Orfeu (a que Paulo de Carvalho estava ligado), lançou no mercado o álbum “Paulo” que incluía do mesmo modo a canção vencedora, (ver imagens). Há porém várias compilações do artista em que o tema está incluído. A primeira surgiu em 1980 pela etiqueta Da Nova, “Antologia - 10 Anos 12 Cantigas”, e, em 1982, no dúplo LP “A Arte e a Música de Paulo de Carvalho”. Já no formato CD a Movieplay lançou no mercado em 1994 a série “O Melhor dos Melhores” que incluía o artista e o tema no CD nº19. Também a multinacional BMG Ariola editou em 1995 uma colectânea “33…Vivo”, que incluía “E Depois do Adeus”. A mesma surge na colecção “Os Inesquecíveis” da Planeta de Agostini; na “Antologia 40 Anos” da Movieplay em 2002; na série da editora Universal “A Arte e a Música” em 2004; na compilação “Vida” editada pela Farol Música em 2006 e na “Antologia 71/86” da Universal Music Portugal em 2007. Em 2011 saía outra colectânea do autor pela editora “Farol Música”, intitulada “Vivo-50 Anos de Carreira” que incluía o celebrado tema do Festival de 1974.
A canção vencedora surge muito naturalmente incluída em várias compilações da Música Popular Portuguesa, e, entre outras, aparece em 1991 numa colectânea de 8 discos de vinil “Estrelas da Música Portuguesa” das Selecções do Reader’s Digest; em 1998 num lançamento do Jornal Expresso “As Grandes Canções”; em 1999 numa edição da Movieplay “Canções com História”; em 2004 numa edição da Movieplay “25 de Abril- 30 Anos- Canções de Luta e Liberdade”; “O Melhor da Música Portuguesa - 50 Anos” edição da EMI Portugal com o Jornal Público em 2007; “Portugal - As Grandes Canções de Sempre” edição da Universal em 2010; “Portugal Com Alma” da Farol em 2013, e, em outras compilações dos vencedores do Festival da Canção Nacional.
Para além fronteiras, o single com o tema da Eurovisão teve várias prensagens, maioritariamente na versão comercial inglesa intitulada “(And Then) After Love”. Sabemos que o single foi editado na Alemanha, na Escandinávia, na Suécia, na França e em Moçambique. No caso da edição francesa, sabemos de duas edições distintas, (ver imagens). Também temos conhecimento que a canção fez parte duma banda sonora da telenovela da TV Tupi do Brasil em1975, intitulada “Meu Rico Português”. “E Depois do Adeus” surge numa versão instrumental pela Orquestra de Luiz Arruda Paes e numa versão cantada pelo fadista Sebastião Manuel. Ainda no país irmão, os brasileiros Moacir Franco e Márcio José foram dois dos poucos estrangeiros que gravaram a música.
Com o mote do título da canção, “Depois do Adeus”, foi também uma série televisiva de 26 episódios realizados pela RTP1 entre 19 de Janeiro de 2013 a 8 de Julho do mesmo ano, e, que retratava essencialmente o drama dos retornados das ex-colónias portuguesas após o 25 de Abril de 1974.
Dissertando agora um pouco sobre os autores da música; José Niza (1938-2011) foi um destacado compositor / letrista da Música Popular Portuguesa, mas também se salientou como médico e político. Começou por fazer parte, durante a sua vida estudantil em Coimbra, do Clube de Jazz do Orfeão Académico. Acompanhou à viola alguns dos baladeiros da época, casos de José Afonso e Adriano Correia de Oliveira. Foi no entanto nos Festivais da Canção Portuguesa que ficou conhecido do grande público, não só pelas inúmeras participações como autor, mas também pelas 4 vezes que ganhou o concurso (em 1972 com “A Festa da Vida” na voz de Carlos Mendes, em 1974 com “E Depois do Adeus”, em 1976 com “Uma Flor de Verde Pinho” na voz de Carlos do Carmo e em 1988 com “Voltarei” na voz de Dora). Foi, durante boa parte da década de 70, o responsável de produção da editora Orfeu propriedade de Arnaldo Trindade. É nessa editora que em 1972 José Niza idealizou um dos melhores discos de sempre da Música Portuguesa, “Fala do Homem Nascido”, com música da sua autoria e poesia de António Gedeão. Foi também compositor e produtor de alguns conhecidos artistas que durante esses anos estiveram ligados à editora Orfeu, casos de Carlos do Carmo, José Afonso, Tonicha, Teresa Silva Carvalho, Vitorino, Carlos Mendes, José Calvário, e, claro, Paulo de Carvalho. Quanto ao maestro José Calvário (1951-2009), teve também bastante visibilidade durante as décadas de 70 e 80 como autor de canções concorrentes ao Festival da Canção Portuguesa. Em 1971 musicou “Flor Sem Tempo” para a voz de Paulo de Carvalho, alcançando o 2º lugar. No ano seguinte vencia com “A Festa da Vida” na voz de Carlos Mendes (a primeira vez fazendo dupla com José Niza). A mesma dupla alcançou o 3º lugar com “Gente” na voz de Duarte Mendes. Em 1974 foi então, pela segunda vez, vencedor com “E Depois do Adeus” na voz de Paulo de Carvalho. Em 1983 foi também pela segunda vez autor dum tema classificado em 3º lugar, “E Afinal Quem és Tu?” na voz de Helena Isabel. Um feito que repetiu em 1985 com a canção “Meia de Conversa” pela dupla Nuno e Henrique Feist. No entanto foi de novo vencedor (uma vez mais com José Niza) em 1988 com o tema “Voltarei” na voz de Dora. Mas não só de Festivais o nome de José Calvário teve a devida projecção no nosso panorama musical. Ainda na década de 70 teve sucesso, influenciado pelo Disco, com os registos "The Best Disco In Sound" e "What The World Needs Now". Foram também êxitos os álbuns das décadas de 80 e 90 com a Orquestra Filarmónica de Londres, designados como “Saudades Vol. I”, “Saudades Vol. II” e “Saudades Vol. III”. Não sendo no entanto uma das melhores composições de José Calvário, o certo é que gravou o tema várias vezes em nome próprio, com destaques para “E Depois do Festival” em 1974, “Saudades Vol. III” em 1993 e “José Calvário w/ The London Symphony Orchestra” em 1994. Curiosamente, sabemos também que a Orquestra José Calvário surge com “E Depois do Adeus” numa colectânea editada em Novembro de 1974 pela etiqueta venezuelana “El Palacio” intitulada “Portugal Exitos Orfeu”.
NOTA FINAL:
Quase todo o espólio fotográfico aqui exposto pertenceu a um Arquivo Fotolitográfico de uma Agência de Publicações Periódicas já extinta. Na sua maioria, elas têm referências dos autores no verso, bem como locais onde foram tiradas. Embora resgatadas dum final pouco digno, achamos por bem mostrá-las ao público neste trabalho de pesquisa sem outros fins que não fosse mesmo o seu propósito inicial, isto é, a sua divulgação. Agradecemos pois a Eduardo Tomé, Olavo, Jorge M. e Homem Cardoso, nomes dos fotógrafos referenciados no verso. Algumas das fotos foram tiradas no sound check em Brighton (Inglaterra) no dia 6 de Abril de 1974, horas antes de se iniciar o Festival da Eurovisão. Outras foram captadas em viagem. Outras nos bastidores. Uma outra já na participação de Paulo de Carvalho no Festival da Canção de 1975.
Num tempo em que o aparelho da rádio tinha um local próprio em cada casa, os pais de Paulo de Carvalho mostram com orgulho a telefonia com a fotografia do filho. Nesse ano de 1974 foi a emissora Antena 1 a transmitir o evento.
Curiosa fotografia com Jaime Fernandes (Departamento Comercial da Orfeu) ladeado com dois artistas da editora, Mário Viegas e Paulo de Carvalho.
Fotografia dos bastidores com a cantora Teresa Silva Carvalho. Eles participaram dois anos antes, juntamente com a Tonicha, na 14ª edição da Taça da Europa de Cantares de Knokke. Só em 1977 fizeram parte do mesmo Festival TV da Canção com a vitória a sorrir de novo a Paulo de Carvalho (integrado no grupo Os Amigos). O curioso nesta foto prende-se também pelo gesto da mão em frente à boca. Um gesto usual nos tempos que correm, mas que à época era, por assim dizer, inusitado…
Paulo de Carvalho com o editor Arnaldo Trindade redigindo o contrato para edição comercial do single “(And Then) After Love” no estrangeiro.
Paulo de Carvalho, José Calvário e José Niza (de costas em baixo), nos bastidores do Festival da Canção.
Paulo de Carvalho em Abril de 1974, na hora do "Adeus".
Guitarrista principal da Rail Band de 1971 a 1979 e de 1984 em diante, Djali Madi Tounkara desempenhou um papel importante na evolução da música da África Ocidental. Conhecido por suas afinações de guitarra únicas, Tounkara continuou a influenciar a música de sua terra natal. As tentativas de Tounkara de atrair a atenção global, no entanto, deixaram-no frustrado. Programado para participar das sessões de gravação que deram origem ao premiado álbum Buena Vista Social Club, ele foi afastado das sessões quando seu passaporte chegou atrasado. Depois de se apresentar com a L'Orchestre National 'A' De La Republique Du Mali no final dos anos 60, Tounkara se juntou à Rail Band em 1971. Ele permaneceu essencial para o som da banda até 1979, quando ele, junto com o guitarrista/vocalista Mory Konte, saiu para formar sua própria banda, L'Orchestre Super Rail Band International. O grupo gravou um álbum, Affair Social, em 1980.
Desde que se reuniu com a Rail Band em 1984, Tounkara permaneceu ativo com o grupo, apresentando-se todos os sábados à noite no Buffet Hotel de la Jare. Tounkara continuou a explorar uma variedade de fóruns para sua música. Em 1992, ele se juntou ao guitarrista e presidente do sindicato dos músicos do Mali, Bouba Sacko, e à ex-vocalista da Rail Band, Lafia Biabate, para gravar um álbum totalmente acústico, Big String Theory.
Após alguns lançamentos espirituosos, o grupo punk de Austin, A Giant Dog, faz sua estreia na Merge Records com Pile . Com o produtor do Spoon , Mike McCarthy , no comando, o punk de garagem glamouroso e embriagado da banda recebe uma sutil reforma de estúdio, embora fosse um exagero chamar de polido o ruído exagerado que rasga os alto-falantes. Liderados pelos co-cantores/compositores e nativos de Houston, Sabrina Ellis e Andrew Cashen , A Giant Dog mantém seu talento para combinar melodias relacionáveis com intensidade suada e completa, evitando a arrogância mais previsível do rock com calças de couro em favor do rock de festa estranho. inclusão. Seus alvos são os malucos, os geeks e os estranhos em geral, assim como eles. O comunicado de imprensa de Pile cita uma série de personagens coloridos dos anos 70, como Slade , Sparks , Marc Bolan e Alice Cooper , e no que diz respeito às comparações - ou influências mais prováveis -, eles estão mais ou menos no dinheiro, embora com uma abordagem mais punk. Destaques livres como o single principal “Jizzney” e o especialmente glamouroso “& Rock & Roll” são partes iguais de açúcar e sujeira e 100% divertidos. Da mesma forma, o boogie rock escaldante adornado com metais de “King Queen” e o punk desafiador de “Too Much Makeup” têm ganchos por dias e o tipo de energia que só pode ser convocado do coração da cena noturna encharcada de cerveja. A única mudança dinâmica real do álbum chega perto do final com a psicologia acústica de "Get with You and Get High" do Tyrannosaurus Rex . É uma boa pausa em um álbum que, apesar dos destaques, dura cerca de três ou quatro músicas a mais. A Giant Dog não está necessariamente oferecendo algo que não tenha sido feito antes, mas Pile é definitivamente uma audição divertida com pontos brilhantes e energia cinética suficientes para sustentá-la.
'Babajack Live' começa como um álbum de blues – todo harpa lamentosa, slide tosco e ritmos hipnóticos em instrumentos caseiros – mas rapidamente se desenvolve organicamente em um corpo de música com mais profundidade. O pano de fundo do álbum é que ele foi originalmente planejado para ser gravado no Albert Hall, mas as circunstâncias ditaram o contrário, levando a uma mudança de local de última hora. Nesse contexto, tanto a banda quanto o produtor Paul Long se saíram notavelmente bem ao criar um álbum ao vivo essencial, cheio dos vocais ousados de Becky, o estilo percussivo estrondoso do conjunto e sua interação inspirada. A banda explora camadas de texturas afro-rítmicas expansivas com uma sensação de Delta blues, permeadas por um toque rock. A seção rítmica incrível do baterista Tosh Murase e Adam Bertenshaw leva a vocalista e percussionista Becky Tate e o guitarrista que toca harpa ao limite. É claro que ajuda o fato de seu material ser um amálgama de rock de raiz, blues e folk que alguns podem chamar de fusão tribal. É um híbrido musical que prontamente se presta à sua versão intensa de 'Gallows Pole', um número que abrange toda a gama de estilos, do folk ao blues e rock. É fácil identificar Babajack como uma banda de jam que evita estrutura em prol do sentimento e da espontaneidade. Mas isso seria ignorar a sua complexidade musical, compreendendo mudanças repentinas de andamento e um uso sutil de dinâmica que dá impacto a faixas como a estendida 'Coming Home'. Graças a B.
Dali's Car foi um projeto duo do baixista Mick Karn (ex- Japan ) e do vocalista Peter Murphy (ex- Bauhaus ); surgiu em meados dos anos 80, produziu um álbum malsucedido e depois desmoronou em meio ao rancor mútuo. Mas em 2011 Karn e Murphy tentaram novamente. Karn estava com uma doença terminal e eles só criaram três músicas novas. (As cinco faixas deste EP incluem um cover de "If You Go Away" de Jacques Brel e um arranjo de uma música tradicional turca.) Aqueles que se lembram dos trabalhos anteriores do grupo provavelmente experimentarão uma frustração familiar: desejar que Murphy batesse na porta. desligam os vocalismos pseudo-operísticos para que possam ouvir melhor as linhas de baixo brilhantes e totalmente únicas que Karn continua produzindo. A música em si é consistentemente interessante e atraente, conscientemente "exótica", mas tão tonal e melodicamente inventiva que seus ocasionalmente dois gestos são facilmente esquecidos. Mas o estilo vocal de Murphy é ao mesmo tempo bobo e presunçoso, e ele não contribui com uma única melodia que valha a pena ou uma frase memorável. Para os fãs de Mick Karn , este EP constitui uma despedida agridoce e profundamente imperfeita, mas também mostra que ele estava operando no auge de seus poderes como baixista, mesmo no final de sua doença prolongada.
Escrevendo para All About Jazz, John Eyles descreveu The Letter como "transcendendo o gênero", e as canções de Frith como "melódicas... proporcionando ao grupo bastante espaço para embelezamento". Ele disse que o álbum "combina bem", acrescentando que o violino de Kihlstedt tem "inflexões que carregam grande peso emocional", e a guitarra de Frith é "fluida [e] entrelaçada com vocais sem palavras, com efeito impressionante" em "Common Sense".
O quinto álbum do Newport Folk Festival de 1968 fica ainda mais enraizado, com sets do cantor country George Hamilton IV e do músico de bluegrass Ralph Stanley.
George Hamilton IV não parece ser tão conhecido hoje em dia, provavelmente porque não se destacou com canções originais ou com um estilo único.
Mas ele começou como um ídolo adolescente no final dos anos 1950, depois mudou para a música country no início dos anos 1960. Na época deste festival, ele estava muito interessado em tocar canções folclóricas no estilo country. Ele tinha um talento especial para fazer covers de cantores e compositores emergentes como Joni Mitchell e Gordon Lightfoot. Ele teve dezenas de sucessos country nas décadas de 1960 e 1970.
Para sua apresentação no festival, ele tocou duas músicas de Lightfoot ("Steel Rail Blues" e "Early Mornin' Rain") e uma de Mitchell ("Urge for Going"), além de "Abeline", que foi um número Um hit country para ele nos EUA em 1963.
Ralph Stanley foi uma figura gigante na música bluegrass por muito tempo.
Ele nasceu em 1927 e morreu em 2016 aos 89 anos. Ele era conhecido tanto por seu canto distinto quanto por seu jeito de tocar banjo. Se você não está familiarizado com o gênero bluegrass, ele provavelmente é mais conhecido na cultura popular por cantar a música "Oh Death" no filme de 2000 "O Brother, Where Art Thou?"
Este álbum tem 39 minutos de duração. O set de Hamilton IV dura 19 minutos e o set de Stanley dura 20 minutos.
053 talk by Unknown Emcee (George Hamilton IV) 054 Steel Rail Blues (George Hamilton IV) 055 Abeline (George Hamilton IV) 056 talk (George Hamilton IV) 057 Urge for Going (George Hamilton IV) 058 talk (George Hamilton IV) 059 Don't Think Twice, It's All Right [Instrumental Version] (George Hamilton IV) 060 talk (George Hamilton IV) 061 Break My Mind (George Hamilton IV) 062 Early Morning Rain (George Hamilton IV) 063 talk by George Wein (George Hamilton IV) 064 talk by Unknown Emcee (Ralph Stanley) 065 How Mountain Girls Can Love (Ralph Stanley) 066 talk (Ralph Stanley) 067 Man of Constant Sorrow (Ralph Stanley) 068 talk (Ralph Stanley) 069 Pretty Polly - Wild Bill Jones (Ralph Stanley) 070 talk (Ralph Stanley) 071 The Hills of Roane County (Ralph Stanley) 072 talk (Ralph Stanley) 073 Sally Goodin' [Instrumental] (Ralph Stanley) 074 talk (Ralph Stanley) 075 Little Birdie (Ralph Stanley)
. Então aqui está o sexto. É um set do lendário guitarrista de blues BB King.
King era um concertista incansável, geralmente fazendo shows em mais de 300 noites por ano. Então é muito provável que este tenha sido seu set típico bem afinado e feito com uma banda completa, sem nenhuma alteração para o tema folk ou público folk do festival. Mas tudo bem. Ele estava em plena forma no final dos anos 1960, com seus álbuns ao vivo mais aclamados daquela época, então é bom ter outra gravação ao vivo como essa dele.
Tal como acontece com os outros álbuns deste festival, houve algum problema com o vento soprando no microfone, principalmente durante os aplausos e brincadeiras. Mas limpei isso usando o programa de edição de áudio Izotope 10, assim como fiz nos outros álbuns.
Este álbum tem 32 minutos de duração.
076 talk by George Wein (B. B. King) 077 Everyday I Have the Blues (B. B. King) 078 How Blue Can You Get (B. B. King) 079 Whole Lot of Loving (B. B. King) 080 talk (B. B. King) 081 Please Accept My Love (B. B. King) 082 talk (B. B. King) 083 I'm Gonna Do What They Do to Me (B. B. King) 084 Sweet Sixteen (B. B. King) 085 Paying the Cost to Be the Boss (B. B. King) 086 talk by George Wein (B. B. King)