sexta-feira, 7 de março de 2025

Mick Jagger - The Very Best Of [2007]

 



A carreira de Mick Jagger fora dos Rolling Stones contou com incursões em estilos como R&B, Reggae e alguns toques mais psicodélicos. Coisas que não necessariamente ficavam de fora do vasto cardápio da banda, mas era mais um complemento ao tradicional Rock and Roll que fez do grupo o maior do mundo naquilo que se propunha. Nesses trabalhos, Jagger contou sempre com a participação de músicos do primeiro escalão em sua banda de apoio, como Jeff Beck, Pete Townshend, Joe Satriani, Jan Hammer, Vernon Reid, Flea, Joe Perry e Herbie Hancock, só para ficar em alguns.

Temos nessa coletãnea um bom resumo do que o pai do Lucas lançou sozinho. Podemos encontrar, entre outros sons de primeira, o rockão “God Gave Me Everything”, parceria com Lenny Kravitz; a belíssima balada “Don’t Tear Me Up”, no melhor estilo stoneano e o dueto com David Bowie na agitada “Dancing in the Street”, perfeita para tocar naquelas festas com amigos que não são muito chegados em um Rock mais pesado. A parceria com Dave Stewart, que foi retomada recentemente no SuperHeavy aparece aqui pela primeira vez, em “Old Habits Die Hard”.



Outro destaque vai para a música "Too Many Cocks (Spoil the Soup)", gravada em 1973 e que permanecia inédita até o lançamento da compilação. Afinal de contas, ela contou com uma mãozinha de John Lennon na produção e participação de Ringo Starr na bateria, em uma das poucas vezes que integrantes dos Beatles participaram de um projeto juntos depois da separação – e ajudando a desmontar o mito de que havia rivalidade entre “os besouros e as pedras”, já que todos sempre foram muito amigos, como Keith Richards não deixa mentir em sua biografia, Life.

Mick pode não ter sido tão relevante fora de seu habitat natural. Mas ainda assim, fez muito material de qualidade. Como o que pode ser conferido aqui. Só não espere ouvir apenas Rock and Roll clássico, pois outros estilos aparecem com bastante freqüência durante o play.



01. God Gave Me Everything (With Lenny Kravitz)
02. Put Me in the Trash
03. Just Another Night
04. Don't Tear Me Up
05. Charmed Life (previously unreleased)
06. Sweet Thing
07. Old Habits Die Hard (With Dave Stewart)
08. Dancing in the Street (With David Bowie)
09. Too Many Cooks (Spoil the Soup)
10. Memo from Turner
11. Lucky in Love
12. Let's Work
13. Joy
14. Don't Call Me Up
15. Checkin' Up on My Baby (With The Red Devils)
16. (You Got to Walk And) Don't Look Back (With Peter Tosh)
17. Evening Grown



Boston - Third Stage [1986]

 



Uma das maiores lendas da música, o Boston é uma das melhores bandas do Hard/Classic/AOR que se tem notícia e seus dois primeiros álbuns, em especial, hoje em dia são discografia básica. Mas, felizmente, a carreira dos americanos não se resume a isso; e "Third Stage" está aí para provar.

O sucesso era enorme. O segundo (e espetacular) "Don't Look Back" se consolidava como um dos melhores lançados na época, e os singles eram praticamente uma sensação. Embalados por isso, Tom Scholz e companhia iniciaram o processo de composição do próximo disco já em 1979, e então veio o problema que atrasou a gravação do mesmo: o administrador da banda clamou que ele tinha o direito de uma porcentagem de todas as mús
icas compostas por eles até aquele momento. Foi decidido, então, que um pequeno hiato acontecesse, e cada membro passou a se concentrar em projetos paralelos.

Mais problemas com a gravadora (CBS) levaram a saída do guitarrista Barry Goudreau. E não parou por aí: a CBS entrou com uma ação contra Scholz, alegando quebra de contrato por eles falharem em fazer um novo álbum a tempo (àquela altura, o ano de 1980 já estava no fim). Depois de muita burocracia, a banda finalmente conseguiu assinar com a MCA, onde seria possível o término do terceiro disco.

A banda nos anos 70

No dia 23 de Setembro, "Third Stage" aterrissava nas prateleiras e em pouco tempo tornou-se mais uma empreitada bem-sucedida da trupe, em parte por conter o único single que alcançou o primeiro lugar da Billboard, "Amanda", em parte por ter um forte apelo pop e se direcionar mais para o AOR do que para o Hard/Classic.

No encarte, há uma espécie de declaração: "It took nearly six years to conceive and complete this album. No orchestral instruments or synthesizers were used to create the sounds. Each individual piece of music relates a human experience. And together they tell the story of a journey into life's Third Stage.", criando uma aura misteriosa em sua volta. E é exatamente isso que "Third Stage" proporciona: uma jornada de sons espaciais e muito bom gosto.



"Amanda" foi a primeira música feita para o full. Uma balada de inspiração transbordante e aquela melodia já característica do AOR, além do refrão chiclete em coro e um ótimo riff. "We're Ready" alterna entre momentos de calmaria e guitarras furiosas. "Cool The Engines" é um rock'n'roll tipicamente oitentista. E mais uma balada vem aí: "My Destination", que é clichê até a alma. Delp merece nota por se sair muitíssimo bem nessa.

"To Be A Man" é uma das melhores do play. A seguinte, "I Think I Like It", tem participação do guitarrista Gary Pihl, à época um ex-integrante da banda de Sammy Hagar. Mais menções para "Can'tcha Say (You Believe In Me)/Still In Love", com um refrão melódico e grudento, propriamente feito para se assobiar.

O próximo lançamento sairia apenas em 1994, já com um line-up diferente (já que Delp dera no pé). Mas o importante é você ouvir esse disco. E que disco.

Recomendadíssimo!


Brad Delp - vocais
Tom Scholz - guitarras, baixo, piano
Jim Masdea - baquetas, percussão
Gary Pihl - guitarra solo em "I Think I Like It"

01. Amanda
02. We're Ready
03. The Launch
04. Cool the Engines
05. My Destination
06. A New World
07. To Be A Man
08. I Think I Like It
09. Can'tcha Say (You Believe In Me)/Still In Love
10. Hollyan






ROCK AOR - After All - How High The Moon (1988)

 




País: Canadá
Estilo: AOR
Ano: 1988

Integrantes:

Scott Acomba - vocals
Todd Simko - guitars, backing vocals
Jordy Birch - bass, guitars, backing vocals
Leigh Grant - drums

Tracklist:

01. Save Me from Myself
02. Bullets
03. It's Only the Blues
04. Holiday
05. Waiting
06. Shadows of a Dove
07. The Boat Beaves Sunday
08. 90-92
09. Here I Am Again
10. The Color of Mary's Eyes




quinta-feira, 6 de março de 2025

Colosseum - 2020 - The Reunion Concerts 1994

 



1 Those About To Die...    5:28
2 Stormy Monday Blues 12:11
3 Those About To Die 5:54
4 Skellington 12:26
5 Elegy    4:15
6 Tanglewood '63 11:17
7 January's Search 5:32
8 February's Valentyne 5:08
9 The Grass Is Always Greener 9:55
10 Rope Ladder To The Moon 9:46
11 Theme For An Imaginary Western 6:26
12 The Machine Demands Another Sacrifice 1:56
13 Solo Colonia    12:50
14 Lost Angeles    14:00
15 Stormy Monday Blues 5:28
16 Walking In The Park 7:58





Bernard & Pörsti (Samurai of Prog) - 2021 - Robinson Crusoe

 



1 Overture 6:18
2 Like An Endless Sea 9:38
3 The Voyage Begins 3:08
4 The Island Of Despair 10:00
5 Friday 10:08
5.1        Part 1. Cannibals   
5.2        Part 2. The Rescue   
5.3        Part 3. The Close Encounter   
5.4        Part 4. Friday And The Memory Of The Time   
6 The Rescue 7:23
7 New Life 5:16





Roland Kovac New Set - 1972 - The Master Said

 



The Master Said    17:32
Birth Of A Saint  10:35
Eternal Dimension 3:04
David's Dance 3:27





Fantasia - 1972 - Fantasia

 



Pilvien Takaa    
Unikuva    
Huutokauppa    
Suihkuliidolla    
Hautausmaani Rannoilla    
Tulen Pisara    
Agressio    
Härmä Jazz    
Depressio
 

MUSICA&SOM


Fantasia - 2017 - Bosses Låt

 


Fantasia - 2017 - Bosses Låt

Bosses Låt 3:48
Desert Storm 4:31
Tämä Uni 4:31





Betty Wright – 1978 – Betty Wright Live

 



Quando Betty Wright Live foi lançado pela primeira vez em 1978, houve alguma especulação sobre se era realmente um álbum ao vivo ou simplesmente uma gravação de estúdio com aplausos enlatados. Para ter certeza, os aplausos não soam autênticos, e as notas do encarte do LP original não listavam nem uma data de gravação nem um local. Mas, quer tenha sido gravado no palco ou no estúdio, este álbum fornece muitas evidências da vitalidade de Wright como cantora. Live se tornou mais conhecido por sua versão de “ Tonight Is the Night ”, um relato comovente de uma jovem mulher perdendo a virgindade com seu primeiro amor verdadeiro.

Mas o corajoso soulster de Miami é igualmente expressivo em “ A Song for You ” , de Leon Russell, e em versões de seus sucessos “ Where Is the Love ” e “ Clean Up Woman ” (que é tocada como música principal em um medley de 11 minutos).

Mesmo que o título Betty Wright Live seja um exemplo de propaganda enganosa, esta é uma gravação que os fãs de soul sulista corajoso e emocionalmente direto fariam bem em experimentar.

Faixas
A1 Lovin' Is Really My Game 5:18
A2 Tonight Is the Night 8:07
A3 A Song for You 7:25
B1 Clean Up Woman 11:37
Medley:
– Pillow Talk
– You Got the Love
– Mr. Medley
– Midnight at the Oasis
– Me and Mrs. Jones
– You Are My Sunshine
– Let's Get Married Today
B2 You Can't See for Lookin' 5:54
B3 Where Is the Love 4:07

Um fantástico álbum ao vivo da grande Betty Wright, um dos poucos documentos gravados da maneira como cantores de soul clássicos desenvolveriam a natureza de suas canções em um ambiente de concerto! A gravação de Betty para Alston/TK aqui, mas o modo que ela usa é aquele que agraciaria inúmeras performances de muitos de seus contemporâneos de soul do sul, incluindo muitos que acabariam gravando para Malaco nos anos 80, essa abordagem calorosamente pessoal e totalmente de entretenimento que realmente eleva o espírito da cantora muito além de suas canções e letras familiares.

Betty faz alguns ótimos trechos de monólogo no álbum, o mais famoso deles está em sua tomada de 8 minutos de “ Tonight Is The Night ”, muito superior à versão de estúdio. Há também um ótimo “ Clean Up Woman Medley ”, no qual Betty canta essa música e a mistura com trechos de outras músicas dos anos 70 ao longo de 11 minutos, mostrando que ela é a única e única mulher da limpeza! 

 

MUSICA&SOM


Ohio Players – 1974 – Fire

 



Depois de aumentar muito sua visibilidade com Skin Tight , os Ohio Players se tornaram ainda mais visíveis com Fire, uma obra-prima imprevisível que ostentava joias de funk explosivas movidas a metais como “ Smoke ” e a canção-título extremamente viciante . Os Players sempre foram mais conhecidos por seu funk de ponta dura, mas, na verdade, havia muito mais em seu legado.

“ I Want to Be Free ”, a quase inocente “ Together ” e a arrependida “ It's All Over ” demonstram que suas baladas e material mais lento podem ser tesouros de soul de primeira classe. A influência das imagens gospel e da experiência da igreja negra se afirmou em “ Is Anybody Gonna Be Saved ” do Skin Tight e o faz mais uma vez na intensa “ What the Hell ” e no hit “ Runnin' From the Devil ”.

Sem dúvida, Fire foi um dos maiores triunfos dos Ohio Players, tanto comercial quanto artisticamente.

Faixas
A1 Fire 4:36
A2 Together 3:08
A3 Runnin’ From The Devil 4:48
A4 I Want To Be Free 6:56
B1 Smoke 5:59
B2 It’s All Over 4:15
B3 What The Hell 5:38
B4 Together / Feelings 1:11

A capa do álbum por si só já é de ouro.

faixa-título é uma obra-prima icônica indiscutível e, além disso, você tem outras músicas muito impressionantes aqui, incluindo uma das músicas mais funk já feitas em " What the Hell ".

“ I Want to be Free ” é uma das músicas mais exóticas e bonitas dos Ohio Players também. Eu ouvi essa e “ Fire ” muito antes de ouvir o disco completo, então elas são minhas favoritas há muito tempo.

“ What the Hell ” é uma das músicas mais impressionantes e incríveis já feitas, em qualquer gênero. Às vezes, não consigo nem passar do primeiro solo de bateria porque estou muito ocupado rebobinando-o várias vezes. Este é o heavy funk no seu melhor, e realmente define o álbum.

“Fire” é simplesmente um disco muito agradável que se mistura o suficiente para nunca parecer repetitivo. É um clássico funky.

 



Destaque

Ravid Kahalani - Yemen Blues (2011)

  Yemen Blues  é um projeto cativante de  Ravid Kahalani  , um ponto de encontro entre as melodias tradicionais de suas raízes iemenitas e ...