quarta-feira, 12 de março de 2025

Ultraje a Rigor - Acústico MTV [2005]

 




No dia 31 de outubro, um dia muito especial para o rock do Brasil, o dia em que Ultraje a Rigor surgiu. E nesse dia, o grupo completou 30 anos e eu não podia deixar de fazer uma homenagem. Desculpe a demora, mas o que vale é a intenção, e aqui está uma postagem de 30 anos de Ultraje a Rigor.

A história todos já sabem, principalmente porque duas postagens da banda já apareceu aqui na Combe, mas é sempre bom contar um pouco da carreira.

Em 1999, o baixista Serginho abandona o grupo e Mingau é o substituto. Com uma nova formação, é lançado 18 Anos Sem Tirar!, um ao vivo de 1996 (nessa época, Serginho ainda assumia o baixo, por isso a participação de Mingau é apenas nas canções de estúdio). Enfim, um novo contrato é firmado. A Deckdisc é que começa a dirigir o Ultraje a Rigor e com a faixa "Nada a Declarar", a banda consegue ainda mais sucesso. E novamente há mudanças, mas dessa vez na bateria e na guitarra. Heraldo sai da banda junto a Flávio e assim, o ex-guitarrista Sérgio Serra retorna ao Brasil e ao Ultraje a Rigor, enquanto o Bacalhau é o mais novo integrante do grupo assumindo as baquetas.



Enfim, em 2005, uma nova atitude é tomada, e o primeiro acústico do Ultraje é lançado tanto em CD, quanto em DVD. Um dos maiores Acústico MTV que já vi. A boa música é iniciada no momento que o grupo aparece no palco, até o momento em que saem, impossível não curtir. Todos os integrantes conseguem uma boa perfomance ao lado de uma orquestra (coisa normal de Acústicos). Os destaques são vários, incluindo as clássicas "Inútil", "Nós Vamos Invadir a Sua Praia", "Filha da Puta", "Pelado" e "Agora É Tarde". Um disco que pra mim, é perfeito para homenagear 30 anos de Ultraje a Rigor.

Roger Moreira - Vocal e Violão base
Mingau - Baixo e Vocal de apoio
Sérgio Serra - Violão Solo e Vocal de apoio
Bacalhau - Bateria e Vocal de apoio






Pretty Maids – Screamin’ Live [1995]

 



Apesar de nunca ter alcançado o status de banda gigante, os dinamarqueses do Pretty Maids sempre estiveram aí, lançando álbuns de qualidade indiscutível. E se não foram tão populares quanto outras atrações do gênero, sempre contaram com uma base fiel de fãs, especialmente no Japão, naquilo que conhecemos popularmente como “efeito Mr. Big”. Seu Heavy com influências latentes de Hard – ou o contrário, nunca soubemos exatamente – consegue ser atraente para um número variado de pessoas. As novas gerações acabaram conhecendo o grupo muito pela influência declarada de bandas como o Blind Guardian, cujo vocalista, Hansi Kürsch, é praticamente um “filho vocal” de Ronnie Atkins.

Aliás, é o cantor que aparece na capa desse álbum, junto do guitarrista Ken Hammer, únicos membros originais, há trinta anos carregando a bandeira. Gravado em Copenhagen, Screamin’ Live é o primeiro ao vivo da história do conjunto. Com a galera cantando junto a plenos pulmões, a banda executa um desfile de clássicos, mesclados a faixas do então novo trabalho, Scream. Nesse play, o grupo surpreendia, com uma sonoridade bem mais pesada que os antecessores recentes, característica marcante em belos sons, como a faixa-título, “Rise” e “Psycho-Time-Bomb-Planet-Earth”, que abre a apresentação já dando uma dica do que viria pela frente.


Mas o bicho pega para valer nos bons e velhos clássicos, como “Rock The House”, a climática “Yellow Rain” e a sequência final, com os hinos “Lovegames”, “Future World”, a pancada certeira de “Back To Back” e “Red, Hot and Heavy”, cantada por toda a platéia. Os baladeiros de plantão acendem isqueiros na espetacular “Savage Heart” e na versão para “Please Don’t Leave Me”, composição de John Syles e Phil Lynott. Durante todo o repertório, os músicos mostram total desenvoltura e entrosamento, sem perder a espontaniedade e a capacidade de criar melodias indefectíveis.

Passados dezesseis anos, o Pretty Maids segue na ativa. E o melhor, ainda lançando discos de altíssima qualidade, como o mais recente, Pandemonium, um dos melhores de 2010. Não à toa, é considerada por muita gente (incluindo este que vos escreve) uma das bandas mais injustiçadas de todos os tempos. Toda a discografia é indispensável na coleção dos adoradores dos bons sons. Um bom começo está aqui. Download recomendado!

Ronnie Atkins (vocals)
Ken Hammer (guitars)
Kenn Jackson (bass)
Michael Fast (drums)

Special Guest
Dominic Gale (keyboards)

01. Psycho-Time-Bomb-Planet-Earth
02. Rock The House
03. Rise
04. Walk Away
05. Scream
06. Yellow Rain
07. Sin-Decade
08. Savage Heart
09. No Messiah
10. Please Don't Leave Me
11. Lovegames
12. Future World
13. Back To Back
14. Red Hot And Heavy



Judas Priest - Stained Class [1978]

 



A sonoridade do Judas Priest passou por mudanças até mesmo um pouco drásticas ao início da carreira. Se em "Rocka Rolla" a influência do Blues marcava presença, a partir do segundo disco inovações já podiam ser percebidas, com o aumento das doses de peso. "Stained Class" é considerado um divisor de águas por ter suprimido toda e qualquer influência blueseira da música dos ingleses. Pode-se dizer que esse é o primeiro álbum essencialmente Metal do Judas.

Era o final da década de 70, e à essa altura os comparsas de Rob Halford já eram veteranos batalhando pelo underground. A atenção do público massivo e da crítica só veio com "Sin After Sin" (1977), em parte por conta do cover para Diamonds and Rust de Joan Baez. "Stained Class" foi essencial para que a verdadeira sonoridade do Priest fosse alcançada, e atualmente este é considerado um de seus ápices criativos.



Toda a banda parece ter amadurecido, e a performance de Halford merece nota. É aqui que ele começa a atingir notas mais agudas, dando origem a uma das vozes mais conhecidas do Metal. A dupla Downing/Tipton se assemelha a dois snipers prontos para aniquilar qualquer coisa que lhes aparecer na frente. Les Binks é eficiente constituindo, assim, uma potente cozinha com Ian Hill. O trabalho por aqui beira a perfeição.

Exciter é uma das mais potentes de todo o registro, por ser uma das mais rápidas e ter riffs certeiros. O refrão acaba com as dúvidas de que Rob Halford é ou não é um dos melhores vocalistas do gênero. White Heat, Red Hot dá uma acalmada e é de uma excelência suprema, com um ótimo refrão e bateria precisa, um dos grandes destaques do disco.

Better By You, Better Than Me foi alvo de polêmicas ná época, por ter supostamente influenciado adolescentes a cometerem suicídio. Pura balela. A faixa-título é uma das minhas prediletas e se aproxima do Hard Rock em alguns momentos. Invader prossegue com a paulada com um refrão furioso e com execução perfeita por parte de toda a banda. Talento nato.



A balada Beyond the Realms of Death também merece ser citada por sua estrutura melódica e qualidade suprema. Aliás, o disco inteiro é de uma qualidade inquestionável. Prova disso é que foi ele o responsável por permitir o Priest a ser conhecido mundialmente, como aconteceu em 1980, ano do lançamento do clássico "British Steel" e seus sucessos resultantes. Finalmente eles colhiam os frutos de sua batalha.

Um disco potente, coeso e indispensável em sua coleção. Como disse Zorreiro em sua postagem de "Beggars Banquet", clássico é assim: tem que ter. O início do reinado do Priest, já demonstrando toda a sua fúria e competência. HAIL TO THE METAL GODS!


Rob Halford - vocais
K.K. Downing - guitarras
Glenn Tipton - guitarras
Les Binks - bateria
Ian Hill - baixo

01. Exciter
02. White Heat, Red Hot
03. Better By You, Better Than Me
04. Stained Class
05. Invader
06. Saints in Hell
07. Savage
08. Beyond the Realms of Death
09. Heroes End
10. Fire Burns Below



Strangeways – Where Do We Go From Here? Live At Firefest 2010 [2011]

 



Para quem ainda não está familiarizado, o Firefest é um evento que acontece anualmente em Nottingham, Inglaterra. Ao contrário dos grandes festivais de verão europeu, sua maior característica é justamente resgatar nomes do underground do Hard Rock/AOR, além de dar uma força à nova geração. Não é raro vermos reuniões especiais para shows exclusivamente no evento. Recentemente, algumas bandas têm lançado suas apresentações em edições limitadíssimas, como foi o caso do Bangalore Choir. Outro nome que tocou ano passado também está disponibilizando a sua participação (com direito a versão em DVD), os escoceses do Strangeways.

Comandados pelo grande Terry Brock, o quinteto mostra que os anos afastados da cena não afetaram a qualidade musical. Tudo flui da melhor maneira possível, com destaque para o guitarrista Ian J. Stewart, que além de encaixar belos riffs e solo ainda produziu o disco, com a mixagem ficando a cargo de Harry Hess, ex-vocalista do Harem Scarem. Não à toa estamos falando do nome que lançou uma das mais importantes peças da história do AOR, o fantástico álbum Walk In The Fire, executado na íntegra na edição 2011 do festival – sim, a recepção foi tão boa que voltaram um ano mais tarde. Mesmo as canções do mais recente trabalho de estúdio, Perfect World, ganham nova força ao vivo.


Mas claro que o povo estava atrás de clássicos. A abertura com “Love Lies Dyin’” já deixava claro que a noite seria em homenagem aos saudosistas de plantão, sedentos pelo mais puro Rock melódico oitentista. Sabendo disso, o grupo despeja antiguidades como “Only A Fool”, “After The Hurt Is Gone”, “Empty Streets” e “Where Do We Go From Here?” com total destreza. Ok, não precisava encerrar com “Bushfire”, tinha opções bem melhores. Mas isso não apaga a qualidade do produto final. Fãs de uma cafonice roqueira das boas não podem deixar passar em branco!

Terry Brock (vocals, guitars)
Ian J. Stewart (guitars)
Warren Jolly (bass)
David "Munch" Moore (keyboards)
Jim Drummond (drums)

01. Love Lies Dyin'
02. Breakin' Down The Barriers
03. Perfect World
04. Only A Fool
05. Empty Streets
06. Time / After The Hurt Is Gone
07. Borderlines
08. Where Do We Go From Here?
09. Never Gonna Lose It
10. Bushfire



Poison – MTV Unplugged [1990]

 



Apesar de muito criticado por não esbanjar técnica em tempos que os virtuosos estavam no auge, o Poison nunca decepcionou principalmente ao vivo. A sua formação clássica é bastante competente e não costuma pecar nas apresentações – constante que domina até os dias de hoje, diga-se de passagem. Esse fator positivo fica notável neste registro especial.

Em 1990, a MTV ainda não lançava para o mercado os concertos do seu quadro Unplugged, que consistia em performances acústicas principalmente de artistas que não costumavam tocar nesse formato. Era apenas um pequeno quadro na emissora. Por conta disso, o show do Poison e de outros que participaram na época eram curtos. Mas os 23 minutos registrados com certeza vão se extender na playlist do ouvinte, que repetirá várias vezes a audição.


A apresentação do Poison ocorreu no National Video Center de Nova Iorque, em 10 de novembro de 1990 – quase um ano antes da demissão do guitarrista CC DeVille em decorrência do incidente no MTV Video Music Awards do ano seguinte. Existiam, sim, atritos entre os integrantes desde esse tempo, visto que tinham problemas com o abuso de químicos. O diferencial é que isso nunca afetou um show dos caras.

Muito entrosados, o quarteto destilou um curto porém preciso repertório, que engloba as clássicas Talk Dirty To Me e Every Rose Has Its Thorn, as recentes Let It Play e Unskinny Bop, a divertida lado B Good Love e o cover (que também virou hit) Your Mama Don't Dance, de Loggins & Messina. A performance de cada integrante é louvável, mas valem destaques especiais para DeVille, que utilizou uma guitarra semi-acústica com destreza, e para o baterista Rikki Rockett, sempre muito habilidoso.

01. Your Mama Don't Dance
02. Good Love
03. Every Rose Has Its Thorn
04. Let It Play
05. Unskinny Bop
06. Talk Dirty to Me

Bret Michaels – vocal, violão, gaita
C.C. DeVille – guitarra, backing vocals
Bobby Dall – baixo, backing vocals
Rikki Rockett – bateria, percussão, backing vocals





Otis Redding – 1968 – The Dock Of The Bay

 



Quando Otis Redding gravou “(Sittin' On) The Dock of the Bay” no final de 1967, o cantor sabia que a música era um marco em sua evolução criativa. Mas antes que Redding tivesse a chance de explorar sua nova direção, ele foi morto, junto com a maioria de sua banda de apoio, os Bar-Kays , em um acidente de avião durante uma turnê. Lançada apenas algumas semanas após sua morte, a música disparou para o número um nas paradas de pop e R&B, eventualmente rendendo a Redding dois prêmios Grammy póstumos.

O álbum que leva o título da música foi montado pelo colaborador frequente do cantor, Steve Cropper, que tocou guitarra em quase todas as sessões de Otis na Stax, além de coescrever “Dock of the Bay” e inúmeras outras músicas com Redding. Tirando principalmente de faixas inéditas e pouco ouvidas que abrangem a carreira de três anos de Redding na Stax, o álbum demonstra a profundidade e amplitude de seu talento, ao mesmo tempo em que sugere o que poderia ter sido.

Faixas
A1 (Sittin’ On) The Dock of the Bay 2:38
A2 I Love You More Than Words Can Say 2:50
A3 Let Me Come On Home 2:53
A4 Open the Door 2:21
A5 Don’t Mess With Cupid 2:28
B1 The Glory of Love 2:38
B2 I’m Coming Home 3:03
B3 Tramp feat. Carla Thomas 2:32
B4 The Huckle-Buck 2:58
B5 Nobody Knows You (When You’re Down and Out) 3:10
B6 Ole Man Trouble 2:36

Nunca deveria ser assim: “ (Sittin' On) The Dock of the Bay ” deveria marcar o início de uma nova fase na carreira de Otis Redding, não um fim. O produtor/guitarrista Steve Cropper teve uma tarefa difícil de executar ao reunir este álbum, o primeiro de vários lançamentos póstumos emitidos pela Stax/Volt após a morte de Redding. O que poderia ter sido um esforço lucrativo ou um álbum memorial sombrio, em vez disso, tornou-se uma apresentação vívida e emocionante de alguns aspectos-chave do talento que foi perdido quando Redding morreu.

Dock of the Bay é, de fato, uma mistura de singles e lados B que remontam a julho de 1965, um dueto de sucesso com  Carla Thomas e duas faixas inéditas de 1966 e 1967. Há pouca coesão, estilística ou de outra natureza, nas músicas, especialmente quando a faixa-título é levada em consideração. Nada mais aqui se assemelha a ela, pela razão óbvia de que Redding nunca teve a chance de segui-la.

 

Apesar da natureza de mixagem e combinação do álbum, no entanto, este é um disco impossível de não amar. Cropper escolheu bem suas faixas, selecionando algumas das mais fortes e incomuns entre as canções órfãs do falecido cantor: “ I Love You More Than Words Can Say ” é uma das performances mais apaixonadas de Redding; “ Let Me Come on Home ” apresenta um Redding efervescente acompanhado por uma execução afiada, e “ Don't Mess with Cupid ” começa com um lindo floreio de guitarra e floresce em uma vitrine intensa, pulsante e crescente para o cantor e a banda. Ninguém poderia reclamar do álbum naquela época, e ele ainda se mantém mais de quatro décadas depois.

 



Alexander O’Neal – 1985 – Alexander O’Neal

 



Facilmente uma das melhores estreias de soul dos anos 80.

A música soul sofreu um pouco durante boa parte do início da década. Embora houvesse várias luzes brilhantes que deram seu toque elegante ao gênero, o timbre tempestuoso da voz expressiva de Alexander O'Neal informou fortemente nomes como Otis Redding e Marvin Gaye ao mesmo tempo. Em parceria com ex -associados do The Time e músicos igualmente talentosos por direito próprio, Monte Moir, Jimmy Jam e Terry Lewis, e Jellybean Johnson, ele atingiu o ferro quente com uma mistura característica de vapores de pista de dança incandescentes e itens básicos de quarto exuberantes.

Faixas
A1 A Broken Heart Can Mend 3:40
A2 If You Were Here Tonight 6:08
A3 Do You Wanna Like I Do 4:48
A4 Look at Us Now 5:07
B1 Medley: 10:34
a. Innocent
b. Alex 9000
c. Innocent II
B2 What’s Missing 5:42
B3 You Were Meant to Be My Lady (Not My Girl) 6:10

Alexander O'Neal não era tão grande quanto  Luther Vandross ou  Freddie Jackson , no entanto, ele estava entre os vocalistas masculinos de R&B mais emocionantes de meados ao final dos anos 80. Criativamente e comercialmente, o homem do soul começou a correr com este álbum de estreia impressionante. É impossível discutir Alexander O'Neal sem mencionar The Time , O'Neal é um ex-membro daquele combo funk-rock de Minneapolis, assim como os produtores do álbum (Monte Moir em três faixas, a equipe Jimmy Jam/Terry Lewis nas outras). Além disso, o ex-membro do Time Jelly Bean Johnson é ouvido na bateria, percussão e guitarra. Mas, apesar da participação de tantos graduados do Time, este lançamento não soa nem de longe tão Minneapolis quanto poderia ter soado.

O inebriante hit funk " Innocent " é muito influenciado pela Time, mas na maior parte, O'Neal surge como o epítome de um homem soul suave e romântico. Joias elegantes como " If You Were Here Tonight ", " A Broken Heart Can Mend " e " What's Missing " têm mais em comum com Luther Vandross, Freddie Jackson e Kashif do que com Prince ou a Time. Enquanto os álbuns solo que Morris Day e Jesse Johnson forneceram na década de 1980 eram consistentemente voltados para a Time, esse não é o caso da estreia de O'Neal em 1985. Algumas pessoas acharam isso surpreendente, mas, na verdade, O'Neal nunca gravou com a Time, quando a Time gravou seu primeiro LP para a Warner Bros. em 1981, O'Neal já havia partido há muito tempo.

Excelente do começo ao fim, Alexander O'Neal é o álbum mais essencial do cantor.

MUSICA&SOM


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