segunda-feira, 1 de setembro de 2025

O álbum Dr. Sin (1993) marca a estreia da banda brasileira de hard rock Dr. Sin

O álbum Dr. Sin (1993) marca a estreia da banda brasileira de hard rock Dr. Sin, formada em São Paulo por Andria Busic (baixo e vocais), Ivan Busic (bateria) e Edu Ardanuy (guitarra). Lançado pela Warner Music, o disco consolidou o trio como um dos principais nomes do rock nacional dos anos 90, com uma sonoridade que mistura hard rock, heavy metal e elementos progressivos.
A faixa de abertura, "Emotional Catastrophe", tornou-se um dos maiores sucessos da banda, ganhando destaque na programação da MTV Brasil e integrando a trilha sonora da série Confissões de Adolescente, exibida pela TV Cultura . Outras músicas notáveis incluem "Dirty Woman", "Stone Cold Dead", "Howlin' in the Shadows" e a balada "You Stole My Heart". O álbum também apresenta uma versão de "Have You Ever Seen the Rain?" do Creedence Clearwater Revival.
O álbum foi bem recebido pela crítica e pelo público, destacando-se pela qualidade técnica dos músicos e pela produção refinada. A performance energética da banda e a habilidade instrumental de Edu Ardanuy, especialmente nos solos de guitarra, foram amplamente elogiadas. O sucesso do disco levou o Dr. Sin a participar de importantes festivais, como o Hollywood Rock de 1993, onde dividiram o palco com bandas como Nirvana e Alice in Chains.
Dr. Sin (1993) é considerado um marco no rock brasileiro, influenciando diversas bandas e consolidando o estilo hard rock no país.



“Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols” lançado em 28 de outubro de 1977 é o único álbum de estúdio da banda britânica Sex Pistols


“Never Mind the Bollocks, Here's the Sex Pistols” lançado em 28 de outubro de 1977 é o único álbum de estúdio da banda britânica Sex Pistols, e é considerado um dos álbuns mais influentes da história do punk rock e da música em geral.
O Sex Pistols surgiu em meio à insatisfação social e econômica da Inglaterra dos anos 1970. O país vivia crises econômicas, desemprego alto e tensões sociais. A banda, formada por Johnny Rotten (vocais), Steve Jones (guitarra), Paul Cook (bateria) e Sid Vicious (baixo - embora a maioria do baixo no disco tenha sido gravado por Steve Jones), tornou-se símbolo da rebeldia, do caos e da insatisfação juvenil.
O álbum foi cercado de polêmicas desde seu anúncio, tanto pelo conteúdo das músicas, quanto pelo título provocativo (“Bollocks” é um palavrão britânico, equivalente a “merda” ou “porcaria”). A capa chamativa, em amarelo e rosa fluorescentes, virou ícone visual do movimento punk.
Esse disco revolucionou o rock e inaugurou o movimento punk britânico como fenômeno cultural de massa, foi censurado, boicotado e atacado pela mídia tradicional, o que só aumentou seu apelo entre os jovens.
Chegou ao 1º lugar na parada britânica, mesmo com boicotes massivos. Foi um dos discos que definiram o conceito do "faça você mesmo" (DIY) na música, tanto em atitude quanto na estética.



O álbum "Count Three & Pray", lançado em 1986 pela banda americana Berlin

O álbum "Count Three & Pray", lançado em 1986 pela banda americana Berlin, representa uma mudança significativa em sua sonoridade, incorporando elementos de rock e pop mais pesados, afastando-se do synth-pop característico de trabalhos anteriores como Pleasure Victim (1982) e Love Life (1984). Produzido por Bob Ezrin, conhecido por seu trabalho com Alice Cooper e Pink Floyd, o disco apresenta uma abordagem mais orgânica e orientada por guitarras, contrastando com os sintetizadores predominantes nas produções anteriores da banda.
O álbum é mais conhecido pelo hit "Take My Breath Away", composto por Giorgio Moroder e Tom Whitlock, que alcançou o topo das paradas e venceu o Oscar de Melhor Canção Original por sua inclusão na trilha sonora do filme Top Gun.



O álbum "Vigil in a Wilderness of Mirrors" é o primeiro disco solo do cantor escocês Fish, ex-vocalista da banda Marillion

O álbum "Vigil in a Wilderness of Mirrors" é o primeiro disco solo do cantor escocês Fish, ex-vocalista da banda Marillion, lançado em 1990. Esse trabalho marca a estreia de Fish após sua saída do Marillion em 1988, encerrando uma fase importante do neo-progressivo britânico dos anos 80.
A arte da capa foi feita por Mark Wilkinson, o mesmo artista que criou as capas clássicas do Marillion na era Fish. A imagem traz uma colagem surrealista, cheia de simbolismos, refletindo os temas do álbum — alienação, corrupção, amor, desilusão e resistência.
O álbum transita entre críticas sociais, política, reflexões sobre a fama, e questões pessoais, incluindo amor e relacionamentos. Fish manteve o lirismo poético e teatral que o consagrou no Marillion, mas experimentou com uma sonoridade mais aberta, incluindo elementos de folk, pop, rock e progressivo.
O álbum foi bem recebido na Europa, alcançando boas posições nas paradas do Reino Unido, Alemanha e Holanda. É considerado por muitos fãs e críticos como um dos melhores trabalhos da carreira solo de Fish.
As músicas "Big Wedge", "State of Mind" e "A Gentleman's Excuse Me" foram lançadas como singles, obtendo sucesso moderado nas rádios britânicas.



DISCOGRAFIA - ANIM8 Heavy Prog • Australia

 

ANIM8

Heavy Prog • Australia

Biografia de ANIM8:
ANIM8 é uma colaboração instrumental entre o guitarrista, produtor e multi-instrumentista David CARR e o baterista Alex DEEGAN. David já fez turnês internacionais e participou como guitarrista de estúdio em inúmeros álbuns. O álbum homônimo recebeu críticas entusiasmadas. Daniel e Alex se inspiram em sua paixão pela música lounge dos anos 60, pelo prog inglês dos anos 70, pela new wave dos anos 80 e pelo rock pós-grunge dos anos 90. A música combina composições fortes e grande musicalidade com influências do Rush e do jazz fusion.












ANIM8 discografia


ANIM8 top albums (CD, LP, )


0.00
 | 0 ratings
ANIM8
2010



DISCOGRAFIA - ANGULART Crossover Prog • Chile

 

ANGULART

Crossover Prog • Chile

Biografia da AngulArt
Aqui está um CD do ponto mais ao sul da América do Sul: o álbum de estreia "Donde Renacen Las Horas" da banda chilena de progrock ANGULART, com Alfredo Bown Cuello (vocal/quena), Mauricio Flores Sanchez (baixo), Alvaro Graves Fuenzalida (guitarra/charango), Ricardo Perex Cea (bateria) e Nazario Tabilo Poblete (sintetizadores, órgão, piano). É difícil descrever a música deles, soa bastante original, embora eu possa traçar elementos do movimento inicial do rock progressivo italiano (BANCO, Le ORME, Il BALLETTO DI BRONZO) e das bandas brasileiras dos anos 80 e 90 (como LOCH NESS).

O álbum de estreia "Donde Renacen Las Horas" abre com um prog metal mediano (seção rítmica estrondosa e guitarra cortante), mas depois de alguns minutos começa a ficar muito interessante: muitas mudanças cativantes de aceleração, pausas surpreendentes e ótimos solos de guitarra e teclado. A banda conta com bons músicos, mas fiquei impressionado com o som alternado e espetacular do Señor Poblete em seus sintetizadores (execuções deslumbrantes), piano (execução espiralada), cordas (orquestral), órgão (inundações pesadas) e até acordeão. Ele dá a cada música um sabor especial, coroado pelo trabalho de guitarra forte e cortante. As 10 composições alternam entre pesado, acelerado e jazzístico, blues bombástico e sonhador, ANGULART prende sua atenção por uma hora inteira! Se você está a fim de uma viagem musical envolvente e variada e vocais tipicamente latino-americanos (um tom emocional), este sensacional CD de estreia irá agradá-lo.

ANGULART discografia


ANGULART top albums (CD, LP, )



3.94 | 19 ratings
Donde Renacen las Horas
2004



BIOGRAFIA DE Peter André

 

Peter André

Banda Black Rio - Maria Fumaça (1977)

 

Econtinuamos com mais produções musicais brasileiras. E é hora de apresentar um dos álbuns de fusão de samba-disco-funk-soul mais fortes de todos os tempos, com a Banda Black Rio revolucionando a "música instrumental negra" da época com sua releitura brasileira de ritmos inspirados em artistas como Tim Maia e que lembram Kool & The Gang e Earth Wind & Fire. "Maria Fumaça" foi o álbum de estreia do grupo, um disco que lhes trouxe fama mundial. E para contextualizar, vou citar algo da Wikipédia: "Naquela época, no Rio de Janeiro, havia um movimento conhecido como Black Power, Soul Power ou Black Rio, que tinha relação com o samba, mas não se restringia apenas à esfera musical. O movimento teve origem na zona norte da cidade, nas favelas e nas escolas de samba que se apresentavam no Carnaval carioca. Os membros do movimento, quase todos negros, reuniam-se para dançar, mas também para compartilhar suas preocupações políticas e sociais; influenciados pelo movimento americano pelos direitos civis, os membros do movimento tentaram interpretar e aplicar suas conquistas ao seu contexto." E você pode imaginar mais ou menos para onde as balas estão apontando...

Artista: Banda Black Rio
Álbum: Maria Fumaça
Ano: 1977
Gênero: Latin Jazz / Funk / Soul
Duração: 29:37
Nacionalidade: Brasil




E ainda estamos no Brasil. A Banda Black Rio é uma banda emblemática do movimento "Black Power" ou "Soul Power" no Rio de Janeiro dos anos 1970. Ou seja, caras morenos que gostavam de jogar coquetéis molotov, ler Malcolm X e tocar funk nas ruas. Ou pelo menos é o que acontece na nossa imaginação, porque eu acho esses caras morenos mais gato que a Lassie.
Banda Black Rio foi uma banda brasileira de jazz funk e jazz fusion formada em 1976 e dissolvida em 1980. Em 1999, outra banda de mesmo nome foi formada, liderada por William Magalhães, filho de Oberdan Magalhães, fundador da banda original.
(...) Frequentemente comparada a grandes bandas americanas de soul-funk como Kool & The Gang, Earth Wind & Fire ou The Headhunters, a música da Banda Black Rio é uma fusão de gêneros que integra elementos de rhythm & blues junto com as variantes mais dançantes de gafieira, samba e jazz. Um dos nomes mais importantes da história musical de seu país, a banda foi pioneira na fusão do samba com a soul music, enquanto liderava o Movimento Black Rio ao lado de Tim Maia e Toni Tornado, com quem revolucionou a cena musical em seu país, com particular incidência no Rio de Janeiro. Na Europa, a banda obteve grande sucesso nas pistas de dança inglesas no final da década.
O estilo deles é inteiramente instrumental, uma banda de funk que não se limitou apenas a esse gênero, combinando jazz, rock, soul e funk com ritmos brasileiros. Com quatro álbuns gravados durante sua existência como banda

, os caras tiveram impacto internacional, mesmo após a morte de Malcolm X.
E como era o som deles? Bem, algo assim:

Bem, você tem uma história bem completa aqui:
A Banda Black Rio foi criada na segunda metade da década de 1970. Na época, havia um movimento que buscava fundir soul e samba. Mas a verdade é que esse movimento não era estritamente musical e tinha uma grande variedade de nomes. Black Power, Soul Power ou o mais famoso de todos, Black Rio. Os nomes eram em inglês porque a ideia básica era fundir línguas, quebrar o individualismo, abrir espaços e, acima de tudo, inquietar um pouco os puristas, algo que por si só parece uma causa nobre.
Os eventos narrados ocorreram principalmente na zona norte do Rio, habitat natural de favelas, morros e escolas de samba. O movimento Black Rio se estabeleceu nos bailes de fim de semana muito frequentados que aconteciam ao redor das escolas. O público, composto por milhares de pessoas, era predominantemente negro e influenciado principalmente por ativistas dos direitos civis dos EUA. Os seguidores do Black Rio absorveram as ideias e as transformaram em uma nova abordagem adaptada à realidade brasileira da época.
Nesse contexto, a gravadora Warner, recém-criada no Brasil, queria formar uma banda que se tornasse pioneira do movimento. Para isso, contataram Oberdan Magalhães, renomado saxofonista, que aceitou o desafio de formar a Banda Black Rio. Nascido e criado em Madureira, Oberdan era primo de Silas de Oliveira, grande compositor de samba-enredo e um dos fundadores da Escola de Samba Império Serrano, além de afilhado de Mano Délio Da Viola, outro grande sambista.
Tão influenciado por Pixinguinha quanto por Coleman Hawkins, grande admirador de Cartola e Stevie Wonder, Oberdan perseguiu seus planos de fusão musical tendo em mente as casas noturnas cariocas, onde começara a tocar com apenas 15 anos. Nessa idade, integrou o grupo Impacto 8, onde começou a delinear o que viria a ser a Banda Black Rio. No Impacto 8, Oberdan conseguiu reunir músicos como Raul De Souza e Robertinho Silva, com quem tocou uma curiosa mistura de jazz, soul e samba. Em seguida, juntou-se ao pianista Dom Salvador e ao grupo Abolição, onde conheceu alguns dos músicos que fariam parte da formação original da Banda Black Rio, como o trompetista Barrosinho, o trombonista Lúcio e o baterista Luis Carlos. Entre shows e gravações, conheceu também o guitarrista Cláudio Stevenson, o baixista Jamil Jones e o pianista Cristóvão Bastos, formando a banda Rio 40ª.
Quando recebeu a proposta da Warner, Oberdan contatou a todos e produziu um trabalho repleto de grooves de samba e funk, mas com a musicalidade característica do jazz. Com essa formação, gravaram três discos: "Maria Fumaça" (1976), "Gafieira Universal" (1978) e "Saci Pererê" (1980), além de receber convites para participar de gravações de nomes como Luiz Melodia e Caetano Veloso. Com este último, gravaram "Bicho Baile Show", um LP ao vivo.
A banda continuou se apresentando até o início da década de 1980, quando Oberdan se envolveu em um acidente de carro fatal que o levaria à morte em 1984. O trágico acontecimento levou a Banda Black Rio a suspender todas as atividades.
Quinze anos depois, quando poucos se lembravam deles, o filho de Oberdan, William Magalhães, pianista, tecladista e arranjador de artistas tão importantes quanto Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Ed Motta, Marina Lima e Milton Nascimento, decidiu dar continuidade ao projeto iniciado pelo pai. William Magalhães tinha uma longa trajetória profissional na época. Iniciou sua carreira musical com apenas 7 anos de idade e cresceu em um ambiente extremamente musical, frequentando os ensaios e concertos do pai, além de outras atividades musicais que aconteciam ao seu redor, nas quais sua família estava quase sempre envolvida. Na adolescência, estudou jazz, com a pianista Sonia Vieira. Ao atingir a idade adulta, foi contratado pela banda de Gilberto Gil, com a qual excursionou inúmeras vezes. Em 1996, recebeu o prêmio APCA de melhor arranjador por seu trabalho no álbum "Registros à Meia–Voz", de Marina Lima.
Nos anos 90, William começou a pesquisar o trabalho que a Banda Black Rio havia produzido anos antes e estudou esboços e partituras que haviam ficado inacabados após a morte prematura de seu pai. Munido de todas as informações e experiências necessárias, gravou o que seria o último trabalho da banda até então, Movimento, renomeado na Inglaterra como Rebirth. O álbum ganhou vários prêmios, mas as vendas não foram suficientes para a gravadora, e a Banda Black Rio continuou a fazer shows, mas não gravaria mais. Atrás deles, estavam quatro álbuns que deixaram um testamento sonoro para uma era e uma banda que hoje é praticamente desconhecida fora do Brasil.
Maria Fumaça é a Banda Black Rio em sua forma mais pura. Grooves poderosos cheios de funk, mas também samba e bossa nova, em um LP bem elaborado, projetado especificamente para curtir a música e a vida. Ouça a primeira faixa; temos certeza de que você sentirá vontade de mover cada músculo do seu corpo.
Esperamos que goste.
Jazz funk bossa ok
 

E a melhor parte é que você pode ouvir na íntegra aqui:
https://open.spotify.com/intl-es/album/7KoQPmHEfDU7Sf61BfkhgG

 
 
Lista de faixas:
01. Maria Fumaça
02. Na Baixa do Sapateiro
03. Mr. Funky Samba
04. Caminho da Roça
05. Metalúrgica
06. Baião
07. Casa Forte
08. Leblon Via Vaz Lobo
09. Urubu Malandro
10. Junia


Formação:
- Oberdan Magalhães / sax soprano, sax alto e sax tenor
- Lúcio Silva / trombone
- José Carlos Barroso / trompete
- Jamil Joanes / baixo
- Cláudio Stevenson / guitarra
- Cristóvão Bastos / teclados
- Luiz Carlos Batera / bateria, percussão



 




Fleesh - The Next Hemisphere (A Rush Tribute) (2018)

 

Mais uma vez, continuamos nossa jornada pelo bom rock brasileiro. Mais uma vez, a dupla brasileira, formada pelo cantor de voz belíssima e pelo multi-instrumentista, aterrissa no blog, apresentando mais covers, mas desta vez com foco na história musical da banda canadense Rush. Aqui estão algumas de suas músicas icônicas, como "Limelight", "Closer to the Heart" e "The Trees", além de outras de todas as épocas. Elas soam tão originais quanto as originais, apesar de não terem a melhor produção. De "Here Again", do álbum de estreia, também incluímos "2112", "Hemispheres", "Signals", "Vapor Trails", "Clockwork Angels" e muito mais, em 14 faixas que prestam homenagem ao Rush e ao seu brilhantismo. Um belo álbum tributo, e de ninguém menos que o Rush, então definitivamente vale a pena conferir.

Artista: Fleesh
Álbum: The Next Hemisphere (A Rush Tribute)
Ano: 2018
Gênero: Crossover prog
Duração: 68:50
Referência: 
Discogs
Nacionalidade: Brasil


Já disse que não gosto nem um pouco de álbuns de covers. E se você vai fazer covers de monstros como o Rush , é melhor se preparar... e vou deixar um comentário de outra pessoa.

Admito que essa coisa toda de cover está acabando com meu moral, ou talvez eu seja exigente demais, mas a questão está ficando fora de controle. Sim, sou daqueles que sempre defendeu o cover como a verdadeira escola do rock and roll, que bandas em bares tocando músicas de outras bandas enquanto você toma umas cervejas e canta junto, sempre existiram e espero que sempre existam, mas quando isso se estabelece como a norma, não vejo mais luz nisso. Casas que só programam música ao vivo, desde que não sejam músicas originais, o que está acontecendo, e eu poderia recitar vários nomes conhecidos sem pensar. Eu entendo que há músicos que, cansados ​​e esgotados, optam por isso. É chato tocar suas músicas de graça ou por um preço miserável, e há 15 pessoas lá, enquanto você se veste de (insira o nome que quiser), ensaia suas músicas e até organiza um festival de merda. É a lei da oferta e da procura, como diria algum economista de talk show sem graça.
E agora alguém vai dizer, com razão: "Que porra você está fazendo escrevendo sobre um álbum tributo?". E tem razão. Embora eu pudesse dar uma resposta estridente, relacionada às minhas bolas, ainda nem tomei meu primeiro drinque do dia, e vou dar uma resposta. Pois é, é um tributo ao Rush, e os canadenses que infelizmente estão se despedindo são um dos meus pontos fracos, então não resisti a essa banda brasileira, liderada por uma vocalista feminina, interpretando as músicas de um dos meus grupos favoritos. Sim, o Fleesh é brasileiro, e se não me falha a memória, este é o terceiro álbum deles. A dupla Gabby Vessoni e Celo Oliveira, que postaram seus covers do Rush no YouTube, resolveram registrar isso em um disco, tocando com o máximo respeito, e, considerando tudo, soa muito, muito bom. Certamente alguns puristas vão apontar mil falhas e pretensões vãs, mas eu, que peço à vida uma cerveja gelada, gelo no freezer para o meu bourbon e uma música que me faça curtir, estou completamente satisfeito.
É evidente que este é um álbum feito com paixão e qualidade, fácil de ouvir, no qual a voz de Gabby Vessoni assume o protagonismo ao longo da gravação, imbuindo-a de uma beleza e suavidade que se impõem desde o primeiro momento. Quatorze músicas — duas delas bônus — nas quais elas tocam com "Closer to the Heart", "Tears", "Resist"... 

Já os apresentei; Fleesh é uma dupla brasileira que faz suas próprias músicas, mas também se inclina bastante para covers interessantes de bandas famosas. Rush foi a vez, e talvez seja porque a seleção de músicas me parece um pouco irregular, mas não a considero tão completa quanto "Versions". Claro, a qualidade dos músicos e das performances é inegável, mas, pessoalmente, prefiro tocar um álbum dos canadenses.

Também não direi muito sobre este álbum, uma coleção de músicas de várias eras do Rush (e é aí que começa minha discordância, já que há uma leva inteira de álbuns dos anos 90 que eu simplesmente descarto, sem mencionar "Vapor Trails"), mas para os fãs mais dedicados do Rush certamente será uma ótima ideia.




Se você quer relembrar a Era de Ouro do Canadá e fazer isso de uma nova perspectiva, experimente!
Você pode ouvir o álbum na página deles no Bandcamp, com certeza vai te entreter.
https://fleesh.bandcamp.com/album/the-next-hemisphere-a-rush-tribute

Ligações:

Lista de faixas:
1. Limelight (4:20)
2. The Stars Look Down (4:24)
3. Closer to the Heart (2:55)
4. Nobody's Hero (4:50)
5. Losing It (4:52)
6. Tears (3:39)
7. Resist (4:11)
8. The Way the Wind Blows (6:06)
9. Here Again (7:05)
10. The Trees (4:32)
11. Mission (5:19)
12. Bravado (4:31)
13. The Pass (5:09)
14. The Garden (6:57)
 
Formação:
- Gabby Vessoni / vocal
- Celo Oliveira / todos os instrumentos
Com:
Rodrigo Boechat / Hammond (9)





Destaque

CAPAS DE DISCOS - 1969 Velvett Fogg - Velvett Fogg

   L.P U.K - PYE Records - NSPL 18272.  Contracapa Etiquetas lados 1 y 2.