terça-feira, 2 de setembro de 2025

Joni Mitchell - "Hejira" (1976)


“Havia muito afeto nessas relações.
O fato de que eu não poderia permanecer nelas
por uma razão ou outra foi doloroso para mim.
Os homens envolvidos são pessoas boas.
Eu fui apaixonada por eles neste dia.
Temos um carinho mútuo,
 mesmo que cada um tenha ido 
para novos relacionamentos.
 Certamente bolsões de mágoa se formam.
Você fica um pouco maltratada ao sair de um relacionamento
 que vê não vai durar para sempre.
Eu não vivo em amargura.”
Joni Mitchell,
em 1979, para a Rolling Stone,
respondendo à matéria da revista
que falava sobre seus relacionamentos



Foi muito difícil resolver escrever sobre este disco. Ele é talvez o disco que eu mais goste de todos os que já ouvi na minha vida. Pelo significado das letras, pela música estranha e sombria e, ao mesmo tempo, lírica e sensível, pela sonoridade que não se encontra em qualquer outro trabalho. E também porque partilho este apreciar com um dos meus melhores amigos, o Mauro Magalhães. O que eu escrever aqui terá o julgamento dele. Bom, o disco é Hejira” da cantora e compositora canandense Joni Mitchell. Este disco foi lançado em 1976 e é fruto de uma viagem de carro que Joni fez do estado do Maine até a Califórnia, onde mora, sozinha e com seu violão. Isto equivaleria vir do Amazonas até o Uruguai. Nesta viagem, Joni, que estava saindo de um relacionamento, compôs o tempo inteiro. O resultado é este disco.

Começamos por "Coyote", talvez a música com mais jeito de hit do disco. Um ritmo folk com aquele violão num groove, a percussão de Bobbye Hall e, especialmente o baixo fretless de Jaco Pastorius, ele próprio um quase coautor do disco, tamanho o destaque e a importância que tem para o som de "Hejira". A letra conta uma carona que Joni deu para um índio e das aventuras que os dois viveram durante este período. O refrão diz tudo: "você pegou um caroneiro/ um prisioneiro das faixas brancas da estrada". A canção seguinte, "Amelia", é uma homenagem à aviadora Amelia Erhart e uma evocação da mulher que se liberta e consegue destaque no mundo dos homens. É bom lembrar que o disco foi gravado na metade dos anos 70, quando as mulheres ainda lutavam por sua independência e lugar na sociedade. Além disso, havia um preconceito contra atuação sexual da mulher. E Joni era namoradeira. Um ano antes, a revista Rolling Stone, num arroubo machista como jamais visto, publicou uma "árvore genealógica" dos amores de Joni. De certa maneira, "Amelia" – e todo o disco – se constitui numa resposta à toda esta intolerância. Depois de descrever todo um trecho da viagem e fazer um relatório lírico, ela diz: "Parei num cactos Tree Motel/ Pra tirar a poeira/ e dormi num travesseiro estranho da minha luxúria/ Sonhei com 747/ sobre fazendas geométricas/ Sonhos, Amelia, sonhos e falsos alarmes". Tudo isso com a guitarra de Larry Carlton como nunca foi ouvida em outro disco. Pontuando o violão de Joni e a guitarra de Carlton, está o vibrafone de Victor Feldman, totalmente integrado ao clima.

Depois, vem "Furry Sings the Blues", que conta sua visita ao blueseiro Furry Lewis, em Memphis. Observadora, Joni mistura o relato da visita a uma acurada descrição da decadência dos bairros pobres da cidade. Ela levou bebida e cigarros para o lendário homem do blues que está numa cama sem uma perna. A visita se torna tensa: "Velho Furry canta o blues/ Ele aponta um dedo grosso pra ti/ e diz: 'Não gosto de você'/ Todo mundo ri como se fosse uma piada/ mas é verdade/só somos bem-vindos porque trouxemos bebida e cigarros". Nesta viagem, Joni traz dois de seus companheiros do L.A. Express, banda que tinha tocado com ela: Max Bennett no baixo e John Guerin na bateria, na época, seu namorado. E também Neil Young, que faz intervenções exatas e precisas na harmônica. Como sempre, Joni e seus violões com afinações diferentes. Mais um relato de um amor da estrada, "A Strange Boy" conta do relacionamento dela com um jovem skatista. Similar em tema e sonoridade a "Coyote", a canção faz Joni admitir que estava numa viagem a procura de si mesma e do amor: "Apenas quando eu penso que ele é bobo e infantil/ e eu quero que ele seja adulto/ eu resgato minha bobice e infantilidade/ precisando de amor e compreensão". É o grito de uma mulher à procura do amor e de alguma coisa a mais.

Este disco dá uma série de pistas ao que se passava na cabeça de Joni Mitchell nesta e em todas as épocas. À medida que o disco avança, mais e mais, ela vai se desnudando, lentamente, mas nunca deixando ver tudo. E aí vem a música mais emblemática, a faixa-título. Novamente aquele violão strummed, o baixo de Pastorius e a percussão de Bobbye Hall. “Héjira” foi a jornada do profeta Maomé e seus seguidores de Meca a Medina. Joni usa o termo para fazer um relato da viagem e da jornada para dentro de si mesma e dos relacionamentos amorosos entre os seres humanos. A letra é toda interessante e citável, mas destaco alguns trechos: "No nosso relacionamento possessivo/ muita coisa não podia ser dita/ agora estou voltando pra mim mesma/ estas coisas que eu e você suprimimos". Mais adiante, ela diz: "Na igreja, eles acendem as velas/ e a cera corre como se fosse lágrimas/ Tem a esperança e o desespero/ que eu presenciei 30 anos". E o refrão – se é que se pode chamar de refrão este trecho – afirma: "Estou viajando em um veículo/ Estou sentada em algum café/ um desertor de guerra sem importância/ Até que o amor me carregue de volta pra aquele caminho". Lírica e intensa, Joni faz metáforas com prédios e sua solidez com a natureza volátil do amor.

Entretanto, uma das chaves para entender "Hejira" e Joni Mitchell está na música seguinte, "Song for Sharon". Escrita como se fosse uma carta a uma amiga que vai casar, Joni deixa transparecer sentimentos confusos e contraditórios a respeito de sua liberdade e da "prisão" em que sua amiga está entrando. Ela começa descrevendo uma viagem que fez a Staten Island, onde comprou um mandolin. Durante toda a música, Joni fala para Sharon das coisas que vê durante esta viagem como se a estivesse provocando. Lá pelas tantas, a descrição se torna sombria: "Uma mulher que eu conhecia se afogou/ O poço estava lamacento e profundo/ Ela estava se livrando da futilidade/ ou punindo alguém/ Meus amigos ligaram ontem o dia inteiro/ todas emoções e abstrações/ Parece que todos nós vivemos muito perto desta linha/ e tão longe da satisfação". Joni fala do casamento como se fosse uma prisão, mas toda aquela cerimônia e os rituais parecem lhe fascinar. As explicações virão seis anos depois, quando ela se casa com o baixista Larry Klein e faz um disco inteiro celebrando este casamento chamado "Wild Things Run Fast".

Já "Black Crow" compara o corvo que ela encontra na estrada a si mesma. "À procura de amor e de música/ toda minha vida foi dedicada/ Iluminação, corrupção/ e mergulho, mergulho, mergulho, mergulho/ Mergulho pra pegar qualquer coisa brilhante/ como aquele corvo voando/ num céu azul". A busca do corvo é a mesma de Joni: algo que a faça feliz, mesmo que efêmero. O que é a mesma busca que empreendemos toda nossa vida. Metaforicamente falando. Com os violões, temos a guitarra de Carlton nunca tão violenta e lancinante. Depois de tanta procura e frustração, vem o momento em que as coisas dão uma trégua. "Blue Motel Room" usa o clima de balada jazzística para contar uma história de amor moderna. "Você ainda vai me amar/ quando eu te ligar, quando eu voltar pra casa". Depois, ela brinca que "sabe que você tem todas estas garotas espalhadas pela cidade... diga pra elas que tu tens sarampo, que tu tens germes". Ou em: "Você e eu somos como América e Rússia/ Estamos sempre tentando ganhar... Precisamos armar uma conferência de paz/ em algum café neutro/ Você vai continuar circulando pela cidade/ e eu vou cair na estrada". O amor continua, mas a liberdade é mais importante para Joni.

E, pra fechar, ela procura "Refuge of the Roads". Como em todo o disco, o clima é confessional. Joni vai contando de figuras que encontrou. Cada uma delas procura o refúgio nas estradas. Andarilhos, homens e mulheres perdidos, personagens desgarrados pelo mundo. São estas pessoas que Joni Mitchell descreve e com as quais se sente em casa. Jaco Pastorius brilha como nunca nesta canção, acompanhado pelos sopros de Chuck Findley e Tom Scott e pelo sempre presente violão de Mitchell e suas afinações malucas. É muito difícil analisar um disco que se ama tanto e que a cada ouvida se descortina. Algumas das coisas que Mitchell diz neste disco iriam se revelar por completo anos depois com o surgimento de uma filha adulta que ela tinha abandonado para adoção em 1965. Bom, isso é outra história. Recomendo a todos que mergulhem neste disco como ela mergulhou na estrada. E eu nem falei da capa, uma das mais lindas ever.
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FAIXAS:
1. Coyote
2. Amelia
3. Furry Sings the Blues
4. A Strange Boy
5. Hejira
6. Song for Sharon
7. Black Crow
8. Blue Motel Room
9. Refuge of the Roads

todas as composições de Joni Mitchell



It’s All Meat “It’s All Meat” 1970

 

It's All Meat foi uma banda do final dos anos 60/início dos anos 70, vinda de Toronto, que lançou este excelente álbum em 1970 (Columbia). Antes disso, It's All Meat era conhecido como The Underworld. O Underworld lançou um single de garagem soberbo e bruto ("Go Away"/"Bound" – o selo é Regency) em 1968 e também gravou um excelente material inédito capturado em acetato. Como mencionado anteriormente, alguns dos membros do The Underworld formariam o It's All Meat. Em 1969, este novo grupo lançaria seu primeiro 45, "Feel It", juntamente com "I Need Some Kind of Definitive".
“Compromisso.” O lado A combina a energia do MC5 com a arrogância do New York Dolls e apresenta bastante feedback e ótimas pausas de guitarra. 
É um dos grandes proto-punks.

Seu álbum foi lançado no ano seguinte e continha 8 faixas originais inéditas escritas pelo baterista Rick McKIM e pelo tecladista/vocalista Jed MacKAY. Há um monte de bons e sólidos garage rockers que formam o eixo deste LP: "Make Some Use Of Your Friends", "Roll My Own", "You Brought Me Back To My Senses" e "You Don't Know The Time You Waste". Esta última faixa seria lançada como o segundo e último single do grupo, mas "Roll My Own" e "Make Some Use Of Your Friends" foram igualmente boas, apresentando um bom trabalho de guitarra psicodélica e vocais crus. Outras faixas dignas de nota flertavam com o blues ("Self-Confessed Lover") e o folk-rock ("If Only"), mas os momentos mais brilhantes do LP foram suas duas composições maratonas de 9 minutos. “Crying Into A Deep Lake” era a psicodelia completa do Doors, com teclados espaciais e vocais assustadores influenciados por Jim Morrison. A outra faixa longa, “Sunday Love”, soa como uma estranha mistura de Lou Reed e John Cale, com muitos ruídos psicodélicos de guitarra e passagens suaves de folk, salpicadas com teclados leves de garage. Portanto, embora essas duas últimas faixas sejam muito longas, elas nunca se esgotam e são obrigatórias para fãs de garage e psych. A produção do álbum oscila entre um som de gravação primitivo e o brilho típico de uma grande gravadora, o que o torna perfeito.

It's All Meat é uma viagem excelente e consistente do começo ao fim. É um dos melhores álbuns de garage rock do período tardio (muito tardio) que conheço. Os sons hard rock e proto-punk do álbum lhe conferem um toque agradável e visceral. It's All Meat foi relançado em 2000 pela Hallucinations.

MUSICA&SOM ☝



 

Yatha Sidhra - A Medidation Mass (1973)

 

 Embora o Krautrock do início dos anos 70 tenha assumido muitas formas, com algumas bandas sendo rockers pesados ​​e outras mais voltadas para o jazz-fusion, quase todas essas bandas compartilhavam um atributo tangível: motivos psicodélicos e oníricos que serpenteavam despreocupadamente por longos períodos. Embora fosse um atributo compartilhado por todo o subgênero, algumas bandas o levaram a extremos, e a banda alemã YATHA SIDHRA foi uma dessas bandas que levou esse tipo de música meditativa a novos patamares relaxantes. Essa banda foi formada em Freiburg em 1973 pelos irmãos Rolf e Klaus Fichter sob o nome Brontosaurus, mas logo descobriram que um dinossauro gigante não transmitia exatamente a mensagem que esperavam, então seguiram a tendência do mundo indo-raga e mudaram seu nome para YATHA SIDHRA, que soava mais hindu.

Embora a existência da banda tenha sido bastante breve e eles só tenham conseguido criar este clássico cult intitulado A MEDITATION MASS, um verdadeiro tesouro no mundo da música experimental, progressiva e über-kosmische que, para todos os efeitos, cria uma única faixa longa de álbum conectada, apesar de ser tecnicamente separada em quatro suítes. Esta é uma música hipnotizante, se é que alguma vez houve alguma. O tipo de música que você imagina tocando em sua cabeça em uma miragem perto de um oásis no deserto, onde o mundo espiritual e o físico estão de alguma forma conectados por um breve momento. Esta jornada espacial de quarenta minutos começa com alguma eletrônica progressiva estelar que exibe o sintetizador Moog como o principal gerador atmosférico do álbum. Depois de um tempo, a música cede a uma forma suave de rock com uma forte presença da flauta indiana, vibrafones, um piano elétrico e vocais esparsos.

Os aspectos do rock estão praticamente ausentes em "Parte 1", mas se tornam mais proeminentes em "Parte 2", o que permite que a bateria e o baixo brilhem por um breve momento em um álbum etéreo e suave, que é uma experiência mística alucinante com um devaneio pulsante da cultura acid dos anos 60, soando mais sofisticado com a miscelânea de influências étnicas e rompendo com os clichês. O álbum brilha ainda mais na excelente produção que teve Achim Reichel no comando para dar acabamento ao projeto, lançado pelo famoso selo Brain, que recebeu muitas das grandes bandas de Krautrock, como NEU!, Guru Guru, Cluster, entre outras. Continue em "Parte III" e a música se envolve em um rock jazzístico de forma livre com uma guitarra lamentosa, uma batida sincopada que se destaca sobre ritmos que induzem ao trance, culminando nos esperados surtos aprovados por Kraut. "Parte IV" simplesmente continua o rock espacial com atmosfera.

Este álbum, majoritariamente instrumental, é supostamente um álbum conceitual, mas não é preciso investir capital intelectual para apreciá-lo. No fim das contas, esta é uma jornada guiada por Moog na esfera sonora que leva o ouvinte a uma viagem espacial definitiva. Uma jornada musical em direção a um êxtase fluido que oscila lentamente entre folk pastoral, rock espacial e a incursão ocasional em passagens mais jazzísticas. No geral, A MEDITATION MASS é o álbum perfeito para o seu homônimo. Não é complexo demais para seu próprio bem, nem simplista demais para ter algum valor. É perfeitamente equilibrado, pois pega melodias suaves e as provoca em direção ao infinito, que por acaso é interrompido pelas limitações da tecnologia de gravação original da época.

Se você busca música espacial hipnotizante, onírica e hipnótica, com toques de rock, folk étnico e jazz, Yatha Sidhra criou a viagem sonora perfeita para os mundos interiores da sua meditação. O que diferencia A Meditation Mass de outros artistas como Amon Düül II ou Ash Ra Tempel é que este é menos "esquisito" e mais pé no chão. Ressoa como algo mais espiritual e menos inspirado em química, mas tão distante da realidade quanto o melhor que o Krautrock tinha a oferecer. Talvez o parente musical mais próximo que encontrei dessa época não seja da Alemanha, mas do Japão. A banda Far Out, de Tóquio, também lançaria um clássico meditativo, "日本人 (Nihonjin)", apenas um ano antes, e compartilha as mesmas características gerais. Enquanto Yatha Sidhra lançaria apenas este clássico underground, os irmãos Fichter continuariam seu universo psicodélico com sua sequência de música eletrônica progressiva, Dreamworld, que lançaria mais dois álbuns nos anos 80.


Yatha Sidhra - A Meditation Mass (1973)


Lista de faixas:

1. A Meditation Mass 1 17.45
2. A Meditation Mass 2 3.13
3. A Meditation Mass 3 12.00
4. A Meditation Mass 4 7.16

Formação:

Rolf Fichter - Moog, flauta indiana, piano elétrico, guitarra, vocais
Klaus Fichter - bateria, percussão
Matthias Micolai - guitarra, baixo
Peter Elbracht - flauta




Extradition - Hush 1971

 

O único álbum do Extradition é uma música folk altamente valiosa e, muitas vezes, fascinante, que se mistura ao folk-rock e à psicodelia, mesmo sem guitarras elétricas nem bateria de rock convencional. Embora as músicas, inteiramente originais, sejam, em sua essência, muito parecidas com a música folk britânica, com suas melodias assombrosas e tom lírico sombrio, elas devem muito menos ao folk britânico tradicional do que boa parte do folk-rock britânico, atraindo influências do "acid folk" (embora esse rótulo não existisse na época), da música clássica e até mesmo da vanguarda.
Com harmonias refinadas e os vocais puros e agudos de Shayna Karlin (talvez o elemento folk mais convencional aqui), o grupo criou algo individual com uma fragilidade sinistra, realçada pelo uso discreto de tantos instrumentos além do violão acústico — flauta, órgão, dulcimer, cravo, harmônio e todo tipo de dispositivo percussivo exótico. Embora alguns possam considerá-lo precioso demais em alguns momentos, ele merece uma audição mais ampla, já que seu apelo não se limita estritamente aos colecionadores especialistas e ávidos do gênero acid folk.


    Gênero: Psicodélico, Progressivo

Foi em 1971 que o álbum folk australiano mais raro e provavelmente mais maravilhoso de todos os tempos foi lançado. O trio EXTRADITION gravou esta obra-prima, Hush, e a lançou pelo selo Sweet Peach (o mesmo do nosso Phil Sawyer, "Childhoods End"). É um álbum aclamado por colecionadores e fãs de folk, psicodelia e progressivo do mundo todo, embora seja basicamente música folk ácida. É tão frágil, tão rico, tão lindamente executado. Há uma lista extensa e impressionante de instrumentos usados ​​aqui, como piano, harmônio, cravo, flauta de bambu, dulcimer, triângulo, glockenspiel, violão, violino, tablas, etc., e os belos vocais femininos completam todo o repertório.


Lista de faixas

1     A Water Song
2     A Love Song
3     Original Whim
4     Minuet
5     A Moonsong
6     Dear One
7     A Woman Song
8     I Feel The Sun
9     Ice
10     Song For Sunrise

     Bonus Tracks - Live March 1970:

11     Honeychild
12     In The Evening
13     Ballad Of Reading Gaol
14     Hold On To Me, Babe
15     Seeds Of Time
16     Ice




Strollers - Waiting Is ( 1973)

 

Álbum incrível da obscura banda malaia The Strollers, gravado em 1973.
 ''Waiting is...'' permanece como um dos melhores álbuns psicodélicos já gravados na Ásia:
 musicalidade soberba, som e produção de primeira e músicas originais cantadas em inglês perfeito.
O álbum varia do psicodélico pesado e completo, com órgão,
guitarra e flauta incríveis, ao incrível pop psicodélico britânico do final dos anos 60 e alguns momentos mais funky e progressivos.

 

The Strollers - Waiting Is .1973 (2006)

    1 You're Gonna Make It 2:40
    2 Silly Jokes 2:25
    3 Bus Ride 2:38
    4 Children 4:20
    5 Fire 7:56
    6 Please Don't Let Me Down 2:25
    7 You 2:55
    8 NWK 3:31
    9 Maybe Tomorrow 2:29
    10 My Girl 4:03
    11 Medley 3:00
     a. Do What You Gotta Do
     b. Just as I Am

    Duração total: 38:22

Michael Magness - teclado, vocais
Nand Kumar - flauta, gaita, guitarras, percussão
Hassan Idris - guitarras
Billy Chang - baixo
Hussein Idris - bateria




Quicksilver Messenger Service - Happy Trails 1969




Sem dúvida, esta continuação do lançamento homônimo de estreia do Quicksilver Messenger Service é a mais precisa em retratar a banda em vinil sob a mesma luz das performances ao vivo aclamadas pela crítica e pelo entusiasmo. O álbum é essencialmente centrado nas extensas releituras de "Who Do You Love?" e "Mona", de Bo Diddley, bem como na contribuição menos elogiada — mas não menos intensa — de "Calvary", de Gary Duncan (guitarra/vocal). Este é o último álbum a apresentar a encarnação original do quarteto do QMS. Os esforços coletivos de John Cipollina (guitarra/vocal), Greg Elmore (percussão), David Freiberg (baixo/vocal) e o já mencionado Duncan mantêm a incrível capacidade de se apresentar com uma descontração psicodélica, sem se tornar entediante ou minimamente pretensioso.
O épico "Who Do You Love?" A suíte é dividida em uma introdução e uma coda para o conjunto, além de quatro seções distintas para os respectivos membros da banda. O talento perpetuamente inventivo do QMS é o que realmente está em exibição aqui. A destreza instrumental absoluta dos músicos e a interação praticamente psíquica permitem que eles entrem e saiam do tema principal sem problemas. No entanto, ao mesmo tempo, cada músico assume o centro do palco para solos intransigentes. "Mona" e sua companheira, "Calvary", continuam praticamente da mesma forma. Aqui, os membros do QMS se complementam para formar uma unidade coesa. Esta faixa também contém alguns dos melhores e mais memoráveis ​​trastes de Cipollina. Ele é capaz de invocar espíritos sonoros de sua guitarra de uma forma diferente de qualquer um de seus contemporâneos da Bay Area. Um excelente exemplo de sua individualidade é a frenética "Maiden of the Cancer Moon" — ascendendo dos remanescentes de "Mona". A angústia e a energia no trabalho de guitarra de Cipollina e em suas linhas de fraseado técnico poderiam facilmente ser consideradas equivalentes a um solo de guitarra de Frank Zappa. A breve faixa-título, um cover de "Happy Trails", de Roy Rogers e Dale Evans, parece quase insignificante diante de uma execução tão virtuosa. Ela limpa a paleta sonora e também se despede deste fabuloso quarteto psicodélico.

Tracks:

1 Who Do You Love, Pt. 1 McDaniel 3:32
2 When You Love Duncan 5:14
3 Where You Love Fillmore Audience… 6:07
4 How You Love Cipollina 2:45
5 Which Do You Love Freiberg 4:38
6 Who Do You Love, Pt. 2 McDaniel 3:01
7 Mona Diddley, McDaniels 7:01
8 Maiden of the Cancer Moon Duncan 3:01
9 Calvary Duncan 13:21
10 Happy Trails Evans 1:28





Bryan Adams - Roll With The Punches (2025) Canadá

 


Bryan Adams, o icónico roqueiro canadiano com uma carreira que se estende por décadas, regressa em 2025 com "Roll With The Punches". Este álbum é mais do que uma coleção de novas canções; é uma viagem ao coração do rock and roll, com uma atitude que mistura a alma do blues, a energia do rock clássico e a familiaridade que se espera de um dos maiores compositores do nosso tempo.

Desde o primeiro acorde, "Roll With The Punches" estabelece um tom de autenticidade e paixão. A produção é calorosa e orgânica, com um som que é cru e honesto, capturando a energia de uma banda a tocar em conjunto. As guitarras, a cargo do próprio Bryan Adams, são o motor do álbum, com riffs que são simultaneamente pesados e cheios de feeling. Há um equilíbrio notável entre o rock puro e o blues, uma fusão que Bryan Adams domina com mestria.

A voz de Bryan Adams é o ponto focal. Com o seu timbre inconfundível, que transita entre um rosnado rouco e uma melodia viciante, ele lidera as canções com uma confiança e um carisma inigualáveis. As letras, que exploram temas de resiliência, luta, amor e a vida na estrada, ressoam com uma profundidade que complementa a musicalidade. Os refrões são hinos prontos para a arena, viciantes e feitos para serem cantados em plenos pulmões.

"Roll With The Punches" é um álbum que brilha pela sua consistência e coesão. As músicas fluem bem umas para as outras, mantendo um nível de energia constantemente elevado. O álbum equilibra rockers de ritmo acelerado com baladas mais introspectivas e emotivas, mostrando a versatilidade de Bryan Adams em navegar por diferentes matizes musicais. A banda não tenta reinventar a roda, mas sim roda-a com grande entusiasmo e competência.

Para os fãs de Bryan Adams, "Roll With The Punches" é uma audição obrigatória que demonstra que a sua paixão pelo rock and roll continua a arder forte. Para quem procura um rock honesto, com uma boa dose de blues e uma voz lendária à frente, este álbum é uma excelente escolha.

Em resumo, "Roll With The Punches" é um triunfo na discografia de Bryan Adams. É um álbum que confirma o seu estatuto como um dos maiores nomes do rock, com uma dose generosa de riffs memoráveis, melodias inesquecíveis e uma execução impecável. Prepare-se para ser varrido pela sua energia.

Já teve a oportunidade de ouvir "Roll With The Punches"? Qual a sua faixa favorita e o que mais o impressionou neste novo trabalho?


01. Roll With The Punches
02. Make Up Your Mind
03. Never Ever Let You Go
04. A Little More Understanding
05. Life Is Beautiful
06. Love Is Stronger Than Hate
07. How's That Workin' For Ya
08. Two Arms To Hold You
09. Be The Reason
10. Will We Ever Be Friends Again

Banda:

Bryan Adams – lead vocals, background vocals (2–6, 8–10), bass, guitar, drums (1, 4–10), piano (1, 6, 7), keyboards (2, 4), percussion (2), organ (6, 7, 9), harmonica (7)
Keith Scott – guitar (1, 2, 9, 10)
Pat Steward – drums (1–3)
Mutt Lange – background vocals (1–6, 8–10), keyboards (1, 3, 5, 8, 10)
Jim Vallance – background vocals (4)



Sweet Freedom - Blind Leading The Blind (2025) Suécia

 

Os Sweet Freedom, a banda sueca que opera no território do hard rock melódico e do AOR, regressam em 2025 com "Blind Leading The Blind". Este álbum é uma viagem musical que se aprofunda na essência do rock melódico, com uma produção de alta qualidade, melodias cativantes e uma atitude que remete à era dourada do género. Para os fãs de guitarras harmoniosas e vozes poderosas, este é um disco que promete uma experiência auditiva rica e gratificante.

Desde as primeiras notas, "Blind Leading The Blind" estabelece uma atmosfera de grandiosidade e melodia. A produção é impecável e cristalina, com um som que é grande e limpo, permitindo que as camadas melódicas se destaquem. As guitarras são o coração do álbum, com riffs que são simultaneamente pesados e cativantes, e solos cheios de feeling e técnica que remetem aos grandes mestres do género.

O vocalista é uma força central, com um timbre que tem tanto poder quanto emoção. Ele lidera as canções com uma confiança e um carisma inigualáveis. As melodias vocais são a alma do álbum, com refrões que são instantaneamente memoráveis e prontos para serem cantados. As letras, que exploram temas de esperança, resiliência e a busca por significado, ressoam com uma profundidade que complementa a musicalidade.

"Blind Leading The Blind" é um álbum que brilha pela sua consistência e coesão. As músicas fluem bem umas para as outras, mantendo um nível de energia e melodia constantemente elevado. Embora os Sweet Freedom operem dentro de uma linguagem familiar para os amantes do hard rock melódico e AOR, eles conseguem imprimir a sua própria marca, com composições que são ao mesmo tempo clássicas e cheias de vida. A banda não tenta reinventar a roda, mas sim roda-a com grande entusiasmo e competência.

Para os fãs de bandas como Journey, Foreigner, e outros grandes nomes do rock melódico, "Blind Leading The Blind" é uma audição obrigatória. É um álbum que honra a tradição do género, mas com uma abordagem fresca e uma paixão que o tornam relevante para o público atual.

Em resumo, "Blind Leading The Blind" é um triunfo para os Sweet Freedom. É um álbum que entrega o que promete: uma dose generosa de hard rock melódico puro e sem concessões, feito com paixão e uma execução impecável.

Já teve a oportunidade de ouvir "Blind Leading The Blind"? Qual a sua faixa favorita e o que mais o atraiu neste novo trabalho dos Sweet Freedom?

Temas:

01. Infinity
02. Tears Of The Sun
03. Another Day
04. Skin And Bone
05. Innocent Child
06. Live From The Heart
07. Skeleton Key
08. Solid Ground
09. I Push Too Hard
10. Outcry

Banda:

Matti Alfonzetti – Lead and backing vocals
Hakan Nilsson – Lead and rhythm guitars, backing vocals
Jan Lund – Bass and backing vocals
Hakan Rangemo – Drums and percussion, backing vocals
Jorgen Schelander – Organ and keyboards, backing vocals


Destaque

Tomas Bodin "An Ordinary Night in My Ordinary Life" (1996)

  Os fãs do Flower  Kings  na década de 1990 já sabiam muito bem do  talento  do tecladista ; nenhuma prova adicional era necessária. No ent...