segunda-feira, 20 de outubro de 2025

Andy And The Rockets - Casino (2025) Suécia

 

Andy And The Rockets regressam com Casino, um álbum que não só cimenta o seu lugar no florescente cenário do Rock Melódico Escandinavo (Scandi-Rock) mas que também se destaca como uma das melhores ofertas do género em 2025. O quarteto sueco, liderado pelo vocalista Andreas Forslund ("Andy"), entrega um disco de 12 faixas que é puro melodia, energia e poder de refrão - o tipo de rock feito para grandes palcos.

O Som: Hard Rock Melódico de Classe Mundial

Se o seu álbum anterior, Incognito (2023), foi um ponto de viragem para uma abordagem mais moderna, Casino é a culminação dessa evolução. O som é caracterizado por uma produção extremamente polida e "brilhante" (cortesia de Erik Mårtensson, dos Eclipse), que confere aos riffs e aos refrões uma força e clareza excepcionais.

A banda mistura influências de Hard Rock Clássico (AC/DC, Guns N' Roses), com a sensibilidade melódica inerente ao Rock Escandinavo (Eclipse, H.E.A.T., Treat) e um toque moderno, por vezes remetendo para o Hard Rock Alternativo (Nickelback, Daughtry).

Energia e Dinâmica: O álbum irradia energia e soa como se a banda estivesse a tocar ao vivo. As guitarras são poderosas, a secção rítmica (Filip Westgärds no baixo e Max Marcusson na bateria) é implacável e o uso de amplificadores "reais" (em vez de emulações digitais) confere um calor autêntico.

O Fator Refrão: A marca mais forte do álbum são os refrões explosivos e fáceis de cantar. A capacidade sueca para a melodia está em plena exibição, garantindo que a maioria das faixas se tornem earworms.

Destaques das Faixas

"I'm Alive!": A faixa de abertura é uma fatia de puro Scandi-Rock de alta voltagem. É positiva, cheia de adrenalina e estabelece o ritmo acelerado do álbum, com um toque de riffage à Treat.

"Your Touch Is Too Much": Um rock and roll mais "sujo" e feito para as rádios, com um hook tão grande que é praticamente impossível resistir.

"I'll Die If You're Done": A principal power ballad do álbum, emotiva, grandiosa e lindamente arranjada. É uma das faixas favoritas da própria banda, com grande paixão na performance vocal e excelentes solos de guitarra.

"Cyanide": Outro hino bombástico. Começa mais temperamental e rapidamente explode no refrão, mostrando a competência da banda em criar melodias memoráveis e um belo solo de Robin Lagerqvist.

"Wild Ones": Uma das favoritas da crítica, com um ritmo contagiante e uma melodia que fica a ressoar nos ouvidos, demonstrando a mestria da banda em harmonias vocais.

"Heartbreak City": O encerramento fornece uma nota final poderosa, um heavy rocker moderno com uma melodia mais sombria, que amarra o álbum na perfeição.


Veredicto

Casino é um álbum que prova que a fórmula do Hard Rock Melódico não precisa de ser reinventada para ser excelente. Os Andy And The Rockets pegam na fórmula clássica e injetam-lhe uma vitalidade, sinceridade e produção contemporânea de classe mundial.

Para os fãs de Eclipse, H.E.A.T., Treat e qualquer pessoa que aprecie um rock com grandes riffs, solos "quentes" e refrões feitos para serem gritados, este álbum é uma audição obrigatória. É um trabalho confiante, cativante e genuinamente revigorante.


Temas:

01. I'm Alive!
02. Your Touch Is Too Much
03. I'll Die If You're Done
04. The Devil And The Indian Scout
05. Cyanide
06. Wild Ones
07. Creatures Of The Dark
08. Dirty Love
09. Seven Years of Bleeding
10. Ride Or Die (Wild Dogs)
11. In From The Cold

Banda:

Andreas Forslund – Lead vocals and guitar
Filip Westgards – Bass guitar and backing vocals
Robin Lagerqvist – Lead guitar and backing vocals
Max Marcusson – Drums




Battle Beast - Steelbound (2025) Finlândia

 


Steelbound, o sétimo álbum de estúdio dos finlandeses Battle Beast, lançado a 17 de outubro de 2025 pela Nuclear Blast, é uma continuação inabalável da fórmula que a banda tem vindo a aperfeiçoar: Power Metal exagerado, melódico e sem desculpas, com um toque de Pop e Disco Music.

Sob a liderança da vocalista Noora Louhimo (cuja voz poderosa continua a ser a força motriz inconfundível da banda) e do produtor/tecladista Janne BjörkrothSteelbound é um álbum de Rock de "bom-humor", feito para afastar a tristeza e levantar os punhos em uníssono.

O Som: ABBA com Couro e Correntes

Battle Beast nunca teve medo de injetar melodias pop cativantes e ganchos inegáveis no seu heavy metal. Em Steelbound, eles levam esta mistura a novas alturas, resultando num som que os críticos descrevem, de forma divertida, como "ABBA a vestir ganga e couro".

Power Pop Metal: O álbum é dominado por faixas que são simultaneamente heavy e dançáveis. O teclado de Janne Björkroth assume frequentemente o papel principal, e os coros são construídos para explodir no palco, resultando numa energia que é party hard e sincera.

A Voz de Louhimo: A voz de Noora Louhimo é o seu trunfo mais forte. A sua entrega é intensa, poderosa e cheia de atitude, capaz de ir de um grito agressivo a uma melodia sonhadora, mantendo-se consistentemente no auge.

Produção: A produção é nítida, moderna e cheia de pressão, cortesia de Janne Björkroth. Embora alguns puristas do metal possam criticar a falta de peso nas guitarras em certas secções (onde os teclados dominam), o som é inegavelmente "grande" e feito para as arenas.


Destaques das Faixas

O álbum é notavelmente conciso, com pouco mais de 37 minutos, mantendo o ímpeto do início ao fim.

"Steelbound" (Título): Descrita por Janne Björkroth como "pesada e leve ao mesmo tempo", a faixa-título é um hino trovejante de resistência e resiliência. É cativante e irrecusível, casando a intensidade metálica com um ritmo contagiante.

"Twilight Cabaret": A faixa mais peculiar do álbum. Injeta elementos de Samba e Boney M, com uma batida quase caribenha. É extremamente divertida e diferente para a banda, provando que Battle Beast não tem medo de surpreender e abraçar o lado "circo" da sua música.

"Here We Are" / "Last Goodbye": Hinos poderosos e emocionais que celebram a resiliência e o espírito de luta. "Last Goodbye" é uma homenagem à força humana, feita para fazer 100.000 punhos bombear no ar.

"Riders Of The Storm": Uma faixa incrivelmente cativante, com uma energia "goofy" que lembra temas mais antigos da banda, como "Bastard Son Of Odin".

"Blood Of Heroes": Apresenta uma sensação quase "pirata" no riff principal, mas rapidamente se transforma num grande refrão típico de Battle Beast.


O Veredicto

Steelbound é a prova de que Battle Beast continua a crescer, misturando os melhores elementos dos seus álbuns anteriores (Bringer of Pain, No More Hollywood Endings e Circus of Doom) com ideias novas e ainda mais ousadas.

A banda não está a reinventar a roda do Power Metal, mas está a aperfeiçoar um subgénero próprio: o Power Metal de Festa e Bom-Humor. Embora a mistura pop e metal possa ser divisiva, para quem aprecia o gênero, o álbum é inegavelmente divertido e irresistível, feito com uma confiança contagiante.


É um álbum que repele a tristeza, cheio de ganchos memoráveis, para fãs de Nightwish, Within Temptation e Epica, que não têm medo de dançar.



Temas:

01. The Burning Within
02. Here We Are
03. Steelbound
04. Twilight Cabaret
05. Last Goodbye
06. The Long Road
07. Blood of Heroes
08. Angel of Midnight
09. Riders of the Storm
10. Watch the Sky Fall

Banda:

Juuso Soinio – rhythm guitar (2008–present)
Pyry Vikki – drums (2008–present)
Eero Sipila – bass, backing vocals (2008–present)
Janne Bjorkroth – keytar, backing vocals (2008–present)
Noora Louhimo – lead vocals (2012–present)
Joona Bjorkroth – lead guitar, backing vocals (2015–present)




Sabaton - Legends (2025) Suécia

 

Legends, o 11º álbum de estúdio da banda sueca Sabaton, lançado a 17 de outubro de 2025, é uma poderosa reafirmação da sua fórmula vencedora de Power Metal. Após dois álbuns focados exclusivamente na Primeira Guerra Mundial (The Great War e The War to End All Wars), Legends alarga o seu campo de batalha, explorando figuras históricas icónicas de vários séculos.

O Conceito: Uma Galeria de Personagens

A principal mudança em Legends é o seu foco lírico: em vez de se concentrarem num único conflito ou evento, a banda celebra 11 figuras históricas — guerreiros, reis, estrategistas e revolucionários — transformando as suas biografias em hinos de batalha cinematográficos.

O álbum viaja desde os Templários (Templars), passando pelo estrategista cartaginês Aníbal (Lightning at the Gates), o conquistador mongol Genghis Khan (Hordes of Khan), o imperador Napoleão Bonaparte (I, Emperor), o duelista japonês Miyamoto Musashi (The Duelist), a heroína francesa Joana D'Arc (Maid of Steel) e até o rei sueco Gustavo Adolfo (Till Seger).

A Música: Power Metal de Marca Registada
Musicalmente, Legends é Sabaton na sua forma mais pura e pomposa, mas com uma produção ligeiramente mais nítida e cinematográfica.

Fórmula Intacta: A banda não se afasta do seu modelo de sucesso. O álbum é um arsenal de coros de hinos estrondosos, riffs diretos, solos rápidos e a bateria marcial de Hannes Van Dahl. É feito para ser cantado em arenas.

Voz e Melodia: A voz de barítono de Joakim Brodén (também vocalista) é inconfundível. As melodias são fortes e imediatamente reconhecíveis, com um equilíbrio deliberado de metal e arranjos orquestrais.

Destaques da Composição: É notável que este seja o primeiro álbum onde todos os membros contribuíram para o processo de composição, o que poderá ter ajudado a variar ligeiramente o som dentro dos limites da banda.


Pontos Altos:


"Templars": Um hino clássico de Sabaton, com coros Viking viking-like que abrem caminho para Valhalla.

"Impaler": Uma faixa mais pesada e ameaçadora, que alguns críticos comparam ao peso de "Kashmir" dos Led Zeppelin.

"I, Emperor": Uma canção punchy, poderosa e muito catchy sobre Napoleão, que foi muito pedida pelos fãs.

"Till Seger": O encerramento, cantado em sueco, é um toque agradável que regressa às raízes da banda, com a inclusão de um órgão grandioso.

O Veredicto

Legends não é o álbum que reinventa os Sabaton, nem o álbum que traz profundidade a temas já por si óbvios (Júlio César, Napoleão). No entanto, para os fãs da banda, é uma coleção de hinos absolutamente gloriosos que expande o seu "universo cinematográfico de batalha" para um escopo mais vasto, longe das trincheiras da Primeira Guerra Mundial.

Este álbum é para ser apreciado pelo seu poder inabalável, os seus coros triunfantes e o seu espírito divertido, que trata o derramamento de sangue histórico com um entusiasmo grandioso. É um Power Metal de peito aberto, sem subtilezas, que apenas quer que o ouvinte balance a cabeça e levante os punhos.



Recomendado para: Fãs de Power Metal épico, Iron Maiden, e qualquer pessoa que procure um álbum que soe como uma banda sonora de filme de guerra de grande orçamento.



Temas:

01. «Templars» 04:54
02. «Hordes of Khan» 03:43
03. «A Tiger Among Dragons» 04:06
04. «Crossing the Rubicon» 03:29
05. «I, Emperor» 04:16
06. «Maid of Steel» 03:17
07. «Impaler» 04:44
08. «Lightning at the Gates» 04:12
09. «The Duelist» 03:55
10. «The Cycle of Songs» 05:39
11. «Till Seger» 03:27

Banda

Joakim Broden – lead vocals, keyboards (1999–present)
Par Sundstrom – bass, backing vocals (1999–present)
Chris Rorland – guitar, backing vocals (2012–present)
Hannes Van Dahl – drums, backing vocals (2013–present)
Thobbe Englund – guitar, backing vocals (2012–2016, 2024–present)




Supertramp - Indelibly Stamped 1971

 

Indelibly Stamped ,  o segundo álbum do Supertramp , foi uma melhoria em relação à estreia, embora o grupo tenha tido uma tendência a se entregar a longas seções instrumentais. 

























Destaque

Superjoint Ritual – A Lethal Dose Of American Hatred [2003]

  “O Superjoint Ritual não é mais uma banda pré-fabricada e não é mais uma banda da moda. O Superjoint Ritual é a reposta ao ‘nu-metal’ pré-...