terça-feira, 9 de dezembro de 2025

59 Anos num Submarino Amarelo

 


Em 05 de Agosto de 1966, foi lançado no Reino Unido, o álbum Revolver da banda The Beatles, três dias depois também lançado nos Estados Unidos.


Não pretendo aqui discorrer sobre o álbum que foi o sétimo álbum da discografia oficial da banda. Um disco inovador e que marca o início da fase psicodélica do FAB FOUR. E sim de uma faixa específica: Yellow Submarine.

Vamos vivendo uma bela vida,
Achamos para tudo uma saída,
Céu azul, mar verde e belo,
Em nosso submarino amarelo.

A canção completou cinquenta anos de sua gravação entre o final de maio e o início de junho deste ano. Embarcando na fantasia da letra que retrata um velho marinheiro narrando a sua estória de vida.

Apesar de nos créditos constarem como autores Lennon & McCartney, esta é uma canção quase que exclusivamente de Paul McCartney, escrita com alguns palpites de John Lennon e a ajuda de Donovan Philips Leitch, ou simplesmente Donovan, autor do verso sky of blue and sea of green.

Numa entrevista em 1980, John Lennon comentou a respeito das autorias das canções com a marca Lennon & McCartney, dizendo quais eram suas e quais eram de Paul, com relação à Yellow Submarine, disse ele, “trata-se mesmo de uma criação do Paul. 

Donovan ajudou com a letra. Eu também ajudei com a letra. Nós virtualmente fizemos a canção nascer no estúdio, mas baseados na inspiração de Paul, na ideia de Paul, com o título definido por Paul”.

A ideia desde a sua concepção era para que música fosse cantada por Ringo. Conforme relatado pelo próprio autor, em uma entrevista no ano de 1994: "Pensei numa canção para Ringo cantar, o que acabou mesmo acontecendo, então eu concebi o vocal com pouca variação melódica e comecei a construir uma história, algo como um marinheiro veterano contando para os jovens sobre onde ele morava. Pelo que eu me recordo, a canção foi composta quase completamente por mim”. De início era um submarino colorido.

A música foi lançada também em compacto simples, sendo o lado B: Eleonor Rigby

Geoff Emerick
É uma das canções mais famosas da banda, e é caracterizada por um refrão marcante e muitos efeitos sonoros.

A produção da faixa coube a George Martin e o engenheiro de som foi Geoff Emerick.

A música foi gravada no dia 26 de Maio de 1966, no Abbey Road Studio, participaram da gravação, John Lennon no violão, Paul McCartney no baixo, George Harrison no pandeiro e Ringo Starr na bateria e voz principal, John, Paul e George fizeram ainda os vocais de apoio.


No dia 01 de Junho de 1966, reza a lenda que todos os presentes no estúdio participaram da gravação, um grupo de metais formado por músicos de estúdio, os quatro Beatles e ainda, George Martin, Pattie Boyd, Mal Evans, Brian Jones, Neil Aspinall, Marianne Faithfull, Geoff Emerick e até o chofer da banda Alf Bicknell, numa alegre contagiante festa infantil entoavam o refrão:

“WE ALL LIVE IN A YELLOW SUBMARINE, 
YELLOW SUBMARINE, YELLOW SUBMARINE, 
WE ALL LIVE IN A YELLOW SUBMARINE, 
YELLOW SUBMARINE, YELLOW SUBMARINE.”

Pattie Boyd (esposa Harrison na época. Mal Evans, Brian Jones (dos Rolling Stones), Neil Aspinall (junto com Paul na foto) Marianne Faithfull e Alf Bicknel (da esquerda para direita)

Além disso, houve ainda: John soprando canudinho dentro de um balde d’água para fazer borbulhas; brindes com copos de vidro; Ringo gritando com voz de marinheiro atrás da porta do estúdio; correntes giradas dentro de uma banheira de estanho para criar sons de água, todos estes efeitos foram inseridos, tendo ainda apitos, sons de motores, buzinas, sinos de navio, sons de vento e tempestade, Paul e John conversando através de latinhas, para criar o som do “capitão” ou gritando frase soltas como ordens.

Beatles no Estúdio 2 do Abbey Road

O Estúdio 2 transformou-se num vibrante submarino amarelo.

Beatles no Estúdio 2 do Abbey Road
Naquela época já havia uma série televisiva de curta metragem norte americana baseada no grupo – The Beatles Cartoon.


Produzida pela King Features estreou na ABC em 25 de Setembro de 1965 e terminou em 07 de Setembro de 1969, foram produzidos 39 episódios duplos, sempre com títulos de canções do grupo, e a apresentação de versões de outras canções da banda entre as estórias.
Brian Epstein
Al Brodax
Com o sucesso da série animada o empresário Brian Epstein foi procurado, no início de 1967, pelo produtor Al Brodax que propôs um longa-metragem de animação com o quarteto baseado na canção.


O quarteto decide ceder algumas músicas inéditas para o filme e coloca todo o seu catálogo musical à disposição da produtora, eles não têm o filme como prioridade, praticamente não participam da criação, não acompanham o roteiro e produção, tampouco colocam suas próprias vozes nos personagens. George Martin se prontificou a cuidar de toda a produção musical.
George Martin
O disco com a trilha sonora foi lançado em 17 de Janeiro de 1969, contrariando o sucesso de crítica e bilheteria do filme, o álbum é considerado o mais fraco do grupo e o único que não atinge o 1° lugar nas paradas nos EUA e no Reino Unido. 

O álbum difere de todo restante da discografia da banda, contando com 13 faixas no total, apenas seis músicas pertencem ao grupo, sendo que apenas quatro são inéditas, e gravadas entre 1967 e 1968, algo como sobra de estúdio.

Destas músicas quatro tem a assinatura Lennon & McCartney e duas escritas por George Harrison. As demais faixas são instrumentais compostas por George Martin, inclusive uma versão de Yellow Submarine com arranjo orquestral.
Pepperland
O líder dos Blues Meanies
O filme é altamente psicodélico, com um desfile de cores constante, a estória se passa em Pepperland, uma terra submarina, onde reina a música e o amor, até ser atacada e subjugada pelos Blues Meanies, que escravizam a população, e acabam com toda a alegria do lugar.

Old Fred e Ringo
O maestro da Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Old Fred, consegue escapar e parte a procura dos Beatles como salvadores do amor e da música, o filme coloca o quarteto em um submarino amarelo para lutar contra os vilões azuis. O Submarino Amarelo do título repousa em cima de uma pirâmide semelhante às astecas, em uma colina. 

Durante a viagem, os garotos passam por diversos lugares no fundo do mar, cantando uma música para cada lugar específico.

George Dunning
O filme foi dirigido pelo produtor de animação George Dunning. Os Beatles reais só aparecem no final do filme. Até os dias atuais é considerado um clássico da animação. Após o lançamento do filme, os Beatles adoraram e se arrependeram de não terem feito as vozes originais, agendaram uma reunião para relançar com as vozes, mas com o final da banda esse projeto não foi adiante.






As músicas inéditas são:

All Together Now uma típica canção infantil. Assinada por McCartney e Lennon, foi gravada em 1967, marinheiros cantando durante o trabalho, temos na faixa John tocando banjo, Paul no baixo, Ringo na bateria, George faz backing e toca buzinas de carro, foi gravada em apenas seis horas.

It’s All Too Much é uma homenagem de George Harrison a Pattie, sua esposa, (para quem George comporia também Something anos mais tarde e Eric Clapton faria Layla, também para ela) a versão original tem oito minutos, foi gravada em 1967. Com George nas guitarras, órgão e baixo, John nas guitarras e Ringo na bateria (essa gravação não contou com Paul). Canção gravada pouco depois do lançamento de “Sgt. Peppers” em 1967, e pronta a entrar em Magical Mystery Tour, mas mais uma vez boicotada pelos companheiros de banda.

Only a Northern Song, também composta por Harrison, dominam os trompetes distorcidos, um órgão com reverb, um piano revertido e um xilofone, formando a música mais psicodélica dos Beatles. A música foi gravada em 1967 e ficou de fora do disco “Sgt Peppers”, segundo Geoff Emerick, pelos outros membros, por acharem que a música não servia aos propósitos da concepção do disco. A letra é mais um desabafo e crítica de Harrison tanto sobre o preconceito e desrespeito ao povo de Liverpool (“É apenas Uma Canção do Norte”) quanto a empresa no qual Lennon/McCartney eram vinculados e omissos, a Northern Songs Published, e as canções de Harrison eram consideradas “músicas contratadas”. No refrão ele diz: “It doesn't really matter what chords I play/What words I say/Or time of day it is/As it's only a northern song” ou “Não importa os acordes que eu toco/Ou as palavras que digo/ Ou qual hora ou dia é hoje/É apenas uma canção da Northern Songs” ou “Apenas uma canção do Norte”.

Hey Bulldog, que fecha o lado A, é um rock&roll clássico e enxuto liderado por um riff de piano, composto por John e gravado em maio de 1968 durante as gravações do compacto de “Lady Madonna”. Geoff Emerick disse: “Durante aquelas gravações foi a última vez que vi eles tocando juntos, num sentimento dinâmico de entusiasmo e compaixão... Depois disso eles foram para Índia e tudo desmoronou”. 

Temos ainda:

All You Need is Love, que tem autoria de John Lennon e co-autoria de Paul McCartney. É considerada pela revista Rolling Stone como a melhor canção de todos os tempos e quebrou uma grande barreira ao ser executada para mais de 26 países e vista por mais de 400 milhões de pessoas ao mesmo tempo, em 25 de julho de 1967. A música é uma mensagem de paz e amor a todos os povos. 


A canção é recheada de referências: a introdução francesa de “La Marseillaise”, “Greensleeves”, “In The Mood” de Glenn Miller executado com saxofones, “She Loves You” cantado espontaneamente por John Lennon, além das palavras “Yes, you can” e “Yesterday”, outra citação ao passado. George Martin ainda acrescenta passagens de “Brandenburg Concerto n° 2”.

E claro a faixa título que já foi dissecada acima.

O lado B do disco são trilhas musicais compostas e orquestradas pelo produtor da banda George Martin, sendo elas “Pepperland”, “Sea of Time”, “Sea of Holes”, “Sea of Monsters”, “March of The Meanies”, “Pepper Land Laid Waste” e “Yellow Submarine in Pepperland” essa última um arranjo de Martin sobre a música título.
Fila para assistir a estreia do filme em Londres no Piccadilly Circus

Segundo John Lennon, ele odiou o trabalho feito por Martin e disse ser desnecessário usar o nome dos Beatles para produzir “aquela porcaria horrível, para impressionar amantes de música clássica”. John também achava que Martin era mais um daqueles que queria ser o “quinto beatle” e injustamente referia-se a ele como “essas pessoas que acham que nos fizeram musicalmente”.

Robertinho de Recife e George Martin


A canção “Pepperland” de George Martin consta na trilha sonora da novela brasileira “Pantanal”, exibida originalmente pela extinta TV Manchete em 1990, numa versão gravada por Robertinho de Recife com o título Mundo dos Sonhos.






BRAHMS

 

Johannes Brahms nasceu no dia 7 de maio de 1833 na cidade portuária de Hamburgo na Alemanha. Vindo de uma família pobre, seu pai, Johann Jacob, era músico e tocava violino, violoncelo e trompa, que ganhava a vida tocando em bares e tavernas das cidades portuárias.

Foi com seu pai que recebeu a primeira instrução musical, Aos seis anos, demonstrava um talento incomum, a família o incentivou a seguir a carreira musical e a apreciar a literatura inglesa e francesa e a literatura romântica alemã.

Aos sete anos, além das aulas normais, seu pai contratou o excelente professor Otto F. W. Cossel para dar-lhe aulas de piano. Com 10 anos de idade, fez seu primeiro concerto público, interpretando Mozart e Beethoven.

Não tardou a receber um convite para tocar nas cervejarias da noite hamburguesa, sempre ao lado de seu pai. O progresso do filho na música fez com que o pai de Brahms sentisse tentado a partir para os Estados Unidos e tentar repetir o sucesso de Mozart na infância.
Eduard Marxsen


Foi aconselhado por Otto que não fizesse isto, e por sua influência conseguiu que Johannes tivesse aulas com o compositor e regente da Filarmônica de Hamburgo Eduard Marxsen, também considerado o melhor professor da cidade, que só o aceitou como aluno se viajassem para fora da Europa. Foi Marxsen quem lhe deu as primeiras noções de composição. Brahms dedicou a ele o seu Concerto para Piano nº 2 em Si Bemol.


Quando tinha oportunidade, também não deixava de se apresentar para a alta sociedade. Em quatro anos, tornou-se um dos mais famosos músicos de Hamburgo.
Foi neste período que se revelou como um homem bruto, extremamente grosseiro -zombava de todas as mulheres.

Eduard Reményi e Brahms
Como músico de cervejaria, Brahms conhece Eduard Reményi, violinista húngaro que havia se refugiado em Hamburgo. Combinam uma tournée pela Alemanha.

Joseph Joachim
Nesta viagem, Brahms acaba conhecendo Joseph Joachim (famoso violinista intérprete de sucesso na época, que viria a se tornar um de seus maiores amigos), Liszt e também os Schumann

Foi Joachim quem sugeriu a Brahms que deixasse Hamburgo para conhecer novos lugares.


Sugestão aceita, a primeira cidade em que parou foi Weimar, onde Franz Lizst morava.

Liszt
Apesar da boa recepção, logo os dois se decepcionaram mutuamente. Suas preferências musicais não combinavam. Conta-se que Liszt, quando conheceu Brahms, tocou para ele sua nova peça, a Sonata em Si Menor. Ao final da apresentação, porém, Liszt viu que seu visitante tinha adormecido na poltrona. (Já falamos sobre Liszt.)

Durante um longo período, Brahms percorreu algumas cidades alemãs.

Foi em Bonn que conheceu o casal Schumann. Posteriormente, no ano de 1853, na casa em Düsseldorf Robert e Clara Schumann o receberam como gênio. 
Robert e Clara Schumann

Robert logo tratou de recomendar as obras de Brahms aos seus editores e escreveu um famoso artigo na Nova Gazeta Musical, intitulado "Novos Caminhos", onde era chamado de "jovem águia" e de "Eleito".

Julie Schumann
Clara tornou-se uma grande amiga e companheira, especulou-se que fosse algo mais do que uma amizade, mas os historiadores concordam que eles nunca se apaixonaram. 

Robert Schumann deixou claro que não tinha nada que pudesse ensinar ao jovem Brahms, mas ele permaneceu na residência e até se apaixonou por uma das filhas do casal, Julie.

Perambulando entre as cidades da Alemanha, fixando-se em duas residências - a de Joachim, em Hanôver, e a de Schumann, em Düsseldorf. 

Essa vida errante de Brahms haveria de terminar em 1856, quando num acesso de loucura Robert atirou-se no rio Reno, Brahms tomou para si as responsabilidades da casa. Foi quando conseguiu o emprego de mestre de capela do pequeno principado de Lippe-Detmold.
Principado Lippe Detmold
na antiga Alemanha


Em seguida iniciou uma viagem por toda a Europa apresentando-se em concertos e procurando um emprego fixo.

Continuou compondo criou peças menores e um esboço de uma sinfonia. Em 1858 escreveu o seu primeiro Concerto para Piano, que teve a estreia no ano seguinte para uma fria audiência de Hanover.

Em 1860, comete um grande erro: assina, junto com Joachim e outros dois músicos, um manifesto contra a chamada escola neo-alemã, de Liszt e Wagner, e sua "música do futuro".
Beethoven

Embora Brahms não fosse afeito a polêmicas, acabou entrando nessa, o que lhe valeu a pecha de reacionário, a qual foi derrubada apenas no século XX pelo famoso ensaio de Schoenberg - "Brahms, o Progressista".


Na verdade, tendo Beethoven como modelo, mas não a ponto de continuar sua obra. Brahms, com seu espírito sóbrio, evitava inspirações, improvisações e alusões poético-literárias. Esse "formalismo" dificultava o acesso à sua música. 

Richard Wagner
O germanismo dificultou, durante muito tempo, a difusão de sua música no estrangeiro e fez com que os amantes de Wagner custassem a se render a Brahms.  Ele era apenas fiel aos princípios nos quais acreditava, sendo que até expressou, em algumas oportunidades, a admiração por algumas obras de Wagner.

Três anos mais tarde, resolve morar em Viena. Seu primeiro emprego na capital austríaca foi como diretor da Singakademie, onde regia o coro e elaborava os programas. 

Apesar do relativo sucesso que obteve, pediu demissão em um ano, para poder dedicar-se à composição. A partir daí, sempre conseguiu sustentar-se apenas com a edição de suas obras e com seus concertos e recitais.

Eduard Hanslick
Em Viena, conseguiu o apoio e admiração do importante crítico Eduard Hanslick, mas isso não foi suficiente para garantir-lhe fama. 

Somente a partir da estreia de Um Réquiem Alemão, em 1868, é que Brahms começou a ser reconhecido como grande compositor. Como reflexo disso, em 1872, é convidado para dirigir a Sociedade dos Amigos da Música, a mais célebre instituição musical vienense. Ficaria lá até 1875.

Hans von Bulow
Em 1876, um fato marcante: a estreia sua Primeira Sinfonia, ansiosamente aguardada, foi um grande sucesso. A partir daí, Brahms ficou marcado como o sucessor de Beethoven. O maestro Hans von Bülow até apelidou essa primeira sinfonia de "Décima", com referência à Nona Sinfonia de Beethoven.

Em 1890, após concluir o Quinteto de Cordas op. 111, decide parar de compor e até prepara um testamento. 

Mas não ficaria muito tempo longe da atividade; no ano seguinte, encontra-se com o célebre clarinetista Richard Mülhfeld e, encantado com o instrumento e suas possibilidades, escreve quatro obras-primas - duas Sonatas para Clarineta e Piano, o Trio para Clarineta, Cello e Piano, e o Quinteto para Clarineta e Cordas, que está entre suas mais importantes peças de música de câmara.

Clara Schumann
Sua última obra publicada foi o ciclo Quatro Canções Sérias, onde praticamente despede-se da vida. Ele dedica a coletânea a si mesmo, como presente no aniversário, em 1896. 

Nesse mesmo ano, morre Clara Schumann.

Brahms cultivou, com exceção da ópera e ao balé, todos os gêneros musicais. Na mocidade foi romântico e intimista, particularmente na música para piano e nos "lieder" (canções), mas poucas obras românticas subsistem porque Brahms tinha o hábito de destruir os originais que não resistiam à sua severa autocrítica.

Em linhas gerais, a música de Brahms caracteriza-se pelo seu caráter melancólico, pela tensão concentrada e obscuridade, pelos ritmos sincopados e pela riqueza temática.

Alguns autores, afirmam que teria sido iniciado na sublime instituição, entretanto não existem documentos comprobatórios e ainda mais porque Brahms considerava-se, orgulhosamente, um "pagão" por não acreditar em Deus. 

Apesar de sua mais famosa obra, o Réquiem Alemão, contradizê-lo. Tornou-se uma figura quase folclórica. 

Johannes Brahms
Com seu corpo pesado e uma grande barba branca, misturava na aparência, como na música, a severidade clássica com fugazes momentos líricos.

Os anos que se seguem são tranquilos, marcados pela solidão, manteve-se solteiro, pelas estreias de suas obras, pelas longas temporadas de verão e pelas viagens principalmente à Itália.

Morreu aos 63 anos, de câncer no fígado, no dia 03 de abril de 1897, em Viena.

Para ouvir ou copiar acesse aqui

Destaque

Nick Cave – Let Love In (1994)

  Let Love In  foi a primeira tentativa, não admitida, de trazer Nick Cave e os Bad Seeds para a primeira divisão, para o público de massas....