quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

FACES - FIRST STEP (1970)

 

First Step é o álbum de estreia da banda brita chamada Faces. O seu lançamento oficial aconteceu em Fevereiro de 1970, com as gravações ocorrendo entre dezembro de 1969 e janeiro do ano seguinte, no De Lane Lea Studios, em Londres, no Reino Unido. O selo responsável foi o Warner Bros. e a produção ficou por conta da própria banda.


Em 24 de maio de 1968, a banda britânica Small Faces lançava seu terceiro álbum de estúdio, o consagrado Ogdens' Nut Gone Flake. O grupo era formado pelo vocalista e guitarrista Steve Marriott, o baixista Ronnie Lane, o tecladista Ian McLagan e o baterista Kenney Jones.




No final de 1968, Marriott deixou oficialmente a banda, saindo do palco durante um show ao vivo na véspera de Ano Novo gritando "Eu desisto". Citando frustração com o fracasso em romper com sua imagem pop e sua incapacidade de reproduzir o material mais sofisticado adequadamente no palco, Marriott já estava olhando para uma nova banda, que seria a Humble Pie, com Peter Frampton.


Um álbum pós o final da banda, The Autumn Stone, foi lançado no final de 1969, que incluiu uma rara apresentação ao vivo e uma série de faixas inéditas gravadas para um quarto álbum.


Mas as coisas caminhariam para os três membros remanescentes do Small Faces: Ian McLagan, Ronnie Lane e Kenney Jones. Rod Stewart e Ronnie Wood iriam se juntar aos caras.


A primeira colaboração entre os membros futuros do Faces foi em uma formação chamada Quiet Melon, que também apresentava o irmão mais velho de Wood, Art Wood, e Kim Gardner; eles gravaram quatro músicas e fizeram alguns shows em maio de 1969, durante uma pausa nos compromissos de Ronnie Wood e Rod Stewart, os quais faziam parte do The Jeff Beck Group.


Rod Stewart

Em meados de 1969, Wood e Stewart se separaram de Beck e se juntaram a Lane, McLagan e Jones em tempo integral. Antes de qualquer lançamento da nova formação do Faces, Wood e McLagan apareceram no primeiro álbum solo de Rod Stewart naquele mesmo ano, An Old Raincoat Won't Ever Let You Down.


Com a adição de Wood e Stewart, a parte "pequena" (Small) do nome original da banda foi descartada, em parte porque os dois recém-chegados eram significativamente mais altos do que os três ex-Small Faces.


Na esperança de capitalizar o sucesso anterior dos Small Faces, os executivos da gravadora queriam que a banda mantivesse seu antigo nome; no entanto, a banda se opôs, argumentando que as mudanças de pessoal resultaram em um grupo muito diferente dos Small Faces. Entretanto, como um compromisso, nos Estados Unidos, seu álbum de estreia foi creditado aos Small Faces, enquanto os álbuns subsequentes apareceriam com seu novo nome.


First Step é o álbum de estreia do grupo britânico Faces lançado em 27 de março de 1970 e que foi gravado entre dezembro de 1969 e janeiro do ano seguinte no De Lane Lea Studios, em Londres, na Inglaterra.


A capa do álbum mostra Ronnie Wood segurando uma cópia do tutorial de guitarra seminal de Geoffrey Sisley, chamado First Step: How to Play the Guitar Plectrum Style.


Embora o álbum tenha sido gravado após a formação oficial do grupo e assinatura de seu contrato com a Warner Bros. Records, no segundo semestre de 1969, os membros da banda ensaiaram, apresentaram-se e gravaram juntos em diferentes oportunidades desde maio daquele ano.


Ronnie Wood

Com mais de 46 minutos, First Step é o trabalho mais longo da banda e, bem possivelmente, o mais democrático dos lançamentos do Faces, destacando os talentos da banda como um todo e permitindo a cada membro pelo menos um crédito de compositor, em oposição ao domínio estabelecido por Stewart e sua parceria de composição com Wood conforme a carreira da banda progrediu.


WICKED MESSENGER


O Hammond de Ian McLagan domina nesta interessante versão de “Wicked Messenger”, agressiva e intensa.


A letra é de inspiração bíblica:


There was a wicked messenger

from Eli he did come,

With a mind that multiplied

the smallest matter

When questioned who had sent for him

he answered with a thumb.

For his tongue it could not speak, but only flatter


Trata-se de um cover para uma canção originalmente composta por Bob Dylan.


DEVOTION


Devotion” é mais intimista e lenta, com ótima atuação de Stewart nos vocais.


A letra possui um sentido de fé:


Everywhere you sing in everything,

And i try by remembering

All the things that you said to me,

From within all you did for me.

Just one word


SHAKE, SHUDDER, SHIVER


Nesta canção, o flerte com o Hard Rock setentista é mais intenso e a faixa é dominada pelas guitarras.


A letra possui um sentido de inconformação:


I cried to my father and my mother,

There's no justice divine,

I wonder when i get mine.

'cause i'm so sick and tired of waitin' for the lord


STONE


Ronnie Lane domina os vocais em uma faixa que é mais voltada ao Folk e ao Country, acústica e tranquila.


A letra retrata uma formação:


Once I was a stone many years ago

Into a pool was thrown many years ago

Time passed by, the pool ran dry, excavated was I

And tempered and beat in a fiery heat

By the hand of a man, who's name was Dan

Dan the blacksmith


AROUND THE PLYNTH


Around the Plynth” possui um caráter maior de improviso, um certo espírito de Jam Session.


A letra possui um certo amargor:


Got a fear of death that creeps on every night.

I know I won't die soon, but then again I might,

Water down the drain, I'm wasting away.

Doctors can't help the ghost of a man that's me


Esta canção foi um dos singles do álbum, mas não repercutiu nas principais paradas de sucesso desta natureza.


Ian McLagan

FLYING


Flying” é intensa, possui boa dose de peso intercalado a trechos mais intimistas, sendo uma ótima canção.


A letra é uma ode à liberdade:


Can ya' blame me for feeling homesick

'cause i've been away such a very long long time

I served a while in the county jail

Five years for being hungry tired and poor


Flying” foi o principal single do álbum, mas também não repercutiu em termos das principais paradas de sucesso.


PINEAPPLE AND THE MONKEY


Interessante canção instrumental, com destaque para as guitarras e teclados.


NOBODY KNOWS


Embora belíssima e de grande potencial, os vocais de Ronnie Lane arruínam a faixa.


A letra é bem depressiva:


Nobody comes and nobody goes

No one is happy, and no one has woes

Everything lasting, ever the same

Nothing is ending, nothing can change


LOOKING OUT THE WINDOW


Outra boa faixa instrumental e que flerta bastante com o Hard Rock.


THREE BUTTON HAND ME DOWN


Faixa mais contida, com ótima presença do baixo e dos vocais de Rod.


A letra possui certo sentido de confiança no eu lírico:


He said, "Others may come and others may go,

But that suit will be around wherever you're goin'"

Three button hand me down

Three button hand me down


Considerações Finais


First Step atingiu a 45a posição da principal parada britânica, conquistando a modesta 119a em sua correspondente norte-americana.


Flying” foi lançada como single, uma composição creditada a Stewart, Lane e Wood, mas sem maiores repercussões em termos de paradas de sucesso.


A crítica especializada da época recebeu o disco de maneira morna, mas, com o passar do tempo, o álbum passou ter os seus méritos mais reconhecidos. Em fevereiro de 1971 sairia o segundo álbum do grupo, Long Player.



Formação:

Rod Stewart - Vocal, Gaita, Banjo (em 4)

Ronnie Lane - Baixo, Guitarra base e Violão, Backing Vocal, Vocal principal (em 4), Vocal Compartilhado (em 2, 3 & 8)

Ronnie Wood – Guitarra Solo, Guitarra base e Violão, Baixo (em 10), Backing Vocal

Ian McLagan - Hammond, Wurlitzer Piano, Backing Vocal

Kenney Jones - Bateria e Percussão


Faixas:

01 - Wicked Messenger (Bob Dylan) - 4:00

02 - Devotion" (Lane) - 4:48

03 - Shake, Shudder, Shiver (Lane/Wood) - 3:09

04 - Stone (Lane) - 5:33

05 - Around The Plynth (Stewart/Wood) - 5:45

06 - Flying (Lane/Stewart/Wood) - 4:10

07 - Pineapple and the Monkey (Wood) - 4:23

08 - Nobody Knows (Lane/Wood) - 4:05

09 - Looking Out the Window (Jones/McLagan) - 5:00

10 - Three Button Hand Me Down (McLagan/Stewart) – 5:30


Letras:

Para o conteúdo completo das letras, recomenda-se o acesso a: https://www.letras.mus.br/faces/


Opinião do Blog:

A estreia do Faces é um daqueles ótimos álbuns que são menos referenciados que o Blog imagine que mereçam.


Há muito de uma visão menos justa para a mistura íntegra e inteligente que a banda faz aqui. As raízes sessentistas, mais na casa do Blues Rock, são trazidas pelos ex-integrantes do Small Faces enquanto a maior agressividade é oferecida por Stewart e Wood, advindos de sua esperiência com Jeff Beck.


Neste contexto, o Blues Rock é uma base, mas o disco traz elementos Folk, improvisação e um flerte deliberado com o Hard Rock. Claro, temos ótimos instrumentistas como McLagan, Wood e Lane, pra ficar no óbvio, mas o maior destaque individual, para o Blog, é a voz inacreditável de Rod Stewart.


E isto traz uma crítica ao trabalho: como uma faixa belíssima como “Nobody Knows” não traz Rod nos vocais? Para mim, não se justifica.


Como destaques, seguindo a tradição do Rock: Álbuns Clássicos, trazemos a beleza de “Nobody Knows” (apesar dos vocais), “Flying” e a versão matadora para “Wicked Messenger”.


Enfim, First Step merece ser apreciado por fãs de Rock de diversas vertentes, pois é um álbum que traz um mix de texturas diversificadas, dentro do Blues Rock, e também conta com um vocalista extraordinário. Altamente recomendado!



Aerostation - Rethink (2025)

 

Da Itália vem algo que não tem muito a ver com o rock progressivo italiano clássico, mas sim, ao meu ver, a mistura perfeita entre o "prog AOR" do Asia e o som moderno do Porcupine Tree. Com uma formação de power trio sem guitarras, o álbum oferece um som moderno que não tem medo de olhar para o futuro e não se esquiva de uma narrativa quase rap em algumas faixas. Os temas do álbum giram em torno da coragem de repensar a vida, as prioridades e os relacionamentos, resultando em uma música emotiva e reflexiva. O trabalho instrumental do power trio é soberbo, com excelentes linhas de baixo, ótima bateria (criando uma "massagem cardíaca" rítmica entre os dois bateristas) e Alex Carpani liderando no keytar, contribuindo com texturas elétricas que preenchem cada espaço. A produção ousada incorpora elementos comerciais e requer tempo para ser assimilada devido à sua abordagem sonora contemporânea, mas acima de tudo, é uma vitrine de rock progressivo moderno, ambicioso e coeso, que apresentamos em seu devido contexto no blog.

Artista:  Aerostation
Álbum:  Rethink 
Ano:  2025
Gênero:  Crossover prog
Duração:  44:29
Referência:  Discogs
Nacionalidade:  Itália



Se o álbum de estreia de 2018 foi um cartão de visitas, "Rethink" representa um salto gigantesco rumo à maturidade, sendo muito mais conciso e ousado que seu antecessor. Sete anos após a estreia, o projeto italiano Aerostation (liderado por Alex Carpani e o lendário baterista Gigi Cavalli Cocchi) retornou em 2015 com "Rethink", um álbum que provocou reações intensas, como as seguintes:

Um dos músicos italianos mais ativos da atualidade é o tecladista Alex Carpani, que, junto com outros, tem sido fundamental para manter a cena progressiva italiana mais vibrante do que nunca. No entanto, ouso dizer que a música de Carpani parece mais próxima da sensibilidade progressiva dos britânicos ou americanos, pelo menos é o que ele sugere em seu mais recente trabalho com a banda Aerostation, "Rethink", lançado em 2025. 
"Rethink" parece dar continuidade ao conceito iniciado com o álbum anterior, de 2018, que recebeu críticas favoráveis. Na minha opinião, este novo trabalho está mais voltado para o space rock, com uma presença rítmica mais poderosa e, por que não dizer, uma sonoridade mais anglo-saxônica, então não é surpresa que grande parte do público venha de países de língua inglesa. 
O álbum abre com "Dive", uma introdução puramente ambiente cuja função é preparar o terreno para a dinâmica e enérgica "A Distant Cry", uma das minhas faixas favoritas do álbum. O ritmo, gerado por um baixo limpo e uma bateria muito bem afinada, mantém uma sincronia sutil, enquanto os teclados de Carpani brincam com sons que parecem viajar pelo espaço. Uma característica altamente louvável do trabalho de Carpani é a clareza com que ele mescla sons e instrumentação. 
Em seguida, vem a faixa "Life is Calling", com linhas de baixo notáveis, executadas com maestria pelo baixista Jacopo Rossi, em um estilo similar a bandas como Ozric Tentacles ou Riverside. Depois, temos "Meet Me At the End of the World", também com uma pegada pop rock, mas com um toque de rock alternativo típico de grupos modernos. O trabalho de Rossi no baixo se destaca novamente. A próxima faixa é "The Wait Is Over", menos intensa que as duas anteriores, mas com mudanças de andamento mais drásticas. 
"Drive My Soul" e "Life Is Too Short" são as faixas seguintes, que essencialmente constituem o lado B deste álbum. A próxima faixa é "Fly Over Me", na minha opinião a mais pop do álbum e provavelmente a mais tocada. Mesmo assim, é uma música com uma seção rítmica interessante e alguns arranjos de teclado notáveis ​​de Carpani. "Soulshine", a faixa seguinte, oferece outro coquetel envolvente de sons de sintetizador. O álbum culmina com "Run As The Sun Goes Down" e "Messiah", que mantêm um equilíbrio, acessibilidade e facilidade de audição tanto para fãs de rock progressivo quanto para fãs de outros gêneros.

Josh Record


E o melhor de tudo é que você ouve um pouco disso...



O que é inegável é que o Aerostation conseguiu injetar modernidade no prog clássico, criando um álbum com uma sonoridade "devastadoramente precisa" e que consolida Carpani como uma das mentes mais inquietas da cena italiana atual. Mais um grande álbum de 2025, e muitos outros virão.

Você pode ouvi-lo no Spotify:
https://open.spotify.com/intl-es/album/5RWcmzIRDtXQVMVD7vojEv




Lista de faixas:
1. The Dive (0:57)
2. A Distant Cry (3:47)
3. Life Is Calling (4:20)
4. Meet Me At The End Of The World (4:06)
5. The Wait Is Over (3:37)
6. Drive My Soul (4:36)
7. Life Is Too Short (3:05)
8. Fly Over Me (4:15)
9. Soulshine (5:47)
10. Run As The Sun Goes Down (4:37)
11. Messiah (5:22) 

Formação:
- Alex Carpani / vocal principal e de apoio, keytar
- Gigi Cavalli Cocchi / bateria, pads eletrônicos
- Jacopo Rossi / baixo





Semente - Semente (1999)

 

Estamos revisitando o álbum homônimo da banda brasileira Semente, um disco encantador para começar a semana enquanto continuamos nossa missão de promover o rock progressivo brasileiro. Esta banda e este álbum misturam elementos sinfônicos e psicodélicos, explorando o universo do space rock progressivo dos anos 70, sem deixar de nos deliciar com agradáveis ​​melodias sinfônicas (claro, eles são brasileiros!). Eles até flertam com o blues em algumas das faixas com uma pegada mais progressiva, enquanto os vocais femininos, com sua doçura rouca, sugerem a melancolia que permeia as partes cantadas. Felizmente, as letras são em português e os trechos instrumentais são excelentes. Eis mais uma ótima banda do Brasil, apenas mais uma das muitas maravilhas que vêm do nosso país irmão, e entre elas, não podemos deixar de mencionar o Semente e este, seu álbum de estreia. Espero que gostem. 


Artista: Semente
Álbum: Semente
Ano:  1999
Gênero: Space rock / psicodélico / sinfônico
Duração: 41:48
Nacionalidade: Brasil




O álbum homônimo de 1999 da banda brasileira Semente é uma joia do space rock/rock progressivo do final dos anos 90, caracterizado por um som influenciado pela psicodelia dos anos 70. 

A banda tinha cinco integrantes, três dos quais eram da mesma família (sinceramente, não sei o que isso tem a ver com a música deles, ou talvez tenha, mas estou incluindo apenas como uma curiosidade). Entre outras coisas, devo destacar a participação (e não sei se é a primeira, imagino que não) do grande músico Sergio Benchimol , que mais tarde seguiria carreira solo com outros trabalhos excelentes.

Quanto ao estilo do álbum, ele é realmente eclético demais para ser categorizado com precisão. Acho que a música pode ser descrita como progressivo sinfônico com alguns elementos de space rock, como mencionei antes, um toque de blues e as essenciais influências musicais étnicas e brasileiras encontradas nesse tipo de trabalho, embora esse ingrediente seja bastante sutil. Há também uma presença significativa de mellotron em meio a guitarras, flautas e saxofones, resultando em um som original que torna difícil comparar o estilo desta banda com qualquer outro. Por isso, tive muitas dúvidas ao tentar classificar o trabalho. "Progressivo eclético"? Acho que seria uma ótima definição. Sem dúvida, possui muitos elementos e influências de diferentes bandas e estilos, de Jethro Tull (imagino que principalmente devido às seções de sopro) a Pink Floyd ou Hawkwind , mas, no geral, a música pode ser classificada como sinfônica.
Este é um trabalho independente e de produção própria, mas a qualidade do som é boa e a qualidade musical é alta. Um álbum muito agradável de se descobrir, já que a banda é quase desconhecida — uma verdadeira pena.
Altamente recomendado!

 

Não consegui encontrar onde você pode ouvir, mas vou deixar alguns vídeos para você ver e apreciar a vibe desses brasileiros. 

Você pode ouvi-la aqui:
https://www.youtube.com/watch?v=WBL9LI68Dpg

 

Lista de tópicos:
1. Semente
2. Insanidade
3. Ninfa Azul
4. Novas Forcas
5. Mundo Guerreiro

Formação:
- Sergio Benchimol / baixo, solo de guitarra, viola de aço e 12 cordas, flauta transversal, sax tenor, piano, mellotron, voz
- Alexandre Kosinski / guitarra solo, viola de cigano
- Pedro Kosinski / baixo, piano, orgao, mellotron, moog, voz
- Mario Carvalho / bateria, voz
- Marcia Kosinski / voz
 





Destaque

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