sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

David Byron ● Take no Prisoners ● 1975

 

Artista: David Byron
País: Reino Unido
Ano: 1975
Duração: 39:41

Músicos:
● Mr. Hensley: Guitarra acústica (faixa10)
● Denny Ball: Baixo
● Pete Thompson: bateria faixas: 2 to 4, 6)
● Lee Kerslake: bateria (faixas: 1, 5, 7 to10)
● Mick Box: Guitar 
● Lou Stonebridge: Keyboards
● Mr. Wetton* (faixas 1, 5): Mellotron 

Gravado em fevereiro de 1975, e lançado em março de 1975, o primeiro álbum solo de David Byron, "Take No Prisoners", é inevitavelmente relacionado a "Return to Fantasy" do URIAH HEEP, e em menor extensão a "High and Mighty", de 1975 e 1976, respectivamente, a composição, o som, as melodias e as harmonias lembram o HEEP de meados dos anos 70, o que não é nenhuma surpresa.

O cast de músicos que acompanham Byron inclui os companheiros do HEEP Mick Box e o baterista Lee Kerslake, além de um Denny Ball no baixo (BEDLAM) e um Lou Stonebridge nos teclados. Ken Hensley e John Wetton também aparecem em algumas músicas, tornando "Take No Prisoners" uma espécie de álbum perdido do URIAH HEEP.

Os destaques incluem "Man Full of Yesterdays", "Midnight Flyer", "Sweet Rock n' Roll", "Silver White Man" e "Stop (Think What You're Doing)"... algumas dessas músicas têm um sabor nostálgico e retrô, e algumas têm a guitarra característica de Mick Box, o que deve agradar a maioria dos fãs do HEEP. "Steamin' Along" é um pouco boba, mas cativante, e a curta balada "Love Song" apresenta David Byron cantando para sua garrafa de vinho com terna emoção.

Este é um pequeno álbum estrelando uma das melhores vozes de Hard Rock dos anos 70 e bem tocado por uma seleção de grandes músicos.

Faixas:
01. Man Full of Yesterdays (5:36)
02. Sweet Rock 'N' Roll (2:49)
03. Steamin' Along (5:09)
04. Silver White Man (3:28)
05. Love Song (2:56)
06. Midnight Flyer (5:55)
07. Saturday Night (2:16)
08. Roller Coaster (3:58)
09. Stop (Think What You're Doing) (4:16)
10. Hit Me With A White One (3:53)

ELF ● "Trying to Burn the Sun" ● 1975

 

Artista: ELF
País: Estados Unidos
Gênero: Blues Rock
Ano: 1975
Duração: 36:31

Músicos:
Ronnie James Dio: Vocais 
Steve Edwards: Guitarras 
Mickey Lee Soule: Teclados 
Craig Gruber: Baixo 
Gary Driscoll: Bateria

Produzido por Roger Glover, baixista do DEEP PURPLE, e gravado no Kingsway Recorders em Londres, "Trying to Burn the Sun", lançado em junho de 1975, é o terceiro e último álbum de estúdio da banda americana ELF. Este trabalho é historicamente significativo por marcar o capítulo final da banda antes de sua dissolução quase imediata, ocorrida quando o guitarrista Ritchie Blackmore recrutou quase todos os membros do ELF (exceto o guitarrista Steve Edwards) para a formação inicial do RAINBOW

O álbum captura uma banda em seu auge técnico, mostrando uma evolução clara em direção a um som mais robusto e sofisticado. Ainda estão presentes o Blues Rock e o Boogie-Woogie que definiram os trabalhos anteriores do ELF, porém dessa vez a banda adiciona uma camada mais pesada de Hard Rock antecipando o que viria a ser o som do RAINBOW. Os teclados de Mickey Lee Soule continuam sendo uma peça central, trazendo texturas que flertam com o Rock Progressivo, enquanto a voz de Ronnie James Dio atinge um nível de potência e autoridade que o consagraria como uma lenda do gênero nos anos seguintes. A produção de Glover é limpa e destaca a excelente química entre a seção rítmica de Craig Gruber e Gary Driscoll, criando uma base sólida para as melodias vocais.

Entre as faixas importantes do álbum, estão "Black Swampy Water", que apresenta um balanço contagiante com um Riff de piano marcante, enquanto "Prentice Wood" demonstra o lado mais melódico e atmosférico da banda. O grande destaque do álbum é, sem dúvida, "L.A. 59", uma canção energética que se tornou um clássico cult e mostra toda a extensão vocal de Dio. Outro momento fundamental é a faixa-título "Trying to Burn the Sun", que encerra o disco com uma performance épica, e "Liberty Road", que traz solos de guitarra inspirados de Steve Edwards, provando que, apesar de não ter sido levado para o projeto de Blackmore, ele era um músico de alto calibre.

Podendo ser classificado como o "elo perdido" entre o Rock setentista mais tradicional e o nascimento do Heavy Metal épico, "Trying To Burn The Sun", curiosamente não foi lançado no Reino Unido na época de sua estreia original para evitar concorrência direta com o primeiro disco do RAINBOW, o que o tornou um item de colecionador por muitos anos. 

Registro essencial para compreender a evolução de Ronnie James Dio como intérprete e compositor, esse último trabalho do ELF é uma despedida digna e tecnicamente impecável para uma banda de vida curta, mas que no entanto deixou uma marca indelével na história do Rock.

Faixas:
Nº  TítuloDuração 
01Black Swampy Water  03:43
02Prentice Wood04:37
03When She Smiles04:54
04Good Time Music04:30
05Liberty Road03:22
06Shotgun Boogie03:07
07Wonderworld05:03
08Streetwalker07:07

RAINBOW ● Ritchie Blackmore's Rainbow ● 1975

 

Artista: RAINBOW
País: Reino Unido
Ano: 1975
Duração: 37:02

Músicos:
● Ronnie James Dio: vocal principal
Ritchie Blackmore: guitarra, arranjos
Mickey Lee Soule: piano, Mellotron, órgão, clavinete
Craig Gruber: baixo
Gary Driscoll: bateria
Com:
Shoshana Feinstein: vocal de apoio

Lançado em 4 de agosto de 1975, "Ritchie Blackmore's Rainbow" é o álbum de estréia da banda RAINBOW liderada pelo ex-guitarrista do DEEP PURPLE - Ritchie Blackmore. As canções são marcadas pelo estilo característico do guitarrista combinado com o ótimo vocal de Ronnie James Dio. A faixa de abertura "Man on the Silver Mountain" resume muito bem a musicalidade da banda, começando com um riff de guitarra que depois é seguido pela entrada dos demais instrumentos e o vocal. As letras do álbum são predominantemente de temática fantástica, falando de reis, castelos e entidades místicas. As canções "Black Sheep Of The Family" e "Still I'm Sad" são covers das bandas QUATERMASS e YARDBIRDS respectivamente.

Faixas:
01. Man On The Silver Mountain
03. Black Sheep Of The Family
09. Still I'm Sad
 


MANFRED MANN'S EARTH BAND ● Nightingales & Bombers ● 1975

País: Reino Unido
Gênero: Heavy Prog
Ano: 1975
Duração: 37:55

Músicos:
● Manfred Mann: Sintetizador e órgão
● Mick Rogers: Guitarra, vocais 
● Colin Pattenden: Baixo 
● Chris Slade: Bateria, vibrafone 
Com:
● Ruby James: Vocais de apoio 
● Doreen Chanter: Vocais de apoio 
● Marvin "Smitty" Smith: Vocais de apoio 
● David Boswell-Brown: Violoncelo
● Graham Elliott: Violoncelo
● Nigel Warren-Green: Violoncelo
● David Millman: Cordas, viola

Último álbum a contar com o guitarrista e vocalista original Mick Rogers "Nightingales & Bombers" é o sexto lançamento da MANFRED MANN'S EARTH BAND A versão norte-americana tem 9 músicas e inclui um cover de "Quit Your Low Down Way" de Bob Dylan). O título do álbum foi inspirado por uma gravação de rouxinóis cantando durante a Segunda Guerra Mundial feita por um naturalista inglês durante o voo de bombardeiros britânicos indo bombardear a Alemanha (um fragmento desta gravação é ouvido no final do álbum).

Faixas:
02. Countdown (Robert Smith) – 3:05
03. Time Is Right (Manfred Mann/Mick Rogers/Chris Slade) – 6:32
04. Crossfade (Mann/Slade/Rogers/Colin Pattenden) – 3:37
05. Visionary Mountains (Joan Armatrading/Pam Nestor) – 5:41
06. Nightingales And Bombers (Rogers) – 4:53
07. Fat Nelly (Mann/Thomas) – 3:20
08. As Above So Below (live) (Mann/Slade/Rogers/Pattenden) – 4:12

NAZARETH ● Hair of the Dog ● 1975

 

Artista: NAZARETH
País: Reino Unido
Gênero: Hard Rock
Ano: 1975
Duração: 40:34

Músicos:
● Dan McCafferty: Vocais
● Manny Charlton: Guitarras
● Pete Agnew: Baixo e vocais
● Darrel Sweet: Bateria

Lançado em 3 de abril de 1975 pelo selo Vertigo, "Hair of the Dog" é o sexto álbum de estúdio da banda escocesa NAZARETH. O álbum foi gravado no Escape Studios em Kent, com gravação e mixagem adicionais no AIR Studios, em Londres. O título do álbuum, "Hair of the Dog", é uma expressão britânica que se refere à ressaca: "I want the hair from the same dog that bit me yesterday", passando para o português, "eu quero o pelo do cachorro que me mordeu ontem". Ou seja, "Hair of the Dog" é aquela dose que serve para curar a ressaca no dia seguinte. Este é o lançamento mais conhecido e com maior sucesso de vendas do grupo, com mais de dois milhões de cópias vendidas em todo o mundo. A arte da capa do álbum foi desenhada por David Fairbrother-Roe.

Depois de três álbuns com a produção de Roger Glover, baixista do DEEP PURPLE, ("Razamanaz", "Loud 'n' Proud" e "Rampant"), o guitarista Manny Charlton assumiu essa posição, mantendo-a em vários álbuns subsequentes.

Após o pequeno sucesso alcançado por "Razamanaz", de 1973, "Hair of The Dog" se firmou como o primeiro grande sucesso do NAZARETH, e inclui clássicos como a faixa-título, "Beggars Day", "Please Don't Judas Me", e uma versão de "Love Hurts" dos EVERLY BROTHERS (presente apenas na versão americana, substituindo "Guilty"). 

De acordo com o vocalista Dan McCafferty, a faixa "Hair of the Dog" na qual uma jovem desonesta finalmente encontra seu par, forneceu o título original do álbum com seu refrão reconhecível de "agora você está mexendo com um... um filho da puta!" (um "herdeiro do cachorro"). A gravadora do NAZARETH não estava disposta a deixá-los nomear o álbum como "Son of a Bitch". Assim, "Hair of the Dog" foi selecionado como um compromisso, dando os retoques finais em um lançamento que definiria sua carreira. 

A audição começa com a faixa título, apresentando um dos riffs mais conhecidos da história do Rock. Ainda conta com o maravilhoso solo de talk box de McCafferty, que, de certa forma, dá a ela uma atmosfera para lá de escocesa. Logo depois, "Miss Misery" traz uma riff pesado e cadenciado que pode ser considerado um dos primeiros grandes riffs do Heavy Metal. A letra é melancólica ao extremo, e a voz de Dan McCafferty está no auge, que canta como se fosse a última coisa que faria na vida. O solo de slide guitar fecha a música.

Na versão européia do álbum, a próxima faixa é "Guilty". Na versão americana está um dos maiores sucessos da banda: "Love Hurts". "Changin’ Times" é mais um puro Hard Rock, quase do mesmo estilo de "Miss Misery". Os riffs criados pelo espanhol Manny Charlton, já falecido, são simples, lindos e viciantes. Os solos são puro Rock’n’Roll e melodia. "Beggars Day/ Rose In The Heater" (cover da banda dos anos 60, CRAZY HORSE) dá a nítida impressão que o saudoso McCafferty tinha um pedal de efeito overdrive plugado a sua voz, já que o nível da distorção que ele conseguia atingir é inacreditável até hoje. Outro destaque vai para a linha de baixo do Pete Agnew. Agora mais um momento Blues (e que Blues!) com "Whiskey Drinkin’ Woman", cuja letra diz: "Feche o bar / Você conhece os portões da cervejaria / Ela está lá fora todas as noite / E ela com certeza não está bebendo chá / Eu amo aquela mulher, ela é a melhor que eu já tive / Mas ela tem esse hábito agora e com certeza está ficando ruim / Aquela mulher que bebe uísque / Está me tornando um pobre homem / Ela tem garrafas na cozinha / Até as tenho em minha cama." Para finalizar o álbum, a magnífica "Please, Don’t Judas Me" uma lindíssima balada psicodélica e hipnótica, daquelas que fazem a mente e o corpo relaxarem, pois basta fechar os olhos e sua mente estará em paz. São quase dez minutos de uma composição depressiva e melancólica, que tem o poder de segurar o ouvinte até o final.

O álbum foi relançado pela primeira vez em CD nos EUA em 1984; e desde 1997 há também edições remasterizadas com diferentes conjuntos de faixas bônus. 

Faixas:
Edição européia:
01. Hair Of The Dog (4:11)
02. Miss Misery (4:40)
03. Guilty (3:38)
04. Changin’ Times (6:03)
05. a) Beggars Day (Nils Lofgren) (3:45)
      b) Rose in the Heather (2:46)
06. Whisky Drinkin’ Woman (5:29)
07. Please Don’t Judas Me (9:48)

Edição norte-americana:
01. Hair Of The Dog (4:11)
02. Miss Misery (4:40)
03. Love Hurts (Boudleaux Bryant) (3:53)
04. Changin’ Times (6:03)
05. a) Beggars Day (Nils Lofgren) (3:45)
      b) Rose in the Heather (2:46)
06. Whisky Drinkin’ Woman (5:29)
07. Please Don’t Judas Me (9:48)

KISS ● Alive! ● 1975

 

Artista: KISS
Álbum: Alive!
Ano: 1975
Duração: 72:35

Músicos:
● Gene Simmons: Baixo e Vocais
● Paul Stanley Guitarras e vocais
● Ace Frehley: Guitarras e Vocais
● Peter Criss: Bateria e Vocais

Lançado em 10 de setembro de 1975, "Alive !" é o quarto álbum geral, e o primeiro álbum ao vivo, dabanda americana KISS. É considerado um marco para álbuns ao vivo. "Alive!" contém versões ao vivo de faixas selecionadas de seus três primeiros álbuns de estúdio, "Kiss", "Hotter Than Hell" e "Dressed to Kill". Foi gravado em shows em Detroit, Michigan; Cleveland, Ohio; Wildwood, Nova Jersey  e Davenport, Iowa em 16 de maio, 21 de junho, 20 e 23 de julho de 1975. 

O título do álbum foi uma homenagem ao álbum ao vivo de 1972, "Slade Alive!", do grupo nglês SLADE, banda que influenciou fortemente o KISS.

Faixas:
Disco 1
01. Deuce (3:32)
02. Strutter (3:12)
03. Got to Choose (3:35)
04. Hotter Than Hell (3:11)
05. Firehouse (3:42)
06. Nothin' to Lose (3:23)
08. Parasite (3:21)
09. She (6:42)

Disco 2
01. Watchin' You (3:51
02. 100,000 Years (12:12)
03. Black Diamond (5:47)
04. Rock Bottom (3:08)
05. Cold Gin (5:21)

Black Swan - When the Angels of Twilight Dance (1998)

 

Black metal melódico finlandês. Predominantemente em ritmo moderado, mas com bateria frenética e ocasionais trechos mais rápidos que mantêm a energia em alta. Teclados em abundância, mas sem exageros. Altamente recomendado para qualquer fã do estilo.

Track listing:
6. Mist




Obywatel G.C. - Obywatel G.C. (1986)

 

Um pouco de art rock/pop polonês sombrio. Não é surpresa que eu saiba muito pouco sobre a cultura pop polonesa, mas o cara principal por trás do Obywatel GC -- Grzegorz Ciechowski -- fazia parte de uma banda chamada Republika, que aparentemente era muito famosa na Polônia antigamente. Produção bem anos 80, com slap bass, saxofone estridente, solos de guitarra intensos (mas de bom gosto), sintetizadores suaves e muito mais. Estou curtindo.

Track listing:
1. Paryż Moskwa 17.15 (czyli mimowolne podróże kochanków)
2. Tak Długo Czekam (czyli "Ciało")
3. Błagam Nie Odmawiaj (czyli wyroki ferowane z pewną nadzieją)
5. Spoza Lini świata (czyli listy pisane z serca dżungli)
6. Przyznaję Się Do Winy (czyli zeznania miłosne)
7. Moje Modły




Clark Hutchinson - A = MH2

 

Clark Hutchinson - A=mh2 CD (album) cover Clark Hutchinson picture



1. Improvisation on a Modal Scale (10:00)
2. Acapulco Gold (7:00)
3. Impromptu in 'E' Minor (8:30)
4. Textures in 3/4 (11:00)
5. Improvisation on an Indian Scale (13:50)

Muito superior aos outros dois lançamentos desta dupla - o confuso 'Gestalt' e o decepcionante 'Retribution' - 'A=,MH2' é uma verdadeira maratona psicodélica do final dos anos 1960, com influências indianas, raga, psicodélicas, folk e progressivas, que encontra um equilíbrio quase perfeito entre o Oriente e o Ocidente, o raga e o rock, a calma e a loucura. Formada pelo multi-instrumentista Andy Clark e pelo virtuoso da guitarra Mick Hutchinson, a banda 'Clark Hutchinson', cujo nome é bastante apropriado, se conheceu em algum momento da década de 1960, quando ambos faziam parte do grupo underground Sam Gopal Dream. Pelo som da música deles, parece provável que a dupla apreciasse um ou outro tipo de bebida com ervas ou psicotrópicos, e após o fim do Sam Gopal Dream, a dupla decidiu se unir e explorar os sons da Índia e de outros lugares, mesclando esses sons exóticos com a dinâmica do rock ocidental. Até aqui, tudo muito intelectual e hippie. Mas, ei, eram outros tempos, e soava bem. Incrivelmente, a experimentação era a palavra de ordem criativa no final dos anos 60 e início dos anos 70, e qualquer músico que tentasse algo parecido em 2010 seria imediatamente rotulado como "World Music". Clark Hutchinson pode ter tido ambições elevadas e práticas seriamente vanguardistas, mas também possuía imenso talento e, ousemos dizer, uma visão apurada da trajetória progressiva natural do rock (!). Juntamente com seus compatriotas britânicos do Jade Warrior, que lançaram três excelentes álbuns de prog/folk/rock com influências orientais na mesma época, Clark Hutchinson fazia parte de um pequeno nicho de artistas que rejeitavam o blues ou o progressivo declarado, preferindo explorar sonoridades mais distantes. 'A+MH2' é possivelmente o ápice do gênero – palavras fortes, eu sei – porque transborda uma autenticidade genuína que o coloca como uma época cuidadosamente elaborada, em contraste com o estilo estereotipado da música indiana, agora repleto de cítara e tabla. É também um LP excelente. É fácil perceber de onde grupos modernos como os alucinantes roqueiros psicodélicos de São Francisco, Wooden Shjips (o "j" é proposital), tiram suas paisagens sonoras épicas, com groove motorik e profundamente alucinantes. Do início ao fim, o álbum inteiro reverbera com êxtase cósmico para aqueles apaixonados pelo lado psicodélico do rock psicodélico. Sem dúvida, um dos álbuns mais alucinantes do período mais alucinante da música moderna. E isso não é pouca coisa.






Concertos imperdíveis no Chile com os quatro gigantes da geração nu metal que estão de volta.

 


O retorno dos quatro gigantes da geração nu-metal ao Chile promete ser espetacular e reafirmar algo mais: uma atitude, um estado de espírito, um culto de fãs. O fato de essas quatro bandas permanecerem ativas com novas músicas e shows ao vivo atesta a perseverança de seus fundadores ao longo do tempo, bandas que lideraram um movimento e que agora têm, em média, 25 a 30 anos de carreira. Junto com isso, vem uma onda de memórias, intensidade e nostalgia por suas visitas anteriores a esta parte do mundo. Korn, Linkin Park, Limp Bizkit e Deftones marcaram diferentes épocas com shows que permanecem vivos na memória coletiva do público chileno. Por isso, hoje, quisemos escolher um show de cada banda, de diferentes anos, embora para algumas, certamente haverá mais de um que seja considerado um clássico cult. Algumas já entregaram diversas apresentações memoráveis. 

Em 2013, o Korn causou o caos em Chimkowe com o retorno de Head e um som que recapturou a atmosfera sombria de seus primeiros anos. O Linkin Park, em sua última visita, deixou uma marca indelével com a apresentação final de Chester Bennington (apenas dois meses antes da brutal tragédia). O Limp Bizkit estreou com uma demonstração de pura energia na Movistar Arena em 2011 , com Fred Durst e Wes Borland lembrando a todos por que sua mistura de atitude e humor permanece irresistível e tão poderosa como sempre. E o Deftones, com seu lendário álbum de estreia "White Pony", trouxe aos palcos o manifesto de que o metal poderia coexistir com novos sons, atmosfera, brutalidade e intimidade , em uma das noites mais épicas e memoráveis ​​(onde o público chileno ainda se apegava aos estranhos costumes de outrora). Hoje, essas mesmas bandas retornam com shows espetaculares que prometem reviver a história — e reacender — a paixão de toda uma geração.

 

A quarta apresentação do Korn em nosso país foi marcada por dois fatores: primeiro, o retorno de Head à banda e, com ele, o retorno ao seu som mais clássico e pesado, após a incursão no dubstep com Skrillex. Segundo, o local. O Ginásio Chimkowe, em Peñalolén, recebeu os fãs, que testemunharam uma das melhores e mais memoráveis ​​apresentações do Korn, com Jonathan Davis dando tudo de si em um palco não habitualmente usado para receber mega-bandas. Com um cenário que basicamente consistia em uma gaiola com alguns fãs sortudos dentro, um Chimkowe lotado pulou e gritou como poucos já viram.

 

Este concerto tem mais amargor do que doçura. A segunda e última apresentação do Linkin Park é bastante memorável, embora não pelos melhores motivos. Com um som muito mais eletrônico, sintetizado e alternativo, e considerando que até os clássicos de 2000 foram repaginados e atualizados para se adequarem ao novo som, é uma experiência agridoce. Para piorar a situação, há a tragédia. Apenas três meses após o concerto, o mundo acordou com a trágica notícia do suicídio do amado vocalista e coração do Linkin Park. Talvez não seja o mais lembrado pelo repertório, mas certamente será lembrado como a última apresentação de Chester Bennington em nosso país.

 

A estreia muito aguardada do Limp Bizkit no Chile (Movistar Arena, 2011) misturou caos e nostalgia: cerca de 6.000 pessoas vivenciaram um show explosivo, marcado pela energia de Fred Durst, seus palavrões e carisma, e pela presença visual de Wes Borland. Com um som um tanto distorcido, mas repleto de clássicos — de "My Generation" a "Break Stuff" — a banda proporcionou uma noite intensa, divertida e feroz, confirmando o carinho do Chile pelo nu metal. É curioso (e já notável) que, hoje, os shows do Limp Bizkit ainda se baseiem na mesma essência, como se nada tivesse mudado e os anos não tivessem afetado a banda.

Com o lançamento do álbum "White Pony", a banda californiana entregou um show intenso e devastador, acompanhada por artistas locais como 2X e Rekiem, e uma plateia fervorosa. Embora a noite tenha terminado abruptamente após incidentes nas primeiras filas (e ainda em plena era do "ritual de cuspir"), músicas como "My Own Summer", "Digital Bath" e "Korea", além de covers de Weezer e Slayer, deixaram claro que o Deftones já havia transcendido os limites do nu-metal, gênero do qual tanto desejavam se libertar, combinando brutalidade e sutileza com uma potência inesquecível.

 



Destaque

Eugenio Miccini ‎– Concerti Di Poesia (1983, LP, Italy)

  RADIOTAXI 9 - "CONCERTI DI POESIA" Side A A1. Melodramma Per Acqua, Tosse E Poco Più, 1966 (19:00) A2. Commutazione Di Comunic...