sábado, 31 de janeiro de 2026

Acrimony - Tumuli Shroomaroom (1997)

 


Gostaria de começar reconhecendo o Buda alienígena na sala. Sim, ele tem barba. Sim, parece mais algo que você veria em uma coletânea de trance com didgeridoo  do que em um álbum de metal. No entanto, isto é stoner doom metal, e um stoner doom muito bom, diga-se de passagem. É significativamente menos brega na execução do que na apresentação. E só tem um  pouquinho de didgeridoo. Humildemente peço que você confie em mim, talvez dê umas tragadas no bong se for do seu agrado, e dê uma ouvida no bom e velho Tumuli Shroomaroom .

Track listing:
4. Vŷ
7. Motherslug (The Mother of All Slugs)




AVE SANGRIA


“Para quem já conhece a banda Ave Sangria, sabe que estou falando de um dos grandes nomes do Rock nacional dos anos 70. Já para quem não conhece, fique sabendo que eles já foram chamados de os Stones do Nordeste. Por aí já se tem uma ideia do que estes 6 caras aprontaram na década de 70. Ainda com o nome de Tamarineira Village, com visual extravagante, letras provocantes, fazendo uma fusão de Rock com Baião, a banda chocava quem assistia seus shows. Não era comum usar cabelos compridos, não só no nordeste mas em todo Brasil, mas os integrantes da banda não estavam nem aí e procuravam cada vez mais formas de aterrorizar os coxinhas da época.

Cansados de explicar o significado do nome da banda para pessoas de fora de Pernambuco (Village era a vila onde os integrantes moravam e Tamarineira o nome do bairro assim como o nome do hospício local, logo Tamarineira Village era algo como a vila dos loucos), trocaram o nome para Ave Sangria. Já sob a nova alcunha, inventaram a história que o nome foi dado por uma cigana louca, que disse que eles eram Aves Sangrias, onde a ave representava a liberdade que eles tinham para cantar temas delicados para a época e sangria que representava o nordeste.

Depois de conquistarem o nordeste, os integrantes Marco Polo (vocal), Ivson Wanderley o Ivinho (guitarra), Paulo Raphael (guitarra), Almir de Oliveira (baixo), Agricio Noya (percussão) e Israel Semente (bateria), galgaram novos voos para o centro do país, sendo convidados pela gravadora Continental a gravarem seu disco de estreia. E assim passaram 5 dias em um estúdio no Rio de Janeiro, gravando o que seria o único registro oficial da banda até os dias atuais. Sem nunca terem pisado em um estúdio de gravação e com o agravante de terem um produtor que se perdeu no meio do turbilhão de sons que eles expeliam de seus instrumentos, o grupo conseguiu colocar no disco somente uma parte de todo o talento que os acompanhava nos palcos. Para completar a “desgraça”, a gravadora não quis pagar pela arte do disco, feita pelo artista Lailson Cavalcanti, simplesmente deram alguns trocados para alguém da própria gravadora fazer uma cópia barata da arte original.

Mesmo com todas as dificuldades, a música Seu Valdir chegou a décima primeira posição entre as mais pedidas nas rádios, muito pouco tempo depois de seu lançamento. Neste momento os ventos sopram mais uma vez contra a banda. A música, foi considerada pela censura da época como uma apologia ao homossexualismo (se isso ainda causa problemas hoje em dia, imagine em 1974?), a gravadora foi obrigada a recolher os exemplares das lojas. Algum tempo depois o disco foi relançado, já sem a faixa, mas “o tempo” da banda já tinha passado.
O disco é uma obra em sua totalidade, entre os clássicos, destaco além da já citada Seu Valdir, Geórgia a Carniceira, Dois navegantes, Corpo em Chamas a mais rocker do disco e O Pirata, clássico da psicodelia dos anos 70 no Brasil. Pouco tempo depois do lançamento, com contas para pagar e bocas para sustentar, mas sem nenhuma previsão de terem retorno do trabalho, os integrantes partiram cada um para seu lado. Boa parte foi fazer parte da banda de Alceu Valença.

Antes porem, no final do ano de 1974, no Teatro Sta. Izabel, realizaram 2 shows nos dias 28 e 29 de dezembro, não sei exatamente qual deles, mas um foi gravado em fita de rolo e hoje é possível ouvir o show até mesmo no Youtube (mas continue lendo a matéria que você saber uma novidade sobre este material).

Mas eis que o advento da internet e a redescoberta de bandas até então desconhecidas pelo grande público, resgata esta obra prima, e o disco é digitalizado e espalhado na rede por blogs especializados em música dos anos 70. Assim, em 2011, a banda é convidada a fechar o já tradicional festival Psicodália em Santa Catarina. Não sei dizer ao certo quem foi convidado da formação original para tocar, mas 2 integrantes se despuseram a descer da caatinga do nordeste brasileiro para tocar no sul do país, Marco Polo e Almir de Oliveira. Mais uma vez a banda foi traída pelo destino. Pouco antes da apresentação, Almir ficou doente e não pode viajar para o estado barriga verde, ainda sim, mandou a mulher e o neto, ambos percussionistas para tocar junto com Marco. Completando a turma estava a excelente banda Anjo Gabriel. Neste dia, este que voz escreve estava presente no show, e o que posso relatar é que foi um show de lavar a alma. Apesar de a sonoridade fugir um pouco do que foi registrado no disco, a apresentação foi maravilhosa, e pode matar a “sede” de quem não viveu o auge da banda. Recordo que em certo momento, Marco Polo comentou como era engraçado, ver aquele pessoal todo cantando músicas que foram feitas quando a maioria da plateia nem tinha nascido, com o agravante de nunca terem sido relançadas em CD, somente em formato MP3 digitalizado do disco. A banda fez quase dois shows, pois ao voltarem para o bis tocaram mais um monte de músicas. A seguir pode conferir um pouco da energia do show.

Foram lançados ainda alguns livros sobre a banda e sobre a cena musical nordestina da época, um documentário que você pode assistir no vídeo a seguir, mas o disco nunca teve a atenção que a obra merecia para ser relançado de forma digna.”

Nº1 The Southern Harmony and Musical Companion — The Black Crowes, Maio 30, 1992

 Produtores: The Black Crowes e George Drakoulias

Lista de faixas: Sting Me / Remedy / Thorn in My Pride / Bad Luck Blue Eyes Goodbye / Sometimes Salvation / Hotel Illness / Block Moon Creeping / No Speak No Slave / My Morning Song / Time Will Tell


30 de maio de 1992,
1 semana

Em 1990, o Black Crowes surgiu do nada para lançar Shake Your Money Maker , o primeiro álbum de sucesso da gravadora Def American, comandada por Rick Rubin, que era conhecido como um produtor de rap de sucesso antes de se tornar um magnata da música. Com um som que lembrava os Rolling Stones e os Faces, Shake Your Money Maker se tornou um sucesso inesperado. Após 54 semanas nas paradas e centenas de shows ao vivo, o álbum alcançou o quarto lugar.

Quando a loucura das turnês incessantes e do suposto sucesso repentino diminuiu, os Crowes voltaram para Atlanta para gravar seu segundo álbum. O guitarrista original, Jeff Cease, saiu da banda, sendo substituído por Marc Ford, do Burning Tree, banda que havia aberto shows para os Crowes na estrada.

“Passamos tanto tempo na estrada depois de Shake Your Money Maker que só queríamos voltar direto para o estúdio”, diz o vocalista Chris Robinson. O sucesso da banda permitiu ao grupo mais liberdade musical. “O primeiro álbum foi mais a produção do George, enquanto o segundo foi mais o que nós queríamos fazer. Adicionamos alguns elementos de gospel e mais percussão sem que ninguém dissesse não.”

O álbum foi gravado em apenas oito dias no estúdio Southern Tracks em Atlanta, e a entrada de Ford na banda aumentou a confiança do grupo. "De repente, tínhamos essas novas ferramentas", diz Robinson. "Estávamos confiantes e competentes o suficiente para dizer: 'Essa é uma boa gravação, vamos em frente'."

“Não havia nenhum plano para gravar tão rápido — simplesmente aconteceu. Todo mundo apareceu na segunda-feira e, na quarta, Steve [Gorman] já tinha terminado as faixas de bateria, porque gravamos todas as faixas ao vivo e depois começamos a fazer as overdubs. Steve voltou no sábado, gravamos mais três músicas e aí estava tudo pronto”, diz Chris Robinson. “Foi uma grande confusão emocional — mas hilária — e regada a muita bebida.”

Quando os Crowes surgiram no cenário musical, a banda tentou se distanciar do Sul dos Estados Unidos. No entanto, com o título de seu segundo álbum, retirado de um antigo livro de canções religiosas, eles reforçaram essa conexão. "Por muito tempo, foi estranho para nós sermos considerados sulistas, porque nunca saímos de lá. Mas depois de viajarmos pelo mundo e voltarmos para casa, percebemos que não podíamos mais escapar. Foi como assumir nossas raízes", diz Chris Robinson.

A inclusão de um cover de "Time Will Tell", de Bob Marley, como faixa final do álbum pode ter surpreendido alguns. "Na verdade, a gravação é a gente aprendendo a música", diz Chris Robinson. "A letra está toda errada, mas ficou muito boa. Os refrões estão certos."

Com "Remedy" no topo da parada Album Rock Tracks por cinco semanas consecutivas, The Southern Harmony and Musical Companion estreou em primeiro lugar na parada de álbuns. "Sendo o tipo de cínico que sou, pensei: 'Ah, ótimo, o que vem a seguir, número dois?'", diz Robinson. "Mas eu gostei e meus pais têm a parada na parede deles."

OS CINCO MELHORES
Semana de 30 de maio de 1992

1. The Southern Harmony and Musical Companion , The Black Crowes
2. Totally Krossed Out , Kris Kross
3. Adrenaline , Def Leppard
4. Blood Sugar Sex Magik , Red Hot Chili Peppers
5. Ropin' the Wind , Garth Brooks


PEROLAS DO ROCK N´ROLL - AVANT-PROG - DECIBEL - El Poeta Del Ruido - 1978



Pérola formada em 1974 na cidade Cidade do México, o grupo Decibel começou como um trio, mas logo depois se tornou um sexteto. A banda conseguiu destaque local no final da década, quando lançou o primeiro disco e liderou o movimento progressivo mexicano, tocando no Festival RIO de 1979. Infelizmente se desfizeram precocemente, quando vários membros começaram novos projetos. O grupo ainda teve uma breve volta no fim dos anos 90, resultando em um novo CD.
Posto aqui o álbum El Poeta del Ruido, original de 1978 (também datado como 1980), mas em sua nova edição de 2003 contando com 8 músicas originais mais 8 bônus tocadas ao vivo entre 1978 e 79. Trazem um som bastante inovador para a época, com claras influências experimentais europeias, como avant-prog, RIO e free jazz. O disco é todo instrumental, onde se revezam piano, sintetizadores, violino, sax e percussão, criando uma atmosfera "sombria", densa e viajante em vários momentos. O destaque fica para as faixas mais longas, apesar de ser interessante ouvir toda a obra e tirarem suas conclusões.
Com certeza, um álbum que não é para todos os ouvidos, mas altamente recomendado para fãs de avant-prog e RIO.

Carlos Robledo (piano, teclados)
Walter Schmidt (baixo)
Jaime Casteñeda (bateria, percussão)
Carlos Alvarado (teclados)
Alejandro Sanchez (violino)
Javier Baviera (saxofone, clarinete)

01 El Poeta Del Ruido 7:38
02 Orgón Patafísico - Part I 1:29
03 Orgón Patafísico - Part II 6:40
04 Fakma 3:34
05 El Fin De Los Dodos 3:53
06 Terapia De Fakirato 6:43
07 Manatí 5:27
08 El Titosco 1:55

Bônus:
09 Notas Sin Dueño [Sencillos 1979] 4:42
10 Mucilago Binomial [Sencillos 1979] 2:35
11 Mensaje Desde Fomalhault [En Vivo 1978] 2:45
12 Fragmento Del Poeta Del Ruido [En Vivo 1978] 8:01
13 Algol [En Vivo 1978] 6:27
14 ¿Acaso Estoy En Un Lecho De Rosas? [En Vivo 1978] 3:54
15 Improvisación En Blanco Y Negro [En Vivo 1978] 3:50
16 Falso Jericho [En Vivo 1978] 8:21




PEROLAS DO ROCK N´ROLL - BLUES ROCK - HANGAR AMBULANTE - Live - 1969




Pérola obscura vinda do México, o grupo Hangar Ambulante foi formado por jovens da capital Cidade do México no final dos anos 60. Após a morte do guitarrista Sérgio Villalobos, em 1971, passou a trio e pouco tempo depois foram desfeitos. Os guitarristas Ernesto de León (que na época já havia saído do Hangar) e Sergio Mancera participaram do Three Souls in My Mind e o baixista Olaf de la Barrera continuou em vários projetos locais, chegando a tocar com Canned Heat.
A banda nunca chegou a lançar algo, apenas quatro músicas gravadas ao vivo na época sobreviveram ao tempo e hoje podem ser achadas na internet. Ouvimos aqui um blues rock competente e nervoso do começo ao fim, com cover dos clássicos "Hoochie Coochie Man", "Rock Me Baby" (aqui chamada Puro Blues) e "Rockin Robin" (única curta e instrumental), além do tema "Canción 2", todas cantadas em inglês com vocal rasgado, excelente trabalho das guitarras, bateria e harmônica. A parte ruim é a baixa qualidade da gravação.
Pérola recomendada para fãs de blues rock setentista.

Tony Vértiz (bateria)
Sergio Villalobos (guitarra, harmônica, vocal)
Olaf de la Barrera (baixo)
Sergio Mancera (guitarra)
Ernesto de León (guitarra 1969-70)

01 Canción 2 6:10
02 Hoochie Coochie Man 5:20
03 Puro Blues (Rock Me Baby) 6:05
04 Rockin Robin 2:40




PEROLAS DO ROCK N´ROLL - ACID BLUES ROCK - JAVIER BÁTIZ - Coming Home - 1969




O guitarrista Javier Bátiz nasceu em 1944 em Tijuana e é considerado um dos pioneiros do rock no país e muito influente para a "geração de Avandaro". Ingressou na carreira solo em meados da década de 60, após participar de pequenos grupos beat, lançando vários álbuns e na ativa até hoje.
Faço aqui um repost de seu terceiro registro: Coming Home, de 1969. É considerado uma das melhores obras dentro do rock mexicano da época, onde desfilam 10 faixas curtas e com influências pesadas do blues rock negro norte-americano, rock psicodélico, latino e até hard rock. A guitarra ácida e barulhenta domina, acompanhada por boas passagens percussão e teclado, além da voz rouca e delirante de Bátiz, que se encaixa bem nas canções, as letras são todas em inglês. Quanto as faixas, destaque para o cover de "Down Broken Hearted", "Why Do You Do Me", "Getting Through" e "Coming Home". Pérola recomendado para todos os fãs de blues e psicodelia latino-americana.



Javier Bátiz (guitarra, vocal)
Juan Santos (bateria, percussão)
Esteban Garcia (baixo)
Sergio Guerrero (piano, teclado)

01 Try It One Time 2:26
02 Let Me Give My Love To You 5:06
03 Christine 3:14
04 It's Done And Gone 2:57
05 Why Do You Do Me 5:56
06 Getting Through 4:07
07 I Won't Ever 3:06
08 Down Broken Hearted 2:33
09 I'm Not The One 3:57
10 Coming Home 4:58




Leny Andrade - Estamos Aí (1965)

 

Artista: Leny Andrade
Disco: Estamos Aí
Ano: 1965
Esta edição: 2004 (Re-edição em CD remasterizado na série "Odeon 100 Anos")
Gravadora: Odeon (Edição original) / EMI (Esta re-edição)
Estilo: Bossa Nova, Jazz
Tempo total: 30:42
Formato:
 MP3 320k (+ scans)

Faixas:
01. Estamos Aí - 3:06
02. A Resposta - 2:48
03. Deixa O Morro Cantar / O Morro Não Tem Vez / Opinião / Enquanto A Tristeza Não Vem / Reza - 2:13
04. Clichê-  1:27
05. Olhando O Mar - 2:31
06. Banzo - 2:51
07. Samba De Rei - 2:29
08. Tema Feliz - 2:04
09. Razão De Viver - 2:58
10. Esqueça Não - 2:58
11. Samba Em Paris - 1:55
12. Coisa Nuvem - 3:16



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Silvia Telles - Carícia (1957)

 

Artista: Silvia Telles
Disco: Carícia
Ano: 1957
Esta edição: 1993 (Re-edição em CD remasterizado na série "2 Em Um")
Gravadora: Odeon (Edição original) / EMI (Esta re-edição)
Estilo: Samba, Jazz
Tempo total: 25:06
Formato:
 MP3 320k (+ scans)

Faixas:
01. Por Causa De Você - 3:37
02. Sucedeu Assim - 2:50
03. Tu E Eu - 3:07
04. Se Todos Fossem Iguais A Você - 3:33
05. Canção Da Volta - 3:52
06. Chove Lá Fora - 2:31
07. Duas Contas - 2:53
08. Foi A Noite - 2:40

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Baranga - O 5º Dos Infernos (2013)

 

Artista: Baranga
Disco: O Céu É O Hell
Ano: 2010
Esta edição: 2010 (Edição original em CD)
Gravadora: Voice Music (Edição original)
Estilo: Hard Rock
Tempo total: 31:39
Formato:
 MP3 320k (+ capa)

Faixas:
01. Deixa A Noite Saber - 2:54
02. Noites Imundas - 2:52
03. Aplica Mais Uma Dose - 2:44
04. Vai Se Dar Mal - 3:03
05. Na Madrugada - 2:22
06. Jogando Os Dados - 3:44
07. O Céu É O Hell - 3:14
08. Porrada Rock 'N' Roll - 3:34
09. La Carretera - 3:42
10. Boca De Ouro - 3:25



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Ohio Knox - Ohio Knox 1971

 

O Ohio Knox foi formado em 1972 em Los Angeles, Califórnia, EUA, por Peter Gallaway (vocal/guitarra; ex-Fifth Avenue Band) e também contava com os músicos de estúdio Paul Harris (teclados), Ray Neopolitan (baixo) e Dallas Taylor (bateria; ex-Clear Light e Crosby, Stills, Nash & Young). O Ohio Knox apresentava o mesmo pop rock leve da banda anterior do cantor e tinha uma semelhança óbvia com o trabalho de John Sebastian. Galloway iniciou sua carreira solo quando Harris e Taylor se juntaram à banda de Stephen Stills, Manassas.





















Destaque

Mopho - Volume 3 (2011)

  Artista:  Mopho Disco:  Volume 3 Ano:  2011 Esta edição:  2011 (edição original em CD) Gravadora:  Pisces (Edição original) Estilo:  Rock ...