sábado, 21 de fevereiro de 2026

Álbuns fundamentais: Black Sabbath - Paranoid (1970)

 



Existem alguns discos que penetram nas nossas mentes e ficam atormentando e exigindo mais do que uma audição, bajulação, ou seja, eles querem ser investigados além das fronteiras habituais, o que eles querem é revelar algo mais que você não tinha enxergado antes. É assim que eu sinto Paranoid, pois ele esconde mais do que apenas a música como um fim em si próprio, ou seja, ele é um retrato, um testemunho de tempos insanos. Os discos revelam as tensões, conflitos e em Paranoid isso está evidente, impresso na voz, nos instrumentos, na música, nas letras e na atmosfera que os cercava naquele momento crucial para todos. O mundo estava dividido em dois e ao redor lutas sangrentas pela liberdade de ser sujeito da própria autonomia e é exatamente este ponto nebuloso e sombrio que o grupo encaixa um gancho de direita, esquerda que abalou as estruturas da época e agora eu vos convido a ler a essa análise dizendo de ante mão um disco carrega mais significados além do que imaginamos e mesmo depois de ser re-significado.     


Em 1970 numa sexta feira 13 chuvosa e fria, em Birmingham, na Inglaterra surgia das trevas o Black Sabbath cujo primeiro álbum causou arrepios e medo em sem número de pessoas que ficaram assombradas pelo poder de sedução emanado de seu curto disco, que em quase quarenta minutos protagonizavam uma revolução anunciando novos tempos para música e para os jovens chamando todos nos quatro cantos do planeta para participar dessa “missa negra” chamada heavy metal. 

Para aproveitar a onda do sucesso de estréia os cavaleiros do apocalipse voltaram para o estúdio afim de gravar a segunda parte de sua saga homérica. O grupo ja tinha pare das canções compostas e prontas para a gravação e assim sendo uma parte desse caminho fugaz já estava andada. As composições já mostravam uma evolução natural em relação as do primeiro álbum deixando claro que  não haveria um álbum igual ao outro e estava na pauta dos caras andar para a frente.


Neste novo material ao contrário do primeiro, o tema não abordaria o ocultismo e sim a guerra do vietnã fato compreensivel dado a época e como bons filhos do seu tempo, o quarteto aproveitou para fazer uma reflexão e algumas críticas e denúncias sobre as barbaridades promovidas pelos governantes do país da liberdade, terra das oportunidades onde tudo se transforma em ouro.

O novo material construído a base de urânio e demais artefatos bélicos durou um pouco mais de tempo para ser gravado, mas o tempo a mais provou compensar e quando o álbum finalmente foi as lojas os fãs mais uma vez caíram duros para trás com a pancadaria promovida pelo Black Sabbath em Paranoid. Um álbum pesado, sombrio com uma pitada de gótico e o já tradicional e característico heavy rock trataram de incendiar o cenário. A capa foi polêmica, pois ninguém sabia e nem nunca soube quem era o maluco trajando uma roupa muito louca, um capacete, uma espada e um escudo saíndo de trás de uma árvore sendento de sangue, mas uma coisa era certa sobre essa cena, o protagonista como sugeriram não era Tony Iommi.

A polêmica não se encerrou na capa e atingiu o material e o alvo foi War Pigs um tema onde a banda deixou bem claro a sua posição contra a guerra do Vietnã e também fazia uma denúncia, pois a eram mandados para a guerra os pobres (o mesmo aconteceu no Iraque). A gravadora como não queria ter problemas naquela altura, pois o governo havia baixado a repressão nesse caso a censura nua e crua então negaram-se a chamar o álbum por esse nome e colocar essa faixa para tocar nas rádios, porém ainda assim ela é um clássico totalmente relevante e uma referência indiscutível para o gênero.


Paranoid embora tenha mais de 90% de suas letradas centradas em temas de guerra atômica e no conflito asiatico ambos efeitos colaterias da guerra fria também tinha em sua faixa título o maior hit da banda de todos os tempos, que falava sobre felicidade, insatisfação e as frustrações do cotidiano. Na faixa de encerramento Fair Wear Boots o tema é a embriaguez por entorpecente e uma surra que os caras levaram de uns Skin Heads na noitada. Para entender o Black Sabbath é necessário entender a origem dos caras, pois eles vieram do suburbio e não foram caras criados com todos os mimos que tinham o pessoal da classe média liberal que na época formava a imprensa “especializada” em rock music.

Assim sendo é possível entender porque os temas eram tão pesados e tão arrebatadores e ao mesmo tempo emocionais, trágicos e sombrios, pois ao contrário dos seus contemporâneos que ainda insistiam em sustentar o slogan paz e amor, Ozzy Osbourne e sua trupe não queriam saber de nada disso, pois isso para eles era conversa afiada a realidade era brutal e o mundo não era só amor flores e muito menos livre e a missão de Paranoid foi exatamente essa mostrar essa face brutal do planeta. Extremo, caótico para a sua época, porém muito bem sucedido tanto junto ao público quanto a mídia que os elevou nas alturas como se fossem deuses e, portanto, o lugar no panteão dos grandes nomes, gigantes do rock estava garantido e daí em diante era dividir para conquistar fãs e mais fãs mundo a fora.

A aula promovida por este clássico ainda segue na viagem interplanetária com Planet Caravan uma verdadeira viagem pelos confins do universo num clima calmo, tranquilo feito para viajar nas brisas da noite tomando umas biritas e fumando uns cigarros estranhos por ai. Outro dos maiores hits de todos os tempo é Iron Man e aqui é a vingança de um homem quew havia alertado os seus conterrâneos sobre os males que eles estavam causando e ele então se revolta e resolve destruí-los, mas não poderia faltar um dos maiores riffs, solos e um conjunto matador de linhas de baixo e bateria para esmagar os miolos.


A segunda parte começa com Electric Funeral um tema nada amigável cheio de flashes e explosões arratados e sérios como se não fosse mais haver amanhã, pois o mundo entre riffs cortantes, bateria e baixo e os vocais lugubres de Ozzy derreteriam não apenas as flores, mas os edificios, as casas e os rios e os mares transformariam tudo em morte e destruição radiotiva. Em Hand of Doom, o destino da humanidade já estava traçado e todos estão condenados a pagar eternamente pelos seus pecados deviando-se dos caminhos corretos e não existe moralismo aqui, o que existe é um recado muito preciso sobre os rumos que a soceidade estava e ainda está tomando atualmente a medida que se automatiza. Rat Salad é apenas um interlúdio para a última faixa e não passa de um ótimo solo de jazz muito bem tocado onde Bill Ward mostra-se um dos maiores bateristas de seu tempo.

O que encontramos nesse disco não é apenas a celebração e a definição de um gênero musical, mas sim um caminho para refletir o mundo e pensar o dia a dia não de uma maneira erúdita, mas de uma maneira mais simples e direta, pois enquanto houver exploração e gente chateada com o mundo o heavy metal continuará existindo, pois assim como o Black Sabbath e seu magum opus são uma forma de expressão, o gênero também o é e continuará sendo e por isso é tão revolucionário, atual, instigante e mostra como o mundo pouco ou nada mudou nos últimos quarenta e quatro anos.

Quem ouvi-lo hoje não terá a mesma senção de quem o ouviu, pois não viveu o mesmo período e não teve as mesmas experiências e então ouvirá este álbum como um garoto dos tempos atuais e a impressão que a primeira vista causará é que este álbum é libeluo em prol da liberdade de uma época especial que jamais retornará.

Lista de músicas: 

A1 War Pigs 
A2 Paranoid
A3 Planet Caravan 
A4 Iron Man  

B1 Electric Funeral 
B2 Hand of Doom 
B3 Rat Salad 
B4 Fair Wear Boots 





Bobby Charles – Last Train to Memphis (Bonus tracks) (2025)

 

Não exatamente um álbum novo, nem exatamente uma coletânea, o lançamento de Bobby Charles em 2004, Last Train to Memphis, se assemelha mais a uma compilação de gravações pouco conhecidas do que a um álbum propriamente dito. Anunciado como um lançamento em disco único com um disco bônus, o conjunto de dois CDs contém um total de 34 músicas e, como não há diferença marcante entre os dois discos, parece apropriado tratá-lo como um extenso álbum duplo. Jim Bateman afirma em suas notas de encarte superficiais e em grande parte biográficas que este álbum "preenche os anos entre seu aclamado lançamento de 1972 pela Bearsville e os dias atuais", o que certamente é verdade, já que todas as 34 músicas nos dois discos foram gravadas em algum momento entre 1971 e 2001. As notas de encarte detalham as datas de gravação e as formações dos músicos em cada faixa, mas é difícil precisar quando e onde...

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…ou mesmo se – essas músicas foram lançadas antes deste lançamento.

Isso é particularmente verdade porque a sequência não faz sentido cronológico — o primeiro disco salta de 1999 para 1979, volta para 1975 e depois avança para 1997 antes de retornar a 1984 — mas também porque a música de Charles é tão consistente em tom e qualidade que é difícil dizer quando essas gravações foram feitas, com base na produção ou na performance. Claro, há um certo charme nisso. Pouquíssimos artistas conseguiriam montar uma colcha de retalhos como essa e fazer com que soasse coesa, o que certamente acontece. Tudo isso deriva de seu brilhante álbum homônimo de 1972, lançado pela Bearsville, que misturou sua interpretação singular do R&B de Nova Orleans com uma pegada americana inspirada em seus amigos da banda The Band. No geral, é um pouco mais polido e suave do que o descontraído e rústico Bobby Charles — além disso, sua natureza extensa significa que não é tão viciante quanto aquela joia subestimada — mas é consistentemente satisfatório, repleto de novas composições originais de Charles, surpreendentemente modestas, e releituras agradáveis ​​e envolventes de clássicos como “See You Later Alligator”. Portanto, mesmo que Last Train to Memphis seja frustrante quando analisado de perto, se for encarado apenas como uma coleção de 34 ótimas gravações de Bobby Charles, é muito prazeroso, principalmente porque existem tão poucas gravações de Charles que parece justo saborear cada uma delas.

1. Last Train To Memphis (3:01)
2. The Legend Of Jolie Blonde (5:56)
3. I Spent All My Money Loving You (4:45)
4. String Of Hearts (3:39)
5. I Wonder (5:31)
6. Everday (2:03)
7. Don’t Make A Fool Of Yourself (4:00)
8. Homesick Blues (3:27)
9. Forever And Always (6:08)
10. The Sky Isn’t Blue Anymore (2:57)
11. Full Moon On The Bayou (3:16)
12. What Are We Doing (3:08)
13. Sing (3:58)
14. Goin’ Fishin’ (3:11)
15. See You Later Alligator (3:49)
16. I Can’t Quit You (3:44)
17. Secrets (3:28)
18. Angel Eyes (3:18)
19. But I Do (4:24)
20. Party Town (3:56)
21. I Don’t Want To Know (4:56)
22. Love In The Worst Degree (3:24)
23. Why Are People Like That? (3:11)
24. I Believe In Angels (6:19)
25. Les Champs Élysée (5:38)
26. Not Ready Yet (3:07)
27. The Jealous Kind (4:11)
28. I Want To Be The One (4:01)
29. Walking To New Orleans (3:13)
30. I Remember When (3:04)
31. I Don’t See Me (5:51)
32. Wish You Were Here Right Now (2:24)
33. Clean Water (3:12)
34. Promises, Promises (The Truth Will Set You Free) (3:44)
35. The Mardi Gras Song (4:25)
36. You (2:23)
37. Peanut (2:23)
38. Happy Birthday Fats Domino (4:30)
39. Ambushin’ Bastard (3:13)

Eric Nelson Thompson – Manic + Organic [25th Anniversary Edition] (2025)

 

Sutil e sonolento, suave e ressonante, o reluzente estilo country-rock de Eric Thompson pega o estilo vocal emotivo de Nashville, adiciona pedal steel e riffs de rock com raízes no folk, e entrega um álbum nostálgico e agradável – ainda que um pouco polido demais – chamado Manic + Organic . Seja no hino rock dançante “Get Back to It” ou no country bem-humorado e tradicional de “It's a Guy Thing”, a banda de Thompson usa arranjos simples para evocar uma verdadeira sensação caseira. As composições não são tão intensas e poderosas quanto as de Whiskeytown, Ryan Adams ou Kasey Chambers, mas Eric Thompson segue a mesma linhagem – influenciado por Gram Parsons, Allman Brothers, Johnny Cash e Willie Nelson – e Manic + Organic mostra seu potencial para um dia fazer um disco realmente espetacular.

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Sempre sonhei em lançar “Manic + Organic” em vinil – é um disco que parecia destinado a viver em vinil – mas há 25 anos ninguém lançava nesse formato. Eram apenas alguns colecionadores e audiófilos que mantinham esse mercado vivo. Hoje, o vinil voltou com tudo e as pessoas estão se voltando para o som analógico rico e encorpado que antes parecia perdido na história.

Para comemorar a ocasião, tenho o prazer de anunciar as edições de luxo em vinil e streaming do 25º aniversário de "Manic + Organic". As faixas foram completamente reformuladas: remixadas, remasterizadas e reinventadas. Tivemos que rever a ordem das músicas devido às limitações do formato, mas isso também se mostrou libertador, abrindo novas possibilidades e criando uma nova experiência de audição a cada faixa.

A história de como chegamos até aqui é bem sinuosa: Johnny Sangster (Mark Lanegan, Mudhoney, The Posies) supervisionou a transferência das fitas originais de 24 canais para o formato digital, e Dylan Fant remixou e remasterizou as gravações em seu pequeno estúdio na floresta. O processo se desenrolou ao longo de dois ou três anos. Jamais me esquecerei do dia em que fui ouvir as faixas remixadas: foi como ouvi-las pela primeira vez, novamente, naqueles monitores de estúdio grandes e incríveis da TRS. A riqueza do som analógico original, as performances, tudo simplesmente se movia e brilhava de uma forma inédita, e estou muito satisfeito com o resultado. Espero que vocês também gostem. As participações de Pete Grant (Blasters, Hoyt Axton, Grateful Dead) e David Nelson (NRPS, Garcia Acoustic Band) trazem uma atmosfera que remete a alguns dos melhores momentos do Grateful Dead, NRPS, Gram Parsons e Flying Burrito Brothers nos anos 70. O TRS, um estúdio hoje extinto em Sunnyvale, Califórnia, construído e projetado à mão por um designer de estúdio incrivelmente talentoso no início dos anos 70, também é protagonista desta história: responsável pelo "Som de São Francisco" — aquele som quente e exuberante que permeia as faixas. O produtor/engenheiro Scott Smith explorou o estúdio como um instrumento, extraindo textura e timbre dele a cada tomada. E ele também é um baterista excepcional.

Agora, remixado, remasterizado e reimaginado, completo com material bônus, demos e faixas ao vivo, “Manic + Organic 2025” está disponível para pré-venda antes do seu lançamento em 31 de julho de 2025. Compre o vinil e ganhe a versão digital gratuitamente. Ou compre apenas o formato digital – a escolha é sua. Baixe arquivos .wav de alta fidelidade e sem perdas, ouça em streaming onde quiser e, acima de tudo, curta este pequeno pedaço da história musical da Bay Area. Espero estar perto de você em breve para poder tocar as músicas ao vivo. Cuidem-se e sejam gentis uns com os outros. 

The Mavericks – It’s now! It’s live! (2026)

 

Os integrantes da banda country The Mavericks começaram sua carreira profissional se apresentando juntos em casas de shows de rock na Flórida. Pode parecer uma longa jornada desde Nashville, mas eles chegaram lá com relativa facilidade. E mesmo depois de chegarem, não deixaram para trás tudo o que aprenderam naquelas casas de shows, e os ouvintes certamente não sentirão falta da pegada rock and roll que os Mavericks incorporam em várias músicas deste álbum de 1998, " It's Now! It's Live!".
Como o título já indica, este é um álbum ao vivo. Foi gravado durante alguns shows que a banda fez no Canadá. É um ótimo country-rock feito do jeito que os Mavericks fazem de melhor, mas o álbum é um pouco curto, com apenas sete faixas. As músicas, no entanto, são favoritas dos fãs, como…

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The Band of Heathens – Country Sides (2026)

 

Com Country Sides , o The Band of Heathens mergulha de cabeça em suas raízes, entregando um álbum que soa autêntico e, ao mesmo tempo, refrescantemente natural. O disco se situa confortavelmente na encruzilhada do country, da música americana e do rock com toques de soul, priorizando o ritmo e a emoção em vez do virtuosismo. É o som de uma banda experiente que confia nas canções, deixando que o espaço, a harmonia e a contenção façam o trabalho pesado.
O álbum abre em um clima relaxado, como se estivesse em uma estrada aberta, onde guitarras com som encorpado e timbres quentes de órgão ditam um ritmo tranquilo. Há uma naturalidade coloquial nos vocais, compartilhados entre os membros da banda, que reforça o maior trunfo do grupo: a química. Nada aqui parece forçado. Em vez disso, os arranjos respiram, dando a cada música espaço para se encontrar em seu próprio espaço.

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A banda The Band Of Heathens sabe quando insistir e quando recuar, e esse senso de equilíbrio permeia todo o álbum.
Liricamente, Country Sides privilegia pequenos momentos humanos em vez de grandes declarações. As canções se detêm em viagens noturnas de carro, relacionamentos desgastados e na clareza serena que surge após lições duramente aprendidas. Há uma melancolia suave sob a superfície, mas ela é atenuada por calor e humor. Mesmo quando o clima se torna mais sombrio, as harmonias da banda mantêm a música ancorada em algo comunitário e reconfortante.

Sonoramente, o álbum soa orgânico e tátil. É possível ouvir dedos nas cordas, amplificadores pulsando, a bateria se encaixando em uma base solta, porém segura. A produção resiste ao polimento pelo polimento, optando por um som natural e envolvente que se adequa perfeitamente ao material. Não se trata de seguir tendências ou refrões radiofônicos; trata-se de sentimento, textura e da longa trajetória de uma canção se desdobrando em seu próprio ritmo.

Country Sides não pretende reinventar The Band Of Heathens. O álbum aprimora o que eles já fazem bem: composições sólidas, uma rica harmonia vocal e um ritmo descontraído que recompensa a audição atenta. O resultado é um álbum que convida você a desacelerar e relaxar — música para estradas secundárias, noites longas e para quem valoriza tanto a atmosfera quanto a melodia.

Maniac - Maniac (1985)

 



Style: Speed/Heavy Metal
Origin: Austria (Imst, Tyrol)

Tracklist:
1. You Don't Know It
2. Get Ready
3. Dressed To Kill
4. God Of Thunder
5. Ride On
6. Shout It Loud
7. Stage Free
8. We Swear At You







Mastifal - Holocausto Mental (2000)

 



Style: Thrash/Death Metal
Origin: Argentina

Tracklist:
1-Holocausto Mental 
2-Devastacion
3-Espectaculo Macabro 
4-Apodado Hijo Del Diablo 
5-Privado de Libertad 
6-Ebola 
7-Indiferencia 
8-Lenta Muerte 
9-Cuando el Sol Crucifique Mi Nombre 
10-Fabricia de Monos 
11-La Plegaria Del Obero 








No Mercy - Widespread Bloodshed (1987)

 



Style: Thrash/Crossover
Origin: USA (Cali)

Tracklist:
01. Evil
02. Crazy But Proud
03. Master Of No Mercy
04. Day Of The Damned
05. Controlled By The Hatred
06. I'm Your Nightmare
07. Widespread Bloodshed... Love Runs Red
08. My Own Way Of Life
09. Waking The Dead







THE NAZGÜL - The Nazgül - 1975

 



Devo começar dizendo que este disco é totalmente dedicado aos fãs do escritor J.R.R Tolkien que narra a história dos Nazgül - os nove Cavaleiros Negros -  retirada do Senhor dos Anéis. Os membros da banda levam os nomes fictícios de Frodo, Gandalf e Pippin, também conhecidos personagens de Tolkien. 
Sei que muitos de vocês vão se decepcionar comigo mas nunca fui fã das estórias desse escritor pra lá de fantasioso, portanto, não entendo nada sobre suas obras e seus personagens. 

Por ser um disco conceitual e composto por quatro longas faixas, o experimentalismo e a obscuridade reinam durante todo o seu decorrer, abandonando a estrutura tradicional em termos de canção e melodia, abordando assim atmosferas mais sinistras. 


Resumindo, a banda faz um som mais voltado para excelentes improvisações de guitarra e baixo manipulados por ruídos bizarros de percussão, acompanhados de manifestações experimentais de órgão e Moog. 



O disco em seu decorrer nos remete 

àquela primeira fase do Tangerine Dream onde apenas ruídos e linhas de sintetizadores compunham a obra como um todo.

Se não me engano, esse registro foi lançado no fim de 75 onde o Krautrock já não era mais o mesmo, a Alemanha Oriental já havia sido tomada pelo movimento eletrônico, que foi uma verdadeira revolução em se tratando da cultura musical alemã.


Apesar dos nomes fictícios, não se sabe ao certo o número de membros da banda. Nas minhas incansáveis pesquisas, tive informações de apenas três de seus componentes.

 São eles:

- Reinhold Karwatsky, tecladista, foi fundador do excelente Galactic Explorers (já postado por aqui), além de ter feito parte do também excelente Dzyan.

- Zeus B. Held, também tecladista e famoso produtor alemão, fez participações em alguns discos do Birth Control e produziu o disco "Distant Horizons" de 1997 do Hawkwind.
- Hans-Jürgen Pütz, baterista, tocou no Mythos (Dreamlab 1975) e foi fundador da desconhecida mas ótima  banda de Krautrock, Cozmic Corridors.

Já aviso que esse é um disco de difícil digestão nas primeiras audições mas se você gosta realmente do gênero irá se surpreender. 

Pra quem gosta da literatura do Tolken, deve ser interessante ouvir o disco e ler alguma de suas obras ao mesmo tempo.
Não deixem de me contar tal experiência...


TRACKS:

1. The Tower of Barad Dur
2. The Dead Marshes
3. Shelob's Lair
4. Mount Doom  





ROCK AOR - ASHTON - Modern Pilgrims

 



País: Inglaterra
Estilo: AOR
Ano: 1988

Integrantes:

Mark Ashton - vocals, acoustic guitars
Mark Antone Adams - guitars
Mandy Meyer - guitars
Guy Babylon - keyboards
Bob Birch - bass, saxophone
Jonathan Valen - drums
Joe Lala - percussion

Tracklist:

01. Are You Ready?
02. Rain On Me
03. These Days
04. A Breath Away
05. Black and White
06. Modern Pilgrims
07. Caught Up On Love Street
08. Shaky Days
09. Genie in the Jar
10. A Place To Go





Destaque

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