![]() |
| Maria de Fátima Bravo |
Vocês sabém lá
Vocês sabem lá
A saudade de alguém que está perto
É mais, é pior
Do que a sede que dá no deserto
É chama que a vida ateia sem dó
Na alma da gente, ao sentir
Que vive só
Vocês sabem lá
Que tormento é viver sem esperança
E ter coração
Coração que nem dorme nem cansa
Não há maior dor nem viver mais cruel
Que sentir o amargo do fel
Em vez de mel,
Vocês sabem lá
Vocês sabem lá
Que tormento é viver sem esperança
E ter coração
Coração que nem dorme nem cansa
Não há maior dor nem viver mais cruel
Que sentir o amargo do fel
Em vez de mel,
Vocês sabem lá
![]() |
| Carlos Ramos |
Canto o Fado
Carlos Ramos
(letra)
Há para o sofrimento
Um bom remédio afinal
É cantar e num momento
Ninguém se lembra do mal
Não custa mesmo nada
Tentem fazer como eu
Uma guitarra afinada
Um voz bem timbrada
E tudo esqueceu
Quando a tristeza me invade
Canto o fado
Se me atormenta a saudade
Canto o fado
Haja ciúme á vontade
Canto o fado
Por uma esperança perdida
Não passe na vida
Por um mau bocado
Se acaso a sorte o esqueceu
É fazer como eu
Deixe andar cante o fado
Não e que não me interesse
Por quem a dor não resiste
Mas há gente que parece
Que gosta até de andar triste
Tem sempre um ar fatal
A que ninguém o obriga
E nesta vida afinal
Vendo bem nada vale
Mais do que uma cantiga
(Letra e música – João Nobre)
![]() |
| Alfredo Marceneiro |
É tão bom ser pequenino
Fado
Letra
É tão bom ser pequenino
Ter pai, ter mãe, ter avós
Ter esperança no destino
E ter quem goste de nós
Vem cá José Manuel
Dás-me a graciosa ideia
De Jesus na Galileia
A traquinar num vergel
És morenito de pele
Como foi o Deus menino
Tens o mesmo olhar divino
Ai que saudades eu tenho
Em não ser do teu tamanho
É tão bom ser pequenino
Os teus dedos delicados
Nessas tuas mãos inquietas
Lembram-me dez borboletas
A voejar nuns silvados
Fui como tu, sem cuidados
Também já corri veloz
Vem cá, falemos a sós
Dum caso sentimental
Que eu vou dizer-te o que vale
Ter pai, ter mãe, ter avós
Ter avós, afirmo-to eu
Perdoa as imagens minhas
É ter relíquias velhinhas
E ter mãe, é ter o céu
Ter pai assim como o teu
Que te dá o pão e o ensino
É ter sempre o sol a pino
E o luar com rouxinóis
Triunfar como os heróis
Ter esperança no destino
Tu sabes o que é a esperança
O sonho, a ilusão a fé?
Sabes lá o que isso é
Minha inocente criança!
Tu és fonte na pujança
Eu, o rio que chegou á foz
Eu sou ante e tu após
Ai que saudades, saudades
A gente a fazer maldades
E ter quem goste de nós
(Letra: Linhares Barbosa / Fado: As Horas no Repertório de Alfredo Marceneiro / Fado Corrido no reportório do Fadista Rodrigo / Fado Mouraria)
.jpg)


Sem comentários:
Enviar um comentário