quarta-feira, 4 de janeiro de 2023

Resenha - Ansata – Crux Ansata



Banda: Ansata
Disco: Crux Ansata
Ano: 2008
Selo: Estúdio Apache
Tipo: Estúdio

Faixas:
1. Crux Ansata Part I: Beyond Mortal Life – 4’43
2. Crux Ansata Part II: Wrath Of The Gods – 4’32
3. Crux Ansata Part III: Redemption – 5’43
4. Infinitive – 6’03
5. Choices – 5’51
6. Lord Of The Dead – 5’33
7. Forces – 5’19
8. Sands Of Time – 6’36
9. Above Them All – 7’05
10. Misty Fate – 5’58

Integrantes:
Malagueta – voz
Rafael Romani – guitarras
Thiago Siqueira – bateria
Thomás Barcelos – teclados
Daniel Defavari – baixo

Resenha:
1. Crux Ansata Part I – Beyond Mortal Life
Não conhecia nada do Prog nacional, mas ao ouvir esse disco vi que comecei muito bem. A sonoridade do Ansata me surpreendeu muito, pois traz elementos de bandas como Symphony X, Angra e até Nightwish em certos momentos, tudo com uma pegada do progressivo clássico muito boa.
E, para iniciar o disco, há um épico dividido em três partes, que possui uma introdução bem interessante. Uma linha de teclado é acompanhada por uma melodia impressionante de violão clássico, que logo abre espaço para um riff muito pesado, com notas mais agudas. A voz de Malagueta me lembrou muito a do cantor do Symphony X, Russell Allen, mas com uma pegada brasileira bem interessante.
Tem riff’s cadenciados e pesados que dão espaço, em 2:44 para um rápido trecho plácido seguido de um dueto entre a guitarra e o teclado muito bom. Termina com um acorde longo de guitarra, que abre espaço para a continuação.

2. Crux Ansata Part II – Wrath Of The Gods
Inicia com um belo dedilhado, que logo se transforma em uma música pesada, mais lenta que a anterior, mas com bastantes mudanças de velocidades. Tem em 1:54 um solo de guitarra muito bom, que dá uma acelerada na música. Conta ainda com uma linha de baixo mais elaborada que se inicia em 3:56, e que encerra a composição.

3. Crux Ansata Part III – Redemption
Na minha opinião a melhor das três, traz uma sonoridade mais macabra e obscura que as anteriores. Tem vários momentos distintos, com um uso maior do teclado, e partes calmas em contraste com outras vibrantes que dão um belo contraste.

4. Infinitive
Começa com um riff simples mas muito bom de guitarra que abre espaço para uma música bastante elaborada, com muitas mudanças. As estrofes são pesadas, e seguidas de um trecho acústico bem interessante, seguidas de mais peso. Em 3:36 começa um solo de teclado que é seguido de um solo de guitarra espetacular, que mescla velocidade e pegada muito bem. Tem um encerramento impressionante, com uma presença maior do teclado no início, e várias mudanças.

5. Choices
Na minha opinião a melhor do disco, tem um início com uma pegada épica que abre espaço para uma música mais cadenciada, com muito peso e uma sonoridade de arrepiar. Tem um solo muito bom em 4:19, antecedido e seguido por solos de teclado. O refrão é muito bom, com muitos backing vocals e ritmo viciante.

6. Lord Of The Dead
Prepare-se, pois é hora de balançar a cabeça! Metal Progressivo de primeira qualidade, com vários momentos mais plácidos voltados para sons indianos, que mostram outra faceta dos músicos. Muda constantemente, com uma sonoridade de tirar o fôlego, muito valorizada pelo primeiro solo de guitarra que se inicia em 3:55, e que mostra toda a técnica de Rafael Romani.

7. Forces
Tem no início uma linha de teclado épica muito boa, que é seguida por mais uma música pesada e dinâmica. Tem mais ênfase para o vocal, com uma ambientação de teclado em 2:46 bem interessante, que dá uma “acalmada” na música.

8. Sands Of Time
Uma balada impressionante, que acrescenta beleza ao disco, e tira aquela imagem metaleira do grupo. É nela que vemos o melhor momento vocal do álbum, e um belo entrosamento entre os músicos. Linda!

9. Above Them All
Mais uma música excelente, com uma sonoridade mais voltada para o Hard Rock. Tem solos fantásticos de guitarra e um refrão impressionante. É muito bonita, mas acredito que seja a que tenha menos contribuição do teclado em todo o disco.

10. Misty Fate
Traz um som pesado na maior parte do tempo, apesar de boa parte dela ser dominada por linhas de teclado mais voltadas para música alemã. O solo de guitarra é muito bom, mas a composição no geral não é muito expressiva, mostrando um ponto de menor criatividade do grupo, e talvez uma forma nem tão acertada de encerrar o disco…



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