A noite e a rosa
Vasco de Lima Couto / Jorge Barradas
Repertório de Fernando João
Fiz da noite a rosa
P’las mãos do pecado
No tempo da rosa
No tempo da rosa
Sorrindo a teu lado
Falei-te por mim
Falei-te por mim
Ouviste por ti
E os ramos surgiram
E os ramos surgiram
Depois que te vi
As mulheres da noite
Rasgaram as luas
E eu e tu fugimos
E eu e tu fugimos
Por todas as ruas
Olhaste o meu rosto
Olhaste o meu rosto
Marcado p'la fama
E abriste o meu peito
E abriste o meu peito
No fogo e na chama
Pedaços de rosa beijaram a cama
Que dói por que dói
Quando o amor nos chama
Pedaços de rosa beijaram a cama
Fiz do nosso dia
Depois da partida
Um lago desfeito
Um lago desfeito
Onde deixei a vida
Que a vida eras tu
Que a vida eras tu
Nos campos da história
Abrindo essa rosa
Abrindo essa rosa
Chamada memória
Falei com amigos
De ontem como hoje
Chamando o teu corpo
Chamando o teu corpo
Que em meu corpo foge
E a mãe que eu já
E a mãe que eu já
Tive abriu-se no mar
P'ra que o meu amor
P'ra que o meu amor
Se fosse deitar
E a rosa era a noite e a noite era a o dia
Rasgando as palavras
Que ninguém sabia
Que a rosa era a noite e a noite era o dia
A noite é meu abrigo
Maria de Lurdes Brás / Joaquim Campos *fado puxavante*
Repertório de Maria de Lurdes Brás
Mal o sol se vai embora
Surge a lua lá no céu
É na noite que ele mora
Esse fado que é tão meu
Com o fado me entretenho
Nele encontro um bom amigo
É na noite que eu tenho
Esse meu eterno, abrigo
Esta força de viver
Que me dá a noite escura
Vivo a noite com prazer
Sinto alegria e ternura
Na madrugada se acoite
Esta minha solidão
É no abrigo da noite
Que guardo o meu coração
Se a noite me dá guarida
Meu coração está consigo
Se ao fado entrego a vida
Faço da noite um abrigo
A noite e o dia
Jacinto Lucas Pires / Alfredo Duarte *fado cuf*
Repertório de Camané
Ai foi a vida que invadiu a noite
Ou foi a noite que invadiu o dia
A chuva contra o vidro, leve açoite
Quase saudade ou triste alegria
Minha alma quieta em desassossego
Já madrugada ou ainda manhã
Nenhuma sombra sobre o mundo cego
E no entanto, a escuridão que há
O tempo fraco ou o tempo forte
Luz do que foi, dor do que há-de vir
Simples vazio ou amor de morte
Verdade a chuva e os céus a fingir
Ai foi o dia que invadiu noite
Ou foi a noite que inventou o dia
Chove no meu destino, duro açoite
Clara saudade, ou negra alegria
Repertório de Camané
Ai foi a vida que invadiu a noite
Ou foi a noite que invadiu o dia
A chuva contra o vidro, leve açoite
Quase saudade ou triste alegria
Minha alma quieta em desassossego
Já madrugada ou ainda manhã
Nenhuma sombra sobre o mundo cego
E no entanto, a escuridão que há
O tempo fraco ou o tempo forte
Luz do que foi, dor do que há-de vir
Simples vazio ou amor de morte
Verdade a chuva e os céus a fingir
Ai foi o dia que invadiu noite
Ou foi a noite que inventou o dia
Chove no meu destino, duro açoite
Clara saudade, ou negra alegria
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