Dark Times (2024)
"Dark Times" se desenrola como um diário descoberto às 3 da manhã, um olhar cru e pessoal sobre um mundo despojado de sua arrogância habitual. Staples, o narrador sempre observador, troca a bravata por uma sabedoria cansada. Aqui, seu fluxo é mais suave do que nunca, introspectivo, mas inegavelmente sombrio. A produção é uma grande atualização em relação aos seus últimos três álbuns – muito tranquila e coesa, uma paisagem sonora perfeita para suas reflexões melancólicas. Faixas como "Black & Blue" são masterclasses em justaposição, tecendo beleza a partir de duras realidades, e também "Étouffée", candidata à música do ano com certeza.
É muito atmosférico e pode não ter sol e boas vibrações, mas vou girá-lo neste verão como se não houvesse amanhã – é muito bom. Staples continua sendo um dos rappers mais pessoais e genuínos da atualidade, e o The Vince Staples Show do início deste ano desempenha um grande papel aqui. O laço na capa pode ser assustador por algum motivo, mas captura perfeitamente o clima do álbum – um lembrete gritante das complexidades do sucesso. Este é um retrato profundamente comovente de um artista confrontando seu lugar no mundo e estou feliz que ele tenha decidido compartilhá-lo conosco.
É muito atmosférico e pode não ter sol e boas vibrações, mas vou girá-lo neste verão como se não houvesse amanhã – é muito bom. Staples continua sendo um dos rappers mais pessoais e genuínos da atualidade, e o The Vince Staples Show do início deste ano desempenha um grande papel aqui. O laço na capa pode ser assustador por algum motivo, mas captura perfeitamente o clima do álbum – um lembrete gritante das complexidades do sucesso. Este é um retrato profundamente comovente de um artista confrontando seu lugar no mundo e estou feliz que ele tenha decidido compartilhá-lo conosco.

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