Abalara
Letra e música de Miguel Carvalhinho
Repertório de Cristina BrancoAbalara cedo, sem certezas
Com o olhar sem fundo, turvo até
Lágrimas de um rio sem represas
Desafio ao mundo do convés
Abalara lesto, como um vento
Incerto na forma de soprar
Sem leme que corte as vagas feitas
Barco de papel a velejar
Pensara ligeiro, vendo á frente
Imagens que ficam tempo atrás
Descobre quem anda em rumo incerto
Que voltar não é partir p’ra trás
Com o olhar sem fundo, turvo até
Lágrimas de um rio sem represas
Desafio ao mundo do convés
Abalara lesto, como um vento
Incerto na forma de soprar
Sem leme que corte as vagas feitas
Barco de papel a velejar
Pensara ligeiro, vendo á frente
Imagens que ficam tempo atrás
Descobre quem anda em rumo incerto
Que voltar não é partir p’ra trás
Abana
Cancioneiro popular
Repertório de Amália
Abana casaca, abana
Abana sacode o pó
Eu tenho sete casacas
Todas elas de filó
Abana casaca, abana
Abana devagarinho
Eu tenho setes casacas
Todas elas de paninho
Abana casaca, abana
Abana, não tenhas dó
Eu tenho sete casacas
Do tempo da minha avó
Abana casaca, abana
Abana, torna a abanar
Quem tiver casaca abana
Quem a não tem, vai comprar
Abana a casaca, abana
Abana, torna a abanar
Eu tenho sete casacas
Todas elas por talhar
Abana a casaca, abana
Abana, sacode o pó
Eu tenho sete casacas
Dos tempos da minha avó
Repertório de Amália
Abana casaca, abana
Abana sacode o pó
Eu tenho sete casacas
Todas elas de filó
Abana casaca, abana
Abana devagarinho
Eu tenho setes casacas
Todas elas de paninho
Abana casaca, abana
Abana, não tenhas dó
Eu tenho sete casacas
Do tempo da minha avó
Abana casaca, abana
Abana, torna a abanar
Quem tiver casaca abana
Quem a não tem, vai comprar
Abana a casaca, abana
Abana, torna a abanar
Eu tenho sete casacas
Todas elas por talhar
Abana a casaca, abana
Abana, sacode o pó
Eu tenho sete casacas
Dos tempos da minha avó
Abandono
David Mourão Ferreira / Alain Oulman *fado peniche*
Repertório de Amália Rodrigues
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar;
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
Por teu livre pensamento
Foram-te longe encerrar
Tão longe que o meu lamento
Não te consegue alcançar;
E apenas ouves o vento
E apenas ouves o mar
Levaram-te a meio da noite
A treva tudo cobria
Foi de noite numa noite
Foi de noite numa noite
De todas a mais sombria;
Foi de noite, foi de noite
Foi de noite, foi de noite
E nunca mais se fez dia
Ai! dessa noite o veneno
Ai! dessa noite o veneno
Persiste em me envenenar
Oiço apenas o silêncio
Oiço apenas o silêncio
Que ficou em teu lugar;
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o vento
E ao menos ouves o mar
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