O ultimo corte talvez tenha sido o melhor título para este álbum.
Depois de flertar descaradamente com o pop e a disco music em The Wall, as cifras (que já jorravam aos milhões desde o clássico The Dark Side Of The Moon) atingiram níveis inimagináveis.
A turnê de The Wall foi matadora, e o Pink Floyd adentra a década de 80 com a mesma categoria com que entrara na de 70. Letras melancólicas de um lirismo incomparável, produção impecável e um instrumental sem precedentes na história do rock, graças à química e ao talento de David Gilmour e Richard Wright, especialmente.
Mas a cabeça de Roger Waters, que nunca foi lá essas coisas em termos de sanidade, vagava por um universo paralelo. A vontade de gritar seus traumas para o mundo fez surgir este que, talvez, seja o disco mais Roger Waters de toda a discografia do Pink Floyd.
The Final Cut é o último disco de estúdio do Pink Floyd com Waters, e aquele que traz a volta às raízes que geraram The Dark Side of The Moon. Richard Wright já havia pulado fora, e não participou. Mas os tempos eram outros, e os novos fãs não estavam tão acostumados à psicodelia original da banda. Com músicas arrastadas e letras densas e depressivas, esse é o disco que o músico dedicou ao seu pai, Eric Fletcher Waters, morto na Segunda Guerra Mundial em 18 de fevereiro de 1944, na Itália, quando Roger ainda era um bebê.

A família Waters. Roger é o bebê menor.
Criado pela mãe, Waters já havia se manifestado sobre a sua figura opressora em Mother, do clássico The Wall. The Final Cut foi escrito inteiramente por Roger e dedicado à figura do seu pai. O disco é conceitual, e o nome paterno aparece explícito em The Fletcher Memorial Home. A capa é uma foto de um detalhe do uniforme usado pelo falecido pai, com as insígnias da Marinha inglesa (ele fora fuzileiro naval). O título original era para ser Requiem For a Post War Dream.
O disco foi concebido originalmente para ser trilha sonora do filme The Wall, de 82, mas foi lançado separadamente em razão da Guerra das Malvinas, que acontecia na época e envolveu Inglaterra e Argentina. O disco saiu como um manifesto contra a guerra e a política de Margareth Tatcher.
As orquestrações são conduzidas por Michael Kamen, que já trabalhou com Metallica e havia trabalhado em The Wall. O resultado, a despeito de algumas críticas negativas, é um disco coeso e muito bem produzido. As composições, dentro da proposta, são inspiradas e mostram um Roger Waters disposto a encarar o mundo de frente e gritar aos quatro cantos as suas ideias sobre o mentiroso Welfare State inglês.
Independentemente disso, o disco vale por uma passagem especial, na música The Gunners Dream. Quando a voz de Waters se mescla com o saxofone, exatamente no mesmo tom e na mesma timbragem, a impressão que temos é de cair no vazio. Um sentimento que aperta o coração dentro do peito. Eu acho este, especificamente, um dos momentos mais lindos e impressionantes da história da música.
Track List
1. "The Post War Dream"
2. "Your Possible Pasts"
3. "One of the Few"
4. "When the Tigers Broke Free"
5. "The Hero's Return"
6. "The Gunner's Dream"
7. "Paranoid Eyes"
8. "Get Your Filthy Hands Off My Desert"
9. "The Fletcher Memorial Home"
10. "Southampton Dock"
11. "The Final Cut"
12. "Not Now John"
13. "Two Suns in the Sunset"
David Gilmour (guitarra, vocais em "Not Now John")
Nick Mason (efeitos sonoros com holophonics, bateria)
Roger Waters (vocais, baixo, violões, sintetizadores)
Músicos adicionais
Andy Bown (órgão Hammond)
Ray Cooper (percussão)
Michael Kamen (piano, condução e arranjos da the National Philharmonic Orchestra)
Andy Newmark (bateria em "Two Suns in the Sunset")
Raphael Ravenscroft (saxofone tenor)
O ultimo corte talvez tenha sido o melhor título para este álbum.
Depois de flertar descaradamente com o pop e a disco music em The Wall, as cifras (que já jorravam aos milhões desde o clássico The Dark Side Of The Moon) atingiram níveis inimagináveis.
A turnê de The Wall foi matadora, e o Pink Floyd adentra a década de 80 com a mesma categoria com que entrara na de 70. Letras melancólicas de um lirismo incomparável, produção impecável e um instrumental sem precedentes na história do rock, graças à química e ao talento de David Gilmour e Richard Wright, especialmente.
Mas a cabeça de Roger Waters, que nunca foi lá essas coisas em termos de sanidade, vagava por um universo paralelo. A vontade de gritar seus traumas para o mundo fez surgir este que, talvez, seja o disco mais Roger Waters de toda a discografia do Pink Floyd.
The Final Cut é o último disco de estúdio do Pink Floyd com Waters, e aquele que traz a volta às raízes que geraram The Dark Side of The Moon. Richard Wright já havia pulado fora, e não participou. Mas os tempos eram outros, e os novos fãs não estavam tão acostumados à psicodelia original da banda. Com músicas arrastadas e letras densas e depressivas, esse é o disco que o músico dedicou ao seu pai, Eric Fletcher Waters, morto na Segunda Guerra Mundial em 18 de fevereiro de 1944, na Itália, quando Roger ainda era um bebê.
Depois de flertar descaradamente com o pop e a disco music em The Wall, as cifras (que já jorravam aos milhões desde o clássico The Dark Side Of The Moon) atingiram níveis inimagináveis.
A turnê de The Wall foi matadora, e o Pink Floyd adentra a década de 80 com a mesma categoria com que entrara na de 70. Letras melancólicas de um lirismo incomparável, produção impecável e um instrumental sem precedentes na história do rock, graças à química e ao talento de David Gilmour e Richard Wright, especialmente.
Mas a cabeça de Roger Waters, que nunca foi lá essas coisas em termos de sanidade, vagava por um universo paralelo. A vontade de gritar seus traumas para o mundo fez surgir este que, talvez, seja o disco mais Roger Waters de toda a discografia do Pink Floyd.
The Final Cut é o último disco de estúdio do Pink Floyd com Waters, e aquele que traz a volta às raízes que geraram The Dark Side of The Moon. Richard Wright já havia pulado fora, e não participou. Mas os tempos eram outros, e os novos fãs não estavam tão acostumados à psicodelia original da banda. Com músicas arrastadas e letras densas e depressivas, esse é o disco que o músico dedicou ao seu pai, Eric Fletcher Waters, morto na Segunda Guerra Mundial em 18 de fevereiro de 1944, na Itália, quando Roger ainda era um bebê.

A família Waters. Roger é o bebê menor.
Criado pela mãe, Waters já havia se manifestado sobre a sua figura opressora em Mother, do clássico The Wall. The Final Cut foi escrito inteiramente por Roger e dedicado à figura do seu pai. O disco é conceitual, e o nome paterno aparece explícito em The Fletcher Memorial Home. A capa é uma foto de um detalhe do uniforme usado pelo falecido pai, com as insígnias da Marinha inglesa (ele fora fuzileiro naval). O título original era para ser Requiem For a Post War Dream.
O disco foi concebido originalmente para ser trilha sonora do filme The Wall, de 82, mas foi lançado separadamente em razão da Guerra das Malvinas, que acontecia na época e envolveu Inglaterra e Argentina. O disco saiu como um manifesto contra a guerra e a política de Margareth Tatcher.
O disco foi concebido originalmente para ser trilha sonora do filme The Wall, de 82, mas foi lançado separadamente em razão da Guerra das Malvinas, que acontecia na época e envolveu Inglaterra e Argentina. O disco saiu como um manifesto contra a guerra e a política de Margareth Tatcher.
As orquestrações são conduzidas por Michael Kamen, que já trabalhou com Metallica e havia trabalhado em The Wall. O resultado, a despeito de algumas críticas negativas, é um disco coeso e muito bem produzido. As composições, dentro da proposta, são inspiradas e mostram um Roger Waters disposto a encarar o mundo de frente e gritar aos quatro cantos as suas ideias sobre o mentiroso Welfare State inglês.
Independentemente disso, o disco vale por uma passagem especial, na música The Gunners Dream. Quando a voz de Waters se mescla com o saxofone, exatamente no mesmo tom e na mesma timbragem, a impressão que temos é de cair no vazio. Um sentimento que aperta o coração dentro do peito. Eu acho este, especificamente, um dos momentos mais lindos e impressionantes da história da música.
Independentemente disso, o disco vale por uma passagem especial, na música The Gunners Dream. Quando a voz de Waters se mescla com o saxofone, exatamente no mesmo tom e na mesma timbragem, a impressão que temos é de cair no vazio. Um sentimento que aperta o coração dentro do peito. Eu acho este, especificamente, um dos momentos mais lindos e impressionantes da história da música.
Track List
1. "The Post War Dream"
2. "Your Possible Pasts"
3. "One of the Few"
4. "When the Tigers Broke Free"
5. "The Hero's Return"
6. "The Gunner's Dream"
7. "Paranoid Eyes"
8. "Get Your Filthy Hands Off My Desert"
9. "The Fletcher Memorial Home"
10. "Southampton Dock"
11. "The Final Cut"
12. "Not Now John"
13. "Two Suns in the Sunset"
David Gilmour (guitarra, vocais em "Not Now John")
Nick Mason (efeitos sonoros com holophonics, bateria)
Roger Waters (vocais, baixo, violões, sintetizadores)
Músicos adicionais
Andy Bown (órgão Hammond)
Ray Cooper (percussão)
Michael Kamen (piano, condução e arranjos da the National Philharmonic Orchestra)
Andy Newmark (bateria em "Two Suns in the Sunset")
Raphael Ravenscroft (saxofone tenor)

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