Riffs afiados, atitude incendiária, letras inflamadas. A cena hardcore de 2025 prova que o gênero continua vivo, em constante mutação, expansão e incorporação de novas estéticas. Do NYHC mais ortodoxo às ofertas híbridas, este ano trouxe uma safra feroz de bandas de diversas origens que estão revitalizando a cena. O Combust lidera a conversa com Belly of the Beast, um soco direto no estômago que reafirma suas raízes nova-iorquinas. No lado mais cru, a banda francesa Bombardement incendeia tudo com Dans La Fournaise, enquanto o Nisemono agita a cena com um álbum de estreia homônimo com influências japonesas, que mistura velocidade e crueza emocional. O Scowl reafirma sua posição já consolidada: atitude hardcore com nuances de rock alternativo e grunge.
A renovação também vem dos EUA: Big Life apresenta The Cost of Progress, um álbum que explora tensões sociais com guitarras afiadas como navalha; Drain retorna com …Is Your Friend, confirmando que sua fórmula surf-crossover continua a evoluir; e Gridiron lança Poetry From Pain, um testemunho da fúria das ruas com grooves impactantes. O lado mais consagrado aparece com Turnstile, que em Never Enough continua a expandir os limites entre o hardcore, o pop alternativo e a sensibilidade dreampop . E do Chile, cóclea x canut de bon contribuem com uma perspectiva urgente e local com No esperan por nadie, juntando-se a uma onda global que entende o hardcore como um espaço de risco, fusão e experimentação. E está sempre em ascensão, com força e espírito.
Confira o carrossel e a avaliação de cada um aqui:

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