Enquanto a turma da Bay Area carregava a tocha do Thrash Metal com sua cena, do outro lado do mapa norte-americano, algumas bandas batalhavam pelo seu espaço. O caso mais famoso é o Anthrax, seguido pelo Overkill. Inclusive, os grupos possuem histórias muito próximas, tendo como fato mais famoso o guitarrista Dan Spitz ter feito parte de ambos. Mas apesar de não ter alcançado o mesmo status de Scott Ian e seus comparsas, os comandados de Bobby “Blitz” Ellsworth e D.D. Verni mantiveram uma carreira constante, com fãs fiéis espalhados pelo planeta.
Taking Over é o segundo capítulo da história do até então quarteto, além de ser o primeiro álbum da Megaforce Records a contar com suporte de distribuição de uma major, a Atlantic. Aqui a sonoridade e a produção foram melhoradas em relação a Feel the Fire, estréia em full-lenght. Bobby se mostrava um dos vocalistas mais versáteis de sua geração, alternando registros com maestria, enquanto os músicos se esmeravam para oferecer agressividade e pegada na medida certa. O lado épico da sonoridade foi evidenciado em sons como “Fear His Name” e o clássico “In Union We Stand”, usada como single e hoje considerada um dos grandes clássicos da carreira do grupo.
O bicho pega para valer na rifferama da dobradinha de abertura, “Deny the Cross” e “Wrecking Crew”, mais duas indispensáveis nos setlists de shows até os dias de hoje. E a ‘correria’ está garantida em “Fatal if Swallowed” e na alucinante “Electro-Violence”, capaz de fazer cabeças voar. O hino “Powersurge” conta com ótimos backing vocals, além de sua introdução simplesmente matadora. Para encerrar, a mais longa de todas, “Overkill II (The Nightmare Continues)”, com sua entrada climática, desembocando em um verdadeiro massacre sonoro, cheio de variações.
Taking Over chegou a um modesto 191º lugar na parada da Billboard. Mas o suficiente para o Overkill conseguir uma turnê em conjunto com o Helloween, que divulgava o clássico Keeper Of the Seven Keys. Esse seria o último trabalho com o baterista Rat Skates. Um clássico do estilo feito por uma banda que, apesar de não ter alçado grandes vôos, segue lançando ótimos discos até hoje e excursionando pelo mundo, com direito a abrir show da Ivete Sangalo.
Bobby "Blitz" Ellsworth (vocals)
Bobby Gustafson (guitars)
D.D. Verni (bass)
Rat Skates (drums)
01. Deny the Cross
02. Wrecking Crew
03. Fear His Name
Taking Over é o segundo capítulo da história do até então quarteto, além de ser o primeiro álbum da Megaforce Records a contar com suporte de distribuição de uma major, a Atlantic. Aqui a sonoridade e a produção foram melhoradas em relação a Feel the Fire, estréia em full-lenght. Bobby se mostrava um dos vocalistas mais versáteis de sua geração, alternando registros com maestria, enquanto os músicos se esmeravam para oferecer agressividade e pegada na medida certa. O lado épico da sonoridade foi evidenciado em sons como “Fear His Name” e o clássico “In Union We Stand”, usada como single e hoje considerada um dos grandes clássicos da carreira do grupo.


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