quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

EGBA ~ Sweden

 


Jungle-Jam (1976)


Não se tocam mais bateria assim! E é uma pena, porque este cara impulsiona o que poderia ter sido um álbum de jazz fusion americano comum. Mas, como estamos na Suécia, temos aquele sabor único que vem de não ver o sol durante quatro meses do ano. O grupo de sete integrantes se entrega totalmente nessas dez composições energéticas. E ainda tem faixas com wah-wah e flauta! Para o meu falecido presidente, é melhor que o grupo sueco Kornet, mais conhecido. Naturalmente, não existe um CD, como é típico das bandas com maior influência de jazz da era progressiva. Algo entre Return to Forever e um Mandrill instrumental.


E aqui estamos nós, quase 20 anos depois, e a situação das reedições continua a mesma. Por algum motivo, o interesse em CDs com foco em jazz é praticamente nulo. Mesmo artistas consagrados como Miles Davis e Herbie Hancock não valem mais do que alguns trocados no mercado de usados.

Não importa, já que o LP continua barato, e esta é apenas a segunda vez que o ouço. Saxofone e trompete são os principais instrumentos solo, com piano elétrico, clavinet, guitarra e flauta como complementos secundários. Na minha resenha original, eu estava insinuando, mas não afirmando explicitamente, o elemento funk que é bastante presente. Não me agradava tanto naquela época, e hoje aprecio mais esse som. Talvez não seja uma avaliação justa, mas tendo a apreciar mais as bandas americanas que incorporam o estilo. É mais uma questão cultural do que de imitação, por assim dizer. Os trechos de fusion vibrantes, no entanto, parecem mais nativos da Europa. E há muito disso aqui também. O EGBA tem um foco global e você também ouvirá influências africanas e latinas. Esses últimos estilos eram bastante prevalentes na Suécia durante os anos 70.

Embora Jungle-Jam não apresente nenhuma inovação, é um álbum muito bem executado. Uma ótima maneira de passar quase 50 minutos.

 

EGBA (1974)

EGBA era um grupo sueco de jazz/rock com ênfase no primeiro. Flauta elegante, piano elétrico/acústico e guitarra com timbre jazzístico – tudo dentro dos limites de composições meticulosamente arranjadas. Algumas influências africanas prenunciam o que Archimedes Badkar viria a desenvolver em Tre. A faixa mais longa contém uma explosão funk com solos vibrantes de saxofone, guitarra e piano elétrico. Esta cópia inclui uma gravação ao vivo com uma vibe de jazz latino bem marcante e bastante percussão solo. 

Descobri recentemente que EGBA é uma sigla que significa Electronic Groove & Beat Academy (Academia de Ritmos e Batidas Eletrônicas).



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