segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

King Crimson - Lizard (1970)

 



Apos a saída dos irmãos Giles e Greg Lake, Gordon Haskell se junta ao grupo assumindo a voz e o baixo, Andy McCulloch na bateria, e a participação de Jon Anderson na faixa Lizard, esse disco tem com uma de suas caracteristicas o constante uso de instrumentos de sopro.

"O disco abre com Cirkus. Um pianinho discreto e com a voz ótima de Gordon Haskell, que, apesar de ser mais grave que o necessário, cai que nem uma luva no disco inteiro. Mais adiante na musica, ela toma uma atmosfera única, onde um mellotron segue as bases da musica e um violão quase perdido – mas totalmente racional – toma um posicionamento diferente, fazendo uma composição difícil de escutar de primeira. Deve-se lembrar que nesta época, o KC tinha com cara encarregado somente de fazer as letras, Peter Sinfield.

A segunda faixa, Indoor Games, tem um aspecto mais hilário, com uma corneta e um trombone seguindo as bases, numa combinação perfeita. Novamente a voz de Haskell é sensacional. Nesta faixa, a bateria é um caso aparte: Andy McCullough faz uma batida maravilhosa, formando uma ótima composição.

Happy Family é a faixa mais conturbada para mim. Ela tem um aspecto ‘angustiante’. O mellotron de inicio já avisa que a faixa não é para qualquer ouvido. Depois, a voz de Haskell, com uma distorção estranha (parece que a voz dele esta ‘voltando’, como se a colocassem de trás pra frente e voltassem ao normal). É uma música que beira o psicodelismo, mas que não perde as intenções jazzisticas da bateria e piano. Destaque para a flauta, muito bem posicionada.

A quarta faixa é uma bela canção melódica. Lady of the Dancing Water é violão, voz e flauta numa combinação maravilhoso. Tem uma bela letra. É como se fosse uma pausa, um descanso dentro de toda aquela loucura conturbada)

Então chegamos ao ápice do disco, Lizard. A faixa começa tímida, com poucos instrumentos e a voz belíssima de Jon Anderson. Ela oscila, nesse primeiro momento, entre o melódico e o alegre, com um certo ar discreto – comparado ao que virá. Mais uma vez deve-se dar destaque à bateria. A faixa tem todo uma atmosfera, onde o ouvinte se encontra num campo de batalha, prestes a perder uma grande guerra, mas com um sopro de esperança ainda na alma. Os instrumentos de sopro aqui vão fazer milagres! A faixa tem praticamente apenas 2/5 de vocal, sendo o primeiro de Anderson, e mais tarde de Haskell, fazendo um contraponto de timbres. O restante da faixa, tem um movimento jazzistico, sustentado pelo belo piano e os instrumentos de sopro maravilhosos. Para quem gosta, é um prato cheio."

PASS music










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