quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Pochakaite Malko ~ Japan

 


Laya (2004)


Eu adorei o álbum de estreia do Pochakaite Malko, então agora, com Akihisa Tsuboy do KBB no violino, imaginei que teria uma grata surpresa. E tive mesmo! Acho esse tipo de música muito fácil de ouvir. Familiar, mas envolvente. Criativa, mas não inovadora. Não é como Cafeine = Ange, mas sim como Anglagard = SFF. É o quê? Weidorje / Zao / Wolf do Daryl Way? Mesma abordagem, resultado diferente. Teclados pesados, violino vibrante, altamente melódico, complexo, com uma ótima produção.



Faz 20 anos que não ouvia nenhum álbum do Pochakaite Malko. A primeira coisa que notei foi a ausência de guitarra no álbum, embora o violino de Tsuboy soe como uma em muitos momentos, o que é bem interessante. Lembro-me de que este álbum era mais imerso na tradição Zeuhl. Mas é evidente que eles também têm uma inclinação para o prog avant-garde. A intensidade lembra Happy Family, com o violino dando um toque Zao. Mas não há cantos ou vocais kobaianos aqui. Poderíamos até argumentar que este é um álbum de jazz fusion pesado, assim como o projeto KBB de Tsuboy. Há semelhanças entre essas bandas também. Categorizações à parte, Laya é uma audição divertida para quem aprecia esse tipo de som. Pode ser um pouco avassalador, e certamente não é o tipo de álbum para iniciantes. É muita coisa de uma vez, mas não chega a ser nauseante como a banda Koenjihyakkei, por vezes, causava enjoo.

Caso você esteja se perguntando, o nome da banda é búlgaro, não japonês.



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