terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Sub Rosa - The Gigsaw (2010)

 

E agora apresentamos mais uma novidade do Brasil: um álbum neo-progressivo da banda Sub Rosa. Trata-se de um ótimo grupo brasileiro sobre o qual não sabemos muito, e quase não há informações online, mas já os mencionamos aqui no blog há algum tempo. Neste álbum de estreia, eles entregam uma performance muito forte, apresentando um neo-progressivo acessível e envolvente, com letras em inglês e ótimos momentos. O som deles lembra bastante bandas como Pink Floyd e Alan Parsons Project dos anos 70... dê uma ouvida!


Artista: Sub Rosa
Álbum: The Gigsaw
Ano: 2010
Gênero: Crossover Prog / Neo-progressivo
Duração: 60:02:13
Nacionalidade: Brasil

O Brasil é vasto e repleto de bandas incríveis esperando para serem descobertas.
Sub Rosa era uma banda brasileira que tocava um rock neo-progressivo agradável — não excessivamente complexo ou tecnicamente exigente, mas bem elaborado, com passagens que lembravam Van Der Graaf Generator, Marillion, Eloy e bandas similares. A banda se formou no final de 2006, época em que muitos músicos estavam entrando e saindo, mas a dedicação de alguns membros se mostrou mais forte, e aqui está seu álbum de estreia. Eles o lançaram de forma independente em 2010.

A expressão latina "Sub Rosa" é usada em países de língua inglesa para se referir a segredo ou confidencialidade. O título do álbum, como a banda explica, deriva das palavras inglesas "Gig" (concerto) e "Jigsaw" (quebra-cabeça), sugerindo claramente que o som da banda se aproxima de uma intrigante jornada de descoberta dos mistérios e temas que envolvem o álbum, e também a própria vida.


Não encontrei muita informação online, mas vou deixar um comentário em português e outro em inglês para quem tiver interesse.

Os primeiros passos que ouvimos na faixa de abertura “The Gigsaw”, do primeiro álbum da banda mineira Sub Rosa, despertam a curiosidade sobre o que está por vir nos momentos seguintes.
A expressão latina “Sub Rosa”, inclusive, é usada em países de língua inglesa para se referir a segredo ou confidencialidade. O nome do álbum, como explica a banda, deriva das palavras inglesas Gig (concerto) e Jigsaw (quebra-cabeças), dando pistas claras de que a banda embarcará em uma interessante jornada de descoberta em busca dos mistérios e temas que permeiam o álbum, ou a própria vida.
A banda Sub Rosa iniciou sua trajetória em 2006, na cidade de Betim, Minas Gerais, e desde então passou por diversas formações, incluindo a gravação do CD, que conta com Reinaldo (baixo), Igor (guitarra), Glaydston (vocal), Márcia (vocal), Bárbara (bateria) e Álvaro (teclados).
Da mesma forma, este primeiro álbum deve ser destacado pela coragem da banda em lançar um álbum conceitual e progressivo, fazendo referência a um tipo de som originado na década de 1960 e amplamente utilizado por bandas como Pink Floyd e Alan Parsons Project na década de 1970.
Após dez minutos de uma introdução enigmática, a banda desfila os primeiros versos da música “Symtoms Of Life”, que provoca uma tempestade que introduz a curta canção do Pink Floyd “Igneous Vortex Dancer”. Existem conexões entre as músicas, e os encaixes das grandes quebra-cabeças na grande simplicidade do álbum, que combina uma obra conceitual com canções de profunda beleza, executadas de maneira excepcional.
É o que podemos ouvir em “Enslavement of Beauty”, a terceira música do álbum, que utiliza uma vogal feminina para interpretar uma bela canção que mistura a beleza de sua interpretação com a agonia de sua letra. Em seguida, em “Equinox”, as vozes de Glaydston e Márcia Cristina se unem para interpretar uma canção formada pelas quatro estações do ano, introduzindo o primeiro momento instrumental do álbum na música “Amok”, repleta de sons provenientes dos efeitos tensos que intensificam a canção.
Combinando momentos tensos e sombrios, como em “Your Eyes”, a banda consegue contar a história do álbum, incluindo momentos com sonoridades mais pop, como em “The Order”, música que abre caminho para outro momento instrumental, “Zeitgeist”, que traça um Rock com nuances de jazz fundido com sintetizadores, em um dos dois momentos mais marcantes do álbum.
Apesar de fazerem parte de um conceito, algo relevante também é que o disco da banda representa a conquista desse objetivo, mesmo que cada um esteja ainda mais independente, com suas próprias vidas, caminhando para a possibilidade de se ouvirem individualmente. Um exemplo disso é a música “Window's Daughter”, com uma bela base de sintetizadores acompanhando uma sequência inspirada. O mesmo acontece com “The Mirror”, dividida em quatro partes, outro elemento que funcionaria bem em qualquer contexto deste álbum, e que remete a “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” (Beatles) em sua execução. Mais um resultado inspirador da banda, que a posiciona novamente entre as melhores do CD.
A banda também consegue criar as duas partes de “The Last Ride”, uma tensa jornada progressiva que prepara o álbum para o iminente encerramento. Falando em fim, após “Fatality Show”, a banda demonstra mais uma vez seu brilhantismo ao fechar o álbum com uma variação de “Symtoms of Life”, a mesma faixa que abriu o disco. O show agora está encerrado para o filme.
“The Gigsaw” é um ótimo exemplo de que não existem bandas no Brasil que atendam a todos os estilos, para todos os gostos e, principalmente, que façam música com qualidade e requinte, não deixando nada a desejar para o melhor trabalho do gênero.
O que diferencia o som do Sub Rosa de outras bandas baseadas no Rock Progressivo é a palatabilidade do seu som, que se perde em álbuns focados em longos solos de teclado ou guitarra, que acabam nos entediando ou apenas assistindo. Não é o caso de uma banda que, por outro lado, consegue envolver ou fazer com que a execução do álbum, com sessenta e dois minutos passando rapidamente, seja como um filme que assistimos e já sabemos que vamos assistir de novo.

Anderson Nascimento

Excelente álbum de estreia desta nova banda brasileira. Alguém me indicou e entrei em contato com eles pelo site para comprar o CD (é um lançamento independente, então quem tiver interesse deve acessar www.subrosa.com.br). Foi um tiro no escuro, já que eu nunca tinha ouvido falar deles, apesar de morarem perto da minha cidade natal. Mas valeu a pena. "The Gigsaw" é um dos melhores CDs que ouvi este ano, e 2010 tem sido um ano repleto de coisas ótimas, antigas e novas. Então, para me impressionar ultimamente, precisava ser algo realmente forte. E o Sub Rosa conseguiu.
Não sei por que os classificam como uma banda crossover quando o rótulo de prog eclético seria muito mais apropriado. Porque ecléticos eles certamente são! Há muitas influências em sua música: Pink Floyd do início da carreira (a mais forte e reconhecível), Van Der Graaf Generator, Marillion, Renaissance, Eloy, além de passagens jazzísticas, uma guitarra funky aqui e ali, krautrock, teclados minimalistas e por aí vai. Por mais estranha que essa mistura possa parecer, funciona. Na verdade, eles já têm personalidade própria, e foi por isso que me senti tão atraído pelo trabalho deles.
Como de costume com bons CDs de prog, precisei de algumas audições para apreciar completamente este disco. No entanto, algumas partes são de pura beleza desde a primeira vez que as ouvi. Há um "sabor" dos anos 70 em todo o álbum. Gostei especialmente da alternância entre os vocais masculinos e femininos (mesmo que o sotaque carregado possa incomodar algumas pessoas), ambos muito bem executados, algo frequentemente esquecido nesse estilo. As vozes aqui são tão boas quanto o trabalho instrumental fenomenal. Adorei os sons retrô do órgão Hammond, os solos de sintetizador com sonoridade vintage e as linhas de guitarra muito bem feitas (principalmente influenciadas por Latimer/Gilmour, mas, no fim das contas, bastante variadas). Um detalhe interessante: eles têm uma baterista, Barbara Laranjeira, algo bastante incomum no prog (e ela faz um ótimo trabalho, com um estilo que lembra Nick Mason, do Pink Floyd). Não há uma única faixa dispensável em todo o CD. Eu sempre o ouço do começo ao fim, embora ainda ache que a primeira faixa não tenha sido a melhor escolha para abrir o álbum. A produção é muito boa no geral (embora o baixo esteja um pouco alto demais às vezes). O encarte com as especificações técnicas e as letras também é muito bom.
Destaques? Muitos para mencionar. Simplesmente ouça e escolha o seu. Há muitas pequenas joias escondidas aqui. O som do The Gigsaw é ao mesmo tempo familiar e novo, o que é a base do seu charme.
Conclusão: uma estreia impressionante. A mistura eclética e a abordagem minimalista, por vezes crua, de algumas faixas podem levar um tempo para serem totalmente apreciadas, mas o álbum tem algo que a maioria dos lançamentos novos não tem: por mais variado que seja, possui uma sensação unificadora que lhe confere coesão. Claro, não é perfeito e há arestas a serem aparadas no futuro. Ainda assim, é uma estreia notável para uma banda desconhecida. Muito promissor, sem dúvida.
Altamente recomendado!
Tarcisio Moura


Lista de faixas:
1. Symptoms of Life (10:37)
2. Igneous Vortex Dancer (1:40)
3. Enslavement of Beauty (5:58)
4. Equinox (6:03)
5. Amok (5:23)
6. Your Eyes (1:44)
7. The Order (4:38)
8. Zeitgeist (4:32)
9. Widow's Daughter (4:23)
10. The Mirror (5:23)
11. The Last Ride, part 1 (4:33)
12. The Last Ride, part 2 (1:57)
13. Fatality Show (4:22)
14. Symptoms of Life (1:02)

Formação:
- Reinaldo Penido / Baixo, contrabaixo, teclados, guitarras elétrica e acústica, vocais
- Alvaro Duarte / teclados e sintetizadores
- Barbara Laranjeira / bateria e percussão
- Glaydston Friederich / vocais principais e de apoio
- Márcia Cristina / vocais principais e de apoio
Convidados especiais:
Rodrigo Lourenço / guitarras elétrica e acústica
Valner Casitta / teclados
Daniel Leão / violino
Abraão Portes / violoncelo
Luis (Les Paul) paulo / bateria
Marcelo Miranda / voz (2, 10, 12)
Werlei Santos / bateria sintetizada (5) e voz secreta oculta



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