sexta-feira, 10 de junho de 2022

Biografia de Carlos Paredes

Carlos Paredes


Carlos Paredes ComSE (Coimbra16 de fevereiro de 1925 — Lisboa23 de julho de 2004) foi um compositor e guitarrista português.

Foi um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa, tendo sido igualmente um grande compositor. É considerado como um dos símbolos ímpares da cultura portuguesa. Para além das influências dos seus antepassados - pai, avô e tio, tendo sido o pai, Artur Paredes, o grande mestre da guitarra de Coimbra - Paredes manteve um estilo musical coimbrão, a sua guitarra era de Coimbra e a própria afinação era do Fado de Coimbra. A sua vida em Lisboa marcou-o e inspirou-lhe muitos dos seus temas e composições. Ficou conhecido como O mestre da guitarra portuguesa ou O homem dos mil dedos. Foi militante do Partido Comunista Português desde 1958.[1]

Vida

Filho do famoso compositor e guitarrista, mestre Artur Paredes, neto e bisneto de guitarristas, Gonçalo Paredes e António Paredes, começou a estudar guitarra portuguesa aos quatro anos com o seu pai, embora a mãe preferisse que o filho se dedicasse ao piano; frequenta o Liceu Passos Manuel, começando também a ter aulas de violino na Academia de Amadores de Música. Na sua última entrevista, recorda: "Em pequeno, a minha mãe, coitadita, arranjou-me duas professoras de violino e piano. Eram senhoras muito cultas a quem devo a cultura musical que tenho".

Em 1934, a família muda-se para Lisboa, o pai era funcionário do BNU e vem transferido para a capital. Abandona a aprendizagem do violino para se dedicar, sob a orientação do pai, completamente à guitarra. Carlos Paredes fala com saudades desses tempos: "Neste anos, creio que inventei muita coisa. Criei uma forma de tocar muito própria que é diferente da do meu pai e do meu avô".

Carlos Paredes inicia em 1949 uma colaboração regular num programa de Artur Paredes na Emissora Nacional e termina os estudos secundários num colégio particular. Não chega a concluir o curso liceal e inscreve-se nas aulas de canto da Juventude Musical Portuguesa, tornando-se, em 1949, funcionário administrativo do Hospital de São José.

Em 1958, preso pela PIDE por fazer oposição a Salazar, é acusado de pertencer ao Partido Comunista Português, do qual Carlos Paredes se tornara militante no início desse ano, posição que manteria até ao fim da sua vida.[2] Sendo libertado no final de 1959, é expulso da função pública, na sequência de julgamento. Durante este tempo andava de um lado para o outro da cela fingindo tocar música, o que levou os companheiros de prisão a pensar que estaria louco - de facto, o que ele estava a fazer, era compor músicas, na sua cabeça. Quando voltou para o local onde trabalhava no Hospital, uma das ex-colegas, Rosa Semião, recorda-se da mágoa do guitarrista devido à denúncia de que foi alvo: «Para ele foi uma traição, ter sido denunciado por um colega de trabalho do hospital. E contudo, mais tarde, ao cruzar-se com um dos homens que o denunciou, não deixou de o cumprimentar, revelando uma enorme capacidade de perdoar!»

Em 1962, é convidado pelo realizador Paulo Rocha, para compor a banda sonora do filme Os Verdes Anos: «Muitos jovens vinham de outras terras para tentarem a sorte em Lisboa. Isso tinha para mim um grande interesse humano e serviu de inspiração a muitas das minhas músicas. Eram jovens completamente marginalizados, empregadas domésticas, de lojas - Eram precisamente essas pessoas com que eu simpatizava profundamente, pela sua simplicidade». Recebeu um reconhecimento especial por “Os Verdes anos”.

Tocou com muitos artistas, incluindo Charlie HadenAdriano Correia de Oliveira e Carlos do Carmo. Escreveu muitas músicas para filmes e em 1967 gravou o seu primeiro LP "Guitarra Portuguesa".

Sepultura de Carlos Paredes no Talhão dos Artistas do Cemitério dos PrazeresLisboa

Quando os presos políticos foram libertados depois do 25 de Abril de 1974, eram vistos como heróis. No entanto, Carlos Paredes sempre recusou esse estatuto, dado pelo povo. Sobre o tempo que foi preso nunca gostou muito de comentar. Dizia «que havia pessoas, que sofreram mais do que eu!». Ele é reintegrado no quadro do Hospital de São José e percorre o país, actuando em sessões culturais, musicais e políticas em simultâneo, mantendo sempre uma vida simples, e por incrível que possa parecer, a sua profissão de arquivista de radiografias. Várias compilações de gravações de Carlos Paredes são editadas, estando desde 2003 a sua obra completa reunida numa caixa de oito CDs.

A sua paixão pela guitarra era tanta que, conta que certa vez, a sua guitarra se perdeu numa viagem de avião e ele confessou a um amigo que «pensou em se suicidar».

A militância política activa acompanhou Carlos Paredes toda a vida, sendo referidas a sua disponibilidade regular para tarefas que iam da colagem de cartazes do Partido Comunista Português nas ruas, a turnos como segurança de Centros de Trabalho deste partido, até às conferências intelectuais e naturalmente aos concertos musicais, tendo participado em todas as edições da Festa do Avante! em que a sua saúde lhe permitiu.[3][4]

A 10 de Junho de 1992 foi feito Comendador da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada.[5]

Uma doença do sistema nervoso central, (mielopatia), impediu-o de tocar durante os últimos 11 anos da sua vida. Morreu a 23 de julho de 2004 na Fundação Lar Nossa Senhora da Saúde em Lisboa, sendo decretado Luto Nacional. Foi sepultado no Talhão dos Artistas do Cemitério dos Prazeres, em Lisboa.[carece de fontes]

Obras

Álbuns

1967 «Guitarra portuguesa»

Com acompanhamento de Fernando AlvimGuitarra Portuguesa foi registado no estúdio de Paço de Arcos da Valentim de Carvalho pelo mítico engenheiro de som Hugo Ribeiro.[6] Distanciando-se da tradição formalista da guitarra de Coimbra, explorando de modo inspirado a arte da miniatura melódica, Paredes revela-se um compositor delicado e um instrumentista fulgurante. Depois deste álbum, a guitarra nunca mais foi a mesma.

  • Variações em Ré maior
  • Porto Santo
  • Fantasia
  • Melodia N.2
  • Dança
  • Canção verdes anos
  • Divertimento
  • Romance N.1
  • Romance N.2
  • Pantomima (sem acompanhamento)
  • Melodia N.1

(Acompanhamento à viola de Fernando Alvim)

1971 «Movimento perpétuo»

Ao segundo álbum, Carlos Paredes provava que o primeiro não havia sido um acaso. Movimento Perpétuo era o som de um perfeccionista em controlo absoluto, capaz de construir delicadas filigranas de improvável sustentação, sem nunca perder de vista a economia.

  • Movimento perpétuo
  • Variações em ré menor
  • Danças portuguesas N.2
  • Variações em mi menor
  • Fantasia N.2
  • Valsa
  • Variações sob uma dança popular
  • Mudar de vida - tema
  • Mudar de vida - música de fundo
  • António Marinheiro - tema da peça
  • Canção
  • 1980 – “O oiro e o trigo” (editado na RDA)

1983 «Concerto em Frankfurt»

  • Canto do amanhecer
  • Canto de trabalho
  • Canto de embalar
  • Canto de amor
  • Canto de rua
  • Canto de rio
  • A montanha e a planície
  • Dança palaciana
  • Sede
  • Dança dos camponeses
  • In Memoriam
  • Festa da Primavera
  • Variações

1987 «Espelho de Sons»

  • Coimbra e o Mondego: Variações
    • Variações sobre o Mondego, de Gonçalo Paredes
    • Variações em Ré Menor, de Artur Paredes
    • Variações em Lá Menor, de Artur Paredes
  • Os amadores: Desenho duma melodia
    • Amargura
    • O discurso
  • A canção: Melodia para um poeta
    • Canção de Alcipe
  • O teatro: A noite
    • O fantoche
  • Lisboa e o Tejo: Canto do amanhecer
    • Serenata
    • Dança palaciana
    • Canto de trabalho
    • Jardins de Lisboa (Verdes anos)
    • Canto de rua
    • Canto do rio
  • A dança: Prólogo - Abertura para um bailado
    • Raiz (Dança melancólica)
    • Dança de camponeses
  • A mãe e o lar: Canto de embalar
    • Canto de amor
  • Contrastes: Sede
    • Canto da primavera

1989 «Asas Sobre o Mundo»

  • Asas sobre o mundo
  • Nas asas da saudade
  • Canto do amanhecer
  • Canto de rua
  • Canto de trabalho
  • Canto de amor
  • Verdes anos
  • Canto de embalar
  • Dança dos camponeses
  • Marionetas
  • Raiz
  • Sede
  • Canto de primavera
  • Variações sobre o Mondego
  • Variações sobre o Mondego N.1
  • Variações sobre o Mondego N.2
  • Canto do Tejo
  • Serenata no Tejo
  • Fado moliceiro
  • Desenho duma melodia
  • O discurso
  • A noite
  • Amargura
  • 1994 - «O Melhor dos Melhores»
  • 1996 – “Na corrente” (compilação de material inédito)

2000 «Canção para Titi: Os inéditos 1993»

  • Memórias
  • Valsa diabólica
  • Uma canção para minha mãe
  • Escadas do quebra costas
  • Canção para Titi
  • Mar Goês
  • Arcos do jardim
  • Arco de Almedina
  • Discurso

Álbuns em colaboração

1986 «Invenções Livres», com António Vitorino d'Almeida

Antologias

  • 1998 – O Melhor de Carlos Paredes: Guitarra
  • 2002 - Uma Guitarra com Gente Dentro
  • 2003 - O Mundo segundo Carlos Paredes (obra completa)
  • 2010 - A Voz da Guitarra

EPs

  • 1962 – "Variações em Si Menor / Serenata / Variações em Lá Menor / Danças"
  • 1963 – “Guitarradas sob o Tema do Filme «Verdes Anos»”

Filmes

A música de Carlos Paredes, composta com esse fim ou não, foi utilizada em diversos filmes:

Outros






 

Biografia de Carlos Paião

Carlos Paião



 Carlos Manuel Marques Paião ComIH (Coimbra, 1 de novembro de 1957  Rio Maior, 26 de agosto de 1988) foi um cantor e compositor português. Licenciou-se em Medicina pela Universidade de Lisboa (1983), acabando por se dedicar exclusivamente à música.

Biografia

Nasceu em Coimbra, filho de um piloto de barra que, anos antes, se dedicara à pesca do bacalhau, e de uma professora,[1] vivendo em Ílhavo (terra natal dos pais). Desde muito cedo, Carlos Paião demonstrou ser um compositor prolífico, sendo que, no ano de 1978, tinha já escritas mais de duzentas canções. Nesse ano obteve o primeiro reconhecimento público, ao vencer o Festival da Canção do Illiabum Clube.

Em 1980 concorre, pela primeira vez, ao Festival RTP da Canção, numa altura em que este certame representava uma plataforma para o sucesso e a fama no mundo da música portuguesa, mas não foi apurado. Com Playback ganhou o Festival RTP da Canção 1981, com a esmagadora pontuação de 203 pontos, deixando para trás concorrentes tão fortes como as Doce e José Cid. A canção, uma crítica divertida, mas contundente, aos artistas que cantam em playback, ficou em penúltimo lugar no Festival Eurovisão da Canção 1981, realizado em Dublin, na República da Irlanda. Tal classificação não "beliscou" minimamente a popularidade do cantor e compositor, pois Carlos Paião, ainda nesse ano, editou outro single de sucesso e que mantém a sua popularidade até hoje: Pó de Arroz.

O êxito que se seguiu foi a Marcha do Pião das Nicas, canção na qual o cantor voltava a deixar patente o seu lado satírico. Telefonia (Nas Ondas do Ar) era o lado B desse single.

Carlos Paião compôs canções para outros artistas, entre os quais Herman José, que viria a alcançar grande êxito com A Canção do Beijinho (1980), e Amália Rodrigues, para quem escreveu O Senhor Extra-Terrestre (1982).

Algarismos (1982), o seu primeiro LP, não obteve, no entanto, o reconhecimento desejado. Surgiu, entretanto, a oportunidade de participar no programa de televisão O Foguete, com António Sala e Luís Arriaga.

Em 1983, cantava ao lado de Cândida Branca Flor, com quem interpretou um dueto muito patriótico intitulado Vinho do Porto, Vinho de Portugal, que ficou em 3.º lugar no Festival RTP da canção.

Num outro programa, Hermanias (1984), Carlos Paião compôs a totalidade das músicas e letras de Serafim Saudade, personagem criada por Herman José, já então uma das figuras mais populares da televisão portuguesa.

Em 1985 concorreu ao Festival Mundial de Música Popular de Tóquio (World Popular Song Festival of Tokio), tendo a sua canção sido uma das 18 seleccionadas.

A 26 de Agosto de 1988 morre num violento acidente de automóvel, quando se dirigia para um concerto - as festas em honra de S. Ginésio, em Penalva do Castelo (os cartazes das festas da vila confirmam-no). O acidente aconteceu na antiga Estrada Nacional 1,[2] perto de Rio Maior.[1] A sua morte foi alvo de polémica por não ser claro se foi culpado do acidente que o vitimou. O seu corpo foi sepultado em São Domingos de Rana, freguesia do concelho de Cascais.

Estava a preparar um novo álbum intitulado Intervalo, que acabou por ser editado em Setembro desse ano, e cujo tema de maior sucesso foi Quando as nuvens chorarem.

Compositor, intérprete e instrumentista, Carlos Paião produziu mais de trezentas canções.

Homenagens

Em 2003, foi editada uma compilação comemorativa dos 15 anos do seu desaparecimento - Carlos Paião: Letra e Música - 15 anos depois (Valentim de Carvalho).

Em 2008, por altura da comemoração dos 20 anos do desaparecimento do músico, vários músicos e bandas reinterpretaram alguns temas do autor na edição de um álbum de tributo, "Tributo a Carlos Paião".[3][4]

Os seus restos mortais são trasladados para o cemitério da freguesia de São Salvador, no concelho de Ílhavo, por desejo dos seus pais, no final de 2014.[5]

A 29 de Janeiro de 2016, a Junta de Freguesia de São Domingos de Rana protagonizou um Tributo a Carlos Paião, numa noite que contou com muitos artistas para quem Carlos Paião escreveu e que o reinterpretaram. No dia 30 de Janeiro de 2016, foi inaugurada em São Domingos de Rana a Exposição Carlos Paião com o espólio do cantor e compositor.

A 10 de Setembro de 2020, foi feito Comendador da Ordem do Infante D. Henrique a título póstumo.[6]

A 26 de junho de 2021, é inaugurada uma estátua em bronze do cantor no centro da cidade de Ílhavo, por decisão da Câmara Municipal no âmbito de requalificações ocorridas na zona. A escultura, da autoria do artista plástico Albano Martins, conta com 1 metro e 80 centímetros de altura e a inscrição "#emPlayBack", e encontra-se na Calçada Carlos Paião, inserida no Jardim Henriqueta Maia.[7][8]

Discografia

Ver artigo principal: Discografia de Carlos Paião

Álbuns

  • Algarismos - LP (EMI, 1982)
  • Intervalo - LP (EMI, 1988)
Compilações
  • O Melhor de
  • Letra e Música - 15 Anos Depois
  • Perfil
  • Letra e Música - 25 Anos Depois

Singles

  • Souvenir de Portugal / Eu Não Sou Poeta (EMI, 1981)
  • Refilar faz mal à Vesícula (EMI, 1981)
  • Play Back/Play Back (versão inglesa) (EMI, 1981)
  • Pó de Arroz / Gá-gago (EMI, 1981)
  • Marcha do Pião das Nicas / Telefonia Nas Ondas do Ar (EMI, 1982)
  • Zero a Zero / Meia Dúzia (EMI, 1982)
  • Vinho do Porto, Vinho de Portugal - com Cândida Branca Flor (1983)
  • O Foguete (1983)
  • Discoteca (EMI, 1984)
  • Cinderela (EMI, 1984)
  • Versos de Amor (EMI, 1985)
  • Arco Íris (EMI, 1985)
  • Cegonha/Lá Longe Senhora (EMI, 1986)

Outros

Nomes que gravaram temas de Carlos Paião: António MourãoHerman JoséJoel BrancoCândida Branca FlorAmália RodriguesNuno da Câmara PereiraPeter PetersenFlorbela Queirós, Alexandra, Rodrigo, Lenita GentilAnaCarlos QuintasGabriel CardosoPedro CouceiroVasco RafaelLuis ArriagaFlorênciaFernando PereiraMariette Pessanha e Norberto de Sousa.

Inéditos
  • Os Maternitas lançaram em 1987 o single "Super Zequinha".
  • José Alberto Reis participou no Festival RTP da Canção de 1989 com "Palavras Cruzadas" que nunca foi gravado. Também cantou o tema "Sol Maior" que foi gravado em 1994, no disco "Alma Rebelde.
  • Ana gravou o tema "ilusão" em 1989.
  • O álbum "Microfone e Voz" de António Sala, de 1989, inclui o tema "A Um Amigo" com letra de António Sala.
  • Mísia gravou, em 1991, o tema "Ai Que Pena" de Carlos Paião e Mário Martins.
  • José da Câmara gravou o tema "Ai Fadinho" em 1991.
  • Nuno da Câmara Pereira gravou em 1992 o tema "A Marcha do Castelo",
  • O álbum "Histórias" de António Sala, de 1993, inclui o tema "Pecado Capital".
  • A cantora Alexandra Cruz gravou em 1993 três inéditos: "Amigos eu voltei", "A vida quer, a vida manda" e "Vamos parar o tempo".
  • O cantor Pedro Vilar gravou os temas "Talvez", "Canção da Última Idade" e "Beijo Roubado".
  • No segundo volume do projecto "Novo Canto Português" de Pedro Brito, lançado em 2008, inclui o tema "Tempo".
  • O tema "O Novo Povo" não chegou a ser gravado por Amália mas em 2016 foi gravado por Yolanda Soares.

Fados e fadistas pouco divulgados

SAUDADE DOS SANTOS-fados do fado



Tony Gama - Sou Português - (2007)





TONY GOUVEIA-O Nosso Fado  (Fadista Luso Canadiano)




Debora Rodrigues - Fado No Coracao (2015)











Confirmado: Peter Gabriel lançará seu novo álbum no final do ano e haverá turnê em 2023

 

Confirmado: Peter Gabriel lançará seu novo álbum no final do ano e haverá turnê em 2023


Peter Gabriel


Poderia haver notícia melhor do que esta para os fãs do rock progressivo mais clássico? O baterista de Peter Gabriel , Manu Katché , confirmou oficialmente que o novo álbum do artista será lançado até o final do ano e que haverá uma turnê em 2023.

Então, 20 anos depois, quase nada, haverá um novo formato clássico de trabalho de estúdio de Peter Gabriel, já que em todo esse tempo ele havia lançado álbuns especiais de covers, shows ao vivo e músicas especiais.

O último álbum deles foi há apenas 20 anos, quando pudemos curtir ' Up ', que já parece muito distante no tempo. E como dizemos, foi confirmado pelo baterista de Gabriel, o francês Manu Katché, em declarações ao jornal de seu país 'Ouest-France'

Como já temos aqui, Gabriel revelou com fotografias, sem maiores explicações, que estava gravando em seu estúdio com Katché, o guitarrista David Rhodes e o baixista Tony Levin . Não é um quarteto chique, o próximo...

Diz-se que o título do álbum poderia ser ' I/O ', que é a sigla em inglês para o termo eletrônico 'input/output'.

Katché revelou esse segredo há muito guardado quando questionado sobre seus planos de trabalho: " Vou lançar um novo álbum com Peter Gabriel no final do ano e faremos uma turnê pelos Estados Unidos e Europa em 2023 ".

notícias confirmadas

É a primeira confirmação de um dos integrantes do grupo após as enigmáticas fotografias que Gabriel publicou em seus perfis oficiais nas redes sociais, acompanhado de seus inseparáveis ​​Levin, Rhodes e Katché.

Durante este tempo, especulou-se que Gabriel trabalhou com até 17-23 novas músicas para moldar e descartar o material restante.

Katché está com Gabriel em quase todos os seus discos desde 'So' (1986) e Rhodes também está em quase todo o seu material desde o terceiro álbum solo de Gabriel, lançado em 1980. E Levin, quase sua sombra por décadas.

Um retorno tão esperado

Desde 2002 não trabalhamos com um formato tradicional de novas músicas de estúdio. Foi o notável 'Up', com alguns altos e baixos, mas excelente como um todo. Em todo esse tempo, o ex-líder do Genesis vem lançando álbuns de suas próprias versões e de outros artistas ('Scratch My Back' de 2010 e 'New Blood' de 2011), além de gravações ao vivo e compilações.

Mas para deixar os fãs felizes, em recente entrevista à revista italiana 'Specchio', ele confirmou que seu novo emprego chegará em breve: "Está quase lá, está mais perto do que você pensa", disse ele ao entrevistador.

Gabriel revelou que está dando os retoques finais há algum tempo e trabalhando em 17 novas músicas , nem todas estariam na versão final do álbum.

O artista já deixou claro há décadas que o seu negócio não é ganhar dinheiro, mas sim ter inspiração e material para publicar um álbum digno de sua discografia. Ele nunca teve pressa e muito menos agora, aos 72 anos e sem nada para provar a ninguém.

Na verdade houve uma nova composição em todo esse tempo de espera, o tema chamado 'The Veil', para a trilha sonora de um filme sobre Edward Snowden .




quinta-feira, 9 de junho de 2022

Os 46 tipos de música mais populares.


 

Saber que gêneros musicais existem é uma realização e esclarecimento, pois a música move massas, dá alegria, ativa os sentidos, pode também inspirar e gerar concentração; e quando temos clareza sobre quais gêneros de música existem, podemos viajar do mais suave ao mais alto entre uma variedade de sons.

Existem tantos tipos de música? Pode ser complexo listar quais gêneros de música existem, pois existem tantos tipos de sons e tantas variantes dos gêneros musicais mais populares, que é difícil dar um número. Por outro lado, não é possível definir qual é o melhor gênero musical, pois cada pessoa tem seu favorito; no entanto, as mudanças sempre podem ser feitas em questões de gosto. É por isso que neste post falaremos sobre quais gêneros musicais existem e, entre muitos, listamos os 46 tipos de música mais populares.

  • Fado
  • afro beat
  • bachata
  • Blues
  • Bolero
  • Bossa nova
  • classic
  • Country
  • cumbia
  • Dancing room
  • Disco
  • Drums and bass (DNB)
  • dubbing step
  • EDM
  • folk
  • weird
  • Gospel
  • hardcore-punk
  • heavy metal
  • Hip hop
  • indian rock
  • Industrial
  • Jazz
  • Jungle
  • j pop
  • k pop
  • lofi
  • Meringue
  • alternative music
  • Kids music
  • New Age
  • New wave
  • Opera
  • pop
  • Popular rock
  • psychedelic
  • ranchers
  • reggae
  • reggaeton
  • Stone
  • Rhythm and Blues (R&B)
  • Dive
  • Samba
  • ska
  • Soul
  • technology
  • Vocal

Os maiores nomes do Fado

Fado

Os maiores nomes do Fado

Que tema tortuoso e digno de discórdia! Os maiores nomes do Fado podem causar alguma controvérsia, visto que a nossa história tem nomes incontornáveis, para além dos famosos fadistas do séc. XXI.

Portugal não é português sem o Fado, conhecido e adorado por todo o mundo, transportado no coração dos nossos emigrantes e disseminado por todos os que o cantam… 

Há certos nomes que recusam apresentações, pois quando os ouvimos, sentimos logo no nosso coração aquele “apertãozinho” de saudade, orgulho, do choro das guitarras…

A fabulosa e inigualável Amália Rodrigues, a voz de Portugal, a rainha do Fado, que até à sua morte, em outubro de 1999, editou 170 álbuns em 30 países,  vendendo mais de 30 milhões de cópias em todo o mundo.

O intrigante Carlos do Carmo , com uma longa carreira internacional e merecedor de vários prémios nacionais e internacionais…

O saudoso Alfredo Marceneiro, com a famosa canção “Casa da Mariquinhas”… ou ainda os fados tristes dos estudantes de Coimbra, em que os jovens tentavam impressionar as suas amadas com as guitarras e o fiel depósito de seus corações nas mãos das respetivas…

Atualmente há uma variada panóplia de excelentes fadistas, que tentam levar o nome do Fado e Portugal a todos os cantos do Mundo, destacando-se MarizaCarminhoAna MouraCamanéCuca RosetaGisela João e António Zambujo.

Não havendo favoritismos, todos eles superam as nossas expectativas e transmitem o seu amor e paixão por este estado de alma que se chama Fado!

 






































Destaque

Yarn – Saturday Night Sermon (2026)

Artist: Yarn Album: Saturday Night Sermon Genre: Country Rock Released: 2026 Tracklist: 01 – Saturday Night Sermon 02 – Let The Universe 03 ...