domingo, 12 de junho de 2022

Biografia de Chick Corea

Chick Corea


Armando Anthony "Chick" Corea (Chelsea12 de junho de 1941 – 9 de fevereiro de 2021) foi um pianista e tecladista de jazz estadunidense e um compositor bastante conhecido por seu trabalho na década de 1970 no gênero chamado jazz fusion, apesar de ter contribuições significativas para o jazz tradicional.

Participou da criação do movimento electric fusion como membro da banda de Miles Davis na década de 1960, e, nos anos 1970, fez parte do grupo Return to Forever. Continuou a buscar outros colaboradores e a explorar vários estilos e gêneros musicais nos anos 1980 e 1990.

De sua carreira solo, destacam-se as músicas "Spain", "500 Miles High", "La Fiesta", "Armando's Rhumba" e "Windows", consideradas essenciais no jazz tradicional.

Entre os pianistas de jazz, Corea é considerado um dos mais influentes, desde Bill Evans (junto com Herbie HancockMcCoy Tyner e Keith Jarrett). Também é conhecido por ser um promotor da cientologia.

Biografia

Descendente de italianos, seu pai Armando, um trompetista de jazz que liderava uma banda de Dixieland, na região de Boston, nos anos 30 e 40, apresentou o piano a Chick quando este tinha cinco anos.

Crescendo com jazz ao seu redor, o jovem Chick foi influenciado pelos músicos de bebop Dizzy GillespieCharlie ParkerBud PowellHorace Silver e Lester Young.

Uma influência importante foi o pianista concertista Salvatore Sullo do qual Chick tomou lições desde os 8 anos, o que o introduziu à música clássica, aumentando o seu interesse em composição.

Adquiriu experiência tocando nas bandas de Mongo Santamaria e Willie Bobo (1962-1963), Blue Mitchell (1964-1966), Herbie Mann e Stan Getz.

Sua primeira gravação como líder foi em 1966, Tones for Joan's Bones, e seu álbum em trío de 1968 (com Miroslav Vitous e Roy HaynesNow He Sings, Now He Sobs se considera um clássico.

Após um breve intervalo com Sarah Vaughan, Corea fez parte do grupo de Miles Davis, substituindo gradualmente Herbie Hancock, e permanecendo com Davis durante um período muito importante da banda (1968-1970), onde, persuadido por Davis, começou a tocar o piano elétrico, produzindo álbuns antológicos como Filles de KilimanjaroIn a Silent WayBitches Brew, e Miles Davis at the Fillmore. Quando deixou Davis, Chick começou a tocar o jazz vanguardista do Circle, um quarteto com Anthony BraxtonDave Holland, e Barry Altschul até o final de 71, quando modificou novamente seu estilo.

Chick obteve muito sucesso nos anos 70 com a formação Return to Forever, à qual Al di MeolaStanley ClarkeLenny WhiteGayle MoranFlora Purim pertenceram, entre outros. Nessa época, Corea usava, além do piano, um Fender Rhodes e diversos sintetizadores, principalmente um Mini-Moog.

Durante os anos seguintes, se aprofundou no piano acústico, aparecendo em uma grande variedade de contextos; turnês em duo com Gary Burton e Herbie Hancock, um quarteto com Michael Brecker, trios com Miroslav Vitous e Roy Haynes, tributos a Thelonious Monk, e algo de música clássica.

Em 1985, Chick Corea formou um novo grupo, The Elektric Band, integrada pelo baixista John Patitucci, o guitarrista Frank Gambale, o saxofonista Eric Marienthal, e o baterista Dave Weckl. Para equilibrar sua música, anos mais tarde formou seu Akoustic Trio con Patitucci y Weckl. Corea liderou ainda outras grandes formações (incluindo um quarteto com Patitucci e Bob Berg).

Durante os anos de 1996 e 1997, Corea fez parte de um quinteto (que incluía Kenny Garrett e Wallace Roney), tocando versões atualizadas de composições de Bud Powell e Thelonious Monk.

Em 1998 esteve na programação de inauguração do Teatro Alfa, em São Paulo[1].

Morreu em 9 de fevereiro de 2021, aos 79 anos de idade, devido a um câncer.[2]

Discografia

Com Gary Burton

Circle

Return to Forever

Chick Corea Elektric Band

Chick Corea & Origin

Chick Corea's Akoustic Band



 

Biografia dos Censurados

 

Censurados



Censurados foi uma banda de Punk rock portuguesa. Foi formada em Lisboa no ano de 1988, por João Ribas, Samuel Palitos, Orlando Cohen e Fred Valsassina.[1][2][3][4]

Os Censurados marcaram, a par de bandas como Peste & Sida ou Mata-Ratos, a segunda geração do punk rock português, que tinha já tido uma primeira vida com nomes como FaíscasCrise Total ou os primeiros passos dos Xutos & Pontapés.[2]

História

Os Censurados começaram por tocar ao vivo. As letras, em português, eram simples e directas, com refrões que traduziam o sentimento da juventude da era Cavaquista. O primeiro registo em vinil, na compilação "Feedback 001" incluiu os temas Senhores PolíticosNão Vales Nada e Está a andar de Mota (um instrumental). Tu ó BófiaNão Vales NadaAngústiaSenhores Políticos eram temas que foram passando de cassete em cassete e eram entoados em coro nos concertos muito antes do lançamento do álbum "Censurados", em 1990. Este disco é um álbum histórico que foi aclamado pela mais importante fanzine dedicada ao Punk e Hardcore na altura, a Maximum Rockn'Roll (EUA) apesar (ou não) das letras em português, o que mostra a qualidade das composições e sobretudo das prestações dos músicos.[2][4]

Em 1991 editam o 2º álbum "Confusão" e passam o anos seguintes na estrada. Em 1993 sai o "Sopa" com o single de mesmo nome e uma participação de Jorge Palma na música "Estou agarrado a ti". O ano de 1994 é o ano da despedida, mas antes participam no tributo a Zeca Afonso, "Filhos da Madrugada" com a reedição do tema O que faz falta.[2][4]

Em 1998 a editora "El Tatu" de Tim reedita os álbuns "Censurados" e "Confusão".[2][4]

Em 1999 os Censurados reaparecem, participando no tributo de Xutos & Pontapés, "XX Anos XX Bandas". Participaram na tournée de promoção desse disco com os Xutos.[2][4]

Em 2006 é lançado a biografia da banda, "Censurados Até Morrer", escrita por Augusto Figueira e Renato Conteiro.[2][1]

Elementos

  • João Ribas (voz, guitarra)
  • Orlando Cohen (guitarra)
  • Fred Valsassina (baixo)
  • Samuel Palitos (bateria)

Discografia

Álbuns de Estúdio

Álbuns ao Vivo

Colaborações



O melhor do Rock Progressivo

 

ELOY - SILENT CRIES AND MY ECHOES


ELOY - SILENT CRIES AND MY ECHOES 
Oitavo album do eloy, lançado em 1978, o ultimo a contar com o batarista, percussionista  e letrista Jürgen Rosental.


CURVED AIR - LIVE


CURVED AIR - LIVE
Primeiro album ao vivo do curved air, gravado em 1974 e lançado no ano seguinte, não foi um sucesso de vendas mas, deu um certo lucro para a banda, a vocalista Sonja Kristina havia acabado de se separar no casamento e isto afetou um pouco sua performance vocal.



CAMEL - BREATHLESS
Sexto album do camel, lançado em 1978, ultimo co o tecladista Peter Bardens, o album é focado em musicas menores e com maior apelo comercial, muito diferente dos anteriores, bem mais pop.



ELOY - LIVE 
Gravado em 1978 durante a turne de "ocean", este disco contem o mais viajante som da banda, faixas dos albuns "ocean, dawn, power and passion e inside", uma verdadeira terapia musical.



TEMPANO - ATABAL YEMAL
Espetacular grupo de prog symphonico venezuelano, gravado em 1979 mas reeditado em 1998, este grupo pode lhes fazer lembrar "genesis" ou "camel. RECOMENDADISSIMO.




Vendas de discos em Portugal 1993

 

Vendas de discos 1993


imagem programa Top+

Discos mais vendidos - 1993

1 - The Bodyguard - Whitney Houston / Banda Sonora
2 - Tutte Storie - Eros Ramazzotti
3 - Bigger, Better, Faster, More! - 4 Non Blondes
4 - On The Night - Dire Straits
5 - Timeless - Michael Bolton
6 - Ten Summoner's Tales - Sting
7 - Love Classics - Vários
8 - 16 Top World Charts 93 - Vários (Vidisco)
9 - Super Mix 8 - Vários
10 - Five Live - George Michael + Queen e Lisa Stansfield

Fonte: AFP

(Billboard-16/04/1994)

Álbuns em destaque:

Nº1 - Vários (EMI) (3#1)
Hitparade - Vários (Polygram) - #2
Mano a Mano - Resistência - #2
ABBA Gold - ABBA (2#1)
Timeless - Michael Bolton - #2
The Way We Walk vol.2 - Genesis (1#1)
The Bodyguard - Whitney Houston / Banda Sonora (16#1)
Pure Cult - The Cult - #2
Right Here Right Now - Val Halen - #3
Automatic For The People - REM - #4
Off The Ground - Paul McCartney - #2
Unplugged - Eric Clapton - #2
All The Best - Leo Sayer - #2
Dance Mania - Vários (Vidisco) - #2
Ten Summoner's Tales - Sting - #2
MTV Unplugged - Bruce Sringsteen (2#1)
Five Live - George Michael + Queen (2#1)
On The Night - Dire Straits (4#1)
What's Love Got To Do… - Tina Turner - #3
Nº 1 - Vários (BMG) - #2
Love Classics - Vários (5#1)
Zooropa - U2 - #2
Tutte Storie - Eros Ramazzotti (1#1)
Bigger, Better, Faster, More! - 4 Non Blondes (5#1)
La Kabra [Farmlopez & A-O] - Vários (Vidisco) (5#1)
VS - Pearl Jam - #4
Super Mix 8 - Vários (Vidisco) (5#1)
Duets - Frank Sinatra - #2
So Far So Good - Bryan Adams (2#1)
As Mais Bonitas - Vitorino - #3
Represas - Luís Represas - #4
Sol da Minha Vida - Roberta Miranda - #0
Temporal de Amor - Leandro e Leonardo - #0
Voltei - Dino Meira - #0
Nº1 - Vários (Sony) - #0
++

Singles em destaque:

Easy Come And Go - Joker (3#1)
Keep The Faith - Bon Jovi (4#1)
The One - Elton John  (1#1)
Sweat - Inner Circle (3#1)
What A Wonderful World - Nick Cave (2#1)
Ellegibo - Ellegibo - #2
Maubere - Rui Veloso (1#1)
End Of The Road - Boys II Men - #2
No Limit - 2 Unlimited (2#1)
Sad But True - Mettalica - #2
Sleeping Sattelite - Jody G (1#1)
Forever Young - DJ Space C - #2
I Will Allways Love You - Whitney Houston (1#1)
Amante, Irmão, Amigo - Marco Paulo (3#1)
Encores EP - Dire Straits (5#1)
Ruby Tuesday - Rubey S - #2
Somebody Dance With Me - DJ Bobo (1#1)
I Know There's … - Lorraine?Jasmine - #2
Tribal Dance - 2 Unlimited (1#1)
Only With You - Captain Hollywood - #2
A Noite - Resistência (2#1)
Tchumbalala - Salsicha - #2
All I Want - Captain Hollywood - #2
La Kabra - Farmlopez & A-O - #2
Quem É Que Nunca Amou - Toy (1#1)
Condemnation Love - Depeche Mode (1#1)
Mary Jane's Last Dance - Tom Petty - #2
Maximum Overdrive - 2 Unlimited - #3

(O top de singles deixou de ser publicado no Natal de 1993)

Rui Veloso - Maubere - 2#1
Bon Jovi - Keep The Faith - 4#1
Elton John - The One - 1#1
Joker - Easy Come And Go - 2#1
Inner Circle - Sweat - 3#1
Cave & MacGowan - What A Wonderful World - 2#1
2 Unlimited - No Limit - 2#1
Jody "G" - Sleeping Satellite  - 1#1
Whitney Houston - I Will Always Love You - 1#1
Marco Paulo - Amante, Irmão, Amigo - 4#1
Dire Straits - Encores EP - 5#1
D.J. BoBo - Somebody Dance With Me - 1#1
2 Unlimited - Tribal Dance - 1#1
Resistência - A Noite - 2#1
Toy - Quem É Que Nunca Amou - 4#1
Marco Paulo - Perco A Cabeça - 2#1
Kris Kross - Alright  - 1#1
Farmlopez - La Kabra - 1#1
Haddaway - What Is Love - 1#1
Bernie Lyon - The Love Of A Woman - 2#1
Big Beto & Los Kabrones - La Vaca - 3#1
Minnesota - What's Up - 1#1
Bryan Adams - Please Forgive Me - 1#1
Depeche Mode - Condemnation E.P. - 2#1
UHF - 4 Rave Songs - 1#1

++


A cassete analógica regressa em força ao top dos formatos fonográficos mais vendidos em Portugal, no primeiro semestre de 1993.

par=ext726288-clt-93a-2: Depois podemos falar num dos paradoxos da nossa riquíssima indústria discográfica, que, ao contrário dos outros países, não aproveitou o boom do CD.

Público, 1993

Whitney Houston, com a banda sonora de Bodyguard, foi a rainha do top AFP, cuja primeira posição ocupou ao longo de 16 semanas, vindo muito abaixo o álbum de estreia das 4 Non Blondes, Kabra, dos Falmlopez, e as colectâneas "Love Classics" e "Supermix 8", todos com cinco semanas de permanência no primeiro lugar (nenhum disco português, em contrapartida, esteve em primeiro lugar, o que é mais uma achega à interrogação do parágrafo anterior).

Público, 1994

Sabia que...

 Cerca de nove milhões de contos, de acordo com os dados oficiais da Associação Fonográfica Portuguesa. Esta quantia representa um aumento de cerca de 12,50 por cento em relação ao que os portugueses gastaram no ano anterior. Quanto aos formatos, a preferência maioritária vai para o CD, que ocupou quase 53 por cento do mercado, contra 43 por cento das cassetes e apenas quatro por cento do antigo formato em vinil. As novas tecnologias de som, como o «mini-disc» e o DCC, representam ainda uma ínfima percentagem do mercado, tendo o «mini-disc» (da Sony) uma ligeira vantagem sobre o DCC (da Philips). No ano passado venderam-se em Portugal apenas 1528 «mini-discs» (0,019 por cento do mercado) e 1372 DCC (0,017 por cento).

E quais são as maiores editoras discográficas do mercado?

· A EMI-VC e a Polygram continuam a ser as duas maiores editoras discográficas implantadas em Portugal, com uma vantagem de 0,41 pontos percentuais para a primeira. A EMI-VC facturou 20,82 por cento do total e a Polygram 20,41 por cento. Segue-se a BMG (15,60 por cento), a Sony Music (15,36 por cento), a Warner Music (11,57 por cento) e a Vidisco (11,26 por cento). No mercado da música clássica, a Polygram, devido à Deutsche Grammophone, é a líder incontestada, com 57,21 por cento, seguida da EMI-VC, com 12,01 por cento. Quanto à música portuguesa, à frente está a EMI-VC, com 39,51 por cento, surgindo em segundo lugar a Vidisco, com 24 por cento, e depois a BMG, que detém 15,57 por cento das vendas, pertencendo 11,12 por cento à Sony Music e 9,67 por cento à Polygram.

Público, 13/02/1994

Associação Fonográfica Portuguesa divulga dados do mercado discográfico em 1993

Nem sombra de crise

Os dados relativos à facturação das maiores empresas ligadas à música em Portugal confirmam que o mercado continua a crescer. Embora em 1993 a oferta de produção nacional tenha sido menos significativa do que no ano anterior, o "bolo" final é compensado pela música "pop" estrangeira. O disco compacto, esse, permanece rei e senhor da situação.

A Associação Fonográfica Portuguesa (AFP) divulgou apenas na passada sexta-feira os números de mercado respeitantes ao ano de 1993. A conclusão mais clara que se pode tirar deles é que, apesar da tão falada crise, o mercado da música em Portugal continua em crescimento.

Um dado importante para a compreensão dos valores e quotas relativas a 1993 é a adesão à AFP da independente Vidisco -- empresa sem participação das grandes multinacionais no seu capital --, que tem registado um crescimento acelerado nos últimos anos. Este facto veio, de alguma forma, introduzir novos elementos de importância no mercado global, no que diz respeito à distribuição de proveitos. Assim houve que actualizar os dados da AFP relativos a 1992 -- aumentá-los com os números de vendas da Vidisco relativos ao mesmo ano -- de modo a que pudessem ser feitas comparações mais precisas.

A facturação total dos associados da AFP, em 1993, foi assim de 8,732 milhões de contos, o que representa um crescimento de 12,43 por cento em relação ao ano anterior. Em 1993 venderam-se pouco mais de mil "singles" (1136), 200 mil "LP Top" (193 466, com preço de topo), perto de cem mil "LP Mid" (97 124, com preço médio) e 460 "LP Bud" (preço de fundo de catálogo). No formato "MC" (cassete), venderam-se mais de meio milhão de unidades (567 118 ) a preço de topo, mais de cem mil (130379) a preço médio e cerca de um quarto de milhão (2603735) em preço "budget".

Ao disco compacto (CD) coube a maior fatia de unidades vendidas: quase três milhões (2848683) em "Top", um pouco menos de um milhão (865 494), em preço "Mid", e cerca de 250 mil (250 917), em "Bud". Quando a "CD-singles", o mercado absorveu três milhares (3 735).

Os vídeos-musicais vendidos foram um pouco mais de 25 mil (26 912) e os "CD-Vídeo" elevaram-se aos 5194. Os novos formatos DCC e MD -- a anunciada revolução digital -- continuam, no entanto, fracamente implantados no nosso país, em paralelo com o que se tem passado no resto do mundo. Venderam-se apenas cerca de mil (1372) DCC e quase outros tantos (1528) MD durante todo o ano.

O CD continua a fortalecer a sua posição no mercado, tendo as vendas correspondentes a este formato subido para 52,47 por cento da facturação global, enquanto em 1992 (números acrescentados dos valores da Vidisco), o CD ocupava apenas uma parcela de 41,27 por cento. O vinil, por seu lado, continua em queda livre, tendo passado de 12,64 por cento para a reduzidíssima quota de 3,85 por cento. À subida do CD correspondeu uma ligeira queda da quota das cassetes: de 46,10 por cento, para os 43, 68.

A nível geral há um acréscimo de 6,37 por cento na venda de álbuns (em todos os formatos, embora a maior parte corresponda ao CD) e nas vendas de "MC Bud", 4,13 por cento. A venda dos vídeos musicais decresceu de forma significativa (36,27 por cento) de 1992 para 1993, bem como a dos CDV (34,15 por cento). Os singles quase desapareceram da lista dos produtos a consumir, registando um decréscimo de 68, 27 por cento.

O "bolo" das editoras

Em termos de quotas de mercado, a divisão por editoras regista ainda a supremacia da EMI-VC com 20, 82 por cento, logo seguida da Polygram com 20,41. Depois destas duas habituais líderes vem a BMG com 15,60 por cento, praticamente a par da Sony Music que tem 15, 36 por cento, a Warner Music com 11, 57, e a "novata" Vidisco que salta logo para a sexta posição com 11,26 por cento do "bolo" final. A registar há ainda a MVM com 3,53 por cento, a Edisom com 1,35 e a entretanto desaparecida Sanni com 0,10 por cento.

Destas editoras quem factura mais na área da música nacional é a EMI-VC, com 39,51 por cento do mercado, seguida agora pela Vidisco com 24. A BMG fica em terceiro lugar com 15,57 por cento. É nesta área, aliás, que maior contraste se sente em relação ao ano anterior. A facturação deste sector contrariou a subida geral do mercado descendo de quase milhão e meio de contos (1 480 608 924 escudos) para pouco mais de 1,3 milhões (1 353 105 818 escudos), depois de ter crescido substancialmente, de 1991 para 1992, de um milhão para o tal milhão e meio de contos. Recorde-se que 1992 foi também o ano em que GNR, Resistência e Madredeus registaram grandes sucessos. Em 1993 nada de paralelo aconteceu.

A área da música clássica, no entanto, mantém-se estável desde 1991, representando um mercado de 600 mil contos. Lidera-o a Polygram, com 57, 21 por cento de quota, seguida pela EMI-VC (12,01 por cento) e pela Sony (8,72 por cento). Como era de esperar a área da música "pop" internacional é a que representa o grosso da facturação total, tendo vindo a crescer a ritmo regular desde 1990 -- cerca de um milhão de contos por ano.

Os resultados do quarto trimestre demonstram como este período tem a maior importância para a indústria. Apenas neste período movimentaram-se cerca de 3,2 milhões de contos (3 265 800 650 escudos), o que representa uma parcela de 37,4 por cento -- mais de um terço -- do total anual. Neste período a EMI-VC liderou o mercado com a fatia de 22,30 por cento, seguida da Sony (20,99), da Polygram (19,87), da BMG (13,77), da Vidisco (10,85), da Warner Music (8,70) e da MVM (3,52 por cento).

Jorge Dias / Público, 07/02/1994

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1993

PUBLICO-1994/01/23-002

Vendas de Natal

A companhia discográfica «Sony Music» foi a vencedora da «Guerra do Natal» na conquista do mercado de disco durante o mês de Dezembro, com uma percentagem de 26,68 por cento. Dados oficiais, a que a agência Lusa teve ontem acesso, indicam que a EMI-VC se situou em segundo lugar com 22,38 por cento e a Polygram em terceiro com 19,97. Nos lugares seguintes classificaram-se a BMG (13,13 por cento), Vidisco (9,07 por cento), Warner Music (5,19 por cento) e a MVM (3, 58 por cento). Para a vitória da Sony Music contribuíram decisivamente as vendas da colectânea «Número Um» que vai a caminho das 150 mil unidades vendidas.

Associação Fonográfica Portuguesa revela lista de galardões de 1993

Colectâneas em vez de singles

Em 1993, as colectâneas de canções venderam-se em Portugal mais do que os singles. Antes não era assim. De resto, a música portuguesa não foi tão galardoada, enquanto o produto brasileiro popular regressou em força.

A Associação Fonográfica Portuguesa (AFP), que junta as mais importantes companhias portuguesas com ramificações internacionais no negócio da música, acaba de publicar a lista dos seus galardões de 1993.

Sempre reveladores, os números deste ano são particularmente interessantes: não houve um único single que tenha vendido entre nós 40 mil exemplares e arrecadado o galardão maior de platina. À excepção da Polygram as outras companhias, para combater a queda do single, associaram-se e semestralmente lançam compilações das canções mais comerciais sob o título «Nº1» -- a última inclui os nomes de Tina Turner, Pet Shop Boys, 4 Non Blondes, UB40 ou Sitiados. O projecto, que inicialmente não teve grande impacto, tornou-se, em 1993, o maior fenómeno de vendas da AFP. O volume lançado pela Sony portuguesa foi o único fonograma que em 1992 alcançou tripla platina. Isto significa, provavelmente, que os portugueses ainda preferem canções, só que não as compram individualmente, mas por atacado.

1993 foi também o ano em que a AFP, que antes apenas se centrava em divisões locais das multinacionais, abriu as portas a independentes, nomeadamente à Vidisco, que acabou o ano com um total de 43 galardões, mais doze que as segundas classificadas: EMI-VC e Polygram. Há outras conclusões importantes a tirar: os fonogramas premiados que a Vidisco comercializou foram rubricados por artistas brasileiros, os quais não são propriamente os pontífices da alta cultura do país irmão, mas o equivalente musical das telenovelas, como a cantora Roberta Miranda e a dupla Leandro e Leonardo.

A Vidisco poderá ter feito perder terreno às divisões portuguesas das multinacionais, mas também é verdade que a companhia já existia antes de estar na AFP. A diferença é que agora os seus números são, também, contabilizados. Tenha ou não tenha influência, a verdade é que as outras empresas fonográficas tiveram globalmente menos galardões que em anos anteriores. Resta saber se isso significa que os portugueses compraram menos música ou se diversificaram os seus gostos.

É evidente que, por outro lado, em 1993 houve poucos discos portugueses, em particular da área pop/rock, a atingir o galardão máximo. Esse foi o privilégio de GNR, com «Rock In Rio Douro», Madredeus, com «Lisboa», e Resistência, com «Mano a Mano» -- três discos lançados há mais de um ano e, de resto, já antes distinguidos com o troféu de platina. Em contrapartida, não se pode esquecer que os novos trabalhos dos Resistência, Luís Represas e Vitorino foram lançados a menos de dois meses do fim do ano e já são ouro (20 mil exemplares), o que leva a prever que também cheguem a platina -- embora Sitiados e Delfins, que saíram com álbuns de inéditos em Setembro passado, já tivessem tempo para chegar a essa marca. 1993 foi um ano em que finalmente as reedições de registos clássicos da música portuguesa passaram a ter um ritmo regular. Mas apenas retrospectivas do Trio Odemira e dos Resistência chegaram a ouro. Será que os portugueses gostam do seu passado musical, mas não tanto quanto seria desejável?

Uma análise não menos crucial para a indústria discográfica é a da comparação dos galardões agora divulgados com os primeiros postos do top da AFP 1993. Whitney Houston com a banda sonora de "Bodyguard" foi a rainha, ocupando a primeira posição durante 16 semanas. Nenhum disco português, em contrapartida, esteve em primeiro lugar.

Whitney não teve mais que uma platina, enquanto a compilação «Nº1», da Sony, só esteve no top durante uma semana. O outro fonograma mais galardoado -- o «Greatest Hits», dos Abba -- esteve em primeiro lugar durante apenas duas semanas. Em termos de vendas, portanto, chegar ao topo da tabela de vendas portuguesas significa alguma coisa. Mas não muito. E, a longo prazo, são outros discos que mais facturam

Luís Maio / Público, 27/01/1994

As colectâneas de canções sempre tiveram grande adesão. Basta lembrar as colectâneas "Polystar" ou "Jackpot". O top de singles deixou de ser publicado no Natal de 1993







Destaque

Lord Flimnap "Point of View" (1989)

  Quem conhece "As Viagens de Gulliver",  de Jonathan Swift,  provavelmente se lembra do ardiloso e invejoso Flimnap, Lorde Chance...