Este artista vem da Sicília. Ele é conhecido entre os colecionadores por "L'Eliogabalo", também chamado de "Operetta Pop a Più Usi: Come Manuale di ingenua Rivolta, Biglietto d'Andata per Nessunluogo".
"L'Eliogabalo" (do nome de um antigo imperador romano) é seu único álbum e foi concebido como uma obra completa de ópera pop, apresentando muitos convidados italianos importantes, como os cantores e compositores Lucio Dalla, Claudio Lolli, Rosalino Cellamare (Ron ) e Teresa De Sio, enquanto no papel de músicos estiveram os membros dos PIERROT LUNAIRE e dos Crash.
O álbum mostra um sabor progressivo convincente, misturado com uma forte influência teatral devido à experiência pessoal de Locurcio (ele é autor, ator e professor de escola de teatro). Incursões folk, toques esparsos de paisagens sonoras experimentais e visionárias dão ao álbum um aroma único.
O quarto álbum dos Echo & the Bunnymen, Ocean Rain, é a sua consensual obra-prima: orquestral, misteriosa, evocativa.
A trágica morte de Ian Curtis em 1980 deixou um enorme vazio. A vanguarda urbano-depressiva (sempre com a sua gabardine cinzenta, mesmo que fizesse sol) ficara órfã. Echo & the Bunnymen e U2 tentaram então preencher esse espaço (sim, os globais U2 já foram uma pequena banda pós-punk, com bateria robótica e baixo melódico à Joy Division).
Dos seus mestres melancólicos herdariam o sentido do transcendente e do grandioso (a cinemática “Atmosphere” como grande modelo inspirador). A melancolia era, porém, filtrada (Ian Curtis levara-a longe demais!): procurava-se agora a luz e a glória (a salvação). Uma obsessão pagã – quase céltica – com os elementos da natureza atravessava o seu imaginário (a chuva, o céu, a montanha, o sol). Um segundo nome unia as duas bandas: a influência dos Television (Tom Verlaine reinventara a linguagem da guitarra do rock em Marquee Moon, substituindo o calor do blues por uma gélida pureza cristalina).
Se os Bunnymen odiavam de morte a banda de Bono (McCullough dizia que U2 era música para canalizadores e pedreiros!), não era tanto por razões estéticas (havia muitas semelhanças), era sobretudo por ressentimento (os U2 eram mais populares). Os Bunnymen viviam nesta permanente tensão entre a coolness das margens (acusavam os rivais de serem uns vendidos) e uma secreta ambição ao estrelato, consentânea com o ego desmedido de McCullough e o esplendor da música dos Echo (Ian havia sido um ardente fã do Bowie da fase glam, sendo avesso aos “plebeísmos” do underground).
Os Bunnymen dos primeiros discos eram pós-punkíssimos na sua depuração (mais uma herança dos Joy Division); mas pouco a pouco foram-se tornando mais ornamentados. Chegados a Ocean Rain só uma orquestra de 35 peças era grande o suficiente para cobrir o reflexo de McCullough no espelho. Podia ter sido o momento Soft Parade dos Bunnymen mas o bom gosto das orquestrações (vibrantes, sem qualquer sentimentalismo kitsch) e a solidez das canções (com melodias bonitas que ficam no ouvido) aproxima-os, isso sim, de “Eleanor Rigby“. Se a generalidade do pós-punk queria fazer um corte com os anos 60, é preciso lembrar que os Bunnymen eram de Liverpool. O respeito dos locais pelos seus Beatles é inegociável.
Se roubássemos os masters de Ocean Rain, e lhes subtraíssemos a pista da orquestra, o minimalismo pós-punk de que falávamos voltaria de novo ao de cima. Menos dissonante, é certo, mas igualmente esparso: uma guitarra acústica arranhando os acordes, uma secção rítmica sóbria mas imaginativa, solos depurados de Will Sergeant (elegantíssimos na sua simplicidade).
O pós-punk nunca foi conhecido pela beleza das suas vozes. Timbres toscos como os de Mark E. Smith sempre foram a norma, fazendo da imperfeição estilo. Não há, porém, regra sem excepção: McCullough tem uma belíssima voz de anjo mau. Nos primeiros trabalhos, Ian ainda tentava pós-punkar, uivando, zangado, sempre que podia. Chegado a Ocean Rain, o crooner dentro de si sai do armário, cantando com a autoridade de um Sinatra. Uma voz feita de luz, atravessando a escuridão.
Ocean Rain é a casa da canção mais conhecida – e mais bonita – dos Bunnymen: a gótica e misteriosa “Killing Moon” (não é só música, é também cinema). Outras baladas épicas assomam por aqui, como o lamento fúnebre de “Nocturnal Me” e o silencioso tema-título que encerra o disco, com a sua contenção quase exasperante. Baladas do mar salgado, diria Hugo Pratt.
Mas nem só da majestosa lentidão vive Ocean Rain. Muitas das canções são mais animadas e descaradamente pop. O single “Silver” – que abre o disco – tem uma melodia tão contagiante que nem o próprio McCullough lhe consegue resistir, cantarolando um “lá-lá-lá” de chuveiro. “Crystal Days” é também viciante, deixando-nos irritados por só durar dois minutos. O single “Seven Seas”, com o seu refrão orelhudo, vai pelo mesmo caminho: todo um compêndio em elegância pop.
“Thorn of Crowns” é a carta fora do baralho, com a sua estrutura mais lassa, quase psicadélica. As comparações de McCullough com Jim Morrison, habitualmente exageradas, fazem aqui todo o sentido: a sua teatralidade chamanística e erotismo perverso devem muito aos estranhos Doors (mais um exemplo do amor dos Bunnymen ao classic rock).
Que não haja dúvidas: Ocean Rain é a obra-prima dos Bunnymen (coesa, elegante, imaginativa). Não há um único tiro ao lado, são nove canções certeiras. O disco oferece-nos, porém, algo muito mais precioso do que entretenimento e eficácia pop. Oferece-nos mistério e uma fé indizível no poder redentor da beleza. Uma chuva azul a cair para nos salvar.
O lado mais tenro, macio e saboroso dos Carne Doce é um autêntico filé mignon. Salma e Mac servem-nos a refeição perfeita com elevado teor de beleza e muito rica em calorias poéticas.
A nossa bem conhecida banda de Goiânia – Carne Doce – resolveu fazer um pequeno desvio, focando-se no essencial: as letras, as vozes e as cordas de uma guitarra acústica (ou violão, como se diz lá no seu Brasil natal). Ou melhor, Salma Jô e Macloys Aquino gravaram um EP acústico indo buscar, como matéria-prima, quatro canções de três álbuns anteriores, somando-lhes outras três faixas (inéditas) a este novíssimo projeto, Salma e Mac. Em tempo de clausura, como é este em que vivemos, a razão provável da feitura do disco terá sido dar corpo e voz às coisas mais simples, mais depuradas, mais virgens: desconstruir para mostrar a arquitetura inicial da criação artística, poética, musical. Talvez tenha sido essa a ideia por detrás desta pequena fatia de som que o casal Carne Doce pretendeu mostrar ao mundo, que de tão grande, complexo e extremado, por vezes carece de um espaço e de um tempo para a simplicidade e o prazer das coisas essenciais da existência. Salma e Mac é um disco caseiro. Um disco para se escutar com o coração.
São sete, as composições que podemos escutar em Salma e Mac. As já anteriormente conhecidas (“Eu Te Odeio”, “Canção de Amor”, “Passarin” e “Amiga”) parecem, afinal, novas, tal a nudez com que se apresentam. Não é que estejam irreconhecíveis, longe disso, mas mais parecem crianças brincado despidas ao calor do verão, já não com as roupagens adultas com que se deram a conhecer nos álbuns Carne Doce (2014), Princesa (2016) e Interior (2020). Quanto às outras, as inéditas “Seu Olhar”, “Alegria Triste” e “Alguém Pra Esquecer”, elas não destoam do clima em que se baseia todo o trabalho, antes acrescentam o que só a novidade pode trazer: o prazer do inesperado! E assim sendo, como será possível não ficarmos rendidos ao que Salma nos vai segredando ao ouvido sobre “as besteiras que você sabe ler”? Este verso, retirado do tema de abertura (“Seu Olhar”), talvez sintetize o lado caseiro e intimista de todo o disco. Ele poderá revelar, se soubermos amplificar o seu mais restrito significado, o lado romântico, poético e fantasioso das coisas comuns, das coisas rotineiras, do dia-a-dia de quem vive entregando ao outro aquilo que é genuinamente seu. Salma e Mac, mais do que qualquer outra coisa, será sempre um disco de revelações íntimas, um disco de entrega e partilha de sentimentos, um conjunto de canções que parecem mostrar as coisas de sempre como se filtradas pelo espanto inaugural da primeira vez. É isso que fica, é isso que ganha espaço e se acomoda no interior de quem ouve o disco com a atenção que merece. “Seu Olhar” é uma introdução, de tão curta, ao que vem a seguir. Bonita e simples, cristalina pela voz e serena pelo som das cordas. “Alegria Triste” tem jeito de bossa-nova, mas engana-se quem a cataloga simplesmente assim. É uma canção que aponta à saudade (“agora eu vivo apenas de lembrar”) que se vai desenrolando, sem pressas, e que conta com a presença da voz de Mac (um pouco mais atrás da de Salma, mas bem nítida), como se fosse ela a dar corpo ao que se memoriza nos versos da canção. “Alguém Pra Esquecer” segue um pouco o caminho rítmico da anterior (na batida do violão, sobretudo) e tem uma das letras mais interessantes do disco. Salma Jô sabe o que escreve, mas mostra-se ainda mais capaz na forma como deixa no ar tantas outras ideias. A isso, ao que o poema não diz, podemos chamar, sem receios, poesia.
Salma e Mac é uma dádiva. Mais uma que a dupla nos oferece. Está apenas disponível em formato digital, o que é uma pena. O formato físico objetivaria os sentimentos que nele se encontram, como se um lado tátil pudesse traduzir em definitivo a consciência íntima que habita a alma destas canções, para que pudéssemos ter também nas mãos aquilo que nos vai preenchendo o coração.
Dotado de um groove discreto e de uma elegância prodigiosa, I Will Say Goodbye é a carta de despedida de um sofredor apaixonado pela ilusão de que a vida pode ser tudo menos triste.
Da sobrevivência vem a arte de vencer. Ironicamente, a história do jazz assenta numa questão de sobrevivência. Para quem era roubado da sua existência e ficava prisioneiro das vontades violentas dos ladrões de identidades. Apesar das suas virtudes intelectuais, os seres humanos nunca conseguiram sepultar os seus instintos de dominância irracional. Nessa sede de poder ter cada vez mais, os menos hábeis foram adquiridos para serem usados como coisas. Para ajudarem os ladrões a engordar cada vez mais a sua ganância. É nessa crua demanda que os escravos norte-americanos, vindos maioritariamente do oeste de África, encontram formas de sobreviver ao flagelo da escravatura. Trazem consigo a arte de saber cantar a força e resiliência da sobrevivência. Tornam-se então comuns manifestações grupais, alegradas por música de percussão e canto, à semelhança de ritos e festas das suas tribos de origem. Mas na história do jazz também houve brancos sofredores.
Bill Evans consagrou-se como grande pianista de jazz, não só pelas suas tremendas capacidades de destreza, mas sobretudo pela forma “modal” como abordou a execução das suas melodias, o que lhe dava uma maior liberdade e escolha no improviso. Traduzido para literatura, a música de Evans mistura o classicismo da antiguidade com a exuberância intrincada das composições trovadorescas. É puro jazz, disso não há dúvidas. Mas se Chopin ou mesmo Haydn viajassem no tempo e fossem parar ao Village Vanguard a um sábado à noite em 1961, por certo não estranhariam o facto de, em vez de coches parados à porta, estarem Chevrolets Bel Air e Cadillacs Eldorado.
I Will Say Goodbye, o penúltimo disco gravado por Bill Evans antes de sucumbir ao desgaste da cocaína e da heroína, por momentos aproxima-se de um disco de rock. Forte e intenso, como se espera da consumação de uma obra embebida em sofrimento libertador. O baterista Eliot Zigmund afirma uma presença mais proeminente, concordante com a importância magistral de um registo discográfico de alguém que define de forma tão indelével o peso do piano no jazz pós-bop. Isto, claro, sem esquecer obviamente a entrega absoluta do contrabaixista Eddie Gómez que realiza um trabalho notável neste disco.
Numa entrevista em Helsínquia, Evans sublinhou que o improviso é um factor estruturante na arte de tocar jazz, confessando que a forma como tocava era, para ele, um acto de extrema libertação. Em detrimento da extravagância e vedetismo, o pianista assumiu restringir-se a cenários estéticos pouco avant-garde, utilizando uma linguagem acessível, de expressões compreensíveis, ao contrário de outras correntes mais experimentalistas e imaturas. Para Bill Evans, tinham de existir azimutes convencionais. Pontos de referência que ajudam o artista e o ouvinte a enquadrar a experiência melódica em sensações regulares, ainda que esta possa veicular uma carga emocional exorbitante.
No princípio da sua carreira, chegou a integrar o quinteto de Miles Davis, tendo participado na execução e até composição de alguns temas do mítico registo da Columbia Records, Kind Of Blue. Mas Evans procurava um sentido diferente para a sua carreira. Uma direcção mais transparente. A sua maior intenção era desprender-se do material e ir ao encontro da vastidão intangível do espírito. Ao longo da sua vida compôs cerca de sessenta músicas. Mais que um pianista, ele compunha a simplicidade da sua paixão pelo piano. Bill falava em notas e escalas, talvez com receio de tornar explícito a sua inquietação pela frieza da realidade sóbria. A droga era a sua maior paixão. Depois de passar pelo suicídio da sua primeira mulher, de voltar a entregar-se à adição após um período de abstinência e de por fim sentir o peso da responsabilidade da parentalidade, Bill Evans só não desistiu do piano. Foi o piano que o manteve vivo até o seu corpo não aguentar mais o abandono.
Dotado de um groove discreto e de uma elegância prodigiosa, I Will Say Goodbye é a carta de despedida de um sofredor apaixonado pela ilusão de que a vida pode ser tudo menos triste. Até sempre, Bill.
Lançado em 1974, “Illusions on a Double Dimple” é o segundo álbum gravado em estúdio pela banda alemã de rock progressivo Triumvirat. Liderada pelo tecladista Jürgen Fritz, eles faziam um som muito influenciado pelos grupos ingleses do gênero, notadamente o Emerson, Lake & Palmer.
A principal mudança com relação ao álbum de estreia – o ótimo “Mediterranean Tales” (1972) -, foi a entrada de Helmut Köllen (baixista, guitarrista e vocalista). O músico conferiu uma maior amplitude sonora à banda, acrescentando às canções passagens acústicas melódicas e um acento ligeiramente mais pop que as canções presentes no trabalho anterior do trio. Além dele, o baterista Hans Bathelt (membro fundador) completa a formação.
Trata-se de um disco conceitual, cujo tema central é a ganância dos empresários do entretenimento musical que exploravam as bandas à exaustão e repassavam a elas apenas uma pequena parcela dos lucros obtidos. Aliás, muitas bandas dos anos 70 passaram por esse tipo de dificuldade, vide Grand Funk Railroad, Queen (a canção “Death on Two Legs” trata da questão) e outras.
A produção feita por Fritz não é das melhores, pois os instrumentos soam um tanto abafados (principalmente a bateria). O álbum até ganhou uma edição remasterizada em 2002, mas infelizmente o problema não foi corrigido. A despeito disso, as canções são bem compostas e muito bem executadas. O grande destaque é a performance virtuosa de Fritz no órgão Hammond, piano e sintetizadores.
São apenas duas faixas (“Illusions on a Double Dimple” e “Mister Ten Percent”), ambas com mais de vinte minutos de duração. Como muitas canções progressivas, elas são divididas em várias suítes. O álbum ainda conta com a participação da orquestra Cologne Opera House e do naipe de metais de Kurt Edelhagen, que conferem sofisticação e grandiosidade às faixas.
Apesar da produção ruim, “Illusions on a Double Dimple” apresenta grandes canções, sendo um ponto alto na curta discografia do Triumvirat.
“Fireball” é o quinto álbum gravado em estúdio pelo Deep Purple – o segundo a contar com a formação clássica da banda, que incluía o vocalista Ian Gillan e o baixista Roger Glover ao lado dos membros fundadores Ritchie Blackmore (guitarra), Jon Lord (teclados) e Ian Paice (bateria). No dia 09 de julho de 2021 completou 50 anos de lançamento.
Parte do repertório foi composto sob intensa pressão em uma localização isolada no interior da Inglaterra. Além disso, alguns integrantes passavam por problemas de saúde decorrentes das exaustivas e numerosas apresentações que a banda fazia à época.
Deep Purple em estúdio.
“Fireball” é um dos trabalhos mais diversificados do quinteto, sendo um dos favoritos de Gillan. Por sua vez, Blackmore detesta o álbum; o saudoso Jon Lord achava que era um trabalho um tanto sem foco.
A abertura fica por conta da faixa-título, uma canção pesada e acelerada em que Paice registra uma introdução antológica ao utilizar bumbo duplo com muita sabedoria. Não seria exagero dizer que a faixa é uma espécie de “proto-thrash metal”. A sequência fica a cargo do funk rock “No No No”, passando pelo do blues rock “Demon’s Eye” e pelo inusitado country & western “Anyone’s Daughter”. Há momentos de pura psicodelia em “The Mule”, progressivo em “Fools” e hard rock em “No One Came”.
A canção “Strange Kind of Woman” é um capítulo à parte – um dos clássicos da banda – ela não faz parte do tracklist da versão britânica do disco, mas aparece na americana ocupando o lugar de “Demon’s Eye”. A edição comemorativa de 25 anos, lançada em cd, traz as duas faixas mais alguns out-takes como “Freedom”, “I’m Alone” (lado B do single “Strange Kind of Woman) e “Slow Train”.
Apesar de causar opiniões controversas dentre os integrantes do Purple, a excelência instrumental e os vocais inspirados de Gillan, fazem de “Fireball” um dos melhores álbuns lançados pela banda. Certamente, trata-se de um dos trabalhos que ajudou a pavimentar novos caminhos para o rock pesado.
CURIOSIDADES
O guitarrista sueco Yngwie Malmsteen citou “Fireball” como um dos discos que mudou a vida dele.
Lars Ulrich, baterista do Metallica menciona “Fireball” como um dos álbuns que despertaram o interesse dele pelo gênero hard rock.
Michael Monroe, ex-vocalista do Hanoi Rocks, disse em entrevista concedida ao apresentador Eddie Trunk que “Fireball” foi o primeiro disco que ele comprou. Além disso, o cantor mencionou que a partir da audição do disco ele resolveu investir numa carreira musical dentro do rock’n’roll.
King Diamond, ex-vocalista do Mercyful Fate, mencionou que “Fireball” foi o primeiro disco que ele comprou e que foi uma importante influência em sua carreira como cantor de heavy metal.
Edição comemorativa do aniversário 25 anos de “Fireball”
FICHA TÉCNICA
Artista: Deep Purple
Álbum: Fireball
Data de lançamento: 09 de julho de 1971 (EUA) / 01 de detembro de 1971 (Reino Unido)
Duração: 38m40s
Produção: Deep Purple
Gravadora: Harvest/EMI
Faixas (versão americana):
01. Fireball (Blackmore/Gillan/Glover/Lord/Paice)
02. No No No (Blackmore/Gillan/Glover/Lord/Paice)
03. Strange Kind of Woman (Blackmore/Gillan/Glover/Lord/Paice)
Uma das mais importantes bandas da cena glam rock estadunidense, o New York Dolls teve um papel muito importante no desenvolvimento do punk e do hard rock, influenciando grupos como Sex Pistols, Ramones, Guns N’ Roses, The Damned, The Smiths, Mötley Crüe e muitas outras.
Na primeira fase da banda, as figuras centrais eram o vocalista David Johansen e os guitarristas Johnny Thunders e Sylvain Sylvain. Completavam o time o baixista Arthur Kane e o baterista Billy Murcia – substituído por Jerry Nolan em razão de seu falecimento. Dois clássicos foram lançados: “New York Dolls” (1973) e “Too Much Too Soon (1974). Entretanto, a banda implodiu e encerrou as atividades em meados de 1975, fazendo algumas apresentações ocasionais ao longo dos anos.
A segunda fase “pra valer” dos Dolls tem início em 2004, quando Morrissey, vocalista do The Smiths e fã confesso do grupo, organiza uma reunião com os membros sobreviventes (Johansen e Sylvain).
Produzido pelo experiente Jack Douglas (John Lennon, Cheap Trick, Aerosmith, Patti Smith e outros), “One Day It Will Please Us to Remember Even This” é o terceiro trabalho gravado em estúdio pelos Dolls.
O resultado da empreitada é excelente. O disco possui repertório coeso repleto de ótimos rocks, é bem produzido e mostra uma banda em ótima forma apesar do período de afastamento. Além de Johansen e Sylvain, completam o time o experiente guitarrista Steve Conte, o baterista Brian Delaney, o baixista Sammy Yaffa (ex-Hanoi Rocks) e o pianista Brian Koonin. Convidados ilustres como Bo Diddley, Iggy Pop e Michael Stipe (REM) marcam presença valorizando ainda mais o trabalho.
Todas as 13 faixas são excelentes, mas os destaques ficam por conta das faixas “We’re All In Love”, “Dancing on the Lip of a Volcano”, “Gimme Luv and Turn On the Light” e “Take a Good Look at My Good Looks”.
Ao que parece a banda encerrou as atividades definitivamente em 2016. Sylvain Sylvain, guitarrista e membro fundador da banda, faleceu em 2020 em virtude de um câncer. O único membro original vivo é o vocalista David Johansen.
FICHA TÉCNICA
Artista: New York Dolls
Álbum: One Day It Will Please Us to Remember Even This
Lançamento: 25 de julho de 2006.
Produção: Jack Douglas
Duração: 47m50s
Gravadora: Roadrunner Records
Faixas:
01. We’re All in Love (Johansen/Yaffa)
02. Runnin’ Around (Johansen/Sylvain)
03. Plenty of Music (Johansen/Sylvain)
04. Dance Like a Monkey (Johansen/Sylvain)
05. Punishing World (Johansen/Conte)
06. Maimed Happiness (Johansen/Sylvain)
07. Fishnets and Cigarettes (Johansen/Sylvain)
08. Gotta Get Away From Tommy (Johansen/Conte)
09. Dancing on the Lip of a Volcano (Johansen/Sylvain)
11. Rainbow Store (Johansen/Conte)
12. Gimme Luv and Turn On the Light (Johansen/Sylvain)
13. Take a Good Look at My Good Looks (Johansen/Sylvain/Conte)