Sónia Trópicos acaba de lançar um visualizer que acompanha o tema “Além da Dor”, inserido no seu EP de estreia, “Astral Anormal”, lançado em junho de 2022 pela Cosmic Burger.
A música de Sónia Trópicos é essencialmente dicotómica, onde há espaço para sentimentos como a dor, a melancolia e a saudade conviverem com a felicidade, o êxtase e a esperança por dias melhores. Foi isso que a artista quis, uma vez mais, transmitir no vídeo para “Além da Dor”.
Segundo Sónia, esta é a música mais melancólica do EP, daí ter surgido a ideia para um visualizer que a mostrasse a “brincar” em espaços que lhe são queridos, conferindo um travo mais doce ao tema e levando-o, naturalmente, “além da dor”. O vídeo é composto por imagens gravadas a partir do seu computador, em sua casa — espaço muito importante para si conquistado no último ano —, e outras captadas através de uma handycam antiga em Senderiz, uma pequena aldeia no Gerês Galego que visita todos os anos e que é casa não só de amigos seus, como de várias memórias especiais.
“Tristana“, o novo disco de Stereossauro, é um disco sobre a perspectiva feminina. É um tributo às mulheres, às mães, às irmãs, à sua força e ao seu triunfo em situações sistematicamente desfavoráveis, abordando assuntos como a violência doméstica, a saúde mental, as oportunidades perdidas e os desgostos amorosos. É um disco em tons nocturnos, intimista e realista, mas é, sobretudo, um disco de força, de resiliência e de vida.
“Tristana” é uma viagem estética pela fusão da música tradicional portuguesa – a voz do Fado e a guitarra portuguesa – com a electrónica, os sintetizadores e as caixas de ritmos, procurando aliar a modernidade e a identidade muito próprias de Portugal.
“Tristana” começou a ser projectado em finais de 2020 e foi desenvolvido durante 2021, estando disponível nas principais plataformas digitais a partir desta segunda feira, 6 de fevereiro. Ana Magalhães, na voz; Ricardo Gordo, na guitarra portuguesa; e Sandra Baptista, no acordeão, são os convidados especialíssimos de “Tristana“.
Não esquecendo Tamara Alves, autora da ilustração da capa, uma artista plástica e ilustradora portuguesa com trabalhos reconhecidos em vários países, que captou naquela imagem a essência de rua e contexto urbano deste novo fado de guerrilha sentimental. A produção, música, letras, inclusive a realização dos 7 vídeos que compõem o álbum, são da autoria de Stereossauro.
Após o muito bem recebido “Lost in Translation”,André Carvalho prossegue a sua viagem pelo mundo das palavras intraduzíveis com um segundo volume. Carvalho afirma que “certamente já se depararam com conceitos para os quais não temos uma palavra na nossa língua. Não quer isto dizer que não exista numa outra língua e que uma outra cultura tenha criado termo para tal conceito. Aprender tais palavras pode ser uma maneira de nos podermos exprimir melhor, vermos o mundo pelo olhar dos outros e de termos uma consciência maior do mundo exterior e do nosso mundo interior”. Segundo o contrabaixista e compositor, a temática das palavras intraduzíveis, começou como uma mera curiosidade, mas rapidamente se tornou algo fascinante e, por isso, fazia todo o sentido continuar o projecto.
Nesta sequela, Carvalho volta a reunir o trio composto pelo saxofonista José Soares e pelo guitarrista André Matos, seus colaboradores habituais. Eleita Editora de 2022, a portuguesa Clean Feed Records será a editora de “Lost in Translation – Vol. II”, a sair dia 31 de Março de 2023.
Descrito por André Carvalho como um “álbum contemplativo, intimista e ao mesmo tempo cru”, este novo tomo terá 7 composições do líder e uma de André Matos, onde a improvisação, a espontaneidade e a exploração tímbrico-textural estão no centro do som do trio. Retomando a ideia de que aprender palavras intraduzíveis pode ser uma ponte entre culturas, o novo álbum incluirá composições inspiradas em palavras de línguas como o Farsi, Hausa ou Finlandês.
Ao falar sobre “Lost in Translation”, André retoma uma citação icónica de Wittgenstein: “os limites da minha língua significam os limites do meu mundo”. André diz realmente acreditar nisto e que para si, ao aprendermos novas palavras, a nossa consciência se torna mais sensível aos outros, tornamo-nos mais empáticos e o nosso mundo se torna mais rico.
“Tagumi” é o primeiro single do novo álbum de André Carvalho. De origem Haúça, língua falada no coração de África, “Tagumi” é uma palavra intraduzível que significa “descansar a cabeça sobre uma mão ou joelho num acto de reflexão ou introspecção ou simplesmente de descanso”. A Carvalho junta-se os habituais elementos do seu trio: José Soares (saxofone) e André Matos (guitarra).
João Não & Lil Noon regressa aos lançamentos com “Superstar”, uma canção que entrega uma energia contagiante a quem se deixa envolver e celebra os dias de sol. Depois de “Se Eu Acordar”, os artistas gondomarenses continuam a levar as letras românticas até instrumentais que refletem o Pop do passado de mãos dadas com o presente, continuando a abrir portas para sonoridades de fórmula semelhante.
Tal como o anterior, este single é acompanhado por um videoclipe, desta vez pensado e realizado por Pedro Lopes e Peartree Visuals.
“Superstar” avança a chegada de novo disco que sucede o EP “Terra-Mãe” onde nasceu o elo criativo da dupla de Gondomar João Não & Lil Noon.
Depois do sucesso que foi "2112" e o lançamento do ao vivo "All the World's a Stage", reunindo os quatro primeiros álbuns do trio de Toronto, Rush se preparava para iniciar uma nova era, a era progressiva, que vai de "A Farewell To Kings" até "Moving Pictures". Essa nova fase, em uma suposição de minha autoria se deve a um fato. O primeiro sendo a banda inglesa King Crimson, pois em entrevistas, Alex Lifeson diz que ouviu muito King Crimson no final de 1976.
O disco começa com "A Farewell To Kings", que começa de uma forma acústica, com um violão \(um pouco rápido e agressivo), xilofones (Neil Peart) e sintetizadores tocados por Geddy Lee. Mas aproximadamente cinquenta segundos depois, entram uma guitarra pesada, baixo bem "baixo" (piadas sem graça, mas ele vai crescendo com o decorrer, até que no refrão, ele ganha um mini protagonismo durante aproximadamente de dois segundos) e uma bateria que eu diria "Alan White está aí?". (Isso não é uma crítica, é um elogio). O solo de guitarra é pulsante e eletrizante. Uma ótima abertura de álbum.
Seguimos para a melhor faixa do álbum (as outras são boas, mas essa mexeu comigo de uma maneira impactante) "Xanadu". A musica começa com um clima no estilo do Pink Floyd, com até sons de pássaros com tambores, sinos e sintetizador imitando um instrumento de sopro. Mas aproximadamente dois minutos depois, entra uma guitarra (Gibson Double Neck creme) e uma explosão super calculada de bateria e um baixo também explosivamente calculado. No refrão, temos xilofone, sinos e sintetizador. O solo, que vai para o final da canção é impactante e lendário. Pelo que eu entendi, a musica tem duas explicações, a primeira é que retrata uma civilização muito antiga e a segunda fala sobre um mundo pós apocalíptico.
"Closer To The Heart" é de longe a musica que fez mais sucesso do Rush (até que veio "Tom Sayer" do Moving Pictures). A musica agradou muito os estadunidenses por conta de ritmo e a duração que não chega a três minutos. Também destaco a harmonia entre o trio, principalmente Alex Lifeson como violonista e guitarrista. "Cinderella Man" é uma musica mais puxada para o hard rock. "Madrigal" é uma faixa puxada para o folk, mas com elementos de eletrônica principalmente no inicio.
Por fim, temos "Cygnus X-1: "Book I: The Voyage", que é um épico de pouco mais de dez minutos que narra um universo (bem na onda de "2112", mas ampliando de um planeta para um universo). A primeira musica fala sobre um buraco negro, conhecido como Cygnus X-1 (uma fonte de raios-X que se acredita ser um buraco negro real), fica na constelação de Cygnus. Um explorador a bordo da espaçonave Rocinante viaja em direção ao buraco negro, acreditando que pode haver algo além dele. Conforme ele se aproxima, torna-se cada vez mais difícil controlar a nave e ele acaba sendo atraído pela força da gravidade. A continuação da musica é no inicio do álbum seguinte "Hemispheres" (1978).
"A Farrewell To Kings" é um dos melhores álbuns do trio canadense. Tendo uma excelente variação de comercial e o típico do progressivo, musicas longas e de qualidade absurda. Um incrível inicio de uma fase maravilhosa.
Quando o Yes gravou este trabalho, estava tomado pela insegurança existencial, pela primeira vez depois de uma década de sucessos. As ondas punk e new wave tinham roubado muito da energia do prog rock capitaneado por grupos como Yes e Genesis. Reinventar-se, para essas bandas musicalmente ambiciosas, havia se tornado questão de sobrevivência. Wakeman e Anderson, mais amigos um do outro do que do resto do grupo, cansaram-se e saíram. Não querendo perder embalo, o baixista Squire, capitão da banda, recrutou dois membros jovens que formavam um duo talentoso, os Buggles. Depois deste disco, Geoff Downes seguiria carreira com Steve Howe no Asia, enquanto Trevor Horn se tornaria um excelente produtor musical, a começar pelo disco seguinte do próprio Yes, '90125', além de ser co-fundador do grupo de vanguarda Art of Noise.
Drama é um álbum que os críticos adoram dizer que traz o título perfeito para retratar aquele período da banda. Sem o icônico vocalista e compositor Jon Anderson, eles aproveitaram para assimilar ideias trazidas pelos Buggles, com um estilo pop e nuances new wave. O melhor exemplo do processo criativo deles aqui é a faixa 'Into the Lens', que os Buggles lançaram à parte como 'I Am a Camera'. A versão do Yes possui uma introdução bem prog, sem relação temática com o resto, e retrabalhou a canção em outra tonalidade.
A melhor faixa de longe é a final, 'Tempus Fugit', baseada num riff fantástico de Squire com uma pegada bem hard rock. Ela sofre um pouco por ter aquela sensação apressada e ansiosa que também está presente na faixa de encerramento do disco anterior, 'Tormato', mas a produção é excelente, mérito do membro temporário Horn.
Em 2011 o Yes chamou de volta Trevor Horn e gravou o álbum 'Fly from Here', que contém uma música composta na época de Drama, convertida em uma grandiosa suíte em várias partes, além de outras composições dessa mesma fase. É perfeita a continuidade de estilo entre 'Drama' e 'Fly from Here', por isso é recomendado ouvir os dois álbuns em sequência, efetivamente como parte 1 e 2 de uma só obra.
Ser filho ou filha de pais famosos não deve ser fácil devido ao assédio do público e dos fãs. Pior ainda quando além de ter pais famosos, um deles é um mito e esse filho ou filha, exerce a mesma profissão. Talvez por isso, a cantora Maria Rita tenha relutado tanto para assumir a profissão, pois sua mãe era nada mais nada menos que a maior cantora brasileira de todos os tempos: Elis Regina (1945-1982). Filha de Elis e do compositor e pianista César Camargo Mariano, Maria Rita tem dois irmãos, João Marcelo Bôscoli (filho de Elis e do compositor Ronaldo Bôscoli do primeiro casamento da cantora) e Pedro Camargo Mariano (filho de Elis e César Camargo) que seguiram na carreira musical (João como produtor e Pedro como cantor), no entanto, não sofreram grandes cobranças.
Talvez pelo fato de Maria Rita ser mulher, esperavam dela uma sucessora mais do que natural de Elis, e esse peso, essa carga, ela já percebia ainda muito jovem e parecia não querer carregar esse fardo, até porque ela não tinha obrigação alguma só para satisfazer o desejo de um público saudoso da sua cantora maior.
Elis Reginas e os filhos ainda crianças, da esquerda para a direita: Pedro Camargo, Maria Rita e João Marcelo.
Provavelmente, por causa de tais cobranças, Maria Rita começou a sua carreira musical um tanto quanto "tardiamente", aos 25 anos, em 2002. Até chegar lá, a filha de Elis percorreu outros caminhos. Em 1993, ainda adolescente, Maria Rita trabalhou durante um ano como estagiária da revista Capricho, da Editora Abril. Mudou-se para os Estados Unidos em 1994 para estudar Comunicação Social em Nova York. Trabalhou como estagiária na gravadora Warner norte-americana. Durante a sua morada nos Estados Unidos, participou de maneira amadora, de concurso de calouros, e foi aí, tão distante da terra natal, que nasceu a vontade de Maria Rita em mergulhar de cabeça na música.
Ao retornar para o Brasil em 2002, Maria Rita foi trabalhar como produtora do cantor Pedro Camargo, seu irmão. Paralelamente ao trabalho com o irmão, ela começa a se apresentar como cantora profissionalmente, chamando a atenção pelo timbre de voz que lembrava ao da sua mãe e pelo estilo musical sofisticado e um repertório muito bem escolhido. Em pouco tempo, suas apresentações no eixo Rio de Janeiro e São Paulo são disputadíssimas pelo público que queria ver aquela jovem cantora.
Maria Rita é apadrinhada pelo cantor Milton Nascimento, amigo de sua mãe. Participa do disco Pietá, de Milton, fazendo dueto com ele nas faixas "Tristesse" e "Voa, Bicho", e cantando com outros convidados e Milton na faixa "Vozes do Vento". As apresentações ao vivo de Maria Rita ganharam tanta repercussão que mesmo não tendo um disco gravado, ela foi contemplada ainda em 2002 com o Troféu APCA como "Artista Revelação", mesmo não tendo gravado um disco solo até então. Não demorou muito e as gravadoras passaram a assediá-la fazendo propostas de contrato, mas quem leva a melhor é a Warner: Maria Rita assina contrato com a gravadora no começo de 2003, e entre maio e julho já estava em estúdio gravado o seu primeiro álbum.
Milton Nascimento: amigo de Elis Regina e padrinho artístico da filha, Maria Rita.
Em 9 setembro de 2003, no dia de seu aniversário, Maria Rita lançou o seu primeiro e autointitulado álbum. O lançamento do álbum foi cercado de uma tão bem cuidada campanha promocional que não se via para um disco de estreia de uma cantora de MPB desde Marisa Monte e o seu primeiro disco, o ao vivo MM, de 1989, pela EMI-Odeon, acompanhado pouco depois pelo lançamento da fita de vídeo do show. O formato CD do álbum Maria Rita, trazia uma faixa interativa através da qual era possível baixar pela internet mais duas faixas, a 14 e a 15. Na época, foi lançada uma edição em vinil do álbum com uma tiragem de mil cópias que incluia as canções "Vero" e "Estrela, Estrela", as mesmas que disponibilizadas para baixar na faixa interativa na versão CD.
Produzido por Tom Capone, Marco da Costa e Maria Rita, o álbum tem um repertório impecável que conta com composições de autores consagrados como Milton Nascimento, Rita Lee, Zélia Duncan, Lenine, Marcelo Camelo dentre outros. Em seu primeiro álbum, Maria Rita mostra que herdou da mãe o cuidado com a produção, com os arranjos e com o repertório. O álbum transita entre a MPB, o jazz e a música afro-caribenha, tudo com uma embalagem jazzística.
A primeira faixa do álbum é uma composição de Milton Nascimento, "A Festa", cujos arranjos são baseados em "La Bamba", a canção do folclore mexicano que ganhou popularidade no final dos anos 1950 quando o jovem Ritchie Valens fez uma versão rock'n'roll dessa música. "Agora Só Falta Você" é uma regravação do grande sucesso de Rita Lee & Tutti Frutti que ganhou versão mais pessoal e intimista com Maria Rita. "Menininha do Portão" destaca-se pela simplicidade e ao mesmo tempo pela sofisticação, com direito a um piano elétrico pontuando a música o tempo todo. Com um pé no blues e outro no jazz, "Não Vale A Pena" fala das dores do amor e da decepção: "Mas você não vale a pena / Não vale uma fisgada dessa dor / Não cabe como rima de um poema / De tão pequeno".
Com o talento musical herdado dos pais, Mari Rita tonou-se uma das melhores cantoras brasileiras de sua geração.
Em "Dos Gardênias", um antigo bolero dos anos 1940 do pianista cubano Isolina Carrillo, Maria Rita mostra charme e graça cantando em espanhol. O samba "Cara Valente", de Marcelo Camelo, é sobre um sujeito metido a durão, mas que na verdade não passa de pura pose. "Santa Chuva”, uma das mais belas canções do disco, fala sobre um amor que acabou. O romantismo prossegue com "Menina da Lua", onde acompanhada por piano, Maria Rita mostra o porquê de ser uma das melhores intérpretes de sua geração.
De autoria de Milton Nascimento, "Encontros e Despedidas" é mais uma regravação presente no álbum, mas que praticamente ganhou uma versão definitiva com Maria Rita. "Pagu", de Rita Lee e Zélia Duncan, consegue abordar o feminismo com irreverência: "Nem toda feiticeira é corcunda / Nem toda brasileira é bunda / Meu peito é de silicone / Sou mais macho que muito homem". A faixa seguinte, "Lavadeira do Rio", é um baião bem brejeiro enquanto que "Veja Bem Meu Bem" ressuscita os antigos sambas-canções de "dor-de-cotovelo". "Cupido" fecha o álbum falando daquelas paixões à primeira vista que tiram qualquer um do prumo: "Eu vi quando você me viu / Seus olhos pousaram nos meus / Num arrepio sutil".
O lançamento do álbum de estreia foi seguido de um turnê com 160 shows que durou um ano e meio. Enquanto isso, a Warner lançava em novembro de 2003 o DVD de Maria Rita, a partir de um show que ela fez no Bourbon Street, em São Paulo, gravado ao vivo em agosto daquele ano. O DVD vendeu 180 mil cópias.
Maria Rita, o álbum, foi um grande sucesso comercial chegando à marca de 1 milhão de cópias. As faixas "A Festa", "Cara Valente", "Pagu" e "Menininha do Portão" tocaram bastante no rádio. Mas sem sombra de dúvidas o grande sucesso do álbum "Encontros e Despedidas" que foi tema de abertura da novela Senhora do Destino, da TV Globo, em 2004.
O CD e DVD foram lançados não só mercado brasileiro, mas também na Alemanha, Áustria, Bélgica, Portugal, França, Argentina, Colômbia, Canadá, México, Japão entre outros países.
O ótimo desempenho comercial do álbum e de Maria Rita como artista rederam à cantora vários prêmios naquele momento dentre os quais 3 prêmios Grammy Latino em 2004: "Melhor Disco de MPB", "Artista Revelação" e "Melhor Música (por "A Festa"); Prêmio Multishow: "Melhor Cantora"; Prêmio Tim: "Revelação" e "Escolha do Público".
Faixas
"A Festa" ( Milton Nascimento )
"Agora Só Falta Você" ( Rita Lee - Luis Sérgio Carlini )
"Menininha do Portão" ( Nonato Buzar - Paulinho Tapajós )
"Não Vale a Pena" ( Jean Garfunkel - Paulo Garfunkel )
"Dos Gardenias" ( Isolina Carrillo )
"Cara Valente" ( Marcelo Camelo )
"Santa Chuva" ( Marcelo Camelo )
"Menina da Lua / Música Incidental: Maria Rita" ( Renato Motha - César Camargo Mariano )
"Encontros e Despedidas" ( Milton Nascimento - Fernando Brant )