segunda-feira, 6 de fevereiro de 2023

Review: The Black Keys – Dropout Boogie (2022)

 


O Black Keys, duo formado pelo guitarrista e vocalista Dan Auerback e pelo baterista Patrick Carney em 2001 na cidade de Akron, no Ohio, começou a carreira com um blues rock cru e cortante. Porém, a partir de 2007, encontrou o seu som em parceria com o produtor Danger Mouse, processo esse iniciado em seu quinto disco, Attack & Release, e que gerou dois dos melhores álbuns dos anos 2000, os seminais Brothers (2010) e El Camino (2011). Desde então, a banda transitou entre as experimentações de Turn Blue (2014), o retorno ao universo dos seus dois mais aclamados álbuns em Let’s Rock (2019) e o tributo aos seus bluesmen favoritos em Delta Kream (2021).

Dropout Boogie vai na mesma linha de Let’s Rock. Produzido pela própria banda, traz dez canções inéditas e a participação pra lá de especial do lendário Billy Gibbons, voz e guitarra do ZZ Top, em “Good Love”. O trabalho já abre com uma canção que poderia perfeitamente estar em El Camino, o grudento single “Wild Child”. A habilidade de criar músicas simples e com grooves irresistíveis é reafirmada em “It Ain’t Over”, enquanto “For the Love of Money” não esconde a influência do boogie de John Lee Hooker. Brothers tem seu legado revisitado em “Your Team is Looking Good”. Gibbons divide a guitarra com Auerbach na excelente “Good Love”, uma espécie de blues levemente lisérgico e que poderia figurar em álbum do ZZ Top.

O disco segue com a delicada “How Long” e com a garageira “Burn the Damn Thing Down”, que possui uma linha vocal bastante familiar. “Happiness” é uma canção tipicamente Black Keys, e Aurbach revisita a história do rock no riff de “Baby I’m Coming Home”. O álbum fecha com o blues torto “Didn’t I Love You”.

No geral, Dropout Boogie possui o mesmo nível de Let’s Rock, com o adicional de trazer um novo hino para os shows da banda, “Wild Child”, que certamente já entrou na lista das grandes canções da carreira do The Black Keys.

A edição brasileira, lançada pela Warner em uma edição de apenas 300 unidades, segue o padrão da versão norte-americana em um digisleeve gatefold impresso em papel de alta gramatura.

Um belo disco de rock, mais uma vez.

MAIS SOBRE O THE BLACK KEYS NO VÍDEO ABAIXO:





Review: Foreigner – An Acoustic Evening With Foreigner (2014, reedição 2022)

 


Gravado em 31 de julho de 2013 no Dornier Museum, localizado na cidade alemã de Friedrichshafen, An Acoustic Evening With Foreigner traz a banda norte-americana em uma performance intimista relendo muitos de seus maiores hits. A abertura, com uma versão excepcional de “Double Vision”, já deixa claro que estamos diante de um CD especial.

No total temos um tracklist formado por doze canções, todas executadas pelo septeto que se mantém até hoje como no Foreigner – a única exceção é o guitarrista e saxofonista Tom Gimbel, que deixou a banda em 2021 e foi substituído por Luis Maldonado.

Com produção do baixista Jeff Pilson (ex-Dokken), a audição é pra lá de agradável e traz a banda liderada pelo guitarrista Mick Jones em ótima fase, com destaque para os vocais primorosos de Kelly Hansen, que no formato acústico naturalmente se sobressaem ainda mais. Os arranjos são minimalistas e elegantes, e mostram o quanto as composições do grupo sobreviveram ao tempo e, em alguns casos, ficaram ainda melhores, como ocorre com “Waiting For a Girl Like You”, “Juke Box Hero” e “I Want To Know What Love Is”, além da versão para “That´s All Right”, eternizada na voz de Elvis Presley.

A edição nacional lançada pela Shinigami Records em uma tiragem de apenas 500 cópias vem em um digipack simples de excelente qualidade, sem encarte e apenas com as informações técnicas do show.

Se você é fã do grupo, um item delicioso. Se não conhece o Foreigner, uma excelente oportunidade de adentrar o universo de uma das maiores referências do AOR e do hard rock.


DISCOGRAFIA - ACID DEATH Tech/Extreme Prog Metal • Greece

 

ACID DEATH

Tech/Extreme Prog Metal • Greece

biografia 
O ACID DEATH foi formado em 1989 e gravou sua primeira e única demo, Rotation of Insanity em 1990. Depois de muitas mudanças na formação até 1991, a banda se firmou com: Savvas BETINIS (baixo/vocal), Dennis KOSTOPOULOS (guitarra), Themis KATSIMICHAS (guitarras) e Kostas TSOMPANOS (bateria). Esta foi a formação com a qual gravaram sua primeira gravação oficial, o miniLP Balance of Power em 1992. A gravação era para ficar na prateleira por mais de 18 anos e ver a luz em 2008 quando a banda estava inativa com a forma de download digital gratuito. O ACID DEATH fez um acordo com a única gravadora de Heavy Metal que a Grécia tinha em 1993, a MOLON LAVE Records para a criação de um 7 EP usando algum material desse mini LP. Esta foi a estreia oficial da banda, o 7 EP, Apathy Murders Hope.

Em 1997, após terminar o serviço militar, a banda fez um acordo com uma nova gravadora grega independente, Metal Mad Music, para a gravação e lançamento de seu primeiro álbum oficial completo intitulado Pieces of Mankind. O álbum mostrou muita habilidade técnica na performance e na estrutura da música, mas foi pouco apreciado por ser praticamente uma produção underground. Tirando a maior parte de suas influências líricas dos romances de Stephen King (em particular A Torre Negra e The Green Mile) e tópicos esotéricos (como abuso de substâncias) e musicalmente semelhantes a bandas como Death, Pieces of Mankind mostrou que a banda poderia ter o que é preciso. para se tornar um novo grande nome na cena do metal grego. Pieces Of Mankind foi relançado em 1999 pela inglesa COPRO Records ganhando mais popularidade, dando ao ACID DEATH um nome mais forte na cena underground. No entanto, logo após a conclusão do álbum e reedição, o guitarrista Themis KATSIMICHAS deixou a banda que contratou Nikos ANDREADAKIS (guitarras/teclados) para substituí-lo.

Em 2000, a banda assinou um contrato com a Black Lotus Records lançando seu segundo álbum completo, Random's Manifest. Este álbum viu a banda se inclinando mais para um som de death metal puro do que para o som thrash e mais técnico de Pieces of Mankind. O novo álbum, embora capaz por si só, provavelmente não era o que os fãs esperavam deste ato. A capa provocativa foi censurada criando algum tipo de problema para a banda e embora a crítica tenha sido positiva o suficiente a banda não conseguiu dar um passo ainda maior.

Em agosto de 2001, o ACID DEATH anunciou oficialmente que seria descontinuado. O raciocínio por trás disso era que, nas próprias palavras da banda, é melhor queimar do que desaparecer.

O amanhecer de 2011 encontrou a banda reunida. O retorno da banda, quase 10 anos após a separação, os encontra com uma formação renovada e disposição para muito trabalho duro. A banda já começou a trabalhar em novo material para a nova, ainda sem título, etapa musical e prepara shows ao vivo para se reapresentar ao público. A banda confessou recentemente à imprensa de metal da Grécia que o atrito dentro da banda foi um fator que contribuiu para sua separação há uma década, mas seus relacionamentos agora estão restaurados e eles pretendem usar esta segunda chance para conseguir o que não conseguiram nos anos 90.

ACID DEATH discografia



ACID DEATH top albums (CD, LP, )

3.15 | 6 ratings
Pieces of Mankind
1997

3.10 | 2 ratings
Primal Energies
2019
2.85 | 5 ratings
Random's Manifest
2000
3.10 | 2 ratings
Eidolon
2012
3.10 | 2 ratings
Hall of Mirrors
2015

ACID DEATH Live Albums (CD, LP, MC, )

ACID DEATH Videos (DVD, Blu-ray, VHS etc)

ACID DEATH Boxset & Compilations (CD, LP, MC, SACD, DVD-A, )

ACID DEATH Official Singles, EPs, Fan Club & Promo (CD, EP/LP, )

0.00 | 0 ratings
Acid Death / Avulsed - Misled / Deformed Beyond Belief
1993
0.00 | 0 ratings
Apathy Murders Hope
1993
0.00 | 0 ratings
Balance of Power
2008
3.00 | 1 ratings
MisleD 2013 Re-recorded
2013

FADOS do FADO...letras de fados...

 



E os sonhos são todos meus

Alexandrina Pereira / Joaquim Campos *fado rosita*
Repertório de Deolinda de Jesus

Faço da palavra, prece
Que beija os mares e os céus
Vou em busca dos meus sonhos
E os sonhos são todos meus


Em cada esquina da vida / A minha alma se oferece
E se me sentir perdida / Faço da palavra, prece

Nos meus dedos o alento / Que sinto virem dos teus
Sou companheira do vento / Que beija os mares e os céus

Os meus sentidos sozinhos / Fazem meus dias tristonhos
Olho além outros caminhos / Vou em busca dos meus sonhos

Se a nossa força se inventa / Temos que ter fé em Deus
Enfrento qualquer tormenta / E os sonhos são todos meus


Minutos contados

António Calém / Francisco José Marques *fado zé negro*
Repertório de Miguel Sanches


Gostava tanto de ser
A flor que ao amanhecer
Cantou entre os meus sentidos
Saber que se abriu para mim
Ser ela só no jardim
Jardim dos passos perdidos

Trouxe-me um novo perfume
Outra cor e outro lume / Que eu já pensara apagado
Sentir que sorriu ainda
E que disse que era minha / Nos seus minutos contados

Flor tão breve, tão sozinha
Foi tu quereres ‘inda ser minha / Que me trouxe a Primavera
De resto, o sol neste dia
Céu azul ou meio-dia / Era só a tua espera

Trago o sol no meu peito

Alexandrina Pereira / Joaquim Campos *fado alexandrino*
Repertório de Deolinda de Jesus


Trago o sol no meu peito, foste tu que mo deste
Que nas margens do meu ser, logo se iluminou
Tenho um livro por ler, que tu me ofereceste
E em cada folha lida te vejo no que sou

Abro o meu coração, deixo a vida passar
Descubro em cada letra, tudo o que tu me dizes
Vamos escrever junto aquele verbo amar
Sem ter pontos finais e assim somos felizes

Com o passar do tempo, tanta coisa venci
Trago a fé no olhar, porque tu me ensinaste
E assim lado a lado confiante aprendi
A saber caminhar por onde tu andaste

Mas porque a vida tem, várias caligrafias
E porque os Oceanos parecem não ter fim
A paz que vem de ti dá sentido aos meus dias
Fazendo renascer o amor que há em mim



Resenha: Dream Theater – Six Degrees Of Inner Turbulence (2002)

 

Ozzy Osbourne é agraciado com o Grammy em 2 categorias

 

  • Ozzy Osbourne é agraciado com o Grammy em 2 categorias
  • Madman levou o prêmio nas categorias “Melhor performance de metal” e “Melhor álbum de rock”

    O eterno vocalista do Black Sabbath, Ozzy Osbourne, foi agora hà pouco premiado em 2 categorias na Cerimônia do Grammy Awards, que acontece na Crypto.com Arena, Los Angeles, EUA.

    O Príncipe das Trevas ganhou na categoria “Best Metal Performance”, pela canção “Degradation Rules“, que traz a participação de Tony Iommi) e na categoria “Melhor Álbum de Rock”, pelo disco “Patient 9“, lançado no ano passado.

    Andrew Watt, produtor de “Patient 9″ e o baixista Robert Trujillo, que participou das gravações, receberam as homenagens no lugar de Ozzy, que encontra-se com sua saúde fragilizada.

    Brandi Carlile foi outro agraciado na noite, com os prêmios de “Melhor música de rock” e “Melhor performance de rock”(ambos pela a canção “Broken Horses”).

    Confira abaixo alguns dos prêmios que já tiveram seus vencedores anunciados. 

    Melhor performance de metal

    Ghost – Call Me Little Sunshine
    Megadeth – We’ll Be Back
    Muse – Kill or Be Killed
    Ozzy Osbourne featuring Tony Iommi – Degradation Rules (VENCEU)
    Turnstile – Blackout

    Melhor performance de rock

    Beck – Old Man
    The Black Keys – Wild Child
    Brandi Carlile – Broken Horses (VENCEU)
    Bryan Adams – So Happy It Hurts
    Idles – Crawl!
    Ozzy Osbourne Featuring Jeff Beck – Patient Number 9
    Turnstile – Holiday

    Melhor música de rock

    Red Hot Chili Peppers – Black Summer
    Turnstile – Blackout
    Brandi Carlile – Broken Horses (VENCEU)
    The War on Drugs – Harmonia’s Dream
    Ozzy Osbourne featuring Jeff Beck – Patient Number 9

    Melhor álbum de rock

    The Black Keys – Dropout Boogie
    Elvis Costello and the Imposters – The Boy Named If
    Idles – Crawler
    Machine Gun Kelly – Mainstream Sellout
    Ozzy Osbourne – Patient Number 9 (VENCEU)
    Spoon – Lucifer on the Sofa

    Wet Leg – Chaise Lounge (VENCEU)
    Yeah Yeah Yeahs Featuring Perfume Genius – Spitting Off the Edge of the World

    Melhor álbum de música alternativa

    Arcade Fire – WE
    Big Thief – Dragon New Warm Mountain I Believe in You
    Björk – Fossora
    Wet Leg – Wet Leg (VENCEU)
    Yeah Yeah Yeahs – Cool It Down

    Melhor álbum de rock latino ou alternativo latino

    Cimafunk – El Alimento
    Fito Paez – Los Años Salvajes
    Gaby Moreno – Alegoría
    Jorge Drexler – Tinta y Tiempo
    Mon Laferte – 1940 Carmen
    Rosalía – Motomami (VENCEU)

    Outras categorias com músicos de rock

    Melhor álbum de blues tradicional

    Buddy Guy – The Blues Don’t Lie
    Charlie Musselwhite – Mississippi Son
    Gov’t Mule – Heavy Load Blues
    John Mayall – The Sun Is Shining Down
    Taj Mahal & Ry Cooder – Get on Board (VENCEU)

    Melhor álbum de blues contemporâneo

    Ben Harper – Bloodline Maintenance
    Edgar Winter – Brother Johnny (VENCEU)
    Eric Gales – Crown
    North Mississippi Allstars – Set Sail
    Shemekia Copeland – Done Come Too Far

Destaque

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