sábado, 4 de março de 2023

ESQUINA PROGRESSIVA

 

Semiramis - Dedicato a Frazz (1973)




Semiramis foi uma das infinitas bandas "one-shot" de rock progressivo italiano dos anos 70. Bandas que surgiam, gravavam um excelente disco e depois simplesmente desapareciam. Combinaram vários elementos na sua sonoridade como o folk italiano, passagens pesadas de progressivo, música barroca, jazz, música clássica, tudo bem dosado não se perdendo na sua alquimia sonora, sabendo sempre de onde vem e pra onde vai. As partes mais sinfônicas de teclado remetem a bandas mais conhecidas da época, sejam italianas como Banco del Mutuo Soccorso e Premiata Forneria Marconi ou inglesas como Genesis e Yes. Uma curiosidade sobre o nome do álbum é que se trata de uma homenagem a eles mesmos. "Dedicato a Frazz" é uma dedicatória a eles, onde cada letra representa a inicial do sobrenome dos músicos: Paolo Faenza, Marcello Reddovide, Gianpiero Artegiani, Michele Zarrillo e Maurizio Zarrillo. Mas apesar disso, também é um disco conceitual, onde o fio condutor é sobre a vida de um palhaço, trabalhando em um circo, e sobre sua luta para sobreviver na sociedade.

Tenho que confessar que até mesmo em sua versão remasterizada de 2001, a produção do álbum deixa o resultado final comprometido, mas ainda assim, acaba sendo algo a afetar somente os mais perfeccionistas, nunca tive problema de lidar com esse álbum por conta disso.  Os vocais apresentados são excelentes e robustos. O jovem guitarrista Michele Zarrillo de apenas 16 anos na época mostra um trabalho surpreendente, enérgico tanto nas partes acústicas quanto nas partes elétricas, solos com muito sentimento, notas limpas, com certeza o grande destaque do álbum. Um disco com um tipo de musicalidade que requer algumas audições para que seja apreciado de forma plena.

Outro ponto importante no álbum é o uso do vibrafone. Em contrapartida ao fato de não acrescentar muito peso, possui um tom fascinante e belo em meio a muitos dos caos em que a música do álbum se encontra. Uma sonoridade frágil que contribui em um incrível contraste com as partes mais enérgicas de guitarra principalmente. Ele é a bonança em meio a algumas tempestades, suavizando de maneira bela e repentina algumas passagens musicais.

Não existe uma dúvida que se trata de um álbum essencial pra qualquer coleção de rock progressivo italiano que se preze. Semiramis através do seu "Dedicato a Frazz" e com músicos de no máximo 18 anos, escreveu seu nome nas páginas mais nobres da história do rock progressivo produzido na terra da bota.


Track Listing 

1.La bottega del rigattiere - 6:01
2.Luna Park - 5:58
3.Uno zoo di vetro - 4:28
4.Per un strada affolata - 5:00
5.Dietro una porta di carta - 5:42
6.Frazz - 5:05
7.Clown - 4:34



ESQUINA PROGRESSIVA


Farmhouse Odyssey - Rise of the Waterfowl (2016)




Em sua segunda experiência musical de uma carreira ainda bastante curta, os estadunidenses da Farmhouse Odyssey já mostram uma evolução no seu som em relação ao já bom álbum de estreia, "Farmhouse Odyssey", de 2015. Formada no ano de 2012 por universitários de Arcata, California, a banda abraça um estilo de criação musical que visa a improvisação através de uma sonoridade orgânica, sinfônica, jazzy, psicodélica e inegavelmente original. Executam habilmente seus arranjos complexos com habilidade e precisão, sem nunca perder de vista a forte corrente emocional de cada canção.

O álbum começa com a faixa, "Daybreak". Possui uma cadencia tranquila até a sua metade com uma linha de baixo bastante marcante. Então há uma aceleração nos instrumentos apesar do vocal permanecer suave, algo que acontece por duas vezes durante a canção. Então que há uma quebra no rítmo e um baixo assume o destaque até que é acompanhado por um solo de sintetizador.

"Slumberless Sun" abre com um vocal muito delicado acompanhado por acordes de guitarra jazz antes de entrar de cabeça em uma influência de Santana. Então a banda volta para a seção vocal. Possui uma seção instrumental com bastantes teclados e uso de mellotron. Uma música que começa tímida, mas depois vai engrandecendo até o fim.

"Brain Song" começa em um estilo jazz 70's até mudar para um baixo agradável e sincopado unido a um ótimo uso de órgão e guitarra. Possui excelentes harmonias vocais. Musicalmente segue na linha jazz. Baixo, teclado, guitarra e bateria deslizam dentro de um ambiente jazzístico extremamente agradável.

"Calligraphy" começa através de uns acordes bluesy jazz de guitarra, arpejo e progressões de acordes antes que a banda se junte a ela pra novamente estabelecer mais uma música impregnada de jazz em sua instrumental. Sonoridade complexa de vocal lembrando a Adrian Belew. Durante a faixa várias bandas podem vir em mente, tais como Kansas, ELP ou mesmo Lynyrd Skynyrd, além de uma levada caribenha. Muito interessante.

"Space Revealed" faz a abertura com um piano sincopado e baixo sobre uma leve percussão. O Piano vai se tornando mais agudo e a guitarra executa algumas linhas melódicas ao estilo de Pat Matheny. Um ritmo jazz é estabelecido pelo piano antes que a guitarra entre como um zumbido. Os demais instrumentos juntam-se aos dois em um ritmo estranho e pulsante. Na sua metade a faixa mostra uma sonoridade fusion eletrônico 70's com um Fender Rhodes de personagem central da música. Também possui uma parte de pura técnica de bateria que é ligada a um exímio solo de jazz extremamente influenciado por Larry Coryell. Sem dúvida a melhor música do álbum.

"Shipwreck" mais uma boa música que não necessita que seja tecido maiores comentários. Faixa jazz-rock com o acréscimo de impressionante trabalho de mellotron sinfônico. Ótimo vocal tanto principal quanto os backing.

A próxima é uma faixa de nome enorme, "Speedbump Catalyst: Upon The Wheel, Blessing In Disguise, Energetic Tides, The Road Alone". Começa muito bem em um clima pastoral bastante europeu. Linda levada de piano e vocais bastante influenciados por Genesis. É a faixa mais longa do álbum com mais de quinze minutos, mas muito bem distribuídos musicalmente, sem furos. Sem sombra de dúvidas um jazz-rock de primeira grandeza onde os trabalhos de piano é o destaque. A faixa tem um final maravilhosamente bem arranjado em um trabalho de guitarra soberbo e de teclas quase que orquestrais tamanho o seu preenchimento.

"Safe Passage" uma simples e curta, porém bela peça de piano e mellotron.

"From The Night Sky" finaliza o álbum com uma deliciosa combinação de ótimos vocais, piano elétrico, mellotron e uma cozinha que é puro jazz.

No fim das contas é um álbum bastante agradável, mas não chega a ser memorável a ponto de eu cantarolar alguma música após ouvi-lo. Ao mesmo tempo em que é uma música que às vezes impressiona, por outro apesar de bela, clama por algo mais. A banda ainda é muito nova e é nítido que buscam uma sonoridade onde todos os músicos se encontram em um denominador comum. Mas o mais importante que é o talento e capacidade pra isso eles tem de sobra, agora é somente esperar o próximo capítulo dessa história que eu espero que esteja apenas começando.


Track Listing

1.Daybreak - 6:29
2.Slumberless Sun - 4:29
3.Brain Song - 6:09
4.Calligraphy - 7:28
5.Space Revealed - 8:30
6.Shipwreck - 5:47
7.Speedbump Catalyst: Upon The Wheel, Blessing In Disguise, Energetic Tides, The Road Alone - 15:56
8.Safe Passage - 1:09
9.From The Night Sky - 4:12




BIOGRAFIA DE Victor Espadinha

Victor Espadinha

Victor Manuel Marques Espadinha (Lisboa10 de julho de 1939) é um músico e actor português.

Vida Profissional

Viveu em Moçambique entre 1956 e 1964. A sua vida artística começou em Lourenço Marques, no Teatro Avenida. Foi ainda jornalista no jornal "A Tribuna", de Lourenço Marques. Depois foi para a Rodésia do Norte onde trabalhou numa estação de televisão inglesa. Parte para Londres onde frequenta vários cursos de Teatro enquanto paralelamente trabalha na Hitachi, em Park Royal, e é inspector no Playboy de Londres, em Park Lane, profissões que exerce para poder estudar.

Em 1966 estreia-se no Teatro Villaret numa produção de John Mac Grathuma numa comédia com nomes como Eunice MuñozRui de CarvalhoRogério Paulo e João Perry. Trabalhou também no Rádio Clube Português, como apresentador de rádio, no Diário Popular como jornalista, e na General Motors como director de publicidade.

No R.C.P., torna-se no primeiro disc-jockey português [1], e é um dos principais intérpretes dos famosos Parodiantes de Lisboa.

Em 1974, a viver em Londres, Vasco Morgado vai buscá-lo para protagonizar, no Teatro Capitólio, em Lisboa, um dos maiores sucessos teatrais de todos os tempos: "Mostra-me a tua piscina" que esteve dois anos em cena.

Participa no concurso "A Visita da Cornélia" onde interpretou um palhaço numa rábula. Assina contrato com a editora Polygram para gravar 3 discos. Os dois primeiros singles venderam muito pouco mas "Recordar É Viver" (1978). tornou-se um grande sucesso.

Em 1989 apresentou na RTP o programa "Para Variar" (onde dizia várias vezes "Roda O Palco"). De 1987 a 1992 é protagonista dos grandes shows musicais do Casino Estoril como "Cabaret", "Sinbad, O Marinheiro", “Superman”, "Yellow Showmarine" e "007 - Licença Para Jogar".

Participou na música "Ouvi Dizer" dos Ornatos Violeta, em 1999. Também foi actor na série "Os Malucos do Riso".

Participa na comédia "Às Nove Em Ponto", no Teatro ABC, com encenação de Norberto Barroca[2]

Em 2002, por ocasião dos seus 40 Anos de Teatro e 25 Anos de Música, foi lançado o disco "Do Fundo do Coração" onde incluía um nova versão de "Recordar É Viver".

Comemora os 45 anos de carreira, em 2007, com a edição de uma compilação com as suas melhores canções e do lançamento do livro "Romance De Uma Vida", escrita por João Luz, na editora Palavra.

Em 2011 integra o elenco da série "A Familia Mata" da SIC. Nesse ano Victor Espadinha comemorou 50 anos de palco. [3]

Televisão, Teatro, Cinema

  • Auto da Mofina Mendes (Teatro)
  • Breve Sumário da História de Deus (Teatro)
  • Curva Perigosa (Teatro)
  • o tempo E O Mundo (Teatro)
  • Vida e Morte Severina (Teatro)
  • "Europa" (Rádio)
  • Parodiantes de Lisboa (Rádio)
  • Mãos à Obra (Teatro de Revista)
  • Zip Zip (Televisão)
  • A Visita da Cornélia (Televisão)
  • E O Resto São Cantigas (Televisão)
  • Eu Show Nico (Televisão)
  • Deliciosamente Louca (Teatro)
  • Peço A Palavra (Teatro de revista)
  • Rambling Report (Cinema, Londres)
  • Ó Zé Aperta O Cinto" ( Teatro de Revista)
  • Totobolinhas (Teatro)
  • Dura Lex Sed Sex (Teatro)
  • Senhora Minha Tia (Teatro)
  • Cabaret (Musical, Londres)
  • O Fim da Macacada (Teatro de Revista)
  • É pró Menino É pra Menina (Teatro de Revista)
  • Mostra-me A Tua Piscina (Teatro)
  • Chega Pra Todas (Teatro)
  • Helena (Teatro)
  • Às Nove Em Ponto (Teatro)
  • A Feira (Televisão)
  • Cabaret (Musical)
  • Sindbad, o Marinheiro (Musical)
  • Superman (Musical)
  • Yellow Submarine (Musical)
  • 007, James Bond (Musical)
  • Pra Variar (Televisão)
  • Ganância (Televisão)
  • Fura Vidas (Televisão)
  • Bons Vizinhos (Televisão)
  • Malucos do Riso (Televisão)
  • Amanhecer (Televisão)
  • Levanta-te e Ri (Televisão)
  • As Taradas (Teatro)
  • Bairro da Fonte (Televisão)
  • Só Gosto de Ti (Televisão)
  • Inspector Max (Televisão)
  • Maré Alta (Televisão)
  • Uma Aventura (Televisão)
  • Acredita, Estou Possuído (Teatro)
  • Viúva Rica Solteira Não Fica (Cinema)
  • Rebelde Way (Televisão)
  • Podia Acabar O Mundo (Televisão)
  • Família Mata (Televisão)
  • A Flor do Cacto (Teatro)
  • A Curva da Felicidade (Teatro)
  • Hotel 5 Estrelas (Televisão)
  • Jantar Só Para Dois (Teatro)
  • Travão de Mão (Teatro)
  • Esta Noite Choveu Prata (Teatro - Monólogo)
  • Roast (televisão)

Televisão

Discografia

  • Palhaço Até Ao Fim (Single, Polygram, 1977)
  • Canção Extraordinária/O Jogo da Vida (Single, Polygram, 1978) Philips 6031068
  • Recordar É Viver/Vida de Artista (Single, Polygram, 1978)
  • Quero-te Tanto/Na Vida, Tudo Bem Contigo? (Single, Polygram, 1979) Philips 6031095
  • Carta a Uma Mulher/Gato Sapato (Single, Polygram, 1980)
  • 10 Um Disco de Sonho (LP, Polygram, 1980)
  • Amor À Moda Antiga (Single, Polygram, 1981)
  • Lisboa meu Lugar (Single, Polygram, 1982)
  • Marcha de Amor (Single, Vadeca)
  • Marrabenta/É o Amor (Single, Dacapo)
  • 12 Anos Depois (CD, Movieplay)
  • o Melhor de 2 - (Universal, 2001)
  • Do Fundo do Coração - 40 Anos de Teatro, 25 Anos de Música (CD, 2002)
  • Canções de Uma Vida (CD, Universal, 2007)
  • Meu Rio Amigo De Janeiro, A Nossa Canção, Amizade, De Todas As Maneiras
  • Tanta Coisa Por Fazer
  • Serena
  • Só Quero Levar Comigo O Teu Olhar
  • Vivo como nunca (2021)

Prémios

  • "Canoas do Tejo", Rio de Janeiro

 



Metallica – ‘Master of Puppets’: um álbum de estreias e despedidas

 

O primeiro álbum de thrash metal a ganhar disco de platina nos Estados Unidos

Um álbum de estreias e despedidas do Metallica chegou às ruas em 3 de março de 1986. “Master of Puppets” foi o primeiro disco da banda para uma grande gravadora; o primeiro a chegar ao Top 30 americano; o último com o baixista original Cliff Burton, que morreu tragicamente durante um acidente de ônibus enquanto eles o promoviam; e o primeiro álbum designado como thrash metal a ganhar a certificação de platina nos Estados Unidos, cerca de dois anos e meio após o lançamento. O terceiro álbum das figuras de proa do rock formadas em Los Angeles (sequência de “Kill ‘Em All” e “Ride The Lightning“) foi novamente produzido pela banda com Flemming Rasmussen. Continha o mais recente desenvolvimento de seu som épico, em um disco que a Virgin Encyclopedia of Heavy Rock mais tarde descreveu como uma “coleção tensa e multifacetada que tanto se enfureceu quanto lamentou com igual convicção“.

‘O som da paranoia global’

A crítica da Rolling Stone na época elogiou a capacidade da banda de evitar a abordagem clichê usual do rock como uma espécie de salvação, ouvindo-a como “o som da paranoia global“. A crítica de Tim Holmes continuou: O Metallica tem as habilidades e, sim, a sutileza para criar um novo metal. Se eles premiarem um álbum de titânio, deveria ir para o Master of Puppets.

No Reino Unido, tornou-se o recorde de maior sucesso da banda até aquele ponto, na 41ª posição. De volta aos Estados Unidos, onde “Ride The Lightning“” conseguiu uma permanência de 50 semanas na parada de álbuns, “Master of Puppets” superou facilmente até isso, com um mandato de 72 semanas. Lá foi certificado ouro em nove meses, em novembro de 1986, e a confirmação de platina veio em julho seguinte. O status de dupla platina foi alcançado em 1991, triplo em 1994 e quádruplo em 1997. O álbum atingiu cinco vezes platina em 1998, e seu prêmio mais recente, seis vezes platina, chegou em 2003.

Puppets também foi o álbum do Metallica mais bem colocado no influente ranking dos 500 melhores álbuns da Rolling Stone em 2003, chegando ao 167º lugar; sua outra entrada nessa lista, “Metallica” de 1991, também conhecido como “The Black Album“, alcançou a posição 252.


Pink Floyd: Roger Waters explica a decisão de regravar ‘Dark Side of the Moon’


Trabalho chegará em maio

Roger Waters ganhou as manchetes recentemente quando compartilhou que regravou o icônico álbum de 1973 do Pink Floyd, “The Dark Side of the Moon“. Em um novo post nas redes sociais, ele explica por que decidiu fazer isso.

Waters explica que a ideia de regravar o álbum surgiu quando ele estava gravando Lockdown Sessions, um álbum de canções retrabalhadas de sua época com o Pink Floyd e como artista solo. Entre as músicas regravadas está a clássica faixa do Floyd “Comfortably Numb” de “The Wall”.

Waters explica:

“Ocorreu-me que ‘Dark Side of the Moon’ poderia muito bem ser um candidato adequado para uma reformulação semelhante, em parte como uma homenagem ao trabalho original, mas também para abordar novamente a mensagem política e emocional de todo o álbum. Discuti isso com o [produtor] Gus [Seyffert] e com o [cineasta] Sean [Evans], e quando paramos de rir e gritar ‘Vocês devem estar bravos’ um com o outro, decidimos aceitar.”

Waters está finalizando a mixagem do álbum regravado. Ele observa sobre o projeto:

“Não é um substituto para o original que, obviamente, é insubstituível. Mas é uma maneira de o homem de setenta e nove anos olhar para trás, através dos cinquenta anos intermediários, nos olhos do homem de vinte e nove anos e dizer, para citar um poema meu sobre meu pai: ‘Nós fizemos o nosso melhor, mantivemos sua confiança, nosso pai teria ficado orgulhoso de nós.’”

Ele concluiu:

“E também, é uma maneira de homenagear uma gravação da qual Nick [Mason], Rick [Wright] e Dave [Gilmour] e eu temos todo o direito de estar muito orgulhosos. Feliz 50º para ‘Dark Side of the Moon’.

O tom da explicação de Waters parece muito diferente de quando ele falou pela primeira vez sobre a regravação de The Dark Side of the Moon. No mês passado, ele disse em entrevista ao The Telegraph:

“Escrevi ‘The Dark Side of the Moon’. Vamos nos livrar de toda essa porcaria de ‘nós’! Claro que éramos uma banda, éramos quatro, todos contribuímos, mas é meu projeto e eu o escrevi. (Deve-se notar que nos créditos do álbum, Waters é creditado por escrever todas as letras. Gilmour, Mason e Wright têm vários créditos musicais no álbum, junto com Waters.)

Waters então acrescentou sobre seus ex-companheiros de banda:

“Bem, Nick nunca fingiu. Mas Gilmour e Rick? Eles não podem escrever músicas, eles não têm nada a dizer. Eles não são artistas!”


U2 bateu no topo da parada do Reino Unido com ‘War’


3º trabalho da banda irlandesa tirou Thriller de Michael Jackson do topo da parada bretã

Há 38 anos, o terceiro álbum de estúdio do U2, “War“, derrubou Thriller de Michael Jackson do topo da parada de álbuns do Reino Unido, tornando-se o primeiro álbum número 1 da banda lá. O álbum acabaria por passar um total de 148 semanas na parada. Para comemorar, estamos revisitando a resenha de Liam Mackey sobre War, publicada originalmente na Hot Press em fevereiro de 1983.

O Tempo do Armagedom está definitivamente sobre nós, a evidência escurecendo portas e telas de televisão em Beirute, Belfast, Londres. Washington, EI Salvador, Afeganistão, Dublin, Moscou, Bagdá, Teerã, Varsóvia, Port Stanley, pode haver poucos lugares neste pequeno planeta que permanecem intocados, direta ou indiretamente, pela Peste.

Nesta luz bruxuleante, a paz pode parecer uma condição temporária, uma aberração, uma simples reviravolta do destino, aqui hoje, amanhã se foi. Na década de 1980, o novo símbolo da paz oficialmente aprovado mostra a Terra dividida por dois mísseis nucleares, nariz a nariz, ser capaz da destruição final é descansar tranquilo em sua cama esta noite.

É neste pano de fundo sangrento que os U2 lançam o seu terceiro álbum, um disco que testemunha o seu tempo e contexto com uma mistura de medo, coragem e esperança. Perante o preconceito e a amargura enraizada, cuja linguagem física se expressa na bomba e na arma, este disco agita uma bandeira branca, não de rendição desdentada, mas de sanidade.

O cínico pode zombar e considerar o ato um exercício inútil, até mesmo tolo, mas o cínico já está condenado, tendo pronunciado prematuramente a sentença de morte sobre si mesmo. Concordo, ninguém pode afirmar, como em delírio de outrora, que o rock ‘n’ roll vai mudar o mundo, acreditar nisso é cair na mesma armadilha que pegou os mais apaixonados e bem-intencionados dos celebrados anos sessenta. ‘ idealistas. Mas aceitar que nada pode ser dito ou feito é ser ainda mais culpado. Obviamente, todos nós precisamos de nossos paliativos, e é por isso que pessoas tão diversas quanto Duran Duran e The Dynatones ganham credibilidade e moeda em diferentes corações e paradas, mas o fato é que o rock ‘n’ roll, por causa de sua popularidade universal com a geração que está no melhor, se não, de fato, a única posição para fazer algo para ajudar a curar a doença, pode ser uma força vital.

O U2 está ciente o suficiente para saber que isso é verdade, inteligente o suficiente para saber que fingir ter todas as respostas seria falso. Não sei de que lado estou/não sei diferenciar o direito do esquerdo/ou o certo do errado” canta Bono em ‘Two Hearts Beat As One‘, mas está claro que ele tem certeza de que dois corações são melhores do que um e isso, todos nós devemos admitir, é o único ponto de partida a partir do qual algo produtivo provavelmente resultará.

War‘ do U2 pode ser importante porque levanta questões da vida real que muitos contemporâneos da banda escolhem, por várias razões, ignorar, mas também é vital em termos de desenvolvimento da própria banda. Como tal, é um grande salto conceitual e técnico, rapidamente persuadindo o ouvinte a ver que eclipsa totalmente seus dois álbuns anteriores. Vou até dar um passo adiante e proclamar ‘War‘ entre os principais álbuns dos últimos anos e, no contexto irlandês, o conjunto mais impressionante e completamente realizado desde o hediondomente ignorado Ghostown dos Radiators.

De fato, há algumas faixas aqui que abordam assuntos e ideias que também foram abordados no set épico de The Radiators. ‘Sunday Bloody Sunday‘, a faixa de abertura, é um título com uma ressonância particularmente aguda para as pessoas que vivem nesta ilha. É obviamente um assunto emotivo, os eventos dos dois dias que têm igual direito ao título estão entre os mais frios e trágicos da nossa história. Principalmente por causa disso, os Domingos Sangrentos de Croke Park e Derry, passaram a servir de munição a mais para aqueles que sentem que a retaliação deve continuar, a luta deve continuar, resultando em uma saga sem fim de olho por olho e tragédia mútua dente por dente.

Sunday Bloody Sunday‘ do U2 leva a visão widescreen, como sobre um poderoso riff e bateria de metralhadora, cruzada por saltos de violino, Bono grita: “E a batalha está apenas começando/Há muitos perdidos, mas diga-me quem ganhou/A trincheiras cavadas no fundo de nossos corações / filhos de nossa mãe, irmãos irmãs dilacerados“.

A mensagem de que os corações foram endurecidos, que as linhas de batalha traçadas tantos anos antes estão sendo ocupadas de novo por gerações sucessivas é enfatizada em ‘Like A Song‘: “Muito definido em nossos caminhos para reorganizar, muito certo em nosso erro neste rebelde canção“. Em outras palavras, nada além da mesma velha história.

The Refugee‘ no topo do lado dois é uma música que personaliza os efeitos da guerra, esboçando em algumas linhas vívidas a triste situação de uma jovem que vê seu pai sair para lutar “mas ele não sabe para quê “. A trilha sonora é incrível, o vocal de Bono é uma raiva gaguejante sobre uma tempestade sônica visceral, com influência africana, uma mudança radical para a banda.

De fato, o U2 quebra moldes ao longo deste álbum. Muito tem sido dito sobre 83 ser o ano em que a guitarra supostamente revida, mas é improvável que muitos usem o instrumento com a desenvoltura e imaginação demonstrada por The Edge em faixas como ‘New Year’s Day‘ e ‘Red Light‘. Seja utilizando guitarra elétrica ou, como na excelente canção antinuclear ‘Seconds‘ e em outras partes deste álbum, guitarra acústica, a contribuição de The Edge é crucial para a formação da surpreendente nova música do U2.

Existem influências, é claro, definitivamente o funk urbano de Nova York informa a pulsante ‘Two Hearts Beat As One‘, por exemplo, mas, em última análise, as dívidas do U2 são totalmente subservientes à sua própria visão musical única. Se a confirmação fosse necessária, War oferece evidências inequívocas da posição da banda como uma força genuinamente original na música contemporânea.

Apesar de ter analisado este álbum em circunstâncias nada favoráveis (é uma cópia em cassete desprovida de informações e há um prazo a pairar sobre a minha cabeça, enviar flores e mensagens de solidariedade para esta morada, etc.), ainda estou convencido de que em ‘War‘, o U2 criaram um álbum de grande importância. E sabendo por experiência que os discos do U2 ficam melhores com audições repetidas, só posso pedir a você, independentemente de sua opinião sobre a banda até o momento, que ouça este álbum.


 

Rick Wakeman lança o seu novo álbum “A Gallery Of The Imagination”

 

O mais recente álbum conceitual do tecladista, em parceria com o English Rock Ensemble, apresenta as músicas como se fossem fotos em uma galeria

Como um verdadeiro roqueiro progressivo, Rick Wakeman está ciente da apresentação visual de sua música, seja a capa brilhante que ele usa no palco ou um bando de patinadores no gelo dançando ao som de um de seus álbuns conceituais.

Em sua senilidade, ele virou o jogo. A música em seu último álbum visa desafiar os ouvintes a criar ativamente suas próprias impressões através da pintura, escultura, dança ou qualquer outra coisa. Mas as faixas não são uma sucessão de cenário ambiente.

Wakeman criou uma variedade de humores e estilos, desde a festiva “Cuban Carnival” até “A Day Spent On The Pier“, movido pela memória, embora haja uma atmosfera onírica em A Mirage In The Clouds e My Moonlight Dream.

Oito das doze faixas têm vocais de Hayley Sanderson, que segue o exemplo de Wakeman e traz habilmente os diferentes temas líricos, enquanto o English Rock Ensemble ecoa e embeleza os esboços sonoros de Wakeman.


‘The Works’ fez o Queen dominar os estádios nos anos 80

 


11º álbum de estúdio trouxe o retorno do grupo ao rock, embora eles não o tenha descartado totalmente em ‘The Game‘ e ‘Hot Space

Talvez cientes de que a adoção de tropos de funk e disco deixou alguns de seus fãs britânicos e americanos perplexos, o décimo primeiro álbum do Queen foi um retorno aos fundamentos, foi um álbum de rock, embora eles não tenham descartado totalmente os grooves que marcaram tanto “The Game” e “Espaço Quente”Hot Space”.

O título do novo álbum sugeria algo mais familiar: “The Works” implicava várias coisas. Foi uma resposta apropriada à gíria do Reino Unido para algo eficaz. Também se prestou à ideia menos prosaica e abrangente de que a banda estava dando o seu melhor: é isso, isso é “The Works“.

No estúdio, o álbum durou seis meses, do alto verão de 1983 ao auge do inverno de 1984. A gravação começou no Record Plant em Los Angeles, antes de a banda retornar ao Musicland Studios em Munique para trabalhar com Reinhold Mack e David Richards. Foram as sessões alemãs que terminaram em janeiro de 1984.

Algumas novidades: o Queen agora foi aumentado por seu membro da banda em turnê, o canadense Fred Mandel, cujo trabalho de teclado fluente, tanto orgânico quanto sintético, acrescentou outra camada. A banda agora tinha contrato com a Capitol Records na América, já que ninguém na banda parecia convencido de que a Elektra estava na bola, visto que Jac Holzman, seu fundador, havia mudado para uma nova função na Panavision. O ano terminou com o lançamento de seu único single festivo, “Thank God It’s Christmas“, que tinha conotações literais e irônicas.

Antes das sessões do álbum, o Queen foi abordado para fornecer uma trilha sonora para a adaptação cinematográfica do romance de John Irvine, “The Hotel New Hampshire“, a ser dirigido pelo famoso inglês Tony Richardson. No evento, a experiência de ter feito malabarismos entre “Flash Gordon” e “The Game“, sem contar a vontade de Freddie de fazer um álbum solo e o gosto de Brian por projetos paralelos, depois de trabalhar com Eddie Van Halen, fizeram com que eles passassem.

No entanto, o empresário do Queen, Jim Beach, co-produziu o filme e Freddie, que leu o romance de Irvine e gostou muito, já havia escrito uma nova música chamada “Keep Passing The Open Windows” baseada em uma linha familiar e muito citada. No texto.

The Works” começou com o clássico de Roger Taylor, “Radio Ga Ga”, um synthpop e rock de estádio favorito que estabeleceu a cultura emergente da MTV da mesma forma que Buggles teve uma visão distorcida da modernidade no alegre “Video Killed The Radio Star.” Um sucesso mundial, grande parte da textura no arranjo de “Radio Ga Ga” pode ser rastreada até a porta de Mandel, já que é ele programando o vocoder Roland e bombeando a linha de baixo Roland complementar. Não se deve esquecer que Mercury também contribuiu muito para o arranjo e estrutura.

Outros sintetizadores usados no álbum são as baterias eletrônicas Oberheim OBX-a e Linn LM2, que estavam se tornando uma obsessão do Queen e de quase todo mundo. Assim como o relativamente novo formato single de 12”, que teve uma versão remixada marcando 6:53. A música se tornaria um momento marcante para o Queen no show Live Aid realizado no Estádio de Wembley em julho de 1985, onde 72.000 pessoas a trataram como um canto de futebol com palmas e pés. “Radio Ga Ga” definiu o álbum perfeitamente e foi lançado como single em janeiro de 1984, um mês antes do tão esperado novo set.

Da mesma forma, “Tear It Up” de Brian tem uma intensidade estonteante que lembra os primeiros álbuns do Queen (especificamente “Queen II“) e também apresenta os vocais finos do compositor.

It’s A Hard Life” de Mercury tem passagens de piano que lembram “Bohemian Rhapsody“, enquanto a abertura é baseada em uma ária de Pagliacci de Leoncavallo. Pela primeira vez em anos, nenhum sintetizador foi usado na criação desta faixa e a melodia e a letra (escritas em parte por May) fazem deste um dos maiores momentos de Mercury. Nenhum sintetizador também no truque rockabilly de três acordes de Freddie, “Man On The Prowl”, com seus riffs e licks rápidos de Fender Stratocaster, de grande apelo para aqueles que gostaram do estilo Presley “Crazy Little Thing Called Love”. Um single projetado, foi retirado em favor de “Thank God It’s Christmas“. “Machines” (ou “Back To Humans”) tem um toque muito Bowie em Berlim, em parte porque o produtor Mack adiciona o Fairlight Sampler e salta o vocal de Mercury contra uma contra-harmonia e a voz de Taylor, que é colocada no Vocoder.

O próximo verdadeiro sucesso é “I Want To Break Free” de John Deacon, uma música que a maioria das pessoas provavelmente imagina ter sido escrita por Freddie, embora provavelmente tenha sido escrita com ele em mente, desde o infame vídeo Coronation Street, dirigido por David Mallett para um legal 100k, apresentou o grupo travestido.

Um grande vendedor, provando que, embora pudesse ter sido o mais quieto, John Deacon era um compositor magnífico. A faixa é muito mais complexa do que o filme promocional brincalhão pode sugerir, com espaço para improvisação de balé, uma introdução diferente na versão única e um solo de sintetizador mais longo. A mixagem estendida de 12” também foi um sucesso club. Mandel toca o famoso solo de sintetizador no último, muitas vezes confundido com guitarra, em um teclado Roland Jupiter 8.

A deliciosa “Keep Passing The Windows” de Mercury, na qual ele toca piano e sintetizador, é tão ornamentada quanto qualquer outra no “The Works“, enquanto “Hammer To Fall” de May é um grandioso hard rock com botões! Ele mostra o outro lado vocal de Mercury, o controle agressivo de um showman que, nas palavras de Bowie, “era um homem que conseguia segurar o público na palma da mão”. Um conto de vida, morte e paranóia, tornou-se um grampo instantâneo ao vivo.

Is This The World We Created…?”, escrito em resposta à cobertura da TV sobre a pobreza e a fome na África, viu Brian e Freddie escreverem juntos, uma raridade neste ponto da carreira da banda. Curto e direto ao ponto, a produção combina com o clima criado inteiramente pelo acústico Ovation de May e pelo vocal de Freddie. Esta música é anterior ao Live Aid e Band Aid. É épica!

Com o álbum subindo nas paradas em todos os lugares, o Queen voltou à estrada e fez sua estreia na Itália no San Remo Song Festival em fevereiro de 1984. Enquanto isso, havia muito tempo para apreciar “The Works“, já que o próximo álbum do Queen demoraria mais de dois anos.



Led Zeppelin: o brilhante Physical Graffiti e sua incrível capa

 

O sexto álbum de estúdio do Led Zeppelin, Physical Graffiti, foi lançado em 24 de fevereiro de 1975, recebendo ótimas críticas. O álbum duplo estreou em primeiro lugar na parada de álbuns do Reino Unido e em terceiro lugar nos Estados Unidos. Desde então, Physical Graffiti se tornou um dos melhores e mais bem-sucedidos álbuns do Led Zeppelin comercialmente e está repleto de faixas de sucesso, incluindo ‘Kashmir‘, ‘Ten Years Gone‘ e ‘The Rover‘.

A música incluída no lançamento de 82 minutos era uma coleção de gravações dos cinco anos anteriores que foi completada com oito novas faixas gravadas no início de 1974 em Headley Grange, uma propriedade rural em Hampshire. Jimmy Page produziu o álbum no verão de 1974, e o álbum estava pronto para lançamento no final do ano. No entanto, a data de lançamento foi adiada para fevereiro de 1975 porque a capa do álbum cortada projetada por Peter Corriston provou ser difícil de fabricar.

A arte da capa criada para o disco mostra um prédio de Nova York tornado ainda mais real pelo peso do design intrincado e pelos dois LPs dentro. O prédio residencial foi descoberto por Corriston e está localizado nos números 96-98 em St. Mark’s Place, no East Village de Nova York. O prédio de cinco andares foi fotografado com o último andar recortado para permitir a forma quadrada da manga. A fotografia da capa foi tirada durante o dia e, portanto, dá uma tez mais clara do que o prédio que foi fotografado à noite para o verso da capa do disco.

O design intrincado usa orifícios recortados onde as janelas estão no prédio em um estilo semelhante ao usado para Led Zeppelin III com sua roda giratória interna que altera a posição dos símbolos exibidos na capa psicodélica. As vitrines do “Physical Grafitti” mostram uma série de imagens e fotografias interessantes de ícones históricos em uma homenagem à capa do álbum “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band“, dos Beatles.

Os ocupantes espiando pelas janelas cortadas do prédio de aparência misteriosa incluem o suposto assassino de John F. Kennedy, Lee Harvey Oswald; o primeiro homem na lua, Neil Armstrong; King Kong; Elizabeth Taylor como Cleópatra; a Virgem Maria; membros do elenco de O Mágico de Oz; os meninos do Led Zeppelin travestidos; o infame empresário do Led Zeppelin, Peter Grant; fisiculturista Charles Atlas; Rainha Elizabeth II e a dupla de comediantes Laurel e Hardy.

A capa interna habilmente projetada pode ser virada e dobrada para apresentar os diferentes personagens em uma variedade de combinações. A outra parte da capa interna, desenhada por Mike Doud, lista todos os títulos das músicas em um texto estranho que cobre as paredes de uma impressão branca do prédio com as letras do título do álbum soletradas sobre as 16 persianas fechadas.

A capa do álbum de design inteligente para “Physical Graffiti” aumentou o fascínio da música e ajudou a se tornar um dos maiores álbuns de rock da década de 1970. Parece que a capa do álbum teve um efeito particularmente significativo nos Rolling Stones, que usaram um recorte semelhante em seu álbum de 1978, “Some Girls“. Os Stones também parecem ter feito uma peregrinação ao prédio em St. Mark’s Place ao gravar o videoclipe de seu single de 1981 ‘Waiting on a Friend‘. No vídeo, Mick Jagger espera na porta do famoso prédio que seu amigo Keith Richards venha buscá-lo antes de encontrar o resto dos Stones em um bar.

“SEGREDOS” É O SINGLE QUE ANTECIPA O NOVO ÁLBUM “CÃS” DE BALLA

 Depois de em Fevereiro terem editado as regravações de “Construí Ruínas“ e “Uma sede“, os Balla caminham a passos largos para o lançamento de “Cãs“.  O novo disco, com lançamento marcado para dia 17 de Março, começa por isso, a ser desvendado. “Segredos” é o primeiro avanço do novo trabalho que marca este regresso. “Cãs” que está prestes a ver a luz do dia, tipifica calma, consciência de escolhas, conhecimentos acumulados, sabedoria, mas ao mesmo tempo a aceitação de que a procura será eterna. E é nessa procura que está assente este novo disco de Balla.

O processo de criação deste trabalho foi um pouco diferente dos restantes, como explica Armando Teixeira: “A composição deste disco atravessou a pandemia. E, como a tantos, esta também mudou a minha vida. Um ouvido atento, notará essas mudanças. E aconteceram tantas. Não deixa de ser extraordinário como a vida das pessoas pode mudar tanto numa altura onde deveríamos ficar parados. Até nos podem obrigar a não sair de casa mas ninguém consegue confinar o pensamento.  Este foi o ambiente onde se finalizou este “Cãs”, um tempo de introspecção e descoberta. Do pré ao pós pandemia, é esta a narrativa que as canções deste disco acompanham.”

O 7º Álbum de Balla será um disco onde a electrónica e os sintetizadores convivem com as guitarras, baixo e bateria. A influência maior deste “Cãs” é a electrónica suja dos finais de 1970, transposta para os dias de hoje. Discos seminais como “The Idiot” de Iggy Pop, “Low” de David Bowie ou “Suicide” dos Suicide continuam presentes e a ensombrar o imaginário da banda. Mas o futuro é hoje e neste Álbum convivem os mais modernos instrumentos electrónicos com os clássicos sintetizadores analógicos que uma Carreira de quase trinta anos permitiu acumular.

Disco já tem 3 datas de apresentação previstas para Lisboa, Porto e Coimbra

18 março – Musicbox, Lisboa

24 março – M.Ou.Co, Porto

25 março – Salão Brazil,  Coimbra

Destaque

Il Paese Dei Balocchi – Il Paese Dei Balocchi (1972)

Provavelmente um dos álbuns mais surpreendentes do ano dourado do rock progressivo italiano, 1973, é este: "Il Paese dei Balocchi"...