segunda-feira, 3 de abril de 2023

Review: Angra – Angels Cry 30 Years Special Collector’s Edition (2021)

 


Angels Cry
 é um dos discos mais emblemáticos e importantes do heavy metal brasileiro. E toda essa história está sendo comemorada com uma edição especial de 30 anos – do Angra, não do disco. A banda foi formada em São Paulo em 1991 e lançou sua estreia dois anos depois. Angels Cry chegou às lojas em 3 de novembro de 1993 e mostrou que o quinteto, ao lado do Sepultura, era um representante exemplar de como o metal brasileiro tinha qualidade para conquistar fãs em todo o planeta.

Em termos históricos, o primeiro álbum do Angra é, sem dúvida, o mais importantes e influente disco de power metal lançado no Brasil. Agregando influências nativas da ex-banda do vocalista Andre Matos (o Viper), dos estudos acadêmicos em música erudita e brasileira de Andre e do guitarrista Rafael Bittencourt e elementos que remetiam e bebiam de forma direta na escola do power metal alemão do Helloween, Angels Cry equilibra técnica, virtuosismo, melodia e acessibilidade em uma sonoridade cativante, que permanece forte e vibrante quase três décadas depois.

O disco foi gravado na Alemanha com produção de Charlie Bauerfeind e Sascha Paeth. O processo foi extenuante para todos os músicos, que foram expostos a um método e a uma ética de trabalho bastante diferentes das gravações realizadas no Brasil na época. A principal consequência desse processo, além da qualidade evidente do álbum, foi a troca do baterista Marcos Antunes por exigência dos produtores, que não o consideravam apto para executar as intrincadas linhas de bateria exigidas pelas composições. Alex Holzwarth, que mais tarde faria parte do Rhapsody e do Avantasia, tocou o instrumento no disco, enquanto Ricardo Confessori foi o baterista escolhido pela banda para substituir Antunes. Completam a formação o guitarrista Kiko Loureiro e o baixista Luis Mariutti.

A abertura, com um trecho da “Sinfonia No. 8” de Franz Schubert conhecido como “Unfinished Symphony”, já deixa clara a intenção do quinteto em unir o metal à música erudita. Outros exemplos desse propósito podem ser ouvidos na faixa que batiza o disco, que traz uma citação a “Caprice No. 24” de Niccolò Paganini no solo das guitarras, e em “Evil Warning”, que contém uma breve passagem de “Winter”, do compositor italiano Antonio Lucio Vivaldi. Há ainda uma adaptação de “Variations Sérieuses Op. 54”, do compositor alemão Felix Mendelssohn, na abertura de “Lasting Child”, com Andre sozinho ao piano. Já as influências de música brasileira são sentidas em todo o disco, seja nos arranjos ou em passagens como a abertura de “Never Understand”, em que a banda faz uma releitura de “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga.

A clássica “Carry On” vem na sequência e é claramente influenciada pelo Helloween, mais especificamente por “Eagle Fly Free”. Isso fica claro prestando atenção na estrutura da música, que é idêntica à composição dos alemães, inclusive com o trecho central reservado para cada um dos músicos brilhar individualmente. Um dos maiores hinos que o metal brasileiro já produziu, sem dúvida alguma.

O tracklist é repleto de canções que se tornaram clássicas ao longo dos anos como “Time”, a arrepiante balada “Stand Away” e as já citadas “Angels Cry” e “Evil Warning”. Merece menção também a versão para “Wuthering Heights”, de Kate Bush, onde Andre Matos eterniza o seu registro vocal único em uma gravação antológica e que supera a original.

A edição especial em CD que está sendo lançada pelo Angra comemorando os seus trinta anos vem com um novo projeto gráfico que inclui uma embalagem slipcase, um pôster com a capa do disco, obi e um novo encarte bastante diferente do anterior. Além disso, inclui três faixas bônus: “Evil Warning” com vocais ligeiramente diferentes e versões remixadas de “Angels Cry” e “Carry On”, que já haviam saído em edições anteriores do álbum. Essa reedição dá início ao relançamento de toda a discografia do Angra, com todos os álbuns ganhando novas edições nos mesmos moldes. E um fato bastante saudável desse relançamento é que ele dá fim à especulação que envolvia o disco de estreia do grupo, cuja demanda cresceu muito após a morte prematura de Andre Matos e estava sendo anunciado a valores exorbitantes em sites de vendas. Existe também uma nova versão em LP, mas não tive acesso a ela para avaliar com detalhes.

Angels Cry é um clássico incontestável. Um trabalho especial que deu início a uma carreira cheia de ótimos álbuns e que transformou o Angra na grande banda do metal brasileiro (ao lado do Sepultura, é claro), com influência não só sobre a cena local mas também em todo o mundo.

Ter esse disco na coleção é quase um dever cívico e um compromisso histórico para quem é fã de heavy metal.

40 anos de “Creatures Of The Night”: A entrada do Kiss na década de 80

 Conhecidos como uma das bandas mais extravagantes visual e sonoramente, o Kiss teve uma passagem fantástica pela década de 70 e já na década de 80 a banda tinha tudo para deslanchar de vez. O primeiro disco nessa nova década é o “Creatures Of The Night” celebrou 40 anos de seu lançamento! Vamos trocar uma ideia sobre ele!

Como mencionei, a banda havia feito enorme sucesso e se consolidado com seu Hard Rock na década de 70. E em 1979, o disco “Dynasty” chegou ás lojas, já assina uma nova proposta inclinando rumo à disco music. Depois disso, já na década de 80 a banda sofreu algumas mudanças e não acertou a mão nos discos “Unmasked” de 1980 e “Music From The Elder” de 1981.

A opção para tentar voltar ao topo seria se adequar á sonoridade da banda ao Rock que estava vigente na época, o Heavy Metal! E em termos de formação, Ace Frehley deixa a banda, apesar de estar presente na capa.

Com o registro de 5 guitarristas diferentes, “Creatures Of The Night” é lançado em 1982, e marca a volta da banda ao sucesso e reconquista uma parcela do público que já não acreditava mais. E aqui eles conseguiram dar a volta por cima e voltar pro jogo.

Uma produção pesada e composições mais densas são vistas logo de cara e isso combinou muito com o momento e período que a banda atravessava! A faixa título, “War Machine” e a minha favorita “I Love It Loud”, são os grandes destaques. Essa última foi a grande responsável por todo esse sucesso! É um discasso como um todo e vale prestar essa homenagem nos 40 anos de seu lançamento!

CRONICA - THORS HAMMER | Thors Hammer (1971)

 

A Dinamarca do final dos anos 1960 não escaparia da onda progressista vinda da Inglaterra que invadia a Europa. Além disso, esse país escandinavo que faz fronteira com a Alemanha foi influenciado pelo krautrock, rock progressivo germânico. Essa mistura de influências fez nascer muitas bandas populares neste país como Alrune Rod, muito psico-jazz com orientações de rock espacial, Ache mais sinfônico e mais tarde Secret Oyster no gênero jazz fusion. Outros, muitas vezes autores de um único álbum, caíram no esquecimento. Entre os esquecidos está Thors Hammer que em 1971, pela gravadora Metronome, lançou um álbum homônimo, de altíssima qualidade.

Thor Hammer é uma banda de Copenhagen, capital dinamarquesa. No final da década de 1960, reuniu o cantor Peter Nielsen, o guitarrista Michael Bruun, o saxofonista Jesper Neehammer, o baterista Simon Koppel, o baixista Henrik Bodtcher e o tecladista Henrik Langkilde. A música desse combo efêmero é um paradoxo mesclando solos de guitarra de hard rock com ritmos bem jazzísticos, influenciados por John Coltrane. Uma aposta acertada porque a mistura funciona de forma eficiente.

Optando por cantar em inglês, o álbum abre com uma eficaz e muito cativante "Mexico", com um solo de guitarra sobre um fundo jazzístico. Ouvindo, pode-se pensar no período de tráfego "John Barleycorn deve morrer". Assume “Not Worth Saying”, que é uma longa sequência para climas variados. O canto, pouco presente, deixa os instrumentos furiosos. Um solo de bateria parece querer concluir esta peça. O funky-jazzy "Blind Gypsy Woman" é tão cativante quanto a primeira faixa com um saxofone hipnótico. Mas o melhor parece ser a longa faixa "Believe In What You Want", onde o cantor enfurecido deixa os instrumentos falarem. Em um ritmo repetitivo de Soft Machine, o guitarrista entrega um solo frenético seguido pelo igualmente enérgico e encantador saxofonista. O organista tem o cuidado de reduzir a pressão em uma atmosfera à la Mile Davis do período “In A Silent Way”. Em conclusão, "Evasive Dreams Beyond" puramente jazz é uma peça instrumental curta que parece ter sido colocada lá para preencher um vazio, mas demonstra uma formação amplamente influenciada por John Coltrane.

Thors Hammer após este golpe magistral poderia ter reivindicado uma longevidade mais longa. A falta de divulgação do disco com certeza levou a melhor sobre um grupo promissor.

Seu único álbum detém o triste recorde de ser o disco dinamarquês mais pirateado por gravadoras obscuras, mas pode ser facilmente ouvido com John Barleycorn Must Die do Traffic , In A Silent Way de Miles Davis e também Blue Train de John Coltrane .

Títulos:
1. Mexico
2. Not Worth Saying
3. Blind Gypsy Woman
4. Believe In What You Want
5. Evasive Dreams Beyond

Músicos:
Henrik Bødtcher: Baixo
Michael Bruun: Guitarra, Baixo
Henrik Langkilde: Órgão, Piano
Jesper Neehammer: Saxofone
Peter Nielsen: Vocais

Produção: Freddy Hansson, Leif Pedersen


CRONICA - THE BLUES BROTHERS SOUNDTRACK (1980)

A história começa com um esboço de dois comediantes do Saturday Night Live , lendário show americano. John Belushi e Dan Aykroyd receberam um feedback tão bom que começaram a se apresentar no palco como os Blues Brothers (Jake e Elwood), acompanhados por músicos da trupe SNL e também por veteranos (como Steve Cropper e Donald Dunn do Booker T. & The MG's) para Blues e sobretudo covers de Soul que deram origem a um álbum ao vivo, Briefcase Full Of Blues em 1978. O sucesso do álbum, que chegou ao topo das vendas, foi tal que um filme está prestes a ser cogitado. Com atores à frente do grupo, seria estúpido se privar disso. Os irmãos azuislançado em 1980 com grande sucesso. O filme tem a particularidade de convidar veteranos do Soul para a trama para cantar durante cenas que se tornaram cults, apesar da relutância da Universal em ver músicos então aparecendo na depressão da onda e considerados como antiquados. O sucesso do filme reviverá sua carreira.

Lançado no mesmo ano, a trilha sonora do filme traz quase todas as músicas interpretadas pela dupla com ou sem seus convidados no filme. Começamos com um cover de Taj Mahal, usado durante os créditos de abertura, “She Caught The Katy”. Uma boa forma de começar este título tranquilo e elegante servido lindamente pela voz de Jake/Belushi que acaba por ser um excelente cantor. É aliás ele a verdadeira voz dos Blues Brothers, Dan Aykroyd contentando-se com os backing vocals e a gaita, com exceção da paródia Country (tema da série Rawhide – onde Clint Eastwood fez a sua primeira passagem) que cabe nele como uma luva.

Claro, como alguém poderia ignorar esta versão de "Everybody Needs Somebody" de Solomon Burke, que realmente entrou para a história em sua interpretação de Jake e Elwood. Teremos o mesmo prazer com o pulo de "Sweet Home Chicago" e o cover do hino de Elvis, "Jailhouse Rock" que encerrou o filme de uma forma muito apropriada. A nível de convidados, Ray Charles encanta-nos com “Shake A Tail Feather”, James Brown eletriza-nos com “The Old Landmark” e Aretha Franklin encanta-nos com o seu mítico “Think”. Mas a palma da mão sem dúvida vai para o padrinho do Soul, Cab Calloway, que com seu personagem de Curtis possibilita ser descoberto por toda uma nova geração com uma releitura de seu clássico "Minnie The Moocher" que é no mínimo emblemático.

O sucesso da trilha sonora igualou ao do filme e reacendeu o interesse pela velha escola de Soul. Jake e Elwood continuaram a viver aventuras nos palcos e a gravar discos ao vivo em paralelo com as já lançadas carreiras cinematográficas dos seus intérpretes. Até a overdose fatal de Belushi...

Títulos:
1. She Caught The Katy
2. Peter Gunn Theme
3. Gimme Some Lovin’
4. Shake A Tail Feather (ft. Ray Charles)
5. Everybody Needs Somebody to Love
6. The Old Landmark (James Brown)
7. Think (Aretha Franklin)
8. Theme From Rawhide
9. Minnie the Moocher (Cab Calloway)
10. Sweet Home Chicago
11. Jailhouse Rock

Músicos:
James Belushi: Vocal
Dan Aykroyd: Harmonic, vocal (8)
Steve Cropper: Guitarra
Matt "Guitar" Murphy: Guitarra
Donald "Duck" Dunn: Baixo
Murphy Dunne: Teclados
Willie Hall: Bateria
Tom "Bones" Malone: ​​Trombone , Saxofone
“Blue” Lou Marini: Saxofone
“Mr Fabulous” Al Rubin: Trompete
Tom Scott: Saxofone

Produtor: Bob Tishler


CRONICA - ARETHA FRANKLIN | I Never Loved A Man the Way I Love You (1967)

 

Já se passaram quase 7 anos desde que a cantora Aretha Franklin lutou com 9 álbuns para a Columbia que, devo admitir, foram fracassos comerciais. Em 1966, a Columbia não renovou o contrato. Entre sua voz considerada muito negra em uma época em que a América está longe de acabar com a segregação racial e suas canções muito voltadas para o jazz, a gravadora esqueceu suas raízes gospel para aquela que ainda é apelidada de rainha do soul. Mas o produtor Jerry Wexler acredita no potencial do nativo de Memphis. Esta última teve Aretha Franklin assinada com a Atlantic em novembro de 66 e a cercou de excelentes músicos como os saxofonistas King Curtis, Charles Chalmers e Willie Bridges, os guitarristas Jimmy Johnson e Chips Moman, os bateristas Roger Hawkins e Gene Chrisman, o tecladista Spooner Oldham, do baixista Tommy Cogbill,

Em março de 1967, a formação lançou I Never Loved A Man the Way I Love You, que seria um ponto de virada na carreira de Aretha Franklin. Este 10º LP detém dois títulos. A começar por "I Never Loved A Man (The Way I Love You)", editada um mês antes como single para acender o estopim de uma bomba que se revelará mais do que explosiva. Esta música, contando uma relação amorosa tóxica e apaixonada, é uma balada de blues com aromas de soul e gospel. Estamos longe do Lp distribuído pela Columbia como Songs of Faith , Soul Sister e Take It Like You Give Itcertamente notável, mas pode carecer de originalidade. Deve-se dizer que Jerry Wexler teve o cuidado de se livrar de orquestras intrusivas, mas acima de tudo obsoletas. Aqui Aretha Franklin com sua voz quente, poderosa, generosa, desesperada, apaixonada, valendo-se de suas raízes sulistas, vai direto ao ponto com seu piano que impõe o ritmo. A magia opera e os músicos ao seu redor só precisam seguir.

A outra faixa e não menos importante, é o cover de Otis Redding, “Respect” na abertura. Este último proclama sua necessidade de respeito por parte das mulheres. Pobre rapaz, ele é quase digno de pena. Aretha Franklin que tem o peito vai inverter os papéis, quase para devolver os golpes se for preciso. Certamente não é ela que vai se deixar espancar por um bastardo como Ike Turner. Em versão arrebatadora e para um rhythm & blues bem marcado, a diva do soul vai transformar esta peça num hino feminista.

O resto será do mesmo calibre feito de metais com uma pitada de jazz, uma guitarra bluesy, ritmos imparáveis ​​e coros gospel com Aretha Franklin como chefe. Assim desfilam baladas soul como a indiferente "Drown in My Own Tears" e "Dr. Feelgood", a suave mid-tempo "Soul Serenade", a exótica "Don't Let Me Lose This Dream", a nostálgica "Baby, Baby , Baby” e “Do Right Woman, Do Right Man”, bem como a dramática “A Change Is Gonna Come” na conclusão.

No meio estão títulos mais dançantes como o cover de Sam Cooke, “Good Times” e o revigorante “Save Me” um pouco funky.

O sucesso estará lá. No entanto, Aretha Franklin está longe de ter oferecido o melhor.

Títulos:
1. Respect
2. Drown In My Own Tears
3. I Never Loved A Man (The Way I Love You)
4. Soul Serenade
5. Don’t Let Me Lose This Dream
6. Baby, Baby, Baby
7. Dr. Feelgood
8. Good Times
9. Do Right Woman — Do Right Man
10. Save Me
11. A Change Is Gonna Come

Músicos:
Aretha Franklin: Piano, vocais
Jimmy Johnson:
Chips de guitarra Moman: Guitarra
Tommy Cogbill: Baixo
Dewey Oldham: Teclados
King Curtis: Saxofone tenor
Charles Chalmers: Saxofone tenor
Willie Bridges: Saxofone barítono
Melvin Lastie: Trompete
Gene Chrisman: Bateria
Carolyn Franklin: Backing Vocals
Tom Dowd: Engenheiro de som

Produção: Jerry Wexler


LOCH NESS - Prologue - 1991

 



Mais uma joia perdida pelo tempo, o Loch Ness surgiu em Volta Redonda/RJ ainda nos anos 70 e lançou apenas um álbum já em 1991. Seu nome foi inspirado no monstro folclórico oriundo das águas profundas da região de Highland na Escócia. 

O álbum apresenta vocais em inglês e de uma forma mais pesada, a banda opta pelo uso de três guitarras, baixo, bateria, Grand Piano, sintetizadores e, claro, um Hammond porém, a evidência de um estilo baseado no prog-sinfônico é bem nítida.

A faixa título abre o disco com uma bela introdução de piano seguida por suntuosos solos de sintetizadores. As passagens de piano seguem em seu decorrer se misturando as guitarras e sinths criando assim uma atmosfera voltada mais para um estilo Space Rock.

Seguida pela única faixa instrumental, "Hallowe'em", possui excelentes arranjos de pianos e sintetizadores. Fica a minha indignação por ser uma composição curta mas de extremo bom gosto.

"The Thid Eye" vem com uma proposta mais pesada, em um contexto baseado no Hard Rock com fortes e variados solos de guitarra. 

“To Breathe One's Last” é introduzida pela junção do piano com um belo solo de guitarra que se entrelaça a um vocal mais melódico. A faixa segue em seu decorrer com belos arranjos dos instrumentos já citados em passagens ora mais leves, ora mais encorpadas. Sem medo de errar, tenho essa faixa como destaque de todo o disco.

“Satan's Ville”, a mais longa faixa, dividida em quatro suítes, destila toda a qualidade de cada um de seus músicos em uma sinergia surpreendente. A qualidade nos arranjos instrumentais é de uma genialidade sem tamanho na minha modesta opinião. Uma dessas suítes, "The Entity" é dedicada a David Gilmour, um dos maiores guitarristas de todos os tempos.

Seu final aparece com a faixa "Death", apresentando também um certo peso onde a cozinha baixo/bateria aparece com uma certa evidência em todo o seu decorrer.

O álbum foi gravado no Sonoviso Estúdio no Rio de Janeiro entre janeiro e julho de 1988 mas só foi lançado em 1991 pelo selo Som Interior localizado em Petrópolis/RJ com prensagem limitada a 1000 cópias.

Uma dessas cópias veio parar em minhas mãos através do amigo e fotógrafo carioca, Carlos Vaz, um dos responsáveis pela arte gráfica do disco que é de extremo bom gosto. 

Há alguns anos atrás, mantinha contato com o baixista da banda Cláudio Cotia mas pela correria do dia-a-dia, perdemos contato e espero que essa publicação chegue até ele. Mesmo sendo uma resenha simplória e sem muita técnica. 

Após seguidas audições ao longo dos anos, Prologue, me remeteu a bandas meteóricas da Alemanha no início dos anos 70 pelo seu estilo "one shot", onde são gravados apenas um disco que se torna uma verdadeira gema nas mãos dos admiradores do Rock Progressivo mais obscuro.

 

TRACKS:

01. Prologue (The Gipsy Gull)

02. Hallowe'en (Instrumental) 

03. The Third Eye 

04. To Breathe One's Last 

05. Satan's Ville 

 Episode First- The Ens (Instrumental)

 Chapter One - The Tale

 Episode Second - Delirium Tremens

... Part 1 - The Shades (Instrumental)

... Part 2 - Nightmares

... Episode Third - The Entity

... Episode Fouth - Vanishing Point (Instrumental)

... Chapter Two - The Tag

6. Death


MUSICA&SOM




Destaque

Malefic Oath – The Land Where Evil Dwells (Demo 1992)

  Country: Netherlands   Tracklist   1. Intro 01:04 2. Prediction Of The Unborn Son 04:34 3. The Endless Way To The Unknown 03:11 4. Garde...