quarta-feira, 5 de abril de 2023

AUM - Belorizonte - 1983


Aum foi um breve e raro cometa que passou por minha terra, Belo Horizonte, gravando apenas um disco curto porém, de um simbolismo marcante para nós mineiros. Banda um tanto obscura, com poucas informações sobre seus integrantes e o número de cópias prensadas na época. 

Trata-se de um disco totalmente instrumental, uma espécie de retrocesso à moda antiga ao jazz e Rock Progressivo dos anos 70, junto com algumas influências sinfônicas que fazem ouvinte lembrar e muito da cena Canterbury daquela época.

A faixa de abertura "Tema pra Malu", se inicia de forma bem suave com sax e guitarra se entrelaçando em ritmos simples mas de muito bom gosto. A faixa logo evolui para um solo de guitarra mais agudo que me remeteu de imediato ao Caravan que, usava com muita frequência esse tipo de distorção em suas composições. 

"Serra do Curral", um dos maiores e belos símbolos de nossa cidade é narrada com muita delicadeza em uma fusão de Jazz e MPB, aqui não há percussão, mas acordes de guitarra criativos, linhas de baixo em alto nível e um solo de violão clássico de muito bom gosto.

A faixa que dá nome ao disco, na minha opinião, vale por todo o registro. Repleta de variações em seu decorrer, se inicia de forma leve e tranquila passando por um solo de teclados que novamente fazem lembrar ao movimento Canterbury. Caminhando para o final, entra um belo solo de baixo que se entrelaça em seguida com a bateria criando assim uma atmosfera de peso. 

"Nas Nuvens", e os primeiros segundos não são muito atrativos, mas após um certo tempo, a música muda repentinamente de vibe, com um ótimo riff de baixo e excelente execução de bateria. As passagens do teclado são muito agradáveis ​​para quem, assim como eu, admira por demais o instrumento. 

"4:15" vejo como um resumo de todo o disco. Novamente regada a uma atmosfera Fusion ao extremo com ênfase aos solos de sax e guitarra. 

Fechando o registro vem a linda faixa "Tice", mais lenta com uma bela introdução de piano, acompanhado de belas passagens de guitarra. As linhas de baixo apresentadas em seu encerramento são de extremo bom gosto. 

Aum gravou Belorizonte de forma independente em 1983 no renomado estúdio Bemol localizado, á época, no bairro Serra em BH. Local muito tradicional por aqui, foi um dos primeiros estúdios na América Latina a possuir um aparato de áudio profissional para gravações em alto nível. Por lá já passaram grandes mineiros como Milton Nascimento, Toninho Horta, Nivaldo Ornellas, Tavinho Moura, Uakti, dentre muitos outros. 

Atualmente o disco em questão se tornou um dos nomes nacionais mais procurados entre os colecionadores mais exigentes não somente no Brasil. Algumas raras cópias estão disponíveis em sites especializados a preços absurdos.

Porém, os preços praticados nesses sites valem pela procura pois se trata de um disco de nível absurdo ao qual é altamente recomendado a quem gosta e aprecia o Rock Progressivo e/ou o Fusion em sua totalidade.


TRACKS:

01. Tema Pra Malu 

02. Serra Do Curral 

03. Belo Horizonte 

04. Nas Nuvens 

05. 4:15 

06. Tice 

MUSICA&SOM



AIN SOPH • Hat And Field • 1986 • Japan [Jazz-Rock/Fusion]

 




Depois de uma estréia altamente promissora e impressionante, o AIN SOPH oferece uma continuação que segue em direções diferentes. Enquanto seu álbum de estreia é uma montanha-russa de Jazz Progressivo com muita competência técnica e composicional, "Hat and Field" é mais calmo, mais fácil de digerir e mais caloroso do que seu antecessor. Ele ainda tem os elementos sinfônicos e canterbury de sua estreia, só que desta vez eles são apresentados de forma mais suave nas músicas, e as composições são muito mais relaxantes e menos exigentes de se ouvir. O único senão é que as músicas parecem mais monótonas, menos interessantes e sem o fogo que a banda proporcionou em seu primeiro disco. Isso torna o álbum um pouco irregular, no entanto ainda é muito agradável de ouvir, embora não seja tão notável. As músicas são muito melódicas, e a produção é clara e quente o suficiente.

Ainda é uma boa continuação de sua estréia, embora bastante diferente. Se você gosta de Prog jazzístico, melódico e sólido, experimente este disco. E se você já está apaixonado pela estréia do AIN SOPH, terá um outro tipo de experiência prazerosa aqui.

RECOMENDADO!!!


Tracks:
1. The Swan Lake (5:45)
2. Little Pieces part 1 (1:34)
3. Suite - Hat and Field (10:02) :
- a) Triple Echo
- b) Hat & Field
- c) Deep Feelin'
- d) Triple End
- e) Spanish Channel
4. Mizzle (3:41)
5. Canterbury Tale (for Pye Hastings & Richard Sinclair) (2:57)
6. Magic Carpet (6:57)
7. Little Pieces part 2 (2:31)
8. Pipe Dream (7:53)
Time: 41:20

Musicians:
- Yozox Yamamoto / guitars
- Kikuo Fujikawa / keyboards
- Masahiro Torigaki / bass, arrangements
- Taiqui Tomiie / drums, arrangements

 

SENHAS 

● makina
● progfriends
● progsounds

Discografia:
1986 • Hat And Field
1991 • Marine Menagerie
1991 • Ride on a Camel - Special Live
1992 • 5 Or 9 - Five Evolved From Nine
1993 • Mysterious Triangle - Special Live,Vol.2
1994 • Quicksand - Special Live Vol.3
2018 • Seven Colours



PENDRAGON • 9:15 Live • 1986 • United Kingdom [Neo-Prog]

 



Gravado em uma das apresentações regulares da banda no clube Marquee, a principal casa londrina do renascimento do Prog na década de 1980, "9:15 Live" captura o PENDRAGON em uma forma esmagadora, apresentando as melhores músicas de seu álbum de estreia, "The Jewel", bem como como os instrumentais "Please" e "Red Shoes", cuja versão de estúdio seria o próximo single da banda antes do álbum "Kowtow".

O álbum marca a entrada de Clive Nolan na banda, com a saída do tecladista original Rick Carter. (Mais tarde, ele se tornou mais presente na cena gótica, aparecendo em lançamentos de THE MISSION ALL ABOUT EVE) O material do "The Jewel", sendo bastante pesado no teclado, representa a chance perfeita para Clive mostrar suas habilidades; suas interpretações vivas das contribuições originais de teclado de Rick dão a essas canções uma faísca que torna este álbum um companheiro interessante para "The Jewel".

O álbum também apresenta Nick Barrett como um frontman cativante; o público não pode deixar de ser apanhado em seu entusiasmo e bom humor. A mistura de músicas Pop-Prog melódicas rádio-amigáveis ​​e mais Progressivas é mais imediatamente envolvente do que em "The Jewel", talvez porque as melodias Pop cativantes carregam mais energia ao vivo, e a parte ao vivo do álbum termina com uma versão absolutamente incrível de "The Black Knight", uma composição que talvez o PENDRAGON não tenha conseguido superar na primeira década de sua existência. Além de "Red Shoes", que não é uma música tão sólida quanto as outras, este é um álbum muito agradável, e recomendado a qualquer um interessado nos primeiros dias do Neo-Prog.

                                        highlights ◇

Tracks:
1. Victims Of Life (2:37)
2. Higher Circles (3:29)
3. Circus (6:57)          ◇       
4. Leviathan (6:22)         ◇
5. Red Shoes (3:03)
6. Alaska (8:41)        ◇ 
7. The Black Knight (10:05)     ◇    
8. Please (4:48) (bonus studio track)
Bonus tracks:
9. Dark Summer's Day (5:31)
10. Excalibur (6:30)         ◇
Time: 60:23

Musicians:
- Fudge Smith / drums
- Clive Nolan / keyboards
- Peter Gee / bass guitar
- Nick Barrett / vocals / guitars


CRONOLOGIA


Kowtow (1988)

 
Discografia recomendada:
1985 • The Jewel
1986 • 9:15 Live
1988 • Kowtow
1991 • The World
1993 • The Window Of Life
1993 • The Very Very Bootleg Live in Lille France 1992
1995 • Utrecht ...The Final Frontier
1996 • The Masquerade Overture
1997 • Live In Krakow 1996
2001 • Not of This World
2002 • Acoustically Challenged
2004 • Liveosity
2005 • Believe
2008 • Pure
2009 • Concerto Maximo


SAGRADO CORAÇÃO DA TERRA • Flecha • 1987 • Brazil [Symphonic Prog]

 



Como em quase todos os lançamentos do SAGRADO CORAÇÃO DA TERRA, a formação da banda aqui em "Flecha" está diferente de sua estréia, com o flautista Andersen Viana sendo o único membro vinculado a ambos os álbuns, exceto, é claro, Marcus Viana. "Flecha" foi lançado em 1987 em CD pela Sonhos e Sons e LP pela Arteciencia, sendo que no ano seguinte foi lançado também no Japão, onde a banda já era bastante popular, pela Crime Records. A faixa de abertura homônima tornou-se muito popular após ser incluída na trilha sonora da novela de TV "Que Rei Sou Eu?" da Rede Globo e mostra a abordagem sensível do grupo. vozes muito doces de Viana e das duas cantoras convidadas, sempre dirigidas por algumas linhas melódicas de violino e partes oníricas de teclado e piano. O espaço limitado para alguns temas instrumentais funciona muito bem, apresentando belas paisagens sonoras com violinos, piano e sintetizadores em evidência.

Após a faixa título, "Manhã dos 33" apresenta uma letra interessante em comemoração aos 33 anos do autor. Vocais femininos adicionais fornecem algumas lembranças da infância. A música é puramente romântica, bem brasileira, ecoando algumas melodias do movimento musical CLUBE DA ESQUINA dos anos 70, comandado pelo excepcional Milton Nascimento, até hoje uma espécie de mentor e inspiração da banda. "Paz" é verdadeiramente sinfónica mas lamentávelmente curta e serve sobretudo para abrir caminho a "Seres humanos", mais uma música onde o violino de Marcus Viana se sobrepõe. "Carinhos Quentes" é outra faixa muito romântica e agradável, mas ainda distante do Progressivo sinfônico da banda.

O segundo lado é uma boa prova do lado mais aventureiro do SAGRADO. A curta introdução "Tocatta" é um belo instrumental de Rock Eletrônico/Sinfônico com órgãos e sintetizadores equilibrados, abrindo caminho para a longa "Cosmos x Caos", um som etéreo, uma composição sinfônica/Fusion, algo como THE ENID tocando com Jean-Luc Ponty. As partes vocais ainda têm um sabor Pop, mas a música é maravilhosa com pausas repentinas, violinos e teclados bombásticos e texturas sinfônicas com uma atmosfera dramática. "O Futuro da Terra" soa extremamente próxima de THE ENID. Longos interlúdios de piano, melodias etéreas de flauta e sintetizadores flutuantes combinam com o violino choroso de Viana para oferecer outra bela peça suave de Rock sinfônico.

O estilo de SAGRADO combina o Rock Sinfônico misturado com a estética Pop, mas as texturas instrumentais do álbum no entanto desenvolvidas de maneira excelente, entregando assim em momentos músicas altamente melodiosas, mas exigentes. 

EXTREMAMENTE RECOMENDADO!!!!

                                   

Tracks:
1. Flecha (4:40) 
2. Manhá Dos33 (4:25)            
3. Paz (1:11)
4. Seres Humanos (4:38) 
5. Carínhos Quentes (3:59)      
6. Tocata (2:25)                        
7. Cosmos X Caos (10:11)       
8. O Futuro Da Terra (6:06)     
Time: 37:35

Musicians:
- Marcus Viana / vocals, violins, keyboards, orchestrations
- Anna Karenina / vocals (2)
- Rosani Reis / vocals (5)
- Augusto Rennó / electric guitar
- Ronaldo Pelhicano / synthesizers (7)
- José Marcos Teixeira / synthesizers
- Andersen Viana / flute (7,8)
- Ivan Correia / bass
- Caio Graco Guimarães / double bass (8)
- Marco António Botelho / drums
- Nenen / drums (4-7)
- João Guimarães / electronic drums (1)


 
MP3 320K

Discografia:
1987 • Flecha
1991 • Farol Da Liberdade
1994 • Grande Espírito
2000 • A Leste Do Sol, Oeste Da Lua
2003 • Coletânea I - Canções
2003 • Coletânea II - Instrumental

BELLAPHON • Firefly • 1987 • Japan [Symphonic Prog/Neo-Prog/Jazz-Rock/Fusion]

 



Fundada em Kyoto, Japão em 1981 o BELLAPHON é uma  banda instrumental do que entrega uma música sinfônica/melódica, altamente influenciada pelo CAMEL, porém algumas passagens de Fusion também estão presentes em seu som. A banda incluía Taiqui Tomiie, Toshihiro Tanaka e Mitsutaka Kaki, que atuou na banda de Jazz-Rock Progressivo AIN SOPH. Seu álbum "Firefly" é um excelente trabalho de Prog sinfônico. A música às vezes soa como CAMEL ou AIN SOPH e KENSO por causa de seu sinfonismo delicado e altamente elaborado com um toque de Jazz-Rock virtuoso e elegante.

Esse álbum tem faixas muito bem estruturadas e bem tocadas, muito próximo aos trabalhos do CAMEL, porém mais complexo, mesmo que "Le Petit Prince" seja totalmente fiel ao seu modelo. A maioria das canções tem um título francês, o que é bastante surpreendente. "Mistral" é o nome de um vento que sopra no Mediterrâneo (do interior para o mar, que tem como resultado o resfriamento substancial da água). Técnicamente atualizados, os músicos são bastante habilidosos. A guitarra é particularmente trabalhada, mas não só. Pode-se descobrir o piano sutil durante o curto interlúdio chamado "Belle De Jour". É cheio de tato e quase clássico. Mais uma vez, a guitarra é esplêndida e totalmente reminiscente do grande e velho Carlos Santana durante a poética e brilhante “Vent Du Midi” que é um destaque. Todo este álbum é uma experiência agradável. Em nenhum momento sente-se tédio para ouvi-lo.

Os fãs de "Santana" realmente deveriam ouvir essa obra. O som genuíno do mestre durante seus picos é maravilhosamente reproduzido aqui. O número de encerramento e a faixa-título estão realmente transportando para a década de 70. Resumindo, "Firefly" é um ótimo álbum e merece toda a sua atenção.

                                 

Tracks:
1. Jade (5:26)
2. Le Petit Prince (2:18)
3. Mistral (5:30)
4. Belle du Jour (1:03)
5. Vent du Midi (9:58)
6. Evros (9:12)
7. Firefly (12:55)
Time: 46:22
Bonus track on CD release:
8. Labyrinth (7:15)

Musicians:
- Toshihiro Tanaka / guitars
- Mitsutaka Kaki / keyboards
- Masahiro Torigaki / bass
- Taiqui Tomiie / drums





MR. SIRIUS • Barren Dream • 1987 • Japan [Eclectic Prog]




MR. SIRIUS é na verdade um trio idealizado pelo multi-instrumentista Kazuhiro Miyatake, que é completado pela vocalista/tecladista feminina Hiroka Nagai (ex-vocalista do PAGEANT) e pelo baterista Chihiro Fujioka. Sua música é uma mistura de estilos sinfônico-Folk e algo do Canterbury Sound, com uma forte "sensação clássica". O clima dominante pode ser muito suave e pastoral, principalmente trazido pelo piano, violão suave e flauta; no entanto, a música fica bastante enérgica e jazzística quando os sintetizadores, o órgão e Mellotron aparecem. "Barren Dream" é o álbum de estréia da banda que apresenta um Progressivo sinfônico com alguns (poucos) momentos de Jazz-Fusion-Rock. A qualidade da música, é excelente, muito original, e inteligentemente composta, muito influenciada pelo Erudito, dinâmica e há partes muito sinfônicas silenciosas e como também mais bombásticas. É uma música muito agradável, com muita flauta, teclados vintage e vocais femininos soprano.

O álbum começa com a primeira suíte, "All the Fallen People", que claramente manifesta as principais virtudes Progressivas da música de MR. SIRIUS. Este é um progressivo sinfônico suave não desprovido de vigor, sequências bem construídas de bases melódicas nas quais as mudanças de humor e motivo emergem com fluidez, uma combinação trabalhada de beleza e energia serenas. A principal missão das entregas vocais de Hiroko Nagai é realçar o aspecto relaxante do lado bucólico que o MR. SIRIUS transmite com elegância acadêmica. Em suma, ao longo da evidente complexidade dedicada a esta arquitetura musical, prevalece uma sensação de aconchego. A breve instrumental "Sweet Revenge" (é breve demais), e traz um Jazz-Rock de cores emocionantes. As duas peças seguintes focam-se em algo bem diferente, isto é, estados de espírito introspectivos envoltos numa paisagem sonora pastoral "Step into Easter" ou num regresso à câmara romântica "Intermezzo". A combinação dessas faixas serve como ponto culminante do caminho para o ecletismo que o MR. SIRIUS desenhou para o álbum como um todo: apenas ouvindo essas quatro faixas, o ouvinte é capaz de afirmar o tom Progressivo da banda. O álbum continua com "Eternal Jealousy", uma música que traz de volta muito do colorido vibrante que encontramos na faixa 1, só que desta vez com um poderoso ingrediente jazzístico que condiciona sua estrutura integral. Pode ser descrito como uma coisa CAMEL embrulhado em folhas de GILGAMESH e adicionando cores dos dois primeiros álbuns solo de Bill Bruford. Esta é uma faixa realmente excelente: seu intervalo de 8 minutos parece tão curto quando você percebe que acabou. "Lagrima" tem o estranho casamento de vocais femininos e guitarra acústica de 12 cordas e fica convenientemente adornado com linhas de flauta e percussão suave em alguns lugares. A faixa final também é a mais longa: dura quase 13 minutos e meio. É pomposa, mas sua complexidade inerente é tratada solidamente para manter as coisas sob controle, para que os momentos focados em expansões melódicas não se tornem abertamente autoindulgentes. "Barren Dream" é mais do que apenas um álbum e não é simplesmente um grande álbum Progressivo: é um exercício de cerâmica fina em forma de som articulado. Simplesmente recomendado para todos os colecionadores de Rock Progressivo em todo o mundo.

Tracks Listing:
01. All the fallen people: (11:57)
.. I. Overture
.. II. Madrigal
.. III. Rhapsody
.. IV. Fantasy
02. Sweet revenge (1:44)
03. Step into Easter (7:47)
04. Eternal jealousy: (8:14)
.. I. Prelude
.. II. Intake
.. III. Stillglow
.. IV. Return
05. Lagrima (4:11)
06. Barren Dream  (13:28)
.. Act I
.. Act II
.. Act III
07. Eternal Jealousy (single version, bonus track)
08. Intermezzo (bonus track)  (5:18)

Total Time: 56:29

Musicians:
- Lisa Ohki (Hiroko Nagai) / vocals, grand piano (3,5)
- Kazuhiro Miyatake (Mr. Sirius) / flute, guitars (electric, synth, 12-string, Classical & acoustic), keyboards, piano, Mellotron, Hammond, synth, sampler, bass, accordion
- Chihiro Fujioka / drums, tambourine (6)

With:
- Fumiaki Ogawa / grand piano (5), Mini-Moog (8)
- Raven Ohtani / lead guitar and solo (5)
- Yoshihisa Shimizu / lead guitar (7)



Discografia:
1987 • Barren Dream
1990 • Dirge

ROUSSEAU • Square the Circle • 1987 • Germany [Symphonic Prog/Eclectic Prog]




O terceiro álbum de ROUSSEAU foi lançado quatro anos depois de seu segundo, "Retreat", e segue a mesma linha do anterior. Ok, tem algumas falhas: as faixas vocais não estão no mesmo nível das instrumentais. "Fade Away", por exemplo, é uma composição bastante insípida e às vezes "brega", os vocais sussurrantes levam essa música tipo Bossa Nova completamente fora de lugar aqui. Felizmente, esses erros são poucos e distantes entre si. Na maioria das vezes a música é bastante agradável, suave e pastoral. Esse trabalho apresenta melodias elegantes com cordas e violões entrelaçados e com a rouca flauta romântica de Herbert G Ruppik. O leve sabor latino das canções complementa a fria precisão dos meandros de inspiração clássica, como o fogo de uma lareira em um beiral nevado.

A influência do CAMEL ainda reina e é perceptível desde a faixa de abertura, especialmente quando as guitarras principais de Uwe Schilling começam. A referência de CAMEL mais próxima seria "Missing" de "Stationary Traveller",  e vocalmente, as contribuições mais românticas são "Isle of Light" e "As If Painted". ROUSSEAU sempre oferece composições melódicas seguras neste álbum com vocais limitados e temas instrumentais estendidos. "Avenue du Printemps" e "Timeless" aparecem, com delicadas partes de flauta e um fundo elétrico sensível.

ROUSSEAU pode ser uma banda fácil de escolher. O geralmente magnânimo All Music Guide tinha algumas palavras escolhidas para sua untuosidade, mas eles nunca fingem ser outra coisa, mesmo quando mais do que ocasionalmente oferecem demonstrações sucintas de aptidão em todos os aspectos de seu trabalho. "Square the Circle" não pode se igualar a "Retreat" em uniformidade e impacto, mas, em termos de alusões astrais geométricas, soa muito bem.
                                        

Tracks:
1. Magical moments (3:34)         ◇
2. Fade away (3:15)
3. Avenue du printemps (5:46)             ◇
4. Masquerade (3:28)
5. Timeless (5:07)         ◇
6. Winter's tale (7:13)         ◇
7. Isle of light (2:57)
8. Square the circle (5:06)
9. As if painted (3:52)
10. Magical moments - Reprise (2:51)
Time: 43:47

Musicians:
- Rainer Hoffmann / keyboards
- Christoph Huster / flute, drums (2)
- Christoph Masbaum / bass, percussion (6)
- Dieter Müller / vocals (4-9)
- Ali Pfeffer / drums
- Herbert G. Ruppik / acoustic guitar, vocals (2-7)
- Uwe Schilling / guitar
Guest musicians:
- Rut Hammelrath & Norbert Koop / violin (10)
- Gregor Peletz & Katia Pendzig / cello (10)
- Strings arranged by Istvan Nagy



 
 
Discografia:
1983 • Retreat


BIOGRAFIA DOS Collage

 



Se você gosta de bandas como IQ, Pendragon e Neuschwanstein, receberá com muito apreço o Collage. Vinda da Polônia, a banda gravou seu primeiro disco (Basnie) no ano de 1989 e, nesta época, contava com um excelente vocalista chamado Tomek Rozycki que cantava as músicas em polonês. Um dos destaques deste disco é a beleza dos arranjos e a perfeita execução das músicas, belas melodias vocais e uma produção que surpreende pelo fato de se tratar de uma banda pequena e iniciante. Outro fato que nos chama a atenção nesse álbum é a extrema habilidade do baterista do grupo, que consegue trabalhar mínimos detalhes com seu instrumento. Mas como nem tudo pode dar certo, o vocalista Tomek Rozycki resolve deixar o Collage e isto traz algumas mudanças no som do grupo, sendo uma delas a decisão de cantar as músicas em inglês.

Em 1993 eles lançam um disco composto somente de novas versões de músicas de John Lennon (Nine Songs of John Lennon) e os vocais ficaram por conta do novo integrante Robert Amirian, que também tocava guitarra.

No ano seguinte sai Moonshine, disco de estúdio que traz novas composições cantadas em inglês. Moonshine é um ótimo disco e mostra uma banda mais madura e que continua sabendo fazer um bom disco de rock progressivo, talvez seja este o melhor trabalho do Collage. A primeira música do disco (Heroes Cry) abre o cd em grande estilo e o que se segue consegue cativar até aqueles sujeitos mais conservadores que dizem não gostar de "Neo-Progressivo”. Changes sai em 95 e traz faixas inéditas de Basnie e Moonshine, mostrando a evolução e amadurecimento do grupo.

O próximo disco seria Safe, lançado em 1996 e que traria um Collage que investe em composições com um direcionamento um pouco mais Pop, o que não agradaria fãs mais ortodoxos. Mas o disco tem momentos que valem sua aquisição como "Eight Kisses" que satisfaz os amantes do bom progressivo. Após o lançamento desse disco a banda se separou, em 2013 com uma nova formação, fizeram alguns shows e anunciaram um novo disco que ainda não foi lançado. 
Integrantes.

Atuais.

Mirek Gil (Guitarras, 1989-1996, 2013)
Wojtek Szadkowski (Bateria, Percussão, 1989-1996, 2013)
Krzysztof Palczewski (Teclados, Backing vocals, 1993-1995, 1996, 2013)
Piotr Mintay Witkowski (Baixo, Backing vocals, 1993, Guitarra Acústica, 1995, Baixo 1996, 2013)
Karol Wróblewski (Vocais, 2013)
 

Ex - Integrantes.

Tomek Rozycki (Vocal, 1989)
Jacek Korzeniowski (Teclados, 1989)
Przemek Zawadzki (Baixo, 1989, 1995)
Jarek Wajk (Vocais, 1995)
Jarek Majka (Vocais, 1995)
Tomek Rozycki (Vocais, 1995)
Zbyszek Bieniak (Vocais, 1995)
Pawel Zajaczkowski (Teclados, 1995)
Jacek Korzenioswki (Teclados, 1995)
Ania Milewska (Piano, 1995)
Robert Amirian (Lead vocal, Guitarra, Backing vocals, 1993-1995, 1996)



Basnie (1989)

01. Jeszcze Jeden Dzien (4:10)
02. Ja I Ty (3:22)
03. Kolysanka (4:34)
04. Basnie (10:03)
05. Dalej Dalej (7:06)
06. Stare Sciezki (6:45)
07. Fragmenty (4:30)
08. Rozmowa (4:45)


Moonshine (1994)

01. Heroes Cry (6:40)
02. In Your Eyes (14:04)
03. Lovely Day (5:11)
04. Living In The Moonlight (4:43)
05. The Blues (7:17)
06. Wings In The Night (11:12)
07. Moonshine (12:50)
08. War Is Over (6:29)
09. Almost There (4:06)
 



EMERSON LAKE & PALMER - "Live At The Mar Y Sol Festival '72"

 


 Começamos o ano à pouco tempo,mas o ano anterior foi muito complicado do início ao fim para mim e acredito que para muitos também, por razões diversas que passam desde as questões políticas e econômicas, e a pandemia.


Para tanto, nada melhor do que voltar bem no tempo, pelo menos uns quarenta anos para nos deparar com o ELP, isso mesmo, o Emerson Lake & Palmer, em plena forma, com tudo o que tem de direito.

E por estar plena forma, nada melhor do que se exibir em um festival de música, mais precisamente em Puerto Rico, regado a muito sol caribenho, intitulado, “The Mar Y Sol Festival '72”, mostrando como se faz e se executa música de verdade.


E por estar plena forma, nada melhor do que se exibir em um festival de música, mais precisamente em Puerto Rico, regado a muito sol caribenho, intitulado, “The Mar Y Sol Festival '72”, mostrando como se faz e se executa música de verdade.

O mais interessante neste tipo de álbum e especificamente com o ELP é que quando estão sob os holofotes, tudo pode acontecer e o improviso comanda o espetáculo, portanto não é de se admirar uma exibição da música Tarkus, na íntegra durando 23 minutos ou mesmo eles estarem executando a música Rondo com seus mais de 18 minutos sempre dando uma nova dimensão a estas músicas.

Álbum de poucas e longas músicas, tudo o que um fundamentalista xiita progressivo como eu aprecia, logicamente recheado de muito virtuosismo e dedicação, notadamente registrado em cada nota, com Keith Emerson destruidor sobre seus teclados, sempre retirando tudo que um Moog Modular pode oferecer e Greg Lake com sua tradicional e poderosa voz e elegância ao empunhar seu baixo ou guitarra e claro, o não menos poderoso Carl Palmer a aplicar toda a sua fúria em sua antológica bateria com a sabedoria dos grandes percussionistas que o precederam.

Bem, o ELP é uma das bandas mais manjadas do Rock Progressivo, portanto, não adianta ficarmos nos alongando em elogios e rasgações de seda, pois realmente eles não precisam disto há muito tempo, mas vale a pena comentar este álbum em questão por não fazer parte da discografia oficial da banda e creiam, a gravação está ótima, com qualidade muito acima do que tenho escutado, dando para perceber detalhes sutis e muito interessante nas músicas.



Para começar, antes que a resenha acabe, o nome deste álbum é “Emerson, Lake & Palmer - Live At The Mar Y Sol Festival '72”, gravado na cidade Vega Baja, Puerto Rico entre os dias 1 a 3 de abril de 1972 e logicamente por tratar-se um festival, outros nomes de peso também estiveram por lá como, B.B. King; Black Sabbath; Faces, Dave Brubeck, Almann Brothers Bands, Alice Cooper; Osibisa e tantos outros que prestigiaram este evento.

Muito bem, quanto às músicas, lógico, só tem pérolas, pois além das citadas logo acima, temos também, Hoedown, Take a Pebble, Lucky Man,  Piano  Improvisation  (sensacional)  e pasmem, Pictures At An Exhibition sendo apresentada em um festival de rock, só mesmo sendo loucos e gênios, mas como eles se enquadram nas duas categorias, está tudo certo e podem crer, deu tudo certo.
ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

ELP
Keith Emeson;
GregLake;
Carl Palmer

Tracks:
01.Hoedown
02.Tarkus
03.Take A Pebble
04.Lucky Man
05.Piano Improvisation
06.Pictures At An Exhibition
07.Rondo

 



ERIK NORLANDER - "Seas of Orion" - 2004

 


Esse é o cara, Erik Norlander, compositor e multi-tecladista de primeira linha, que tem como fonte de inspiração para seus trabalhos e modo como executar suas músicas nada menos que os deuses do Olimpo, Rick Wakeman, Keith Emerson Jon Lord e isto está muito bem registrado em suas músicas.

Desta vez, vamos voltar ao ano de 2004 e chegar ao seu quinto álbum solo intitulado, “Seas of Orion”, muito mais próximo do progressivo eletrônico do “Tangerine Dream” do recém falecido Edgar Froese (01-2015), gênio alemão da música eletrônica, do que do progressivo clássico de suas principais fontes de inspiração.





Muito bem, isto significa que estamos frente a frente com um álbum naturalmente eletrônico, genuinamente instrumental, destinado especialmente a ouvidos afetos a este tipo de música, pois não estamos diante de um eletrônico dançante, mas sim a um eletrônico viajante, portanto é necessário que o ouvinte tenha certa dose de paciência e atenção para captar os mínimos detalhes que este tipo e composição oferece. 

Por falar em viagem, ela começa muito bem com a música, “Fanfarre For Absents Friends”, que é uma viagem frenética a bordo de um não menos frenético sintetizador que nos proporciona momentos memoráveis que nos remetem aos deuses do Olimpo acima citados, acompanhados de uma poderosa percussão sob a execução de Greg Ellis, marcando o compasso e os rumos dessa viagem.

Este álbum a rigor é bem dinâmico, com poucas ou quase nenhuma experimentação eletrônica que em alguns casos torna-se algo maçante e por muitas vezes acaba estragando o clima da música, fato este que não acontece neste trabalho, portanto é um bom sinal de divertimento, predicado essencial para um bom álbum



Moog Modular
Este álbum segue um padrão único de comportamento, mas não causa monotonia de espécie alguma, pois a música de Erik Norlander atrai pela capacidade de criar diferentes atmosferas, portanto não é raro bater aquele “dejà vu” e sentir a presença de algo que já foi escutado em outras épocas (não vou pronunciar o que ou quem, para não perder a graça) e/ou mesmo, o modo da execução que é muito peculiar em muitos tecladistas que conhecemos.

A naturalidade com que ele mistura as tecnologias do passado com as do presente, talvez seja seu maior trunfo, pois dar sentido musical com equipamentos analógicos vintage como por exemplo, um Moog Modular de 1967 (aliás, fico pensando como ele conseguiu um raro instrumento como este) e de outro lado com um sintetizador  Alesis A6 Andromeda, que  tem agregada ao seu DNA as mais altas concepções tecnológicas.

Alesis Andromeda A6
Isso é uma tarefa dificílima que requer muito equilíbrio, sensibilidade musical e profundos conhecimentos técnicos do que estes sofisticados equipamentos podem oferecer para gerar um produto final com qualidade e principalmente que dê sentido lógico à obra. 

Este álbum ainda revela uma boa surpresa, pois há um pequeno cover da música “Opera Souvage: Hymne” do legendário “Evángelos Odysséas Papathanassíu”, sim o “Vangelis”, que é outro Mega-Hiper-Blaster compositor e multi-tecladista que tenho certeza que é também sem sombra de dúvidas fonte de inspiração para Erik Norlander


Bem, acervo musical ele tem de sobra, pois são nove álbuns de sua carreira solo, mais oito álbuns de sua banda, a Rockets Scientists e com a sua esposa que tem um belo vozeirão, Lana Lane, são mais dezoito álbuns, ou seja, o cidadão trabalha e estuda muito sobre tudo o que faz, portanto não é de se admirar que ele consiga produzir álbuns muito bons e consistentes, fazendo-nos sempre retornar aos seus demais trabalhos.

ALTAMENTE RECOMENDADO!!!!

Musicians:
Erik Norlander - Keyborads
Greg Ellis - Drums and Percussion

Tracks:
01 - Fanfarre For Absents Friends
02 - City Of Livings Machines
03 - New  Gotham Prime
04 - Adrift On The Fires Seas Of Orion's Shield
05 - Oasis In Stasis
06 - Opera Souvage: Hymne






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