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quinta-feira, 6 de abril de 2023

DISCOGRAFIA - ADRIFT Experimental/Post Metal • Spain

 

ADRIFT

Experimental/Post Metal • Spain

Biografia do Adrift
O ADRIFT é de Madri, Espanha, composto por Jorge (guitarra/vocal), Dani (baixo), Macon (guitarra) e Jaime (bateria). A banda foi criada no final de 1999 e conquistou muitos seguidores na Espanha com muito trabalho, ensaios e muitos shows ao vivo. Rebaixados em seus primórdios no underground da Espanha, eles lançaram uma demo e um single de 7 polegadas, mas não foi até que lançaram seu MCD "Troya" no The Other Light em 2005, que começaram a chamar a atenção fora do underground. Eles começaram a receber o merecido reconhecimento com sua separação de Waterloo na Underhill Records em 2006, onde se apresentaram com as principais bandas de metal da Espanha, MOKSHA, ANOTHER KIND OF DEATH e MOHO.

Em 2008, o ADRIFT lançou seu primeiro álbum completo "Monolito" pela Underhill Records. Foi gravado com Carlos Santos no Sadman Studios (Ictus, Another Kind of Death) e masterizado no TailorMaid Studios na Suécia por Peter in de Betou (Dimmu Borgir, Enslaved, Messugah, Marduk, Nassum, Nine). Com este lançamento, a banda finalmente conseguiu mostrar a escuridão e a complexidade de suas composições.



ADRIFT toca música intensa e pesada com uma variedade de influências, que vão desde a escuridão experimental de bandas como Neurosis, Isis e Sunn O)), até os riffs mais diretos de Kyuss, Mastodon e Ferramenta. Eles foram aprovados pelo Prog Metal Team e são altamente recomendados.

ADRIFT discografia



ADRIFT top albums (CD, LP,)

3.33 | 3 ratings
Monolito
2008
0.00 | 0 ratings
Black Heart Bleeds Black
2012
4.00 | 1 ratings
Pure
2019

ADRIFT Live Albums (CD, LP, MC)

ADRIFT Official Singles, EPs, Fan Club & Promo (CD, EP/LP, )

0.00 | 0 ratings
Cogito Ergo Actuo
2002
0.00 | 0 ratings
Austero
2004
2.00 | 1 ratings
Troya
2005

By Vitor Rodrigues Musica&Som - abril 06, 2023 Sem comentários:
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DISCOGRAFIA - ADRAMELCH Progressive Metal • Italy

 

ADRAMELCH

Progressive Metal • Italy

Biografia do Adramelch
Adramelch é formada em 1987 em Milão. A formação original conta com Gianluca Corona na bateria, Franco Avalli no baixo e Lorenzo Marconi na guitarra. Mais tarde, no Art High School, Gianluca conhece Vittorio Ballerio, vocalista do Phoenix - uma banda de hard rock que toca sua própria música em shows ao vivo na área de Milão, e o convida para se juntar a Adramelch Inicialmente a banda executa apenas covers de outros "

HOLY MONSTERS": Queensryche, Iron Maiden e Black Sabbath. Vittorio será uma grande influência para levar Gianluca e Adramelch a escrever suas próprias canções.

Em setembro de 1987 a estrutura da banda muda completamente: Gianluca, sendo o autor da música de Adramelch, muda para a guitarra mais adequada, e um novo baterista entra na banda: Luca Moretti. Lorenzo deixa o grupo para formar o DEATHRAGE e seu lugar é ocupado por Sandro Fremiot.

Depois de seis meses totalmente concentrados na composição, ensaio e arranjo das músicas, os cinco músicos entram no Hammill Studio em Milão para gravar sua primeira Demo, Irae Melanox.

A demo é aclamada pela crítica e imprensa especializada, simultaneamente, despertando interesse em algumas gravadoras italianas, entre as quais a LM Records de Ravenna. A LM Records convida Adramelch para participar de uma das primeiras compilações do Metal italiano: Heavy rendez-vous junto com outras bandas como CREPIN DEATH, MOON OF STEEL, DUNKARDS...
Enquanto isso, a banda começa a fazer shows na área de Milão.

Graças à intervenção da gravadora milanesa Metal Master, em junho de 1988 - em pouco tempo e com muito pouco dinheiro - Adramelch grava seu primeiro álbum Irae Melanox.

Logo após o lançamento de Irae Melanox, a banda passa por uma crise por diversos motivos.

O álbum é aclamado pela imprensa especializada nacional e internacional (por exemplo, a revista inglesa Kerrang, geralmente muito cáustica com as produções italianas, atribui ao álbum uma lisonjeira nota 4 de 5!!!). Infelizmente, talvez pela total falta de promoção da gravadora, talvez pela xenomania italiana da época, a resposta do público é fraca.

Embora muito orgulhosos do resultado final, a banda está bastante decepcionada com a má qualidade do som do álbum, resultado de uma produção de baixo orçamento.

A complexidade de Irae Melanox torna-o um álbum de audição nada fácil, que acabará por demorar anos a ser apreciado pelo público de toda a Europa.

A saída de Franco e Luca para o serviço militar implica enormes dificuldades para dar continuidade à realização do segundo álbum.

Como resultado, por um longo período os membros da banda seguem projetos individuais.

Vittorio forma o ovo de Columbus, um projeto de rock jazz e Franco se junta a ele; a atividade da banda resultará em um álbum.

Franco, ao iniciar uma nova experiência profícua com a banda de rock progressivo Enter, substituindo Lorenzo Dehò, chama Vittorio na banda. Como resultado do sucesso da atividade da banda, uma demo 24trks é lançada em 1992.

Gianluca trabalha em novas canções de rock, começando a escrever letras em italiano. O resultado, em 1995, é o nascimento de um novo projeto, In-Canto (anteriormente denominado Zefiro); a banda conta com Vittorio, Gianluca, Franco e novos músicos entre eles o baterista Luciano Marinetti (ex Mistere de Notre dame). Esta interessante experiência artística terminou rapidamente devido à falta de devoção e convicção por parte dos membros da banda.

Em Julho de 2003 Gianluca, Franco e Vittorio voltam a reunir-se, com o primeiro objectivo de evitar que as obras musicais de Gianluca, compostas entre os anos 88 e 90, caiam no esquecimento. Mas a banda logo percebe que há espaço para novos trabalhos e projetos - lançando as bases para um segundo álbum!

Uma nova estrutura de banda é criada: a segunda guitarra é substituída por teclados/Piano (Davide Doviti). A ideia é ampliar as soluções musicais e o alcance da banda.

O baterista original Luca Moretti, ido morar em Roma desde 1992, nunca poderia fazer parte do novo projeto. Sigfrido Percich, que já tocou com Vittorio em uma clássica banda cover de Prog Rock, junta-se a Adramelch. É um poderoso baterista com várias experiências musicais significativas: Nu-Metal (Indastria, K-Again), Prog-Metal (Acron, Arkhé), Crossover (Funk The Chicken) e Techno-Trash/Death (Insania, Nightward).

Inicialmente, o apoio e colaboração externa é concedido por Andrea Volontè (vindo de Fratelli Calafuria, uma banda de ruído onde ele canta e toca violão); um gradual afastamento de Davide, que resultará em sua deserção da banda poucas semanas antes do show do HOA, fará com que Andrea se envolva cada vez mais com o projeto.

Em julho de 2004, Adramelch participou do prestigiado Headbangers Open Air em Hamburgo, tocando um set de canções antigas (de Irae Melanox) e quatro novas. A resposta da multidão é entusiástica!

Embora tudo pareça estar indo bem, no final do verão Franco desiste, uma decisão de alguma forma relacionada a seus interesses musicais, gostos e prioridades pessoais, que não combinam bem com os dos outros membros da banda. Uma semana depois, Andrea segue seus passos e sai da banda também.

É por isso que a reunião de Adramelch chegou tão tarde! Manter a banda unida não é tão fácil no momento, assim como não foi no passado, e todos na banda estão cientes disso. Diferentes personalidades fortes, diferentes objetivos e problemas pessoais tornam qualquer mistura humana instável.

A perda contemporânea de Franco - co-fundador da banda, importante elemento de equilíbrio e músico muito habilidoso - e de Andrea que tanto - como membro externo - havia contribuído nos arranjos, representa um momento de incerteza... uma possível crise, para Gianluca , Vittorio e Sigfrido... mas graças a sua grande coesão, compromisso e dedicação a Adramelch e um ao outro, esse perigo foi superado. A produção das novas músicas continua.

Em setembro de 2004, um novo guitarrista se junta ao Adramelch: Fabio Troiani. Ele é um velho amigo de Vittorio, ambos tocaram em uma banda chamada Anathema (anos antes da formação da banda inglesa Anathema). Com uma boa formação em Metal e uma cultura musical variada, Fábio abraça o projeto com entusiasmo, em perfeita sintonia com o restante da banda, e desde o início colabora decisivamente com os novos arranjos.

Algumas semanas depois, após uma pesquisa apurada e ensaios com muitos baixistas, um novo experiente e talentoso machado, Maurizio Lietti, da banda de hard rock alternativo Sentenzia, completa a formação no baixo. A entrada de Mau impulsiona o processo de arranjo das músicas do novo álbum, que ganha corpo cada vez mais.

Em janeiro de 2005 Adramelch assinou com a gravadora italiana Underground Symphony para a produção, gravação e distribuição de seu segundo álbum, "Broken History", um álbum conceitual sobre cruzadas.

Broken History foi gravado e mixado em fevereiro de 2005 no New Sin Studio em Loria por Luigi Stefanini.

ADRAMELCH discografia



ADRAMELCH top albums (CD, LP, MC, )

4.00 | 24 ratings
Irae Melanox
1988
4.17 | 20 ratings
Broken History
2005
4.00 | 18 ratings
Lights From Oblivion
2012
3.50 | 6 ratings
Opus
2015

By Vitor Rodrigues Musica&Som - abril 06, 2023 Sem comentários:
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“Revoluções Por Minuto" (1985), RPM

 


O ano de 1985 foi o ano da virada do rock paulista sobre o rock carioca. Até então, desde o renascimento do rock brasileiro com a Blitz, em 1982, o rock carioca nadava de braçadas no mainstream do rock nacional. A maioria dos astros era carioca: Kid Abelha, Lulu Santos, Herva Doce, Ritchie (inglês, radicado no Rio), Barão Vermelho e Lobão & Os Ronaldos. Eram sucesso de vendas e de execução em rádio e TV. Não foi à toa que toda a ala roqueira nacional da primeira edição do Rock in Rio foi carioca, apesar de achar que os paulistas do Rádio Táxi, cheio de hits no rádio naquele momento, mereciam estar no festival.

Mas na virada de 1984 para 1985, a coisa começou a mudar a favor dos paulistas. Os primeiros nomes da cena underground do rock paulista começaram conquistar espaço no mainstream do rock nacional com Magazine, Titãs e Metrô. Em 1985, outras bandas engrossavam a "invasão paulista" no mainstream com Ira!, Ultraje a Rigor, Zero e mais outras bandas. Dentro dessa virada paulista estava o RPM.

Lembro-me como hoje quando o RPM surgiu com o hit "Louras Geladas", no começo de 1985. Eu tinha visto, numa edição de janeiro de 1985 da "Veja" emprestada de um colega de escola, uma matéria especial sobre o Rock in Rio e a "febre" do rock nacional. Na matéria, uma integrante da banda Sempre Livre afirmava que o RPM iria se tornar um grande sucesso do rock brasileiro, um fenômeno. Não demorou muito para aquilo acontecer. Naquele mesmo primeiro semestre, o RPM lançava o single de "Louras Geladas"que logo ganhou as rádios. Poucos meses depois, saía o álbum de estreia, Revoluções Por Minuto, em maio de 1985.

Acho o Revoluções Por Minuto um dos melhores debutes da história do rock nacional. O RPM já se mostrava nesse disco, uma banda muito segura e madura, tanto nas letras quanto nos arranjos. A banda transitava livremente entre o rock progressivo, o synthpop e a new wave. A experiência londrina de Paulo Ricardo como correspondente da revista “Som Três” foi fundamental para que o RPM tivesse uma bagagem musical comparável à de bandas top europeias como Duran Duran e Simple Minds na época. Ainda sobre o perfil musical da banda, os dois lados do álbum refletem muito bem o que era o RPM naquele momento. Se no lado A, as canções têm um apelo mais pop e radiofônico, no lado B, o RPM mostrava o seu lado mais denso e virtuoso, puxado para o rock progressivo e para o pós-punk.

O que chamava mais atenção na banda paulista eram os teclados de Luiz Schiavon; o som dos seus sintetizadores se tornou uma marca do RPM. A “cozinha” era competente com Paulo Pagni (recém-integrado ao RPM) na bateria e Paulo Ricardo, que além de bom baixista, era um “front man” carismático. Pra completar, o “guitar hero” Fernando Deluqui, responsável por um dos maiores riffs de guitarra do rock nacional de todos os tempos, o de “Rádio Pirata”, um dos hits do álbum. A faixa é a minha preferida do álbum, e é um verdadeiro tributo que o RPM prestava àquela nova geração do rock nacional - da qual também fazia parte - que saía dos porões do underground para conquistar a cena musical brasileira.

Se por um lado, a faixa título foi censurada por causa do verso "aqui na esquina cheiram cola", “Olhar 43” e “A Cruz E A Espada” foram outras faixas que viraram hits e ajudaram o disco a vender mais de 300 mil cópias em poucos meses. O sucesso do álbum faz o RPM entrar em turnê com uma superprodução pouco vista no show business brasileiro, o que resultaria no multi-platinado álbum “Rádio Pirata/Ao Vivo”, de 1986. Mas isso, é uma outra história.

Faixas:

Lado A                
  1. "Rádio Pirata" 
  2. "Olhar 43"          
  3. "A Cruz e a Espada"       
  4. "Estação do Inferno"    
  5. "A Fúria do Sexo Frágil Contra o Dragão da Maldade"   
  6. "Louras Geladas"        


Lado B              
  1. "Liberdade/Guerra Fria"             
  2. "Sob a Luz do Sol"          
  3. "Juvenília"         
  4. "Pr'esse Vício"                 
  5. "Revoluções por Minuto" 



Todas as faixas são de autoria de Luiz Schiavon - Paulo Ricardo, exceto as faixas 1 e 6 (Paulo Ricardo - Luiz Schiavon) e 8 (Fernando Deluqui - Luiz Schiavon - Paulo Ricardo).

RPM: Paulo Ricardo ( voz e baixo), Luiz Schiavon (teclados), Fernando Deluqui (guitarra e violão) e Paulo “P.A.” Pagni (bateria e percussão).




By Vitor Rodrigues Musica&Som - abril 06, 2023 Sem comentários:
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“The Queen Is Dead” (1986), The Smiths

 


Há 30 anos, os Smiths lançavam a sua grande obra-prima: The Queen Is Dead. O terceiro álbum do quarteto inglês consolidou e cravou para a história do rock o estilo dos Smiths, baseado no lirismo e na melancolia das letras de Morrissey e nos arranjos simples e melodiosos da guitarra de Johnny Marr.

Não seria exagero meu afirmar que The Queen Is Dead figura lado a lado de álbuns icônicos de rock dos anos 1980 como The Joshua Tree, do U2, Appetite For Destruction, dos Guns’n’Roses e Brothers In Arms, do Dire Straits. Sempre em que são feitas pela imprensa enquetes dos maiores álbuns de rock de todos os tempos, The Queen Is Dead está presente nessas listas.

The Smiths
Lançado pelo selo independente inglês Rough Trade, The Queen Is Dead foi bem recebido pela crítica que caiu de elogios pelo disco. A capa do álbum mostra uma imagem de Alain Delon extraída de uma cena do filme L’Insoumis. A imagem carrega um certo teor homoerótico.

A banda abre o álbum ridicularizando a monarquia britânica e a igreja com a faixa-título. No entanto, são as faixas “Bigmouth Strikes Again", "Cemetry Gates", "There Is A Light That Never Goes Out" e "The Boy With The Thorn In His Side" que se tornaram os grandes hits do álbum. O sucesso de The Queen Is Dead  foi tão grande que os Smiths se tornaram na época a maior banda independente do planeta já que não era contratada de grande gravadora.

Depois de atingir o topo da carreira com The Queen Is Dead, as divergências entre os integrantes acabaram causando o fim dos Smiths pouco depois de lançarem o álbum seguinte, Strangeways, Here We Come em 1987. Uma pena.
  
Faixas:
  1. "The Queen Is Dead"
  2. "Frankly, Mr. Shankly"
  3. "I Know It's Over"
  4. "Never Had No One Ever"
  5. "Cemetry Gates"
  6. "Bigmouth Strikes Again"
  7. "The Boy with the Thorn in His Side"
  8. "Vicar in a Tutu"
  9. "There Is a Light That Never Goes Out"
  10. "Some Girls Are Bigger Than Others"
Todas as faixas são de autoria de Morrissey e Johnny Marr.

The Smiths: Morrissey (vocal), Johnny Marr (guitarra; gaita, flauta e sintetizador na faixa 9), Andy Rourke (baixo) e Mike Joyce (bateria).




By Vitor Rodrigues Musica&Som - abril 06, 2023 Sem comentários:
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“The Joshua Tree”( Island Records,1987 ) U2

 


Foi com The Joshua Tree que o U2 deixou de ser apenas uma boa banda pós-punk para se tornar um gigante do rock. Com The Joshua Tree, o U2 rompe as amarras que o prendiam à sonoridade pós-punk ao se aproximar com esse disco, de sons até então distantes do universo da banda como blues, gospel (o original) e a folk music. Os Estados Unidos eram o grande foco do álbum. Os temas ligados à política externa norte-americana e da vida na América foram a base temática do disco. Mudou a sonoridade, mas o senso crítico afiado desde os tempos de “Sunday, Bloody Sunday” permaneceu intacto.

The Joshua Tree é um disco de grandes e memoráveis canções que permaneceram no imaginário dos fãs do U2 nas últimas três décadas, até mesmo dos fãs mais jovens que nem mesmo eram nascidos na época em que foi lançado, em março de 1987. Quem não se emocionou com "I Still Haven't Found What I'm Looking For" e com sua nova versão com o U2 e um coral gospel no álbum Rattle And Hum, de 1988, que é de arrepiar a alma? O disco ainda trouxe outras pérolas arrepiantes como “Where The Streets Have No Name”, With Or Without You” e “Bullet The Blue Sky", esta última, mantendo a veia crítica do U2 pulsante.

U2 no deserto de Monjave, na Califórnia, durante sessão de 
fotos para a capa de The Joshua Tree.
O clipe magistral de “Where The Streets Have No Name”, uma das minhas faixas preferidas de The Joshua Tree, foi gravado no topo de um prédio de um shopping em Los Angeles, nos Estados Unidos, bem ao estilo dos Beatles no terraço do prédio da Apple Records, em 1969. A gravação do clipe atraiu um grande público e deu uma certa dor de cabeça para os guardas de trânsito da cidade que foram pegos de surpresa.

Nunca vou me esquecer quando vibrei ao ver na TV, The Joshua Tree desbancar Bad, de Michael Jackson, na premiação do Grammy, em 1988, na categoria “Álbum do Ano”. A premiação foi transmitida pela Globo na época. Vibrei pra caramba, pois The Joshua Tree foi de fato o grande disco do ano, enquanto Bad, cercado de uma pesada “marquetagem” promocional, teve um relativo sucesso, mas era escorado pelos resquícios da fama de Thriller.

Faixas: 
  1. "Where the Streets Have No Name"    
  2. "I Still Haven't Found What I'm Looking For"     
  3. "With Or Without You"                
  4. "Bullet the Blue Sky"    
  5. "Running To Stand Still"               
  6. "Red Hill Mining Town"               
  7. "In God's Country"        
  8. "Trip Through Your Wires"         
  9. "One Tree Hill"                
  10. "Exit"   
  11. "Mothers Of The Disappeared"  

Todas as músicas compostas pelo U2 e letras por Bono.



"Where the Streets Have No Name"


   

"I Still Haven't Found What I'm Looking For" 

By Vitor Rodrigues Musica&Som - abril 06, 2023 Sem comentários:
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Bananagun – The True Story of Bananagun (2020)


 

Continuando a recente boa tradição australiana, os Bananagun dão-nos um excelente disco, regado a tropicalismo, psicadelismo e tribalismo.

Quando James Cook descobriu a Austrália nunca lhe terá passado pela cabeça que, duzentos anos depois, a segunda revolução psicadélica passasse por lá. Terá sido por isso que os portugueses, acreditando nas teorias que teriam sido os primeiros a avistar solo austral, nunca assumiram tal descobrimento?

Também não podemos esquecer o facto de que os primeiros habitantes ‘down under’ foram os exilados e renegados do Reino Unido, a isso somamos a questão do continente estar povoado pelos seres mais bizarros, sendo alguns deles dos mais perigosos do mundo, e temos aqui, então, uma mistura explosiva que teria de se expressar de alguma maneira.

The True Story Of Bananagun abre com “Bang Go The Bongos”, numa clara homenagem aos Mutantes, carregada de fuzz. Logo em seguida aparece a freakalhada de “The Master”, onde os australianos demonstram todas as suas influências e capacidades técnicas.

Se já estávamos bem impressionados com os Bananagun, então com “People Talk Too Much” ficámos rendidos. A banda vai à Nigéria dos anos 70, inspiradíssima no afro-beat de Fela Kuti, e veste o género musical de roupas floridas e rega-o de ácido. São quase sete minutos de pura intensidade.

O espectáculo circense dos Bananagun continua sempre a todo o vapor com “Freak Machine”, a fazer lembrar os Goat. Há tempo para um excerto instrumental dedicado aos pássaros (“Bird Up”), onde parece que entrámos no meio da selva amazónica, em seguida desaguámos em “Out Of Reach”, canção que encapsula verdadeiramente o espírito livre do Verão do amor.

Não acabamos o disco sem voltar aos Mutantes, com “She Now”, tema quase tirado a papel químico de “A Minha Menina”.

O disco continua sempre nestas toadas, passando por vários géneros musicais, mas todos interligados pelo amor ao ácido lisérgico e é, sobretudo, o seu sentido de felicidade e alegria, sem pudores ou vergonhas, que faz o seu som ser tão verdadeiro e interessante, saltando entre continentes e décadas, mas tudo de modo bem vívido e colorido.

Nunca saberemos o que realmente aconteceu para que a Austrália fosse o epicentro do novo psicadelismo. No entanto, o país que nos deu o Crocodilo Dundee, os cangurus e os koalas não nos pára de surpreender, tais são as bandas que de lá continuam a sair, desde os Tame Impala, passando pelos King Gizzard e acabando nestes Bananagun. Se calhar alguém meteu algo na água da rede…

By Vitor Rodrigues Musica&Som - abril 06, 2023 Sem comentários:
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