terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

Nº1 Thick as a Brick — Jethro Tull, Junho 3, 1972

 Producer: Jethro Tull

Track listing: Thick as a Brick / Thick as a Brick


3 de junho de 1972
2 semanas

Os álbuns consecutivos número um de Jethro Tull, Thick as a Brick de 1972 e A Passion Play de 1973 são dois dos álbuns menos comerciais e intransigentes de todos os tempos no topo da parada de álbuns da Billboard.

Nomeada em homenagem ao inventor da semeadora do século 18, a Jethro Tull foi fundada em 1968 em Blackpool, Inglaterra. Após seu sucesso inicial no Reino Unido, o grupo começou a conquistar seguidores na América com seu terceiro álbum, Benefit , de 1970 , que subiu para o 11º lugar e ganhou disco de ouro. O álbum seguinte, Aqualung , de 1971 , trazia diversas faixas, como “Locomotive Breath”, que se tornou padrão no florescente formato de álbum de rock nas rádios. O álbum vendeu mais de dois milhões de cópias na América, preparando o cenário para Thick as a Brick .

“Foi a primeira vez que Jethro Tull realmente fez um álbum conceitual”, diz o cantor/flautista Ian Anderson. “Fomos injustamente acusados ​​de termos feito um álbum conceitual com o Aqualung . Para mim era apenas uma coleção de músicas. No entanto, recebemos esse tipo de tag como sendo um grupo de álbum conceitual. Minha reação a isso foi criar o material para o álbum seguinte, Thick as a Brick , quase como uma paródia do que um álbum conceitual poderia ser.”

Thick as a Brick foi concebido e gravado como uma peça musical de quase 44 minutos de duração, dividida em duas partes para acomodar os dois lados de um álbum. A capa apresentava um jornal fictício chamado St. Cleve Chronicle com histórias relacionadas ao álbum, incluindo um artigo principal sobre Gerald (Little Milton) Bostock, um menino fictício de oito anos que compartilhava os créditos de escrita com Anderson.

“Foi definitivamente uma peça musical e letra conceituada, mas foi feita com um senso de diversão”, explica Anderson. “Liricamente, muitas das ideias e sentimentos expressos são minhas próprias visões e emoções um tanto contraditórias que tive quando criança ou adolescente. Para mim, meio que aumentou o humor fingir que esses eram os sentimentos de uma criança bastante precoce de oito anos.

O álbum foi escrito, composto e arranjado durante um período cansativo de um mês, com uma formação que incluía Anderson assumindo tarefas de violino, sax e trompete, bem como seus habituais vocais, flauta e violão; Martin Barre na guitarra elétrica e alaúde; John Evan no órgão, piano e cravo; Jeffrey Hammond-Hammond no baixo; e Barriemore Barlow na percussão. “Todos os dias eu escrevia uma nova música”, lembra Anderson. “Eu encontrava os caras na sala de ensaio e construímos a música do dia anterior. Sempre terminávamos o ensaio na hora do chá e eu tinha a noite e algumas horas na manhã seguinte para trabalhar na próxima peça musical.”

No entanto, o processo de gravação real foi bastante rápido. Diz Anderson: “Depois de organizar toda a peça, fomos e gravamos, o que levou apenas cerca de duas semanas. Na verdade, demorou mais para fazer a capa do álbum do que para gravá-lo.”

OS CINCO MELHORES
Semana de 3 de junho de 1972

1. Thick as a Brick, Jethro Tull
2. First Take, Robert Flack
3. Harvest, Neil Young
4. Crosby & Nash, Crosby & Nash
5. Manassas, Stephen Stills


Freedom: quando Neil Young voltou a ser Neil Young

 


Neil Young atravessou a década de 1980 de forma estranha, pra dizer o mínimo. Após escrever o seu nome na história do rock durante os anos 1970 com álbuns antológicos como Harvest (1972), Zuma (1975) e Rust Never Sleeps (1979), o músico canadense adentrou a nova década apostando em trabalhos mais experimentais e com novas abordagens sonoras. Teve eletrônica em Trans (1982), rockabilly em Everybody’s Rockin’ (1983) e discos fraquíssimos como Landing on Water (1986), o que motivou a gravadora Geffen, casa de Young na época, a abrir um processo contra Neil por ele estar fazendo música “que não representava a si mesmo”.

O vocalista e guitarrista retornou então para Reprise e colocou This Note’s For You nas lojas em 1988, que traz instrumentos de sopro como saxofone, trombone e trompete nos arranjos, o que deu um ar jazzístico para o trabalho. Ainda que um tanto inusitado, o álbum rendeu o primeiro hit de Neil Young na década, justamente a música que batiza o disco.

As coisas só retornaram de vez para os trilhos com o álbum seguinte, Freedom, lançado em outubro de 1989. Com uma estrutura que remete à dobradinha Rust Never Sleeps e Live Rust, ambos lançados dez anos antes, o disco teve como carro-chefe um dos grandes clássicos da carreira de Neil Young, a imortal “Rockin’ in the Free World”, presente em duas versões: a acústica, que abre o trabalho, e uma releitura elétrica ao vivo, fechando o play – apesar de semelhantes, as letras dessas duas versões apresentam algumas diferenças. Entre as duas, faixas que equilibram o lado rocker do canadense e a sonoridade folk e mais calma de sua personalidade artística. Acompanhado de chapas das antigas como Frank Sampedro (guitarrista da Crazy Horse) e feras como Rick Rosas (lendário baixista que tocou com nomes como Joe Walsh, Etta James e Jerry Lee Lewis, e que integrou a banda de apoio do supergrupo Crosby, Stills, Nash & Young) e de Chad Cromwell (que tocou em álbuns e turnês de músicos como Mark Knopfler, Joss Stone e Bonnie Raitt, e outro que veio da banda que acompanhava o CSNY), Neil Young voltou a soar como Neil Young em Freedom.

O álbum traz doze músicas, e abre de forma arrepiante com uma versão acústica de “Rockin’ in the Free World”, que reconstrói automaticamente a atmosfera da mais do que clássica “My My, Hey Hey (Out of the Blue)”, primeira faixa de Rust Never Sleeps. O encerramento, com o canadense retornando com uma selvagem releitura elétrica de “Rockin’ in the Free World”, repete a sensação de familiaridade remetendo à atmosfera de “Hey Hey, My My (Into the Black)”, que encerra Rust Never Sleeps.

“Crime in the City (Sixty to Zero Part I)” é uma das melhores gravações da vida de Young, uma canção acústica cuja letra tem várias citações ao modo de vida e à hipocrisia do cidadão médio dos Estados Unidos. A interpretação de Neil varia entre o cinismo e a energia, enfatizando palavras-chave da letra. “Don’t Cry” é uma espécie de balada meio country, com as explosões de guitarra típicas de Young, que tornam a canção extremamente pesada em diversos momentos. O lirismo dá o tom de “Hangin’ on a Limb”, que conversa com a sonoridade acústica tanto de Harvest quanto de Comes a Time (1978), o mesmo acontecendo com “The Ways of Love”.

Um momento de emoção em Freedom acontece em “Eldorado”, composição espetacular com um sutil tempero western e que é outra que, desde o lançamento, entrou para a lista de grandes canções da carreira do canadense. A guitarra dessa faixa é uma das mais neilyounglescas que Neil Young já gravou, e mostra o quanto, além de vocalista incrível e letrista espetacular, ele também é um instrumentista bastante fora da curva. “On Broadway” vai na mesma linha, com a guitarra conduzindo os demais instrumentos em outro dos grandes momentos do álbum.

Pessoalmente, me incomoda o excesso de glicose presente em duas canções, “Someday” e “Wrecking Ball”, que não agregam nada ao trabalho e poderiam ter ficado de fora tanto por estarem abaixo das demais quanto por trazerem uma sonoridade que não conversa com o restante do álbum.

“No More” é um rock clássico que arrepia desde os primeiros acordes, uma música excelente que traz Neil Young derramando linhas vocais cheia de melodia e um tanto melancólicas sobre uma base instrumental simples, porém eficientíssima. A country “Too Far Gone” é outra que remete à sonoridade setentista, com elementos de álbuns como o já citado Comes a Time.

Freedom fez com que Neil Young retomasse o status de lenda do rock e deixasse para trás os conturbados anos 1980. Além disso, foi o início de uma das melhores, mais aclamadas e mais produtivas fases do músico canadense, que lançou na sequência outro grande álbum, Ragged Glory (1990), e deu ao mundo durante a década de 1990 trabalhos espetaculares como Harvest Moon (1992), Sleeps with Angels (1994), Mirror Ball (1995, tendo o Pearl Jam como banda de apoio) e Broken Arrow (1996), além dos ao vivos Weld (1991) e Year of the Horse (1997) e do Unplugged, gravado para a MTV em 1993.

A discografia de Neil Young é gigantesca e conta, até o momento, com 45 álbuns de estúdio e 12 discos ao vivo, além de dezenas de compilações, singles, trilhas sonoras e boxes. Freedom é, sem dúvida alguma, um dos pontos altos de toda a produção do compositor canadense, e um álbum obrigatório para todo fã de sua obra.



Forever Young: a duradoura influência do Alphaville na música pop


O título da coletânea da banda alemã Alphaville faz menção à “primeira colheita” de singles do grupo, um dos mais populares da cena synthpop dos anos 1980. First Harvest 1984-92 abre com “Big in Japan” e fecha com “Forever Young”, dois dos maiores hits do grupo e dois clássicos do pop oitentista. Entre ambas, outras pérolas da receita certeira do quarteto, composta por ingredientes como elementos eletrônicos, sintetizadores melódicos e letras filosóficas.

Formado em 1982 na cidade Münster, o Alphaville possui uma carreira longa e que segue gerando frutos. A banda entrou em um hiato após o seu quinto álbum, Salvation (1997), mas retornou em 2010 com Catching Rays on Giant e, desde então, lançou mais dois trabalhos, Strange Attractor (2017) e Eternally Yours (2022). Da formação clássica, apenas o vocalista Marian Gold permanece.

First Harvest, na verdade, foi a terceira compilação de canções do quarteto. Ela foi antecedida por Alphaville Amiga Compilation, lançada apenas na então Alemanha Oriental em 1988, e por Alphaville: The Singles Collection, que foi lançada somente nos Estados Unidos no mesmo ano. First Harvest chegou às lojas em março de 1992 e foi a primeira coletânea reunindo o material da banda a ser disponibilizada mundialmente, além de possuir um tracklist muito mais amplo que as duas anteriores, com quinze faixas vindas dos álbuns Forever Young (1984), Afternoons in Utopia (1986) e The Breathtaking Blue (1989). “Big in Japan” aparece em duas versões: a gravação original e uma versão mix de 1992, com mais de seis minutos de duração.

A música do Alphaville se caracteriza por uma mixagem pesada para os padrões do pop, característica recorrente na cena synthpop da década de 1980. As melodias vocais sempre cativantes de Marion Gold estão entre os principais pontos altos da banda, e se repetem tanto em canções dançantes como nas mais reflexivas, os grandes exemplos sendo justamente os dois maiores hits do grupo, “Big in Japan” e “Forever Young”. O trabalho de sintetizadores é excelente, cheio de sutilezas e detalhes que remetem a uma espécie de Kraftwerk menos robótico e mais pop. O bom gosto instrumental é uma constante, e isso fica evidente em canções como “For a Million”, que chega a ter até um tempero latino. Já a ótima “A Victory of Love”, com seu clima sombrio e Marion cantando em tons mais graves, pode até ser confundida com algo do Depeche Mode pelos desavisados. O trio Bernhard Lloyd, Frank Mertens e Ricky Echolette, todos tecladistas, entrelaçam seus instrumentos em texturas e arranjos muito bem feitos.

O Alphaville foi muito popular no Brasil, com “Forever Young” fazendo parte da trilha da novela De Quina pra Lua, transmitida entre 1985 e 1986. “Big in Japan” e “Dance With Me” foram incluídas em dezenas de compilações ao longo dos anos, ao lado de sucessos de outros artistas.

A influência do Alphaville na música pop é notável, tendo deixado uma marca significativa no synthpop dos anos 1980, gênero no qual a banda desempenhou um papel fundamental na definição de seu som característico com uma abordagem pioneira no uso de sintetizadores e programações. O Alphaville destacou-se ao empregar tecnologia de forma criativa e adotar uma produção cuidadosa, o que se tornou uma influência para outros artistas que desejavam criar músicas eletrônicas envolventes e atmosféricas. Além disso, suas letras poéticas e filosóficas transcendem a superficialidade muitas vezes associada ao pop, conferindo uma profundidade singular ao gênero e inspirando outros artistas a seguirem um caminho semelhante.

First Harvest 1984-92 mostra que o legado do Alphaville vai muito além de “Big in Japan” e “Forever Young”, como demonstram pérolas como “Sounds Like a Melody”, “The Mysteries of Love”, “Jerusalem”, “Dance With Me”, “The Jet Set” e “Red Rose”, o que faz dessa compilação um título obrigatório para quem ama o pop dos anos 1980.

 



Hard Candy, a doce pérola pop de Madonna

 


O décimo disco de Madonna, Confessions on a Dance Floor (2005), é uma obra-prima e um dos melhores trabalhos da Rainha do Pop. Tudo isso elevou a expectativa a respeito do seu sucessor, que chegou três anos depois. Hard Candy mantém o apelo pop e dançante de seu antecessor, mas explora sonoridades mais contemporâneas, contrastando com a enorme influência de disco music presente no disco de 2005. Tendo nomes consagrados como Justin Timberlake, Timbaland e Pharrell Williams assinando a produção e colaborando na composição das músicas, o álbum é deliciosamente pop e traz elementos de R&B e hip-hop – um exemplo é a participação de Kanye West em “Beat Goes On” -, dando um ar de frescor para as músicas.

Hard Candy intensifica qualidades marcantes e sempre presentes na discografia de Madonna, notadamente duas delas: a capacidade de se renovar e atualizar a sua música para novos tempos e novos públicos ao não ter medo de experimentar com novas sonoridades, e a maneira como faz isso, sem jamais abrir mão do enorme domínio das melodias, elemento sempre presente em suas canções e que elevou muitas delas a hits globais.

A sequência inicial entrega algumas das melhores canções que Madonna gravou no século XXI. “Candy Shop” é sexy e possui uma ponte fortíssima antes do refrão, daquelas que levantam o público de qualquer show. “4 Minutes”, com participação de Justin Timberlake, é um dos singles mais fortes que Madonna já gravou. “Give It 2 Me” é absolutamente contagiante, com uma sonoridade orgânica que faz qualquer ser vivo pulsar infinitamente. “Heartbeat” é uma daquelas pérolas sempre presentes nos álbuns da cantora, e que acabam meio esquecidas com o tempo. “Miles Away” é excelente, com uma levada de violão e melodias vocais certeiras, além de um refrão que fica na cabeça já na primeira audição.


“She’s Not Me” parece saída das sessões de Confessions on a Dance Floor, com a mesma atmosfera disco music do álbum anterior, e seu refrão, curto e direto, é um dos mais fortes do álbum. “Incredible” vem carregada de elementos de R&B, porém é um tanto esquecível. Com participação de Kanye West, “Beat Goes On” é um pop delicioso e maduro, onde as linhas vocais de Madonna e Pharrell Williams se sobrepõe criando harmonias cativantes.

O álbum caminha para a sua parte final com “Dance 2Night”, e entrega na sequência a surpreendente “Spanish Lesson”, onde Madonna revisita mais uma vez a cultura latina sempre presente em sua obra – “La Isla Bonita” é o maior exemplo disso – em mais uma parceria com Pharrell, com trechos cantados ora em inglês, ora em espanhol. A balada “Devil Wouldn’t Recognize You” foge do habitual pelo arranjo muito mais contemporâneo, e é outra das pérolas esquecidas do álbum. “Voices” encerra o disco com o clima pop que marca o trabalho, e deixa um gostinho de quero mais.

A turnê, intitulada Sticky & Sweet Tour, teve o show realizado no estádio do River Plate, em Buenos Aires, lançado em CD, DVD e Blu-ray, com uma performance energética e com momentos de emoção como o resgate de “Don’t Cry For Me Argentina”, da trilha de Evita, que levou o público às lágrimas. Além disso, Madonna empunhou a sua guitarra em uma versão rockeira de “Hung Up”, do álbum anterior, com direito à citação do riff de “A New Level”, do Pantera, na parte final.


Hard Candy
 escorregou feio na parte estética, com o encarte trazendo fotos da cantora que parecem jogadas sem muito cuidado sobre uma textura de doces, chamando a atenção de forma negativa. Isso pode ter ocorrido pela indecisão na escolha do título e da conceito visual do trabalho, que chegou até a contar com uma sessão onde Madonna pintou o rosto de preto em uma encarnação moderna da Black Madonna, fazendo referência às estátuas e pinturas da Virgem Maria e do Menino Jesus que trazem ambos representados com pele escura e podem ser encontrados na iconografia da Igreja Católica. Porém, a cantora acabou mudando de ideia na última hora, o que, olhando de maneira retrospectiva, foi uma decisão acertada, já que a ideia poderia ser confundida com as infames “black faces”, onde pessoas brancas pintam o rosto na cor preta com o propósito de representarem pessoas negras.

Hard Candy é um álbum que é deixado um tanto de lado na discografia de Madonna, porém apresenta inegável qualidade e mostra uma artista que, mesmo sem ter que provar nada para ninguém, conseguiu se manter relevante explorando novas sonoridades com a inspiração e criatividade que sempre marcaram sua obra. Trata-se de um trabalho que vale a pena ser redescoberto, e essa experiência proporcionará momentos de diversão autêntica.




segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

ROCK ART


 

Rita Lee - Reza (2012)


 Após alguns anos sem gravar músicas inéditas, tendo seu último álbum sido Balacobaco, em 2003, Rita anuncia o lançamento de seu então novo álbum, Reza. Em fevereiro de 2012, ela lança "Reza", o primeiro single promocional do álbum. Pouco tempo após seu lançamento, a canção ultrapassou o sucesso "Ai, Se Eu Te Pego", de Michel Teló, no número de downloads do iTunes Brasil, tornando-se a canção mais escutada de 2012. No mês seguinte, a música entrou para a trilha sonora da telenovela Avenida Brasil, da TV Globo. 


Faixas do álbum:
01. Pistis Sophia
02. Reza
03. Tô um Lixo
04. Divagando
05. Vidinha
06. As Loucas
07. Bixo Grilo
08. Paradise Brasil
09. Rapaz
10. Bagdá
11. Tutti-Fuditti
12. Gororoba
13. Bamboogiewoogie
14. Pow





Em Fevereiro de 1978, o single de Kate Bush "Wuthering Heights" estreou no UK Singles Chart em #42


 Em Fevereiro de  1978, o single de Kate Bush "Wuthering Heights" estreou no UK Singles Chart em #42 (5 de fevereiro)

Não sei o que é mais impressionante, o facto de ela ter escrito isto com apenas 18 anos, ou de ter gravado a faixa vocal em apenas um take....
"Wuthering Heights" foi baseado no famoso romance de Emily Brontë, e com ele, Kate Bush tornou-se a primeira artista feminina a ter um hit #1 inteiramente auto-escrito no Reino Unido, com a música ficando no topo por um mês.
"Wuthering Heights" também passou três semanas em #1 na Austrália, cinco semanas em #1 na Nova Zelândia, e também liderou as paradas na Irlanda e Portugal.
Seu single de estreia do seu álbum de estreia "The Kick Inside" também alcançou o Top 10 na Bélgica, Holanda, Finlândia, Noruega, Suécia, Dinamarca e Suíça, bem como o Top 20 na Áustria e Alemanha Ocidental.
Facto engraçado: Kate Bush e Emily Brontë nasceram ambas a 30 de julho, Bush em 1958 e Brontë em 1818, com 140 anos de diferença.
Música assombradoramente linda e única....



Esta semana, em 1984, o LP Pretenders "Learning to Crawl" estreou na parada de álbuns da Billboard 200 dos EUA na #25


 Esta semana, em 1984, o LP Pretenders "Learning to Crawl" estreou na parada de álbuns da Billboard 200 dos EUA na #25 (4 de fevereiro)

O terceiro álbum dos Pretenders foi lançado após um hiato durante o qual os membros da banda James Honeyman-Scott e Pete Farndon morreram de overdoses de drogas.
O membro fundador e baixista dos Pretenders Pete Farndon foi oficialmente demitido da banda em 14 de junho de 1982, dois dias antes do guitarrista fundador James Honeyman-Scott morrer de insuficiência cardíaca devido a uma overdose de cocaína, com apenas 25 anos.
Farndon morreu como resultado de uma overdose de heroína menos de um ano depois, em 14 de abril de 1983, com apenas 30 anos.
Estes eventos tiveram um efeito profundo na direção e longevidade subsequentes dos Pretenders.
Chrissie Hynde disse mais tarde: "Uma das coisas que manteve a banda viva, ironicamente, foi a morte de Jimmy.... Senti que não podia deixar a música morrer quando ele morreu. Trabalhámos demasiado para chegar onde estava... Eu tinha que terminar o que tínhamos começado".
A canção "Back on the Chain Gang" do álbum foi escrita como uma homenagem a Honeyman-Scott por Chrissie Hynde.
"Learning to Crawl", alcançou o #5 nos EUA, #11 no Reino Unido e #18 na Austrália.



Em Fevereiro de 1976, Fleetwood Mac lançou o single "Rhiannon"


 Em Fevereiro de 1976, Fleetwood Mac lançou o single "Rhiannon" (4 de fevereiro)

O compositor Stevie Nicks descobriu a personagem Rhiannon no início dos anos 1970 através de um romance chamado "Triad" de Mary Bartlet Leader.
O romance é sobre uma mulher chamada Branwen que está possuída por uma bruxa chamada Rhiannon.
menção à lenda galesa de Rhiannon no romance, mas os personagens do romance têm pouca semelhança com seus homônimos galeses originais (tanto Rhiannon quanto Branwen são personagens femininas principais nos contos medievais de prosa galesa de Mabinogion).
Depois de escrever a canção, Nicks aprendeu que Rhiannon se originou de uma deusa galesa, e ficou espantado que as letras da música assombrada se aplicassem também ao galês Rhiannon.
A faixa clássica do Mac do seu LP auto-intitulado de 1975 é a favorita dos fãs, e quando Nicks tocou a música ao vivo, ela muitas vezes a introduziu dizendo "Esta é uma canção sobre uma velha bruxa galesa. "
Durante 1975-1980, as performances ao vivo de "Rhiannon" de Fleetwood Mac ganharam uma intensidade teatral, e os vocais de Nicks ficaram tão apaixonados que, como Mick Fleetwood lembrou, "sua Rhiannon naqueles dias era como um exorcismo. "
Ele chegou ao pico #4 no Canadá, #11 nos EUA, #13 na Austrália e #16 na Holanda.
"Rhiannon" foi votada #488 nas 500 melhores canções de todos os tempos pela revista Rolling Stone, e #2 na sua lista das 50 melhores canções de Fleetwood Mac.



Neste dia, em 1978, o single do AC/DC "Let There Be Rock" estreou nas paradas australianas em #82

Neste dia, em 1978, o single do AC/DC "Let There Be Rock" estreou nas paradas australianas em #82 (6 de fevereiro)
Surpreendentemente, "Let There Be Rock" nunca ficou mais alto nas paradas australianas do que #82, e nunca alcançou nenhum outro lugar do mundo.
Apesar disso, a música ficou para a história como um clássico do AC/DC e favorito da multidão.
O videoclipe clássico de "Let There Be Rock" com Bon Scott pregando o rock gospel do púlpito foi filmado em julho de 1977.
Foi gravado na igreja Kirk Gallery em Surry Hills, Nova Gales do Sul e foi uma das primeiras aparições públicas com o AC/DC de Cliff Williams, que substituiu Mark Evans como baixista da banda logo após o lançamento do álbum "Let There Be Rock".
De acordo com uma entrevista com os Young Brothers, Scott machucou-se no salto final do pódio!

 



Destaque

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