Arrigo Barnabé (Londrina, 14 de setembro de 1951) é um músico e ator brasileiro. Seu reconhecimento para o grande público veio logo com o primeiro disco, Clara Crocodilo, em 1980, quando foi recebido pela imprensa como a maior novidade na música brasileira desde a Tropicália. Em suas composições, Arrigo mistura elementos e procedimentos da música erudita do século XX a letras ferinas sobre a vida na grande cidade. É comum a utilização de séries dodecafônicas, aliada a uma prosódia muito próxima da fala urbana de seu tempo.
A música de Arrigo Barnabé e sua banda Sabor de Veneno está muito ligada a outros artistas, como Itamar Assumpção (e a banda Isca de Polícia), e grupos, como Rumo, Premeditando o Breque e Língua de Trapo. Esses artistas e grupos estavam inseridos num contexto que acabou conhecido como Vanguarda Paulista.
Além das canções do disco Clara Crocodilo, outras músicas, como "Uga Uga" - hit dos anos 80 com participação de Eliete Negreiros e Vânia Bastos nos vocais - foram sucessos prestigiados.
O compositor escreveu várias composições para trilhas sonoras de filmes brasileiros e a faixa-título de seu álbum Tubarões Voadores é baseada em uma história em quadrinhos de Luiz Gê.
Atualmente apresenta um programa de rádio na Rádio Cultura de São Paulo: o Supertônica.
1980 | CLARA CROCODILO
01. Acapulco Drive-In 02. Orgasmo Total 03. Diversões Eletrônicas 04. Instante 05. Sabor de Veneno 06. Infortúnio 07. Office-Boy 08. Clara Crocodilo
01. Tubarões Voadores 02. Crotalus Terríficus 03. Mística 04. Neide Manicure Pedicure 05. Canção Do Astronauta Perdido 06. Kid Supérfluo, O Consumidor Implacável 07. Papai Não Gostou 08. Lenda 09. A Europa Curvous-Se Ante O Brasil 10. Mirante
Quatro décadas e meia se passaram entre o lançamento do primeiro álbum, homônimo, da banda pernambucana Ave Sangria, e Vendavais, o segundo disco. O primeiro foi prensado em vinil em 1974. O segundo, em 2019, saiu em plataformas de streaming, depois em CD e, só aí, em vinil, bancado por financiamento coletivo, numa espécie de linha do tempo invertida em que o trabalho mais recente se encontra com o antecessor no exato ponto em que ele termina.
Se, por um lado, a tecnologia atual permitiu ao disco timbres, mixagem e masterização mais modernos, por outro, os elementos que consagraram a banda nos anos 1970 continuam todos lá: os ritmos regionais nordestinos, misturados à guitarra do rock e à poesia aguçada que tornaram a banda um ícone da chamada psicodelia nordestina, ladeada por conterrâneos como Alceu Valença, Flaviola e o Bando do Sol e Lula Côrtes, que lançaram trabalhos semelhantes na mesma época.
“Foi intencional. A gente queria que fosse uma continuidade. Queria pagar esses 45 anos como se não tivessem existido. Dar às pessoas que gostam de nossa música um segundo álbum que fosse continuação do primeiro”, conta o poeta Marco Polo, cantor e letrista da banda. “É como se não tivéssemos sido castrados pela ditadura. Queremos reafirmar que, mesmo 45 anos depois, continuamos vivos e com os mesmos ideais de rebeldia e liberdade”, declara.
O OVO DA AVE
Em 1972, o jovem Marco Polo voltava ao Recife de uma temporada em São Paulo e no Rio de Janeiro, com um punhado de poemas embaixo de braço e um monte de ideias na cabeça. Saiu da cidade para fugir do marasmo, mas encontrou, na volta, a terra natal fervendo e um bando de rapazes dispostos a tocar um som autoral. Assim surgiu o Tamarineira Village, cujo nome alude ao Village, bairro boêmio novaiorquino, e o recifense Tamarineira, povoado por artistas e um hospício.
Este paralelo entre a cultura regional tradicional e as novidades estrangeiras se encontrava também, já naquela época, na proposta musical da banda. “A nossa influência era Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Beatles, Rolling Stones, Led Zepellin e Jimi Hendrix”, enumera Marco Polo. “Pra mim, era natural que o que importasse era que a música fosse boa, ao contrário do Manguebeat, que fez um manifesto para justificar a postura deles”, compara.
Conseguir os discos de música brasileira era fácil. Marco Polo recorda que, desde que era criança, havia na casa dele uma vitrola a manivela que tocava de Nelson Gonçalves a Luiz Gonzaga. Difícil era encontrar os discos de rock. Era preciso esperar alguém voltar de Londres com as novidades, não tão novas na Inglaterra, ou abordar os marinheiros no cais para trazer os discos de fora. “As lojas não importavam os discos de rock, porque achavam que não ia vender”, lembra o músico.
“É claro que, na época, a gente sofreu muita repressão da crítica, mas a gente não ligava a mínima” afirma. Logo, porém, a vocação para desafiar o conservadorismo da época se tornaria marca registrada do grupo. “O Zé da Flauta dizia que, na época, a gente não sabia que estava fazendo história. Mas a gente tinha consciência de que queria provocar”, diz o vocalista, citando o conterrâneo, que tocou com toda a turma psicodélica da época, incluindo a própria Ave Sangria.
OS DENTES DO OFÍCIO
Se o choque causado pela sonoridade do sexteto não era planejado, as letras e o comportamento extravagante do grupo eram um desafio declarado ao status quo, cujo ápice se deu com a música Seu Waldir: “Seu Waldir o senhor/ Magoou meu coração/ Fazer isso comigo, seu Waldir/ Isso não se faz não /Eu trago dentro do peito/ Um coração apaixonado batendo pelo senhor/ O senhor tem que dar um jeito!/ Se não eu vou cometer um suicídio/ Nos dentes de um ofídio vou morrer”.
“Eu namorava uma atriz que trabalhava com Marília Pêra, que estava com uma peça, e fiz a música para o personagem dela, que era muito debochado e irônico. A parte do ‘suicídio nos dentes de um ofídio’ era uma referência a Cleópatra, uma brincadeira”, descreve o compositor. Como a música não entrou na peça, Marco Polo decidiu incluí-la no show, para peitar o machismo pernambucano. “Tinha amigos meus que saíram revoltados: 'Não sabia que o Marco Polo era gay!”, diverte-se.
E ele não era. “Apesar de não ser homossexual, eu me solidarizava perante o machismo e a homofobia. Pernambuco era um lugar muito tradicionalista. A esquerda era preconceituosa e nos marginalizava. Eu tinha uma namorada comunista, e a gente tinha brigas, porque ela dizia que eu era um americanista alienado, porque gostava de rock e fumava maconha”, diverte-se. A direita, então, gostou menos ainda, e mandou recolher o primeiro disco da banda por causa da faixa Seu Waldir. Continua depois da publicidade
Cair nas presas da ditadura foi um duro golpe para o bando de aves ainda no ninho. Excelentes, os instrumentistas da banda acabaram alçando outros voos. O grupo, porém, teve sua trajetória interrompida. Mas as lendas continuaram. “As pessoas saíam à noite pelos bares procurando pelo Seu Waldir, pois achavam que era dono de um boteco”, ri Marco Polo, e garante: “Seu Waldir nunca existiu!”. “Eu gostava de inventar histórias porque era o marketing que tínhamos na época”, admite.
Outra lenda espalhada era a de que o nome da banda tinha sido sugerido por uma cigana, mas, na verdade, ele surgiu de um devaneio do vocalista. “Eu estava pensando numa capa pro disco e pensei num bando de prédios cinzentos, como eu via em São Paulo, e, em cima deles, voando, uma ave toda vermelha, vermelho-sangue, que, pra mim, significa a vida, a liberdade. Ave Sangria é uma ave sangrenta, sanguinária… o pessoal gostou e ficou!”, explica.
AS CINZAS DO OVO
Quarenta e cinco anos se passaram e muita coisa aconteceu entre o céu e a terra. Marco Polo seguiu carreira como jornalista e poeta, com vários livros publicados, e teve composições gravadas por intérpretes como Ney Matogrosso e Elba Ramalho. Três dos membros originais da banda morreram: Ivson Wanderlei, conhecido como Ivinho; Israel Semente Proibida e Agrício Noya, músicos notáveis que, antes de partir, deixaram sua marca na música popular brasileira com outros projetos.
“O Alceu Valença vivia tentando seduzir nossos músicos para tocar com ele. Ele assistiu o show da gente e percebeu essa coisa de eletrificar o baião, e conseguiu fazer também esse trabalho”, recorda Marco Polo. “Quando o disco foi censurado, a gente percebeu que não tinha futuro para banda. Éramos de classe média baixa, alguns eram casados e tinham filhos. Precisávamos nos sustentar. Os meninos vieram falar como a gente e a gente falou: ‘Pode ir.’”
A partir de 2008, as novas gerações começaram a redescobrir e cultuar a banda graças à internet, o que deu gás para um breve retorno em 2014, com Ivinho ainda vivo. Agora, a banda a banda volta à carga total e com a mesma vontade de causar. “É até curioso a banda ter nascido numa ditadura e estar voltando numa época em que o conservadorismo está na presidência”, analisa o cantor.
“Quarenta e cinco anos depois, continuamos com a mesma pegada”, garante. Aposentado, Marco Polo, ao lado dos membros originais Paulo Rafael (guitarra e voz) e Almir de Oliveira (baixo) está se dedicando totalmente ao projeto e disposto a tocar até em festinha de aniversário. Sem perder a ternura, jamais.
1974 | AVE SANGRIA
01. Dois Navegantes 02. Lá Fora 03. Três Margaridas 04. O Pirata 05. Momento na Praça 06. Cidade Grande 07. Seu Waldir 08. Hei! Man 09. Por Que? 10. Corpo em Chamas 11. Geórgia, a Carniceira 12. Sob o Sol de Satã
01. Grande Lua 02. Janeiro em Caruaru 03. Vento Vem (Boi Ruache) 04. Dia-a-dia 05. Geórgia, a Carniceira 06. Sob o Sol de Satã 07. Instrumental 08. Por Que 09. Hey Man 10. O Pirata 11. Lá Fora
01. O Poeta 02. Silêncio Segredo 03. Vendavais 04. Dia a Dia 05. Olho da Noite 06. Carícias 07. Sete Minutos 08. Ser 09. Sundae 10. Marginal 11. Em Órbita
Psicodelia e krautrock dão o tom do som da Anjo Gabriel, banda pernambucana formada em 2005.
Com uma forte influência do udigrudi pernambucano dos anos 1970, principalmente o som do disco Paêbiru – O Caminho da Montanha do Sol (1975), de Lula Côrtes e Zé Ramalho, a banda lançou dois discos, O Culto Secreto do Anjo Gabriel e Lucifer Rising pelo selo Ripohlandya, este último por sinal foi considerado o melhor disco de 2013 para Fabio Massari, Bento Araujo (Poeira Zine), entre vários outros blogs e sites especializados em música.
Resiliência e Claralice compõem o compacto de 7 polegadas lançado em maio de 2017 pela Abraxas Records, em parceria com o selo Ripohlandya. Em atividade desde 2005 e com dois discos lançados em vinil, 'O Culto Secreto do Anjo Gabriel'; (2011) 'Lucifer Rising' (2013), itens raros e procurados por colecionadores em todo o mundo, Anjo Gabriel ressurge após um ano e meio de recesso com nova formação, Marco da Lata (baixo), Júnior do Jarro (bateria), Diego Drão (órgão, sintetizador e theremin), Phillippi Oliveira (guitarra) e Amarelo (percussão) e uma mini-turnê pelo Sudeste em divulgação do novo trabalho.
2011 | O CULTO SECRETO DO ANJO GABRIEL
01. Peace Karma 02. Sunshine In Outer Space 03. Mantra III 04. Astralysmo 05. 1973 06. O Poder do Passaro Flamejante (DubdeepSabbath)
1. Propaganda 2. Tropa Não 3. Israel 4. Progresso 5. Tóquio Ano 82 6. Nunca Pensei que Te Anulasses tão Bem 7. Tubo d'Ensaio 8. Nova Atitude 9. Todos São Paranóicos Menos Eu
Michael Meixner....................Guitarra eléctrica
Reinhard Groh........................Órgano
Byally Braumann....................Batería
Christian Felke........................Saxophone, flauta
Michael Kessler.......................Bajo
Michael Thierfelder................Voz principal
1º lado:
- Highway
- Willie the fox
- Found my home
2ª lado:
- No. 4
- Work day
- Vanity fair
Na segunda metade da década de 60 ocorreu um acontecimento fundamental para o surgimento de um grande número de grupos musicais na Alemanha. Uma nação cheia de jovens ansiosos por deixar emergir os seus sentimentos, onde a dor e a vergonha pela divisão do muro ainda estavam frescas. Frankfurt era o seu reduto, mas surgiu em outras partes do país; Os clubes e outros centros de lazer passaram a organizar apresentações de um grande número de bandas inglesas, surgindo principalmente no underground. Precisando de promoção, muitos deles foram tocar nesses locais, e os jovens alemães responderam ao chamado.Esses eventos foram um terreno fértil perfeito para grupos alemães que queriam se dar a conhecer, muitos deles, com a ideia de criando um som próprio, que lhes deu identidade perante o público.
O crescente interesse do público jovem alemão por todos estes movimentos dentro da música Rock fez com que os locais para a realização destes eventos crescessem como cogumelos. Uma rápida organização estabeleceu uma rede de concertos para jovens talentos locais, que se chamaria " Beat Competition " e consistia basicamente numa série de concertos, com muitas bandas participantes, onde o público escolhia os seus ídolos. Isso ajudou os jovens artistas a tentar criar sua própria música para atrair a atenção. Foi uma explosão de novos grupos que teve seu maior palco na região principal do rio Reno, espaço para novas apresentações.
Um desses grupos seria o NOSFERATU, que escolheu o nome do famoso filme, pertencente à escola expressionista, dirigido por Fiedrich W. Murnau na década de 1930. No concurso conseguiram subir para a 2ª posição no ranking, e isso levou Eles corremos para assinar um contrato, que sem demora resultou na gravação do álbum que temos em mãos. Ao terminarem de criar o álbum, imediatamente embarcaram em uma turnê pelo país, abrindo para bandas como STEAMHAMMER e HUMBLE PIE , como muitos outros grupos da época. A união dos jovens músicos começou a fracturar-se, o ambiente interior tornou-se tenso, eram artistas mais preocupados com as influências sociais, como o movimento hippie, as comunas, ou o esoterismo do que com os termos, direcção, organização, conceitos promocionais e contínuos. trabalho, que era o que vivenciavam constantemente com certo peso. Além disso, a competição com outros que apareciam na TV, rádio ou clubes estava colocando a fasquia para a música experimental muito alta, e a pressão sofrida pelos membros do Nosferatu tornou-se insuportável, a separação não demorou a acontecer, e dois anos depois de publicar o seu homônimo tudo acabou. A isto devemos acrescentar o seu pouco reconhecimento por parte do público amante do rock no país alemão, que os rotulou como um projeto muito estranho e underground.
O seu desaparecimento é uma verdadeira vergonha, porque embora seja verdade que surgiu um grande número de grupos, alguns prometeram mais do que outros, e o legado dos Nosferatu, depois de ouvir o seu trabalho, tem um sabor amargo e incompleto, algo que se aprende discernir, depois de anos ouvindo opções semelhantes. Você certamente sabe que sua evolução teria sido repleta de delícias para descobrir.
Descrever sua música não é fácil, um grupo importante de estilos e influências se reúne, com uma formação de 6 integrantes, algo incomum na época, principalmente no Rock underground, eles absorveram todo tipo de sonoridade da cena radical britânica, mas também Alemão. As composições são extensas, elaboradas mas ao mesmo tempo complicadas e intrincadas, fundamentalmente instrumentais, embora a voz também apareça, mas deixa espaço para o desenvolvimento da sonoridade. Música muito variável em que constroem vários ambientes isolados por elementos experimentais, caracterizados por camadas insistentemente planificadas, inquietas e pesadas, criando uma sensação de peso, uma peculiaridade muito difundida no Krautrock dos anos 70.
O som é cru e áspero, o que lhe confere autenticidade, suavizado apenas pelos arranjos e pelas intervenções maioritariamente de flauta e sax. Nele coexistem um progressivo primitivo, psicodelia abundante, essência Kraut, alguns elementos de jazz, adaptações retiradas da florescente música eletrônica da música kosmische de Berlim e até hard. Todo um conglomerado que, visto desta forma, parece difícil de digerir e introduzir nestes grandes blocos instrumentais, mas a encenação acaba por ser mais enriquecedora do que imaginamos.
O ritmo imposto nos atrai rapidamente, os “grooves” estabelecidos pelo casal drum - bass são magníficos, a bateria de Braumann, especificamente o bumbo, dá harmonia ao ritmo indo contra a corrente do baixo, ou seja, usa contraponto dentro do pessoal, os resultados são tremendos e a gente se deixa levar por eles sem resistência. O violão é outro pilar importante, muito psicodélico em seu som, ele cospe ácido, deixando em seu rastro um rastro corrosivo neutralizado pelos instrumentos de sopro que reforçam as harmonias, e também pelo órgão que, embora tenha um comportamento psicodélico, empanturra-se com distorção, cria algumas frases que se repetem ao longo das músicas, ( Found my home, Vanity fair ) alternando numa nota final ascendente e descendente, o que nos faz acenar de um lado para o outro, um padrão rítmico coeso que envolve e subjacente a um ponto hipnótico.
Soando em suas peças não é difícil observar algumas alusões ao progressivo original de uma importante corporação do prog mundial e inglês como VAN DER GRAAF GENERATOR , sendo uma referência muito clara, mesmo quando se trata de construção de ambientes tensos ou sombrios. São também um reflexo de grupos underground do momento, na Inglaterra no estilo SPRING, RAW MATERIAL , e bandas alemãs como SATIN WHALE, CAN ou MY SOLID GROUND entre outras. Em suas introduções de jazz, a interpretação no seu modo de proceder com a instrumentação de sopro, reproduz as configurações muito semelhantes às apresentadas por pessoas da escola de Canterbury , SOFT MACHINE , NATIONAL HEALTH ; O violão é retirado para tarefas estruturais e o órgão é silenciado nas profundidades mais baixas, com um clarinete ou sax assumindo o controle da melodia. E outro elemento presente na música de Nosferatu é a ambientação e os spots experimentais que ela lança, com uma performance aprendida com os grupos alemães que aparecem na recém lançada Escola de Berlim, com figuras como ASHRA TEMPLE , KLAUS SCHULTZE e TANGERINE DREAM.
Um álbum que é uma explosão para os sentidos, difícil nas primeiras escutas, um conglomerado de composições mecanicistas herdadas do Krautrock e outras de liberdade, experimentação e quase podemos dizer, improvisação, assimiladas a partir das suas experiências e predileções, ligadas sob uma produção bastante correto.
Depois que seu rompimento com o Supertramp foi definitivo, algo que deixou muitos de nós um pouco arrepiados, como quando Peter Gabriel deixou o Genesis ; Aquele que foi o principal guitarrista do grupo londrino e uma das vozes importantes, não demorou muito para lançar material de sua autoria com este respeitável álbum.
Stix hooper - the world within (1979)
Por um momento pareceu que era uma obra dos americanos STIX , mas não, a capa engana. Trata-se de um baterista de Jazz, Stix Hooper , que teve uma extensa carreira musical, desde muito jovem. Ele formaria bandas como The swingsters ou The modern jazz sextet.
VOYAGE - VOYAGE (1977)
Banda desconhecida de origem francesa, aparentemente sua música é voltada para soul e funk. Este pode ter sido seu único trabalho.
Tangerine Dream - white eagle (1982)
Um dos discos do período em que Johannes Schmoelling permaneceu no grupo, ele sairia logo depois, para dar lugar a Paul Haslinger, cuja contribuição fez o som dar uma guinada importante. O design é de Monique Froese.
"O cisma no Who, que já havia surgido quando Roger atingiu Keith na Suécia, estava piorando. Uma noite, Keith e John, juntos como Jimi Page , fizeram uma sessão de gravação com Jeff Beck (Bolero de Beck) , e eles espalharam um boato de que eles estavam planejando fundar um novo grupo, chamado Led Zeppelin .
Após esse episódio, o primeiro show do Who foi um show modesto em Newbury . Keith e John chegaram muito tarde e muito bêbados. Naquela época, Roger e eu estávamos sobrecarregados com compromissos, muitas vezes jogando sem eles. Uma discussão saiu do controle e, farto, joguei o violão em Keith. Ele tentou responder com um de seus bumbos, mas caiu na bateria e cortou a perna. "Estávamos todos enojados com todos."