sábado, 4 de maio de 2024

CANTORES FRANCESES (Jacques Dutronc)

 

Jacques Dutronc

Jacques Dutronc (Paris28 de abril de 1943) é um cantorcompositor e ator francês. É casado com a cantora Françoise Hardy, desde 1981, com quem teve um filho, Thomas Dutronc, guitarrista de jazz, nascido em 1973.[1]

Jacques Dutronc participou nos anos 1960 do movimento musical francês yé-yé com a banda El Toro et les Cyclones. Nos anos 1960, ele é co-diretor das edições fonográficas Alpha que trabalham também para a gravadora Vogue. Portanto, cuida de alguns artistas e compõe, entre outros, uma canção para Françoise Hardy. Jacques Dutronc compõe também com Jacques Lanzmann o single Et Moi, et moi, et moi, que foi gravado pelo próprio Jacques e lançado no verão 1966. É o início do sucesso musical.

Em 1973, o amigo ex-fotógrafo da revista Salut Les Copains, Jean-Marie Périer convida Dutronc para atuar no filme Antoine et Sébastien. É o início do sucesso cinematográfico.

Discografia selecionada

  • Jacques Dutronc (Vogue, 1966)
  • Jacques Dutronc (Vogue, 1968)
  • Jacques Dutronc (Vogue, 1969)
  • Jacques Dutronc (Vogue, 1970)
  • Jacques Dutronc (Vogue, 1971)
  • Jacques Dutronc (Vogue, 1972)
  • Jacques Dutronc (Vogue, 1975)
  • Guerre et Pets (Gaumont Musique WEA, 1980)
  • C'est pas du bronze (Gaumont Musique, 1982)
  • C.Q.F.D...utronc (CBS, 1987)
  • Dutronc au casino (Columbia1992)
  • Brèves Rencontres (Columbia), 1995)
  • Madame L'Existence (Columbia, 2003)



Fotos






Faixas mais ouvidas

Em Maio de 1980, o LP “Against the Wind” de Bob Seger & The Silver Bullet Band chegou ao #1 na parada de álbuns da Billboard 200 dos EUA (3 de maio)

Em Maio de 1980, o LP “Against the Wind” de Bob Seger & The Silver Bullet Band chegou ao #1 na parada de álbuns da Billboard 200 dos EUA (3 de maio)
Era para ser o único álbum #1 do Seger nos EUA, passando seis semanas no topo da parada da Billboard, batendo "The Wall" do Pink Floyd do primeiro lugar.
O álbum também chegou ao #3 na Nova Zelândia, #6 na Austrália, #11 na Suécia e #17 na Alemanha e Holanda.
Glenn Frey ajuda com harmonias na faixa-título, e junta-se ao companheiro Eagle Don Henley contribuindo com harmonias para o single principal "Fire Lake".
A faixa-título teve um renascimento em 1994, quando foi incluída na trilha sonora de "Forrest Gump", e destaque em uma cena significativa no filme.
Bob Seger e a Silver Bullet Band ganharam o Grammy de 1980 de Melhor Performance de Rock por um Duo ou Grupo com Vocal pelo álbum “Against the Wind” e o diretor de arte da Capitol Records Roy Kohara ganhou o Grammy de Melhor Pacote de Gravação.

 



Esta semana, em 1986, o LP dos Models “Out of Mind, Out of Sight” estreou na Billboard 200 Albums Chart #186 (3 de maio)


 Esta semana, em 1986, o LP dos Models “Out of Mind, Out of Sight” estreou na Billboard 200 Albums Chart #186 (3 de maio)

O quarto álbum de estúdio da banda Models foi o álbum de maior sucesso, impulsionado pelos singles de sucesso "Big On Love", "Barbados" e "Out of Mind, Out of Sight", alcançando a posição #3 na Austrália, #8 na Nova Zelândia e #84 nos EUA.
O álbum "Out of Mind, Out of Sight" apresenta alguns cantores de apoio incríveis: Wendy Matthews nascida no Canadá, Zan Abeyratne e sua irmã gêmea Sherine do Big Pig, e Kate Ceberano.



Em Maio de 1969, o single "Bad Moon Rising" do Creedence Clearwater Revival estreou na Billboard Hot 100 dos EUA em #80 (3 de maio)


Em Maio de 1969, o single "Bad Moon Rising" do Creedence Clearwater Revival estreou na Billboard Hot 100 dos EUA em #80 (3 de maio)

A música do seu LP "Green River" chegou ao #1 na África do Sul, Nova Zelândia e Irlanda, #2 nos EUA, #3 na Austrália e Noruega, #4 na Bélgica, #5 no Canadá, #8 na Alemanha e Áustria, #9 na Suíça e #10 na Holanda.
A música que John Fogerty afirma é sobre "o apocalipse que ia ser visitado sobre nós" também apareceu em inúmeros filmes e programas de TV ao longo dos anos, e é uma das obras mais conhecidas de Creedence.
Em 2010, a Rolling Stone classificou-a #364 na sua lista "500 Maiores Músicas de Todos os Tempos".




Neste dia, em 1979, os The Specials lançaram o seu single de estreia "Gangsters" na nova gravadora 2 Tone fundada por Jerry Dammers (4 de maio)


 Neste dia, em 1979, os The Specials lançaram o seu single de estreia "Gangsters" na nova gravadora 2 Tone fundada por Jerry Dammers (4 de maio)

Uma limitada de 5.000 cópias da faixa foram distribuídas pela gravadora 2 Tone em maio de 1979, como um lado A duplo juntamente com "The Selecter", que foi creditado ao Selecter, que se formaria corretamente no final daquele ano.
A redação real do single original é 'The Special A.K.A Gangsters vs. The Selecter', com o 'vs. ' sendo a ideia de Dammers, a partir de um pôster anunciando uma batalha de sistema de som.
Baseado no clássico ska de 1964 do Prince Buster, "Al Capone", a canção tornou-se o primeiro sucesso tanto para 2 Tone quanto para The Specials, chegando a #6 no Reino Unido, #3 na França, #6 na Bélgica, #11 na Holanda e #20 na Nova Zelândia.
"Bernie Rhodes sabe, não discuta! ”




Em Maio de 1986, o single de Robert Palmer "Addicted to Love" foi para o #1 na Billboard Hot 100 dos EUA (3 de maio)


 Em Maio de 1986, o single de Robert Palmer "Addicted to Love" foi para o #1 na Billboard Hot 100 dos EUA (3 de maio)

A música do seu LP "Riptide" também foi para o #1 na Austrália, #2 na Nova Zelândia, #4 no Canadá, Irlanda e África do Sul, e #5 no Reino Unido.
Tudo começou com um riff de guitarra que chegou a Palmer num sonho. Ele disse à revista Q em 1988, "Esse riff barulhento me acordou. Fui lá abaixo, peguei no gravador e voltei para a cama. Na manhã seguinte, pensei, Ufa, peguei um lá! "
Palmer pretendia que a música fosse um dueto com Chaka Khan, mas sua gravadora na época não lhe concedeu um lançamento para trabalhar na gravadora de Palmer, Island Records, então ele teve que apagar a parte dela e regravar as notas dela alta antes de lançá-la. Chaka Khan ainda é creditado pelos arranjos vocais no encarte do álbum.
Chaka Khan apareceu em "Higher Love" de Steve Winwood, que coincidentemente bateu "Addicted to Love" para o Grammy de Gravação do Ano de 1987...
Andy Taylor do Duran Duran (e um colega de banda de Palmer do The Power Station) toca guitarra na música.
Noddy Holder de Slade disse uma vez numa entrevista:
"A única música principal que eu gostaria de ter escrito e gravado é 'Addicted to Love' de Robert Palmer.
Para mim, é uma música pop perfeita. Tudo nele realmente bate em cheio. "
Sem dúvida, um componente chave para o sucesso da gravação foi o vídeo clipe icônico, que foi um dos vídeos mais populares e amplamente transmitidos do dia.




Review: Megadeth – Youthanasia (1994)

 


O sexto disco do Megadeth foi lançado em 1 de novembro de 1994 e foi o terceiro com a formação preferida pela maioria dos fãs: Dave Mustaine, Marty Friedman, David Ellefson e Nick Menza. Novamente produzido por Max Norman, o mesmo do anterior Countdown to Extinction (1992), e repetindo o time também na arte da capa, mais uma vez criada por Hugh Syme (que assinaria ainda as de Cryptic Writings, de 1997, e The World Needs a Hero, de 2001), Youthanasia dá sequência à mudança sonora apresentada no álbum lançado dois anos antes. O Megadeth soa direto, deixando de lado o foco ostensivo na técnica que marcou os quatro primeiros trabalhos.

O refinamento melódico e a assertividade das composições são o ponto alto, resultando em hinos da carreira da banda e faixas que conquistaram os corações dos fãs como “Train of Consequences”, com um riff torto que só poderia sair da cabeça de Mustaine, e “A Tout Le Monde”, cujo refrão cantado em francês é um dos mais conhecidos da carreira da banda norte-americana. O som é mais cheio e mais grave e contrasta com a mixagem cristalina de Countdown to Extinction. Mustaine domina mais uma vez as composições, com parcerias pontuais com os demais integrantes em “Reckoning Day”, “Elysian Fields”, “Family Tree”, “I Thought I Knew It All” e “Black Curtains”.

Youthanasia abre com a percussiva “Reckoning Day”, construída a partir da interação entre a parede de guitarras e bateria marcial, em um grande trabalho de Nick Menza. O disco sobe às alturas com a genial “Train of Consequences”, com andamento quebrado e um trabalho rítmico de guitarra que mostra o Megadeth andando totalmente fora da caixa, desembocando em um refrão que entrega doses generosas de melodia. Nick volta a ditar as coisas na cadenciada “Addicted to Chaos”, uma das melhores músicos do disco, com uma excelente interpretação vocal de Dave Mustaine.

“A Tout Le Monde” entrega o momento de lirismo máximo de Youthanasia. Uma canção que mostra que o Megadeth também sabe fazer baladas, explodindo em um andamento pesado e com um refrão que é um dos mais belos da história do metal. Se não me engano – e, se estiver errado, por favor me corrijam -, “A Tout Le Monde” foi a primeira canção gravada pelo Megadeth e que pode ser caracterizada como uma balada, demonstrando toda a amplitude imaginativa de Mustaine e não deixando de ser uma espécie de resposta para a sua ex-banda, que naquele início dos anos 1990 dominava as paradas com canções igualmente contemplativas como “The Unforgiven” e “Nothing Else Matters”. O solo dobrado entre Mustaine e Marty Friedman é outro ponto alto, curto e certeiro, além dos excelentes trechos acústicos.

O Megadeth da década de 1990 dá as caras nas cativantes “Elysian Fields” e em “The Killing Road”, que soa contemporânea ao mesmo tempo em que revisita os primeiros anos da banda. “Blood of Heroes” é a jóia pouco falada de Youthanasia, uma excelente canção com um dos melhores refrãos do álbum, e que acabou não ganhando o mesmo destaque de clássicos como “Train of Consequences” e “A Tout Le Monde”. O mesmo vale para “Family Tree”, onde o vocal tradicionalmente cínico e irônico de Dave conduz uma composição que mostra todo o brilhantismo daquele período da banda, e traz outro refrão excepcional.

O disco se encaminha para o final com a faixa título, super cadenciada e com uma inegável aura sabbathiana, além de uma letra fortíssima que fala sobre a eutanásia de crianças e adolescentes. “I Thought I Knew It All” aposta mais uma vez em ritmos mais moderados, e é uma das pérolas perdidas do álbum. Já “Black Curtains” é prima de uma certa “Sad But True”, com estrutura similar a um dos maiores clássicos do Metallica e um desenvolvimento igualmente semelhante à faixa presente em Black Album (1991) – sei que alguns poderão não concordar, mas tenho essa opinião desde a primeira vez que a ouvi, há 25 anos. O disco fecha com “Victory”, que não acrescenta muito ao tracklist.

Youthanasia chegou ao quarto posto do Billboard 200 e foi muito bem também em países como Inglaterra (6º lugar), Suécia (4º) e Austrália (9º), e rendeu um disco de platina para o quarteto com mais de um milhão de cópias vendidas nos Estados Unidos.

Talvez Youthanasia seja o disco mais acessível dos quatro que o Megadeth gravou com o line-up Mustaine, Friedman, Ellefson e Menza. Seu sucessor, Cryptic Writings, equilibraria elementos de Countdown to Extinction e do próprio Youthanasia, mas sem o intenso brilho de ambos. Comemorando 25 anos no final de 2019, Youthanasia é um dos documentos mais marcantes do universo musical de Dave Mustaine e companhia, e um álbum que continua revelando surpresas mesmo duas décadas após o seu lançamento.




Review: Baroness – Gold & Grey (2019)



Gold & Grey é o quinto álbum da banda norte-americana Baroness e foi lançado na metade de junho. O disco é o sucessor de Purple (2015) e marca a estreia em estúdio da guitarrista Gina Gleason, no quarteto desde 2017. Gold & Grey vem com dezessete faixas e foi produzido por Dave Fridmann, que já havia trabalhado com o grupo no disco anterior.

Antes de falar sobre o álbum, já quero iniciar este review abordando um ponto polêmico e que tem gerado várias discussões entre os fãs: a produção. Gold & Grey intensifica os timbres e a sonoridade suja, que em diversos momentos parece estar em baixa resolução, e que foi apresentada em Purple. A abordagem de Fridmann é inegavelmente controversa, e a opção da banda por esse aspecto mais cru e longe do som cristalino e pesado dos três primeiros álbuns divide os fãs. Pessoalmente, faço parte da turma que não compartilha o pensamento dos músicos e de Dave Fridmann, pois me parece que uma banda com uma musicalidade tão intensa e cheia de detalhes como é o caso do Baroness necessita de uma produção que torne ainda mais evidentes e claras qualidades como essas. O som sujo incomoda em algumas canções e em outras não é uma questão tão importante assim, mas quem acompanha a trajetória do quarteto liderado pelo vocalista e guitarrista John Baizley há um certo tempo certamente sentirá uma diferença nada agradável.

Contando com Baizley, Gleason, o baixista Nick Jost e o baterista Sebastian Thomson, o Baroness segue a sua evolução em Gold & Grey. Classificar a banda apenas como heavy metal deixou de fazer sentido no fenomenal Yellow & Green (2012), e neste novo trabalho a banda segue partindo da música pesada na maioria das vezes e chegando nos mais diversos caminhos sonoros. Essa variedade de opções e a imprevisibilidade que ela proporciona é um dos pontos que sempre me fez admirar o grupo, e continua sendo um destaque em Gold & Grey. É possível ouvir elementos de rock progressivo, jazz-rock, pop, metal mais extremo e uma gama variada de influências.

O outro ponto que diferencia o Baroness e que é, muito provavelmente, a sua principal característica, é o apelo emocional de suas músicas. Não no sentido de elas significarem algo para a vida dos ouvintes – o que realmente significam, sem dúvida, e cada fã possui uma relação individual com aquilo que ouve -, mas sim na forma como elas são construídas. O Baroness trabalha costumeiramente com estruturas harmônicas e com arranjos ascendentes, que fazem as faixas partirem de um ponto e irem crescendo até chegarem ao seu ápice. A chegada de Gina Gleason parece ter evidenciado ainda mais esse ponto. A opção por vocais dobrados na maioria das músicas também é um ingrediente recorrente, e que intensifica ainda mais esse “arrepiamento” que a música do Baroness proporciona ao ouvinte. Em uma comparação rápida, é a técnica executada com perfeição pelo Fleetwood Mac no clássico Rumours (1977) aplicada ao metal, com um resultado igualmente arrebatador.

Um outro apontamento necessário de se fazer em relação a Gold & Grey é que John Baizley encontrou a sua parceira ideal em Gina Gleason. A interação entre as guitarras, que sempre foi um ponto forte da banda, aqui é ainda mais explorada. Bases, harmonias, melodias e solos executados de maneira simultânea pelos dois fazem com que o termo “guitarras gêmeas” adquira outra definição, em uma interação não menos que brilhante.

Uma banda com um aspecto emocional tão forte quanto o Baroness possui características que, ao mesmo tempo em que agradam os convertidos, afastam aqueles que não batem com a proposta dos norte-americanos. O afastamento gradual das fórmulas empregadas no heavy metal faz com que essa rejeição ganhe novos contornos, o que a produção “low resolution” não colabora em nada para aplacar. Então, esse parágrafo acaba com uma recomendação: se você curtiu o Baroness de Yellow & Green e Purple, e também dos iniciais Red Album (2007) e Blue Record (2009), principalmente pela forma inovadora de tocar heavy metal e por tirar o estilo de sua zona de conforto, muito provavelmente Gold & Grey não será para os seus ouvidos.

Agora, se você sempre curtiu o temperamento aventuresco da banda, Gold & Grey é um passo lógico nessa história. Como já dito, o Baroness está cada vez mais distante do metal e caminha sem cerimônias por estilos variados, incluindo na receita inclusive uma aproximação com o cenário do rock alternativo. Isso tudo faz de Gold & Grey um disco ainda mais desafiador do que o ponto de interrogação tradicional encontrado nos álbuns da banda.

Concluindo, a minha opinião a respeito de Gold & Grey é que trata-se de uma obra pretensiosa como sempre, mas que não alcança o resultado dos dois discos anteriores. Não há neste novo trabalho canções cativantes como “Take My Bones Away”, “March to the Sea” e “Eula”, responsáveis por colocar Yellow & Green acima das nuvens, e nem jornadas melódicas como “Chlorine & Wine”, “Shock Me” e “Morningstar”, do fortíssimo Purple. A produção é um problema crucial em Gold & Grey e, infelizmente, puxa o disco para baixo, prejudicando um álbum que possui inegáveis qualidades mas que foram soterradas, em grande parte, pela sonoridade crua que ele apresenta.

Mesmo com tudo isso, o Baroness ainda vale um tempo no seu dia. Pare, respire fundo e ouça Gold & Grey sem pressa. Afinal, atrás desse denso muro construído de maneira equivocada pela banda, existe um belo jardim esperando por você.




Nº1 AWB — Average White Band, Fevereiro 22, 1975

 Producer: Arif Mardin

Track listing: You Got It / Got the Love / Pick Up the Pieces / Person to Person / Work to Do /  Nothing You Can Do / Just Wanna Love You Tonight / Keepin’ It to Myself / I Just Can’t Give You Up / There’s Always Someone Waiting


Em 1973, AWB corria o risco de fazer jus ao seu irônico apelido. O sexteto escocês, que inventou uma mistura interessante de funk, jazz e soul, assinou contrato na Grã-Bretanha com a MCA, que lançou seu álbum de estreia, Show Your Hand. Embora o álbum não tenha sido lançado na América, o grupo cruzou o Atlântico para conquistar os Estados Unidos e gravar seu segundo álbum em Los Angeles. “Começamos a gravar o segundo álbum e já estávamos praticamente terminando quando fomos para a MCA e dissemos: 'Você gostou?' E eles disseram: 'Nós não. Quem são vocês? Eles não nos conheciam porque tínhamos contrato com a MCA da Inglaterra”, diz o guitarrista Onnie McIntyre.

Deprimido, mas não eliminado, o grupo permaneceu em Los Angeles com a esperança de garantir outro contrato com uma gravadora. Em uma festa realizada na casa de um amigo, AWB (que também incluía o vocalista/baixista Alan Gorrie, o vocalista/guitarrista Hamish Stuart, o tecladista/saxofonista Roger Ball, o saxofonista Malcolm (Molly) Duncan e o baterista Robbie McIntosh), correu no lendário executivo da Atlantic A&R, Jerry Wexler. “Levamos as fitas para lá porque sabíamos que ele estaria lá”, diz McIntyre. “Tocamos para ele e todo mundo caiu. Jerry foi nocauteado por eles.” Wexler assinou a banda com a Atlantic, o que foi um sonho tornado realidade para a banda, já que a gravadora tinha a reputação de trabalhar com lendas do R&B como Aretha Franklin, Wilson Pickett e Otis Redding. A Atlantic compreendeu muito melhor a visão criativa da AWB do que a MCA.

Depois de garantir as fitas de seu segundo álbum abortado da MCA, o grupo foi levado de avião para o Criteria Sound Studios em Miami. “Eles disseram: 'Gostamos do material, mas queremos que você grave duas músicas novas'”, diz McIntyre. O grupo criou “You Got It” e “Nothing You Can Do”. Outras faixas, incluindo “Pick Up the Pieces”, foram um pouco alteradas durante as sessões. “Mudamos a linha do baixo e algumas partes da bateria”, diz McIntyre.

As sessões no Criteria foram a realização de um sonho para a banda. “No primeiro dia em que fomos ao estúdio, Aretha estava gravando e Jerry, Arif Mardin e Tom Dowd estavam atrás da mesa”, diz McIntyre. “Todos os nossos heróis estavam lá. Lembro que Alan estava tentando tirar uma foto e tremia visivelmente.”

As sessões em Miami correram tão bem que a banda optou por regravar o álbum inteiro, viajando para o Atlantic's New York Studios para finalizar o projeto. AWB , diz McIntyre, “capturou a banda em seu auge. A criatividade estava fluindo e a química estava certa.”

Infelizmente, o sucesso do AWB não veio sem tragédia. Com o álbum começando a subir nas paradas, a banda foi contratada por uma semana no Troubadour em Los Angeles. “O burburinho estava acontecendo. Estava esgotado todas as noites”, diz McIntyre. “Na última noite, muitas estrelas apareceram, como Cher, Elton John e Martha Reeves, e se juntaram a nós no palco.” Em 23 de setembro de 1974, em uma festa para comemorar a triunfante noite final do noivado, McIntosh morreu de overdose de heroína. O baterista pensou que ele estava cheirando cocaína.


O grupo ficou arrasado com a morte de McIntosh, mas prometeu continuar, com o amigo de McIntosh, Steve Ferrone, servindo como substituto. Apropriadamente, foi o instrumental intitulado “Pick Up the Pieces” que começou a pegar. O hit dance passou para o top 40 quando o álbum começou a subir nas paradas. Em 22 de fevereiro de 1975, tanto o single quanto o álbum chegaram ao topo simultaneamente.

OS CINCO MELHORES
Semana de 22 de fevereiro de 1975

1. AWB, Average White Band
2. Blood on the Tracks, Bob Dylan
3. Heart Like a Wheel, Linda Ronstadt
4. Miles of Aisles, Joni Mitchell
5. War Child, Jethro Tull


Em 04/05/1966: Stevie Wonder lança o álbum Up-Tight

 

Em 04/05/1966: Stevie Wonder lança o
álbum Up-Tight
Up-Tight é um álbum de estúdio do cantor e multi-instrumentista americano Stevie Wonder.
Lançado em 04 de maio de 1966 pela Tamla
da gravadora Motown Records. Up-Tight foi gravado no estúdio da Motown, Hitsville USA, em Detroit. Inclui duas gravações anteriores,
o single "Contract on Love" de 1962 e o single não lançado de 1964 "Pretty Little Angel".
O álbum traz o single " Uptight (Everything's Alright) ", que está no Top 5 dos EUA, que Wonder co-escreveu com Sylvia Moy e Henry Cosby. O álbum alcançou a posição 33 na parada de álbuns pop da Billboard e a posição 2 na parada de álbuns de R&B.
Lista de faixas:
Lado Um:
1. "Love a Go Go" - 2:46
2. "Hold Me" - 2:36
3. "Blowin' in the Wind" - 3:46
4. "Nothing's Too Good for My Baby" - 2:39
5. "Teach Me Tonight" - 2:39
6. "Uptight (Everything's Alright)" - 2:54
Lado Dois:
7. "Ain't That Asking for Trouble" - 2:49
8. "I Want My Baby Back" - 2:49
9. "Pretty Little Angel" - 2:12
10. "Music Talk" - 2:52 ,
11. "Contract on Love" - 2:06
12. "With a Child's Heart" - 3:08.
Pessoal:
Stevie Wonder - vocais principais; vocais
de harmonia (lado 1, faixas 1 e 2; lado 2,
faixa 3); harmônica; teclados; percussão ,
Clarence Paul - co-vocalista
(em "Blowin 'in the Wind") ,
Levi Stubbs - co-vocalista
(em "Teach Me Tonight") ,
Abdul "Duke" Fakir ,
Lawrence Payton e Renaldo "Obie" Benson - vocais de apoio (em "Teach Me Tonight") ,
Os Andantes - backing vocals (lado 1,
faixas 2, 4 e 6; lado 2, faixas 1, 2 e 4) ,
Pat Lewis - vocais de apoio (com The
Andantes; faixas desconhecidas) ,
The Originals - vocais de apoio
(em "Nothing's Too Good For My Baby")
The Temptations - vocais de apoio
(em "Contract on Love")
The Funk Brothers - instrumentação ,
Orquestra Sinfônica de Detroit - instrumentação (em "Pretty Little Angel" e
"With a Child's Heart").




Destaque

Journey - Evolution (1979)

  Ano:  20 de março de 1979 (CD 2006) Gravadora:  Columbia / Legacy (EUA), 82876 85891 2 Estilo:  AOR, Hard Rock, Soft Rock País:  São Franc...