sábado, 5 de outubro de 2024

Sheiks “Summertime” (1965)

 

A canção surgiu originalmente na ópera Porgy and Bess, de George Gershwin. Mas logo por ocasião da sua estreia, em 1935, o que nascera como uma ária cantada pela figura de Clara no primeiro ato da ópera, rapidamente cruzou mundos e rumos, emergindo como uma canção rapidamente assimilada por outros espaços, desde o jazz à música popular.

George Gershwin tocou piano e dirigiu a orquestra na primeira gravação de Summertime, que contou com a voz da soprano Abbie Mitchell. Mas em 1936 uma versão na voz de Billie Holliday lançou Summertime para outros destinos que lhe dariam as qualidades de um standard. E seguiram-se muitas outras versões por nomes que passam por Sam Cooke, Janis Joplin ou, mais tarde, os Fun Boy Three… Esta pequena seleção de nomes serve apenas para demonstrar a amplitude das abordagens a uma canção que, também entre nós fez história e que, por exemplo, em 1965, marcou, a estreia em disco dos Sheiks.

O grupo dava ainda os seus primeiros passos, mas depois de uma passagem pelo programa “23ª Hora” (Rádio Renascença) em 1964, tinham assinado pela Valentim de Carvalho e era chegado o momento de entrar em estúdio para gravar um primeiro EP. Mostravam-se então com a sua primeira formação, que envolvia Paulo de Carvalho, Carlos Mendes, Fernando Chaby e Jorge Barreto. E no alinhamento do disco registaram Copo, de Paulo de Carvalho e dois temas de Luís Miguel Oliveira: Gloo Gloo e Zalui. A quarta canção, que abriria o lado A e daria título ao EP era uma versão de Summertime.

A abordagem ao original de Gershwin começa por evocar os mesmos ecos dos espirituais que inspiraram o compositor norte-americano nos anos 30, mas logo cede espaço ao rock’n’roll, inscrevendo o grupo e a sua música no espaço do então em voga ié ié. O EP de estreia dos Sheiks, que na capa acrescentava a Summertime a tradução “Tempo de verão”, tornar-se-ia depois no terceiro disco mais vendido esse ano em Portugal, como recorda Luís Pinheiro de Almeida na Biografia do Ié Ié.




The Drums “Summertime” (2009)

 

O final da primeira década do século XXI assistiu a um desejo de reencontro com o universo “pop” que o surf tinha levado ao panorama da música popular norte-americana nos anos 60. Desta vez porém a Califórnia não era mais uma condição quase necessária para uma banda vestir a pele do surf rock… As heranças chegavam sobretudo pelo melodismo luminoso e quente e pelo som das guitarras e pareciam animar sobretudo novas bandas nascidas em terreno indie. E então nomes  como os Best Coast ou Girls (ambos correspondendo a bandas californianas) viram outros a entrar em cena… E entre os não californianos que mergulharam, de prancha, no mapa indie de 2009 estavam os The Drums.

Quase 50 anos depois dos primeiros hinos dos Beach Boys, de Dick Dale ou da dupla Jan & Dean, mostravam como o apelo do surf ainda pode ser cenário e protagonista de uma aventura rock’n’roll. A neles grande diferença, mais que os anos que separam a coisa, é o facto de serem uma banda de Brooklyn (há praia em Coney Island, mas não é bem o equivalente à beira das águas do Atlântico do paraíso surfista das praias em volta de Los Angeles ou outros destinos da costa californiana)… Apresentavam-se ao som de Let’s Go Surfing, que revelevam acompanhado por um teledisco rodado de noite, numa praia… A canção integrava o EP Summertime (recentemente reeditado em vinil) que assim mostrava mais do que apenas uma canção na hora das apresentações.

Falei por esses dias com Jonathan Pierce, o vocalista do grupo, que me contou assim uma história que na verdade já envolvia uma banda anterior (os Elkland), uma aventura indie com apetites mais voltados para os sintetizadores que então o juntara a Jacob Graham, amigos desde a infância. É Jonathan quem continua: “Conhecemo-nos quando tinhamos aí uns 12 anos e ficámos logo amigos. E por vezes as pessoas nem acreditam quando dizemos o que foi que reparámos então que tinhamos em comum… os Kraftwerk! Gostávamos também de John Foxx e desses discos… Éramos entusiastas de sintetizadores analógicos. O meu pai tinha-me dado um sequenciador …. Encontrámo-nos e nenhum de nós conseguia acreditar que havia outra pessoa com aqueles gostos que cada um de nós tinha! E cedo dissémos que um dia haveríamos de ter uma banda juntos… Os anos passaram, reencontrámo-nos e resolvemos fazer uma nova banda, a que chamámos The Drums para criar canções que queríamos fazer novas influências… Mudei-me então de Nova Iorque para a Florida, instalei-me no apartamento do Jacob. E foi ali mesmo que gravámos as primeiras canções. Podíamos ter passado algum tempo a refletir o que era ser cool, saber o que era a coisa mais à frente… Mas não quisémos ir atrás de qualquer coisa só porque era novidade. Ou apenas porque é velho… A grande questão para nós, quando decidimos o que íamos fazeer, foi ser fiéis a nós mesmos. As letras são mesmo elementares, sei que não estou a dizer nada demais… Mas sei que estou a ser honesto comigo mesmo.”

Assim foi e as apresentações fizeram-se com um EP que fala do verão e uma canção em particular que aborda o universo do surf. Isto apesar de nenhum deles o praticar… “As ligações acho que as encontrámos mais com uma ideia do que seria a América dos anos 50 e com os ambientes dessa era”, explicou, justificando que o surf pode dar um dos retratos possíveis da América dos anos 50 e 60: “Eu queria que cada uma das nossas canções transportasse essa ideia de retrato. A esse poder fotográfico… E como em qualquer fotografia, começamos por olhar e escapar. Acho que as grandes canções pop o que fazem é isso mesmo: o de sugerir um escape”. Sobre o vídeo, de orçamento bem contido, ainda acrescentou: “Nunca gastámos muito dinheiro a fazer nenhum vídeo. E quando fizemos este estávamos mesmo sem dinheiro absolutamente nenhum! Foi divertido de fazer… Mas não esperávamos que a coisa levantasse voo tão depressa. Não era esse o nosso plano. Queriamos mesmo escrever canções. E o que veio depois foi aceite por nós mesmos”.

Pelas canções dos The Drums passavam ainda, nesta altura, sinais de uma vivência indie formada a escutar discos marcantes na fundação da identidade “alternativa” de inícios dos oitentas, que ali se cruzavam como marcas de redescoberta de azimutes solarengos dos sessentas. O seu olhar sobre o surf rock surge assim nesta etapa do seu cardápio de referências.




ROCK ART


 

Heriot - Devoured by the Mouth of Hell (2024)

Como um dos principais rostos do som sludgecore moderno, Heriot é uma força a ser reconhecida, e seu álbum de estreia consegue ser um dos projetos mais pesados ​​e interessantes que este ano já ofereceu até agora.

Devoured by the Mouth of Hell ainda exibe o som apresentado em seu último EP, Profound Morality , embora eles tenham decidido se estender para territórios mais atmosféricos e etéreos, com paisagens sonoras muito texturizadas, mas opressivas, contrastando vocais crus e de cortar o coração com outros muito mais suaves que podem lembrar gêneros como ethereal wave ou shoegaze. Além disso, os toques de elementos industriais encontrados em todo o projeto adicionam um toque enigmático que é apreciado.

No geral, Devoured by the Mouth of Hell é um LP de estreia sólido e ótimo que não decepcionou nem um pouco. Se você gosta de metal pesado, sombrio e intrigante, este é para você.


Kero Kero Bonito - Time 'n' Place (2018)

Se Bonito Generation foi a trilha sonora do otimismo juvenil não desafiado pelo mundo e da excitação de finalmente ganhar independência como adulto, esta é a trilha sonora desse otimismo juvenil sendo esmagado pela realidade e aprendendo a assumir a responsabilidade por essa independência. Apesar de todos os elementos amargos e tristes do álbum, a banda nunca parece totalmente derrotada, sempre tentando olhar o lado bom, não importa o quão difícil as coisas fiquem, sempre colocando um pouco de doçura na mistura.

Musicalmente, isso parece um afastamento total de seu som antigo, trazendo instrumentos ao vivo para a vanguarda em um novo som orientado ao pop-rock. Passagens barulhentas e estruturas de música menos diretas dão ao álbum um fluxo menos coeso e ligeiramente desequilibrado. Pode ser uma venda difícil para alguns fãs, mas a paleta sonora expandida se integra perfeitamente, fazendo a música parecer mais humana e fundamentada do que nunca. Sarah canta diretamente sobre o que está sentindo em vez de deixar esses pensamentos sugeridos em algumas linhas de pop chiclete alegre. Não há mais letras em japonês também, o que pode decepcionar alguns que gostaram daquele toque bilíngue que a banda trouxe antes.

No entanto, cada música neste álbum ainda é tão cativante quanto qualquer outra coisa que a banda lançou, e faixas como "Only Acting", "Make Believe" e "Swimming" mostram que a banda tem ambições maiores do que o som direto focado no electro-pop de antes. A banda claramente tem o talento para fazer isso, e estou extremamente animado com o que eles farão no futuro. Álbum essencialmente impecável, no que me diz respeito.


Danny Brown - Atrocity Exhibition (2016)

Danny Brown estabeleceu sua presença no jogo por meio de um lirismo impressionante sobre aventuras sexuais cheias de drogas; Atrocity Exhibition gira fundamentalmente em torno dos mesmos temas, mas os expande para criar a obra de Brown.

Combinar os sons do pós-punk, techno e soul em um hip-hop perturbador e chocante cria uma atmosfera sombria, imprevisível e indutora de ansiedade que reflete o estado mental flutuante de Brown. Da euforia ao desespero absoluto, a produção de Atrocity Exhibition evoca os sentimentos de paranoia e ansiedade expostos no lirismo de Brown.

Um dos mais talentosos escritores da década de 2010, Brown é um especialista em retratar temas obscuros e complexos por meio de jogos de palavras intrincados e fluxos pouco ortodoxos. Por trás de sua entrega caracteristicamente nasal, encontram-se histórias lindamente escritas de uma alma profundamente perturbada; há uma sensação avassaladora de desamparo ao ouvirmos o quão profundamente arraigados esses comportamentos autodestrutivos estão em sua vida cotidiana. As probabilidades estão contra ele e ele não conhece outra maneira além da maneira como sempre operou; afogar a dor em grandes quantidades de drogas é mais reconfortante do que enfrentar a realidade de um mundo cercado pela escuridão.

E como evidenciado em músicas como "Really Doe", um corte de posse acelerado com um elenco repleto de estrelas de Brown, Ab-Soul, Kendrick Lamar e Earl Sweatshirt, as drogas ajudam Danny a aproveitar sua vida e apreciar os sucessos que ele teve. Mas elas só o preparam ainda mais para a decepção, pois a euforia só pode durar um certo tempo.

Quando a viagem — ou melhor, chega ao fim com a faixa final, "Hell For It", vemos um lado diferente de Danny Brown. A faixa de encerramento serve como a única nota positiva no que é uma audição incrivelmente sombria de 46 minutos.

Brown foi ao Inferno e voltou, experimentando coisas pelas quais a maioria nunca terá que passar. Mas quando o disco chega ao fim, o autoproclamado "Maior Rapper de Todos os Tempos" parece absolutamente determinado a fazer isso e inspirar aqueles em situações semelhantes a escapar da escuridão que os cerca.


Spacemen 3 - The Perfect Prescription (1987)

Spacemen 3 era um grupo proeminente no "revivalismo" da boa e velha psicodelia drogada, como 13th Floor Elevators, Red Crayola, etc. tocados sob o disfarce de opiáceos e avançaram 20 anos tecnologicamente. O estilo minimalista das músicas realmente adiciona à vibração aqui, atingindo a marca certa de desconfortável para frequentemente se sentir como aquele limbo desconfortável entre uma viagem boa e ruim, com letras muitas vezes bonitas e instrumentais contundentes executados com uma desconexão alienante (a-la Suicide). Esta sempre esteve entre as minhas favoritas: aquelas melodias que aperfeiçoam a melancolia e a banalidade, e a sensação de cansaço depois de tanta vida, é uma psicodelia cansada para uma mente inquieta, onde só pensar na dança é a dança em si, e a mente se torna o local da jornada.


Antonio Marcos – Felicidade (1976)





Antonio Marcos – Felicidade (originalmente lançado em LP RCA Victor, 103 0182, 1976).

Felicidade” (1976), é o oitavo disco da carreira de Antônio Marcos e encerra a sequência dos lançamentos anuais de álbuns (1 por ano) iniciada em 1969. A faixa “Todo Sujo de Baton” (Belchior) se destaca entre as outras faixas. O disco inclui uma versão da canção “Torneró”, que fez sucesso através do grupo italiano I Santo California, dois anos antes. Há também uma regravação do sucesso “Você Me Pediu e Eu Já Vou Daqui” (Antônio Marcos, Zairo Marinoso), presente no primeiro álbum do artista e a óptima “Voz da América” (Belchior), que encerra o álbum.
Neste disco, Antonio Marcos deu a sua voz viçosa a músicas dos compositores cearenses Belchior (duas, Todo sujo de batom e Voz da América) e Raimundo Fagner (Fracasso). 
O álbum conta com as 12 faixas originais do LP e apresenta-nos ainda 6 temas bónus, talvez as melhores faixas extras de toda a colecção. Há vários destaques, como o sucesso “Fim de Tarde” (Mauro Motta, Robson Jorge), a excelente “Sonhos de Um Palhaço” (Antônio Marcos, Sérgio Sá) e para as versões latinas de “Moça” (Wando) e “Alguém Me Disse” (Jair Amorim, Evaldo Gouveia), todas extraídas de um EP e do disco argentino do artista.


Antônio Marcos Pensamento da Silva, mais conhecido apenas por Antônio Marcos, foi um actor, compositor, humorista e cantor brasileiro, falecido em 05 de abril de 1992, vítima de insuficiência hepática. 
Lançou oito LPs em português e quatro em castelhano, além de gravações feitas no estrangeiro.
A biografia de Antônio Marcos já se encontra inserida neste blogue.

Faixas/Tracklist:

01. Felicidade
02. Todo Sujo de Baton
03. Esperando Por Você
04. Fracasso
05. Solidão
06. Volte Amor (Torneró)
07. Hoje Eu Preciso de Você
08. Teu Carinho (Che Roga)
09. Fim de Primavera
10. Você Pediu e Eu Já Vou Daqui
11. Mano a Mano
12. Voz da América
Bonus:
13. Fim de Tarde 
14. Sonhos de Um Palhaço
15. Moza (Moça)
16. Alguien Me Dijo (Alguém Me Disse)
17. Sombras de Um Cuarto de Londres (Sombras Num Quarto de Londres) 
18. Tu Me Pediste (Você Pediu e Eu Já Vou Daqui) 




Antonio Marcos ‎– “Sempre” (1972)





Antonio Marcos ‎– “Sempre” (1972). 
Produtor: Wilson Miranda. 
Género: MPB. 

Sempre”, é o quarto álbum de estúdio do cantor Antonio Marcos lançado em 1972 pela gravadora RCA Victor. Segue a linha romântica dos álbuns anteriores, em canções como “Marcas” (Totó, Peninha) ou “You’ll Never Die” (Antônio Marcos, Mario Marcos, Mauro). 
Neste disco também destacamos o tema “Oração de Um Jovem Triste”, um dos grandes sucessos do cantor. Originalmente, o álbum foi lançado em LP (RCA ‎– 103-004-2, 1972), ao qual foram acrescentados três temas bónus. 


Antônio Marcos Pensamento da Silva, mais conhecido apenas por Antônio Marcos (São Paulo, 8 de novembro de 1945 — São Paulo, 5 de abril de 1992) foi um actor, compositor, humorista e cantor brasileiro. Antonio Marcos surgiu a solo já no final do movimento “Jovem Guarda” e no nascimento da música romântica que tomou conta das tabelas de sucessos dos anos 70, no Brasil. 
Marcos lançou oito LPs em português e quatro em castelhano, além de gravações feitas no exterior dio seu país natal. 
Informação sobre este excelente artista brasileiro já se encontra inserida neste blogue. 


Faixas/Tracklist: 

01 - Sempre (Antonio Marcos, Portinho) 
02 - Dia a dia (Peninha) 
03 - Perdi você (Peninha - Totó) 
04 - Cheguei tarde (Renato Jr.) 
05 - Acalanto (Tema de Amanda) (Antonio Marcos, Mário Marcos) 
06 – Marcas (Totó, Peninha) 
07 - Dados biográfico (Isolda, Milton Carlos) 
08 - Ave Maria da Vida (Antonio Marcos, Mário Marcos) 
09 - You'll never die (Antonio Marcos, Mário Marcos, Mauro) 
10 - Errei demais (Agora que estou sozinho) (Tom Gomes, Luiz Vagner) 
11 - Rumo incerto (Luiz Vieira) 
12 - Oração de um jovem triste (Alberto Luiz) 
13 – Escuta (Antonio Marcos) 
14 – Não Tenho Culpa de Ser Triste (Nelson Ned) 
15 – Onde Está Você (Antonio Marcos, Mário Marcos) 

Músicos/Personnel: 

Voz - Antonio Marcos
Guitarra: Mario Sierra 
Baixo: William Aquist 
Bateria: Nelson Pavão 
Teclados: Eduardo Assad 





1977 John Blair – We Belong Together


We Belong Together (1977, Creed Taylor Inc) é o terceiro e último álbum lançado pelo violinista/cantor John Blair .

Tracks

1  We Belong Together (Dan Seals; John Ford Coley) 03:38
2  Lucy In The Sky With Diamonds (John Lennon; Paul McCartney) 03:55
3  Got The Feeling (Parker McGhee) 03:58
4  I’m A Wizard (John Blair) 06:04
5  Feather Lite & Honey Smooth (Parker McGhee) 04:32
6  Roll Over Beethoven (Chuck Berry) 05:19
7  Don’t Feel Like That Way No More (Dan Seals) 03:35
8  Moonlight Serenade (Glenn Miller; Mitchell Parish) 04:33

Musicians

BassGary King
DrumsSteve Gadd
GuitarHiram Bullock
KeyboardsClifford Carter
ViolinJohn Blair
PercussionRay Mantilla
PercussionSue Evans
VocalsGoogie Coppola
VocalsJohn Blair

Other Musicians

3 Got The Feeling

HarmonicaHugh McCracken


4 I’m A Wizard

Background VocalsGordon Grody
Background VocalsIrene Cara
Background VocalsJocelyn Shaw
Background VocalsKim Carlson


5 Feather Lite & Honey Smooth

Background VocalsGordon Grody
Background VocalsIrene Cara
Background VocalsJocelyn Shaw
Background VocalsKim Carlson


8 Moonlight Serenade

Background VocalsGordon Grody
Background VocalsIrene Cara
Background VocalsJocelyn Shaw
Background VocalsKim Carlson

Liner Notes

Producer – Creed Taylor
Arranged By – Dave Matthews
Engineer – Dave Palmer
Engineer (Assistant) – Joel Cohn, Michael Frondelli, Neal Teeman
Mastered By – Bob Ludwig
Mixed By – Dave Palmer

Design – Carole Kowalchuk, Sib Chalawick
Photography – White Gate

Mastered At Masterdisk
Recorded At Electric Lady Studios
Phonographic Copyright Creed Taylor Inc
Copyright Creed Taylor Inc

Destaque

Malefic Oath – The Land Where Evil Dwells (Demo 1992)

  Country: Netherlands   Tracklist   1. Intro 01:04 2. Prediction Of The Unborn Son 04:34 3. The Endless Way To The Unknown 03:11 4. Garde...