sábado, 12 de outubro de 2024

Maysa - Sings Songs Before Dawn (1961)


Disco lançado e produzido em 1961 nos Estados Unidos, enquanto Maysa fazia uma turnê no país. No mesmo ano também foi lançado em outros países da América Latina, porém a ordem das músicas mudou e seus títulos foram traduzidos para o espanhol. Na Argentina e no Uruguai o  álbum chamou-se Maysa e no Peru, Maysa Matarazzo. O álbum nunca foi lançado no Brasil, tornando um mito a sua existência.

Este é o álbum de Maysa com mais canções cantadas em línguas estrangeiras (a maioria delas são cantadas em Inglês. A primeira gravação de Maysa da música francesa Ne Me Quitte Pas também está presente no álbum. O Espanhol aparece na faixa La Barca e o Português em A Noite do Meu Bem, o maior sucesso da amiga Dolores Duran.

Faixas do álbum:
01. You Better Go Now
02. Something to Remember You By
03. The End of a Love Affair
04. Night of My Love (A Noite Do Meu Bem)
05. If I Forget You
06. Ne Me Quitte Pás
07. When Your Lover Has Gone
08. Mean to Me
09. The Man That Got Away
10. Autumn Leaves
11. I'm a Fool to Want You
12. La Barca




Titãs - Jesus Não Tem Dentes No País Dos Banguelas (1987)

 


"Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas" é um  álbum icônico da banda Titãs, lançado em 1987. O disco é conhecido por sua mistura de rock, punk e elementos de música brasileira, além de letras provocativas que abordam temas sociais, políticos e culturais.

Uma das características do branding dos albumilitis é o uso do ferro e da crítica social, refazendo a realidade brasileira da época. A canção que dá nome ao disco, por exemplo, usa a figura de Jesus de forma provocativa para discutir questões de desigualdade e inextricidade.

Musicalmente, o álbum apresenta uma sonoridade variada, com guitarras contundentes e arranjos que incorporam diversos estilos. O Titãs é reconhecido por sua capacidade de se reinventar, e "Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas" é um exemplo claro disso, mostrando a maturidade e a evolução da banda.

Além das faixas que se tornaram hits, o disco é uma obra que se destaca pela profundidade das letras e pela crítica social afiada, consolidando ainda mais o lugar dos Titãs na história do rock brasileiro. 

Faixas do álbum:
01. Todo Mundo Quer Amor
02. Comida
03. O Inimigo
04. Corações E Mentes
05. Diversão
06. Infelizmente
07. Jesus Não Tem Dentes No País Dos Banguelas
08. Mentiras
09. Desordem
10. Lugar Nenhum
11. Armas Pra Lutar
12. Nome Para os Bois
13. Violência



Roupa Nova - Luz (1988)


Em 1988, chega ao mercado o sétimo  álbum da banda, intitulado Luz, sucesso de vendas embalado por grandes hits como ''Meu Universo É Você'' e ''Vício'', que dominaram as paradas de sucesso e os programas de auditório. Este disco, assim como o anterior, é composto por canções autorais que contribuíram para solidificar a carreira e a personalidade da banda.

Faixas do álbum:
01. Vício
02. Chama
03. Estrela Da Manhã
04. Camaleão
05. Só Você E Eu
06. Do Jeito Que Quiser
07. Meu Universo E Você
08. Ídolos
09. Seu Jeito & Meu Jeito
10. Romântico Demais
11. Tipos Fatais
12. Filhos




Roupa Nova - Herança (1987)

 

Herança é o sexto  álbum de estúdio do grupo Roupa Nova, lançado em 1987. O disco obteve grande sucesso, vendendo mais 1 milhão de cópias, e emplacando diversos hits, como "A Força do Amor", "De Volta pro Futuro", "Cristina" e a balada "Volta pra Mim". A música "Sexo Frágil" foi tema do filme homônimo , enquanto que a música ''Um Lugar no Mundo'', foi tema de abertura da novela Corpo Santo da Rede Manchete.

Faixas do álbum:
01. Volta Pra Mim
02. Sexo Frágil
03. A Força Do Amor
04. Mágica
05. Na Mira Do Coracao
06. Herança
07. De Volta Pro Futuro
08. Um Lugar No Mundo
09. Cristina
10. Latinos
11. Tolo Ciúme
12. Um Toque




José Roberto Bertrami - Blue Wave (1983)

 

Fusão extremamente relaxante liderada pelo tecladista brasileiro José Roberto Bertrami, da fama de Azymuth. Me faz sentir como se estivesse em um barco bebendo vinho.

Track listing:
1. Bye Bye Brasil
2. Chorodô
3. Partido Alto #2
4. Shot on Goal (Perigo de Gol)
5. Blue Wave
6. Parati
7. Sheds and Weeds (Barracos e Arbustos)





The Concretes - The Concretes (2003)


 A perfeição do indie pop/rock sueco. Uma onda de açúcar de composições pop de grupos femininos por meio de um indie rock desleixado no estilo dos anos 2000. Riffs de órgão, guitarras distorcidas, melodias de trompa francesa e vocais doces e sonolentos. O Ano Novo é uma daquelas épocas em que estou feliz por estar na meia-idade e, portanto, não sou mais obrigado a passar a noite ficando muito bêbado em um bar lotado.


Track listing:
1. Say Something New
2. You Can't Hurry Love
3. Chico
4. New Friend
5. Diana Ross
6. Warm Night
7. Foreign Country
8. Seems Fine
9. Lovin' Kind
10. Lonely as Can Be
11. This One's for You





Mandy Morton - Sea of Storms (1980)

 

Folk rock inglês dado a floreios progressivos e sintetizados ancorados por um núcleo melancólico e fantástico. Um ótimo disco que tende a ser ofuscado por seu também ótimo predecessor, Magic Lady . "Twisted Sage" entra na minha playlist de Halloween todo ano. "City Witch" ainda é uma coisa? As bruxas da cidade adorariam isso.
Track listing:

1. Maybe One Day
2. After the Storm
3. Black Nights
4. Compline Anthem
5. Victoria by the Window
6. Ghost of Christmas Past
7. Twisted Sage
8. Wake Up the Morning
9. Silas the Silent
10. Land of the Dead
11. Warriors Grave
12. The Sculptor





The Swimming Pool Q's - The Swimming Pool Q's (1984)


Doce, brilhante jangle pop/alternativo de uma grande banda que nunca estourou. Meu pai ama essa banda, e hoje mais cedo ele me enviou links para um par de músicas desse disco, sem legenda ou comentário. Ele passou por uma cirurgia bem grande no mês passado e ainda está se recuperando, tanto física quanto emocionalmente. Nenhum de nós nunca foi bom em manter contato com pessoas com quem nos importamos, mas um amor mútuo pela música nos mantém em contato regular. Amanhã vou enviar a ele este vídeo do Ben Watt — ele meio que odeia Pink Floyd, então a presença de David Gilmour pode ser inicialmente desagradável, mas a música é muito do seu agrado. Realmente queria poder dar um abraço nele, mas ouvir as mesmas músicas terá que servir por enquanto.


Track listing:
1. The Bells Ring
2. Pull Back My Spring
3. Purple Rivers
4. The Knave
5. Some New Highway
6. Just Property
7. Silver Slippers
8. She's Bringing Down the Poison
9. Celestion
10. Sacrificial Altar





Review: Satyricon - Deep Calleth Upon Deep (2017)

 


Uma das mais tradicionais bandas de black metal da Noruega, o Satyricon segue na ativa e, mais importante, mostrando criatividade. Fundado em 1991 e com pelo menos um clássico na bagagem - o incrível Nemesis Divina (1996) -, o hoje duo habitado por Satyr (vocal, guitarra, baixo e teclado) e Frost (bateria) lançou em setembro de 2017 o seu nono álbum, Deep Calleth Upon Deep. O disco saiu este ano no Brasil pela Hellion Records.

Realçando uma característica que sempre esteve presente no som do Satyricon, Deep Calleth Upon Deep traz muitos elementos de metal tradicional, que dividem espaço com a conhecida sonoridade black. Diria até que o metal tradicional é o principal elemento deste disco, o que faz com que as oito faixas do álbum levem a música do Satyricon para um ambiente próximo do occult rock e de nomes como o Tribulation. A massa sonora característica do black metal sai de cena para dar lugar a uma produção mais simples e discreta, mas também sem a crueza proposital que muitas vezes encontramos nos discos das bandas norueguesas nascidas no início da década de 1990.

A capa traz a uma ilustração obscura do artista Edvard Munch, autor do icômico O Grito, intitulada Todeskuss (em português, O Beijo da Morte). Munch a produziu em 1899. 

O processo de composição de Deep Calleth Upon Deep começou em 2015, mas precisou ser interrompido após Satyr ser diagnosticado com um tumor no cérebro. O músico foi submetido a um tratamento não cirúrgico, passou meses se recuperando e só então retomou o trabalho. Anders Odden, que toca baixo nos shows da banda, participou da gravação, assim como o saxofonista de jazz Hakon Kornstad e alguns músicos da Orquestra Filarmônica de Oslo. 

O interessante é que, mesmo explorando um universo onde o black metal divide espaço com o metal tradicional e até mesmo com elementos de post-rock, Deep Calleth Upon Deep consegue manter o ar hipnótico do típico black metal norueguês. Muito disso vem dos riffs de guitarra que se mantém na escola norueguesa, com aqueles típicos acordes cíclicos alternados com passagens instrumentais que transbordam melodia. Ainda que não alcance o nível de Nemesis Divina, este novo álbum mostra uma banda ainda inquieta e que segue evoluindo. Não à toa, o disco venceu a categoria de Best Metal Album na edição de 2017 do Spellemannprisen, o Grammy norueguês.

Caso você nunca tenha se aventurado pela polêmica geração de bandas norueguesas dos anos 1990, que muitas vezes são comentadas apenas pelos atos polêmicos que levaram à queima de igrejas históricas, os vários suicídios de músicos e pelos crimes que cometeram (como o assassinato de Euronymous por Varg Vikernes em 1993), essa versão mais suavizada do Satyricon pode ser uma ótima porta de entrada. A banda consegue manter o ar de misticismo de seus colegas de geração, e é uma sobrevivente orgulhosa de um dos períodos mais criativos e controversos do metal extremo.




Review: Stormwitch - Bound to the Witch (2018)

 


Décimo-primeiro álbum da banda alemã Stormwitch, Bound to the Witch ganhou lançamento nacional via Hellion Records e é uma ótima pedida para quem é fã do lado mais tradicional do heavy metal. O trabalho é o novo capítulo da quadrilogia de discos lançados pela banda e que trazem algo relacionado a bruxas ou bruxaria no título: Dance with the Witches (2002), Witchcraft (2004), Season of the Witch (2015) e Bound to the Witch (2018). O CD também é o segundo da fase atual do grupo, que passou por um hiato durante a década de 2000 e início dos anos 2010.

O que temos nesse novo disco são onze músicas de um puro metal tradicional que equilibra-se entre momentos mais influenciados pela New Wave of British Heavy Metal e outros onde a veia power metal dos caras toma a dianteira. A edição nacional disponibilizada pela Hellion vem com três faixas bônus, que na verdade são regravações para canções antigas do quinteto: “Stronger Than Heaven”, “Rats in the Attic” e “Priest of Evil”.

Com mais de trinta anos de estrada, o Stormwitch não soa cansado e nem arrastado em seu novo álbum. O grupo mostra energia em canções bem feitas, que, ainda que preguem para os já convertidos, soam legais e não incomodam quem se diz fã de metal. Não há nada de necessariamente novo aqui, porém a banda soube como soar atualizada sem perder a sua origem e nem desagradar um público tão cheio de dedos como o headbanger mais tradicional.

Bound to the Witch traz momentos de alegria para quem é fã da pegada mais oitentista do heavy metal, proporcionando uma ótima audição. Se você se enquadra nessa descrição, vá atrás que vale a pena.




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