sexta-feira, 7 de março de 2025

Review: Daniel Zé - Calma Karma (2017)

 





Ex-integrante das bandas Killers, Red Fox e Clave de Clóvis, Daniel Zé deu partida em sua carreira solo em 2014 com o álbum Memórias Meio Inventadas. E agora, três anos depois, dá sequência à construção do seu universo sonoro com Calma Karma.

Não conheço o primeiro trabalho de Daniel, já deixo claro de saída. E esse segundo me impressionou muito. O que ouvimos nas dez faixas do disco mostra influências de nomes como Mutantes, Júpiter Maçã e da Jovem Guarda, criando um autêntico rock psicodélico com raízes bem fincadas no solo brasileiro.

Com ecos da invasão britânica, como bem convém, e até algumas pequenas reminiscências dos primeiros passos da Cachorro Grande (sutis, bem sutis), Daniel Zé gravou um disco muito agradável e repleto de boas canções. Responsável pelo vocal, violão e guitarra, Zé vem acompanhado por uma competente banda formada por Hélio Pisca (teclado), Guto Costa (baixo) e Leandro Amorim (bateria). A produção de Lennon Fernandes intensifica as qualidades de todos e aposta em uma mixagem bastante orgânica e que remete diretamente ao passado, caminhando para longe de tendências atuais e, daqui a pouco tempo, ultrapassadas. Por isso mesmo, tenho a forte sensação de estar ouvindo um álbum atemporal, com potencial para viver uma longa jornada ao lados dos apreciadores dos bons sons.

Financiado através de uma campanha de crowfunding, Calma Karma é uma bela e gratificante surpresa para os ouvidos, e que merece chegar até todo fã de música. Entre as faixas, destaque para “Ágatas”, “Walden”, “Homem Duplicado” e “Esplênico”, pelo menos no meu ponto de vista.

Ouça, porque a surpresa será boa!





Review: Exit Eden - Rhapsodies in Black (2017)

 




Através dos tempos, por diversas vezes o pop e o erudito se encontraram na história da música. Dessa vez e mais uma vez o encontro se dera de forma bem feliz e oportuna com um ótimo debut, o álbum Rhapsodies in Black da banda Exit Eden.

O grupo das quatro vozes lírico-femininas é capitaneado pela soprano norte-americana Amanda Somerville (Avantasia, Epica, Edguy, Trillium) e completado pela brasileira Marina LaTorraca (Phantom Elite, Avantasia), pela francesa Clémentine Delauney (Visions of Atlantis, Serenity) e pela suíça Anna Brunner (Amar Quartet), esta última sendo também violinista.

O trabalho nos remete a uma série de releituras da música pop dos anos 1980 para cá sempre no formato de metal sinfônico, mas mantendo uma sonoridade acessível, com algumas canções saindo um pouco mais das estruturas originais e outras nem tanto, sendo apenas temperadas com o peso e o toque erudito.

Como destaque cito a ótima versão de "Frozen", canção de Madonna, aqui com a especialíssima participação da frontwoman do Epica, Simone Simons, que também aparece bem em "Skyfall", tema do filme homônimo do agente 007 interpretado originalmente por Adele.

Depeche Mode, Bryan Adams, Bonnie Tyler e Lady Gaga foram bem lembrados e executados em suas canções respectivas, "Question Of Time", "Heaven", "Total Eclipse of the Heart" e "Paparazzi", sempre com arranjos bem orquestrados, as vozes das sopranos muito bem postadas e um pesinho pra fazer a coisa ficar boa.

Concluindo, o Exit Eden nos entrega um álbum de symphonic metal feito para apreciadores do gênero e "para a família", com uma sonoridade peculiar ao estilo e concomitantemente sendo de fácil absorção. Um disco gostoso de se ouvir sozinho ou deixando rolar numa reunião com familiares e/ou amigos, enquanto se beberica e papeia-se ao som dessas quatro excelentes sopranos de quatro nações diferentes.

O quarteto já tem show marcado para o Festival Metal Dayz em Hamburgo, no dia 22 de setembro. Torçamos para que isso rode o mundo e ganhe um registro audiovisual ao vivo.





Review: Pristine - Ninja (2017)

 




A intensidade de bandas escandinavas com sons voltados para o hard e o psychedelic rock é grande, que mal cabe na palma da mão. Aqui no site já vimos resenhas da banda Blues Pills (Suécia) e da cantora Ina Forsman (Finlândia). Dessa vez, mais um grupo da Escandinávia (Noruega) vem dar seu ar da graça por aqui.

Pristine é uma banda norueguesa da cidade de Tromsø, formada por Heidi Solheim (vocais), Espen Elverun Jakobsen (guitarra), Asmund Wilter Kidal Erikson (baixo), Aleksander Kostopoulos (bateria), Anders Oskal (hammond e clavinet), Terje Johannensen (trompete, guitarra acústica e elétrica) e Andreas Mjos (percussão e sintetizador). 

O septeto teve destaque internacional ao disputar o The International Blues Challenge de 2012, em Memphis, nos Estados Unidos, onde chegou à semifinal. A banda tem influências do blues tradicional, funk e blues rock dos anos 1970. A voz de Solhein já foi comparada a artistas do gênero como Beth Hart, Dana Fuchs e Janiva Magness. Seu primeiro trabalho, Detoxing, foi lançado em 2011, seguido por No Regret (2013) e Reboot (2016). É de se notar também a semelhança com o suecos Blues Pills, principalmente se compararmos as vozes de Heidi Solheim com Elin Larsson.

Depois de três álbuns lançados por gravadoras locais, o Pristine conseguiu dar um salto maior na carreira ao migrar para a alemã Nuclear Blast, selo conhecido por focar em nome mais extremos do metal e hard rock. Seu quarto disco, Ninja, foi lançado no dia 23 de junho e conta com 10 músicas e duas bônus track. 

A faixa de abertura, "You Are the One", mostra uma pegada no estilo Joss Stone, que leva o ouvinte ao deleite com um ritmo blues e soul, onde Heidi já mostra seu serviço. Uma curiosidade é que os primeiros acordes de "You Are the One" lembram uma outra canção, tirada do segundo álbum (No Regret), chamada  "Carry Your Own Weight". A música seguinte, "Sophia", mantém o nível, mas com um pouco mais de pop no arranjo. "The Perfect Crime" é uma canção que podia muito bem ter sido gravada por Adele ou Amy Winehouse, onde, mais uma vez, Heidi se sobressai ao tocar uma balada mais relaxante. Com "The Rebel Song" percebe-se uma mudança em sua sonoridade, se comparado aos três discos anteriores, onde vemos uma banda bastante parecida com os suecos do Blues Pills que, aliás, tocaram juntos em uma turnê pela Europa, em 2016.

Na última metade do disco, o Pristine aparece mais experimental, como em "The Parade", onde o trompete dá um tom mais suave à faixa. A soturna "Jekyll & Hyde" nos leva a um caminho mais hipnótico, onde a voz de Solheim, mais uma vez, chama a atenção. "Forget" e "Ocean" dão números finais ao disco com toques acústicos e melancólicos, respectivamente. Ainda temos as músicas "California" (do disco Reboot) e "No Regret" (de No Regret), tiradas de um show ao vivo, gravado na cidade Tromso, terra natal do grupo, acrescentadas como extras.

Ninja é o trabalho mais ousado da banda até agora. Não tem a vitalidade dos seus dois últimos álbuns, Reboot No Regret, mas digamos que é o produto final tirado da matéria bruta, no caso de seus três primeiros discos. No entanto, merece uma boa escutada por tudo que traz, mesmo com boas canções e com outras em que o ritmo dá uma diminuída, como no caso da segunda metade do disco. Por se tratar da Nuclear Blast, acho que o objetivo da gravadora foi com que a banda pudesse ter um estilo parecido com o dos suecos do Blues Pills, o que torna-se bem perceptível em algumas faixas. Pelo menos a mudança fez bem, e mostra que o Pristine está preparado para alçar voos maiores.






East of Eden - Mercator Projected

 




Mulher Centauro - ela tem forma humana, mas sua cabeça é como a de um unicórnio.
Mulher Centauro ao contrário, corpo lindo, mas rosto de cavalo.
Um álbum incrível de um ano incrível – 1969. O ano em que a música cruzou aquela linha invisível para arenas progressivas mais elevadas.

Proto-prog bem sem graça.

Uma obra que merece estar entre as grandes de seu tempo, sua performance e seu conceito conseguem ser bastante interessantes e até visionários com tudo o que representavam até então, impossível de ignorar. Em sua música encontraremos infinitos detalhes, nuances e texturas. É uma daquelas obras que estavam à frente do seu tempo e tinham uma visão bastante ampla. A atmosfera eclética de toda a coisa da época (puro surrealismo) às vezes fazia com que parecesse mais um terreno ART-ROCK; Composto por arranjos bizarros, mudanças de tempo e fusões, foi estabelecido como um álbum progressivo eclético. "Mercator Projected" foi até certo ponto um álbum inovador e ouso dizer até revolucionário, porém nunca teve uma aceitação total, hoje é desvalorizado e até esquecido, não foi reconhecido como um desses expoentes ferozes da grande era de transição, na minha opinião acho que isso se deveu ao conceito ainda "primitivo" que tinham, comparado a outras bandas de sua época (Colosseum, Genesis ou King Crimson), estas eram de certa forma muito mais maduras e apostavam em uma nova fórmula, e abordavam ferozmente novos terrenos (rock progressivo), talvez por isso East of Eden tenha ficado ofuscado de certa forma. Alguns dizem que isso se deve à imaturidade e falta de experiência, bom, não vou jogar culpas nem pedras, só digo que acho esse álbum muito corajoso e verdadeiramente inovador, e hoje o reivindico porque é uma dessas peças "chave" para entender a evolução do rock progressivo.

Considero Mercator Projected uma obra extremamente fascinante e excepcional, e posso dizer que em determinado momento ela atinge um nível absoluto de CULT. Com uma performance arrebatadora de arranjos fantasiosos e adornada com dispositivos sonoros, o álbum vibra com uma atmosfera de misticismo. Uma peça delicada e temperada com um clímax intenso onde jazz, folk, blues, música com tons orientais e uma abordagem pós-psicodélica se misturam e se tornam uma demonstração de "gênio primitivo". O ouvinte consegue se exaltar com toda a explosão sonora que o álbum oferece, já que de alguma forma a música se t


orna uma experiência intensa. É um trabalho muito dedicado, apaixonado e excêntrico. Devo admitir que a performance é magistral e muito versátil, e sua execução instrumental é multifacetada, e OJO é o ponto forte do álbum, já que a banda utilizou uma variedade impressionante de instrumentos (violino elétrico, flauta, gaita de foles, fitas e saxofone) que naquela época ainda não eram comuns no mundo do rock, portanto o som do álbum produz um clímax profundo. Em si, uma obra com um encanto espiritual que recomendo fortemente. Até mais. 

Minidados:
*Originalmente a banda se chamava Pictures of Dorian Gray, até que em 1968 quando se mudaram para Londres para assinar um contrato com a gravadora Deram, decidiram mudar o nome da banda para East of Eden, talvez porque estivessem procurando algo que soasse atraente e que vendesse, coisas de seu representante certamente.

*Recomenda-se que você adquira a reedição do selo Esoteric, pois ela tem 3 bônus muito interessantes e é muito completa, as demos dos clássicos Waterways e In The Stable Of The Sphynx são gravações ESSENCIAIS, e o single Eight Miles High é uma delícia daquela época.


01. Northern Hemisphere
02. Isadora
03. Waterways
04. Centaur Woman
05. Bathers
06. Communion
07. Moth
08.In The Stable Of The Sphinx






Osanna - Palepoli

 



Seria exagero dizer que isso é meio parecido com o filme "Roma", de Federico Fellini, em comparação com "Pawn Hearts", do VDGG? Um retrato surrealista e maior que a vida de uma cidade italiana (aqui, Nápoles), expandindo os limites do chamado rock progressivo para atingir algum tipo de status sofisticado de obra-prima do avant-rock psicodélico, dita obra-prima usando tanto trechos celestiais de canções folclóricas elegíacas quanto agressividade suja e estridente do jazz livre para atingir sua Visão abrangente... e onde a Beleza é sempre um pouco de pesadelo, e o horror tem uma qualidade encantadora e evasiva. O Céu e o Inferno, tudo em um pacote organizado (e desorganizado). Mesmo que o Osanna tivesse gravado apenas este álbum e se separado logo após seu lançamento, eles ainda seriam uma banda cult mencionada em voz baixa e adorada em muitos círculos secretos. Para mim, uma das grandes conquistas da cena italiana dos anos 1970.

Uma colcha de retalhos maluca de sons e texturas, que vão do antigo ao moderno, do oriente ao ocidente, do rock, do folk, do jazz e de qualquer outra coisa, que é estonteante em sua sensação de abandono extático - e, de um ponto de vista "lógico", completamente impenetrável. Tentar descobrir quantas músicas há neste prato e qual estrutura elas seguem é uma proposta perdida. Desligue sua mente e sinta. Palepoli é o som do mundo despertando ao seu redor.

Osanna chegou ao topo da criatividade progressiva para entregar um trabalho encantador e MAGISTRAL. O Palepoli nasceu em meio à febre do PROGRESSIVE e por isso podemos apreciar um álbum conceitual que se projeta em todas as suas dimensões para evocar uma postura ART ROCK. É um álbum que tem uma grande presença na flauta, na guitarra, no saxofone e nos vocais tipicamente construídos com um senso estético característico de uma época (anos 70). O álbum é cheio de rompimentos inesperados e músicas que se tornam violentas, aceleram, respiram, respiram e ressurgem em meio aos sons de saxofone e flauta. Então Palepoli é muito diferente do que você está acostumado a receber de grupos progressivos italianos clássicos. Em suma, um álbum que desequilibra, surpreende e confunde se o ouvido não estiver bem treinado para receber dissonâncias. Uma obra de eminente peso artístico que leva ao conluio com o CULTO.

Arte interna do álbum 

Minhas impressões são altas, o trabalho é mais um exemplo claro do que representa o Rock Progressivo Italiano (RPI) e embora até certo ponto o álbum seja ofuscado por outros "monstros" de sua geração, ele tem tanto e mais dos representantes mais clássicos do RPI , com isso quero dizer que Osanna está no nível dos altos representantes do gênero. É um álbum ambicioso, elegante, denso, caótico e cheio de "luz branca". Uma joia que não se perde nas sombras e que penetra fundo na mente daqueles que apreciam o rock em seu mais alto nível.  Devo dizer que a obra é uma verdadeira odisseia, entre camadas sonoras, mudanças de andamento e arranjos refinados e enormes, a intensidade da sessão é bastante estrondosa, acaba-se cansado por esse emaranhado eclético de progressões. Sua postura é pura vanguarda estilizada na frágil apresentação das belas artes sonoras; ART ROCK com a vibe característica do selo italiano, folk, jazz, rock, música clássica se misturam com gadgets psicodélicos e apresentações de estilização progressiva. Mais de uma maneira de mergulhar na performance do álbum e mais de uma maneira de se perder naquela floresta que Palepoli representa. Mais de 5 anos depois de ouvir esta obra, a experiência continua tão inabalável quanto a primeira vez que pude embarcar nesta aventura. Uma obra que merece mais de uma oportunidade pela enorme manifestação, estilização e conceituação de sua arte. Este é um daqueles trabalhos que descrevem perfeitamente o conceito de ROCK PROGRESSIVO. Até mais.

 Minidados:
*Esta obra se beneficia por ser o único álbum de Osanna cantado inteiramente em italiano.
 
*A banda foi fundada em Nápoles, Itália, em 1971, dissolvida em 1979 e reformada em 1999.
 
*Palepolis era o nome do assentamento pré-grego de Nápoles, a cidade de onde os membros da banda eram originários. O álbum exibe uma mistura selvagem de influências progressivas e napolitanas-mediterrâneas.

01. Oro Caldo
02. Stanza Città
03. Animale Senza Respiro








Pinguin - Der Grosse Rote Vogel

 


Flauta/sax elétrico/órgão/guitarra com ritmos complexos e vocais excelentes (em alemão) definem este disco de rock progressivo ainda criminalmente desconhecido. Tem até um Krautrocker experimental estilo Ohr. Arquive junto com Ikarus, Prof Wolfff, Nosferatu e Murphy Blend.Rock progressivo repetitivo e temperamental, com momentos ocasionais que não levam a lugar nenhum. Ok, mas não muito interessante, complexo sem motivo. Não tão bom quanto o disco anterior do Talix.A Alemanha e seu conceito de "vanguarda" conseguem ser tão radiantes e ao mesmo tempo tão extremos que se torna difícil ignorar. A performance das bandas recria um universo bastante denso em termos sonoros. Portanto, o Krautrock ou qualquer coisa que venha da jovem Alemanha não deve ser desperdiçada, especialmente quando a visão ou percepção que eles querem dar é bem capturada. Pinguin é um ótimo exemplo disso, e mesmo não sendo o mais representativo do movimento (Can, Amon Duul II, Tangerine Dream, Guru Guru) ou o mais próximo dessa definição, consegue ter uma "visão" ampla, já que é um álbum bastante marcante, pois seu conceito consegue ser muito bem-sucedido, embora isso possa ser algo mais próximo do progressivo eclético -explicarei abaixo-, há várias passagens que pendem para os éteres da Kosmische Musik e é neste ponto da resenha que surgem as perguntas: Como você define esse conceito? E qual é a sua impressão?
Bom, para mim o conceito da música do Pingui seria uma espécie de híbrido entre o progressivo e o krautrock, eu poderia definir todo esse conjunto de melodias, arranjos, passagens e texturas sonoras como uma visão "ECLÉTICA", pois você sabe que o termo "eclético" no contexto do rock progressivo, descreve um trabalho em relação a diversas fontes musicais, e a influência de uma ampla gama de gêneros e estilos nas carreiras das bandas. Embora a música possa ser progressiva em um sentido amplo, o progressivo eclético é definido em relação a obras que se permitem cruzar os limites do próprio rock progressivo e que misturam muitas influências. O progressivo eclético combina estilos híbridos e diversidade de temas, promovendo elementos de fontes muito diferentes. Portanto, se alguém prestar atenção ao álbum, será capaz de entender que "El ente" se baseia na música sinfônica britânica, jazz, folk, e combina com alguns elementos de atmosferas cósmicas, e daí surge esse híbrido maravilhoso que nos mostra o melhor dos dois mundos. Agora você sabe onde encontrar este álbum. Por outro lado, vou ser mais específico e colocar isso em um saco como algo que eu chamaria de Kraut-sinfônico, ou seja, um Prog sinfônico com uma leve atmosfera sombria que penetra fundo na alma e também é influenciado pela cena Krautrock, portanto Der Grosse Rote Vogel é um álbum dotado de uma sensibilidade única e uma performance magistral, muito elaborada e um tanto sofisticada. A execução instrumental é notável e mostra um selo sinfônico que é cercado por flautas e saxofones, sem dúvida uma autêntica peça Kraut-sinfônica que deslumbra desde o primeiro momento em que você a ouve, já que o álbum se desenvolve entre passagens elegantes, solos doces de flauta, mudanças de tempo, presença de Jazz, sons de metais, estruturas complexas, sinfônicas e uma atmosfera Krautrock, então estamos diante de uma dessas obras que exala finesse com seus sons "claros-escuros". Em suma, um álbum que reúne todos os elementos necessários para se firmar como uma obra essencial, pois apresenta muita criatividade, qualidade e alma, motivos suficientes para lhe dar a devida atenção. Até mais. 
Minidados:
*A banda era composta por sete músicos, incluindo dois guitarristas, baixo elétrico e contrabaixo, órgão, bateria, incluindo bongôs e saxofone tenor, flauta e até mesmo o uso de backing vocals. Há pouca informação sobre essa banda, mas parece que eles eram originários da região de Colônia.

*A banda começou seus “movimentos” como Talix e lançou um álbum intitulado "Spuren" (Traços) em 1971 pela gravadora Vogue. A banda surgiu na mesma época em que o selo Zebra, que era um novo sub-selo da Polydor, estava sendo lançado para uma música mais progressiva, e DER GROSSE ROTE VOGEL (The Big Red Bird) foi o primeiro álbum a aparecer no novo selo.

*Dizem que o Pinguin se separou por volta de 1973. O grupo alemão realmente obscuro, cujo único membro apareceu em outro projeto de estúdio, foi Elmar Kast, que fazia parte da banda de jazz leve Ocean Orchestra, um grupo de músicos que gravou um álbum autointitulado em 1979 (incluindo membros da Kaarst Association PC, Release Music Orchestra e Key).


01.Der Grosse Rote Vogel
02.Die Angst
03.Der Frosch In Der Kehle
04.Der Blaue Wind
05.Die Nachtmusik
06.Der Traum






Lucifer's Friend - Where Groupies Killed The Blues

 



Mistura maluca de rock dos anos 70 e prog. Ótimo cantor.
Burning Ships é uma balada meio cafona (estilo Styx, não que eu não goste do Styx, mas eles podem superar muitos outros em cafona), mas me acostumei na terceira audição.

Fora do ritmo de sua estreia impressionante, mas ainda assim muito bom. Esta também é no estilo heavy metal e prog hard rock, mas inclui alguma orquestração em algumas faixas. Eles foram infectados pelo vírus comercial e, embora ele ainda não os tenha superado, sua presença ainda é aparente. Infelizmente, esta seria a última antes de sucumbir totalmente

Lucifer's Friend é outra banda que deu 2 passos em direção às portas do reino progressivo e se "reinventou". Em 1972 a banda deu uma guinada em sua proposta e nos apresentou Where Groupies Killed The Blues ; um álbum encantador e maduro com um certo ar de vaidade e presunção. Uma obra digna de seu tempo e, portanto, uma verdadeira manifestação sonora que exalava ares de ecletismo e arrogância do rock progressivo. Obra-prima requintada que   foi um tanto incompreendida em sua época, mas o tempo lhe deu espaço e lugar e hoje é uma obra CULTO que muitos consideram estar à frente de seu tempo.

Minhas impressões são altas, mas devo admitir que na época não fiquei muito convencido com sua performance, o peso efusivo de sua música e a manifestação afinada de ares proto metal foram fortemente sentidos por essa "nova cara", aquelas manifestações PESADAS haviam sido diluídas e agora a banda soava mais leve porém mais criativa, ou seja, haviam perdido um pouco de força mas haviam ganhado criatividade , portanto o peso de sua postura Hard Rock era mais sentido que suas apresentações progressivas. Houve uma diferença bastante significativa para mim na época.  Eu não estava interessado em seu novo trabalho, então enterrei o álbum por um longo tempo. Hoje tudo mudou, retornei a esse álbum e descobri outra dimensão em Lucifer's Friend.  Dadas suas explosões mais estilizadas e explosões de tons Heavy, este álbum é apenas a quantidade certa de um trabalho eficiente. Pode não ter mais aquela vibração HARD ROCK, mas BE CUIDADO você ainda pode apreciar certos ecos em algumas músicas. Uma evolução clara de seus conceitos e visões é notada . Agora a banda consegue ter arranjos mais elaborados, mudanças de tempo e uma postura mais estilizada, além de ter sons "melotrônicos". Este álbum é totalmente diferente na aparência, mas ainda tem a atitude e eu valorizo ​​muito isso, quem ouvir esse pastiche sonoro perceberá a diferença e o progresso da banda em direção à nova proposta que floresceu de forma selvagem e o exemplo mais claro dessa transição que a banda teve está em Hobo , o álbum começa com uma música que evoca as vastas manifestações de sua estreia, e aí apreciamos claramente sua postura progressiva, o álbum começa com a transição para terrenos etéreos para terminar com a manifestação mais clara do "corpo celestiale" Burning ships . Até mais.

Minidados:
*É o primeiro álbum da banda a explorar um terreno musical mais diverso e o mais eclético em termos de estilos que o compõem, tendo influências muito mais progressivas e com uma recorrência muito mínima ao peso (embora ainda presente) em comparação ao álbum anterior, da mesma forma que o órgão Hammond fica em segundo plano para dar maior relevância ao piano, criando assim uma atmosfera mais próxima do jazz. Elementos sinfônicos também estão presentes neste álbum, especialmente na música Summerdream.

*Nos EUA, a gravadora americana da banda (Billingsgate Records) não lançou este álbum, embora a Billingsgate tenha lançado o próximo álbum, I'm Just a Rock & Roll Singer (1973). O lançamento nos EUA de Where Groupies Killed The Blues foi adiado três anos até que a nova gravadora da banda, Passport Records, o lançasse.

01.Hobo
02. Rose in the Vine
03. Mother
04. Where Groupies Killed the Blues
05. Prince of Darkness
06. Summerdream
07. Burning Ships

CODIGO: I-45





Barbra Streisand – The Ultimate Collection (2010)



Não há muito o que dizer sobre a carreira brilhante desta cantora fabulosa que é Barbra Streisand . Basta dizer que quando seu último álbum de estúdio, “Love is the Answer” , alcançou o primeiro lugar no ano passado, ela se tornou a primeira e única artista a ter um álbum número um em cada uma das últimas cinco décadas.

Este álbum é uma verdadeira viagem pelos maiores sucessos de Barbra ao longo de sua carreira. E não é apenas mais uma coletânea... aqui estão todas e cada uma dessas canções inesquecíveis que a levaram ao lugar que ela ocupa hoje, de "Evergreen" a "In the wee small hous of the morning" , tiradas de seu último álbum.

Um álbum imperdível.





Barbra Streisand – The Barbra Streisand Album (1963)



Se Barbra Streisand precisa de uma introdução, podemos resumir dizendo que ela nasceu em 24 de abril de 1942 no Brooklyn e que é atriz, cantora, compositora, produtora e diretora de cinema. Mais conhecida por sua voz excepcional, ela é uma das artistas pop femininas de maior sucesso na história do entretenimento moderno. Ela ganhou dois Oscars , um de Melhor Atriz e um de Melhor Compositora, além de vários prêmios Emmy, Grammy, Globo de Ouro e Tony , entre muitos outros.

Como cantor, ele tem um álbum em primeiro lugar em cada uma das últimas quatro décadas, estendendo sua carreira por um período de 39 anos, um dos mais longos já alcançados por qualquer artista ou grupo.

Este é seu álbum de estreia, acompanhado pela Peter Matz Orchestra.

Tracklist:

01. Cry Me a River
02. My Honey’s Lovin’ Arms
03. I’ll Tell the Man in the Street
04. A Taste of Honey
05. Who’s Afraid of the Big Bad Wolf?
06. Soon It’s Gonna Rain
07. Happy Days Are Here Again
08. Keepin’ Out of Mischief Now
09. Much More
10. Come to the Supermarket in Old Peking
11. A sleepin’ Bee


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Barbra Streisand – What Matters Most 2CD (2011)



Barbra Streisand gravou este novo álbum de estúdio, realizando seu desejo há muito aguardado de gravar um álbum com músicas cujas letras sejam escritas exclusivamente por seus colaboradores e amigos Alan e Marilyn Bergman , uma dupla de autores americanos que escreveram letras para músicas que fazem parte da história do cinema, do teatro e da televisão. Eles ganharam vários prêmios, incluindo três Oscars por “The Windmills of Your Mind” (1968), “The Way We Were” (1973) e pela trilha sonora do filme “Yentl” (1984) , além de um Globo de Ouro e dois Grammys.

O álbum foi produzido pessoalmente por Streisand e traz dez canções de Bergman que o artista nunca havia gravado antes, como “ The Windmill of your Mind” (do filme 'The Thomas Crown Affair'); “So Many Stars” (música original de Sergio Mendes & Brazil 66), ou “That Face” (originalmente gravada por Fred Astaire). A edição Deluxe aqui apresentada traz um segundo CD com dez músicas previamente gravadas por Barbra, completando um trabalho formidável para a voz celestial de Barbra Streisand.

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Destaque

Ravid Kahalani - Yemen Blues (2011)

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