domingo, 9 de março de 2025

David Bowie - "The Next Day" (2013)



"Aqui estou eu.
Não exatamente morrendo."
David Bowie 
da letra de "The Next Day"



Num primeiro momento achei que pudesse estar sendo precipitado e entusiasta ao julgar "The Next Day", de David Bowie digno de ser considerado ÁLBUM FUNDAMENTAL, praticamente imediatamente após seu lançamento, no ano passado, mas lendo críticas as positivas, ouvindo outras opiniões e vendo outras considerações igualmente entusiasmadas, não apenas de blogueiros independentes como eu, mas de veículos especializados, me convenci de que não estava exagerando na minha empolgação (não que eu precise de confirmação para cada pensamento ou ideia que venha a ter, mas às vezes é bom se perceber que não se está só). "The Next Day" é um dos grandes trabalhos de Bowie e um dos melhores de sua carreira e um dos melhores álbuns dos últimos tempos num cenário musical que vem se apresentando absolutamente sem força, ousadia e criatividade. Num universo atual de uma meninada que só faz a mesma música, joga peso sem sentido, confunde velocidade com energia e meramente copia e cola o que já foi feito antes (e jura que é algo novo), o velho David Bowie se revisita  sem se autoplagiar ou caricaturar, fazendo uma espécie de coletânea de coisas novas com vitalidade, pungência e originalidade.
A música que dá nome ao disco, a vigorosa "The Next Day", com um significado todo especial pela, praticamente ressurreição do mito, tem a pegada de "Hello Spaceboy" já dos tempos atuais do cantor, da ópera policial "Outside", porém mais pura, mais orgânica, mais rock, sem a parafernália eletrônica. Abertura em grande estilo. Cartão de visita pra mostrar que o cara não saiu de suas "férias" pra brincadeira.
"Dirty Boys" remete muito à fase berlinense, em especial à de Iggy Pop que fora produzido por Bowie na época, lembrando particularmente coisas como "Nightclubbing" e, talvez não por coincidência, "Dum Dum Boys".
O pop competentíssimo, típico de Bowie, "The Stars (Are Out Tonight)" poderia tranquilamente ter feito parte do ótimo "Let's Dance" do início dos anos 80; e "Love is Lost", matadora, com sua programação minimalista e guitarras rascantes, facilmente poderia ter entrado para o repertório do eletrônico e pesado "Earthling" do finalzinho do século passado.
"Where Are You Now?", a primeira música de trabalho do álbum, e curiosamente uma das menos interessantes do disco, é a típica balada bowieana que aparece ao longo da carreira de maneiras diferentes e aqui, especialmente, com uma melancolia dolorosa que lhe dá um toque diferenciado.
Pelo rock característico, pelas guitarras estridentes, a ótima "Valentine's Day", com a produção brilhante de Tony Visconti, poderia figurar sem estranhamento num "...Ziggy Stardust...", por que não?; e "If You Can See Me", por conta de sua bateria alucinante e seu ritmo frenético, poderia ser mais uma a constar no set-list do subestimado "Earthling" de 1997.
"I'd Rather Be High" tem um ótimo refrão e um embalo à "Lodger'; "Boss of Me" é um pop sofisticado com cara de "Changes"; "Dancing out of Space" tem a energia berlinense de "Lust for Life" do parceiro Iggy, mas com um toque de "Heroes"; e "How Does the Grass Grow" é marcante pelo refrão gostoso e animado.
Dona de um riff imponente e pesado, "(You Will) Set the World On Fire" não fica devendo nada aos bons rocks da época do clássico "Aladdin Sane", como "Panic in Detroit", por exemplo, "You Feel so Lonely You Could Die" é outra balada típica de Bowie como apenas ele sabe fazer; e a introspectiva e sombria "Heat" parece ter saído do lado B de "Low", fechando a edição original de maneira impecável. No entanto, versões especiais apresentam mais 3 faixas que não ficam atrás em nada às 14 originais. "So She" é um pop new-wave misto de "Diamond Dogs", "Lodger" e o pop do lado A de "Low"; "Plan" com seu ritmo arrastado, sua batida seca e sua guitarra pesada é outra que lembra as experimentações instrumentais de Bowie e Brian Eno da segunda metade de "Low"; e para encerrar, aí sim, definitivamente, para quem tem a edição estendida, temos a boa "I'll Take You There" um pop charmoso e descontraído que poderia, sem problema, ser de um "Scary Monsters". Mas o fato é que não é. Todas não são. São de "The Next Day" e este ábum não é passado. É presente. É novo e é vivo.
Quando todos achavam que David Bowie estava acabado, que talvez nem voltasse a gravar por conta de seus problemas de saúde e que, se voltasse a fazer algo, provavelmente não manteria um bom nível, o eterno Camaleão aparece com um trabalho assim.
Para os menos atentos, a inusitada capa já dava toda a pista do conceito do álbum: ao mesmo tempo que chama atenção para o passado com a capa de um disco clássico, coloca sobre ela, de forma acintosa, uma figura geométrica regular, de lados iguais, que remete a uma leitura moderna, praticamente sufocando a imagem de fundo. O quadrado é o mais importante. Preste atenção à forma.
Ah, você tinha se fixado mais ao fundo? Pois é... Bowie nos surpreendeu de novo.
Nada como um dia depois do outro.
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FAIXAS:
1. "The Next Day" 3:27
2. "Dirty Boys" 2:58
3. "The Stars (Are Out Tonight)" 3:56
4. "Love Is Lost" 3:57
5. "Where Are We Now?" 4:08
6. "Valentine's Day" 3:01
7. "If You Can See Me" 3:15
8. "I'd Rather Be High" 3:53
9. "Boss of Me" (Bowie, Gerry Leonard) 4:09
10. "Dancing Out in Space" 3:24
11. "How Does the Grass Grow?" (Bowie, Jerry Lordan) 4:33
12. "(You Will) Set the World On Fire" 3:30
13. "You Feel So Lonely You Could Die" 4:41
14. "Heat" 


faixas bônus:
15. "So She" 2:31
16. "Plan" 2:02
17. "I'll Take You There" (Bowie, Leonard)



David Bowie - "Low" (1977)

 



“David passava por um período de grande depressão."
Tony Visconti, produtor



Em época de lançamento de biografia do cara, aí vai mais um Bowie fundamental pra discoteca:
"Low", álbum de 1977, o primeiro do que se costuma chamar de 'fase berlinesne', compondo com "Lodger, Heroes" e "Stage" uma curiosa "trilogia" de 4 álbuns onde "Stage" funciona como releitura ao vivo dos dois primeiros.
"Low" é um daqueles álbuns que foi feitos para ser LP, mesmo. Disco com lado A e lado B literalmente. Duas coisas completamente diferentes: o primeiro, todo cheio daquele pop-rock brilhante e sofisticado que só David Bowie sabe fazer, com canções bem objetivas, curtas, soltas, ritmadas, a maioria delas cantadas, mas com destaque especial para a instrumental que abre o disco "Speed of Life". Destaque também para a excelente "Sound and Vision" e para o pop gostoso de "Be My Wife". Só que virando o disco, a atmosfera é completamente outra. Músicas densas, introspectivas, soturnas, longas, quase todas instrumentais, cheias de experimentalismos e sonoridades estranhas, lembrando muito os trabalhos solo do colaborador e mentor Brian Eno e a fase inicial do Kraftwerk, banda que Bowie tinha grande admiração. Destaque para "Warszawa", minha preferida do lado 2.
Em comum, os dois momentos deste trabalho tem o tratamento fino e detalhado da produção, que é creditada a Tony Visconti e Bowie, mas que tem inegavelemente o dedo de Brian Eno; além de uma estranha e incrível coerência musical que fazem de um álbum como este com faces tão distintas, uma obra que consegue manter uma genial e singular unidade mesmo com características tão antagônicas.
Neste Bowie consegui se superar superou e não foi camaleão apenas de uma década pra outra, de um disco para o outro como estamos acostumados a ver. Foi mutante de um lado para o outro do mesmo disco. Em parte resultado de seus problemas psicológicos da época, do uso de drogas, da dificuldade de compor letras naquele momento, mas de tudo isso tirar um disco como este, é só para um David Bowie.
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FAIXAS:
Lado A
  1. "Speed of Life" – 2:46
  2. "Breaking Glass" (Bowie, Dennis Davis, George Murray) – 1:52
  3. "What in the World" – 2:23
  4. "Sound and Vision" – 3:05
  5. "Always Crashing in the Same Car" – 3:33
  6. "Be My Wife" – 2:58
  7. "A New Career in a New Town" – 2:53
Lado B
  1. "Warszawa" (Bowie, Brian Eno) – 6:23
  2. "Art Decade" – 3:46
  3. "Weeping Wall" – 3:28
  4. "Subterraneans" – 5:39



ROCK ART


 

Maurice McIntyre - Humility In The Light Of Creator 1970

 

Na década de 1960, os esnobes do bop que condenavam o jazz de vanguarda faziam comentários que não eram apenas desinformados e tacanhos, mas às vezes, seus ataques à "novidade" do jazz (um termo que era usado para descrever o free jazz e o jazz da Chicago AACM, bem como muito do pós-bop modal) eram até mesmo maldosos e odiosos. Esses esnobes do bop adoravam ridicularizar e zombar da espiritualidade que caracterizava muito do jazz modal e de vanguarda; eles tratavam isso como uma piada e uma moda passageira. Mas a espiritualidade na música dificilmente é passageira; quando exploradores como  John Coltrane ,  Archie Shepp ,  Pharoah Sanders e  Yusef Lateef  foram influenciados pela música tradicional hindu, islâmica ou judaica, eles estavam se baseando em tradições musicais que já existiam há séculos. A espiritualidade é uma grande parte de  Humility in the Light of the Creator , de  Kalaparusha Maurice McIntyre , um encontro interno/externo soberbo que é sem dúvida seu melhor e mais essencial álbum. Gravado em 1969, este clássico da AACM deve muito à música espiritual do Oriente Médio, Ásia e África, e há momentos em que o saxofonista de Chicago também mistura jazz de vanguarda com elementos nativos americanos. Quando o cantor  George Hines  é apresentado em três peças, seus vocais sem palavras mostram uma consciência da música usada em cerimônias religiosas tradicionais nativas americanas. Humility,  o primeiro álbum de McIntyre como líder, é um exemplo perfeito da abordagem da AACM ao jazz de vanguarda; enquanto o jazz livre escaldante de  Albert Ayler ,  Cecil Taylor e  Coltrane do período tardio  favorece a densidade,  McIntyre  e seus colegas exploradores da AACM usam o espaço e o silêncio para sua vantagem criativa. Como resultado, Humility é frequentemente dissonante sem nunca ser claustrofóbico. (Não que claustrofóbico seja uma coisa ruim:  o feroz e claustrofóbico Om de Coltrane é uma joia, embora seja uma joia que não é para todos.)  McIntyre  tem muito do que se orgulhar, mas se você estivesse limitado a possuir apenas um de seus álbuns, Humility seria a melhor escolha.



Michael Bloomfield, Al Kooper & Stephen Stills - Super Session 1968

 

Assim como  Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band (1967) dos  Beatles  havia feito um ano antes,  a Super Session  (1968) inicialmente inaugurou várias novas fases na transformação simultânea do rock & roll. No espaço de meses, a paisagem sonora do rock mudou radicalmente de canções pop curtas e dançantes para obras comparativamente mais longas, com mais atenção às sutilezas técnicas e musicais. Entra em cena o improvável triunvirato de estrelas de  Al Kooper  (piano/órgão/ondiolina/vocais/guitarras),  Mike Bloomfield  (guitarra) e  Stephen Stills  (guitarra) — todos eles estavam simultaneamente "em hiato" de seus compromissos mais recentes.  Kooper  tinha acabado de se separar após planejar a inovadora versão de Child Is Father to the Man (1968) de  Blood, Sweat & Tears .  Bloomfield estava fresco de uma temporada com o Electric Flag ,  também movido a metais  , enquanto  Stills  estava atrasado em  Buffalo Springfield  e ainda a algumas semanas de um compromisso de tempo integral com  David Crosby  e  Graham Nash . Embora o trio nunca tenha realmente se apresentado junto, o long-player foi notável por idiossincraticamente apresentar um lado liderado pela equipe de  Kooper Bloomfield  e o outro por  Kooper Stills .  A banda é desenvolvida com a poderosa seção rítmica de  Harvey Brooks  (baixo) e Eddie Hoh (bateria), bem como  Barry Goldberg  (piano elétrico) em "Albert's Shuffle" e "Stop". A contingência de blues de Chicago de  Bloomfield ,  Brooks e  Goldberg  fornece uma saída perfeita para os três  originais de Kooper Bloomfield  - o primeiro dos quais inicia o projeto com o lânguido e descolado "Albert's Shuffle". O tom fino do guitarrista cai em cascata com fluidez empática sobre os ritmos propulsores.  O solo de órgão brincalhão de Kooper alternadamente salta e salta enquanto ele empurra a melodia para frente. O mesmo pode ser dito da interpretação de "Stop", que originalmente foi um hit de R&B menor para  Howard Tate .  "Man's Temptation" de Curtis Mayfield recebe uma leitura comovente que poderia ter funcionado igualmente bem como um  cover de Blood, Sweat & Tears  . Com mais de nove minutos, "His Holy Modal Majesty" é uma valsa divertida e alucinante e inclui uma das jams mais extensas do  Kooper Bloomfield lado. A faixa também apresenta o som de hurdy-gurdy e influência oriental da  ondiolina elétrica de  Kooper , que tem um timbre ligeiramente atonal e agudo, muito parecido com o do sax tenor de  John Coltrane . Devido a alguns problemas de saúde, Bloomfield  não conseguiu concluir as sessões de gravação e  Kooper  contatou  Stills . Imediatamente, seu som decididamente da Costa Oeste — que alternava de uma entonação de Rickenbacker vibrante para um falso pedal steel — pode ser ouvido na versão otimista de  "It Takes a Lot to Laugh, It Takes a Train to Cry" de Bob Dylan . Um dos destaques do álbum é o cover cintilante de "Season of the Witch". Há uma sinergia inegável entre  Kooper  e  Stills , cujas energias parecem conduzir auditivamente o outro a fornecer alguma interação inspirada. Atualizar o padrão de blues "You Don't Love Me" permite que  Stills  ostente alguns licks fortemente distorcidos, que soam como  Jimi Hendrix . Este é um daqueles álbuns que parece melhorar com a idade e que recebe o tratamento de reedição completa toda vez que um novo formato de áudio é lançado. Esta é uma super sessão, de fato. 





The Byrds - 5th Dimension 1966

 

Embora  o Fifth Dimension dos  Byrds  fosse extremamente irregular, seus pontos altos foram tão inovadores quanto qualquer música rock gravada em 1966. O folk-rock imaculado ainda estava presente em seus arranjos soberbos das canções tradicionais "Wild Mountain Thyme" e "John Riley". Para os originais, eles criaram alguns dos primeiros e melhores rock psicodélico, muitas vezes inspirando-se na influência do raga indiano nos arranjos de guitarra. "Eight Miles High", com suas letras astrais, linha de baixo pulsante e solo de guitarra fraturado, foi um hit no Top 20 e um dos maiores singles dos anos 60. A faixa-título de sucesso menor e o "Mr. Spaceman" com toques de country-rock estão entre suas melhores músicas; "I See You" tem ótimos solos de guitarra psicodélica de 12 cordas; e "I Come and Stand at Every Door" é uma atualização incomum e comovente de uma melodia de rock tradicional, com novas letras implorando pela paz na era nuclear. Ao mesmo tempo, o instrumental de R&B "Captain Soul" foi um descartável, "Hey Joe" não foi nem de longe tão bom quanto as versões do  Leaves  ou  Jimi Hendrix , e "What's Happening?!?!" o primeiro exemplo do  ethos hippie desagradavelmente insípido de  David Crosby . Esses pontos fracos impedem que o Fifth Dimension  atinja o status verdadeiramente clássico. 






Albert Ayler - Music Is The Healing Force Of The Universe 1969


Possivelmente o lançamento mais notório de Albert Ayler e universalmente incompreendido (ou seja, odiado) por fãs e críticos. Quando New Grass foi lançado em 1969, recebeu um clamor hostil de "esgotado". Ouvindo New Grass em retrospecto; deve-se levar em conta que, embora os elementos comerciais sejam aparentes - uma seção de metais soul, cantores de apoio, bateria boogaloo de  Bernard "Pretty" Purdie e baixo elétrico de rock - os vocais e a execução de tenor de Ayler dificilmente ganhariam exposição comercial na rádio em qualquer momento. É provável que o Impulse tenha incitado Ayler a mudar para um som mais pronunciado voltado para o blues e ele foi de bom grado. Ayler não era um estranho ao R&B ou ao gutbucket blues; ele começou sua carreira tocando saxofone com o bluesman de Chicago  Little Walter  nos anos 50. O tom estridente de Ayler permanece intacto em New Grass, mas é misturado com riffs de R&B definitivos como o óbvio aceno honkin' para "Slippin and Sliddin" em "New Generation". A tentativa de Ayler de se explicar na faixa de abertura com "Message from Albert Ayler" revela seu medo iminente sobre uma controvérsia envolvendo o material. É um problema que muitos artistas enfrentam em algum momento de suas carreiras ao tentar se mover em uma direção diferente, não importa qual seja o motivo; eles podem acabar perdendo a maioria de seu público ao adotar uma abordagem estrangeira. 

 



John Compton - To Luna 1971

 

Lançado pela primeira vez em 1971, este é o primeiro LP solo do cantor e compositor norte-americano John Parker Compton após a separação do incrível Appaloosa e um álbum de dueto com o violinista e subsequente maestro de jingles Robin Batteau. To Luna foi a última tentativa de Compton de atingir um público maior na época. O álbum foi lançado em 1971 e apresentou um conjunto de suas melhores canções formadas e execução pessoal e de banda que corresponde à mais alta qualidade produzida naquela época ou em qualquer outra época.

Vários álbuns gravados nos anos 60 e 70 carregam uma marca bem pesada da época em que foram feitos, tanto musicalmente quanto liricamente. Ouvindo To Luna hoje em dia é quase impossível precisar o período em que foi feito e soa tão relevante quanto deveria ter sido naquela época.

Enquanto as músicas de Compton variam do material básico de cantor/compositor (a abertura "Colano Sound") a variações mais jazzísticas/blues que realmente desafiam o clichê ("One Find Me Home"), são as músicas mais melancólicas que realmente dão a este álbum aquele selo de aprovação de "tesouro perdido" - "Verandas", "Yorkshire Pines" e a mais próxima "Leave My Casos In Laos" devem encontrar seu lugar na mistura de madrugada de qualquer um. Recentemente, devido ao redimensionamento do álbum To Luna, primeiro no Japão e depois nos EUA, a música de Compton começou a cair em ouvidos mais receptivos. Temos sorte que alguém decidiu tirar a poeira deste diamante.

MUSICA&SOM



Bobby Pierce - Introducing Bobby Pierce 1972

 

Os historiadores de combos de órgãos podem ser os únicos que se lembram de Bobby Pierce, o nativo de Columbus, OH e colega de Don Patterson, Eddie Baccus e Hank Marr. Seu único outro álbum para a família de gravadoras Cobblestone/Muse saiu em 1972, Introducing Bobby Pierce. Está fora de catálogo há muito tempo, um item de colecionador com certeza, e uma lembrança da cena de clubes de circuito de chitlin' onde sua casa no centro de Ohio era um ponto focal. Na época desta gravação, ele estava baseado em Los Angeles, tocando música em ambientes de jazz, gospel ou clássico depois de se dedicar a uma vida longe da música pela maior parte de quatro décadas













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