quinta-feira, 7 de agosto de 2025

The Yardbirds - Roger The Engineer

 




Ninguém questiona a imensa influência que este disco teve, mas acho que, embora os solos de Jeff Beck aqui sejam ótimos no papel, eu diria que são um pouco estupidos demais para combinar com a abordagem blueseira do álbum. É visto apenas aqui e ali, de forma tão mecânica que às vezes se distancia da composição em si, que na maior parte do tempo é bastante mediana. Muitas performances excelentes aqui, especialmente a fabulosa "Jeff's Boogie", que na verdade dá liberdade à lenda para fazer seu próprio trabalho em vez de se integrar à estrutura da música, mas, no geral, apesar de seu legado, este álbum é bastante inconsistente e inexpressivo, mesmo para a época.

Embora seja a primeira tentativa do Yardbirds de compor um álbum de verdade, "Roger the Engineer" ainda soa como uma coletânea de singles de rock/pop dos anos 60. É difícil encontrar uma direção artística entre as diferentes faixas, mas talvez o limite esteja na experimentabilidade e originalidade do material, em toda a sua deformidade e ingenuidade. Aqui e ali, você encontrará alguns elementos de acid rock, blues rock e psicodélico antigo, mas são apenas vislumbres que não alteram a sensação geral do disco.

O ovo cósmico da psicodelia britânica
Como a psicodelia encontrou seu primeiro apóstolo britânico e cruzou o Atlântico disfarçada de Yardbird

 Em 1966, a palavra "psicodelia" ainda não tinha forma. Era um murmúrio, um sussurro entre músicos curiosos, um eco distante do que estava prestes a nascer. Enquanto na Costa Oeste americana os primeiros experimentos visuais e sonoros começavam a florescer em pequenos clubes de São Francisco, na Inglaterra, uma banda — The Yardbirds — estava adiantada, batendo em portas que ainda não haviam sido construídas.

Eles começaram como devotos do blues. Em seus primórdios, os Yardbirds eram uma banda com as botas afundadas até os tornozelos na lama do mais cru rhythm & blues. Mas algo mudou. A saída de Clapton e a entrada do guitarrista elétrico Jeff Beck não apenas alteraram o curso do grupo: foi como se alguém tivesse enfiado um raio em um amplificador e esquecido de desligá-lo. Com Roger the Engineer , a banda não buscava mais interpretar seus heróis afro-americanos. Eles queriam criar novos sons, visões, paisagens sonoras, quebrar as correntes do formato da música e explorar sua própria linguagem estranha, até mesmo alucinógena. O estúdio se tornou um laboratório e a composição, um ritual. Beck, em particular, foi o catalisador dessa transformação: ele introduziu fuzz, riffs orientais e distorção como uma ferramenta narrativa.

Era um álbum à frente de seu tempo. Em meados de 66, Roger the Engineer falava uma língua que ainda não tinha dicionário. Ele brincava com ideias que estavam apenas começando a florescer em outras partes do mundo. Era, de certa forma, psicodelia antes da psicodelia , um ensaio geral para o que viria no Verão do Amor. E quando essa criatura elétrica pousou na América, foi como se um meteorito inglês tivesse caído nas ruas de Nova York e Califórnia. Ainda não era flower power, mas era o código genético para aquela mutação. O álbum — lançado nos EUA simplesmente como Over Under Sideways Down — carregava consigo uma semente que germinaria rapidamente: a ideia de que a música poderia ser uma porta de entrada para outro plano.

Os Yardbirds, sem querer, cruzaram o limiar. E com eles, a psicodelia britânica — mais cerebral, mais distorcida, mais experimental — começou sua expansão global. Tudo o que viria depois (Pink Floyd, Soft Machine, Traffic, Gong) beberia daquela primeira garrafa. Roger the Engineer foi, então, o ovo cósmico que incubou a psicodelia inglesa e a exportou para o mundo.

01. Lost Woman
02. Over, Under, Sideways, Down
03. The Nazz Are Blu
04. I Can't Make Your Way
05. Rack My Mind
06. Farewell
07. Hot House Of Omagarashid 
08. Jeff's Boogie
09. He's Always There
10. Turn Into Earth
11. What Do You Want
12. Ever Since The World Began 
13. Psycho Daisies - (mono, bonus track)
14. Happenings Ten Years Time Ago - (mono, bonus track)

CODIGO: B-50

MUSICA&SOM ☝




The Stone Roses THE STONE ROSES - 1989

 






La Maquina de Hacer Pajaros LA MAQUINA DE HACER PAJAROS - 1976

 










Papete VOZ DOS ARVOREDOS - 1992

 



Twilight Aura - Believe - 2025

 


Karçaz - Estrela Pálida Do Silêncio Mórbido - 2025

 


 

Gênero: Black Metal

1. Luar
2. Noite de Misantropia
3. Correntes Invisíveis
4. Açoite Sombrio
5. Do Ódio ao Sofrimento
6. Lua de Sangue
7. Ah
8. A Lágrima Mais Pesada
9. Disperso
10. Abismo
11. Profundezas
12. Ascenção
13. A Casa Do Sol Nascente (Agnaldo Timóteo Cover)
14. Um Grito Silencioso de uma Alma em Danação








JETHRO TULL - Civic Auditorium - 1977

 



Não é segredo pra ninguém que os álbuns Benefit e Songs From The Wood são os meus favoritos de toda a discografia lançada pelo Jethro ao longo de seus mais de 50 anos de estrada. 

Este último que compõe a primeira etapa de um trilogia (Heavy Horses-1978/Stormwatch-1979), aborda temas da natureza e de como o homem vem a maltratando na dependência abusiva de sua sobrevivência. 

Baseado em composições mais voltadas para o Folk, Ian Anderson abusa genialmente de belíssimas passagens de flauta entrelaçadas a melodias progressivas muito bem executadas por Barre, Palmer, Barlow e Glascock.

O bootleg disponibilizado hoje, marca a primeira apresentação do ano de 1799 que compunha a tour europeia da banda para a divulgação do disco em questão.

Gravado em 14 de Janeiro de 1977 na cidade americana de Pasadena, o registro conta com versões impecáveis das faixas como "Jack In The Green", "Songs From the Wood", "Velvet Green" ,"Hunting Girl" e "Fire at Midnight", sendo estas as únicas executadas para a divulgação do mesmo e com boa receptividade do público presente. Uma pena a faixa "Cup of Wonder" ter ficado de fora...

Constam também boas versões de alguns clássicos indispensáveis como "Thick as a Brick", "Aqualung" e Locomotive Breath", sendo esta última um dos destaques de todo o disco.

Outro destaque relevante fica por conta de uma bela versão de Minstrel in the Galery que vale por todo o registro. Uma das melhores versões ao vivo desta faixa que já escutei. 

A qualidade do áudio é quase impecável , oscilando em algumas partes mas nada que comprometa a audição como um todo.

Recomendado aos apreciadores da banda e do Rock Progressivo em geral.


TRACKS:

DISCO I:

01. Sakting Away

02. Jack in the Green

03. Crazed Institution

04. Fire at Midnight

05. Instrumental

06. Thick as a Brick

07. Songs From the Wood

08. To Cry You a Song

09. New Day Yesterday

10. Living in the Past


DISCO II:

01. Velvet Green

02. Too Old to Rock n Roll

03. Bungle in the Jungle

04. Beethoven's 9th Symphony

05. Ministrel in the Galery

06. Hunting Girl

07. Cross-eyed Mary

08. Agualung

09. Guitar Solo

10. Wind-Up

11. Back-door Angels

12. Wind-Up (Reprise)

13. Locomotive Breath

14. Land of Hope and Glory




AUM - Belorizonte - 1983

 



Aum foi um breve e raro cometa que passou por minha terra, Belo Horizonte, gravando apenas um disco curto porém, de um simbolismo marcante para nós mineiros. Banda um tanto obscura, com poucas informações sobre seus integrantes e o número de cópias prensadas na época. 

Trata-se de um disco totalmente instrumental, uma espécie de retrocesso à moda antiga ao jazz e Rock Progressivo dos anos 70, junto com algumas influências sinfônicas que fazem ouvinte lembrar e muito da cena Canterbury daquela época.

A faixa de abertura "Tema pra Malu", se inicia de forma bem suave com sax e guitarra se entrelaçando em ritmos simples mas de muito bom gosto. A faixa logo evolui para um solo de guitarra mais agudo que me remeteu de imediato ao Caravan que, usava com muita frequência esse tipo de distorção em suas composições. 

"Serra do Curral", um dos maiores e belos símbolos de nossa cidade é narrada com muita delicadeza em uma fusão de Jazz e MPB, aqui não há percussão, mas acordes de guitarra criativos, linhas de baixo em alto nível e um solo de violão clássico de muito bom gosto.

A faixa que dá nome ao disco, na minha opinião, vale por todo o registro. Repleta de variações em seu decorrer, se inicia de forma leve e tranquila passando por um solo de teclados que novamente fazem lembrar ao movimento Canterbury. Caminhando para o final, entra um belo solo de baixo que se entrelaça em seguida com a bateria criando assim uma atmosfera de peso. 

"Nas Nuvens", e os primeiros segundos não são muito atrativos, mas após um certo tempo, a música muda repentinamente de vibe, com um ótimo riff de baixo e excelente execução de bateria. As passagens do teclado são muito agradáveis ​​para quem, assim como eu, admira por demais o instrumento. 

"4:15" vejo como um resumo de todo o disco. Novamente regada a uma atmosfera Fusion ao extremo com ênfase aos solos de sax e guitarra. 

Fechando o registro vem a linda faixa "Tice", mais lenta com uma bela introdução de piano, acompanhado de belas passagens de guitarra. As linhas de baixo apresentadas em seu encerramento são de extremo bom gosto. 

Aum gravou Belorizonte de forma independente em 1983 no renomado estúdio Bemol localizado, á época, no bairro Serra em BH. Local muito tradicional por aqui, foi um dos primeiros estúdios na América Latina a possuir um aparato de áudio profissional para gravações em alto nível. Por lá já passaram grandes mineiros como Milton Nascimento, Toninho Horta, Nivaldo Ornellas, Tavinho Moura, Uakti, dentre muitos outros. 

Atualmente o disco em questão se tornou um dos nomes nacionais mais procurados entre os colecionadores mais exigentes não somente no Brasil. Algumas raras cópias estão disponíveis em sites especializados a preços absurdos.

Porém, os preços praticados nesses sites valem pela procura pois se trata de um disco de nível absurdo ao qual é altamente recomendado a quem gosta e aprecia o Rock Progressivo e/ou o Fusion em sua totalidade.


TRACKS:

01. Tema Pra Malu 

02. Serra Do Curral 

03. Belo Horizonte 

04. Nas Nuvens 

05. 4:15 

06. Tice 

MUSICA&SOM ☝






LOCH NESS - Prologue - 1991

 



Mais uma joia perdida pelo tempo, o Loch Ness surgiu em Volta Redonda/RJ ainda nos anos 70 e lançou apenas um álbum já em 1991. Seu nome foi inspirado no monstro folclórico oriundo das águas profundas da região de Highland na Escócia. 

O álbum apresenta vocais em inglês e de uma forma mais pesada, a banda opta pelo uso de três guitarras, baixo, bateria, Grand Piano, sintetizadores e, claro, um Hammond porém, a evidência de um estilo baseado no prog-sinfônico é bem nítida.

A faixa título abre o disco com uma bela introdução de piano seguida por suntuosos solos de sintetizadores. As passagens de piano seguem em seu decorrer se misturando as guitarras e sinths criando assim uma atmosfera voltada mais para um estilo Space Rock.

Seguida pela única faixa instrumental, "Hallowe'em", possui excelentes arranjos de pianos e sintetizadores. Fica a minha indignação por ser uma composição curta mas de extremo bom gosto.

"The Thid Eye" vem com uma proposta mais pesada, em um contexto baseado no Hard Rock com fortes e variados solos de guitarra. 

“To Breathe One's Last” é introduzida pela junção do piano com um belo solo de guitarra que se entrelaça a um vocal mais melódico. A faixa segue em seu decorrer com belos arranjos dos instrumentos já citados em passagens ora mais leves, ora mais encorpadas. Sem medo de errar, tenho essa faixa como destaque de todo o disco.

“Satan's Ville”, a mais longa faixa, dividida em quatro suítes, destila toda a qualidade de cada um de seus músicos em uma sinergia surpreendente. A qualidade nos arranjos instrumentais é de uma genialidade sem tamanho na minha modesta opinião. Uma dessas suítes, "The Entity" é dedicada a David Gilmour, um dos maiores guitarristas de todos os tempos.

Seu final aparece com a faixa "Death", apresentando também um certo peso onde a cozinha baixo/bateria aparece com uma certa evidência em todo o seu decorrer.

O álbum foi gravado no Sonoviso Estúdio no Rio de Janeiro entre janeiro e julho de 1988 mas só foi lançado em 1991 pelo selo Som Interior localizado em Petrópolis/RJ com prensagem limitada a 1000 cópias.

Uma dessas cópias veio parar em minhas mãos através do amigo e fotógrafo carioca, Carlos Vaz, um dos responsáveis pela arte gráfica do disco que é de extremo bom gosto. 

Há alguns anos atrás, mantinha contato com o baixista da banda Cláudio Cotia mas pela correria do dia-a-dia, perdemos contato e espero que essa publicação chegue até ele. Mesmo sendo uma resenha simplória e sem muita técnica. 

Após seguidas audições ao longo dos anos, Prologue, me remeteu a bandas meteóricas da Alemanha no início dos anos 70 pelo seu estilo "one shot", onde são gravados apenas um disco que se torna uma verdadeira gema nas mãos dos admiradores do Rock Progressivo mais obscuro.

 

TRACKS:

01. Prologue (The Gipsy Gull)

02. Hallowe'en (Instrumental) 

03. The Third Eye 

04. To Breathe One's Last 

05. Satan's Ville 

 Episode First- The Ens (Instrumental)

 Chapter One - The Tale

 Episode Second - Delirium Tremens

... Part 1 - The Shades (Instrumental)

... Part 2 - Nightmares

... Episode Third - The Entity

... Episode Fouth - Vanishing Point (Instrumental)

... Chapter Two - The Tag

6. Death




Running Wild - Masquerade (1995)

 



Style: Power/Speed Metall
Origin: Germany
Bitrate: 320
Hoster: MegaTracklist:
01 - The Contract / The Crypts of Hades 2:20
02 - Masquerade 4:20
03 - Demonized 4:41
04 - Black Soul 5:18
05 - Lions of the Sea 5:40
06 - Rebel at Heart 5:45
07 - Wheel of Doom 4:03
08 - MetalHead 4:57
09 - Soleil Royal 4:45
10 - Men in Black 4:36
11 - Underworld 6:15







Destaque

Various Artists - MusiCares Tribute to James Taylor, Los Angeles Convention Center, Los Angeles, CA, 2-6-2006

  Aqui está mais um concerto em homenagem a James Taylor, em apoio ao MusiCares. Só tenho mais alguns depois deste, e quero publicá-los nos ...